Ó ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) deve receber R$ 142.871,84, referentes a 206 dias de férias não tiradas durante o período em que exerceu cargos no Executivo estadual. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira, 15. O pedido de conversão de férias não usufruídas em pecúnia (recebimento do valor correspondente em dinheiro) foi aberto no dia 26 de março, três dias após Castro renunciar à posição de governador. Segundo despacho do secretário da Casa Civil do Rio, o pagamento deve observar a disponibilidade do orçamento da pasta para despesas de pessoal. Em nota enviada ao Estadão, o governo do Rio de Janeiro informou que se trata de um direito “assegurado a todo servidor estadual que não tenha gozado seus períodos de férias”. “O reconhecimento da dívida foi publicado nesta data no Diário Oficial, em conformidade com o Decreto Estadual nº 48.244/2022, a Resolução SECC nº 91/2023 e o parecer ASSJUR/SECC nº 64/2026”, ressalta o comunicado. Castro foi vice-governador de janeiro de 2019 a abril de 2021, posteriormente eleito governador para o mandato 2022-2026. No dia 24 de março, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou a chapa do ex-governador e o declarou inelegível até 2030. Segundo a acusação, a Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos (Ceperj) e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) teriam sido utilizadas para criar mais de 27 mil cargos comissionados irregulares para empregar cabos eleitorais e favorecer sua eleição em 2022. Após a renúncia de Castro, o comando do Estado passou ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), desembargador Ricardo Couto. A substituição ocorreu porque o vice-governador também foi cassado e o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Rodrigo Bacellar (União), está preso suspeito de vazar informações de uma investigação da Polícia Federal. Leia Também: Ministério Público Federal pede proteção urgente a morador de rua atacado em Belém
O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde, já atendeu mais de 24 mil indígenas em regiões isoladas do país. Os 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas ofertaram serviços de pré-natal, capacitação para atuar na área de saneamento, além de teleconsultas. Os trabalhos do Proadi-SUS contam com a parceria de instituições hospitalares privadas, que disponibilizam plataformas eletrônicas que conectam médicos das Unidades Básicas de Saúde a centros menores, em regiões indígenas remotas.>> Siga o canal da Agência Brasil no Avanços A atuação do Proadi-SUS tem tido avanços significativos em estados do Norte e Nordeste. Em Alagoas e Maranhão, 22 comunidades indígenas já foram alcançadas, somando 256 teleconsultas e 178 pacientes atendidos. Na Paraíba e no Piauí, a rede Hcor fez 822 teleconsultas, com um percentual médio de resolução de mais de 90% dos casos, evitando 747 encaminhamentos para outros níveis de atenção. Na Região Norte, o projeto TeleAMEs, conduzido pelo Einstein Hospital Israelita, implantou três pontos de telessaúde em unidades indígenas no estado de Rondônia, que já atenderam 315 indígenas das etnias Karitiana, Suruí e Cinta Larga. A melhoria no atendimento médico também aparece em indicadores voltados à saúde materno-infantil. Na área Xavante, em Mato Grosso, o projeto Melhoria para Saúde Materna e Infantil e Prevenção ao Câncer do Colo do Útero na Saúde Indígena (MICC), também executado pelo Einstein, aumentou a cobertura de rastreamento do câncer para 76%, enquanto o acompanhamento de gestantes ultrapassou 96%. FONTE: AGENCIA BRASIL
Os infectados pelo vírus da dengue têm um risco 17 vezes maior de desenvolver a Síndrome de Guillain-Barré (SGB) nas seis semanas seguintes à infecção. Nas duas primeiras semanas após o início dos sintomas da dengue, esse risco chega a ser 30 vezes maior. Os dados são de estudo de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz Bahia (Fiocruz) e da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres e publicado na revista científica New England of Medicine. De acordo com a pesquisa, em números absolutos, para cada 1 milhão de casos de dengue, 36 pessoas podem desenvolver SGB, um número pequeno, mas relevante diante das epidemias recorrentes no país, segundo os autores da pesquisa. A SGB é uma complicação neurológica rara e potencialmente grave. O estudo aponta que a dengue se espalhou de maneira mais rápida pelo mundo do que qualquer outra doença transmitida por mosquitos, com 14 milhões de casos registrados pelo mundo em 2024. Os pesquisadores da Fiocruz Bahia analisaram três grandes bases de dados do Sistema Único de Saúde (SUS): internações hospitalares, notificações de casos de dengue e registros de mortes. Na análise, foram identificadas mais de 5 mil hospitalizações por SGB de 2023 para 2024. Dessas, 89 ocorreram logo após o paciente apresentar sintomas da dengue. De acordo com os pesquisadores, é urgente que gestores de saúde pública incorporem a SGB como complicação pós-dengue nos protocolos de vigilância. “Durante surtos de dengue, sistemas de saúde devem ser preparados para identificar precocemente casos de fraqueza muscular e dispor de leitos de UTI e suporte ventilatório. Estratégias de vigilância ativa de SGB devem ser acionadas nas semanas seguintes ao pico de casos de dengue”, alertam os pesquisadores. Segundo a Fiocruz, o levantamento também ajuda profissionais médicos, enfermeiros e neurologistas a suspeitar de SGB diante de um paciente com histórico recente de dengue (últimas seis semanas) que apresenta fraqueza nas pernas ou formigamento. Os autores do estudo alertam que o diagnóstico precoce é fundamental. O tratamento (imunoglobulina ou plasmaférese) é mais eficaz quando iniciado rapidamente. “Também é importante incentivar a notificação dos casos de SGB pós-dengue ou informar a vigilância epidemiológica municipal/estadual sobre a ocorrência de doença neuro-invasiva por arbovírus”, defendem. De acordo com a Fiocruz, não há, atualmente, tratamento antiviral específico para a dengue e o manejo é baseado em hidratação e suporte clínico. Por isso, os pesquisadores destacam que a prevenção, especialmente o combate ao mosquito Aedes aegypti e a vacinação, continuam sendo a medida mais eficaz. A vacinação contra a dengue pode reduzir drasticamente o número de casos e, consequentemente, o número absoluto de complicações graves como a SGB. “Enquanto não tivermos um tratamento antiviral eficaz contra a dengue, a prevenção continua sendo a melhor estratégia. Nosso estudo reforça que evitar a infecção evita também complicações como esse tipo de paralisia potencialmente grave”, afirmam os autores. SGB Na avaliação da Fiocruz, o Brasil vive epidemias frequentes de dengue. Em 2024, o país ultrapassou 6 milhões de casos prováveis. Isso significa que, mesmo sendo uma complicação rara, o número absoluto de pessoas que podem desenvolver SGB após dengue é significativo e exige preparo do sistema de saúde. O estudo aponta ainda que a relação entre arboviroses (doenças transmitidas por mosquitos) e complicações neurológicas já havia sido demonstrada de forma marcante durante a epidemia de Zika em 2015 e 2016, quando o vírus foi associado à microcefalia em bebês e também a um aumento expressivo de casos de SGB em adultos. A dengue pertence à mesma família do Zika. A SGB é uma condição neurológica rara em que o próprio sistema imunológico ataca os nervos periféricos (as células que conectam o cérebro e a medula espinhal ao resto do corpo). O resultado é uma fraqueza muscular que geralmente começa nas pernas e pode subir para os braços, o rosto e, em casos graves, dificultar a respiração. Nessas situações, o paciente pode ficar completamente paralisado e precisar de ajuda de aparelhos para respirar. A maioria das pessoas se recupera, mas o processo pode levar meses ou até anos, e alguns pacientes ficam com sequelas permanentes. FONTE: AGENCIA BRASIL
Ó Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira (16) ter enviado 2,2 milhões de novas doses da vacina contra a covid-19 para todos os estados e o Distrito Federal. Segundo a pasta, a ação garante estoque suficiente para atender às demandas regionais. Em nota, o ministério destacou que, com a entrega, o total de doses contra a covid-19 distribuídas nos primeiros meses de 2026 chega a 6,3 milhões. “Os estoques estão garantidos em todo o país”, reforçou a pasta no comunicado. Entenda As vacinas ofertadas via Sistema Único de Saúde (SUS) são atualizadas contra as cepas em circulação e são recomendadas de forma prioritária para grupos considerados mais vulneráveis. O ministério é responsável por manter um estoque que atenda todo o país. A distribuição das doses às unidades de saúde e a organização da logística local são de responsabilidade dos estados e municípios, que gerenciam seus estoques, controle de validade e aplicação das doses. Números Entre janeiro e março deste ano, a pasta informou ter enviado 4,1 milhões de doses aos estados, com 2 milhões aplicadas. “A nova remessa, com mais 2,2 milhões de doses enviada nesta semana, dá continuidade ao envio regular e se soma aos estoques regionais para crianças e adultos, reforçando a estratégia de ampliação da cobertura vacinal.” Quem deve se vacinar O esquema de vacinação contra a covid-19 no Brasil segue diretrizes estruturadas conforme faixa etária e condições de saúde, com foco na proteção de grupos mais vulneráveis, conforme descrito abaixo: Idosos (a partir de 60 anos): duas doses, com intervalo de seis meses entre elasGestantes: uma dose a cada gestação, em qualquer idade e fase gestacional, respeitando intervalo mínimo de seis meses desde a última doseCrianças de 6 meses a menores de 5 anos: esquema básico de duas ou três doses, conforme o imunizantePessoas imunocomprometidas (a partir de 6 meses de idade): esquema básico com três doses e recomendação de doses periódicas (uma dose semestral, com intervalo mínimo de seis meses)População geral (5 a 59 anos): uma dose para pessoas não vacinadas anteriormente A estratégia de vacinação também contempla outros grupos, como trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, povos indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas, população privada de liberdade, pessoas em situação de rua e trabalhadores dos Correios. A orientação do ministério é que a população procure a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e manter a imunização em dia. Cenário epidemiológico Até 11 de abril de 2026, foram registrados 62.586 casos de síndrome gripal por covid-19. Também foram notificados 30.871 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), sendo 4,7% por covid-19 (1.456 casos), além de 188 óbitos por SRAG causados por covid-19. “Diante desse cenário, a vacinação continua sendo a principal forma de proteção. As vacinas oferecidas gratuitamente pelo SUS são seguras e eficazes para prevenir casos graves, hospitalizações e óbitos. Por isso, é fundamental manter o esquema vacinal atualizado, especialmente entre os grupos mais vulneráveis”, concluiu o ministério. Leia Também: “Não sabemos quando, mas haverá outra pandemia”, dizem cientistas
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quinta-feira (16) portarias que criam dois grupos de trabalho (GTs) para dar suporte à atuação da autarquia no controle sanitário e garantir a segurança de pacientes que utilizam medicamentos agonistas do receptor GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. O primeiro grupo, formalizado pela Portaria 488/2026, será formado por representantes do Conselho Federal de Farmácia (CFF), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Federal de Odontologia (CFO). O GT terá duração de 45 dias e a finalidade de analisar evidências científicas, dados de uso e informações de farmacovigilância sobre os medicamentos, além de avaliar aspectos regulatórios, sanitários e de uso racional, identificar possíveis falhas na comunicação de risco a profissionais de saúde e propor estratégias e materiais orientativos. Já a Portaria 489/2026 institui o segundo grupo, que vai acompanhar e avaliar a implementação de um plano de ação proposto pela Anvisa e subsidiar a tomada de decisão da diretoria colegiada a partir da proposição de medidas de aprimoramento. >> Siga o canal da Agência Brasil no Carta de intenção Esta semana, a Anvisa, o CFF, o CFM e o CFO assinaram uma carta de intenção para promover o uso racional e seguro de canetas emagrecedoras. A proposta é prevenir riscos sanitários associados a produtos e práticas irregulares e zelar pela saúde da população. As entidades propõem uma atuação conjunta baseada em troca de informações, no alinhamento técnico e em ações educativas. FONTE: AGENCIA BRASIL
O Ministério da Saúde incorporou o transplante da membrana amniótica no tratamento do diabetes e de alterações oculares via Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão foi tomada após parecer favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). Em nota, a pasta informou que a tecnologia passa a ser indicada para transplantes relacionados a feridas crônicas, pé diabético e alterações oculares. A expectativa é que mais de 860 mil pacientes sejam beneficiados ao ano. >> Siga o canal da Agência Brasil no Entenda A membrana amniótica é um tecido coletado durante o parto e utilizado na medicina regenerativa, com ação anti-inflamatória e cicatrizante que reduz as complicações no tratamento de diversas doenças. Já em casos de alterações oculares, como pálpebras, glândulas lacrimais e cílios, o tecido auxilia na cicatrização de feridas e pode reduzir a dor, além de otimizar a recuperação da superfície ocular. “O novo curativo biológico também contribui para a redução do risco de novas lesões e melhora a qualidade da visão, sendo uma opção eficaz, principalmente para casos mais graves ou que não respondem bem aos tratamentos convencionais, como glaucoma, queimaduras oculares, inflamações, perfurações e úlceras da córnea”, destaca o ministério. FONTE: AGENCIA BRASIL
Até sexta-feira (17), das 8h às 17h, a Agraer participa da 4ª Semana Nacional do Registro Civil A Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) participa da 4ª Semana Nacional do Registro Civil – “Registre-se!” oferecendo a emissão de um documento essencial para pessoas que nasceram em áreas rurais ou distritos de Mato Grosso do Sul e enfrentam dificuldades para obter o novo RG Nacional. A ação é realizada até sexta-feira (17), das 8h às 17h, no Ginásio da Unigran, localizado na Rua das Garças, 295, Centro de Campo Grande. Durante o mutirão, a Agraer disponibiliza a emissão da Certidão de Localização quanto ao Município para Pessoa Física, documento necessário para corrigir informações em certidões de nascimento ou casamento. O serviço é realizado pela Gerência de Regularização Fundiária e Cartografia (GRF), com atendimento das servidoras Thaís Orlando Marin, engenheira cartógrafa, e Ana Cristina Bergler, engenheira agrimensora. De acordo com o gerente da GRF, Jadir Bocato, a demanda surgiu a partir da implementação da nova Carteira de Identidade Nacional. “Quando foi criado o RG nacional, passou a ser obrigatório informar corretamente o município de nascimento. O problema é que pessoas mais velhas, principalmente aquelas que nasceram em áreas rurais, têm na certidão apenas o nome da fazenda ou do distrito, e isso não existe no sistema atual”, explica. Segundo Bocato, essa situação impede a emissão do novo documento. “Hoje, cada município tem um geocódigo. Quando a pessoa apresenta uma certidão com nome de fazenda ou vilarejo, o sistema não reconhece. Aí ela precisa retificar esse documento, mas o cartório exige uma comprovação oficial — e é aí que entra a Agraer”, completa. A solução encontrada foi adaptar um serviço que já existia para propriedades rurais. “Nós já emitíamos uma certidão para localizar imóveis rurais dentro dos limites municipais. Agora, fazemos esse mesmo trabalho para a pessoa física. A gente identifica onde ficava aquela fazenda ou distrito na época do nascimento, determina o município correspondente e emite a certidão”, detalha Jadir. Com o documento em mãos, o cidadão consegue retificar sua certidão em cartório e, posteriormente, solicitar o novo RG. “Esse processo garante segurança jurídica e permite que a pessoa regularize toda a sua documentação”, destaca. A participação da Agraer no evento foi articulada após diálogo com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. “Muitos cartórios não sabiam a quem recorrer para obter esse tipo de informação. Quando apresentamos o serviço, houve um grande interesse em incluí-lo no mutirão para atender diretamente a população”, afirma o gerente. Em Campo Grande, os atendimentos são realizados em 16 estações de trabalho, reunindo diversos órgãos públicos e instituições parceiras. Entre os serviços oferecidos estão emissão de segunda via de certidões, regularização de CPF, emissão do novo RG, orientação jurídica e acesso a benefícios sociais. Serviço e cidadania A 4ª Semana do Registro Civil – “Registre-se!” é promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, por meio da Corregedoria-Geral de Justiça, e integra uma mobilização nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O objetivo é ampliar o acesso à documentação básica, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade social. A ação tem como foco principal a erradicação do sub-registro civil e a garantia do direito à identidade, essencial para o exercício da cidadania. A expectativa para 2026 é ampliar ainda mais o número de atendimentos, após o crescimento expressivo registrado nas últimas edições. Em 2023, foram realizados 678 atendimentos. Já em 2025, esse número saltou para 6.020, representando um aumento de aproximadamente 888% no período. Para a Agraer, a iniciativa reforça seu papel social. “Esse é um trabalho que vai além das questões fundiárias. Estamos falando de identidade, de acesso a direitos. Quando ajudamos uma pessoa a regularizar seus documentos, estamos contribuindo diretamente para a inclusão social dela”, conclui Jadir Bocato. Comunicação Agraer Fonte: Secom Mato Grosso do Sul
A legislação dos Estados Unidos (EUA) limita a 60 dias o prazo para finalizar uma guerra sem autorização formal do Congresso do país. O prazo da guerra que Donald Trump iniciou contra o Irã terminaria no próximo dia 1º de maio. Entretanto, a legislação permite prorrogar o conflito por mais 30 dias. “Esse período de 60 dias será prorrogado por no máximo mais 30 dias, se o Presidente determinar e certificar ao Congresso por escrito que a necessidade militar inevitável em relação à segurança das Forças Armadas dos EUA exige o uso contínuo de tais forças armadas no curso da retirada imediata de tais forças”, diz a Resolução dos Poderes de Guerra dos EUA, de 1973. O professor de história e política da Universidade de Denver, dos EUA, o brasileiro Rafael R. Ioris, explicou à Agência Brasil que, historicamente, a Casa Branca sempre consegue justificar o direito de ações militares sem aval do Congresso. Entretanto, ele acredita que, dessa vez, vai depender de como se desenrolem os acontecimentos no Oriente Médio nas próximas semanas. “O Executivo poder tomar medidas militares unilaterais é uma recorrência no sistema político norte-americano há muito tempo, especialmente desde a Guerra Fria. Sempre há uma maneira de se justificar, de criar uma outra medida emergencial”, argumentou. Democratas já tentaram, sem sucesso, aprovar quatro resoluções no Parlamento para barrar a guerra de Trump, que consideram ilegal, por não ter tido aprovação do Congresso, nem ter comprovado um “risco iminente” contra a segurança dos EUA. Essa possibilidade permitiria iniciar uma guerra sem aval dos congressistas. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp O chefe do antiterrorismo do governo Trump, Joe Kent, chegou a renunciar ao cargo por discordar da tese de ameaça iminente do Irã contra Washington. Nessa quarta-feira (15), após um recesso parlamentar de duas semanas, foi apresentada nova resolução para barrar a guerra no Irã, mas o texto foi derrotado no Senado por 52 votos a 47, com um democrata votando a favor da guerra e um republicano votando contra Trump. “Esses covardes tiveram quatro chances de parar esse caos no Oriente Médio. E eles colocaram o ego de Trump acima da América”, afirmou a senadora democrata Tammy Duckworth, autora da proposta de resolução. Apesar do partido de Trump seguir blindando o presidente no Parlamento, alguns senadores republicanos manifestaram insatisfação com a continuação da guerra que vem elevando o preço dos combustíveis nos EUA e é rejeitada por cerca de 60% dos estadunidenses, segundos pesquisas de opinião. O senador republicano Mike Rounds, da Dakota do Sul, disse que, se o presidente quiser prorrogar o prazo da guerra por mais 30 dias, os representantes da Casa Branca deveriam “vir até nós e nos dar uma descrição completa da situação, apresentando os argumentos e o plano”, segundo informou o jornal New York Times. A oposição também tem tentado afastar o presidente Trump do cargo evocando a 25ª emenda da Constituição dos EUA, que permite declarar o presidente como “inapto” para exercer suas funções. A medida teria que ter o apoio do vice-presidente DJ Vance. A possibilidade ganhou força após as ameaças de Donald Trump de cometer um genocídio contra o povo iraniano. O presidente dos EUA ainda enfrenta protestos crescentes contra a guerra e sua política imigratória, chamadas de “Não ao Rei”. Estima-se que milhões de norte-americanos foram às ruas no final do mês passado, o que tem sido considerada a maior manifestação da história dos EUA. O professor Rafael R. Ioris avalia que existe uma preocupação sobre a guerra no Irã na população, e em parte dos republicanos, devido ao custo econômico da guerra e ao fato de que parte dos norte-americanos não entende os motivos do conflito. “(A guerra) é uma coisa que está preocupando os republicanos. Agora, tudo vai depender muito do que aconteça nas próximas semanas. Se Trump conseguir vender que fez um acordo, acho que as coisas voltam mais ou menos a uma normalidade”, avalia. Por outro lado, o especialista pondera que a base trumpista é muito aguerrida e segue majoritariamente dando apoio político ao Trump. “As sondagens de apoio demonstram isso. O desastre militar no Irã teria que ser muito maior do que foi até agora para desgastar mais o Trump. A questão da inflação teria que ser muito maior do que foi até agora”, completou Ioris. Impasse nas negociações O Paquistão lidera as tentativas de negociação para por fim ao conflito – Reuters/Asim Hafeez/Proibida reprodução Enquanto Trump enfrenta dificuldades internas nos EUA, continuam travadas as negociações durante o frágil cessar-fogo de duas semanas, marcadas para terminar na noite da próxima terça-feira (21). O Irã tem exigido um cessar-fogo também no Líbano, onde Israel segue lançando ataques massivos contra o Sul do país e a capital Beirute, na tentativa de ocupar parte do território do pais vizinho. Por outro lado, os EUA ameaçam os navios que vão para os portos iranianos para tentar impor suas condições às negociações com Teerã. Nesta quarta-feira (15), o Conselho de Segurança da Federação Russa publicou comunicado afirmando que as negociações de paz podem ser usadas pelos EUA e Israel para preparar uma operação terrestre contra o Irã. “Os Estados Unidos e Israel podem usar as negociações de paz para se preparar para uma operação terrestre contra o Irã, enquanto o Pentágono continua a construir o grupo de forças dos EUA na região”, disse o Conselho russo, segundo informou a Interfax, agência de notícias local. Analistas em geopolítica consultados pela Agência Brasil avaliam que o cessar-fogo entre Irã e EUA sugere que a medida é uma pausa operacional para reposicionamento das forças estadunidenses para nova ofensiva. A agência iraniana Tasnim News informou que os negociadores do país dão como improvável um acordo que possa produzir resultados na próxima rodada de negociações articuladas pelo governo do Paquistão. “Enquanto o mediador paquistanês está tentando organizar uma segunda rodada de negociações, o Irã afirmou que, sem completar as preliminares necessárias e chegar a um quadro adequado, tais negociações seriam improdutivas”, diz um das agências semioficiais de Teerã.
Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) cresceram em crianças menores de 2 anos de idade em quatro das cinco regiões do país – Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. De acordo com o Boletim InfoGripe divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira (16), o aumento das hospitalizações pelo vírus sincicial respiratório (VSR) é o principal fator da elevação dos casos nessa faixa etária. O levantamento se refere à Semana Epidemiológica 14 (SE 14), que abrange o período de 5 a 11 de abril. De acordo ainda com o boletim, os casos graves por covid-19 continuam em queda no país. A pesquisadora do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz (Procc/Fiocruz) Tatiana Portella esclareceu que o VSR é um dos principais responsáveis por internações por SRAG em crianças pequenas, além de constituir uma das principais causas de bronquiolite. Com o aumento das hospitalizações por influenza A em diversos estados, a pesquisadora alerta que “também é fundamental que a população prioritária que ainda não se vacinou procure um posto de saúde o quanto antes para receber a dose anual da vacina”.>> Siga o canal da Agência Brasil no Cenário nacional Os casos de SRAG apresentam estabilidade nas tendências de curto e longo prazo no Brasil. Em relação aos estados, o novo Boletim aponta que 14 continuam com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana Epidemiológica 14. São eles Acre, Pará e Tocantins (Norte); Maranhão, Piauí, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Bahia (Nordeste); Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás (Centro-Oeste); e Minas Gerais e Rio de Janeiro (Sudeste). O quadro de crescimento relativo ao vírus sincicial respiratório (VSR) foi constatado em todo o Centro-Oeste e Sudeste, além de Acre, Pará, Tocantins e Roraima (Norte) e Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia (Nordeste). O boletim mostra também que as ocorrências com relação à influenza A continuam aumentando em boa parte da região centro-sul (Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) e em alguns estados do Nordeste (Paraíba, Alagoas e Sergipe) e do Norte (Amapá, Acre e Rondônia). Em contrapartida, os casos de SRAG associados à influenza A se mantêm em queda nos estados do Maranhão, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco (Nordeste), além do Pará e do Rio de Janeiro. Na maior parte do país, o levantamento revela que os casos de SRAG associados ao rinovírus apresentam sinal de interrupção da evolução ou queda na maior parte do país, embora continuem aumentando no Pará e Mato Grosso. Em relação às capitais, 14 apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a SE 14. São elas: Rio Branco, Belém, Palmas, Cuiabá, Campo Grande, São Luís, Teresina, João Pessoa, Recife, Aracaju, Maceió, Belo Horizonte, Vitória e Rio de Janeiro. Incidência e mortalidade Nas últimas oito semanas epidemiológicas, a incidência e a mortalidade semanais médias mantêm o padrão característico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. A incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao VSR e ao rinovírus. Já a mortalidade é maior entre os idosos, liderado pela influenza A e covid-19. Em relação aos casos de SRAG por influenza A, a incidência tem impactado mais crianças de até 4 anos e idosos, enquanto a mortalidade continua apresentando maior impacto na população a partir de 65 anos de idade. Referente ao ano epidemiológico 2026, já foram notificados 37.244 casos, sendo 15.816 (42,5%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório; 14.723 (39,5%) negativos e pelo menos 3.990 (10,7%) aguardando resultado. Entre os casos positivos do ano corrente, os pesquisadores do Boletim InfoGripe verificaram que 41,1% foram de rinovírus; 25,5% de influenza A; 17,4% de VSR; 10,2% de Sars-CoV-2 (covid-19); e 1,7% de influenza B. Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de 33% para rinovírus; 32,2% para influenza A; 26,3% para VSR; 5,5% para Sars-CoV-2 (covid-19); e 2,4% para influenza B. Entre os óbitos, no mesmo recorte de tempo, a presença desses mesmos vírus entre os positivos atingiu 40,8% para influenza A; 26,9% para rinovírus; 23,3% para Sars-CoV-2 (Covid-19); 5,3% para VSR; e 4,1% para influenza B. FONTE: AGENCIA BRASIL
SÃO PAULO, SP (UOL/) – Nove praias do litoral de São Paulo estão impróprias para banho, segundo relatório da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) divulgado hoje, às vésperas do feriado de Tiradentes. A lista de praias impróprias para banho inclui pontos em Ubatuba, Ilhabela, São Sebastião, Guarujá e São Vicente. Veja:Ubatuba: Lázaro, Rio Itamambuca e ItaguáIlhabela: Viana e Barreiros SulSão Sebastião: São FranciscoGuarujá: PerequêSão Vicente: Gonzaguinha e PrainhaComo a Cetesb faz a classificação A classificação de balneabilidade é feita com base na presença de bactérias na água. O objetivo é orientar banhistas sobre as condições para banho de mar. O resultado do monitoramento é atualizado semanalmente. A recomendação da Cetesb é de não tomar banho nas águas das praias que estiverem sinalizadas como impróprias, já que elas podem causar riscos à saúde dos banhistas. Os termômetros devem variar entre cerca de 17°C nas primeiras horas do dia e máximas que podem chegar a 31°C no decorrer dele. Apesar da presença de nuvens em alguns períodos, não há previsão de chuva, e o tempo segue firme ao longo de todo o dia | 11h30 – 16/04/2026