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Meio Ambiente

Pesquisa quer descobrir de onde vêm tartarugas que vivem em Arraial

Em uma tarde de mar calmo e céu aberto, mergulhadores em um caiaque entram no mar da Praia do Pontal, que faz parte da Reserva Extrativista Marinha do Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Quando chegam a cerca de 200 metros da faixa de areia, um deles mergulha e, em questão de minutos, volta para a pequena embarcação com uma tartaruga marinha. Logo em seguida, outra é capturada da mesma forma. A atividade, acompanhada por pescadores e banhistas mais curiosos, não tem nada de predatória. Pelo contrário: é um monitoramento da saúde desses animais e faz parte do Projeto Costão Rochoso, da organização não governamental (ONG) Fundação Educacional Ciência e Desenvolvimento. A iniciativa busca evidências científicas para preservação e recuperação dos costões, área de transição entre o mar e o continente.   Pesquisadores do Projeto Costão Rochoso fazem captura de tartaruga-verde para monitoramento da espécie na Praia do Pontal, na Reserva Extrativista Marinha do Arraial do Cabo – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil O projeto conta com parceria da Petrobras e colocou em prática um desafio: descobrir de onde vêm as tartarugas que habitam em Arraial do Cabo, litoral do país com maior quantidade de tartarugas-verdes em área de alimentação. Uma das fundadoras do projeto, a bióloga Juliana Fonseca conta que em Arraial são encontradas todas as cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil. Bateria de exames Depois de capturadas pelos mergulhadores, elas são levadas para a faixa de areia. “A gente faz uma bateria de exames, que consiste em pesar, medir e coleta de tecido. É como se a gente estivesse fazendo uma biópsia para entender a origem dela”, detalha Juliana à Agência Brasil. “Apesar de ter muitas tartarugas aqui em Arraial, é a área com maior densidade de tartarugas-verdes do Brasil, a gente não sabe onde elas nasceram. Então é isso que a gente está tentando entender agora”, completa.   Pesquisadores do Projeto Costão Rochoso fazem triagem e exames de uma tartaruga-verde na Praia do Pontal, na Reserva Extrativista Marinha do Arraial do Cabo – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil “Quando identificamos essa origem, conseguimos entender quais estoques populacionais dependem dessa área. Ao identificar de onde vêm essas tartarugas, passamos a compreender melhor a conexão entre áreas de desova e áreas de alimentação”, justifica a bióloga. Segundo Juliana, essas tartarugas, que têm expectativa de vida em torno de 75 anos, passam aproximadamente dez deles nas águas de Arraial do Cabo. Algumas chegam a permanecer por até 25 anos e só depois retornam à região onde nasceram para se reproduzir. A bióloga detalha que elas costumam chegar pequenas e se desenvolvem no litoral fluminense. “São juvenis, recém-chegadas na costa. Depois que elas nascem, têm uma fase oceânica que dura, pelo menos, cinco anos. Então, com cerca de 25 centímetros, voltam para a costa. Em Arraial do Cabo, elas crescem e se desenvolvem muito bem, ou seja, engordam aqui com a oferta de alimentos”, descreve.   A bióloga Juliana Fonseca faz monitoramento de uma tartaruga-verde na Praia do Pontal, na Reserva Extrativista Marinha do Arraial do Cabo – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Identificação e DNA O projeto monitora a saúde das espécies tartaruga-verde e tartaruga-pente em três praias de Arraial do Cabo ─ Praia dos Anjos, Praia Grande e Praia do Pontal ─ e na Ilha de Cabo Frio, todas na reserva marinha. Assim como casco, nadadeiras e rabo, até as unhas são medidas. “É um monitoramento para entender como a saúde das tartarugas marinhas está”, diz Juliana. Os pesquisadores também utilizam fotografias e softwares de computador para identificar os indivíduos. “A foto de identificação é basicamente olhar para a cabeça da tartaruga. Ela tem placas na cabeça dela com formatos e tamanhos diferentes para cada indivíduo, basicamente como a nossa impressão digital”, explica. Desde 2018 já foram catalogados cerca de 500 indivíduos. Desses, 80 passaram por coleta de DNA, que ajudará a descobrir de onde vieram. As análises são feitas por meio de uma parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF) e devem ter resposta dentro de seis meses. Aproximação humana Outra pesquisa desenvolvida pelo Projeto Costão Rochoso é identificar a distância que essas tartarugas conseguem aceitar de aproximação humana. “As tartarugas são muito carismáticas, todo mundo quer observar. Por conta disso, infelizmente, a gente tem muitos relatos de assédio, de captura, de pegar a tartaruga e tirar de dentro da água, isso é um estresse muito grande para esses animais”, constata a mergulhadora.   Pesquisadores do Projeto Costão Rochoso fazem captura de tartaruga-verde para monitoramento da espécie, na Reserva Extrativista Marinha do Arraial do Cabo – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil “O que a gente faz é uma aproximação simulada, a gente vai se aproximando e vendo quando ela muda de comportamento. A gente vai ter uma média da distância mínima que essas tartarugas conseguem suportar”, conta sobre a metodologia. Segundo ela, com base nessas informações, será elaborada uma cartilha de boas práticas de observação de tartarugas marinhas para ser usada no turismo não somente em Arraial, mas em outras regiões do Brasil e do mundo. Durante a atividade de pesagem e medição e coleta de tecido, é comum a aproximação curiosa de banhistas, alguns deles crianças. “Está doente?”, pergunta um dos turistas. Integrantes do projeto esclarecem à população o objetivo preservatório da atividade. No calçadão da praia, a poucos metros do cercadinho onde acontecem os procedimentos, uma placa sinaliza de forma clara: “Proibido tocar nos animais marinhos”.   Placa indicativa da proibição de tocar nos animais marinhos, na Praia do Pontal, na Reserva Extrativista Marinha do Arraial do Cabo – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil A bióloga e pesquisadora Isabella Ferreira conta que, para realizar a captura das tartarugas, é preciso ter formação em curso de áreas como veterinária, biologia ou oceanografia. Além disso, são necessárias autorizações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ligado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e do Projeto Tamar, criado em 1980 e reconhecido internacionalmente como uma das mais bem-sucedidas experiências de conservação marinha. “Nós pedimos autorização para tudo que a gente faz aqui, da captura,

Meio Ambiente

ONG busca ciência para orientar manejo sustentável de costões rochosos

Em um dos pontos de mergulho mais preservados e reservados do litoral do país, Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do estado do Rio de Janeiro, pesquisadores mergulhadores exploram o mar cristalino e realizam o trabalho de contagem e identificação de peixes. Como eles mesmo chamam, é um censo do fundo do mar. A uma profundidade de 7 a 8 metros (m), eles utilizam instrumentos para delimitar uma extensão de 20 m e para anotar as quantidades e as espécies de peixes. No meio da atividade, eventualmente, ganham a companhia de tartarugas marinhas. Mergulhadores usam uma cartela de cores para facilitar a identificação de corais, na Reserva Extrativista Marinha do Arraial do Cabo – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Com um vasto conhecimento sobre as espécies, esses pesquisadores muitas vezes sequer precisam consultar o catálogo que facilita a identificação dos peixes. Em meio a instrumentos, uma cartela ajuda a perceber a coloração dos corais, indicativo da saúde desses seres subaquáticos. O censo marítimo, que acontece também nos litorais vizinhos de Cabo Frio e Búzios, é realizado a cada seis meses. Mais para o sul do estado, em Angra dos Reis, na Costa Verde, a contagem será feita anualmente. A atividade faz parte do Projeto Costão Rochoso, da organização não governamental (ONG) Fundação Educacional Ciência e Desenvolvimento, que atual em parceria com a Petrobras. Costões rochosos Costão rochoso é o nome que se dá ao ecossistema presente na transição entre mar e continente, formado por pedras e paredões, grande parte submersa. Em alguns pontos são aquelas grandes pedras que são vistas nas pontas das praias e têm a parte acima do litoral coberta por vegetação. Em outros, são enormes costões, como a Pedra do Arpoador e o morro do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. Esses ecossistemas, por fazerem a ligação do oceano com a terra firme, servem de abrigo e são ricos em alimentação para a vida, tanto marinha quanto para aves e seres da chamada entremarés ─ as partes ora submersas, ora expostas, dependendo da maré. Vivem nas entremarés cracas, mexilhões, algas e caranguejos, por exemplo. Os costões rochosos são mais presentes da metade superior do litoral do Rio Grande do Sul até o Espírito Santo. Há alguns fragmentos também no Nordeste.   Cardume de peixes sob o costão rochoso na Praia do Forno, na Reserva Extrativista Marinha do Arraial do Cabo – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil O projeto foi iniciado em 2017, a partir de pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF). A atuação começou pela Reserva Extrativista Marinha do Arraial do Cabo, um lugar protegido e marcado pela riqueza em biodiversidade, como explica a bióloga marinha Juliana Fonseca, cofundadora do projeto. Juliana conta que a rica biodiversidade ─ hotspot, no jargão ambiental ─ é explicada por uma questão geográfica: o fato de Arraial do Cabo ser um “cotovelo” do litoral brasileiro, fazendo a divisão entre águas mais frias, que vêm do sul do Oceano Atlântico, e mais quentes, vindas do Nordeste. “A gente tem pelo menos 200 espécies de peixes. Todas as cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil passam aqui um tempo. Além disso, a gente tem diversas espécies de aves, de algas, uma infinidade’, descreve ela. No mar fluminense, é possível avistar exemplares encontrados até no Caribe. Um dos mergulhares e biólogos do projeto, Marcos de Lucena assinala que a característica faz com que o mar de Arraial do Cabo seja mais biodiverso que o litoral nordestino.  “Tem uma riqueza muito maior que Fernando Noronha”, diz, comparando ao arquipélago na costa de Pernambuco.   Galeria de fotos – Fernando Frazão/Agência Brasil Berçário e espécies ameaçadas Os costões rochosos são também uma espécie de berçário natural, ou seja, muitos peixes pequenos são encontrados perto das rochas. A Agência Brasil acompanhou o censo marinho no ponto de mergulho conhecido como Pedra Vermelha. “É uma área que não tem turismo. Só tem mergulho para pesquisa, de quem tem licença”, detalha a bióloga Juliana Fonseca. Como a área é uma reserva extrativista federal, a licença para o chamado mergulho científico é concedida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ligado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. O biólogo Moysés Cavichioli monitora o ecossistema na Reserva Extrativista Marinha do Arraial do Cabo – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Além de peixes, o monitoramento realizado pelo projeto identificou a presença de seres como corais, lulas e polvos. O biólogo marinho Moysés Cavichioli Barbosa, coordenador-geral do projeto, indica que o trabalho de monitoramento encontrou animais ameaçados. “Em termos de animais ameaçados, a gente tem muita garoupa, mero, badejo, budiões, raias e tartarugas. Dentro das espécies que a gente trabalha, deve ter pelo menos umas 15 espécies com algum tipo de nível de ameaça. Tem espécies que só ocorrem aqui no Brasil”, diz. Tomada de decisão Barbosa explica que o projeto mantém articulação com órgãos gestores, como o ICMBio, para fornecer informações sobre como deve ser o manejo de atividades como turismo e pesca. “Tem algumas espécies que o ideal mesmo é ter uma moratória, por exemplo, não pode pescar por dois anos”, exemplifica o biólogo em relação ao budião. Ele fundamenta a orientação, detalhando que algumas espécies como essa têm características fisiológicas em que todos os indivíduos nascem fêmea. “Depois de um tempo, um deles faz a reversão sexual e vira macho. Normalmente o maior. E aí vem o pescador e puf! Mata o maior que tem. Então, naquele ano, aquela reprodução já ficou comprometida”, conta. As evidências científicas repassadas pelo projeto aos órgãos de gestão também incluem pontos como distâncias seguras para a presença de turismo náutico e limite de ruído de motores das embarcações. Uma pesquisa específica tenta identificar até que distância um turista mergulhador pode se aproximar de tartarugas marinhas sem assustá-las.   Vista de embarcações de passeios turísticos atracadas na Praia dos Anjos, em Arraial do Cabo – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Mudanças climáticas O trabalho de monitoramento do Projeto Costão Rochoso inclui a vida encontrada nas entremarés, rochas que ficam expostas em momentos de maré baixa. Um dos estudos é avaliar como seres

Destaque Economia

Brasil já tem 4,5 milhões de empreendedores da Economia Prateada

O Brasil soma 4,5 milhões de empreendedores da chamada Economia Prateada, que reúne os maiores de 60 anos. O número cresceu 58,6% na última década, de acordo com o Sebrae Nacional. A entidade desenvolve programas voltadas para o chamado empreendedorismo sênior, focado em apoiar o público nesta faixa etária que deseja investir em negócios próprios.   Em 2025, o programa atendeu 869 mil pessoas e a meta para 2026 é chegar a 1 milhão. A gestora nacional do programa Empreendedorismo Sênior 60+, Gilvany Isaac, descreve esse crescimento como uma “onda forte”, em razão do desejo desse público em permanecer ativo.  “Existe uma possibilidade de carreira, de continuidade. Tenho visto que as pessoas de 60 anos se identificam com  um propósito. Elas querem algo que tenha a ver com a sua experiência, mas que resolva também problemas da comunidade”, aponta Gilvany.  Raízes fortes  Bordadeira no Pará trabalha com a moda marajoara – Marcelo Camargo/Agência Brasil Gilvany relata que, ao longo do programa, percebeu uma vocação deste público em trabalhar com saberes tradicionais e vocações locais. Seja no artesanato, na cultura de sementes ou de ervas medicinais. No Sul por exemplo, ela destaca a produção de artesanato a partir de redes de pesca, por mulheres de comunidades pesqueiras.   “A gente vê que a geração 60+ tem esse cuidado com o planeta, porque viu muita transformação. Onde a gente está caminhando, percebemos essa responsabilidade sobre integrar, ou seja, manter esse planeta vivo do jeito que a pessoa conheceu”, conta Gilvany.  Dentre os setores que este público mais se interessa em empreender destacam-se turismo, comércio e serviços. O Sebrae oferece aos empreendedores mentorias e consultorias, tanto para orientar quem quer ser empreendedor, quanto para quem deseja abrir um negócio focado no consumidor 60+.  No programa, a participação dos idosos é alta e o índice de desistência, reduzido.   “Eles são muito participativos. O Sebrae faz todo o projeto adequado às necessidades do empreendedor maduro que quer curtir a vida, sem dedicar todo o seu tempo disponível ao negócio”, explica.   O suporte é gratuito, desde o desenho da jornada, até cursos e atendimentos individuais. São promovidos ainda eventos para fortalecer a rede de empreendedores, estimulando a troca de experiências.   Transformação do mercado  Aliado ao desejo de empreender, o crescimento dos negócios comandados pelos 60+ está relacionado também às transformações populacionais e, por consequência, do mercado de trabalho.   O aumento da expectativa de vida ao nascer – que era e 62,6 anos em 1980 e passou para 76,4 anos em 2023 –  impactou o mercado de trabalho para a chamada Geração Prateada (60+).  Atualmente, um quinto da população brasileira em idade para trabalhar é composta por este grupo, aponta estudo da pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), Janaína Feijó . As maiores proporções de idosos na População em Idade Ativa (PIA) em 2024 estavam nos estados do Rio de Janeiro (24,1%), Rio Grande do Sul (23,7%) e São Paulo (21,7%). As menores proporções foram encontradas em Roraima (12%), Acre (12,4%) e Amazonas (13%).  “Ao contrário de estereótipos antigos que associavam o envelhecimento à inatividade ou à dependência, a Geração Prateada é marcada por um perfil mais saudável, engajado e consumidor”, destaca Janaína.  Ela destaca dois perfis entre os idosos economicamente ativos: os que trabalham por uma necessidade de renda e os que permanecem nos postos de trabalhar para manterem-se ativos e com vínculos profissionais.  Economia prateada, a economia liderada por pessoas com 60+. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil A pesquisadora destaca que o etarismo – a discriminação aos mais velhos – é um dos grandes empecilhos à manutenção dos 60+ no mercado de trabalho. Ela reafirma a necessidade de se combater esse preconceito tanto na sociedade, quanto nas empresas.  “O que acontece no Brasil é que a população está envelhecendo e não dispõe de jovens para repor essa mão-de-obra, que está envelhecendo. Se a gente não contar com a mão-de-obra 60+, no fim das contas, a gente está prejudicando o crescimento econômico do país”.   A pesquisadora aponta o empreendedorismo como um caminho para aqueles que já se aposentaram, mas desejam permanecer ativos.   Ela ressalta, entretanto, a importância de que o empreendedor 60+ se formalize para não estar em uma situação de vulnerabilidade.  Economia prateada, a economia liderada por pessoas com 60+. Marcelo Camargo/Agência Brasil Fonte: Agência Brasil

Três Lagoas: Governo reforça manutenção do Pronto Atendimento do HR após alinhamento com município
Economia

Três Lagoas: Governo reforça manutenção do Pronto Atendimento do HR após alinhamento com município

Por intermédio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), decisão foi consolidada após reunião com representantes municipais e garante continuidade da assistência à população O Governo do Estado, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), informa que o Pronto Atendimento Médico do Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, em Três Lagoas, será mantido em funcionamento, após alinhamento técnico realizado com a gestão municipal. A decisão foi construída de forma conjunta, considerando as demandas apresentadas pelo município ao Governo, bem como diante da necessidade de garantir assistência adequada e contínua à população da região. Durante reunião realizada na sede da SES, em Campo Grande, na semana passada, equipes técnicas do Estado e do município discutiram o funcionamento da rede e pactuaram a manutenção do serviço, com ajustes que ainda serão detalhados de forma integrada. Participaram do encontro com a secretária de Estado de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, e o superintendente de Governança Hospitalar da SES, Edson da Mata, a Diretora-Geral do hospital, Letícia Carneiro; o diretor-técnico Marllon Nunes; a secretária municipal de Saúde, enfermeira Juliana Rodrigues Salim; e a Diretora-geral de Saúde do município, Jamila de Lima Gomes. “Nosso foco é garantir que a população tenha acesso ao atendimento de forma organizada e eficiente, com diálogo permanente com os municípios e responsabilidade na gestão da rede”, detalhou Crhistinne. Organização da rede e atendimentoA SES ressalta que o Hospital Regional da Costa Leste segue como unidade estratégica para a rede pública estadual, com atuação no atendimento de urgência e emergência e no fortalecimento de especialidades de média e alta complexidade. A organização dos fluxos assistenciais continuará sendo aprimorada, com apoio do Complexo Regulador Estadual, garantindo que cada paciente seja encaminhado conforme a necessidade clínica e no tempo oportuno. O diálogo entre Estado e município continuará nos próximos dias, com o objetivo de aprimorar fluxos assistenciais e assegurar maior eficiência no acesso aos serviços de saúde, respeitando as características e necessidades locais. Danúbia Burema, Comunicação SESFoto: André Lima Fonte: Secom Mato Grosso do Sul

Meteorologista prevê calorão entre Sul e Sudeste por mais alguns dias
Brasil

Alerta: onda de calor extrema atinge 4 estados e eleva risco à saude

Ó Instituto Nacional de Meteorologia emitiu um alerta vermelho de grande perigo para uma onda de calor que deve atingir os estados de Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. O aviso entrou em vigor no domingo e segue até as 18h de sábado (25). A área afetada se estende do oeste de Mato Grosso do Sul, na região de Corumbá, até o noroeste do Rio Grande do Sul, incluindo cidades como Frederico Westphalen. O nível máximo de alerta foi emitido devido ao risco à saúde, já que as temperaturas devem ficar até 5°C acima da média por mais de cinco dias consecutivos. Segundo o Inmet, a semana entre 20 e 27 de abril começa com temperaturas máximas próximas dos 30°C, com tendência de queda gradual ao longo dos dias, principalmente na Região Sul. Em Santa Catarina, a previsão é de chuva fraca, enquanto o Paraná deve ter tempo seco e estável. No Rio Grande do Sul, a aproximação do período que marca dois anos das enchentes históricas reacende o alerta para novos episódios de instabilidade. O Inmet prevê a formação de um sistema de baixa pressão que pode provocar temporais, chuvas intensas, rajadas de vento, descargas elétricas e queda de granizo já nos primeiros dias da semana. No oeste gaúcho, volume de chuva pode passar de 100 mm acumulados. Também há alerta para ventos intensos, entre 40 e 60 km/h, além de possibilidade de granizo. Outro aviso de perigo cobre uma extensa faixa do país, do Acre ao Cearácom previsão de chuvas intensas em estados como Rondônia, Roraima, Amazonas, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Amapá, Maranhão e Piauí. Na Região Norte, os maiores volumes devem se concentrar no oeste do Amazonas e em Roraima. Já no Nordeste, há previsão de até 100 mm de chuva em áreas isoladas do Maranhão, Piauí e Ceará. Não Centro-Oesteas condições são mais estáveis. Ainda assim, pode chover até 40 mm no norte de Mato Grosso. No Distrito Federal, em Goiás e no Mato Grosso do Sul, há baixa probabilidade de pancadas rápidas e isoladas. Presidente dos EUA alterna tom sobre negociações com Teerã e faz declarações contraditórias em curto intervalo, passando de otimismo com acordo nuclear a ameaças diretas em meio à tensão no Oriente Médio | 06:20 – 21/04/2026

Menina de 12 anos morre após cabelo ser sugado por ralo de piscina em SP
Brasil

Menina de 12 anos morre após cabelo ser sugado por ralo de piscina em SP

Vocêma menina de 12 anos morreu na tarde de domingo, 19 de abril, em São Paulo, após ter o cabelo sugado pelo ralo de uma piscina dois dias antes. O acidente aconteceu na sexta-feira, 17, em Mirassol, no interior paulista. Laura Pereira Camargo estava na piscina da casa de uma amiga, brincando com outras crianças da mesma idade, quando foi puxada repentinamente pelo cabelo por uma forte sucção, ficando submersa por cerca de cinco minutos. O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente, e a menina foi levada à Unidade de Pronto Atendimento de Mirassol. Em seguida, foi transferida para o Hospital da Criança e Maternidade, onde permaneceu internada em estado grave, segundo o portal G1. No hospital, os médicos diagnosticaram Laura com falência múltipla de órgãos e pneumonia bacteriana. Ela não resistiu e morreu dois dias após o acidente. O ralo da piscina faz parte do sistema de filtragem da água. Quando não está instalado ou protegido corretamente, pode gerar uma força de sucção suficiente para prender cabelos ou até partes do corpo. Um caso semelhante foi registrado no sábado, 18 de abril, na Itália. Um menino de sete anos morreu após se afogar em um spa de um hotel na cidade de Castelforte. De acordo com a imprensa italiana, o pai da criança entrou na água ao perceber que o filho estava em perigo, mas o menino já havia permanecido submerso por alguns minutos. Mesmo com as tentativas de reanimação, ele não sobreviveu. Jovem de 24 anos morreu após capotamento na BR-376, no Paraná. Pai, que integra equipe do Samu, participou do resgate sem saber da identidade da vítima. Outras pessoas ficaram feridas no acidente. | 07:05 – 20/04/2026

Medicamento contra progressão do Alzheimer chega ao País em junho
Brasil

Medicamento contra progressão do Alzheimer chega ao País em junho

Ó lecanemabe, um novo medicamento contra o Alzheimer, deve chegar ao mercado brasileiro em junho. O remédio foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária em dezembro. Para um mês de tratamento, o preço do medicamento, sem taxas e impostos, será de R$ 8.108,94. Com a aplicação de uma alíquota de 18%, comum na maioria dos estados, o valor chega a R$ 11.075,62. O lecanemabe é um medicamento biológico. Esse tipo de produto é produzido a partir de organismos vivos, como células e tecidos, e atua para reconhecer alvos específicos no organismo. No caso do Alzheimer, ele age sobre as protofibrilas de beta-amiloide, formas tóxicas da proteína que se acumulam no cérebro e levam à morte de neurônios. Segundo Tatiana Branco, diretora da área médica da Biogen no Brasil, responsável pelo produto, o principal diferencial do lecanemabe é seu duplo mecanismo de ação. O medicamento não apenas remove a porção tóxica da beta-amiloide já presente no cérebro, como também reduz a formação de novas placas. “A gente também observou, no estudo clínico, uma redução de 27% no declínio e no comprometimento clínico dos pacientes que usaram o medicamento ao longo de 18 meses.” Os resultados foram publicados no New England Journal of Medicine. Ao todo, 1.795 pessoas participaram da análise, realizada de forma multicêntrica na América do Norte, Europa e Ásia. Atenção Rodrigo Nascimento, diretor médico da Eisai no Brasil, também envolvida no desenvolvimento do produto, ressalta que o lecanemabe tem como objetivo retardar a progressão da doença. “Ele não tem como finalidade reverter o que já aconteceu do ponto de vista cognitivo”, explica. O uso é indicado principalmente nas fases iniciais do Alzheimer, como no comprometimento cognitivo leve e na demência leve associada à doença. “Daí a necessidade do diagnóstico precoce para que os pacientes possam colher o melhor benefício que o medicamento pode proporcionar”, afirma. Um dos principais desafios no país está justamente no número de casos que nunca chegam a ser identificados. Dados do Renade (Relatório Nacional de Demências) publicados em 2024 pelo Ministério da Saúde indicam que cerca de 80% dos casos de demência no Brasil não são diagnosticados | 09:00 – 03/09/2026

Como tatuagem de borboleta virou alvo de discurso misógino dos red pills
Brasil

Como tatuagem de borboleta virou alvo de discurso misógino dos red pills

De acordo com tatuadoras, mulheres tatuadas e uma pesquisadora ouvidas pela Folha, a ideia não tem fundamento e é apenas mais uma forma de espalhar discurso misógino. Tatuadores usam a imagem da borboleta desde que a tatuagem começou a ser praticada no Ocidente, explica a socióloga Beatriz Patriota, que fez pesquisas sobre tatuagem no mestrado e doutorado. No Brasil, ela se popularizou a partir dos anos 1990, quando a mídia passou a mostrar essa prática em novelas e músicas. “A borboleta é um dos símbolos colados a essa moda de estetização dos corpos”, afirma Patriota. Desde o início, vinculada ao conceito de feminilidade e delicadeza. Também foi associada à liberdade, por ser um animal que voa, e à transformação, por causa da metamorfose. A tatuagem é uma construção social, diz a pesquisadora, e ainda estigmatizada. Ela afirma que é comum, ao longo da história, que grupos tentem estereotipar ou estigmatizar um símbolo –a exemplo da imagem do palhaço, associada pela polícia ao crime. O significado de uma tattoo é subjetivo, e cada pessoa imprime um valor individual, reforça Jessica Huang, tatuadora do Sampa Studio, formado apenas por mulheres. Há muitas interpretações para um mesmo desenho, “e não cabe aos outros tachar e julgar o caráter de alguém com base numa tatuagem”. A terceira tattoo que fez na carreira foi uma borboleta, conta Huang. Em quatro anos de trabalho, foi um pedido comum entre as clientes, majoritariamente mulheres, de diferentes faixas etárias. O inseto virou um símbolo de superação de doenças –como o lúpus, que adotou a imagem– e de acontecimentos marcantes, como um luto. “Assim como a borboleta, que passa por um processo de transformação”, diz a tatuadora. “Ele é um ser delicado que transmite força e liberdade.” Mas também tiveram clientes que só acharam bonito mesmo. A médica Renata Gregorio, 29, marcou na pele uma borboleta roxa pousando num girassol como homenagem à melhor amiga, que tirou a vida em 2024. “Simboliza a liberdade dela indo em direção ao girassol, que representa luz, acolhimento e paz”, conta. Para ela, o desenho sempre passou uma imagem positiva e de transformação. “Minha tatuagem é sobre um amor que não acaba, mas muda de forma.” A representação pejorativa da borboleta começou a circular há cerca de um ano e foi popularizada por influenciadores da chamada “machosfera”. Para esses homens, a tatuagem é a pior de todas e as mulheres que a têm vão dar golpes. Para Gregorio, essa é uma leitura superficial e totalmente misógina. “Reduzir um símbolo carregado de significados pessoais a um rótulo raso diz muito mais sobre quem julga do que sobre quem carrega essa arte”, ela diz. A tatuadora e a pesquisadora acreditam que o discurso tenha partido de uma experiência individual e foi generalizado com ares de teoria da conspiração. “Talvez alguns indivíduos desse movimento tiveram uma experiência frustrada com mulheres seguras de si, que não compactuam com ser submissa”, avalia Huang. A publicitária Drielle Sá, 31, nunca tinha pensado em tatuar uma borboleta, mas decidiu fazer uma depois de ver as declarações de ódio. “Eu sou completamente o oposto do que eles rotulam, tenho minha carreira, sou casada há anos. Mesmo assim, esse tipo de discurso poderia tentar me encaixar num rótulo”, ela diz. Essas narrativas tentam desqualificar as mulheres e reduzi-las a rótulos, afirma Sá, que já tinha outras tattoos. A de borboleta foi uma maneira de dizer que ela não aceita ser definida por isso. Antes apenas uma imagem delicada, a tatuagem de borboleta virou um símbolo de resistência para muitas. “Ela mostra nossa liberdade, o poder que temos sobre o nosso próprio corpo e carimba nossa autonomia como mulher na sociedade”, diz Sá. Também deve funcionar como um “filtro que afasta homens inseguros, limitados e incapazes de profundidade emocional”, completa Gregorio. É uma espécie de “vacina contra red pill”, brinca Rodrigo Marques, tatuador há oito anos e fundador da Tattoo House. Em 22 de março, ele ofereceu tatuagens de borboleta de graça a 30 mulheres no estúdio em Mauá, no ABC. Para as clientes seguintes, cobrou o valor promocional de R$ 100. Marques calcula que cerca de 150 pessoas participaram da ação. “Usamos esse discurso de que é algo ruim contra eles mesmos” diz. Ele próprio tatuou uma borboleta no braço, “para simbolizar o dia”. O desenho também é pedido frequente do público feminino no seu estúdio. “Ela fala muito sobre as fases da vida.” Levantamento mostra disparada de seguidores após o reality, com participantes transformando exposição em milhões de novos fãs. Enquanto alguns viram fenômenos digitais, outros têm crescimento tímido, reforçando que engajamento depende da conexão com o público | 21h15 – 20/04/2026

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Internacional

Delegado brasileiro é expulso dos EUA após caso envolvendo Alexandre Ramagem

Um delegado da Polícia Federal brasileira foi expulso dos Estados Unidos após decisão anunciada nesta segunda-feira (20) pelo governo de Donald Trump. A medida ocorre no contexto do caso envolvendo o ex-deputado federal Alexandre Ramagem, detido recentemente em território americano. O servidor citado é o delegado Marcelo Ivo de Carvalhoque atuava como oficial de ligação da Polícia Federal junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas, em Miami. Segundo comunicado do Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental, o agente teria tentado manipular o sistema de imigração dos EUA para contornar pedidos formais de extradição. Em nota publicada pela embaixada americana, o governo afirmou: “Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos”. A mensagem acrescenta: “Hoje, pedimos que o funcionário brasileiro envolvido deixe o nosso país”. Leia também: Ramagem agradece à cúpula do governo Trump por soltura Atirador responsável pelo ataque em Louisiana era pai de 7 das 8 vítimas Atuação nos EUA Marcelo Ivo de Carvalho estava na função desde agosto de 2023, trabalhando em cooperação com o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos. A missão havia sido prorrogada em 2025 e incluía atividades de articulação internacional em segurança e imigração. Ao longo da carreira, o delegado ocupou cargos como superintendente da Polícia Federal na Paraíba e funções na área de combate ao crime organizado em São Paulo. Também chefiou a delegacia da PF no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A permanência dele no país foi interrompida após a decisão das autoridades americanas, que citaram tentativa de “manipular” processos migratórios e “estender perseguições políticas” ao território dos Estados Unidos. O Itamaraty informou que não comentaria o caso. Já a Polícia Federal declarou que não havia sido formalmente comunicada sobre a expulsão. Detenção de Ramagem nos Estados Unidos O episódio ocorre após a detenção de Alexandre Ramagem pelo ICE, em Orlando, na Flórida, na última semana. Ele permaneceu por dois dias em um centro de detenção após abordagem inicialmente associada a uma infração de trânsito. Durante a verificação, autoridades identificaram que o passaporte diplomático do ex-parlamentar havia sido invalidado após a cassação de seu mandato, em dezembro de 2025. Ele foi liberado posteriormente. Em manifestação nas redes sociais, Ramagem afirmou: “Entrei nos Estados Unidos de forma regular, com visto e passaporte válidos”. Ele também declarou que aguarda a análise de um pedido de asilo político. Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência, Ramagem foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos de prisão por envolvimento em um suposto plano de golpe de Estado. Desde setembro de 2025, ele é considerado foragido da Justiça brasileira e teve o nome incluído na lista da Interpol. Na ocasião da detenção, a Polícia Federal informou: “A prisão decorreu de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal e autoridades policiais dos EUA”.

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Cuba confirma encontro em Havana com delegação dos EUA

Em declarações ao jornal Granma, Alejandro García, diretor-geral adjunto do Ministério das Relações Exteriores de Cuba para os Estados Unidos, confirmou nesta segunda-feira (20) o recente encontro em Havana, capital da ilha, entre delegações da nação caribenha e dos Estados Unidos. Durante a sessão de trabalho, os diplomatas cubanos deram prioridade máxima à exigência de que a Casa Branca suspenda o embargo energético imposto ao país . O diplomata especificou que o lado americano era composto por secretários-adjuntos do Departamento de Estado , enquanto do lado cubano participavam “no nível de vice-ministro das Relações Exteriores “. Durante a conversa, que García del Toro descreveu como respeitosa e profissional, ficou esclarecido que “nenhuma das partes estabeleceu prazos ou fez declarações coercitivas, como foi mencionado pela mídia americana”.  O representante oficial enfatizou que essas reuniões são conduzidas com discrição devido à sensibilidade dos temas abordados na agenda bilateral.  A principal prioridade da delegação cubana nesta reunião foi a exigência do levantamento do embargo energético imposto ao país. “Eliminar o bloqueio energético contra o país era uma prioridade máxima para nossa delegação. Esse ato de coerção econômica é uma punição injustificada para toda a população cubana. É também uma forma de chantagem em escala global contra Estados soberanos, que têm todo o direito de exportar combustível para Cuba, de acordo com os princípios do livre comércio”, enfatizou. Bloqueio Desde 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou o bloqueio de longa data contra Cuba com uma ordem executiva que declara estado de emergência nacional, considerando a maior das Antilhas uma ameaça incomum e extraordinária à segurança dos EUA. Essa medida dá carta branca a Washington para sancionar países que tentam fornecer petróleo a Cuba direta ou indiretamente, resultando em escassez de combustível que afeta o cotidiano da população cubana. O governo cubano reiterou sua disposição de dialogar com as autoridades dos Estados Unidos, mantendo uma postura aberta à comunicação, desde que as trocas sejam conduzidas com base no respeito e não na interferência. Diálogo Nessa mesma linha, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel, em entrevista recente ao veículo de comunicação americano Newsweek, afirmou que é possível dialogar com os Estados Unidos para chegar a acordos em áreas como ciência, migração, combate ao narcotráfico, meio ambiente, comércio, educação, cultura e esportes. Ele enfatizou que o diálogo deve sempre ocorrer “em termos de igualdade ” e com pleno respeito à soberania, ao sistema político, à autodeterminação e ao direito internacional.  Mais tarde, em entrevista ao programa Meet the Press da NBC News, o chefe de Estado enfatizou: “Podemos negociar, mas à mesa, sem pressão ou tentativas de intervenção dos EUA.” FONTE: AGENCIA BRASIL

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