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Líderes reagem a trégua no Oriente Médio: “Sinal de esperança”

A trégua de duas semanas firmada entre Estados Unidos, Israel e Irã provocou reação imediata da comunidade internacional nesta quarta-feira (8), com manifestações de apoio ao cessar-fogo e aumento da pressão por sua ampliação para o Líbano, que segue fora do acordo. O acordo, anunciado na noite de terça-feira (7), abre espaço para uma nova rodada de negociações diplomáticas e foi interpretado como um primeiro passo para conter a escalada militar na região. Em diferentes capitais, líderes destacaram a importância da medida, mas alertaram para a necessidade de avanços concretos. O papa Leão XIV afirmou que recebeu a notícia com grande satisfação e classificou a trégua como um “sinal real de esperança”. Já o presidente francês Emmanuel Macron considerou o acordo positivo, mas defendeu que ele inclua o Líbano, que enfrenta uma situação crítica.   Leia mais: Trégua no Oriente Médio derruba petróleo e pode aliviar pressão sobre combustíveis no Brasil Leia mais: Cessar-fogo no Oriente Médio é firmado entre desacordos   Na Europa, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que o cessar-fogo representa uma desescalada necessária, enquanto a chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, avaliou que o entendimento afasta Washington e Teerã  “da beira do abismo”. Chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas (Foto: Reprodução/ @kajakallas) O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu respeito ao direito internacional, e países como China e Rússia também saudaram a trégua. Pequim reiterou a defesa de soluções diplomáticas, enquanto Moscou afirmou esperar que o momento favoreça novas negociações em outras frentes, como a guerra na Ucrânia. No Oriente Médio, Arábia Saudita e Catar apoiaram o acordo, mas reforçaram a necessidade de reabertura do Estreito de Ormuz. O governo japonês também destacou a importância de garantir a segurança da navegação na região. Apesar do tom positivo, líderes como o premiê espanhol Pedro Sánchez classificaram como “inaceitável” a continuidade dos confrontos no Líbano.

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Internacional

Guerra no Irã desencadeia “grave” crise de energia

O conflito no Oriente Médio desencadeou uma crise energética que passou a preocupar autoridades internacionais. O bloqueio do Estreito de Ormuz interrompeu uma das principais rotas de transporte de energia do mundo e colocou em risco o abastecimento de petróleo, gás e outros insumos essenciais para a economia global. O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou que a dimensão da crise supera episódios históricos que marcaram o setor nas últimas décadas. Segundo o diretor, em entrevista ao jornal francês Le Fígaropublicada na terça-feira (7), a crise de energia desencadeada pelo bloqueio é “mais grave do que as de 1973, 1979 e 2022 juntas”. “O mundo nunca experimentou uma interrupção no fornecimento de energia de tal magnitude”, declarou. Birol já havia alertado no mês passado, em discurso no National Press Club da Austrália, sobre os efeitos da crise, afirmando que não se limitam ao petróleo e ao gás. Segundo ele, o bloqueio também interrompeu fluxos “das artérias vitais da economia global, como petroquímica, fertilizantes, enxofre e hélio” e ressaltou que  haveria “sérias consequências para a economia mundial”.   Leia mais: Trégua no Oriente Médio derruba petróleo e pode aliviar pressão sobre combustíveis no Brasil Leia mais: Cessar-fogo no Oriente Médio é firmado entre desacordos   Crise de energia “não será de curta duração” O impacto da interrupção da rota energética também preocupa governos europeus. A porta-voz da Comissão Europeia, Anna-Kaisa Itkonen, afirmou na quarta-feira (8) que o bloqueio do Estreito de Ormuz atingiu diretamente rotas essenciais de abastecimento do bloco. Segundo ela, cerca de 8,5% do gás natural liquefeito da União Europeia, 7% do petróleo e aproximadamente 40% do combustível de aviação e do diesel consumidos pelo bloco passam pelo estreito. “O que já podemos prever é que essa crise não será de curta duração”, disse. “É um ponto de estrangulamento muito importante, obviamente”, acrescentou. Diante dos efeitos econômicos da crise, líderes da AIE, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial planejam discutir o tema em reunião marcada para a próxima segunda-feira (13). A iniciativa busca coordenar respostas internacionais para lidar com uma das maiores crises de energia global.

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Internacional

Cessar-fogo no Oriente Médio é firmado entre desacordos

O cessar-fogo condicional de duas semanas anunciado por Irã e Estados Unidos entrou em vigor nesta quarta-feira (8), mas passou a enfrentar incertezas poucas horas após o início, em meio a novos episódios de violência e divergências sobre o cumprimento do acordo. Mediada pelo Paquistão, a trégua previa a suspensão temporária das operações militares e a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. O entendimento foi firmado na terça-feira (7), após mais de um mês de confrontos iniciados em 28 de fevereiro, quando forças dos Estados Unidos e de Israel realizaram ataques coordenados contra o território iraniano. A negociação ocorreu horas depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçar uma escalada militar caso a passagem marítima não fosse liberada. Em publicação na rede Truth Social, ele havia afirmado que se o bloqueio fosse mantido “uma civilização inteira” iria morrer na noite de terça-feira “para nunca mais ser ressuscitada”. Posteriormente, declarou que aceitou a interrupção temporária das ações militares porque os Estados Unidos “já atingiram e superaram todos os objetivos militares”. Enquanto o governo iraniano afirmou que “a vitória do Irã no campo de batalha também será consolidada nas negociações políticas”.   Leia mais: Trégua no Oriente Médio derruba petróleo e pode aliviar pressão sobre combustíveis no Brasil Leia mais: Trump alerta que “uma civilização inteira morrerá esta noite” e impõe ultimato ao Irã   O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, responsável pela mediação, confirmou que o cessar-fogo entrou em vigor imediatamente e destacou que o acordo previa a retomada do tráfego marítimo durante o período de negociações. No entanto, a estabilidade da trégua foi colocada em dúvida ainda nas primeiras horas. Israel ataca o Líbano e afirma que cessar-fogo não se aplica ao território O governo iraniano informou que voltou a fechar o Estreito de Ormuz e alertou para a possibilidade de romper o acordo caso Israel mantivesse ataques no Líbano. A marinha do país declarou que embarcações que tentassem atravessar a hidrovia sem autorização seriam alvo de ataque. “Qualquer embarcação que tentar entrar no mar… será alvejada e destruída…”, afirmaram autoridades navais. Ataques no território libanes ocorreram após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarar que o cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos não se aplicaria às operações israelenses em território libanês. O Ministério da Saúde do Líbano informou que 254 pessoas morreram durante os ataques aéreos na quarta-feira, no que foi descrito como a maior ofensiva desde o início dos confrontos com o Hezbollah, no início de março. Foto: Reprodução O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, acusou Israel de atingir áreas densamente povoadas e pediu que moradores de Beirute liberassem as ruas para facilitar o trabalho de equipes de resgate.  Enquanto, o governo iraniano afirmou que pretende “punir” Tel Aviv pelas ações contra o Hezbollah e indicou que suas Forças Armadas já estavam identificando possíveis alvos. Ainda, mesmo com a trégua em vigor, países do Golfo também registraram novos ataques. O Kuwait informou que drones iranianos atingiram instalações petrolíferas e usinas de energia, causando danos materiais. Nos Emirados Árabes Unidos, autoridades relataram ações das defesas aéreas contra ataques, enquanto o Catar afirmou ter interceptado mísseis. A Casa Branca, por sua vez, sustentou que o Irã teria garantido a liberação do tráfego no Estreito de Ormuz, mesmo após os relatos sobre a passagem ter sido fechada novamente. A secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou que as negociações devem continuar durante o período de duas semanas, desde que a passagem marítima permaneça aberta “sem limitações ou atrasos”.

Saúde

Lula sanciona lei que regulamenta a profissão de doula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (8) o projeto de lei que regulamenta o exercício da profissão de doula, que é a profissional que oferece apoio físico, emocional e informacional à gestante, especialmente durante o parto normal. O texto foi aprovado no mês passado pela Câmara dos Deputados, depois de ter passado pelo Senado.  A norma federal lista várias atribuições da doula antes, durante e após o período do parto. Na gravidez, a profissional poderá facilitar o acesso da gestante a informações sobre gestação, parto e pós-parto baseadas em evidências científicas atualizadas, além de incentivá-la a buscar uma unidade de saúde para o acompanhamento pré-natal. De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o texto atende uma antiga reivindicação das mulheres no país e vai ajudar no enfrentamento contra a violência obstetrícia e reduzir o que chamou de “indústria de cesarianas” no Brasil. O ministro disse que não houve vetos ao texto. “Os estudos que mostram que se se a doula acompanhou o pré-natal, se a doula acompanhou o parto, a violência foi menor. O índice de cesárea foi menor. O sofrimento foi menor e a gratidão das mulheres no momento tão importante da geração da vida foi melhor”, destacou o ministro durante cerimônia de sanção no Palácio do Planalto. Pelo texto sancionado, a presença da doula, de livre escolha da gestante, não exclui a presença de acompanhante, já garantida pela legislação. Essa garantia de presença abrange a rede pública e a rede privada durante todo o período de trabalho de parto e pós-parto imediato, em todos os tipos de parto, inclusive em casos de intercorrências e situações de abortamento. Requisitos Para o exercício da profissão, a nova lei exige diplomas de ensino médio e de curso de qualificação profissional específica em doulagem que, se expedidos por instituições estrangeiras, deverão ser revalidados no Brasil. A lei também permite a continuidade de atuação aos que, na data de publicação, exerciam, comprovadamente, a atividade há mais de três anos. Também a partir da vigência, os cursos deverão ter carga horária mínima de 120 horas. Atribuições A doula poderá, durante o parto, orientar e apoiar a gestante em relação à escolha das posições mais confortáveis a serem adotadas durante o processo; auxiliar a gestante a utilizar técnicas de respiração e vocalização para obter maior tranquilidade; e utilizar recursos não farmacológicos para conforto e alívio da dor da parturiente, como massagens, banhos mornos e compressas mornas. No pós-parto, a doula poderá orientar e prestar apoio aos cuidados com o recém-nascido e ao processo de amamentação. “É o tratamento diferenciado, é o saber conversar, é o saber tratar, é o saber acolher e o acolhimento muda a vida das pessoas, do ponto de vista emocional e afeta diretamente esse tratamento humano, esse tratamento da vida, que é ter realmente um filho com dignidade”, disse a senadora Eliziane Gama (PT-MA), relatora do projeto no Senado. Por outro lado, a nova lei proíbe às doulas utilizar ou manusear equipamentos médico-assistenciais, realizar procedimentos médicos, fisioterápicos ou de enfermagem, administrar medicamentos e interferir nos procedimentos técnicos dos profissionais de saúde. Para a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, a nova lei beneficia não apenas a gestante, mas toda a família, e assegura uma proteção mais integral às mulheres em um momento tão delicado que é a gravidez. “Porque a gente entra na sala de parto apavorada, não sabe o que vai acontecer, e quer que seja rápido, e a doula vai acalmando a gente, a doula vai conversando, vai dialogando. É uma lei que, de fato, humaniza, de fato enfrenta a violência obstétrica”, afirmou. *Com informações da Agência Câmara de Notícias. FONTE: AGENCIA BRASIL

Fux vota por eleição indireta para o governo do Rio; placar está 1 a 1
Brasil

Fux vota por eleição indireta para o governo do Rio; placar está 1 a 1

Ó ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quarta-feira (8) contra a realização de eleições diretas para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro. No entendimento do ministro, a eleição deve ocorrer por voto indireto, ou seja, pela deliberação dos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O ministro entendeu que a condenação do ex-governador Cláudio Castro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) obriga a realização de eleição indireta para o comando interino do estado. Além disso, Fux citou que as eleições gerais para o governo estadual estão previstas para outubro deste ano. “Seria inconcebível que, no espaço de seis meses, a população fluminense fosse convocada para duas eleições, com enorme custo financeiro para Justiça Eleitoral, em torno de R$ 100 milhões, além da notória dificuldade operacional”, afirmou. Com o voto de Fux, o placar do julgamento está empatado em 1 a 1.  A sessão será retomada nesta quinta-feira (9). Mais cedo, o ministro Cristiano Zanin, relator do caso, votou pela realização de eleições diretas. No entendimento do ministro, a renúncia de Cláudio Castro, realizada no dia anterior ao julgamento do TSE, foi uma “tentativa de burla” para evitar a convocação de eleições populares no Rio. O Supremo julga uma ação na qual o diretório estadual do PSD defende a realização de eleições populares para o comando interino do estado. Entenda A eleição para o mandato-tampão deverá ser realizada porque a linha sucessória do estado está desfalcada. No dia 23 de março, o ex-governador Cláudio Castro foi condenado à inelegibilidade pelo TSE. Em função da condenação, o tribunal determinou a realização de eleições indiretas para o mandato-tampão. Contudo, o PSD recorreu ao Supremo e defendeu eleições diretas. No dia anterior ao julgamento, Castro renunciou ao mandato para cumprir o prazo de desincompatibilização para se candidatar ao Senado. Ele poderia deixar o cargo até o dia 4 de abril. A medida foi vista como uma manobra para forçar a realização de eleições indiretas, e não diretas. Com a renúncia, o ex-governador poderia ter influência na eleição de um aliado para o governo interino. O ex-vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo, em 2025 para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do estado. Desde estão, o estado não tem vice-governador. O próximo na linha sucessória seria o presidente da Alerj, o deputado estadual Rodrigo Bacellar. No entanto, o parlamentar foi cassado na mesma decisão do TSE que condenou Castro e já deixou o cargo. Antes da decisão, Bacellar também foi afastado da presidência da Casa por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é investigado no caso que envolve o ex-deputado TH Joias. Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, exerce interinamente o cargo de governador do estado. Novas eleições Após a decisão da Corte, as eleições para o mandato-tampão deverão convocadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio ou pela Alerj. Com eventual decisão favorável às eleições diretas, o Supremo ainda precisará decidir se quem for eleito para comandar o estado ficará no cargo até o fim deste ano ou pelos próximos quatros anos. Diante da proximidade das eleições gerais, que serão realizadas em outubro, a possibilidade de antecipação do pleito para governador é discutida pelos ministros que são favoráveis à eleição direta.

Saúde

Portaria oficializa perícia remota do INSS

Portaria publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (8) torna mais claras as regras das perícias médicas feitas de forma remota pelos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Mesmo com o atendimento do perito sendo à distância, os segurados terão de comparecer presencialmente a uma Agência da Previdência Social (APS), em data e horário previamente agendados. Na agência, o segurado passará por uma triagem, durante a qual terá de apresentar seus documentos pessoais e médicos digitalizados que serão anexados ao requerimento. O segurado também assinará um termo de consentimento para, então, aguardar o chamado em uma sala equipada com computador, câmera, áudio e conexão à internet. A portaria consolida a teleperícia como procedimento regular da Perícia Médica Federal e padroniza o uso da telemedicina, com avaliações por videoconferência.  A modalidade aprimora o uso do Sistema de Atendimento Remoto (SAT Central) como canal exclusivo para as teleperícias. As regras descritas na portaria consolidam, para os beneficiários, a possibilidade de utilizar a APS como ponto de apoio da teleperícia. Clareza Segundo o Ministério da Previdência Social, os procedimentos já vêm sendo adotados, e a portaria foi publicada com o objetivo de dar maior clareza ao método e às responsabilidades das partes envolvidas. Entre as vantagens desses procedimentos, está a possibilidade de a teleperícia chegar em localidades remotas onde não existem peritos médicos do INSS. Em geral, os atendimentos serão feitos no contraturno dos médicos peritos que se dispuserem a trabalhar além das metas estabelecidas, para receber bonificações. Até então, a teleperícia vinha sendo aplicada apenas em situações pontuais.  Com as novas regras, o atendimento remoto passará a ter uma base normativa mais definida, deixando mais claros os tipos de perícia que poderão ser feitos de maneira remota pelos médicos peritos. A portaria também detalha como os atendimentos deverão ser feitos nas APS, bem como as atribuições de gestores, peritos e das unidades administrativas envolvidas nos processos. Entre os serviços que poderão ser avaliados na forma prevista pela portaria estão a perícia médica inicial e a avaliação e reavaliação médico-pericial do Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de outros serviços que venham a ser autorizados pelo Departamento de Perícia Médica Federal (DPMF) ou pelas áreas técnicas do INSS. FONTE: AGENCIA BRASIL

Saúde

Óbitos por malária na terra Yanomami caíram 80% em 2025, diz governo

O Ministério da Saúde publicou nesta quarta-feira (8) um novo informe sobre a situação dos indígenas do território Yanomami, em Roraima, o maior em extensão  do país. Segundo a pasta, foi registrada uma redução de 80,8% de óbitos por malária, na comparação entre o fim de 2025 e janeiro de 2023, ano em que o governo declarou Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) para enfrentar a crise humanitária vivida pela comunidade tradicional, que sofria com invasão de garimpeiros. O informe cita um aumento de 75,9% do número de exames realizados por detecção ativa. A testagem para a doença também foi ampliada de 144.986 para 257.930 testes em 2025. Conforme o documento, os óbitos por desnutrição também registraram significativa queda de 53,2% entre 2023 e 2025. No período, o número de crianças menores de cinco anos com peso adequado aumentou de 45,4% para 53,8%. Também houve aumento no número de crianças acompanhadas de 70,1% para 85,1%. A desnutrição grave também teve queda. Crianças com muito baixo peso reduziram de 24,2% para 15,2% no período. Os dados constam no Informe nº 9 do Centro de Operações de Emergências Yanomami (COE).>> Siga o canal da Agência Brasil no Na área de imunização, o Ministério da Saúde confirmou aumento de 40% no número de doses aplicadas em 2025 em comparação a 2023 – de 31.999 para 44.754. O percentual de crianças menores de um ano com esquema vacinal completo mais que dobrou no período, com aumento de 27% em 2023 para 60,6% em 2025. Entre crianças menores de cinco anos, o avanço foi de 47,4% para 78,3%, refletindo o fortalecimento das ações de vacinação de rotina. Segundo a secretaria de Saúde Indígena do Ministério, Lucinha Tremembé, os resultados refletem a ampliação do acesso à saúde no território, reafirmando o compromisso com a proteção da vida e a promoção da saúde dos povos indígenas.  “Estamos avançando de forma consistente na melhoria da saúde no território Yanomami, com redução de óbitos e, principalmente, das mortes por causas evitáveis, como a desnutrição e a malária. Esses resultados refletem o esforço permanente da atual gestão em fortalecer a presença do Estado, garantindo uma atenção integral, qualificada e respeitosa às especificidades culturais dos povos indígenas”, apontou. Atendimentos Entre os avanços citados pelo governo federal está a ampliação da força de trabalho em saúde no território. Desde o início da emergência sanitária, o número de profissionais mais que triplicou, passando de 690 para mais de 2.130 trabalhadores atuando diretamente nas aldeias, na Casa de Saúde Indígena (Casai), em Boa Vista, e nas estruturas do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami. No campo da infraestrutura, o COE Yanomami destacou a realização de 261 intervenções em sistemas de abastecimento de água, além da instalação de mais de 1.400 filtros, contribuindo para o acesso à água segura. Também foram implantados 61 sistemas de energia solar e executadas melhorias em unidades de saúde, consolidando uma base mais robusta para a atenção primária no território. Outro marco importante deste período de emergência nacional foi a reforma e ampliação do Centro de Referência em Saúde Indígena (CRSI) no polo base de Surucucu, no interior do território. Desde que foi reestruturado, o local, que é um ponto de referência dentro da Terra Indígena, já realizou 4.374 atendimentos ambulatoriais. Desses, 2.081 foram exames laboratoriais e 328 exames de ultrassonografia. A unidade atende 48 comunidades, além de concentrar a maior parte das remoções da região. “A estrutura qualificada tem contribuído para melhorar o manejo clínico, fortalecer o vínculo com as comunidades e organizar os fluxos assistenciais”, diz o Ministério da Saúde, em nota. FONTE: AGENCIA BRASIL

Internacional

Cessar-fogo frágil sugere que EUA preparam novo ataque contra Irã

A fragilidade do acordo de cessar-fogo anunciado pelos Estados Unidos (EUA) e Irã, em meio a manutenção de grande mobilização de tropas estadunidenses no Oriente Médio, sugere que a trégua temporária serve para o Pentágono se preparar para um novo ataque massivo contra o Irã. A avaliação é de especialistas em geopolítica e questões militares consultados pela Agência Brasil.  O diretor do Instituto de Altos Estudos de Geopolítica, Segurança e Conflitos (GSEC), Rodolfo Queiroz Laterza, disse que o cessar-fogo, na forma como foi desenhado, sugere que a trégua é uma forma de Trump ganhar tempo. “Estamos vendo é uma pausa operacional para finalidades de possível reabastecimento de munições e das unidades da Força Aérea norte-americana para um bombardeio massivo e/ou também um desembarque terrestre. Esse cessar-fogo é bastante precário”, disse o historiador de conflitos armados. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp O especialista em geopolítica destaca que a movimentação de aeronaves na região é “colossal”, com cerca de 500 aviões dos EUA em operação, cerca de um quarto da frota aérea militar do país.  Rodolfo ainda vê uma logística “crescente” e a brigada da artilharia de Washington mobilizada. “Isso não indica paralisia ou acordo. Os EUA têm um padrão para se retirar dos conflitos. Eles promovem uma operação de bombardeio massivo, para gerar uma verdadeira terra arrasada, declaram vitória e se retiram. Isso aconteceu antes, no Vietnã do Norte, em 1972”, explica Laterza. A centésima onda de ataques do Irã, informada nesta quarta-feira (8), contra 25 alvos em Israel e outros países do Oriente Médio, incluindo a Arábia Saudita, reforça a fragilidade desse cessar-fogo, avaliou o diretor do GSEC. O cientista político e especialista em geopolítica Ali Ramos destacou que os EUA têm uma capacidade de produzir, por ano, cerca de 90 mísseis Tomahawk e cerca de 500 a 600 mísseis Patriot, o que indica um esgotamento desses armamentos. “Só na primeira semana foram gastos 800 mísseis Patriot. Eles estão com estoques baixos. Esses mísseis também são fornecidos ao Reino Unido, Japão, Austrália, Canadá e outros países. Existe um problema de estoque muito grande e, por isso, os ataques iranianos estavam, cada vez mais, passando pelas defesas aéreas”, destacou. Estudioso de Ásia, Teoria Militar e Defesa, Ramos também avalia que o cessar-fogo é uma pausa operacional para novo ataque massivo.  Ele destacou que aviões C-130 estão levando mais munição para o Oriente Médio. Porém, para o especialista, os EUA não teriam condições de manter uma longa guerra. “Eles estão muito desgastados. Só que podem fazer um mega ataque, proclamar vitória e tentar fazer com que o Irã ceda mais. Tentaram isso no Vietnã também”, recordou. Ali Ramos avalia ainda que o Irã vem sendo pressionado por China e outros países para aceitar o cessar-fogo. “A China fez pressão para o Irã aceitar. Os países do Golfo provavelmente também. Nesse cenário, o Irã está mirando uma nova realidade estratégica na região para se posicionar como um ator moderado. Acredito que por isso que o Irã aceitou”, disse. Israel O ataque massivo de Israel contra o Irã nesta quarta-feira busca implodir o ainda frágil e temporário acordo de cessar fogo entre EUA e Irã, avaliou Ali Ramos. “Israel torpedeou todos os cessar-fogo até o momento na região, foi contra todos eles. Existe uma questão de sobrevivência na política doméstica israelense para (Benjamin) Netanyahu, que depende, por conta das acusações de corrupção contra ele, permanecer em guerra. Acredito que Israel vai fazer tudo para que essa guerra retorne”, completou. O Irã ameaça romper o cessar-fogo devido aos ataques de Israel contra o Líbano. Teerã exige que o cessar-fogo seja em todas as frentes de batalha.  Em entrevista à PBS News, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Líbano não faz parte do acordo “por causa do Hezbollah”. FONTE: AGENCIA BRASIL

Internacional

Irã ameaça romper cessar-fogo após ataques de Israel contra o Líbano

O Irã ameaça romper o cessar-fogo e retaliar Israel em resposta aos sucessivos bombardeios realizados contra o Líbano nesta quarta-feira (8). Fontes do governo iraniano informaram às agências de notícias do país persa que Teerã estuda retomar os ataques devido ao rompimento do acordo por parte de Israel.  “O Irã pode se levantar em uma ofensiva de defesa em grande escala a qualquer momento, já que o regime israelense está recorrendo à violação de um cessar-fogo frágil e temporário, alertou um alto funcionário da segurança”, disse a mídia estatal iraniana Press TV. O alto funcionário pediu que os países mediadores intervenham. O Irã exige que o cessar-fogo envolva todas as frentes de batalha, incluindo o Líbano e a Faixa de Gaza, alvos de bombardeios israelenses nos últimos 40 dias de guerra no Oriente Médio. Em rede social, o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, defendeu a suspensão do cessar-fogo e o fechamento do Estreito de Ormuz. “Em resposta à invasão selvagem dos sionistas ao Líbano, agora mesmo deve-se parar o tráfego de navios no Estreito de Ormuz. Os libaneses deram suas vidas por nós, e não devemos deixá-los sozinhos nem por um momento. Cessar-fogo ou em todas as frentes ou em nenhuma frente”, disse. Em comunicado divulgado pela mídia iraniana, as Forças Armadas do país informaram que manterão controle “inteligente” sobre o Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo e gás mundial, sem especificar como seria esse controle. A reabertura do Estreito de Ormuz por duas semanas foi uma das condições para o cessar-fogo entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Israel ataca Líbano O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que apoia o acordo costurado entre os EUA e o Irã, mas acrescentou que o Líbano ficaria fora do cessar-fogo. As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram ter bombardeado 100 alvos em dez minutos no sul do Líbano e Beirute. O Ministério da Saúde do Líbano informou que, em contagem preliminar, os ataques de hoje causaram “dezenas de mortes e centenas de feridos”. Vídeos de prédios destruídos no centro da capital libanesa circulam nos veículos do país vizinho. O Hezbollah pediu aos moradores deslocados pela guerra que não retornem às suas residências até que o cessar-fogo seja oficialmente decretado no Líbano. O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, lamentou os ataques de Israel contra bairros residenciais e densamente povoados. “(Israel não se importa) com todos os esforços regionais e internacionais para deter a guerra, não obstante o desprezo total pelos princípios do direito internacional e do direito internacional humanitário, que nunca respeitou de fato”, escreveu em uma rede social. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que mediou o frágil cessar-fogo entre o Irã e os EUA, afirmou que a violação do acordo compromete o processo de paz. “Eu apelo sinceramente e com toda a seriedade a todas as partes para que exerçam moderação e respeitem o cessar-fogo por duas semanas, conforme acordado, para que a diplomacia possa assumir um papel de liderança rumo a uma solução pacífica para o conflito”, afirmou em mensagem nas redes sociais. Até ontem, o Ministério da Saúde do Líbano calculava que a atual fase do conflito, iniciada no dia 2 de março, matou mais de 1,5 mil pessoas, ferindo mais 4,8 mil. Israel ainda bombardeou 93 unidades de saúde libanesas e 57 profissionais de saúde foram assassinados. Mais de 1 milhão de pessoas foram deslocadas de suas residências no período. FONTE: AGENCIA BRASIL

Saúde

Médico e enfermeira são presos por venda irregular de emagrecedores

Um médico e uma enfermeira foram presos em flagrante em mais uma etapa da Operação Monjauro, desta vez em uma clínica na Estrada do Joá, em São Conrado, na zona sul do Rio de Janeiro. Policiais civis da Delegacia do Consumidor (Decon), com apoio do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), encontraram na clínica diversas medicações proibidas, incluindo as vendidas como canetas emagrecedoras. Todo o material foi apreendido. “Diante da gravidade das irregularidades, o dono da clínica, que é médico, e a responsável técnica do local, uma enfermeira, foram presos em flagrante”, informou a Secretaria de Estado de Polícia Civil. Os dois foram autuados por crime contra a ordem tributária e a relação de consumo. Investigação Um trabalho de inteligência e monitoramento da clínica resultou na identificação das irregularidades pelos agentes, que resolveram realizar uma fiscalização na unidade. “Durante as buscas, os policiais encontraram canetas emagrecedoras proibidas, hormônios sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e diversos medicamentos vencidos”, informou a secretaria. Conforme as investigações, os produtos são distribuídos a partir da cidade de São Paulo.  A distribuição dos medicamentos ainda está sob apuração da Delegacia do Consumidor, que continua com as diligências “para identificar toda a cadeia criminosa, principalmente os fornecedores das substâncias ilícitas”. Os alvos da Operação Monjauro, da Decon, são criminosos envolvidos com a comercialização e a aplicação de medicamentos irregulares.  Na segunda-feira (6), agentes da Decon prenderam um casal que comercializava, de forma ilícita, produtos terapêuticos e medicamentos emagrecedores.  “Os itens tinham origem desconhecida e não possuíam autorização da Anvisa”, disse a Secretaria de Polícia Civil. FONTE: AGENCIA BRASIL

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