Pantanal News

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Internacional

Teerã reabre Ormuz enquanto EUA mantém bloqueio naval

O governo do Irã anunciou nesta sexta-feira (17) a reabertura total do Estreito de Ormuz para embarcações comerciais durante a permanência do cessar-fogo com os Estados Unidos, em um movimento que reduz temporariamente a tensão sobre uma das principais rotas energéticas do mundo, mas mantém incertezas sobre o futuro do conflito no Oriente Médio. A medida, segundo autoridades iranianas, vale até a próxima quarta-feira (22), prazo final do acordo em vigor. O bloqueio do Estreito de Ormuz havia se tornado um dos principais entraves nas negociações recentes entre Teerã e Washington, impactando diretamente o fluxo global de petróleo. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que a circulação de navios em Ormuz está autorizada dentro das condições estabelecidas pelo cessar-fogo. “De acordo com o cessar-fogo no Líbano, a passagem para todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz é declarada completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo”, declarou.   Leia mais: Trump garante reabertura “permanente” de Ormuz após bloquear a rota Leia mais: Em Barcelona, Lula questiona: ‘onde é que a democracia errou?’   Bloqueio naval dos EUA segue em vigor Apesar da liberação, o cenário segue instável. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agradeceu publicamente a decisão iraniana, mas deixou claro que o bloqueio naval norte-americano na saída do estreito, já na região do Golfo de Omã e do Mar Arábico, continuará em vigor. Segundo ele, “o bloqueio naval permanecerá em pleno vigo e efeito, no que diz respeito ao Irã, apenas, até que nossa transação com o Irã esteja 100% concluída”. Trump também indicou a possibilidade de uma nova rodada de conversas ainda neste fim de semana, após o primeiro encontro, realizado no Paquistão, terminar sem avanços concretos. “Os iranianos querem se encontrar. Eles querem fechar um acordo. Acho que uma reunião provavelmente acontecerá neste fim de semana. Acho que chegaremos a um acordo em um ou dois dias”, disse em entrevista ao site Axios. Irã afirma que Ormuz pode ser fechado caso EUA não acabe com bloqueio A reabertura, no entanto, foi recebida com ressalvas dentro de Teerã. A agência estatal Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, criticou o anúncio, classificando-o como insuficiente e ambíguo. O veículo afirmou que a passagem poderá ser novamente interrompida caso o bloqueio naval dos EUA persista. “Diversas condições foram consideradas para esta questão, sendo uma das mais importantes a supervisão completa das Forças Armadas iranianas sobre a passagem e a navegação dos navios. Essa passagem será considerada cancelada caso o alegado bloqueio naval continue”, informou. Além das divergências políticas, há preocupações operacionais. Autoridades iranianas reconhecem não ter controle total sobre a localização de minas na região, recomendando que embarcações utilizem apenas rotas consideradas seguras. A Marinha dos EUA também alertou para riscos, afirmando que a ameaça de minas “não é totalmente compreendida”. Estreito de Ormuz (Foto: Reprodução/ Google Maps) Líderes europeus reagem a decisão No cenário internacional, líderes europeus reagiram com cautela. Embora tenham elogiado o cessar-fogo envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, reforçaram a necessidade de uma solução duradoura. Países como Reino Unido, França, Alemanha e Itália discutem o envio de forças navais ao Golfo Pérsico para garantir a segurança da navegação. O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que as negociações são positivas, mas exigem prudência. “Tudo isso caminha na direção certa”, disse, ao defender a abertura plena e o respeito ao direito marítimo. Enquanto no Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer, reforçou a importância de um entendimento definitivo. “Nossa mensagem é muito simples: o mundo precisa do estreito aberto para manter os preços baixos. Precisamos que as negociações sejam retomadas”, declarou.

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Internacional

Em Barcelona, Lula questiona: ‘onde é que a democracia errou?’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta sexta-feira (17), em Barcelona, da primeira Cúpula Brasil-Espanha ao lado do primeiro-ministro Pedro Sánchez. Durante o encontro, representantes dos dois governos firmaram acordos em áreas como ciência, tecnologia, saúde, cultura, economia e combate ao tráfico de pessoas. Durante coletiva de imprensa, o presidente brasileiro condenou o avanço de conflitos globais e o aumento dos gastos militares. “Assistimos atônitos a uma nova corrida armamentista, mulheres e crianças viram alvos e a inteligência artificial substitui a ética humana”, afirmou, ao lado do premiê espanhol. Lula também relembrou sua decisão de não apoiar a invasão do Iraque pelos Estados Unidos, em 2003, e defendeu a construção de uma “sociedade justa”. Ao tratar das relações com a Espanha, disse que os dois países “estão na mesma trincheira” na defesa da paz e da democracia.   Leia mais: Lula afirma que Trump não tem direito de ‘acordar e ameaçar um país’ Leia mais: Papa Leão XIV critica gasto de bilhões em “mortes e devastação   Foto: Ricardo Stuckert/PR Ao comentar a situação na Venezuela, o petista afirmou que o país deve decidir seu próprio destino sem interferência externa. “Tenho muitas preocupações no Brasil para me preocupar com a Venezuela. O que eu quero é que a Venezuela fique bem, volte a ser um país feliz, sem tutela de ninguém”, declarou. Ao comentar o cenário político internacional, Lula demonstrou preocupação com o enfraquecimento das instituições democráticas. “A pergunta que eu me faço todo dia é a seguinte: onde é que a democracia errou?”. O presidente também avaliou que a Organização das Nações Unidas perdeu força e não tem conseguido cumprir seu papel de garantir a paz global. “As nações que criaram a ONU não respeitam a ONU”, afirmou. E ainda alertou para os riscos de retrocessos democráticos. “O que nós queremos é discutir para ver se a gente consegue encontrar uma solução para fortalecer o processo democrático no mundo”, afirmou. Segundo o presidente, “quando há um retrocesso, acontece um Hitler”. A agenda integra a viagem oficial de Lula pela Europa, que inclui compromissos também na Alemanha e em Portugal até a próxima terça-feira (21).

Saúde

Fiocruz e Ministério das Cidades lançam editais unindo cultura e saúde

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Ministério das Cidades lançaram nesta sexta-feira (17), no Rio de Janeiro, dois editais voltados ao fortalecimento de iniciativas culturais em territórios periféricos. O anúncio foi feito durante o evento Cultura & Saúde – parceria que dá certo!, realizado como parte das comemorações dos 125 anos da Fundação. Um dos editais é o Programa de Formação em Captação para Organizações de Periferias, coordenado pela Secretaria Nacional de Periferias do ministério. A proposta é oferecer qualificação para a  atuação de gestores culturais em áreas periféricas. Segundo a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Marly Marques da Cruz, a iniciativa reforça o papel da cultura como instrumento de transformação social. “Trazemos hoje a ideia de cultura e saúde como uma parceria que dá certo e precisamos ampliar as possibilidades das periferias. A Fiocruz tem uma forte atuação nesses territórios e precisamos construir um projeto de enfrentamento às desigualdades, ao racismo e a tudo que seja contra a vida. Fazemos ciência para a vida”, afirmou. O segundo edital, intitulado Grafite Fiocruz 125 anos, vai selecionar sete propostas artísticas para intervenções nos muros dos campi Manguinhos e Maré, no Rio de Janeiro. De acordo com o edital, as obras deverão dialogar com a trajetória da instituição e com o tema da saúde pública, reforçando a memória institucional e a relação com os territórios. >> Siga o canal da Agência Brasil no A ação conta ainda com gestão cultural da Sociedade de Promoção Sociocultural da Fiocruz (SocultFio). Para o diretor institucional da entidade, Luis Fernando Donadio, a integração entre cultura e saúde amplia o alcance das políticas públicas. “Numa instituição de saúde, ciência e tecnologia, ter esse olhar para a cultura é uma grande conquista. Produzir cultura é também produzir saúde na veia”, destacou Donadio. Já o representante do Ministério das Cidades, Breno Lacet Lucena, ressaltou o potencial das periferias como espaços de inovação social: “Pensamos a periferia como um lugar de oportunidades. Criamos a rede Nós Periféricos, que reúne iniciativas que geram impacto significativo nos territórios, e queremos que isso se amplie ainda mais”, afirmou. Como acessar os editais As inscrições para o Programa de Formação em Captação são destinadas a organizações cadastradas na plataforma Nós Periféricos, vinculada ao Ministério das Cidades. Já o edital Grafite Fiocruz 125 anos terá suas regras, prazos e critérios disponíveis nos canais oficiais da Fiocruz e da SocultFio. Os interessados devem acompanhar os sites institucionais da Fiocruz e do Ministério das Cidades, onde estão publicados os editais completos, com orientações sobre inscrição, cronograma e documentação necessária.   FONTE: AGENCIA BRASIL

Internacional

Irã pode fechar Estreito de Ormuz se bloqueio naval dos EUA persistir

A Agência Tasnim, ligada ao Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) , informou que se o bloqueio naval dos Estados Unidos (EUA) continuar, o Estreito de Ormuz voltará a ser fechado, prejudicando a comercialização de 20% da produção de petróleo no mundo. Para os iranianos, a permanência dos navios estadunidenses na região é violação do acordo de cessar-fogo. As embarcações bélicas dos EUA podem prejudicar exportações e importações do Irã. Navios norte-americanos estão posicionados no Oceano Índico a uma distância do Estreito de Ormuz de onde podem interceptar eventuais ataques do Irã. Em postagem em rede social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o bloqueio naval contra o Irã permanecerá em pleno vigor “até que nossas negociações sejam 100% concluídas.” Além do fim do bloqueio naval, a liberação do Estreito de Ormuz está condicionada  À proibição de passagem de navios militares e de navios de carga de países considerados hostis Ao trânsito exclusivo das embarcações na rota designada pelo Irã À coordenação do CGRI O cessar-fogo dos ataques de Israel ao Líbano, determinado por Donald Trump após exigência do Irã, também foi condição fundamental para a reabertura do Estreito de Ormuz. Após o fracasso das negociações de paz no Paquistão no último fim de semana, os EUA anunciaram bloqueio naval contra os portos iranianos.>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp A eficiência desse bloqueio às exportações e importações iranianas é contestada. Três petroleiros iranianos, transportando 5 milhões de barris de petróleo bruto, deixaram o Golfo Pérsico pelo Estreito de Ormuz em meio ao bloqueio dos EUA, informou a empresa de rastreamento de navios Kpler à agencia francesa AFP. FONTE: AGENCIA BRASIL

Internacional

Peru: ultraconservador e esquerda disputam voto a voto para 2º turno

A eleição presidencial do Peru segue indefinida após cinco dias da contabilização de votos. O pleito do último domingo (17) juntou 35 candidatos presidenciais tentando ser o 9º presidente peruano em apenas dez anos, em um período de grande turbulência política no país vizinho.  A direitista Keiko Fujimori, com 17% dos votos, garantiu matematicamente um lugar no segundo turno, marcado para o dia 7 de junho. Porém, o adversário de Keiko segue completamente indefinido com os segundo e terceiro colocados separados por menos de 3 mil votos. O esquerdista Roberto Sanchéz Palomino, aliado do ex-presidente destituído Pedro Castillo, segue com 12% dos votos, enquanto o ultraconservador Rafael Aliaga, apontado como admirador do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, vem, em seguida, com 11,9% dos votos válidos. Até o início da tarde desta sexta-feira, o Peru tinha contabilizado 93,3% das urnas. As atualizações podem ser ; Quarto país mais populoso da América do Sul, com cerca de 34 milhões de habitantes, o Peru tem uma fronteira de 2,9 mil quilômetros com o Brasil, a segunda maior depois da Bolívia. O professor de pós-graduação de Integração da América Latina da Universidade de São Paulo (USP), Gustavo Menon, avalia que essa eleição tem repercussões na disputa comercial travada entre China e EUA na América Latina. “Roberto Sánchez se opõem vertiginosamente à plataforma encampada por Keiko Fujimori, que pretende se realinhar com os EUA. Ela já fez acenos a Donald Trump no sentido de recrudescer a política migratória e estancar a influência chinesa que se dá, sobretudo, via Porto de Chancay”, avalia. Fujimori Filha do ex-ditador Alberto Fujimori, que governou o Peru de 1990 a 2000, Keiko lidera a disputa com 2,6 milhões de votos entre 27 milhões de eleitores. Essa já é a quarta eleição presidencial de Keiko, que perdeu no segundo turno nas últimas três eleições, de 2011, 2016 e 2021. Keiko lidera a disputa com 2,6 milhões de votos entre 27 milhões de eleitores – REUTERS/Angela Ponce/ Proibido reprodução As seguidas derrotas da Keiko sugerem que ela não tem conseguido ultrapassar um teto de votos devido a resistência à herança da politica do pai dela, condenado por violações de direitos humanos. O antropólogo Salvador Schavelzon, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e especialista em política na América Latina, destaca que Keiko traz a herança do pai. “Fujimori lembra no Peru da guerra contra o Sendero Luminoso, a reedição desse discurso antiterrorista, mas que, nas províncias, é associado às elites, ao neoliberalismo”, destacou. Esquerda O candidato Roberto Sánchez têm, até o momento, 1,890 milhão de votos computados. Ele é aliado do ex-presidente Pedro Castillo, deposto e preso por suposta tentativa de golpe de Estado ao tentar dissolver o Parlamento. Para seus apoiadores, Castillo foi vítima do poderoso parlamento peruano por representar o voto da população rural. Roberto Sánchez é aliado do ex-presidente Pedro Castillo, deposto e preso por suposta tentativa de golpe de Estado – REUTERS/Angela Ponce – Proibido reprodução O antropólogo Salvador Schavelzon, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e especialista em política na América Latina, afirma que o Sánchez tem um perfil nacionalista-popular. “É um nacionalismo popular que reivindica a cor da pele, o chapéu, que são símbolos importantes de um setor político que vem chegando aos poucos, mas com muita resistência por parte das elites. Ele busca dar uma resposta às maiorias que trabalham na terra, do interior, e tem prometido algumas reformas”, comentou. Entre as propostas de governo, estão a nacionalização de recursos naturais; uma nova constituinte para refundar os poderes institucionais do Peru e mais direitos trabalhistas. Sanchéz foi ministro do Comércio Exterior e Turismo do governo de Pedro Castillo, em 2021. Psicólogo de formação, ele é um deputado peruano do partido Juntos Pelo Peru e foi um dos entusiastas da criação do Porto de Chacay, construído com muitos investimentos chineses para escoar a produção para a Ásia. Apesar dessa ligação com a população rural, Sanchéz é um político que vem desse jogo partidário do congresso peruano, alerta Schavelzon. “Sanchéz vem dos jogos partidários, da velha política do Congresso, que acena para o povo, mas muitas vezes acaba sendo mais próximo das elites, talvez novas elites que se reposicionam. A gente viu isso em vários lugares da América Latina”, pondera. Aliaga Sánchez disputa o segundo lugar no segundo turno com o autointitulado ultraconservador Rafael López Aliaga, que pode ser visto como do campo da extrema-direita, segundo o professor Menon. “Se o Peru tiver uma eleição em 2º turno entre Keiko Fujimori e Rafael Aliaga, quem sai fortalecido é o campo da extrema-direita. Haverá um realinhamento em direção à Casa Branca, a despeito dessa interdependência entre Peru e China do ponto de vista das relações comerciais”, acrescenta Schavelzon, que também professor da Universidade Católica de Brasília (UCB). Ultraconservador Rafael López Aliaga, que pode ser visto como do campo da extrema-direita- REUTERS/Manuel Orbegozo/ Proibido reprodução Ex-prefeito de Lima, capital do país, Aliaga costuma ser comparado com Donald Trump ou o presidente argentino Javier Milei, ao combinar discurso ultraconservador com defesa radical do livre mercado. Denúncias de fraude O ultraconservador do partido Revolução Popular está com 1,877 milhão de votos. Ele aparecia em segundo colocado no início da apuração. Porém, quando começaram a ser computados os votos das zonas rurais, Aliaga foi ultrapassado pelo esquerdista Sanchéz. Com a mudança de cenário, o candidato da ultradireita passou a denunciar uma suposta fraude eleitoral, sem apresentar provas. A denúncia de fraude foi criticada pelo adversário. “Fazemos um chamado firme ao nosso povo para manter a calma, a vigilância democrática e a confianças nos canais institucionais, esperando com responsabilidade os resultados oficiais”, afirmou nota do partido de Sanchéz, Juntos Pelo Peru. Em comunicado preliminar, a Missão da União Europeia para fiscalizar as eleições peruanas não apresentou indícios de fraude, apesar do atraso em 13 locais de votação em Lima, que atrasaram o voto de 55 mil pessoas.  Governabilidade Com nove presidentes em dez anos, o Peru tem sido marcado por renúncias e destituições. O professor Gustavo Menon avalia que, independentemente de quem vença, a governabilidade não estará garantida.   “Independentemente quem seja

Saúde

Dia Mundial da Hemofilia: campanha reforça importância do diagnóstico

No Dia Mundial da Hemofilia, lembrado nesta sexta-feira (17), a Federação Mundial da Hemofilia reforça, em campanha, a importância crucial do diagnóstico, classificado pela entidade como um primeiro passo essencial no tratamento e no cuidado de pacientes. A federação estima que mais de três quartos das pessoas com hemofilia no planeta não tenham sido diagnosticadas e que a lacuna possa ser ainda mais significativa no caso de outros distúrbios hemorrágicos.  “Isso significa que centenas de milhares de pessoas em todo o mundo ainda não têm acesso a cuidados básicos”, alerta. “O diagnóstico preciso é a porta de entrada para o tratamento de pessoas com distúrbios hemorrágicos. No entanto, em muitas partes do mundo, barreiras continuam a atrasar ou impedir o diagnóstico correto, resultando em taxas de diagnóstico inaceitavelmente baixas”, avaliou o presidente da federação, Cesar Garrido. Entenda O Ministério da Saúde define a hemofilia como uma condição genética rara que afeta a coagulação do sangue e ocorre pela deficiência nos fatores que ajudam a formar uma espécie de curativo natural do corpo.  Na prática, a hemofilia faz com que o processo de coagulação do sangue não aconteça de forma adequada, gerando sangramentos nas juntas (hemartroses) e nos músculos (hematomas), por deficiência nos genes responsáveis pela coagulação. Um exemplo é quando uma parte do corpo sofre um ferimento e começa a sangrar, as proteínas (elementos responsáveis pelo crescimento e desenvolvimento de todos os tecidos do corpo) entram em ação para estancar o sangramento. Esse processo é chamado de coagulação.  Pessoas com hemofilia não têm essas proteínas e, por isso, sangram mais do que o normal.  Existem vários fatores de coagulação no sangue, que agem em uma sequência determinada. No final dessa sequência, é formado o coágulo e o sangramento é interrompido.  Em uma pessoa com hemofilia, um desses fatores não funciona. Sendo assim, o coágulo não se forma e o sangramento continua. Existem dois tipos de hemofilia:  hemofilia A: deficiência no Fator VIII  hemofilia B: deficiência no Fator IX Os sangramentos, segundo o ministério, são iguais nos dois tipos, mas a gravidade da doença depende da quantidade de fator presente no plasma (líquido que representa 55% do volume total do sangue).  Assim, a doença pode ser classificada ainda em três categorias: grave (fator menor do que 1%), moderada (de 1% a 5%) e leve (acima de 5%). Nesse último caso, a enfermidade pode passar despercebida até a idade adulta. Apesar de a hemofilia ser, em sua grande maioria, uma condição genética hereditária, transmitida de pais para filhos, ela também pode ser adquirida.  A hemofilia congênita, que já se apresenta no nascimento, é causada por uma alteração genética ligada ao cromossomo X. Cerca de 70% dos casos de hemofilia são transmitidos aos filhos por mães portadoras da mutação. É mais provável a hemofilia ocorrer em homens do que em mulheres. Isso acontece porque a doença é resultado de um defeito genético no cromossomo X. Como as mulheres têm dois cromossomos X, enquanto os homens têm apenas um, o gene defeituoso está garantido de se manifestar em qualquer homem que o carrega. Apesar de muito rara, a hemofilia também pode ocorrer em pessoas do sexo feminino, em decorrência da união de homem e mulher com hemofilia. Mais comumente, mulheres portadoras podem apresentar baixos níveis de fator VIII ou fator IX. Além disso, filhas de homem com hemofilia serão portadoras obrigatórias. Brasil Dados do ministério indicam que, em 2024, o Brasil registrou 14.202 pessoas com hemofilia, sendo a maioria dos casos de hemofilia A (11.863), enquanto a hemofilia B contabilizou 2.339 casos. No país, a Empresa Brasileira de Hemoderivados é Biotecnologia (Hemobrás), vinculado ao Ministério da Saúde, é responsável pela produção de medicamentos hemoderivados a serem distribuídos via Sistema Único de Saúde (SUS).  Em nota em alusão ao Dia Mundial da Hemofilia, a Hemobrás reforçou a importância da produção nacional de medicamentos hemoderivados e destacou o trabalho realizado no município de Goiana, na Zona da Mata pernambucana, onde fica a fábrica da empresa.  Na avaliação da Hemobrás, o complexo industrial projeta o Brasil “para o seleto time de países que se aproxima da soberania na produção de medicamentos”. “Essa estrutura de suporte baseia-se na distribuição constante de medicamentos como o Fator VIII de coagulação, usado no tratamento da hemofilia A, em suas versões plasmática e recombinante (produzido por biotecnologia).” “Ao garantir que o SUS disponha de medicamentos essenciais para o tratamento profilático da hemofilia, a empresa funciona como um escudo logístico e tecnológico, estabilizando a saúde do paciente e permitindo que ele mantenha uma rotina ativa”, diz o comunicado. Saiba mais sobre a hemofilia na reportagem do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil FONTE: AGENCIA BRASIL

Internacional

Israel atacou 129 unidades de saúde no Líbano em 45 dias de guerra

Os bombardeios de Israel contra o Líbano danificaram 129 unidades de saúde libanesas, com 100 profissionais de saúde assassinados e 233 feridos. O Ministério da Saúde do país ainda informou que 116 ambulâncias foram bombardeadas e seis hospitais precisaram ser fechados. “Esses incidentes constituem uma grave violação do direito internacional humanitário e comprometem seriamente o acesso da população aos serviços de saúde”, diz comunicado do escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) de Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) no Líbano. O ataque contra infraestruturas civis e de saúde é considerado crime de guerra. Israel vinha ameaçando unidades de saúde alegando que elas eram usadas pelo Hezbollah. Organizações de direitos humanos questionam as acusações.  Um aviso para evacuar dois hospitais em Beirute preocupou a Organização Mundial de Saúde (OMS).   Uma das 116 ambulâncias destruídas por ataques israelenses – Foto: Defesa Civil do Líbano  Os 45 dias de conflitos tiraram a vida de 2.294 pessoas e deixou outros 7,5 mil feridos, sendo, pelo menos, 177 crianças mortas e 704 feridas, segundo cálculos provisórios do Ministério da Saúde libanês divulgados nesta sexta-feira (17). Estima-se ainda que, pelo menos, sete jornalistas foram alvos de ataques israelenses nessa fase da guerra no Líbano.  O Conselho Nacional de Pesquisa Científica do Líbano (CNRS) calculou que 37,8 mil unidades habitacionais foram destruídas até o dia 12 de abril, quatro dias antes do cessar-fogo. A maior parte da destruição foi nos subúrbios da capital, Beirute. “Isso representa aproximadamente 16% do total dos danos registrados durante as fases anteriores da guerra. Esses números destacam uma rápida intensificação da destruição, com uma proporção significativa dos danos cumulativos da guerra ocorrendo em um período muito curto”, diz o CNRS.    No primeiro dia do cessar-fogo no Irã, Israel lançou um ataque massivo com o Líbano, em especial contra os subúrbios densamente povoados e áreas centrais da capital, causando a morte de mais de 300 pessoas em cerca de 10 minutos de bombardeios.   O jornalista e especialista em geopolítica Anwar Assi, que conhece as regiões bombardeadas em Beirute, destacou à Agência Brasil que são áreas civis. “Essa área é 100% civil. Mesmo os escritórios do Hezbollah são escritórios civis. Ou seja, pela lei internacional, não podem ser atacados. O subúrbio de Beirute não é uma área militarizada. Não tinha porquê bombardear aquelas áreas”, afirmou. Com família no Líbano, Assi disse que as alegações de Israel de que tinham foguetes naquela região não são verdadeiras. “Isso dá para ver pelos prédios destruídos, que lá não tinha foguete. O único motivo dos ataques foi para forçar o deslocamento dos moradores e criar uma pressão em cima da sociedade libanesa”, afirmou. Mais de 1,2 milhão de pessoas foram deslocadas em decorrência de ordens de deslocamento em massa que abrangem cerca de 15% do país, segundo dados do Ocha.   Para o especialista, o objetivo de Tel Aviv é criar milhares de deslocados que venham se voltar contra o Hezbollah.  “Mas isso não está acontecendo, a maioria apoia a resistência. Mesmo os críticos do Hezbollah têm rejeitado uma guerra civil contra o grupo”, acrescentou. O presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, reafirmou nesta sexta-feira que a unidade nacional e a paz civil são “uma linha vermelha” que não deve ser cruzada sob nenhuma circunstância, alertando que miná-las serve aos objetivos de Israel, segundo a Agência Nacional de Notícias do país. Israel alega que ataca infraestrutura militar do Hezbollah, acusando ainda o grupo de usar infraestrutura civil para fins militares, o que é negado pela organização xiita.  Israel bombardeou a última ponte que restava sobre o Rio Litano, a Ponte de Qasmiyeh, isolando a região ao sul do resto do país – Foto: Defesa Civil do Líbano  Sul do Líbano O governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirma que a operação no sul do Líbano busca criar uma zona despovoada até o Rio Litani, a cerca de 30 quilômetros da fronteira entre os dois países.  Na quinta-feira (16), Netanyahu informou que estava tentando tomar a cidade de Bent Jbeil, de 30 mil habitantes. Em março, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que não permitiram que as milhares de pessoas que fugiram do sul do Líbano retornassem às suas casas ao sul do Rio Litani.  O deslocamento forçado de população civil é considerado outro crime de guerra. No último dia antes do cessar-fogo, Israel bombardeou a última ponte que restava sobre o Rio Litani, a Ponte de Qasmiyeh, isolando a região ao sul do resto do país e impedindo a conexão entre as cidades de Tiro e Sidon. Em resposta, foi construída uma ponte provisória para permitir o retorno dos moradores. Hussein Melhem e família se deslocou para a região metropolitana de Beirute e não sabe ainda quando poderá voltar para Tiro – Foto: Hussein Melhem/Arquivo Pessoal O libanês-brasileiro Hussein Melhem, de 45 anos, morava com a família na cidade de Tiro (ou Tyre) até a recente fase da guerra começar no dia 2 de março. Ele se deslocou para a região metropolitana de Beirute e não sabe ainda quando poderá voltar para Tiro.   “Quero voltar esta semana, mas tem que diminuir a fila um pouco porque está uma luta para voltar ao sul, tem muita gente”, disse, acrescentando que não está seguro de que a trégua possa durar.  “É preciso aguardar os próximos desdobramentos”. O especialista em geopolítica Anwar Assi afirmou à Agência Brasil que as ações de Israel no sul do Líbano configuram uma limpeza étnica para expulsar os moradores da região e tomar esses territórios. “O objetivo principal da guerra é a expulsão das pessoas do sul do Líbano. Por isso que eles destruíram escolas, hospitais, prédios do governo e todas as unidades que poderiam dar suporte ao retorno dos civis. Eles destruíram justamente para que essas pessoas que retornassem às suas cidades não encontrassem nenhum tipo de apoio”, destacou Assi. FONTE: AGENCIA BRASIL

Lei define guarda compartilhada de pets; veja detalhes
Brasil

Lei define guarda compartilhada de pets; veja detalhes

Decidir o futuro do animal de estimação quando o casamento ou a união chega ao fim é um momento de angústia. Esse desgaste pode ser amenizado a partir desta sexta-feira (17), com a publicação da lei que institui a guarda compartilhada de pets. A norma estabelece regras, inclusive, caso não haja acordo. Situações em que o juiz determinará o compartilhamento da custódia e das despesas do animal de forma equilibrada entre as partes. Para isso, o animal deve ser “de propriedade comum”, ou seja, ter passado a maior parte de sua vida de forma conjunta, com o casal. Manutenção Os gastos com alimentação e higiene serão de responsabilidade de quem tiver o animal em sua companhia. As demais despesas, como consultas veterinárias, internações e medicamentos, serão divididas igualmente entre as partes. Indenização A parte que renunciar ao compartilhamento da custódia perderá a posse e a propriedade do animal de estimação em favor da outra, sem direito a indenização. Não cabe reparação econômica também em casos de perda definitiva da custódia causada por descumprimento imotivado do acordo. Em caso de decisão judicial, não será deferida a guarda compartilhada do animal se o juiz identificar: histórico ou risco de violência doméstica e familiar; ocorrência de maus-tratos contra o animal. Nessas situações, o agressor perderá a posse e a propriedade do animal para a outra parte, sem direito a indenização. Leia Também: STF forma maioria para derrubar lei que proíbe cotas raciais em universidades de SC

Saúde

Governo federal anuncia R$ 120 milhões para pesquisa clínica

O Ministério da Saúde lançou nesta sexta-feira (17) o Programa Nacional de Pesquisa Clínica (PPClin) que vai destinar R$ 120 milhões este ano por meio de consulta pública para que hospitais federais, universidades e institutos de pesquisa apresentem propostas. Com a iniciativa, o governo busca criar diretrizes para acelerar o desenvolvimento de medicamentos, tratamentos e equipamentos inovadores essenciais para a população e para o alcance da soberania nacional em saúde. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cada vez mais os hospitais brasileiros, do Sistema Único de Saúde (SUS), das universidades vão receber os principais estudos de novos medicamentos, vacinas e diagnósticos. “E também a gente vai descobrindo os medicamentos mais adequados para as características da população brasileira. Faz parte do esforço de aumentar a produção local”, disse Padilha, durante a abertura da feira SUS Inova Brasil, no Rio de Janeiro, que reúne instituições públicas e privadas da saúde. Ainda na capital carioca, o ministro vai ao Instituto Nacional de Câncer (Inca) para dar mais um passo na construção do novo Inca. “O novo campus do Inca vai juntar 18 prédios que são fragmentados num grande hospital, com R$ 2,5 bilhões previstos, uma parceria com o BNDES”, afirmou Padilha.   FONTE: AGENCIA BRASIL

Em apenas três edições, MS Cidadão ultrapassa 2,4 mil atendimentos e reforça municipalismo no interior e Capital
Economia

Em apenas três edições, MS Cidadão ultrapassa 2,4 mil atendimentos e reforça municipalismo no interior e Capital

Programa levou serviços essenciais a Aquidauana, Campo Grande e Jardim, aproximando o Governo do Estado da população O programa MS Cidadão já alcança resultados expressivos nas primeiras edições realizadas em Mato Grosso do Sul. Somando as ações em Aquidauana, no bairro Jardim Noroeste em Campo Grande e no município de Jardim, a iniciativa ultrapassa a marca de 2.400 atendimentos, consolidando-se como uma importante ferramenta de aproximação entre o poder público e a população. Com uma proposta de atendimento integrado, o MS Cidadão levou à população serviços essenciais em áreas como saúde, educação, identificação, assistência social, cultura e lazer. Entre os principais resultados, estão a emissão de cerca de 300 documentos de identidade e a realização de mais de 150 exames preventivos e mamografias, além de centenas de atendimentos médicos e odontológicos. A ação reúne, em um só espaço, diversos órgãos estaduais e instituições parceiras, promovendo mais agilidade, comodidade e acesso aos serviços públicos. Participam da iniciativa, além do Governo do Estado com toda a estrutura da gestão estadual, prefeituras municipais e parceiros como Energisa, Cassems, entre outros. Mais do que ampliar o acesso, o MS Cidadão reforça um dos pilares da atual gestão estadual: o municipalismo. A proposta é descentralizar os serviços e levá-los diretamente às comunidades, facilitando o atendimento, especialmente para quem enfrenta dificuldades de deslocamento ou acesso a estruturas públicas. Ao aproximar o Estado da população, o programa contribui para reduzir a burocracia e garantir um atendimento mais humanizado e eficiente, atendendo às demandas reais dos cidadãos onde eles vivem. Com resultados positivos nas primeiras edições, o MS Cidadão terá continuidade nos próximos meses, com novas ações previstas em diferentes municípios do Estado, ampliando ainda mais seu alcance e impacto social. Beatricce Bruno, Comunicação Casa CivilFotos: Divulgação Fonte: Secom Mato Grosso do Sul

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