O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (7) que concordou em “suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”. Trump disse que conversou com líderes do Paquistão, que apresentou uma proposta de cessar-fogo de duas semanas na guerra contra o Irã. “Com base em conversas com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o marechal de campo Asim Munir, do Paquistão, e nas quais eles solicitaram que eu suspendesse a força destrutiva sendo enviada esta noite para o Irã, e sujeito à República Islâmica do Irã concordar com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, eu concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”, escreveu Trump nas mídias sociais. “Esse será um CESSAR-FOGO de mão dupla”, disse Trump. Segundo Trump, uma proposta de 10 pontos foi apresentada para um acordo e que “acredita que é uma base viável para negociar”. Irã O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã, Abbas Araqchi, informou nesta terça-feira (7), em nota oficial, que seu país irá cessar os ataques, desde que não sofra ataques e ameaças. A mensagem foi divulgada após Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, ter concordado em “suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”. Araqchi disse ainda que haverá trânsito seguro pelo Estreito de Ormuz nas próximas duas semanas em coordenação com as Forças Armadas iranianas. “Durante duas semanas, a passagem segura através do Estreito de Ormuz será possível com a coordenação das forças armadas do Irã e tendo em conta as restrições técnicas existentes”, diz a nota do ministro iraniano. Ameaça Mais cedo, Trump ameaçou acabar com “uma civilização inteira” hoje caso os iranianos não reabrissem o Estreito de Ormuz. “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”, anunciou, em mais uma ameaça de genocídio contra o Irã. Questionado nessa segunda-feira (6) por um jornalista nos jardins da Casa Branca sobre a ameaça ser um crime de guerra, o presidente Donald Trump ignorou a pergunta. Convenções internacionais, como a Convenção de Genebra ou a Convenção sobre Prevenção do Genocídio, proíbem o ataque contra infraestruturas civis ou ações que causem danos a civis, exigindo que os Estados usem ainda a proporcionalidade em suas ações militares. Estima-se que a civilização persa, da qual o Irã é herdeiro, tenha entre 2,5 mil e 3 mil anos de história, com inúmeras contribuições culturais, filosóficas e científicas deixadas para toda a humanidade. * Com informações da Reuters * Texto atualizado com manifestação do Irã FONTE: AGENCIA BRASIL
O Ministério da Saúde lançou nesta terça-feira (7) o Memorial da Pandemia, no Rio de Janeiro, para homenagear as mais de 700 mil vítimas da covid-19 no país. O espaço de memória está localizado no edifício do Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), reaberto depois de quase quatro anos de obras de recuperação e investimento de cerca de R$ 15 milhões. Duas instalações foram os destaques do lançamento. Uma delas reúne pilastras com letreiros digitais, em que aparecem nomes das vítimas da doença, seguidos de informações sobre a idade e a cidade onde viviam. A outra, estruturada em alumínio naval, forma quatro silhuetas humanas de mãos dadas, e representa a união da sociedade para enfrentar a pandemia. Também foi lançado no evento o Memorial Digital da Pandemia, portal na internet desenvolvido em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS). “O Brasil viveu uma crise sanitária e uma crise de responsabilidade pública durante a pandemia. O negacionismo custou vidas. A ciência já demonstrou que grande parte das mortes poderia ter sido evitada se tivéssemos seguido as evidências, incentivado a vacinação e protegido a população”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “Preservar essa memória é essencial para que o Brasil nunca mais repita esse erro e para que a defesa da ciência e da vida seja sempre um princípio inegociável na condução da saúde pública”, completou. Está prevista para junho, no CCMS, a exposição “Vida Reinventada”, com curadoria da ex-ministra da Saúde Nísia Trindade. A proposta é trazer uma leitura das respostas da sociedade à pandemia, a partir de uma articulação entre memória, ciência, arte e justiça. Guia de Pós-Covid O Ministério da Saúde também lançou o Guia Nacional de Manejo das Condições Pós-Covid no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), em parceria com a Fiocruz. O documento traz orientações para identificar, diagnosticar e tratar sequelas persistentes da doença, conhecidas como pós-covid. O guia substitui normativas anteriores e será usado como referência única no SUS. Há detalhes das manifestações clínicas que podem surgir a partir de quatro semanas após a infecção, mesmo em casos leves ou assintomáticos. Além disso, há informações sobre complicações em diferentes sistemas do organismo, como o cardiovascular, o respiratório, o neurológico e a saúde mental. E apresenta protocolos diagnósticos, recomendações terapêuticas e fluxos assistenciais na Rede de Atenção à Saúde, com atenção a populações vulneráveis. As iniciativas desta terça foram celebradas por instituições como a Associação de Vítimas e Familiares de Vítimas da Covid-19 (Avico). A assistente social Paola Falceta é uma das fundadoras. Ela perdeu a mãe de 81 anos no início da pandemia, infectada por covid no hospital depois de uma cirurgia cardíaca. “Tanto o memorial quanto o guia de manejo da covid-19 são demandas da nossa associação em conjunto com outras entidades. Elas começam judicialmente no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e são levadas adiante no diálogo com o governo atual”, explica Paola. “Algumas pessoas afetadas pela doença não querem mais ouvir falar dela, porque é algo muito doído. Porém, a gente não pode deixar de fazer essa reflexão. É uma questão de memória, de justiça, de verdade e de luta para que não se repita mais a condução irresponsável do Estado dessa emergência de saúde pública”, completou. FONTE: AGENCIA BRASIL
Após dois adiamentos nas negociações diplomáticas, o Conselho de Segurança da ONU rejeitou nesta terça-feira (7) uma resolução que autorizaria o uso da força para proteger a navegação no Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã em meio à guerra no Oriente Médio. A proposta foi barrada após vetos da China e da Rússia, dois dos cinco membros permanentes do órgão com poder de bloquear decisões. O projeto havia sido apresentado pelo Bahrein e previa que países pudessem empregar “todos os meios defensivos necessários” para garantir a circulação de navios mercantes na rota marítima. O estreito se tornou um dos principais focos de tensão do conflito no Oriente Médio desde o fechamento da passagem pelo Irã. Durante as negociações, o texto enfrentou resistência de China, Rússia e França. Os três países manifestaram oposição inicial à autorização para uso da força. A França acabou concordando em apoiar a resolução depois que o Bahrein retirou do documento o caráter obrigatório que constava na proposta original, enquanto Moscou e Pequim mantiveram o veto mesmo com a mudança. Leia mais: ONU critica ameaças a infraestrutura civil iraniana Leia mais: Conselho da ONU vota uso da força no Estreito de Ormuz O embaixador chinês na ONU afirmou que Pequim se opõe ao uso da força e avaliou que não seria adequado aprovar a resolução no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu extinguir “toda uma civilização” no Irã. Apesar de manter posição pública de neutralidade na guerra, a China costuma adotar postura pragmática em relação a Teerã, de quem é o principal comprador de petróleo. A Rússia também criticou o texto, o embaixador russo afirmou que a resolução condenava apenas ações iranianas e disse identificar “elementos desequilibrados, imprecisos e confrontadores no texto”. Ainda, o governo iraniano agradeceu Moscou e Pequim por se posicionarem “do lado certo da história” ao vetarem a resolução. Após o veto, os embaixadores da China e da Rússia afirmaram que pretendem apresentar uma nova resolução para tentar destravar o impasse sobre o bloqueio do Estreito de Ormuz.
Em um momento histórico, astronautas captaram imagens inéditas do chamado “lado oculto da Lua” registradas pela missão Artemis II, e divulgadas na terça-feira (7) pela NASA. As fotos foram publicadas no sexto dia da viagem da missão, que transporta quatro astronautas em uma trajetória ao redor do satélite natural. Entre as imagens, uma das fotografias mostra o momento descrito como “pôr da Terra”, quando o planeta aparece surgindo atrás do horizonte lunar. “A humanidade, do outro lado. Primeira foto do lado oculto da Lua. Capturada de Órion enquanto a Terra se põe no horizonte lunar”, afirma a Nasa, em post nas redes sociais. Os astronautas passaram pela região na segunda-feira (6), durante o sobrevoo da Lua. O lado oculto corresponde à face do satélite que não pode ser observada diretamente da Terra. Isso ocorre porque o astro mantém rotação sincronizada com o planeta, fenômeno que faz com que sempre a mesma face permaneça voltada para quem observa da superfície terrestre. Foto: Divulgação/ NASA Foto: Divulgação/ NASA Foto: Divulgação/ NASA Leia mais: Netflix transmite missão histórica à Lua ao vivo nesta segunda (06) Leia mais: Após mais de 50 anos, NASA marca missão histórica com astronautas rumo à Lua Apesar da expressão “lado oculto”, a região não permanece no escuro. Ela recebe luz solar normalmente, assim como a face visível. O termo se refere apenas ao fato de que essa metade do satélite fica fora do campo de visão da Terra, sendo observável apenas por meio de sondas ou missões espaciais. Após concluir o sobrevoo histórico, a cápsula Orion iniciou o caminho de volta ao planeta. Durante a missão, a Orion alcançou a maior distância já registrada por humanos em relação ao planeta, chegando a 406,7 mil quilômetros e superando o recorde estabelecido pela missão Apollo 13. Ao se aproximar da Lua, a cápsula passou a cerca de 6.545 quilômetros da superfície enquanto viajava a aproximadamente 98 mil quilômetros por hora em relação à Terra. Durante aproximadamente sete horas de observação lunar, os astronautas registraram imagens de crateras, fluxos de lava e outras formações geológicas. Registros que devem ajudar cientistas a compreender melhor a evolução da Lua e a identificar possíveis riscos para futuras missões tripuladas.
Uma nova lei, publicada nesta segunda-feira (6), reforça o direito do trabalhador com contrato via Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) de se afastar até três dias por ano para realizar exames preventivos de câncer, em desconto salarial. O direito já estava incluído na CLT desde 2018. A partir de agora, as empresas passam a ser obrigadas a divulgar essa informação, além de outras relacionadas a campanhas oficiais de vacinação contra o HPV e sobre o acesso a serviços de diagnósticos de cânceres de mama, próstata e de colo do útero. O texto estende o uso das folgas também para a realização de exames preventivos do HPV, além dos de câncer que já estavam previstos na legislação anterior. A a Lei 15.377 foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU). >> Siga o canal da Agência Brasil no FONTE: AGENCIA BRASIL
O Congresso Nacional instalou nesta terça-feira (7) comissão especial para analisar a Medida Provisória nº 1.327/2025, que prevê a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) sem a realização do exame de aptidão física e mental. Em meio à movimentação na Casa, mais de 35 entidades médicas brasileiras divulgaram um manifesto onde alertam que a retirada da exigência do exame compromete a capacidade do país de prevenir mortes no trânsito. O posicionamento, liderado pela Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), reforça que a aptidão para dirigir não é permanente, mas uma condição que pode ser alterada ao longo do tempo em razão de doenças, do uso de medicamentos ou de eventos clínicos que afetam visão, reflexos, cognição e capacidade motora. “Na prática, isso significa que um condutor pode estar inapto para dirigir sem qualquer registro de infração. Problemas como diabetes, cardiopatias, epilepsia, distúrbios do sono e doenças neurológicas não aparecem em radares nem em multas, mas impactam diretamente a segurança ao volante”, destacou a Abramet em nota. A MP, que foi publicada no dia 10 de dezembro de 2025, altera regras do Código de Trânsito Brasileiro, modificando a validade da CNH e a forma de realização de exames para obtenção e renovação da habilitação. A medida também permite a emissão da CNH em formato digital e estabelece a renovação automática para condutores cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC).>> Siga o canal da Agência Brasil no Além da Abramet, assinam o documento o Conselho Federal de Medicina (CFM), acompanhado dos conselhos regionais; a Associação Médica Brasileira (AMB); a Federação Nacional dos Médicos (Fenam); a Federação Médica Brasileira (FMB); e o Instituto Brasil de Medicina (IBDM). “O conjunto de signatários reúne representantes de áreas diretamente relacionadas ao atendimento das vítimas de trânsito, como emergência, terapia intensiva, neurologia, ortopedia e reabilitação, além de especialidades que lidam com condições clínicas que podem interferir na capacidade de dirigir”, ressaltou a Abramet. O presidente da Comissão mista será o deputado federal Luciano Amaral (PSD-AL) e o o vice-presiente será o senador Dr. Hiran (PP-RR). O relator da MP é o senador Renan Filho (MDB-AL). Números Dados apresentados pela entidade mostram que, em 2024, o Brasil registrou 38.253 mortes no trânsito e quase 285 mil internações hospitalares, com custo direto de aproximadamente R$ 400 milhões para o Sistema Único de Saúde (SUS). Os números, segundo a Abramet, não incluem despesas de longo prazo com reabilitação e benefícios previdenciários, o que ampliaria ainda mais o impacto econômico dos sinistros de trânsito. A associação defende que a discussão seja tratada com base técnica, citando que a condução de um veículo envolve requisitos físicos e mentais que podem se alterar ao longo da vida, enquanto sistemas de fiscalização monitoram comportamento, mas não condições de saúde. Medida Provisória A partir da MP, qualquer médico ou psicólogo poderá realizar os exames de aptidão física, mental e avaliação psicológica, sem necessidade de vínculo com Centros de Formação de Condutores (CFCs). Os valores máximos desses exames passarão a ser fixados e o documento poderá ser emitido em formato físico ou digital. Pela medida, os motoristas sem infrações registradas no RNPC terão renovação automática da CNH, dispensando novos exames, exceto nos casos de: pessoas com 70 anos ou mais; motoristas com 50 anos ou mais, que terão direito a apenas uma renovação automática; condutores com restrições médicas previstas no Código de Trânsito. Outras mudanças No final do ano passado, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou uma resolução com outras mudanças na CNH, como por exemplo, o fim da obrigatoriedade de aulas de autoescola obrigatórias para obtenção do documento. A resolução prevê que o candidato possa escolher diferentes formas de se preparar para os exames teórico e prático, que continuarão obrigatórios para a emissão da CNH. FONTE: AGENCIA BRASIL
Uma forte tempestade que atingiu a província de Tucumán, na Argentina, na madrugada de domingo (6), deixou pelo menos três mortos: um casal e uma criança. As vítimas foram identificadas como Mariano Robles, de 28 anos, e Solana Albornoz, de 32. Eles ficaram presos no veículo em que viajavam ao voltarem de um casamento na região de Tafí Viejo. Segundo relatos repercutidos por tabloides internacionais, os dois foram encontrados abraçados dentro do carro após o veículo ser arrastado pela enxurrada durante o temporal. De acordo com a família, o último contato com o casal ocorreu por volta das 21h. Momentos depois, o veículo — um Nissan Versa branco — foi localizado pelas autoridades em um canal de drenagem. Metade do carro estava submersa, coberta por galhos, e dentro dele os dois foram encontrados mortos. Naturais de Tucumán, Mariano Robles e Solana Albornoz trabalhavam para o governo provincial. Robles atuava na Caja Popular de Ahorros, enquanto Albornoz trabalhava na Casa de Governo de Tucumán. Leia mais: Casal condenado por estupros no Amapá é preso após fugir para Goiânia Segundo o jornal A Gazetao casal deixou dois filhos em casa: um bebê de nove meses e uma criança de cinco anos. Ainda conforme a imprensa local, a família comunicou o desaparecimento após perder contato com o casal na noite de sábado. “Eles estavam no carro esperando a água baixar”, afirmou a família. Após o alerta, foi iniciado um protocolo de busca e salvamento com atuação do Grupo Especial de Resgate (GER), vinculado ao CERO. Em entrevista à LN+, o chefe dos bombeiros de Tafí Viejo, Ángel Aguilar, afirmou que, por volta das 13h de domingo, a equipe recebeu um chamado sobre um veículo em uma vala no bairro Nueva Italia, a poucos metros da Rota 9, coberto de lama e galhos. “Os corpos tiveram que ser retirados após a desmontagem do teto do veículo, porque ele estava preso sob uma ponte”, explicou. Além do casal, o temporal deixou outra vítima na região. Um menino de 12 anos morreu após sofrer uma descarga elétrica ao tocar um poste na cidade de San Miguel de Tucumán.
Com vetos dos membros permanentes China e Rússia, o Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) rejeitou projeto de resolução apresentado pelo Bahrein, em nome dos países do Golfo Pérsico, que condenava o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã. O texto apresentado criticava apenas as retaliações iranianas, sem citar as agressões dos Estados Unidos (EUA) e Israel, defendendo a soberania dos países do Golfo, sem citar a integridade territorial ou independência política do Irã. O projeto ainda afirmava o direito de os “Estados-Membros, em conformidade com o direito internacional, de defenderem suas embarcações contra ataques e provocações, incluindo aquelas que prejudicam os direitos e liberdades de navegação”. Onze membros do Conselho votaram a favor do projeto de resolução, são eles: Bahrein, EUA, Reino Unido, França, Dinamarca, Grécia, Panamá, Libéria, Letônia e Congo. A Colômbia e o Paquistão se abstiveram. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Ao defender a aprovação do texto, o Bahein – que estava representando Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Jordânia – afirmou que o Irã não teria o direito de fechar o Estreito de Ormuz, por onde transitam cerca de 20% do petróleo e gás mundiais. “A não adoção desta resolução envia um sinal errado ao mundo, aos povos do mundo — um sinal de que as ameaças às vias navegáveis internacionais podem passar sem qualquer ação decisiva da comunidade internacional”, disse o ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani. Segundo o direito internacional, o uso da força só pode ser exercido pelos Estados se aprovado no Conselho de Segurança da ONU ou em casos de autodefesa. Arte/EBC Irã O Irã fechou o Estreito de Ormuz em retaliação à agressão sofrida por Israel e EUA, prometendo manter o canal fechado para os países hostis à República Islâmica. O embaixador de Teerã, Amir Saeid Iravani, disse que o objetivo do projeto do Bahrein é “punir a vítima por defender sua soberania e seus interesses nacionais vitais no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz, ao mesmo tempo que oferece cobertura política e jurídica para futuros atos ilegais dos agressores”. Iravani acrescentou que, na essência, esse foi um projeto dos EUA e que Washington e Tel-Aviv devem assumir a “total responsabilidade” pelo sofrimento que infringiram, assegurando que “embarcações não hostis” poderão passar livremente pelo Estreito. Rússia Embaixador da Rússia Vassily Nebenzia- Arquivo/REUTERS/Eduardo Munoz/Proibida reprodução O embaixador russo Vassily Nebenzia afirmou que o texto apresentado ao Conselho de Segurança tem abordagem fundamentalmente “errônea e perigosa para a situação na região”. Para o diplomata de Moscou, o texto do Bahrein apresenta o Irã como única fonte de tensões regionais, sem mencionar os ataques ilegais dos EUA e de Israel, lembrando que a “interpretação vaga e abrangente” da Resolução 1973 de 2011 prejudicou a Líbia. Naquele ano, o Conselho autorizou uso da força contra o governo líbio de Muammar Gaddafi sob a alegação de “proteger civis”, levando a sua queda. Desde então, a Líbia não tem um governo unificado e o controle territorial é fragmentado por grupos muitas vezes rivais. Nebenzia acrescentou que Russa e China “em breve” apresentarão uma resolução alternativa. “Nosso projeto será conciso, equitativo e equilibrado”, afirmou. China Por sua vez, a China destacou que o projeto de resolução não conseguiu captar as “causas profundas e o quadro completo do conflito de forma abrangente e equilibrada”, disse o embaixador Fu Cong. O diplomata chinês acrescentou que o Conselho de Segurança não deve se precipitar na votação de um projeto de resolução “quando sérias preocupações foram levantadas por seus membros”. Fu Cong disse que a China tem o compromisso de abordar a situação de forma adequada, combatendo suas causas profundas. “Esta guerra nunca deveria ter acontecido”, acrescentou, culpando os EUA e Israel como instigadores e instando-os a cessar com as “ações militares ilegais”. Fu Cong também pediu ao Irã que interrompa seus ataques. EUA O representante dos Estados Unidos no Conselho de Segurança da ONU destacou que o Estreito de Ormuz é vital demais para o mundo para ser usado “como refém, bloqueado ou instrumentalizado por qualquer Estado”, disse o embaixador Michael Waltz. Os EUA se solidarizam com os povos do Golfo e acusaram a China e a Russa de se alinharem a um “regime que busca intimidar o Golfo para subjugá-lo”. Após a agressão dos EUA e de Israel contra o Irã, o país persa passou a retaliar bases militares dos norte-americanos e infraestruturas energéticas sediadas nos países do Golfo. Teerã justifica que essas nações fazem parte da guerra ao permitirem que os agressores usem seu território e espaço aéreo para ataques contra o Irã. FONTE: AGENCIA BRASIL
SÃO PAULO, SP (UOL/) – Um ônibus interestadual caiu em um rio após se envolver em um acidente com dois carros na BR-222, em Pindaré-Mirim (MA). A colisão deixou dois mortos e ao menos 14 feridos, segundo o Corpo de Bombeiros. O acidente ocorreu ontem com um ônibus e dois carros no km 218 da BR-222. Segundo os bombeiros, um dos carros era um Celta que rebocava um Up. O motorista do ônibus e uma passageira morreram no local. Ao menos 14 pessoas ficaram feridas. O estado de saúde dos feridos não foi divulgado. O UOL entrou em contato com as secretarias de saúde de Pindaré-Mirim e Santa Inês, mas, até o momento, não houve retorno. Uma equipe do 16º Batalhão de Bombeiros Militar foi mobilizada para o resgate. A causa da batida ainda não foi informada. O ônibus fazia a linha Teresina-Goiânia quando saiu da pista após a colisão. Os passageiros que não precisaram de atendimento voltaram para Santa Inês em outro veículo. O ônibus foi retirado do local por uma retroescavadeira. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Centro Tático Aéreo (CTA) apoiaram o resgate. O UOL procurou a PRF (Polícia Rodoviária Federal) para confirmar a dinâmica do acidente, mas ainda não tem retorno. Acidente envolvendo carro e caminhões deixou quatro mortos da mesma família, incluindo um bebê de três meses, em Sergipe. Vítimas foram identificadas por familiar nas redes sociais, e velório e sepultamento estão previstos para esta terça-feira em dois municípios da região. | 09:45 – 07/04/2026
“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”, anunciou nesta terça-feira (7) o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, em mais uma ameaça de genocídio contra o Irã, caso o país não reabra o Estreito de Ormuz. Estima-se que a civilização persa, da qual o Irã é herdeiro, tenha entre 2,5 mil e 3 mil anos de história, com inúmeras contribuições culturais, filosóficas e científicas deixadas para toda a humanidade. Agora, o presidente da maior potência militar e nuclear do planeta vem, repetidamente, ameaçando destruir o Irã como nação, dizendo que vai devolver o país à “idade das pedras”. Em entrevista à Agência Brasil, o professor de direito internacional da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) Gustavo Vieira avaliou que as ameaças de Trump são gravíssimas e colocam em risco toda a paz mundial. “Essa fala vai contra todas as bases que fundam o direito internacional, que busca a coexistência das nações. Isso é uma ameaça de um crime de genocídio, de crimes contra a humanidade e de guerra que já foram categorizados desde o Tribunal de Nuremberg e estão normatizados pelo Estatuto do Tribunal Penal Internacional Permanente”, explicou o especialista. Convenções internacionais, como a Convenção de Genebra ou a Convenção sobre Prevenção do Genocídio, proíbem o ataque contra infraestruturas civis ou ações que causem danos a civis, exigindo que os Estados usem ainda a proporcionalidade em suas ações militares.>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Vieira ponderou que é desproporcional aniquilar uma nação para poder abrir o Estreito de Ormuz. “O legado disso para a comunidade internacional é muito preocupante. A gente vai ver uma escalada de investimentos em armas e sistemas de defesa”, completou. Para a professora de direito internacional da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Elaini Silva, a ameaça de Trump viola a Carta da ONU. “É a imagem da barbárie. Quando a ameaça é mais do que um uso da força pontual para coação, mas de extermínio de um povo, já estamos falando de crimes tão graves que podem envolver a responsabilidade pessoal dos governantes”, disse Elaini Silva, doutora pela Universidade de São Paulo (USP). A avaliação do antropólogo Paulo Hilu, coordenador do Núcleo de Estudos do Oriente Médio da Universidade Federal Fluminense (UFF), é de que guerra e as ameaças de Trump têm o efeito de fortalecer a República Islâmica devido ao nacionalismo da população. “Os iranianos são uma sociedade com uma identidade nacional e com uma consciência nacional muito forte. Então, essa ideia de que o Irã vai ser destruído, humilhado ou subjugado, obviamente, faz com que as pessoas prefiram apoiar qualquer regime que defenda a soberania nacional”, disse. O antropólogo acrescentou que, ainda que a ameaça de Trump não se concretize, a destruição já está em curso. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) calcula que 160 monumentos históricos tenham sido danificados ou destruídos pelos ataques dos EUA e de Israel. Mapa do Estreito de Ormuz – Arte/EBC Trump evita comentar crime de guerra Questionado nessa segunda-feira (6) por um jornalista nos jardins da Casa Branca sobre a ameaça ser um crime de guerra, o presidente Donald Trump ignorou a pergunta. “Você está se comprometendo a cometer um crime de guerra?”, disse o profissional de imprensa em áudio captado pela transmissão oficial. O presidente apenas virou o rosto e pediu novas perguntas aos jornalistas. “O que mais?”, desconversou. Em coletiva de imprensa no mesmo dia, um jornalista do New York Times questionou Trump se ele não estaria violando o direito internacional ao ameaçar atacar infraestruturas civis. O presidente estadunidense acusou o jornal de “falta de credibilidade” e disse que não permitiria que o Irã desenvolva armas nucleares, uma das tantas justificativas da guerra. Porém, mesmo os serviços de inteligência dos EUA apontam que Teerã não buscava desenvolver esses armamentos. Na mesma postagem em que promete um genocídio no Irã, Trump diz que não quer que isso aconteça, “mas provavelmente acontecerá”. “Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo”, completou. Contraditoriamente, Trump finaliza o comunicado pedindo para Deus abençoar “o grande povo do Irã”. Confira mais informações sobre a guerra no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil A civilização persa O antropólogo Paulo Hilu explicou que, se for considerada a língua persa, a história da civilização que Trump promete eliminar tem entre 2,5 mil e 3 mil anos. Porém, desde o período neolítico existe ocupação humana na região do atual Irã, o que pode chegar a até 10 mil anos atrás. Um dos principais legados da civilização persa, esta com até 3 mil anos de história, é a noção filosófica-teológica de que a divindade é boa e que se opõe às forças malignas, sendo essa uma herança passada do zoroastrismo, com origem no atual Irã, para o judaísmo e depois o cristianismo. “A ideia de que existe um bem absoluto que se opõe a um mal absoluto é uma ideia filosófico-teológica que foi criada com Zoroastro, que teria vivido no Irã. Isso vai passar para o judaísmo e depois para o cristianismo. A nossa civilização também é herdeira da civilização do império persa, não é uma civilização exótica”, ponderou Hilu. Crimes de guerras anunciados Entre os tantos crimes de guerra cometidos por Estados nacionais ao longo da história, entre eles, os EUA, o professor Gustavo Vieira avalia que a novidade, sob Trump, seria o desrespeito aberto e reiterado ao direito internacional. “Mesmo o caso do Putin (presidente da Rússia), quando ele ataca a Ucrânia, ele se senta com o secretário-geral da ONU e justifica suas operações com base no direito internacional”, comparou. O professor da Unila destaca que o direito internacional foi construído com muito sangue, após crimes contra humanidade graves, como os da 2ª Guerra Mundial, numa tentativa de construir um consenso para superar o imperialismo. “São todos anúncios de violações ao direito internacional, em menor ou maior grau. O direito internacional é construído a duras penas, com muito esforço, e acaba sendo resultado de muita dor e muito sangue. Os Estados entram em certos entendimentos e consensos,