Pantanal News

Sergipe: quatro pessoas da mesma família morrem em acidente de trânsito
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Sergipe: quatro pessoas da mesma família morrem em acidente de trânsito

Vocêm acidente entre um carro e dois caminhões causou a morte de quatro pessoas da mesma família na tarde desta segunda-feira, 6, no município de Japaratuba, em Sergipe. Também houve feridos. As quatro pessoas que morreram estavam no carro. Sogro de um dos ocupantes do veículo, o cantor Dedé Brasil identificou as vítimas em postagens nas redes sociais: – Willames Cruz da Conceição (genro de Dedé Brasil, usava o nome artístico de Will Bass). – Willy da Cruz Conceição (irmão de Willames). – Cléia Santos da Luz (esposa de Willy). – Maria Cecília Santos da Cruz (filha do casal, 3 meses). A esposa de Will Bass, a também cantora Bia Brasil, não estava no carro. Uma pessoa ferida no acidente foi removida para um hospital na cidade de Pacatuba pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Não há mais informações sobre o estado de saúde dessa pessoa. O velório das quatro vítimas fatais será realizado na quadra do povoado São José, no município de Japaratuba, nesta terça-feira, 7. Os corpos de Cléia e de Maria Cecília serão sepultados no mesmo povoado do velório. Já o pai da criança, Willy, e o irmão dele, Will Bass, serão sepultados no povoado Marimbondo, em Pirambu.

Ficou 5 meses sem salário e ouviu “peça ao Lula”: patrão é condenado
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Ficou 5 meses sem salário e ouviu “peça ao Lula”: patrão é condenado

Vocêm trabalhador será indenizado por danos morais após sofrer perseguição política no ambiente de trabalho por ter votado em Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022. Além das ofensas, o empregado ficou cinco meses sem receber salário. De acordo com informações do portal g1, que teve acesso ao processo, o empresário foi condenado pela Justiça do Trabalho do Ceará, em 2025, a pagar todas as verbas trabalhistas devidas e uma indenização de R$ 10 mil por danos morais. No total, o valor da condenação chegou a R$ 201 mil. Segundo o processo, o trabalhador foi contratado como auxiliar de limpeza em uma empresa do setor farmacêutico, com salário de R$ 1.412. No entanto, na prática, ele passava grande parte do tempo realizando tarefas domésticas na residência do empregador, como limpeza, preparo de refeições e serviços de jardinagem. O funcionário afirmou que prestava serviços desde 2002, mas só teve a carteira assinada em 2014. Ele também relatou que deixou de receber salários entre dezembro de 2023 e abril de 2024. Sempre que cobrava os valores atrasados, o trabalhador era alvo de hostilidade. Segundo o relato, o patrão chegou a dizer que ele deveria ir “pedir ao Lula” para receber o dinheiro. Ainda conforme os autos, o empregador associava os problemas financeiros do funcionário ao fato de ele ter votado no atual presidente. Em um dos episódios relatados, o empresário chegou a afirmar que um assalto sofrido pelo filho do trabalhador teria sido “merecido” por causa da escolha política da família. Durante o julgamento, o empregador admitiu o comportamento discriminatório e também reconheceu, de forma indireta, que o funcionário trabalhava além da jornada permitida por lei. Na sentença de primeira instância, proferida em maio de 2025, a juíza considerou as acusações graves e determinou o pagamento de R$ 201 mil. O valor inclui a indenização por danos morais, salários atrasados, 13º salário, horas extras, férias e os depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço com multa de 40%. O empresário recorreu da decisão, mas o Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região, com sede em Fortaleza, manteve integralmente a condenação por unanimidade. Às 23h50 (horário de Brasília), o barril Brent, referência global, estava em alta de 1,28%, negociado a US$ 111,18. O WTI (West Texas Intermediate), referência nos EUA, subia 2,30% no mesmo horário, cotado a US$ 115. Os dois contratos fecharam em alta na segunda-feira (6 | 04:15 – 07/04/2026

Destaque Internacional

Astronautas da Artemis II se tornam os humanos a chegarem o mais longe da Terra na história

A expectativa final é que a nave Orion chegue a uma distância de 252.760 milhas (por volta de 406.773 quilômetros) da Terra, quando estiver dando a volta na Lua. Na década de 70, a Apollo chegou a 248.655 milhas (por volta de 400.171 km) de distância. A missão Artemis II bateu nesta segunda-feira (6), às 14h58, o recorde e se tornaram os humanos a viajarem mais mais longe da Terra na história, superando o recorde de 1970 da missão Apollo 13. A expectativa final é que a nave Orion chegue a uma distância de 252.760 milhas (por volta de 406.773 quilômetros) da Terra, quando estiver dando a volta na Lua. Na década de 70, a Apollo chegou a 248.655 milhas (por volta de 400.171 km) de distância. Com isso, a Artemis II superaria em cerca de 4.000 milhas (aproximadamente 6.400 km). Isso possibilitará diversas observações inéditas da Lua, como seu lado oculto e regiões pouco visualizadas ou exploradas por cientistas. Durante as seis horas de aproximação da Lua, os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen vão coletar o máximo de informações possível para viabilizar o próximo pouso na Lua, previsto para 2028. A manobra também é crucial porque utilizará a gravidade lunar como impulso para a viagem de retorno à Terra, com duração de mais quatro dias. Segundo a NASA, a cápsula deixará a esfera de influência gravitacional da Lua na terça (07) e iniciará, então, o trajeto de volta à Terra. A missão tem duração total de cerca de 10 dias e funciona como um grande teste dos sistemas da espaçonave com tripulação no espaço profundo. A Artemis II integra um plano de longo prazo para estabelecer presença humana contínua na Lua e, futuramente, preparar viagens a Marte. A retomada do programa lunar dos Estados Unidos, após mais de 50 anos, ocorre em meio à disputa geopolítica com a China e à busca por recursos minerais. Segundo cientistas, o principal desses recursos é o Hélio-3, abundante na Lua e raro na Terra. Estima-se que o satélite possua quantidade suficiente para gerar até dez vezes mais energia do que todo o petróleo, carvão e gás disponíveis na superfície terrestre.

Mato Grosso Do Sul

Militares iniciam operação contra chikungunya em Dourados diante de aumento de casos em MS

O Comando Militar do Oeste (CMO) realiza, em Dourados, ações de preparação para empregar tropas a partir de quarta-feira (8) nas aldeias Jaguapiru e Bororó. O objetivo é combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da chikungunya e da dengue. Ao todo, 40 militares serão mobilizados, com apoio de cinco viaturas. A preparação começou na quinta-feira (2), com uma reunião com a Secretaria de Saúde. Entre sexta-feira (3) e domingo (5), foram definidos o planejamento, as áreas de atuação e a mobilização dos recursos. Nesta segunda-feira (6) e terça-feira (7), as equipes passam por treinamento e capacitação para a operação. Avanço da chikungunya Mato Grosso do Sul registra aumento de casos de chikungunya em 2026. O estado soma mais de 1,7 mil casos confirmados e concentra 7 das 15 mortes pela doença no país neste ano. A maior parte dos registros está em Dourados, no sul do estado. Os casos atingem a maior reserva indígena urbana do país, no município, onde vivem mais de 20 mil indígenas guarani-kaiowá. Diante da situação, o governo federal decretou emergência na cidade. A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue e da zika. O aumento de casos levou autoridades a ampliar ações de controle e atendimento. Alerta para continuidade da transmissão Mesmo com o fim do período mais comum das arboviroses, especialistas alertam para a continuidade da transmissão. Segundo o infectologista Júlio Croda, o vírus chegou recentemente ao estado, o que aumenta o número de pessoas vulneráveis. “Apesar de estarmos no último mês de sazonalidade das arboviroses, muito provavelmente a transmissão do chikungunya vai permanecer por mais um ou dois anos porque existem muitas pessoas suscetíveis. A chikungunya chegou recentemente aqui no estado e deve ocorrer eventualmente em 2027 e 2028.” Como medida adicional, Mato Grosso do Sul recebeu mais de 46 mil doses da vacina contra a chikungunya. As doses serão distribuídas principalmente para o sul do estado. Autoridades de saúde informam que, além da vacinação, o combate ao mosquito é necessário para evitar novos casos. A Secretaria de Estado de Saúde intensificou ações com envio de equipamentos, ampliação de testes, criação de leitos e mutirões na reserva indígena.

Internacional

Missão lunar Artemis 2 bate recorde de distância da Terra

Os quatro astronautas da missão Artemis 2 da Nasa voaram nesta segunda-feira para o ponto mais profundo do espaço alcançado por qualquer ser humano, navegando ao longo de uma trajetória de atração gravitacional lunar a caminho de um raro sobrevoo tripulado sobre o lado oculto da Lua. A tripulação da Artemis 2, que viaja em sua cápsula Orion desde o lançamento na Flórida na semana passada, começou seu sexto dia de voo espacial quando acordou por volta das 11h50 (horário de Brasília), com uma mensagem gravada do falecido astronauta da Nasa Jim Lovell, que voou a bordo das missões lunares Apollo 8 e Apollo 13, na época da Guerra Fria. “Bem-vindos à minha antiga vizinhança”, disse Lovell, que morreu no ano passado aos 97 anos. “É um dia histórico, e sei que vocês estarão muito ocupados, mas não se esqueçam de apreciar a vista… boa sorte e sucesso.” Os quatro astronautas da Artemis estabeleceram um novo recorde de voos espaciais nesta segunda-feira, quando ultrapassaram a distância máxima de 248.000 milhas (quase 400.000 km) da Terra alcançada em 1970 pela Apollo 13, depois que um defeito quase catastrófico na espaçonave interrompeu a missão, forçando Lovell e seus dois companheiros de tripulação a usar a gravidade da Lua para ajudá-los a retornar em segurança à Terra. Mais tarde, nesta segunda-feira, a tripulação da Artemis, composta pelos astronautas norte-americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch e pelo astronauta canadense Jeremy Hansen, deveria alcançar sua própria distância mais distante da Terra – 252.755 milhas, 4.117 milhas (6.626 km) além do recorde mantido pela tripulação da Apollo 13 por 56 anos. Nomeando crateras Ao longo do caminho, os membros da tripulação passaram algum tempo atribuindo novos nomes provisórios às características lunares que anteriormente não tinham designações oficiais. Em uma mensagem de rádio para o controle da missão em Houston, Hansen sugeriu que uma cratera fosse chamada de Integrity (Integridade), em homenagem ao nome dado à cápsula Orion da tripulação, e que outra cratera, às vezes visível da Terra no limite entre os lados oculto e visível da Lua, recebesse o nome em homenagem à falecida esposa de Wiseman, Carroll. “Há alguns anos, começamos essa jornada, nossa família de astronautas muito unida, e perdemos um ente querido”, disse Hansen sobre a falecida esposa do comandante da missão, com a voz embargada pela emoção ao descrever a posição de seu homônimo lunar. “É um ponto brilhante na Lua, e gostaríamos de chamá-lo de Carroll.” Se tudo correr conforme o planejado, a Orion navegará em seguida ao redor do lado mais distante da Lua, observando-a a cerca de 4.000 milhas acima de sua superfície escura, enquanto eclipsa o que parecerá ser uma Terra do tamanho de uma bola de basquete no fundo distante. Como a Lua gira na mesma velocidade em que orbita em torno da Terra, seu lado oculto está sempre voltado para longe do nosso planeta, de modo que poucos seres humanos — apenas os membros das tripulações da Apollo que orbitaram a Lua durante suas missões — já olharam diretamente para sua superfície. O marco representará um ponto culminante na missão Artemis 2 de quase 10 dias, o primeiro voo de teste com tripulação do programa Artemis da Nasa, sucessor do projeto Apollo dos anos 1960-1970 da Nasa, e a primeira viagem do mundo a enviar seres humanos para as proximidades da Lua em mais de meio século. Fotos rasas e detalhadas A série multibilionária planejada de missões Artemis tem como objetivo levar os astronautas de volta à superfície da Lua até 2028, antes da China, e estabelecer uma presença de longo prazo dos EUA no local na próxima década, construindo uma base lunar que serviria como campo de provas para possíveis missões futuras a Marte. A última vez que os astronautas caminharam na Lua — um feito até agora alcançado apenas pelos Estados Unidos — foi na missão Apollo final, em 1972. O sobrevoo lunar desta segunda‑feira levará a tripulação à escuridão e a breves apagões nas comunicações, enquanto a Lua bloqueia a Rede de Espaço Profundo da Nasa — um conjunto global de enormes antenas de rádio usado pela agência para se comunicar com a tripulação. Durante o sobrevoo de seis horas, os astronautas usarão câmeras profissionais para tirar fotos detalhadas da Lua através da janela da Orion, mostrando um ponto de vista raro e cientificamente valioso da luz do Sol filtrada em suas bordas. A tripulação também terá a chance de fotografar um momento raro em que seu planeta natal, ofuscado pela distância recorde no espaço, se porá e nascerá com o horizonte lunar à medida que eles se movem, apresentando um remix celestial do nascer da Lua tipicamente visto da Terra. Uma equipe de dezenas de cientistas lunares posicionados na Sala de Avaliação Científica do Centro Espacial Johnson da Nasa, em Houston, fará anotações enquanto os astronautas, que estudaram uma série de fenômenos lunares como parte do treinamento da missão, descrevem sua visão em tempo real. * É proibida a reprodução deste conteúdo FONTE: AGENCIA BRASIL

petro
Internacional

Petro pede que Brasil estenda pix para Colômbia após críticas dos EUA

As críticas do governo dos Estados Unidos ao sistema brasileiro de pagamentos instantâneos PIX provocaram reação do presidente da Colômbia, Gustavo Petro. Em publicação na rede social X, nesta segunda-feira (6), o colombiano saiu em defesa da ferramenta criada pelo Banco Central do Brasil e pediu que o modelo seja levado também ao seu país. A manifestação ocorreu depois da divulgação de um relatório da Casa Branca que voltou a apontar o PIX como um sistema prejudicial às grandes empresas de cartão de crédito. Segundo o documento, empresas norte-americanas do setor “temem que o BC (Banco Central) dê tratamento preferencial ao sistema, prejudicando fornecedores americanos de serviços de pagamentos eletrônicos. O uso do PIX é obrigatório para instituições com mais de 500.000 contas”. O texto menciona ainda que instituições financeiras com mais de 500 mil contas são obrigadas a oferecer o PIX, o que, na avaliação apresentada no relatório, poderia afetar fornecedores estrangeiros de serviços de pagamento eletrônico.   Leia mais: Sem acordo, Trump afirma que EUA podem “tomar” Irã nesta terça-feira (7) Leia mais: ONU critica ameaças a infraestrutura civil iraniana   A publicação do colombiano cita ainda uma declaração do presidente Donald Trump, que dizia que o Brasil poderia sofrer sanções caso o sistema não fosse encerrado, sob o argumento de que o modelo prejudica empresas como Visa e Mastercard. Ao comentar o assunto, Petro elogiou o mecanismo brasileiro e defendeu que ele seja expandido para além das fronteiras do país. “Peço ao Brasil que estenda o sistema PIX para a Colômbia”, escreveu. Presidente da Colômbia, Gustavo petro e Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert / PR) Na mesma publicação, o presidente colombiano criticou o funcionamento do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão do Tesouro dos Estados Unidos responsável pela aplicação de sanções econômicas. Segundo ele, a lista mantida pelo órgão “já não é uma arma contra o narcotráfico”.

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Internacional

ONU critica ameaças a infraestrutura civil iraniana

A Organização das Nações Unidas (ONU) criticou nesta segunda-feira (6) ameaças contra infraestrutura civil em meio à escalada do conflito no Oriente Médio. Em coletiva de imprensa, o porta-voz da organização, Stephane Dujarric, mencionou declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que a retórica adotada aumenta a preocupação da entidade com o agravamento da crise. Segundo o porta-voz da ONU, a organização está alarmada “com a retórica vista naquela publicação nas redes sociais que ameaçava ataques americanos contra usinas de energia, pontes e outras infraestruturas”. O comentário faz referência a uma declaração de Trump, na qual o presidente norte-americano pressiona Teerã a “fazer um acordo” e adverte que, caso isso não ocorra, infraestruturas estratégicas do país podem ser alvo de ataques. Segundo Dujarric, o secretário-geral da ONU, António Guterres, reiterou que ataques contra estruturas civis violam o direito internacional e voltou a defender uma solução diplomática para o conflito. “O Secretário-Geral reafirma que já é hora de as partes porem fim a este conflito, pois não existe alternativa viável à resolução pacífica de disputas internacionais”, afirmou Dujarric.   Leia mais: Sem acordo, Trump afirma que EUA podem “tomar” Irã nesta terça-feira (7) Leia mais: Trump confirma resgate de piloto de caça abatido no Irã Leia mais: Trump ameaça Irã com “inferno” se Ormuz seguir fechado   AIEA alerta para risco grave de “acidente radiológico” no Irã No mesmo dia, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) alertou para riscos ligados a operações militares próximas à usina nuclear de Bushehr, no Irã. A agência afirmou que a continuidade de ataques na região pode provocar um acidente radiológico com consequências além das fronteiras do país persa. Segundo a agência estatal Tasnim, um projétil atingiu no domingo (5) uma área próxima à instalação, considerada a quarta ocorrência desde o início da guerra. Diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi (Foto: Reprodução/ @rafaelmgrossi) O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, afirmou que “a continuidade da atividade militar perto da Usina Nuclear de Bangsamoro (BNPP) – uma usina em operação com grandes quantidades de combustível nuclear – pode causar um grave acidente radiológico com consequências nocivas para as pessoas e o meio ambiente no Irã e em outros países”.

trump
Internacional

Sem acordo, Trump afirma que EUA podem “tomar” Irã nesta terça-feira (7)

Os Estados Unidos elevaram nesta segunda-feira (6) a pressão sobre o Irã ao combinar novas ameaças militares, a manutenção do ultimato para a reabertura do Estreito de Ormuz e sinais contraditórios sobre conversas para um possível acordo. Em pronunciamento e em conversa com jornalistas na Casa Branca, o presidente Donald Trump disse que Teerã tem até essa terça-feira (7) para reabrir a passagem marítima e afirmou que o país pode ser “derrubado” rapidamente caso não aceite um entendimento considerado satisfatório por Washington. No início do pronunciamento, Trump declarou que “o Irã pode ser tomado em uma noite, e talvez seja na terça-feira à noite”. Em seguida, voltou a ameaçar atacar a infraestrutura iraniana se o estreito continuar fechado ou se não houver um acordo “aceitável”. Segundo o presidente, nesse cenário “todas as pontes no Irã vão ser dizimadas à meia-noite de terça-feira” e “todas as usinas de energias estarão demolidas”. Trump ainda afirmou que decidiu prorrogar o limite inicial porque a data anterior, na segunda-feira, era “inapropriada, um dia depois da Páscoa”. “Quero ser uma pessoa gentil”, disse. Questionado sobre se a guerra está entrando em fase de desfecho ou de escalada, Trump evitou antecipar um cenário. “Não posso dizer — depende do que eles fizerem. Este é um período crítico”, afirmou.   Leia mais: Trump confirma resgate de piloto de caça abatido no Irã   Leia mais: Trump ameaça Irã com “inferno” se Ormuz seguir fechado   EUA e Irã rejeitam proposta de cessar-fogo A fala ocorreu no mesmo dia em que Teerã e Washington rejeitaram o plano de cessar-fogo elaborado pelo Paquistão. Trump reconheceu que houve uma proposta iraniana e a classificou como relevante, mas insuficiente. “Eles (o Irã) fizeram uma proposta, e é uma proposta significativa. É um passo significativo. Mas não é suficiente”, disse. Segundo a agência estatal iraniana Irna, Teerã recusou a proposta porque prefere discutir o encerramento definitivo da guerra, e não uma pausa temporária que, na avaliação iraniana, daria tempo para os adversários se reorganizarem para novos ataques. “Estamos pedindo o fim da guerra e que se impeça sua repetição”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, de acordo com a agência. A Irna informou ainda que o governo iraniano protocolou uma resposta oficial ao Paquistão e apresentou uma contraproposta, cujo conteúdo não havia sido divulgado até a última atualização. Pela proposta mencionada nas negociações, o cessar-fogo entraria em vigor de imediato e poderia abrir caminho para a reabertura do Estreito de Ormuz. Depois disso, as partes teriam entre 15 e 20 dias para buscar um acordo mais amplo. No domingo, o site norte-americano Axios informou que EUA e Irã discutiam um cessar-fogo de 45 dias que poderia levar ao fim permanente do conflito. Trump afirma que os EUA podem cobrar pedágio em Ormuz Questionado sobre se a guerra está perto do fim ou em nova escalada, Trump evitou antecipar o rumo da crise. “Não posso dizer — depende do que eles fizerem. Este é um período crítico”, respondeu. Em outra declaração, afirmou que o Irã é um “participante ativo e disposto” nas conversas. Estreito de Ormuz (Foto: Reprodução/ Google Maps) Ao falar sobre o Estreito de Ormuz, o presidente norte-americano ainda defendeu que os Estados Unidos deveriam cobrar taxas dos navios que atravessam a passagem marítima. “E se nós cobrarmos pedágios?”, disse. “Eu prefiro fazer isso do que deixá-los (governo iraniano) ficar com eles”, afirmou. Segundo o presidente norte-americano, os Estados Unidos deveriam cobrar taxas porque são os “vencedores” do conflito contra o Irã. “Por que não deveríamos? Nós somos os vencedores”, afirmou ele. “Nós vencemos, ok? Eles foram derrotados militarmente”, completou.

Enem passará a avaliar aprendizado na educação básica, define governo Lula
Brasil

Prazo para pedir isenção da taxa de inscrição no Enem começa no dia 13

Ós interessados em pedir a isenção de pagamento da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio de 2026 deverão acessar a Página do Participante do Enem para fazer a solicitação no período de 13 a 24 de abril. O acesso deve ser feito com o login único da plataforma de serviços digitais do governo federal, o Gov.br. O prazo também vale para os candidatos que precisam justificar a ausência na edição do ano passado para participar do Enem 2026 gratuitamente. As regras e os prazos estão descritos em edital publicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) no último dia 1º. O período oficial de inscrições do Enem 2026 ainda será divulgado pelo Ministério da Educação (MEC). Quem pode pedir a isenção O Inep prevê a gratuidade na inscrição do exame para os seguintes solicitantes: Matriculados no 3º ano do ensino médio em escola pública, em 2026; estudantes que cursaram todo o ensino médio em escola pública ou como bolsistas integrais em escola privada e que possuam renda igual ou inferior a um salário mínimo e meio; pessoas de baixa renda com registro no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico); beneficiários do programa Pé-de-Meia, do MEC. As pessoas que se enquadram nesses perfis devem solicitar a dispensa do pagamento da taxa, pois a isenção não é automática. O Inep destaca que o participante que integra uma família inscrita no CadÚnico precisa estar com a situação cadastral regular para solicitar a isenção da inscrição no Enem. A falta de atualização no CadÚnico pode levar ao indeferimento do pedido para fazer as provas de graça. Resultados Os resultados das solicitações de isenção da taxa de inscrição serão divulgados pelo Inep em 8 de maio. Os solicitantes com pedidos de isenção negados pela autarquia poderão entrar com recurso administrativo entre 11 e 15 de maio. Os resultados definitivos dos recursos serão conhecidos em 22 de maio. Necessidade de inscrição O edital do Inep esclarece que ter a aprovação da isenção de pagamento da taxa de inscrição não garante a inscrição no Enem 2026. Os interessados em participar da edição deste ano do exame, isentos ou não, deverão realizar a inscrição na Página do Participante. O Enem O exame é a principal prova para ingressar no ensino superior, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e de iniciativas federais como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Desde a edição de 2025, o Exame Nacional do Ensino Médio voltou a certificar a conclusão desta etapa de ensino para os candidatos que têm 18 anos completos e também alcançam a pontuação mínima em cada área do conhecimento das provas e na redação. Os resultados individuais do Enem também podem ser aproveitados nos processos seletivos de instituições de ensino superior de Portugal que têm convênio com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para aceitar as notas do exame. Leia Também: Anvisa proíbe 52 lotes de suplemento alimentar por risco de contaminação com Salmonella

Saúde

Anvisa vai aumentar fiscalização de canetas emagrecedoras manipuladas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, nesta segunda-feira (6), novas medidas para prevenir riscos e reforçar o controle sanitário de medicamentos injetáveis agonistas do receptor GLP‑1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. O plano inclui ações para combater irregularidades na importação de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) e na manipulação dos ativos de semaglutida, tirzepatida e liraglutida por farmácias de manipulação. De acordo com a Anvisa, a importação de insumos farmacêuticos para a manipulação das canetas tem sido incompatível com o mercado nacional. Somente no segundo semestre de 2025, foram importados 130 quilos de insumos, que seriam suficientes para a preparação de 25 milhões de doses. Outro dado mostra que, em 2026, a Anvisa realizou 11 inspeções em farmácias de manipulação e importadoras, que levaram à interdição de oito empresas por problemas técnicos e falta de controle de qualidade. A agência vê aumento de relatos sobre eventos adversos e identificação de uso off label (prescrição diferente da aprovada na bula) desses produtos, como para emagrecimento sem necessidade clínica. Em fevereiro, a agência emitiu alerta para o risco de pancreatite ligado a canetas emagrecedoras. “Esse é um desafio regulatório não só para o Brasil, mas para as principais agências do mundo, essa situação do avanço do consumo de medicamentos derivados de GLP-1 e o avanço da manipulação em cima desses produtos”, disse em coletiva de imprensa. Riscos Entre os riscos sanitários mapeados estão a produção sem previsão de demanda por manipulação (receita individualizada), problemas de esterilização, deficiências no controle de qualidade e a utilização de insumos farmacêuticos sem identificação de origem e composição. O uso indevido de nomes comerciais e divulgação e venda de múltiplos produtos sem registro também foram identificados. A Anvisa reforça que, para a manipulação de produtos injetáveis, como as canetas, a garantia de padrões rígidos de esterilidade e pureza do insumo é fundamental para garantir a segurança desses produtos para as pessoas. Desde janeiro deste ano, a agência já publicou dez ações de proibição de importação, comércio e uso de produtos irregulares que contêm medicamentos agonistas de GLP-1, como semaglutida e tirzepatida. Eixos estratégicos O plano de ação da Anvisa possui seis eixos estratégicos: Aprimoramento regulatório Revisão da Nota Técnica 200/2025 que orienta procedimentos para importação, manipulação e controle sanitário de IFAs de agonistas de GLP-1.  Segundo a Anvisa, a nova norma vai comportar desde a entrada do insumo até a preparação final do produto, com especificações sobre rastreabilidade, qualidade e segurança ao longo da cadeia produtiva; a qualificação dos fabricantes e fornecedores; e o estabelecimento de testes mínimos de controle de qualidade. A proposta está em construção e será discutida no próximo dia 15 na reunião da diretoria colegiada da Anvisa. Revisão da resolução sobre boas práticas de manipulação de preparações magistrais e oficinais para uso humano em farmácias (RDC 67/2007). Essa resolução é a que norteia todo o processo regulatório das farmácias de manipulação. Fortalecimento das medidas sanitárias cautelares para suspensão de Autorização de Funcionamento (AFE) em situações de risco iminente e a retirada automática de efeito suspensivo de recursos administrativos. Monitoramento e fiscalização Intensificação de ações de fiscalização, especialmente de inspeções em importadoras, farmácias de manipulação e clínicas de estética. Busca ativa de eventos adversos relacionados a medicamentos manipulados, com foco em serviços de emergência, hospitais e clínicas médicas e odontológicas. A Anvisa possui o sistema VigiMed para que profissionais de saúde e cidadãos notifiquem sobre efeitos adversos de produtos. Aperfeiçoamento da matriz de risco do controle sanitário sobre a importação de IFAs utilizados na produção e manipulação de agonistas do receptor GLP-1. Ampliar as medidas preventivas, para reprimir a entrada de produtos irregulares no território nacional. Articulação institucional, federativa e internacional Acordo de cooperação técnica e criação de grupo de trabalho com entidades médicas e outros órgãos de controle. Ações proativas de informação e treinamento com o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS). Cooperação com agências reguladoras internacionais. Ampliação da oferta de produtos registrados Priorização das análises de pedidos de registros. De acordo com a Anvisa, há 17 pedido de registro de canetas emagrecedoras na agência, que estão em andamento e serão priorizadas para ampliar a oferta de produtos registrados. “Com a queda da patente da semaglutida, uma boa parte desses produtos estão vindo com novas opções e foram solicitados (os registros) para a Anvisa e nós estamos priorizando essa análise”, explicou Safatle. Harmonização do uso de guias técnicos de agências reguladoras de referência, como EMA (Europa) e FDA (Estados Unidos), para avançar com a regulação. Comunicação com a sociedade Elaboração de plano de comunicação em linguagem simples. Orientação sobre riscos do uso indiscriminado. Informação sobre produtos irregulares. Esclarecimento sobre limites da manipulação magistral. Campanhas direcionadas a pacientes e profissionais. Governança Criação de grupo de trabalho na Anvisa para monitoramento e avaliação das medidas para avanço contínuo do plano de ação instituído. FONTE: AGENCIA BRASIL

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