Pantanal News

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Internacional

Rússia realiza maior ofensiva do ano contra Ucrânia

Em um novo episódio na guerra na Ucrânia, o país foi alvo de uma ofensiva aérea russa de grande escala nesta quinta-feira (16), atingindo diferentes regiões do país com drones e mísseis ao longo de horas. Segundo autoridades ucranianas, o ataque deixou ao menos 18 mortos e mais de 100 feridos, além de provocar destruição em áreas urbanas e interrupções no fornecimento de energia. De acordo com estimativas oficiais, cerca de 700 drones e dezenas de mísseis balísticos e de cruzeiro foram disparados em ondas sucessivas. A Força Aérea da Ucrânia afirmou ter interceptado a maior parte dos projéteis, mas ao menos 26 locais foram atingidos. Mesmo com a atuação dos sistemas de defesa, parte dos ataques conseguiu romper a proteção e alcançar áreas civis. A capital Kiev registrou quatro mortes, incluindo uma criança de 12 anos, além de dezenas de feridos. Em Odessa, no sul, nove pessoas morreram e outras 23 ficaram feridas. Já em Dnipro, na região central, foram confirmadas três mortes, enquanto Zaporizhzhia teve ao menos uma vítima fatal. As cidades de Kherson e Mykolaiv ficaram sem energia após os bombardeios. Foto: Serviço Estadual de Emergências da Ucrânia Leia mais: Trump garante reabertura “permanente” de Ormuz após bloquear a rota Leia mais: ONU condena ataques no Líbano: “Violação flagrante”   O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que está em viagem pela Europa em busca de reforço nos sistemas de defesa aérea, criticou a postura internacional diante da ofensiva russa. “Mais uma noite comprovou que a Rússia não merece qualquer flexibilização da política global nem o levantamento das sanções”, escreveu nas redes sociais. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, também condenou os ataques e afirmou: “Tais ataques não podem ser normalizados. São crimes de guerra que devem ser interrompidos e seus perpetradores responsabilizados”. Em resposta, o Ministério da Defesa da Rússia declarou que a ofensiva teve como alvo estruturas militares e energéticas ligadas às forças ucranianas, classificando a ação como retaliação aos ataques realizados por Kiev em território russo. Autoridades russas relataram que um ataque com drones ucranianos no porto de Tuapse deixou dois mortos, além de feridos e incêndios.

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Internacional

Trump afirma Teerã não terá armas nucleares pelos próximos “20 anos”

O conflito no Oriente Médio segue sem solução diante de negociações fracassadas, divergências sobre o programa nuclear iraniano e acordos de cessar-fogo que ainda não se sustentam. Nesta quinta-feira (16), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã teria aceitado não desenvolver armas nucleares por mais de 20 anos, declaração que contradiz a posição confirmada por Teerã. “Temos uma declaração, uma declaração muito forte, de que eles não terão armas nucleares por mais de 20 anos”, afirmou o republicano. A versão, no entanto, difere do que foi sinalizado por Teerã. De acordo com a emissora Al Jazeera, o Irã recusou interromper totalmente o enriquecimento de urânio pelo período mencionado e apresentou uma contraproposta que prevê apenas uma suspensão parcial do programa nuclear. A contradição ocorre após uma rodada de negociações realizada no sábado (11), em Islamabad, no Paquistão, que terminou sem acordo e com bloqueio do Estreito de Ormuz pelos Estados Unidos. Mesmo com um cessar-fogo de duas semanas em vigor entre Estados Unidos e Irã, não há avanço concreto para um entendimento definitivo. Na quarta-feira (15), o país voltou a defender publicamente seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, afirmou que ninguém pode “tirar” esse direito e que o nível de enriquecimento é “negociável”.   Leia mais: Trump garante reabertura “permanente” de Ormuz após bloquear a rota Leia mais: ONU condena ataques no Líbano: “Violação flagrante”   Hegseth afirma EUA está pronto para caso Irã não aceite um acordo As divergências também se estendem ao campo militar, com versões conflitantes sobre a capacidade das forças iranianas após os ataques recentes. Em pronunciamento na televisão estatal, o comandante do Exército, Amir Hatami, disse que a estrutura militar do país permanece ativa. “Segue firme e o inimigo se mantém a uma distância de 300 quilômetros”, afirmou. Em sentido oposto, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, declarou que as forças norte-americanas estão  “prontas para retomar o combate se o Irã não aceitar um acordo”. “Se o Irã fizer escolhas ruins, bombas cairão sobre a infraestrutura, o setor elétrico e energético”, afirmou o Hegseth em coletiva de imprensa no Pentágono. No campo diplomático, Trump voltou a indicar a possibilidade de uma nova rodada de negociações presenciais com representantes iranianos ainda neste fim de semana. O presidente também destacou o “bloqueio incrível” imposto aos portos do Irã, afirmando que a medida tem afetado diretamente a economia do país. “Eles não conseguem fazer negócios por causa do bloqueio. E então, sem Marinha, sem Força Aérea, sem equipamento antiaéreo, eles não têm nada, tudo se foi.”, disse. Trump  anuncia cessar-fogo entre Israel e Líbano A tensão ainda se estende para território libanes, que tem sido alvo de ataques israelenses desde 1° de março. O Hezbollah afirmou que só aceitará o cessar-fogo anunciado pelos Estados Unidos caso haja retirada de tropas israelenses do sul do país. A condição foi rejeitada pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que declarou que o acordo não prevê essa exigência. Líbano sob ataque israelense (Foto: Reprodução) Diante da incerteza, o presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, recomendou que a população adie o retorno às áreas atingidas até que a situação seja esclarecida. Um cessar-fogo de dez dias entre Israel e Líbano chegou a ser anunciado por Donald Trump mas ainda depende da adesão plena das partes envolvidas. Sem consenso sobre o programa nuclear iraniano, com negociações interrompidas e acordos temporários que não se consolidam, o conflito segue sem perspectiva imediata de solução e mantém o cenário regional sob tensão constante.

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Os 80 anos de Alceu Valença motivam musical de teatro que se une a álbum, turnê e documentário sobre o artista

Os 80 anos que Alceu Valença completará em 1º de julho ganha mais uma celebração cultural que reforça o caráter multimídia das homenagens ao artista pela efeméride. Além da turnê “80 girassóis” (já em rotação pelo Brasil desde 14 de março), do documentário de Lírio Ferreira “Vivo 76” (estreado neste mês de abril na 31ª edição do festival É Tudo Verdade) e de um ainda inédito álbum autoral do artista com músicas inéditas, como “Samba do Vidigal”, chega à cena no Rio de Janeiro (RJ) em 16 de julho – mês do 80º aniversário do artista pernambucano nascido em 1946 – o espetáculo de teatro “Anunciação – O musical de Alceu Valença”. Com dramaturgia de Duda Rios e Luiza Loroza, direção de Duda Maia e Miguel Colker e direção musical de Ricco Viana, o espetáculo fica em cartaz no Rio de Janeiro (RJ) até 16 de agosto, seguindo para Recife (PE), cidade onde o musical estará em cena de 2 a 6 de setembro. Estão previstas na sequência temporadas de “Anunciação – O musical de Alceu Valença” em capitais como São Paulo (SP) e Fortaleza (CE). O espetáculo foi orquestrado com o aval de Alceu Valença. Fonte: G1

Cinema

Netflix está dando trabalho à Disney: Novo filme traz de volta uma princesa muito querida pelos fãs e atriz que a interpreta é a escolha perfeita

Serviço de streaming decidiu revisitar um conto constantemente adaptado, inclusive pelo Prime Video, mas dessa vez há uma nova perspectiva. A Netflix decidiu revisitar um conto de fadas famoso, já adaptado pela Disney em um filme de animação cult que transformou nossa percepção da história original. No entanto, este é um longa-metragem de animação computadorizada que revitaliza o mito da princesa. Uma princesa amada em muitas versões A história da Cinderela foi adaptada diversas vezes para o cinema e a televisão. A Disney também se inspirou na história da jovem que era obrigada a realizar tarefas domésticas por sua madrasta e irmãs postiças, antes de conseguir fugir para o baile e encontrar o príncipe em várias ocasiões. O filme de animação original de 1950 é um clássico cult, e em 2015 fomos presenteados com um remake em live-action estrelado por Lily James, Cate Blanchett, Helena Bonham Carter, Richard Madden e Stellan Skarsgård. A Netflix também queria sua própria versão, e isso em breve acontecerá, já que a história da Cinderela está sendo reimaginada em um novo filme de animação. E podemos afirmar que o elenco parece cada vez mais promissor. “Deus te odeia”: Mensagem extremamente perturbadora de fã aterroriza atriz (e público) de desenho animado O filme de animação Steps revisitará a história de Cinderela e suas irmãs postiças. Lilith é acusada de interromper o baile real com uma varinha mágica roubada. Ao fazer isso, ela acidentalmente transforma sua irmã Margot em um sapo e deixa o reino nas mãos de um antagonista que cobiça o príncipe por motivos nefastos. Lilith então precisa se unir a Cinderela e a um troll para salvar o reino. Uma Cinderela que todos adoram Embora Lilith seja dublada por Ali Wong (Treta) e Margot por Stephanie Hsu (Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo) na versão original em inglês, outra grande estrela se juntou oficialmente ao elenco: Amanda Seyfried. “Amanda tem um talento incrível para tornar suas personagens únicas e cativantes, e isso foi absolutamente essencial para nós ao lidar com uma personagem tão icônica quanto a Cinderela. Queríamos criar uma heroína moderna, com suas falhas e mecanismos de defesa, e Amanda abraçou o desafio imediatamente. Sua interpretação da Cinderela é hilária e emocionante, e acima de tudo, surpreendentemente humana. Não perca por nada”, disse a diretora Alyce Tzue à revista Animation Magazine.Era chamado de Quarteto Fantástico, mas faltava um membro-chave nesse desenho animado dos anos 70! “Trabalhar com Amanda foi um verdadeiro prazer. Sua experiência e paixão nos inspiraram a explorar a personagem em profundidade. Seu trabalho com as emoções, seu domínio da voz – tudo isso contribui para dar à clássica Cinderela uma profundidade e um humor inesperados”, acrescentou Jean Ripa, codiretor. A atriz alcançou a fama com papéis em A Empregada, Mamma Mia!, O Testamento de Ann Lee, Meninas Malvadas, Veronica Mars e Os Miseráveis. Também sabemos que foi anunciado recentemente que a Disney está trabalhando em um novo filme, desta vez focado nas irmãs postiças da Cinderela e seguindo os passos do filme de 2015. Steps não é um concorrente direto, mas é interessante ver que Cinderela e seu universo estão vivenciando um ressurgimento de popularidade. Além disso, o caminho está livre, já que, embora o spin-off sobre as irmãs postiças ainda não tenha data de lançamento, Steps está previsto para chegar à Netflix ainda este ano.

STF forma maioria para derrubar lei que proíbe cotas raciais em universidades de SC
Brasil

STF forma maioria para derrubar lei que proíbe cotas raciais em universidades de SC

O julgamento ocorre em plenário virtual -ambiente remoto por meio do qual os ministros depositam os votos- desde a última sexta-feira (10) e segue até a próxima sexta (17). O relator do caso, Gilmar Mendes, votou pela inconstitucionalidade da lei. O decano da corte argumentou haver jurisprudência consolidada na corte em defesa da reserva de vagas e criticou a pressa do governo Jorginho Mello (PL) para aprovar a legislação sem, segundo ele, a devida análise das consequências. “Não se buscou ouvir nem mesmo as instituições de ensino superior diretamente afetadas pela proposição legislativa”, disse. A posição de Gilmar foi acompanhada pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Luiz Edson Fachin. Gilmar ainda fez longo discurso sofre os efeitos de ações afirmativas no país. “Políticas dessa natureza, quando bem utilizadas, efetivamente concretizam o princípio da igualdade, concebido como igual respeito às diferenças e mandado de combate às desigualdades materiais”, afirmou. Em sua defesa encaminhada ao Supremo, o governo catarinense afirmou que a norma é constitucional, além de adequada às “singularidades demográficas” do estado, que “ostenta a maior proporção de população branca do país”. Na manifestação enviada ao ministro, a gestão Mello, por meio de sua Procuradoria-Geral, afirma que 81,5% da população catarinense se declara branca, enquanto pretos e pardos representam 18,1%. “Percentual significativamente inferior à média nacional de 56,1%”, diz o documento. Os percentuais são diferentes dos mostrados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no Censo de 2022, o mais recente. Segundo o levantamento, 76,3% dos catarinenses disseram ser brancos, e 23,3% se declararam pretos ou pardos. Segundo o Censo, a maior proporção de brancos não está em Santa Catarina, e sim no Rio Grande do Sul, com 78,4%. A ação relatada por Gilmar foi proposta por PSOL, UNE (União Nacional dos Estudantes) e Educafro (Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes) e contesta a constitucionalidade da lei, aprovada pela Assembleia Legislativa em dezembro e sancionada pelo governador em 22 de janeiro. A lei também é questionada no Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que já concedeu liminar (decisão provisória) suspendendo os efeitos dela.

Mato Grosso Do Sul Saúde

Epidemia: MS concentra 63% das mortes causadas por chikungunya no país

Dourados confirmou mais uma morte por chikungunya nesta quinta-feira (16) e elevou para 12 o número de óbitos em Mato Grosso do Sul. Com isso, o Estado concentra 63% das 19 mortes registradas em todo o Brasil e soma mais de 5,6 mil casos prováveis em 2026. O óbito mais recente ocorreu em 13 de abril, mas só foi confirmado nesta quinta. A vítima era um homem de 63 anos. Ele apresentou os primeiros sintomas em 7 de abril e possuía comorbidades, como câncer e diabetes. Esta é a primeira morte registrada na zona urbana do município. Até então, as sete mortes anteriores haviam ocorrido em áreas indígenas de Dourados. As outras quatro vítimas de Mato Grosso do Sul eram moradoras de Jardim (duas), Bonito (uma) e Fátima do Sul (uma). Outros três óbitos seguem em investigação pela SES-MS (Secretaria de Estado de Saúde), sendo um deles em Dourados — epicentro da epidemia. Dourados já contabiliza 8 mortes Com o novo registro, Dourados concentra mais da metade das mortes no Estado. Do total de vítimas, sete eram indígenas, sendo dois bebês (1 e três meses) e cinco adultos, a maioria idosos (69, 73, 77, 60, 55 e 63 anos). Na terça-feira (14), a cidade confirmou a sétima morte e a 11ª no Estado. A vítima era um homem indígena, de 77 anos, que apresentou os primeiros sintomas em 10 de fevereiro e morreu no dia 14 de março. Assim como o novo caso, ele tinha diagnóstico de câncer. Entre os casos confirmados, são 1.747 no município, 1.461 entre pessoas indígenas. Desde o início do ano, a cidade contabiliza 4.830 casos prováveis. Desses, 3.083 seguem em investigação e 841 foram descartados, totalizando 5.671 notificações. Além disso, um óbito ainda está em investigação, o de uma criança de 12 anos, que apresentou os primeiros sintomas em 28 de fevereiro. No boletim anterior, havia três mortes em investigação. No entanto, a Prefeitura de Dourados descartou o óbito de uma menina de 10 anos, ocorrido em 7 de abril. Conforme o documento, ainda não há informação sobre a causa da morte. 84% dos casos atingem indígenas em Dourados Dourados abriga a maior reserva indígena urbana do Brasil, com mais de 20 mil habitantes. Nas aldeias Jaguapiru e Bororó, há 1.461 casos confirmados de chikungunya, o que representa cerca de 84% do total registrado no município. Além das confirmações, os territórios indígenas somam 1.993 casos prováveis, 532 ainda em investigação e 454 atendimentos hospitalares. Entre os indígenas, também estão todas as sete mortes já confirmadas pela doença, além de duas das três que seguem em investigação. Em todo o município, há 46 pacientes hospitalizados com suspeita ou confirmação da doença. Já a taxa de positividade caiu para 67,5%, o que indica que a maioria das pessoas com sintomas testadas tem diagnóstico confirmado para chikungunya. O que é a chikungunya A chikungunya é uma arbovirose causada pelo vírus CHIKV e transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada. O vírus foi introduzido nas Américas em 2013, quando provocou epidemias em diversos países. Os sintomas são semelhantes aos da dengue, mas costumam ser mais intensos e duradouros. Febre alta e dores articulares marcantes são características da doença, podendo persistir por mais de 15 dias. Em mais da metade dos casos, as dores nas articulações podem se tornar crônicas e durar anos. Além disso, a doença pode provocar complicações cardiovasculares, renais, dermatológicas e neurológicas, incluindo encefalite, mielite, síndrome de Guillain-Barré e outras condições graves. Em casos mais severos, pode haver necessidade de internação e risco de morte. Diante de sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico para diagnóstico adequado. Os exames laboratoriais e testes diagnósticos estão disponíveis pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Internacional

Trump anuncia cessar-fogo entre Israel e Líbano por dez dias

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta quinta-feira (16), que costurou um acordo de cessar-fogo entre Líbano e Israel de dez dias a partir da noite de hoje. A trégua era uma das exigências do Irã para continuidade das negociações com os EUA. O parlamentar do Hezbollah, Ibrahim al-Musawi, disse à agência francesa AFP que o grupo respeitará o acordo se os ataques israelenses cessarem. O governo em Tel Aviv não se manifestou. “Acabei de ter excelentes conversas com o altamente respeitado presidente Joseph Aoun, do Líbano, e com o primeiro-ministro Bibi (Benjamin) Netanyahu, de Israel. Esses dois líderes concordaram que, para alcançar a paz entre seus países, iniciarão formalmente um cessar-fogo de 10 dias às 17h (horário de Brasília)”, disse Trump em uma rede social. Ainda segundo o chefe da Casa Branca, “ambos os lados querem ver a paz, e acredito que isso acontecerá, em breve!”. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Apesar do anúncio envolver o governo libanês, ele não tem poder sobre o grupo Hezbollah, que funciona como espécie de partido-milícia ligado ao Eixo da Resistência, formados por grupos que se opõem às políticas dos EUA e de Israel no Oriente Médio, entre eles, o Irã.  O presidente do Líbano, Joseph Aoun, informou, em comunicado, que agradeceu Trump pelos esforços para se chegar a um cessar fogo no Líbano e garantir a paz permanente “para alcançar o processo de paz na região e desejou que ele continuasse esses esforços para um cessar-fogo o mais rápido possível”. Nas redes sociais, o primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, saudou o anúncio de Trump. “Acolho com satisfação o anúncio do cessar-fogo proclamado pelo presidente Trump, que constitui uma reivindicação libanesa central pela qual nos empenhamos desde o primeiro dia da guerra e que foi o nosso objetivo primordial no encontro de Washington na terça-feira”, disse. Representantes de Tel-Aviv e do Líbano se reuniram em Washington nesta semana pela primeira vez desde 1983, ano em que Israel invadiu o Líbano pela primeira vez. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não se manifestou sobre o suposto acordo. Segundo o jornal israelense The Times of Israel, os ministros do gabinete do governo receberam “com surpresa” a notícia. Netanyahu teria informado que concordou com o cessar-fogo à pedido do Trump. A oposição à Netanyahu criticou o cessar-fogo “imposto” à Israel. Outro portal de notícias de Israel, o Ynet, informou que um oficial militar do país disse que as tropas continuariam no território libanês, apesar do cessar-fogo. Entenda A atual fase da guerra que envolve Israel e Líbano teve início em outubro de 2023, quando o Hezbollah inicia ataques contra o norte de Israel em solidariedade ao povo palestino, diante dos massacres na Faixa de Gaza.  Em novembro de 2024, foi costurado um acordo de cessar-fogo entre o grupo político militar xiita e Tel Aviv. Porém, tal acordo nunca foi respeitado por Israel, que continuava realizando ataques no Líbano. Com o início da agressão contra o Irã, em 28 de fevereiro, o Hezbollah voltou a atacar Israel em resposta às violações sistemáticas do cessar-fogo nos últimos meses e também em retaliação ao assassinado do líder Supremo do Irã, Ali Khamenei. No dia 8 de abril, é anunciado o cessar-fogo da guerra no Irã, mas Israel continua com ataques no Líbano, desrespeitando novamente o acordo, dessa vez, costurado pelo Paquistão. O Irã vinha exigindo que o Líbano entrasse no cessar-fogo para continuar as negociações com os EUA, com a segunda rodada de conversas prevista para os próximos dias. História O conflito entre Israel e o Hezbollah remonta à década de 1980, quando a milícia xiita foi criada em reação à invasão e ocupação de Israel no Líbano para perseguição dos grupos palestinos que buscavam refúgio no país vizinho. Em 2000, o Hezbollah conseguiu expulsar os israelenses do país. Ao longo dos anos, o grupo se torna um partido político com assentos no Parlamento e participação nos governos. O Líbano ainda foi atacado pelo governo de Israel em 2006, 2009 e 2011. FONTE: AGENCIA BRASIL

Cláudio Castro vai receber R$ 142 mil por férias não tiradas enquanto era governador do RJ
Brasil

Cláudio Castro vai receber R$ 142 mil por férias não tiradas enquanto era governador do RJ

Ó ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) deve receber R$ 142.871,84, referentes a 206 dias de férias não tiradas durante o período em que exerceu cargos no Executivo estadual. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira, 15. O pedido de conversão de férias não usufruídas em pecúnia (recebimento do valor correspondente em dinheiro) foi aberto no dia 26 de março, três dias após Castro renunciar à posição de governador. Segundo despacho do secretário da Casa Civil do Rio, o pagamento deve observar a disponibilidade do orçamento da pasta para despesas de pessoal. Em nota enviada ao Estadão, o governo do Rio de Janeiro informou que se trata de um direito “assegurado a todo servidor estadual que não tenha gozado seus períodos de férias”. “O reconhecimento da dívida foi publicado nesta data no Diário Oficial, em conformidade com o Decreto Estadual nº 48.244/2022, a Resolução SECC nº 91/2023 e o parecer ASSJUR/SECC nº 64/2026”, ressalta o comunicado. Castro foi vice-governador de janeiro de 2019 a abril de 2021, posteriormente eleito governador para o mandato 2022-2026. No dia 24 de março, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou a chapa do ex-governador e o declarou inelegível até 2030. Segundo a acusação, a Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos (Ceperj) e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) teriam sido utilizadas para criar mais de 27 mil cargos comissionados irregulares para empregar cabos eleitorais e favorecer sua eleição em 2022. Após a renúncia de Castro, o comando do Estado passou ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), desembargador Ricardo Couto. A substituição ocorreu porque o vice-governador também foi cassado e o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Rodrigo Bacellar (União), está preso suspeito de vazar informações de uma investigação da Polícia Federal. Leia Também: Ministério Público Federal pede proteção urgente a morador de rua atacado em Belém

Saúde

Programa de saúde do governo já atendeu mais de 24 mil indígenas

O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde, já atendeu mais de 24 mil indígenas em regiões isoladas do país.  Os 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas ofertaram serviços de pré-natal, capacitação para atuar na área de saneamento, além de teleconsultas. Os trabalhos do Proadi-SUS contam com a parceria de instituições hospitalares privadas, que disponibilizam plataformas eletrônicas que conectam médicos das Unidades Básicas de Saúde a centros menores, em regiões indígenas remotas.>> Siga o canal da Agência Brasil no Avanços A atuação do Proadi-SUS tem tido avanços significativos em estados do Norte e Nordeste. Em Alagoas e Maranhão, 22 comunidades indígenas já foram alcançadas, somando 256 teleconsultas e 178 pacientes atendidos.  Na Paraíba e no Piauí, a rede Hcor fez 822 teleconsultas, com um percentual médio de resolução de mais de 90% dos casos, evitando 747 encaminhamentos para outros níveis de atenção. Na Região Norte, o projeto TeleAMEs, conduzido pelo Einstein Hospital Israelita, implantou três pontos de telessaúde em unidades indígenas no estado de Rondônia, que já atenderam 315 indígenas das etnias Karitiana, Suruí e Cinta Larga. A melhoria no atendimento médico também aparece em indicadores voltados à saúde materno-infantil. Na área Xavante, em Mato Grosso, o projeto Melhoria para Saúde Materna e Infantil e Prevenção ao Câncer do Colo do Útero na Saúde Indígena (MICC), também executado pelo Einstein, aumentou a cobertura de rastreamento do câncer para 76%, enquanto o acompanhamento de gestantes ultrapassou 96%. FONTE: AGENCIA BRASIL

Saúde

Estudo alerta para relação da dengue com a Síndrome de Guillain-Barré

Os infectados pelo vírus da dengue têm um risco 17 vezes maior de desenvolver a Síndrome de Guillain-Barré (SGB) nas seis semanas seguintes à infecção. Nas duas primeiras semanas após o início dos sintomas da dengue, esse risco chega a ser 30 vezes maior.  Os dados são de estudo de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz Bahia (Fiocruz) e da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres e publicado na revista científica New England of Medicine.   De acordo com a pesquisa, em números absolutos, para cada 1 milhão de casos de dengue, 36 pessoas podem desenvolver SGB, um número pequeno, mas relevante diante das epidemias recorrentes no país, segundo os autores da pesquisa.  A SGB é uma complicação neurológica rara e potencialmente grave.  O estudo aponta que a dengue se espalhou de maneira mais rápida pelo mundo do que qualquer outra doença transmitida por mosquitos, com 14 milhões de casos registrados pelo mundo em 2024. Os pesquisadores da Fiocruz Bahia analisaram três grandes bases de dados do Sistema Único de Saúde (SUS): internações hospitalares, notificações de casos de dengue e registros de mortes.  Na análise, foram identificadas mais de 5 mil hospitalizações por SGB de 2023 para 2024. Dessas, 89 ocorreram logo após o paciente apresentar sintomas da dengue. De acordo com os pesquisadores, é urgente que gestores de saúde pública incorporem a SGB como complicação pós-dengue nos protocolos de vigilância.  “Durante surtos de dengue, sistemas de saúde devem ser preparados para identificar precocemente casos de fraqueza muscular e dispor de leitos de UTI e suporte ventilatório. Estratégias de vigilância ativa de SGB devem ser acionadas nas semanas seguintes ao pico de casos de dengue”, alertam os pesquisadores. Segundo a Fiocruz, o levantamento também ajuda profissionais médicos, enfermeiros e neurologistas a suspeitar de SGB diante de um paciente com histórico recente de dengue (últimas seis semanas) que apresenta fraqueza nas pernas ou formigamento. Os autores do estudo alertam que o diagnóstico precoce é fundamental. O tratamento (imunoglobulina ou plasmaférese) é mais eficaz quando iniciado rapidamente.  “Também é importante incentivar a notificação dos casos de SGB pós-dengue ou informar a vigilância epidemiológica municipal/estadual sobre a ocorrência de doença neuro-invasiva por arbovírus”, defendem. De acordo com a Fiocruz, não há, atualmente, tratamento antiviral específico para a dengue e o manejo é baseado em hidratação e suporte clínico. Por isso, os pesquisadores destacam que a prevenção, especialmente o combate ao mosquito Aedes aegypti e a vacinação, continuam sendo a medida mais eficaz. A vacinação contra a dengue pode reduzir drasticamente o número de casos e, consequentemente, o número absoluto de complicações graves como a SGB.  “Enquanto não tivermos um tratamento antiviral eficaz contra a dengue, a prevenção continua sendo a melhor estratégia. Nosso estudo reforça que evitar a infecção evita também complicações como esse tipo de paralisia potencialmente grave”, afirmam os autores. SGB Na avaliação da Fiocruz, o Brasil vive epidemias frequentes de dengue. Em 2024, o país ultrapassou 6 milhões de casos prováveis. Isso significa que, mesmo sendo uma complicação rara, o número absoluto de pessoas que podem desenvolver SGB após dengue é significativo e exige preparo do sistema de saúde. O estudo aponta ainda que a relação entre arboviroses (doenças transmitidas por mosquitos) e complicações neurológicas já havia sido demonstrada de forma marcante durante a epidemia de Zika em 2015 e 2016, quando o vírus foi associado à microcefalia em bebês e também a um aumento expressivo de casos de SGB em adultos. A dengue pertence à mesma família do Zika. A SGB é uma condição neurológica rara em que o próprio sistema imunológico ataca os nervos periféricos (as células que conectam o cérebro e a medula espinhal ao resto do corpo). O resultado é uma fraqueza muscular que geralmente começa nas pernas e pode subir para os braços, o rosto e, em casos graves, dificultar a respiração. Nessas situações, o paciente pode ficar completamente paralisado e precisar de ajuda de aparelhos para respirar.  A maioria das pessoas se recupera, mas o processo pode levar meses ou até anos, e alguns pacientes ficam com sequelas permanentes. FONTE: AGENCIA BRASIL

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