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Internacional

Lula cita ‘reciprocidade’ após delegado da PF ser expulso dos EUA

A decisão do governo dos Estados Unidos de determinar a saída de um delegado brasileiro do país, na segunda-feira (20), abriu uma frente de tensão diplomática e levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a levantar a possibilidade de “reciprocidade”. A medida norte-americana ocorre após o caso envolvendo o ex-deputado Alexandre Ramagem. Ao comentar o episódio nesta terça-feira (21), Lula afirmou que ainda não tem todas as informações, mas criticou a postura das autoridades norte-americanas. “Fui informado hoje de manhã, acho que se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com o dele no Brasil”, disse o presidente, em conversa com a imprensa em Hannover, na Alemanha. Ele também mencionou interferência indevida. “Nós queremos que as coisas aconteçam da forma mais correta possível, mas não podemos aceitar essa ingerência, esse abuso de autoridade que alguns personagens americanos querem ter com relação ao Brasil”.   Leia mais: Delegado brasileiro é expulso dos EUA após caso envolvendo Alexandre Ramagem Leia mais: Ramagem agradece à cúpula do governo Trump por soltura   A ordem para que o delegado da Polícia Federal (PF) deixe os Estados Unidos foi divulgada sem citação nominal direta, mas com a alegação de que um agente estrangeiro teria tentado contornar procedimentos formais de extradição. “Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos. Hoje, pedimos que o funcionário brasileiro em questão deixe o país por tentar fazer isso”, informou o governo norte-americano. Autoridades brasileiras adotam tom alinhado ao de Lula Segundo a TV Globo, se trata de Marcelo Ivo de Carvalho. O brasileiro atuava desde agosto de 2023 como oficial de ligação da Polícia Federal em Miami, em cooperação com a agência de imigração e alfândega dos EUA. Na função, trabalhava diretamente em ações conjuntas e investigações transnacionais. Ainda na Alemanha, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse que o Brasil aguarda esclarecimentos. “Essa notícia não tem fundamento. Estamos aguardando esclarecimentos das autoridades americanas”, afirmou. Ele ressaltou que a atuação do delegado era conhecida pelas autoridades locais e que “todos sabiam” de sua função. O vice-presidente, Geraldo Alckmin, quando questionado por jornalistas sobre o assunto em Brasília, adotou um tom cauteloso, mas alinhado ao de Lula. “O Brasil sempre tem a lógica da reciprocidade, mas acho que a gente deve aguardar. Vamos aguardar”, declarou. Prisão de Alexandre Ramagem pelo ICE O episódio está ligado à detenção de Alexandre Ramagem, ocorrida em 13 de abril, em Orlando. O ex-deputado foi preso por questões migratórias e liberado dois dias depois. Após deixar o centro de detenção, publicou um vídeo agradecendo ao governo norte-americano. “Eu venho agradecer ao governo norte americano, da mais alta cúpula da administração Trump”, disse. Foto: Divulgação Condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, Ramagem deixou o Brasil em 2025. Ele é apontado como integrante do núcleo central da articulação que buscava manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder. O pedido de extradição foi formalizado pelo governo brasileiro no fim de 2025. Em declaração antes da soltura de Ramagem, Lula defendeu o retorno do ex-parlamentar ao país. “O Ramagem eu acho que vai vir para cá. A direita aqui no Brasil está dizendo que ele foi preso numa multa. Ele foi preso e estava condenado a 16 anos nesse país. Ele foi um golpista, ele está condenado. Ele tem que voltar para o Brasil para cumprir a sua pena”, afirmou em entrevista para os portais Brasil 247, Revista Fórum e DCM.

Internacional

Lula defende que empresas brasileiras atuem em Portugal

Em visita a Lisboa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (21) que Portugal pode ser a principal porta de acesso dos interesses empresariais brasileiros na Europa. A declaração considera a entrada em vigor do Acordo Mercosul-União Europeia, em 1º de maio. Lula se reuniu pela primeira vez com o presidente português, António José Seguro, empossado em 9 de março. Após o encontro com o chefe de Estado, no Palácio Nacional de Belém, almoçou com o chefe de governo, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, no Palácio São Bento. O presidente brasileiro defendeu a integração econômica com Portugal e a possibilidade de que empresas brasileiras atuem em território português. Lula citou o exemplo da Embraer, que mantém parque industrial em Évora desde 2012. “A gente pode repetir vários acontecimentos, como a Embraer, aqui em Portugal. A Embraer é a demonstração mais bem-sucedida de uma empresa brasileira que está aqui ajudando a construir coisas em Portugal”, afirmou, em fala dirigida ao primeiro-ministro. Comércio A corrente de comércio entre Brasil e Portugal somou em exportações e importações US$ 4,5 bilhões em 2025. O Brasil tem superávit de US$ 2 bilhões. Além da indústria aeronáutica, empresas brasileiras têm investimentos em Portugal nas áreas de siderurgia e máquinas e equipamentos. Portugal, por sua vez, se destaca no fornecimento de petróleo e gás ao Brasil, e com investimentos em infraestrutura e no setor elétrico. Imigrantes brasileiros Durante a visita, também foi discutida a presença da comunidade brasileira em Portugal. O primeiro-ministro português afirmou que “os brasileiros que procuram Portugal, que neste momento são mais de 500 mil, têm vindo para trabalhar, para desenvolver seus projetos de vida, e têm tido uma integração social e econômica absolutamente impecável.” Montenegro admitiu, no entanto, que já ocorreram incidentes com os brasileiros em Portugal. Para ele, são situações pontuais. “Isso não significa que não possa ter havido, aqui ou ‘lá’, um foco de perturbação”, disse ele. O número de brasileiros em Portugal é cerca de cinco vezes maior que o total de lusitanos no Brasil – 104 mil, segundo o Censo 2022 (IBGE), o segundo maior grupo de estrangeiros no Brasil. Em frente ao Palácio de Belém, manifestantes brasileiros e portugueses a favor e contra o presidente Lula se reuniram ao longo do dia. Segundo a Rádio e Televisão de Portugal (RTP), as concentrações foram delimitadas por grades e fitas da polícia, e não houve registro de confrontos. Volta ao Brasil A passagem de Lula por Portugal se dá no Dia de Tiradentes, 21 de abril. O feriado lembra o mártir da Inconfidência Mineira e símbolo da luta por liberdade e Independência do Brasil, ex-colônia de Portugal. A viagem de Lula a Lisboa ocorreu após visitas à Espanha, nos dias 17 e 18, e à Alemanha, em 19 e 20. Na Espanha, o presidente do Brasil participou da 1ª Cúpula Brasil-Espanha e da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre. Na Alemanha, Lula visitou a Feira Industrial de Hannover, esteve no Encontro Econômico Brasil-Alemanha e nas Consultas Intergovernamentais de Alto Nível O presidente Lula deve estar de volta ao Brasil ainda nesta noite, após escala na Ilha do Sal, em Cabo Verde. A previsão de chegada do voo presidencial é às 23h50, na Base Aérea de Brasília. FONTE: AGENCIA BRASIL

Internacional

Ao lado do Brasil, Senegal persegue protagonismo no Sul Global

Com uma população de quase 4 milhões de pessoas na região metropolitana, a capital do Senegal, Dacar, é o ponto do continente africano mais próximo das Américas – apenas 2,9 mil quilômetros separam Dacar e o Brasil. A cidade é sede do 10º Fórum Internacional de Dacar sobre Paz e Segurança na África, evento de dois dias que terminou nesta terça-feira (21). O encontro reúne chefes de Estado e representantes de 38 países – sendo 18 dos 54 africanos – além de integrantes de dez organismos internacionais, como Organização das Nações Unidas (ONU) e União Europeia (EU). O Brasil está representado pela embaixadora no Senegal, Daniella Xavier. Na cerimônia de abertura, o presidente senegalês, Bassirou Diomaye Faye, classificou Dacar como uma capital do diálogo estratégico africano e internacional. “Um espaço de reflexão e troca sobre caminhos para desenvolver soluções endógenas (internas) para os desafios de segurança do continente”, discursou. Além de diagnosticar desafios, debater temas e propor soluções para o continente, o evento é uma forma de reforçar o protagonismo do Senegal na região. O país se destaca por ser considerado um dos mais estáveis da África. Mais que a liderança regional, o país de quase 19 milhões de habitantes busca estender a influência internacional em parceria com outras regiões do mundo, notadamente o chamado Sul Global, do qual o Brasil também busca ser expoente, conforme avaliam profundos conhecedores das relações internacionais entrevistados pela Agência Brasil. Histórico de paz e estabilidade O diplomata Leonardo Santos Simão, chefe do Escritório da ONU para a África Ocidental e Sahel, destaca que o Senegal tem uma história de desenvolvimento da paz e estabilidade, sem nunca ter sofrido um golpe de Estado. O moçambicano lembra que a África enfrenta momentos “conturbados” por causa de conflitos internos, regionais, terrorismo e crime organizado. A região do Sahel, faixa continental de costa a costa que marca a transição entre o deserto do Saara e as savanas ao Sul, é apontada como epicentro do terrorismo internacional, sofrendo ameaças de grupos jihadistas (extremistas islâmicos), como Al-Qaeda e Estado Islâmico. Dacar – 21/04/2026 – Chefe do Escritório da ONU para a África Ocidental e Sahel, Leonardo Santos Simão. Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil A edição 2026 do Índice de Terrorismo Global aponta que a região responde por mais da metade de todas as mortes por terrorismo no mundo em 2025, concentradas em três países: Mali, Burkina Faso e Niger. As demais nações da região são Senegal, Gâmbia, Mauritânia, Guiné, Chade, Camarões e Nigéria. >> Entenda como a África quer superar o terrorismo “Senegal, através deste diálogo regular, oferece justamente esse espaço de troca de ideias, de troca de opiniões sobre como enfrentar, na prática, esses desafios do nosso tempo”, disse o diplomata, destacando que o fórum recebe representantes de países de fora da África. Sul Global O representante da ONU enfatizou que o Senegal faz parte de uma aglutinação internacional defendida pelo Brasil, o Sul Global – grupo de nações em desenvolvimento que compartilham problemas sociais. Simão assinala que o Sul Global serve como instância para uma espécie de diálogo interno do Sul, de modo a identificar quais são os desafios comuns; e também na interlocução entre o Sul Global e o Norte Global (países ricos). “Este Sul está cada vez mais unido”, disse. “Senegal é parte desse esforço também. Está no mesmo diapasão que o Brasil e outros países do Sul no trazer desta voz do Sul Global para que sejam encontradas soluções para os problemas da pobreza e da exclusão”, sustentou. Leonardo Simão aponta ainda que a soberania dos países africanos “é um imperativo cada vez maior”. Para ele, os países do Norte têm que entender que “as relações do passado já não são aceitas, precisam ser revistas”. Entre as delegações estrangeiras no Fórum Internacional de Dacar estão integrantes de governos europeus que possuem passado de política colonial, como Alemanha, Espanha, Portugal e a França – que colonizou Senegal até 1960.  Soft power O professor moçambicano Carlos Lucas Mamboza, especialista em Estudos Estratégicos, Segurança e Defesa, considera que a realização do fórum é um “instrumento claro” de soft power. No jargão do mundo diplomático, soft power é a habilidade de influenciar relações internacionais por meio de atração e persuasão, em vez de coerção e uso de força militar. “Procura projetar a imagem de um Estado estável, com capacidade institucional, capacidade de mediação dos conflitos na zona do Sahel, mas também na África como um todo”, explica diretamente de Maputo, capital de Moçambique. O tema do fórum deste ano é “África enfrenta os desafios da estabilidade, integração e soberania: Quais soluções sustentáveis?”. Para Mamboza, também professor de África na Relações Internacionais na Universidade Federal Fluminense (UFF), a escolha do assunto evidencia um grande dilema que os Estados africanos têm sofrido. “É a necessidade de equilibrar uma estabilidade interna, os processos de integração regional e a preservação da soberania em um cenário internacional marcado por uma intensa competição entre as grandes potências, nomeadamente China, a Rússia e os Estados Unidos”. O professor ressalta que o encontro apresenta agenda mais ampla, trazendo questões relacionadas a mudanças climáticas, pandemias, criminalidade transnacional, cibersegurança e assuntos tecnológicos. “Indica um esforço do continente em se posicionar de forma autônoma na definição de suas próprias prioridades estratégicas”, completa. América do Sul Carlos Lucas Mamboza destaca que Senegal também apresenta uma fase diplomática ligada à América do Sul e ao Brasil. O país é um dos integrantes da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas), aliança com mais de 20 países, a maioria africanos, voltada para a manutenção da parte Sul do Oceano Atlântico livre de guerras e de disputas geopolíticas. Há menos de duas semanas, o Brasil assumiu a liderança do grupo, em um evento no Rio de Janeiro.  “Senegal emerge como um elo importante entre a África Ocidental e o espaço estratégico do Atlântico Sul, conectando-se diretamente com os interesses do Brasil”. Nas palavras do professor, é uma cooperação Sul-Sul. Ao comentar interesses conjuntos dos dois países, Mamboza citou a defesa de reformas na governança global.

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Internacional

Irã promete passagem segura para Rússia em Ormuz mesmo após bloqueio e tensão com EUA cresce

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, e seu homólogo russo, Sergey Lavrov, conversaram por telefone nesta segunda-feira, 20, e Teerã confirmou sua disposição de garantir a passagem desimpedida de embarcações e cargas russas através do Estreito de Ormuz, apesar do novo bloqueio deste fim de semana. Ambos os lados também reafirmaram compromisso de cooperação bilateral. Araghchi informou Lavrov sobre a posição do Irã em relação às violações do cessar-fogo pelos EUA, incluindo o bloqueio de Ormuz e a apreensão de um navio porta-contêineres iraniano. “O comportamento ilegal dos EUA e as posições contraditórias de seus líderes são incompatíveis com a alegação de diplomacia, e a República Islâmica do Irã, enquanto monitora o comportamento da outra parte, tomará a decisão apropriada para proteger seus interesses e segurança nacional”, pontuou a conta oficial de Araghchi no Telegram. O ministro iraniano ainda expressou sua gratidão pela disposição da Rússia em continuar as consultas para fortalecer a estabilidade regional e avançar em iniciativas diplomáticas conjuntas. O lado russo, por sua vez, destacou a necessidade de preservar a trégua, que deve ser mantida dentro dos parâmetros originalmente acordados pelos mediadores paquistaneses, ressaltando a importância de continuar os esforços diplomáticos para evitar uma nova confrontação armada com os EUA.     *de Agência Estado

Espaço foi estruturado para oferecer qualificação profissional à população LGBTQIAPN+ custodiada na unidade.
Economia

Instituto Penal de Campo Grande ganha salão de beleza para capacitação de população LGBTQIAPN+ privada de liberdade

Iniciativas que promovem dignidade e criam oportunidades concretas têm se consolidado como ferramentas estratégicas para a ressocialização. Nessa perspectiva, a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) inaugurou, na semana passada, o projeto “Salão de Beleza Expressão da Liberdade”, no IPCG (Instituto Penal de Campo Grande). Voltado especialmente à população LGBTQIAPN+ custodiada na unidade, o espaço foi estruturado para oferecer qualificação profissional na área da beleza, ampliando as possibilidades de geração de renda e de reinserção no mercado de trabalho após o cumprimento da pena. Espaço foi estruturado para oferecer qualificação profissional à população LGBTQIAPN+ custodiada na unidade. Equipado com materiais doados pelo Instituto Ação pela Paz e insumos obtidos com apoio da Subsecretaria de Políticas Públicas LGBTQIA+, vinculada à Secretaria de Estado de Cidadania – a partir de projetos apresentados pela Divisão da Promoção Social, da Diretoria de Assistência Penitenciária da Agepen – o salão nasce com uma proposta que vai além da capacitação técnica. O projeto integra inclusão social, respeito à diversidade e enfrentamento ao preconceito, tendo o trabalho e a qualificação profissional como eixo central da ressocialização. Entre os serviços ofertados estão corte de cabelo, barbearia, unhas em gel, maquiagem e outros cuidados estéticos. As atividades contemplam prioritariamente a população LGBTQIAPN+, sem excluir os demais custodiados da unidade. A formação profissional será realizada em parceria com instituições como o Sistema S, fortalecendo a qualificação técnica dos participantes. A solenidade também marcou a ampliação do projeto “Som da Liberdade”, que utiliza a música como ferramenta terapêutica e de desenvolvimento pessoal. Com a doação de novos instrumentos, pelo Instituto Ação pela Paz, a iniciativa passou a atender um número maior de internos, promovendo autoestima, disciplina e expressão artística no ambiente prisional. Grupo musical recebeu novos equipamentos e ampliou o projeto para atender mais internos. Ambos os projetos são coordenados pela policial penal Patrícia Gabriela Magalhães, que alia acompanhamento técnico a práticas de acolhimento e desenvolvimento humano dos custodiados. Para o diretor do IPCG, Leoney Martins Barbosa, as iniciativas refletem uma diretriz institucional voltada à humanização do sistema. “É um compromisso da gestão e de toda a equipe viabilizar projetos que tragam transformações reais na vida dos custodiados”, destacou. O diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, enfatizou que ações como essa demonstram o compromisso do Estado com a mudança de trajetórias. “O futuro não é decidido pelo passado. Nosso papel é garantir condições para que cada pessoa tenha a oportunidade de reconstruir sua história”, afirmou. Ele também ressaltou o pioneirismo de Mato Grosso do Sul na adoção do nome social nos registros do sistema prisional. A diretora de Assistência Penitenciária, Maria de Lourdes Delgado Alves, destacou o impacto direto das iniciativas. “São projetos que despertam sonhos e mostram que novos caminhos são possíveis, além de contribuírem para a redução da reincidência criminal”, pontuou. Oportunidade como ferramenta de transformação Representando os participantes do “Expressão da Liberdade”, a custodiada C. F. S. chamou atenção para as barreiras enfrentadas fora do sistema prisional. “Muitas vezes, as oportunidades nos são negadas simplesmente por quem somos. Esse projeto traz dignidade no presente e esperança para o futuro”, afirmou. O evento contou com a presença de representantes de diferentes instituições. A subsecretária estadual de Políticas Públicas LGBTQIA+, Mikaella Lima Lopes, reforçou que a ausência de oportunidades está diretamente relacionada à vulnerabilidade social. “Se essas portas tivessem sido abertas antes, talvez muitas dessas pessoas não estivessem aqui hoje. Por isso, é essencial investir em políticas públicas dentro e fora do sistema prisional”, disse. Já o juiz da 1ª Vara de Execução Penal, Luiz Felipe Medeiros Vieira, destacou o papel do Estado na oferta de condições para a mudança de vida. “Não é só obrigação da pessoa privada de liberdade sair melhor. É dever do Estado garantir meios para que isso aconteça”, afirmou. Segundo ele, iniciativas de trabalho, cultura e capacitação contribuem diretamente para a redução da criminalidade e ampliam as chances de reinserção social, inclusive com possibilidade de remição de pena. Representando o projeto musical, o interno L.G. A. ressaltou o impacto das ações no cotidiano prisional. “Projetos como esse ajudam a construir uma ponte para o retorno à sociedade. A qualificação e a expressão artística ampliam horizontes e resgatam a esperança de um recomeço”, declarou. Também participaram do evento o juiz titular da 4ª Vara Criminal, José Henrique Kaster Franco, representantes da Secretaria Municipal de Assistência Social e sua Gerência de Proteção Social Especializada de Alta Complexidade, e da Associação das Travestis e Transexuais de Mato Grosso do Sul, além de diretores de unidades prisionais e assistenciais da Agepen na capital. Keila Oliveira, Comunicação Agepen/MSFotos: Tatyane Santinoni/ Agepen/MS. Fonte: Secom Mato Grosso do Sul

Internacional

Lula: é preciso “dar logo” Nobel da Paz à Trump para encerrar guerras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (21) que é preciso “dar logo” o Prêmio Nobel da Paz ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que se possa acabar com as guerras no mundo. “A gente vê, todo santo dia, declarações – que eu não sei se são brincadeira ou não – do presidente Trump dizendo que já acabou com oito guerras e que ainda não ganhou o Prêmio Nobel da Paz”, disse, em declaração à imprensa durante visita à Portugal. “É importante que a gente dê logo um Prêmio Nobel para o presidente Trump para não ter mais guerra. Aí, o mundo vai viver em paz, tranquilamente”, completou Lula. Nações Unidas Assim como em outros discursos recentes em sua agenda internacional, o presidente destacou que o mundo registra atualmente a maior quantidade de conflitos desde a 2ª Guerra Mundial. “E não há uma única instituição capaz de falar a palavra ‘paz’”. “Todo mundo sabe que eu sou defensor do multilateralismo. Todo mundo sabe que sou inimigo do unilateralismo e do protecionismo. Todo mundo sabe que nós estamos numa jornada pelo mundo para fazer mudanças no Conselho de Segurança das Nações Unidas.” Segundo Lula, as alterações seriam direcionadas especificamente ao estatuto das Nações Unidas, “para dar a ela o sentido de existência para o qual foi criada em 1945.” “Não é possível que você não tenha nenhuma instituição capa de contemporizar, harmonizar e acabar com a quantidade de guerras que temos no mundo hoje”, acrescentou Lula. O presidente está em viagem oficial à Europa, onde já passou pela Espanha e Alemanha. Após compromissos em Portugal, ele retorna a Brasília. FONTE: AGENCIA BRASIL

Artesanato indígena de Mato Grosso do Sul é valorizado na Casa do Artesão e em feiras nacionais
Economia

Artesanato indígena de Mato Grosso do Sul é valorizado na Casa do Artesão e em feiras nacionais

O artesanato indígena é valorizado pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, que proporciona a comercialização na Casa do Artesão, a participação em feiras nacionais e também vai até as aldeias para emitir a Carteira Nacional do Artesão. No estado são nove etnias indígenas catalogadas, todas produzindo artesanato,, cerâmica, fibra e produtos em sementes. Segundo Katienka Klain, diretora de Artesanato, Moda e Design da Fundação de Cultura, aqui em Mato Grosso do Sul, as etnias indígenas que mais comercializam, mais participam de eventos e de comercialização na Casa de Artesão são as etnias Terena,Kadiwéu e Kinikinaw, que são baseadas na questão da cerâmica. “Hoje está tendo uma maior venda da material do Guató, do Ofaié, mas ainda de forma muito devagar, mas as maiores vendas são a terena, que é referência cultural, que é patrimônio cultural, e elas vendem muito por associações, também, às vezes, não indígenas, porque tem essa dificuldade de acesso financeiro de participar em alguns eventos”. Katienka diz que os produtos que mais vendem nas feiras são artesanato indígena. “As feiras nacionais são vendidas, a grande maioria, através de associações de artesanato, nem sempre associações indígenas, também a participação de representação de pessoas não indígenas, e aí essa venda é realizada em grande número expressivo, mas a grande maioria está na cerâmica terena, ainda a gente tem que ter um trabalho maior no estado para aumentar a venda e qualificar mais os outros artesanatos”. “O artesanato indígena é o primordial, é o que começou, onde tudo começou. Então, assim, está e grande parte quando a gente realiza a Carteira Nacional do Artesanato nas aldeias indígenas. Eles deixam claro que eles vivem do artesanato, então é fundamental o apoio da Fundação de Cultura através de comercialização nos Festivais de Inverno de Bonito, América do Sul, que são espaços próprios para eles. As vagas também nos editais, que também são vagas específicas para a população indígena, para que eles possam escoar essas peças e ter representatividade e também começar a entender o que é o mercado do artesanato”. O artesanato indígena está presente há mais de 30 anos na Casa do Artesão, com a participação das etnias Kadwéu, Terena e Kinikinau. Segundo a coordenadora da Casa do Artesão, Eliane Torres, o artesanato indígena é “a nossa referência cultural, é a nossa identidade, é patrimônio histórico, tudo isso envolve, por isso que temos aqui nossos artesãos indígenas presentes na nossa casa”. A artesã Cleonice Roberto Veiga, mais conhecida como Cléo Kinikinau, expõe suas peças na Casa do Artesão, junto com as peças da sua mãe, Ana Lúcia da Costa, há um ano. São peças em cerâmica e argila, além de colares, brincos e pulseiras. Para ela, é muito importante o papel da Casa do Artesão na divulgação do trabalho indígena. “Para a gente é importante que vocês ajudem a gente a divulgar o nosso trabalho, a nossa cultura e também ajuda no custo financeiro, que isso é uma fonte de renda nossa, que muitas vezes a gente não tem um emprego fixo, não trabalha, e acaba ajudando isso para dentro de casa nossa. É muito importante, depois que a gente conheceu aí a Casa do Artesão, para a gente está sendo ótimo, está ajudando a gente, que de mês em mês, a Casa do Artesão, ela tem mandado para a gente o que tem vendido e valoriza mais o nosso trabalho. E é isso, é muito bom, muito importante mesmo para nós. Nosso artesanato Kinikinau é raro ver em lugares, mas está ajudando muito mesmo a gente”. Creusa Virgílio, da etnia Kadwéu, disse que conheceu a Casa do Artesão há 14 anos. “Eu seguia minha mãe e minha irmã para vender cerâmica. E hoje eu continuo. Elas partiram e eu continuo na Casa do Artesão. Eu entrego peças para casa do artesão a cada 30 dias. A importância é, para mim, a mulher Kadwéu sobre a valorização do nosso estado, também é o momento de a gente divulgar e fortalecer a arte Kadwéu. O artesanato, para mim, é a renda familiar e a valorização da cultura, para que a cultura Kadwéu sempre viva e seja fortalecida em nosso estado”. A artesã Rosenir Batista é da etnia Terena e foi homenageada na Semana do Artesão do ano passado. Ela sempre ministra oficinas em escolas, para os alunos conhecerem a cerâmica Terena. Durante a Semana do Artesão deste ano ministrou oficina para alunos na Escola Municipal Governador Harry Amorim Costa. Rosenir nasceu em 8 de março de 1967. Trabalha com a Cerâmica Tradicional Terena desde a infância, há mais de 49 anos. “O saber ancestral da arte em cerâmica Terena aprendi com minha avó, e das primeiras peças produzidas (Bichinhos do Pantanal, vasos) meu trabalho evoluiu para diversos tipos de peças utilitárias e decorativas, que se transformaram na minha principal fonte de renda. Este conhecimento ancestral que recebi de minha avó já repassei para minhas filhas e netas, e eles já trabalham comigo, e temos o compromisso de manter está técnica viva de geração em geração”. Rosenir mora na aldeia Cachoeirinha, município de Miranda, e trabalha com cerâmica desde quando tinha 12 anos. “Eu trabalhava com a minha mãe, minha mãe trabalhava já com cerâmica, eu ajudava. Na prática, hoje, eu tenho 25 anos na área de artesanato. A cerâmica para mim é um trabalho que minha mãe me deixou. Então eu não posso deixar morrer a cultura, o trabalho que ela deixou para mim, eu tenho que dar continuidade. É a cultura da aldeia onde eu moro, eu não posso deixar ser esquecido, toda a minha família hoje trabalha na cerâmica”. Karina Lima, Comunicação SetescFotos: Ricardo Gomes/FCMS Fonte: Secom Mato Grosso do Sul

Internacional

Anistia acusa EUA, Israel e Rússia de minar multilateralismo

A organização de direitos humanos Anistia Internacional acusa Estados Unidos, Israel e Rússia de ataques predatórios contra o multilateralismo, o direito internacional e a sociedade civil, em seu relatório anual A situação dos direitos humanos no mundo, divulgado nesta terça-feira (21). O documento traz uma avaliação sobre 144 países. De acordo com a secretária-geral da organização, Agnès Callamard, os predadores políticos e econômicos, “e aqueles que lhes facilitam a vida”, estão sentenciando o fim do sistema multilateral, não porque ele seja ineficaz, mas porque não está a serviço de sua hegemonia e controle. “A resposta não é proclamar que o sistema é uma quimera ou que não há como consertá-lo, mas sim enfrentar seus fracassos, acabar com sua aplicação seletiva e continuar transformando-o para que seja plenamente capaz de defender todas as pessoas com a mesma determinação”, afirma a secretária-geral. Israel e Estados Unidos Segundo o relatório, Israel continuou com o genocídio que está perpetrando contra a população palestina em Gaza, apesar do cessar-fogo acordado em outubro de 2025. A Anistia afirma que o país mantém um sistema de apartheid contra os palestinos, ao mesmo tempo em que acelera a expansão de assentamentos ilegais na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental, e avança rumo à anexação. “As autoridades israelenses têm permitido ou incentivado cada vez mais que os colonos ataquem e aterrorizem a população palestina, com impunidade, e autoridades de destaque têm elogiado e glorificado a violência contra a população palestina, incluindo detenções arbitrárias e tortura de pessoas detidas”, afirma a organização internacional. Já os Estados Unidos, diz a Anistia, realizaram mais de 150 execuções extrajudiciais, bombardeando embarcações no Caribe e no Pacífico, e realizaram um ato de agressão contra a Venezuela, em janeiro de 2026, quando sequestram o presidente Nicolás Maduro. A organização acrescenta que o uso ilegítimo da força contra o Irã, por parte dos Estados Unidos e de Israel, em violação à Carta das Nações Unidas, provocou ataques de retaliação iranianos contra Israel e países do Conselho de Cooperação dos Estados Árabes do Golfo. Israel, por sua vez, intensificou seus ataques contra o Líbano. “Desde a morte de mais de 100 crianças em um ataque ilegal dos Estados Unidos contra uma escola no Irã, até os ataques devastadores de todas as partes contra infraestruturas energéticas, o conflito colocou em risco a vida e a saúde de milhões de civis”, destaca a Anistia. A organização aponta que a guerra ameaça causar danos de grande magnitude, previsíveis e de longo prazo, ao meio ambiente e à população civil. Os impactos se darão sobre o acesso à energia, aos cuidados de saúde, à alimentação e à água em uma região já turbulenta, e também em outras partes do mundo.   Presidente deposto da Venezuela Nicolás Maduro segue detido nos Estados Unidos. REUTERS/Eduardo Munoz/Proibida reprodução Europa A Anistia Internacional relata que a Rússia intensificou seus ataques aéreos contra infraestruturas civis essenciais da Ucrânia. Para a organização de direitos humanos, a União Europeia e a maioria dos Estados da Europa mantiveram uma postura conciliatória em relação aos ataques dos Estados Unidos contra o direito internacional e os mecanismos multilaterais. “Não agiram com determinação para deter o genocídio de Israel nem para pôr fim às transferências irresponsáveis de armas e tecnologia que fomentam crimes contra o direito internacional em todo o mundo”, ressalta o documento. Brasil No Brasil, o relatório constata que a violência policial seguiu como um dos pontos mais críticos: em outubro de 2025, as polícias civil e militar do Rio de Janeiro realizaram uma operação antidrogas em favelas que resultou na morte de mais de 120 pessoas — a maioria negra e em situação de pobreza —, com múltiplos relatos de execuções extrajudiciais. A Operação Contenção, nos Complexos da Penha e do Alemão, na zona norte, é considerada a mais letal da história do estado. “O episódio integra um padrão histórico de policiamento letal que afeta de forma desproporcional as comunidades negras e periféricas, em um país onde a população negra segue sendo vítima preferencial do uso letal da força pelo Estado”, pondera a Anistia.    Moradores, familiares e representantes da sociedade civil se reúnem na comunidade da Vila Cruzeiro para manifestação de repúdio à Operação Contenção que deixou 121 mortos – Tânia Rêgo/Agência Brasil Conforme a organização, a violência de gênero permaneceu em níveis alarmantes, com registros de feminicídios em todo o país e persistência da impunidade. Pessoas LGBTI foram alvo de violência racista e lgbtifóbica, sem proteção adequada do Estado. “A Anistia Internacional apela ao Brasil para que adote medidas efetivas de responsabilização pela violência policial, avance urgentemente na demarcação dos territórios indígenas e quilombolas, enfrente a crise climática com ambição compatível com sua responsabilidade histórica e garanta, sem discriminação, os direitos humanos de toda a sua população”, completa a organização.   FONTE: AGENCIA BRASIL

Meio Ambiente

Unesco destaca contribuição de seus sítios para o meio ambiente global

Relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), divulgado nesta terça-feira (21), em Paris, destaca a grande contribuição de seus sítios protegidos para as pessoas e o meio ambiente. No Brasil, entre esses locais de proteção estão algumas áreas como: o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, incluído na lista do Patrimônio Mundial da Unesco, durante a 46ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial em Nova Delhi, na Índia, em julho de 2024; e o Parque Nacional de Iguaçu, inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco, em 1986. “A área é rica biodiversidade inclui mais de 2000 espécies de plantas, 400 espécies de aves e possivelmente até 80 mamíferos, bem como inúmeras espécies de invertebrados”, diz a Organização. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o Parque Nacional dos Lençóis abriga quatro espécies ameaçadas de extinção, o guará (Eudocimus ruber), a lontra-neotropical (Lontra longicaudis), o gato-do-mato (Leopardus tigrinus) e o peixe-boi-marinho (Trichechus manatus). Estima-se que a região tenha cerca de 133 espécies de plantas, 112 espécies de aves e pelo menos 42 espécies de répteis. Áreas dão estabilidade Embora as populações de animais selvagens tenham diminuído 73% em todo o mundo desde 1970, as que vivem nas áreas protegidas pela Unesco permaneceram comparativamente estáveis, informa o documento. Um quarto desses sítios, onde foram registradas mais de mil línguas, pertence a territórios de povos indígenas. O relatório People and Nature in Unesco Sites: Global and Local Contributions (Comunidades e natureza nos Sítios da Unesco: contribuições locais e globais) examina, pela primeira vez, como uma rede única, todas as categorias da Unesco que envolvem Sítios do Patrimônio Mundial, Reservas da Biosfera e Geoparques Mundiais. São mais de 2.260 sítios que somam área superior a 13 milhões de quilômetros quadrados (km²), superior que a da China e da Índia juntas. Impactos positivos Na avaliação do diretor-geral da Unesco, Khaled El-Enany, os sítios protegidos pela instituição produzem impactos positivos para as pessoas e para a natureza. “Nesses territórios, as comunidades prosperam, o patrimônio da humanidade perdura e a biodiversidade é preservada, enquanto se degrada em outros locais. O relatório mensura o valor global e as contribuições desses sítios e revela o que podemos perder se eles não forem priorizados”. Segundo El-Enany, o documento é um chamado urgente para ampliar o grau de ambição e reconhecer os sítios da Unesco como ativos estratégicos para enfrentar a mudança do clima e a perda de biodiversidade, “além de investir imediatamente na proteção de ecossistemas, culturas e modos de vida para as gerações futuras”, declarou.   Foz do Iguaçu (PR), 19/07/2025 – Cataratas do Iguaçu, no Parque Nacional do Iguaçu. Conjunto de 275 quedas d’água localizadas na fronteira entre o Brasil e a Argentina. inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco, em 1986. Foto-arquivo: Tânia Rêgo/Agência Brasil – Tânia Rêgo/Agência Brasil >>Unesco inclui duas áreas do Brasil na lista de geoparques mundiais Pressão crescente O relatório mostra que os sítios da Unesco abrigam mais de 60% das espécies mapeadas em todo o globo, das quais cerca de 40% não são encontradas em nenhum outro lugar do planeta. Esses locais armazenam cerca de 240 gigatoneladas de carbono, ou o equivalente a quase duas décadas das emissões globais atuais, caso esse carbono fosse liberado, diz o documento.  Cada gigatonelada de carbono corresponde a um bilhão de toneladas. Anualmente, apenas as florestas dos sítios da Unesco respondem por cerca de 15% do carbono absorvido por florestas em todo o mundo. A Unesco ressalta que apesar de sua importância em nível global, esses sítios enfrentam pressões crescentes. Quase 90% deles estão sujeitos a elevados níveis de estresse ambiental. Somente na última década, os riscos relacionados ao clima aumentaram 40%. O relatório deixa claro que mais de um em cada quatro sítios da Unesco poderá atingir pontos críticos de ruptura até 2050, com impactos irreversíveis. E, se não houver ações mais robustas, os riscos podem levar ao desaparecimento de geleiras, ao colapso de recifes de coral, ao deslocamento de espécies, ao aumento do estresse hídrico e à transformação das florestas de sumidouros em fontes de carbono, destaca o documento. Conexão O relatório salienta a profunda conexão existente entre natureza e comunidades em todos os sítios da Unesco, que abrigam, juntos, quase 900 milhões de pessoas, ou o equivalente a 10% da população mundial. “Mais de mil línguas estão documentadas nos sítios da Unesco, e ao menos 25% deles abrangem terras e territórios de povos indígenas”. Esse percentual aumenta para quase 50% na África, no Caribe e na América Latina. De acordo com o relatório, a análise da produção econômica com os sítios e suas áreas adjacentes mostra que cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) global são produzidos nessas áreas. O levantamento deixa claro também que os riscos futuros podem ser reduzidos de maneira significativa por meio de ações que sejam implementadas hoje: cada 1 grau Celsius (°C) de aquecimento evitado pode reduzir pela metade o número de sítios da Unesco expostos a grandes disrupções até o fim do século. Essas áreas também têm um potencial ainda pouco explorado nas políticas climáticas, sinaliza o documento. Apesar de 80% dos planos nacionais relativos à biodiversidade incluírem sítios da Unesco, apenas 5% dos planos nacionais sobre clima fazem a mesma coisa. A recomendação da Unesco é que as ações sejam intensificadas, com base em quatro pilares prioritários: restaurar os ecossistemas para reconstruir a resiliência; promover o desenvolvimento sustentável por meio do fortalecimento da cooperação transfronteiriça; integrar de forma mais ampla os sítios da Unesco aos planos climáticos globais; além de adotar uma governança mais inclusiva com os povos indígenas e as comunidades locais. Vantagens De acordo com a Unesco, os sítios sob sua proteção demonstram que pessoas e natureza podem prosperar juntas. Desde a “estabilização das populações de animais selvagens nesses territórios, em contraste com o declínio global, aos sucessos de ações de conservação como a recuperação de gorilas-das-montanhas em áreas afetadas por conflitos armados, esses locais mostram o que é possível quando a

Procon de Mato Grosso do Sul monitora preço do diesel em postos no anel viário de Campo Grande
Economia

Procon de Mato Grosso do Sul monitora preço do diesel em postos no anel viário de Campo Grande

O Procon Mato Grosso do Sul, instituição vinculada à Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), passou a monitorar o preço do diesel em postos no anel viário de Campo Grande após o anúncio da aplicação de subsídios pelos governos federal e estadual. Com dados coletados entre os dias 8 e 10 de abril, a pesquisa complementa o levantamento realizado em postos de combustíveis nas sete regiões administrativas da Capital. Ao todo, seis estabelecimentos são monitorados nas principais saídas da cidade. A maior variação aplica-se ao Diesel S10 nos pagamentos em dinheiro, débito e crédito. O litro do produto foi identificado entre R$ 7,09 e R$ 7,59, uma diferença de 7,05%. Já em relação ao Diesel S500, o percentual mais elevado esteve presente na modalidade crédito: 6,44%. O preço médio nas bombas de abastecimento foi de R$ 7,20. Medidas provisórias vêm sendo editadas para conter a alta de valores decorrente de conflitos no Oriente Médio, ofertando subsídios de até R$ 1,20/litro na importação e R$ 0,80/litro para a produção nacional. Houve, ainda, isenção de PIS/Cofins aplicada ao biodiesel. Os valores, no entanto, diluem-se nas etapas de importação, distribuição e revenda até o consumidor final. Outros combustíveis também foram monitorados. O etanol apresentou variação de 4,66% no dinheiro ou débito, enquanto a gasolina oscilou 3,78% para pagamentos no crédito. Serviço Pesquisa Combustíveis Anel Viário (Campo Grande) – Abril: https://tinyurl.com/bdzf3mxx Kleber Clajus, Comunicação Procon/MSFoto: Kleber Clajus/ProconMS/Arquivo Fonte: Secom Mato Grosso do Sul

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