Pantanal News

Mulheres que sofreram violência sexual têm mais problemas cardíacos
Brasil

PL da Misoginia tem aval de Lula, ressalvas de Flávio, oposição de Zema e silêncio de Caiado

A Folha de S.Paulo procurou as pré-campanhas do presidente Lula (PT), do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e dos ex-governadores Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO) para saber o posicionamento deles a respeito do projeto, que prevê incluir a misoginia entre os crimes de preconceito previstos na Lei do Racismo. Lula, por meio do PT, manifestou apoio ao projeto de lei proposto pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), que integra a base governista. Flávio disse ser necessário aprimorar o texto –ainda que ele próprio tenha votado a favor de sua aprovação no Senado–, enquanto Zema se manifestou contra a proposta por, segundo ele, atentar contra a liberdade de expressão. A equipe de Caiado, alegando ainda estar estruturando a pré-campanha do goiano, não respondeu aos questionamentos enviados pela reportagem. O texto especifica como discriminatória qualquer atitude ou tratamento que cause constrangimento, humilhação, vergonha, medo ou exposição indevida, de forma que não ocorreria com homens. A pena prevista é de dois a cinco anos de prisão. Se o crime for cometido no contexto de violência doméstica e familiar, a pena será aplicada em dobro. Em nota, o PT classificou a proposta como um avanço no combate à violência de gênero e mencionou o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, lançado pelo presidente em fevereiro após a repercussão de uma série de feminicídios no país. Lula acumula declarações machistas em sua trajetória. Em abril de 2025, por exemplo, chamou a diretora-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), Kristalina Georgieva, de “mulherzinha” e, no mês anterior, disse ter nomeado uma “mulher bonita” (Gleisi Hoffmann) no ministério para “melhorar a relação” com o Congresso. Ao mesmo tempo, o petista tem incorporado aos seus discursos públicos falas em prol da igualdade de gênero. “É por isso que a gente gosta de dar a chave na mão da mulher. Se o cara ficar bravo, tranca ele do lado de fora. Aí ele vai aprender a não ser bravo mais com a companheira mulher”, disse o presidente em março durante cerimônia de entrega de chaves do Minha Casa, Minha Vida no Palácio do Planalto. “A criminalização da misoginia é um passo fundamental e deve estar articulada a ações estruturais, como educação para a igualdade, fortalecimento da rede de proteção e enfrentamento ao discurso de ódio, inclusive nos ambientes digitais”, diz o PT na nota enviada. Flávio Bolsonaro também tem adotado discursos pró-mulheres de olho em uma fatia do eleitorado que tem histórico de rejeição ao pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), cujo longo histórico de declarações machistas já incluíram ataques a jornalistas mulheres e uma declaração de 2014, de que só não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela não merecia. “Eu sou casado com a Fernanda, sou pai de duas princesinhas que são a razão do meu viver e imagino a dor dessas famílias que tem uma mulher agredida ou uma mulher assassinada por um covarde. E a gente não vai mais tolerar isso nesse país”, disse o senador durante um protesto na avenida Paulista, em março. A equipe de Flávio, por meio de nota, disse à reportagem que, no plano de governo, “a temática da segurança e da proteção à mulher será tratada com prioridade”. Ele votou pela criminalização da misoginia, mas afirmou que o texto que seguirá para ser votado na Câmara dos Deputados “apresenta lacunas e pontos que ainda precisam ser aprimorados”. Em outubro de 2025, Flávio e outros dez senadores de direita apresentaram um recurso para que o texto fosse votado em plenário, e não só aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, que avalia a constitucionalidade dos projetos. Na ocasião, ele já defendia a necessidade de alterar a proposta. “O texto aprovado carece de aperfeiçoamento técnico, pois a definição de misoginia adotada é ampla e imprecisa, abrindo espaço para interpretações excessivas e para a eventual criminalização de condutas que não configuram ódio ou aversão real às mulheres”, diz o parecer.O projeto descreve a misoginia como conduta que exteriorize ódio ou aversão às mulheres. O argumento de que a definição carece de maior precisão também é utilizado por Romeu Zema, que se disse contrário ao PL da Misoginia, como ficou conhecido o projeto aprovado pelo Senado. “Sou contra esse projeto. O texto tem uma definição vaga sobre o que é misoginia e abre um precedente perigoso, colocando em risco a liberdade de expressão. A violência contra a mulher é inaceitável e deve ser combatida com o maior rigor. Só que tornar crime opiniões alheias, por mais reprováveis que sejam, não protege as mulheres, apenas amplia o poder do Estado sobre o que as pessoas podem ou não dizer”, afirmou o ex-governador em nota. Em 2020, durante o lançamento de um programa de combate à violência de gênero, o mineiro afirmou que a opressão contra a mulher é “meio que instinto natural do ser humano”. No texto enviado por sua equipe à Folha, Zema disse defender o aumento de penas contra agressores, estupradores e feminicidas. “Que tipo de homem acha que é normal partir para a agressão quando uma mulher diz não e ainda posta nas redes? Sou pai, tenho uma filha e tenho também um filho e me recuso a aceitar um país onde mulheres vivem com medo de sair na rua”, afirmou ele em vídeo publicado no seu canal do YouTube em março. Sem ter retornado à reportagem sobre o PL da Misoginia, Ronaldo Caiado também tem explorado o combate à violência de gênero em discursos de pré-campanha. “Tenho mão firme contra criminosos. Quando são agressores de mulheres, aí é que sou mais mão pesada”, disse ele em vídeos gravados por sua equipe em março. O QUE É O PL DA MISOGINIA Prevê incluir a misoginia entre os crimes de preconceito da Lei do Racismo Seria considerado crime qualquer atitude ou tratamento que cause constrangimento, humilhação, vergonha, medo ou exposição indevida a uma mulher, de forma que não ocorreria com homens Define misoginia como conduta que exteriorize ódio ou aversão às mulheres Pena prevista de 2 a 5

Socorrista atende acidente e descobre que vítima era o próprio filho
Brasil

Socorrista atende acidente e descobre que vítima era o próprio filho

Vocêm socorrista do Samu viveu uma tragédia pessoal ao atender uma ocorrência na BR-376, em Mauá da Serra, no norte do Paraná, na madrugada de sábado (18). Ao chegar ao local do acidente, ele descobriu que uma das vítimas era o próprio filho. O jovem, identificado como Natan Pereira da Silva, de 24 anos, dirigia o carro que capotou no km 290 da rodovia, segundo a Polícia Rodoviária Federal. O pai, Silvio Silva, atua como condutor-socorrista em Faxinal e fazia parte de uma equipe que retornava de outro atendimento quando foi acionada para prestar socorro. Com a violência do acidente, todos os ocupantes do veículo foram lançados para fora. Quatro pessoas caíram na mesma pista em que o carro trafegava, enquanto outra foi arremessada para o sentido contrário. Essa última acabou sendo atingida por dois veículos e sofreu ferimentos gravíssimos, com risco de amputação de uma das pernas. Natan chegou a ser atendido pelo próprio pai e por outros profissionais do Samu, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. A cena do socorrista ajoelhado ao lado do corpo do filho, sendo amparado por um colega de trabalho, passou a circular nas redes sociais e comoveu moradores da região. O sepultamento de Natan foi realizado na manhã de domingo (19), às 8h30, no Cemitério Municipal de Mauá da Serra. Assíria Macêdo, de 29 anos, acumulou dívida de R$ 50 mil com plataformas como o “Jogo do Tigrinho”. Após repercussão nas redes, conseguiu apoio psicológico e tenta reconstruir a vida | 05:15 – 20/04/2026

Pedidos de pensão entre Brasil e Portugal crescem 420% em 4 anos
Brasil

Pedidos de pensão entre Brasil e Portugal crescem 420% em 4 anos

Ós pedidos de cooperação jurídica internacional entre Brasil e Portugal relacionados ao pagamento de pensão alimentícia vêm crescendo de forma expressiva nos últimos anos. Dados do governo brasileiro mostram que, com base na Convenção de Haia sobre Alimentos, houve um aumento de cerca de 420% nas solicitações entre 2021 e 2025. O levantamento, feito a pedido da agência Lusa, indica que, apenas em 2025, o Brasil registrou 530 pedidos de cooperação no mundo. Desse total, 200 foram direcionados a Portugal, tornando o país europeu o principal destino das solicitações. Em comparação com 2024, quando foram registrados 114 pedidos entre Brasil e Portugal, o número de 2025 representa um crescimento de 75,4%. Nos anos anteriores, os volumes eram bem menores: 38 pedidos em 2021, 35 em 2022 e 71 em 2023. Somente no primeiro trimestre deste ano, já foram contabilizados 18 novos pedidos. Na prática, a Convenção de Haia sobre Alimentos funciona como um mecanismo de integração entre as autoridades dos países, permitindo que decisões judiciais sejam reconhecidas e executadas em ambos os territórios. Isso significa que uma sentença brasileira que determina o pagamento de pensão alimentícia deve ser cumprida em Portugal, caso o responsável resida lá, e o mesmo vale no sentido inverso. Os pedidos podem ser iniciados tanto por brasileiros quanto por portugueses, sempre por meio das autoridades centrais dos países onde vivem, sendo depois encaminhados pelos canais oficiais. Cerca de 65% das solicitações partem do Brasil em direção a Portugal, enquanto o restante segue o caminho inverso. “Desse montante, a maior parte dos pedidos são de mães que pleiteiam pensão alimentícia aos filhos, visto que, na maior parte dos casos, a guarda permanece com a genitora”, informou o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Além da cobrança de pensão, os principais temas tratados nesse tipo de cooperação incluem a localização do devedor, o reconhecimento e a execução de sentenças judiciais, além da obtenção de decisões em outro país. O acordo também se aplica a situações de revisão do valor da pensão ou de encerramento da obrigação, como nos casos em que o filho atinge a maioridade. Também abrange investigações de paternidade, frequentemente com a realização de exames genéticos. Para iniciar o processo, o interessado deve procurar a autoridade central do país onde reside. No Brasil, o órgão responsável é o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em Portugal, a função é exercida pela Direção-Geral da Administração da Justiça. Coordenador-geral de Cooperação Jurídica Internacional em Matéria Cível no Brasil, Arnaldo Silveira destaca que o serviço é gratuito e inclui o acompanhamento completo do caso. “Temos essa preocupação de dizer que é um serviço prestado para a família. Não é um serviço prestado apenas para as mães, apenas para quem precisa dos alimentos, mas também para quem paga alimentos. Temos a preocupação de que a justiça seja feita naquele caso”, afirmou. Segundo ele, tanto mães quanto pais podem acionar o sistema, assim como defensores públicos, advogados ou até servidores do Judiciário que auxiliem a família. A Convenção de Haia também trouxe avanços importantes na agilidade dos processos. Entre eles, a tramitação eletrônica dos documentos entre os países e a eliminação da via diplomática tradicional. Com isso, o tempo de resposta diminuiu significativamente. Antes, um devedor poderia levar até dois anos para ser formalmente notificado sobre uma ação de pensão. Hoje, em casos entre Brasil e Portugal, esse prazo pode cair para cerca de 45 dias. “O que o interessado pode fazer? Pegar um avião, ir para Portugal, contratar um advogado e entrar na justiça em Portugal? Mas nem todo mundo pode fazer isso. Então, essa pessoa, que não tem condição de fazer isso, ela vai encaminhar um correio eletrônico aqui para o Ministério da Justiça, que iremos dar as orientações”, explicou. Silveira ressalta ainda que, na maioria dos casos, não é necessário contratar advogado em outro país para dar andamento ao processo. “O mais importante é que a pessoa não desanime da busca dos seus direitos apenas porque a outra parte está no exterior”, concluiu. Suspeito matou oito crianças em ataque na Louisiana, incluindo sete dos próprios filhos, e deixou duas pessoas feridas. Caso é tratado como violência doméstica e terminou com o atirador morto após perseguição policial. | 04:30 – 20/04/2026

Mulher perde duas casas e casamento após vício em apostas:
Brasil

Mulher perde duas casas e casamento após vício em apostas: “Perdi tudo”

Vocêma extensionista de cílios de 29 anos usou as redes sociais para relatar como o vício em apostas online impactou sua vida. Moradora de Fortaleza, Assíria Macêdo afirma que perdeu duas casas e se separou do marido após acumular uma dívida de R$ 50 mil com plataformas como o “Jogo do Tigrinho”. Em um vídeo publicado no Instagram, ela contou que começou a apostar há cerca de quatro anos. “Como é que eu posso começar explicando essa situação?”, questionou no início do desabafo. “Há mais ou menos quatro anos eu me envolvi nos jogos online, no famoso ‘Jogo do Tigrinho’, que vem destruindo tantas vidas, inclusive destruiu a minha”, afirmou. O jogo citado por ela funciona como um cassino online, com promessas de ganhos rápidos e elevados, prática considerada irregular no país. Mesmo assim, Assíria acabou se envolvendo após ver relatos de pessoas que diziam estar lucrando. “Eu vi muita gente ganhando dinheiro, (e pensei) então se isso aqui está dando certo vai dar certo para mim também e deu”, contou. Nos primeiros meses, ela afirma que chegou a ganhar entre R$ 10 mil e R$ 15 mil, o que reforçou a confiança nas apostas. Com o tempo, no entanto, os ganhos deram lugar a perdas frequentes. Quando percebeu, já estava profundamente envolvida. “Se chegasse alguém para mim dizendo: ‘Ah isso é mentira’, eu brigava com a pessoa. Eu não tinha controle. Se eu tivesse cinco mil na minha conta, eu jogava cinco mil. Se eu trabalhasse, eu pegava o dinheiro e jogava. E isso me destruiu. Destruiu a minha vida, destruiu o meu casamento, destruiu os meus pais. Eu perdi tudo”, relatou. Segundo ela, o marido tentou ajudá-la diversas vezes, chegando a pagar parte das dívidas, mas acabou também sendo impactado financeiramente. O casal vendeu a casa onde morava para tentar quitar os débitos, mas a situação não se resolveu e terminou em separação. A família também foi afetada. Os pais de Assíria venderam o próprio imóvel para ajudá-la, mas o valor não foi suficiente. Ela afirma que passou a dever a agiotas e que, diante do atraso nos pagamentos, começou a sofrer cobranças diretas. “Uma das pessoas a quem eu devo foi lá em casa e levou a minha televisão. Já vendi tudo em casa, pouquíssimas coisas tenho em casa, já vendi praticamente tudo. Estou com inúmeras dívidas atrasadas, tem gente me ligando e não sei o que fazer”, disse. Hoje, ela afirma reconhecer o vício e pede ajuda. “Hoje eu reconheço que eu sou viciada e que eu preciso de ajuda. Eu só queria pagar as minhas dívidas e trabalhar. Não posso nem ter acesso ao meu celular, pois está me destruindo, está destruindo a minha mente”, declarou. Assíria conta que decidiu se afastar do celular por conta da pressão psicológica constante, já que recebe ligações diárias de cobradores. Sem recursos, diz que já vendeu tudo o que podia e que atualmente ela e os pais estão vivendo com ajuda de conhecidos. “Eu estou muito arrependida de todas as escolhas que eu fiz. O primeiro passo é o reconhecimento. Hoje eu reconheço que estou doente, mas antes eu não reconheci, nunca assumi, nunca aceitei ser viciada ou ser doente. (…) Só eu sei o que eu faço para poder ficar bem e não consigo. Esse é meu último pedido de socorro e eu espero ser ajudada”, desabafou . No vídeo, ela pede ajuda financeira, mas também destaca a necessidade de apoio psicológico para recomeçar. Assíria trabalha com alongamento de cílios e afirma que deseja retomar a atividade. Após a repercussão do caso nas redes sociais, ela conseguiu iniciar acompanhamento psicológico gratuito. Família decidiu não informar a morte à participante, que segue confinada no BBB 26. Patriarca, de 96 anos, acompanhava a filha diariamente e tinha como desejo vê-la chegar à final do reality | 02:50 – 20/04/2026

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Internacional

Brasil, Espanha e México anunciam apoio a Cuba em nota conjunta

Em meio ao agravamento da crise humanitária em Cuba, os governos do Brasil, Espanha e México divulgaram neste sábado (18) uma nota conjunta em que cobram respeito à soberania de Havana e anunciam a ampliação da ajuda humanitária ao país. O posicionamento foi firmado após encontro em Barcelona e ocorre em um contexto de pressão internacional crescente. Os três governos alertam para o risco de ações externas que violem o direito internacional ou agravem ainda mais as condições de vida no país caribenho. No comunicado, as nações “expressam sua profunda preocupação com a grave crise humanitária que afeta o povo cubano e instam para que sejam tomadas as medidas necessárias para aliviar essa situação e prevenir ações que agravem as condições de vida da população ou contrárias ao direito internacional”.   Leia mais: Lula afirma que Trump não tem direito de ‘acordar e ameaçar um país’ Leia mais: Em Barcelona, Lula questiona: ‘onde é que a democracia errou?’   Presidente Lula durante encontro na Espanha (Foto: Ricardo Stuckert / PR) Além da cobrança, os países assumem o compromisso de intensificar o apoio. “Comprometemo-nos a incrementar de maneira coordenada nossa resposta humanitária, visando aliviar o sofrimento do povo cubano”, afirma o comunicado. A nota reforça ainda a defesa dos princípios da Carta das Nações Unidas, como a integridade territorial, a igualdade soberana e a solução pacífica de controvérsias. “Reafirmam seu compromisso inabalável com os direitos humanos, os valores democráticos e o multilateralismo e, nesse sentido, apelam a um diálogo sincero e respeitoso, em conformidade com o Direito Internacional e os princípios da Carta das Nações Unidas”, acrescenta o comunicado. A manifestação conjunta ocorre enquanto Cuba enfrenta apagões frequentes, escassez de combustível e falta de alimentos. Cenário que se fortaleceu após o corte do fornecimento de petróleo imposto pelos Estados Unidos em janeiro.  Paralelamente, o governo cubano sinaliza a abertura de negociações com Washington.

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Internacional

Ataque a tiros deixa 8 crianças mortas na Louisiana, nos EUA

Um ataque a tiros deixou oito crianças, com idades entre 1 e 14 anos, mortas na madrugada deste domingo (19), em Shreveport, no estado da Louisiana, nos Estados Unidos. O suspeito apontado como autor dos disparos morreu após uma perseguição policial, segundo autoridades locais. De acordo com o porta-voz do Departamento de Polícia de Shreveport, Christopher Bordelon, em entrevista coletiva, os ataques ocorreram pouco depois das 6h da manhã e parte das “crianças que estavam na casa eram descendentes” do atirador. A polícia informou que os disparos ocorreram em diferentes casas e que as cenas do crime se estendem por três locais distintos da cidade. Investigadores ainda trabalham para reunir detalhes sobre a sequência dos acontecimentos e sobre as circunstâncias que levaram aos ataques.   Leia mais: Irã volta a fechar Estreito de Ormuz e acusa EUA de bloqueio naval Leia mais: Trump afirma Israel está “proibido pelos EUA” de atacar o Líbano   Ataque deixou 10 pessoas feridas Após os tiroteios, o suspeito roubou um carro e deixou a região. A polícia iniciou uma perseguição ao veículo e efetuou disparos durante a ação. O homem morreu depois de ser atingido, informou Bordelon. Ao todo, dez pessoas foram baleadas, mas as autoridades não informaram o estado de saúde dos sobreviventes. A polícia também não divulgou a identidade do atirador até o momento. Segundo Bordelon, o nome só será tornado público após a notificação das famílias. A porta-voz da Polícia Estadual da Louisiana, Kate Stegall, informou que os detetives estaduais também investigam o confronto envolvendo policiais durante a perseguição que terminou com a morte do suspeito. Durante coletiva realizada diante de uma das casas onde ocorreram os ataques, autoridades disseram que ainda organizam as múltiplas cenas de crime e pediram paciência enquanto as equipes reúnem informações sobre o caso. O prefeito de Shreveport, Tom Arceneaux, afirmou que a cidade enfrenta um dos episódios mais graves já registrados no município, que tem cerca de 180 mil habitantes no noroeste da Louisiana. “Esta é uma situação trágica, talvez a pior situação trágica que já tivemos”, declarou. “É uma manhã terrível”, acrescentou.

Internacional

Na Alemanha, Lula defende parceria com Europa na descarbonização

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu neste domingo (19) uma matriz energética limpa em parceria com a Europa e a proteção a empregos com o avanço da inteligência artificial. Na Alemanha, Lula discursou na abertura da maior feira industrial do mundo, a Hannover Messe. Ele voltou a criticar os efeitos da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, conflito que chamou de “maluquice”.  Lula disse que o Brasil pode ajudar a União Europeia a diminuir custos de energia e a descarbonizar a indústria. “Para isso, é essencial que as regras do bloco levem em conta a matriz energética limpa utilizada em nossos processos produtivos”, disse Lula, na Hannover Messe. No discurso, acompanhado pelo chanceler alemão, Friedrich Merz, por representantes dos governos e empresários dos dois países, Lula argumentou que é preciso combater “narrativas falsas” a respeito da sustentabilidade da agricultura brasileira. Ele foi aplaudido pelos presentes em diferentes momentos do discurso. “Criar barreiras adicionais ao acesso de biocombustíveis é contraproducente, tanto do ponto de vista ambiental quanto do ponto de vista energético”.  O presidente argumentou que, em 2026, o Brasil coloca em marcha um “robusto programa” que prioriza a economia verde e a indústria 4.0. Por outro lado, ele aproveitou para contextualizar que se trata de um momento crítico na geopolítica global, marcado por paradoxos. “A inteligência artificial nos torna mais produtivos, mas também é utilizada para selecionar alvos militares sem parâmetros legais ou morais”, criticou. Defesa do trabalhador  Sobre o mercado de trabalho, Lula disse que o país tem o menor desemprego da sua história e que defende o fim da escala 6×1, com a redução da jornada de trabalho para garantir dois dias de descanso. Em relação aos empregos, Lula fez apelo aos empresários e pesquisadores para que, no cenário da evolução das tecnologias de inteligência artificial, contabilizem os impactos para os trabalhadores no mundo. “Se a inteligência artificial causar o bem que nós queremos, é preciso que nos lembremos que, por trás de cada invenção, tem um ser humano. Se ele não tiver mercado de trabalho, o mundo só tende a piorar”, considerou. “Maluquice da guerra” Ainda em seu discurso, Lula assegurou que o Brasil é um dos países menos afetados pela “maluquice da guerra feita com o Irã”. Ele afirmou que o governo tomou medidas internas para minimizar esse impacto diante de um cenário em que o país importa 30% do óleo diesel utilizado.   O presidente aproveitou para condenar o fato de o mundo estar marcado por desigualdades, mas haver um gasto de US$ 2,7 trilhões em guerras. Em relação a isso, Lula pediu responsabilidade a membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU para buscar caminhos contra essa realidade. O conselho conta com cinco membros permanentes: Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido.  Efeitos sobre mais vulneráveis Lula lembrou que, com o conflito no Oriente Médio, ocorrem flutuações no preço do petróleo que encarecem a energia e o transporte. Outra consequência é a escassez de fertilizantes, que afeta a produção agrícola e aumenta a insegurança alimentar. “São os mais vulneráveis que pagam o preço da inflação dos alimentos. O protecionismo ressurge como resposta falaciosa para problemas econômicos e sociais complexos”.  Diante desse cenário, Lula apontou que a “paralisia” da Organização Mundial do Comércio (OMC) torna necessário “refundar a organização”. No tema do comércio internacional, o presidente aproveitou para enfatizar a importância do acordo entre o Mercosul e a União Europeia. “Daqui a menos de duas semanas, entrará em vigor o acordo que cria um mercado de quase 720 milhões de pessoas e um PIB de 22 trilhões de dólares”.  Lula voltou a ser aplaudido quando lembrou do compromisso brasileiro de, até 2030, chegar a desmatamento zero na Amazônia. “Nos últimos três anos, reduzimos em 50% o desmatamento da Amazônia e em 32% no Cerrado”. O presidente também destacou que o Brasil prioriza a sustentabilidade no campo dos combustíveis. “Já adotamos mistura de 30% de etanol na gasolina e de 15% no biodiesel. Produzimos biocombustíveis de forma sustentável, sem comprometer o cultivo de alimentos ou derrubar florestas”, explicou. Ele acrescentou que 90% da energia elétrica do Brasil é limpa e há potencial para produzir o hidrogênio verde mais barato do mundo.   Lula também citou a possibilidade de maior exploração de minérios críticos para colaborar com a descarbonização e a transformação digital. “Com apenas 30% do potencial mineral mapeado, nosso país já tem a maior reserva mundial de nióbio, a segunda de grafita e terra rara e a terceira de níquel”. Ele disse que não vê o país como “mero exportador” dos minerais, mas deseja parcerias internacionais com transferência de tecnologia. FONTE: AGENCIA BRASIL

Saúde

Goiás tem 42% dos casos de síndrome respiratória até 2 anos de idade

O estado de Goiás decretou, nesta semana, situação de emergência de saúde pública em razão do avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Em dados divulgados até o início da tarde deste domingo (19), pelo menos 42% dos casos estão relacionados a bebês (até dois anos de idade).  Segundo os números do painel, nessa faixa etária são 1.139 casos do total de 2.671 registrados. Outra faixa etária que requer atenção especial é de pessoas acima de 60 anos de idade, com 482 casos (18% do total). Emergência Segundo o painel, 148 casos estariam relacionados à circulação do vírus da Influenza e 1.080 relacionados a outros vírus. Há alerta em relação à circulação da variante K do Influenza. Outras ações do governo local foram a aquisição especial de insumos e materiais e contratação de serviços estritamente necessários ao atendimento da situação com dispensa de licitação. “Nesse período, a administração pública estadual deverá providenciar o regular processo de licitação”. O decreto ainda autoriza a contratação de pessoal por tempo determinado, com a finalidade de combate à epidemia. “Tramitarão em regime de urgência e prioridade, em todos os órgãos e entidades da administração pública estadual, os processos referentes a assuntos vinculados ao decreto”. Distrito Federal Vizinho a Goiás, o Distrito Federal também monitora a situação. No entanto, a Secretaria de Saúde local informou que a variante K da Influenza já é predominante na América do Sul neste ano. “Mas, até o momento, não há evidências de aumento da gravidade dos casos nem de perda de eficácia das vacinas disponíveis”, escreveu o secretário de Saúde Juracy Cavalcante.   De acordo com informações da vigilância epidemiológica, até agora, foram registrados 67 casos de SRAG por influenza, incluindo um óbito. “Apesar do cenário de 2026 sugerir, até o momento, a ocorrência dentro do padrão sazonal esperado de influenza, a dinâmica reforça a importância do monitoramento contínuo diante da possibilidade de aumento de casos nas próximas semanas. Seguimos com monitoramento permanente, e a população pode permanecer tranquila, mantendo a vacinação em dia”, disse o secretário do DF. Em alta  Nesta semana, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) havia divulgado, em boletim, que havia aumento de casos de SRAG em crianças menores de 2 anos em quatro das cinco regiões do país (Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste). “A análise aponta que o crescimento das hospitalizações pelo vírus sincicial respiratório (VSR) é o principal fator de elevação dos casos nessa faixa etária”. Esses casos que afetam bebês, segundo o boletim, aumentaram em todo o Centro-Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal), Sudeste (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo), e em estados do Norte. Outra informação do boletim é que os casos graves por covid-19 seguem em baixa no Brasil. Vacinação  O Ministério da Saúde mantém campanha nacional de vacinação contra a influenza em todo o Brasil, com prioridade para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos e gestantes, mais suscetíveis a desenvolver quadros graves.  A vacina contra a covid-19 deve ser tomada por todos os bebês, aos 6 meses de idade. Reforços periódicos são recomendados para idosos, gestantes, pessoas com deficiência e comorbidade ou imunosuprimidas e outros grupos vulneráveis.  No ano passado, o Ministério da Saúde passou a oferecer também a vacina contra o vírus sincicial respiratório para grávidas, com o objetivo de proteger os bebês pequenos, principais alvos do vírus, que causa a bronquiolite. FONTE: AGENCIA BRASIL

Internacional

Lula chega à Alemanha para assinar parcerias comerciais e de inovação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou, neste domingo (19), na cidade de Hannover, na Alemanha, em busca de parcerias comerciais e de inovação. Estão previstas as assinaturas de 10 acordos em diferentes áreas. Lula foi recebido pelo chanceler alemão, Friedrich Merz, com honras de chefe de Estado ao chegar ao Palácio de Herrenhausen. Ainda neste domingo, Lula deve se reunir, de forma privada, com o líder alemão e participar, ao lado de Merz, da cerimônia de abertura da Feira Industrial de Hannover, seguida de jantar oficial com lideranças empresariais. O objetivo é ampliar a visibilidade internacional do Brasil, mostrar a integração do ecossistema brasileiro e reforçar o posicionamento do país como um destino de investimentos, tecnologia e negócios.  Segundo o governo, as parcerias a serem assinadas incluem as áreas de defesa, mudanças climáticas, infraestrutura, inteligência artificial, inovações energéticas, bioeconomia, desenvolvimento sustentável, desenvolvimento de aplicativos e pesquisas nas áreas oceânicas e do cerrado brasileiro. Reindustrialização A ideia é consolidar parcerias estratégicas, promover a reindustrialização do Brasil e discutir temas globais urgentes, como a defesa da democracia, o combate às desigualdades e a crise climática. Na segunda (20), Lula vai participar da Hannover Messe, que é a maior feira de inovação e tecnologia industrial do mundo. Nesta edição, o evento homenageia o Brasil. O presidente ainda deve participar de um fórum empresarial. Na feira, a participação brasileira conta com cerca de 2.700 metros quadrados de exposição, organizados nas áreas temáticas de transição energética, hidrogênio, digitalização, indústria avançada, economia circular e inteligência artificial. Haverá a presença de 140 empresas brasileiras e outras 300 representadas. Estratégia Segundo a diplomacia brasileira, a participação do presidente Lula na Feira Industrial reflete uma decisão estratégica, em sintonia com a retomada da política industrial do país. Ainda na segunda, o presidente participa da abertura da 42ª edição do Encontro Econômico Brasil–Alemanha, que reúne empresários e autoridades dos dois países para discutir temas como inovação, sustentabilidade, geopolítica, indústria de defesa e inteligência artificial. Lula também participará da sessão plenária da 3ª Reunião de Consultas Intergovernamentais de Alto Nível entre Brasil e Alemanha, com participação de delegações ministeriais dos dois países. Está prevista também a possibilidade de visita à cidade de Wolfsburg, sede global da Volkswagen.  Para o governo, a Alemanha se destaca como um dos principais interlocutores do Brasil na Europa. O país europeu é hoje o principal parceiro do Brasil em cooperação técnico-financeira e mantém atuação relevante em iniciativas voltadas à agenda climática, à transição energética e ao desenvolvimento sustentável. FONTE: AGENCIA BRASIL

Internacional

Soberania em minerais críticos permite emprego verde na América Latinacurrent-page:pager)Agência Brasil

Os países da América Latina devem aproveitar as enormes reservas de minerais críticos e terras raras que possuem para desenvolver a própria indústria da transição energética, avaliaram lideranças latino-americanas consultadas pela Agência Brasil.   O controle sobre os minerais críticos, fundamentais para indústrias da transição energética e da tecnologia, é um dos centros da disputa comercial travada entre China e Estados Unidos (EUA) pela liderança da economia global. Ex-ministro de Minas e Energia da Colômbia Andrés Camacho. Foto: Lucas Alvarenga/Ineep Os especialistas argumentam que, ao desenvolver a própria indústria, a América Latina evita repetir o papel de simples exportador de matérias-primas, fortalecendo a economia da região e ganhando poder de barganha no cenário global. O ex-ministro de Minas e Energia do governo de Gustavo Petro, na Colômbia, Andrés Camacho, destacou que o fato de uma parcela importante desses minerais estar na América Latina permite que os países possam desenvolver as próprias indústrias, criando empregos de qualidade e reduzindo a dependência tecnológica. “Por exemplo, o lítio, encontrado em países aqui no Sul do continente. Precisamos avançar em direção à produção, não apenas para exportar lítio, mas também para aprimorá-lo, e não apenas como mineral, mas como baterias”, destacou. O lítio é um dos principais insumos para baterias de carros elétricos, assim como o cobre é fundamental para os painéis solares e eólicos. Estima-se que 45% do lítio e 30% do cobre estejam na América Latina, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE). A deputada pela Argentina do parlamento do Mercosul (Parlasul) Cecilia Nicolini, ex-secretária de Mudanças Climáticas do governo de Alberto Fernández (2019-2023), defendeu que os países latino-americanos não devem se limitar a exportar minerais brutos para outras nações processá-los. “Você pode ter uma política de exportação de recursos, mas também podemos usar esses recursos para desenvolver algum tipo de tecnologia ou algum tipo de participação na cadeia de valor para ter um nível mínimo de poder de negociação (no cenário global)”, disse. Diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Ticiana Alvares. Foto: Lucas Alvarenga/Ineep As lideranças participaram, no Rio de Janeiro (RJ), do Seminário Internacional Energia, Integração e Soberania, realizado pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), em parceria com a Fundação Perseu Abramo e a Fundação Friedrich Ebert Brasil. A diretora técnica do Ineep, Ticiana Alvares, defendeu que a atual lógica do comércio global está em xeque com as guerras em curso e a disputa geopolítica entre China e EUA. Isso abriria oportunidades para a América Latina investir em indústrias regionais ligadas à transição energética.   “Essa internalização de bens e insumos essenciais talvez não possa ser feita de forma nacional, mas faz sentido de forma regional. Por exemplo, o tema dos fertilizantes, que o Brasil tem uma dependência gigante. Temos a Argentina, que agora é abundante em gás. Temos também a Bolívia abundante em gás. O gás natural é o principal insumo para a produção de fertilizante nitrogenado”, explicou. Para Ticiana, a crise atual incentiva os países a internalizar a produção de bens necessários para segurança energética. “Em um momento de crise, duvido que os países não queiram ter uma indústria no seu país”, completou. Importância da América Latina nos minerais críticos A Agência Internacional de Energia (AIE) aponta a América Latina como região chave para o mercado global de minerais críticos, com vastas reservas e um setor de mineração bem estabelecido. “A América Central e do Sul são ricas em minerais críticos como lítio, cobre, grafite, terras raras, níquel, manganês, prata e bauxita, lideradas por países como Argentina, Bolívia, Brasil, Chile e Peru”, diz a AIE.   A dependência dos Estados Unidos de importações desses minerais tem sido uma fonte de tensões geopolíticas, uma vez que Washington atua para garantir esses suprimentos e evitar que adversários, principalmente Rússia e China, tenham acesso a esses materiais.   “Os EUA dependem de importações para mais da metade do lítio e mais de dois terços dos compostos e metais de terras raras que consomem”, afirma o relatório do Serviço Geológico dos Estados Unidos de 2026. Por outro lado, a China tem um papel dominante no mercado dos minerais críticos e terras raras, tanto no campo da mineração, como principalmente no processamento e refino desses materiais, segundo relatório da Agência Internacional de Energia (AIE). “Sua influência é ainda mais forte no refino, com uma participação de 44% no refino global de cobre, uma participação de 70-75% no processamento de lítio e cobalto e uma participação de mais de 90% no refino de elementos de terras raras e grafite de grau de bateria”, diz a AIE. Ainda segundo a agência, o engajamento da China nesse mercado “tem sido forte na África, América Latina e Indonésia”. Trump tenta conter China na América Latina Um dos objetivos da política externa da Casa Branca sob Trump é conter a influência econômica chinesa no continente latino-americano, como ficou expresso na Estratégia de Segurança Nacional dos EUA, publicada em novembro do ano passado, reafirmando a “proeminência” de Washington sobre a América Latina. “Negaremos a concorrentes de fora do Hemisfério a capacidade de posicionar forças ou outras capacidades ameaçadoras, ou de possuir ou controlar ativos estrategicamente vitais em nosso Hemisfério”, diz o documento oficial. Em março deste ano, Trump firmou uma coalizão militar com 12 países latino-americanos alinhados ideologicamente, como Argentina, Paraguai, Equador e Chile. Um dos objetivos é afastar a influência de potências estrangeiras de fora do hemisfério, o que tem sido interpretado como parte da guerra comercial travada pelos EUA contra a China.  Coalizão latino-americana sem ideologia Deputada pela Argentina do Parlasul, Cecilia Nicolini, ex-secretária de Mudanças Climáticas do governo. Foto: Lucas Alvarenga/Ineep A deputada do Parlasul Cecilia Nicolini defende que os países latino-americanos precisam criar coalizões baseadas em temas, como a transição energética, para que possam contornar as diferenças ideológicas entre os governos da região. “Precisamos pensar em como formar essas coligações com outros países que não compartilham nossa ideologia, para construir essas alianças com base em questões específicas, principalmente na transição energética. Porque essa integração exige infraestrutura, exige

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