Pantanal News

Para ampliar parcerias em áreas estratégicas, Governo de MS recebe representante dos EUA

Para ampliar parcerias em áreas estratégicas, Governo de MS recebe representante dos EUA

Com atuação voltada ao desenvolvimento econômico e social para a população de Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado amplia o relacionamento institucional com os Estados Unidos da América. O governador Eduardo Riedel recebeu, na manhã desta terça-feira (7), a visita do cônsul-geral dos Estados Unidos em São Paulo, Kevin Murakami – que está pela primeira vez no Estado, que faz parte do distrito consular juntamente com Paraná e São Paulo. “Foi uma visita de cortesia do cônsul, mas ele explorou alguns temas que são estratégicos. A gente teve a oportunidade de falar sobre a Rota Bioceânica, o processo de desenvolvimento do Estado, além de educação e segurança pública. Existe a possibilidade de projetos de cooperação com os Estados Unidos em algumas áreas”, afirmou o secretário da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul), Artur Falcette. A procuradora-geral do Estado, Ana Ali, além do vice-cônsul político, Cornelius Sanford e da especialista política do consulado, Arlete Salvador, também participaram do encontro. Na visita ao MS, o cônsul-geral também vai se reunir com autoridades de segurança pública e empresários. A programação inclui ainda visita ao Bioparque Pantanal e encontros com representantes da comunidade japonesa local. Os Estados Unidos mantêm há anos uma parceria ativa com Mato Grosso do Sul, envolvendo Governo, setor privado e sociedade civil, em áreas como comércio, segurança, educação, saúde e cultura. A cooperação com o Estado é consolidada em áreas como meio ambiente – na preservação e atuação no combate aos incêndios florestais no bioma Pantanal –, educação e cultura. Natalia Yahn, Comunicação Governo de MSFotos: Álvaro Rezende, Secom/MS Fonte: Secom Mato Grosso do Sul

Lei prevê até 3 dias de folga por ano para realização de exames de HPV
Brasil

Lei prevê até 3 dias de folga por ano para realização de exames de HPV

Entrou em vigor nesta segunda-feira, 6, a lei 15.377, que permite que trabalhadores folguem até três dias no ano, sem nenhum desconto no salário, para a realização de exames de papilomavírus humano (HPV). O benefício já existia para exames preventivos de câncer de mama, de colo do útero e de próstata, e agora abrange o HPV. O vírus é responsável por quase 100% dos casos de câncer de colo do útero, e também está associado a casos de câncer de vulva, vagina, pênis, ânus e orofaringe. A lei também torna obrigatório que as empresas promovam ações afirmativas de conscientização sobre as doenças e orientem seus empregados quanto ao acesso aos serviços de diagnóstico, conforme as orientações do Ministério da Saúde. Elas devem ainda disponibilizar a seus empregados informações sobre campanhas oficiais de vacinação. HPV O HPV é um vírus que afeta a pele e as mucosas, sendo a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo, segundo o ministério. Existem mais de 200 tipos de HPV, incluindo aqueles que podem causar verrugas na região genital e no ânus e os tipos associados a tumores malignos. A transmissão ocorre principalmente por via sexual, mas também pode acontecer pelo contato direto com regiões da pele ou mucosas infectadas. A vacina é a principal forma de proteção. Ela está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Jovens de até 19 anos que ainda não se vacinaram também podem receber o imunizante, assim como vítimas de violência sexual de 15 a 45 anos, pessoas vivendo com HIV, pacientes transplantados e outros grupos específicos definidos pelo ministério. A vacina está disponível também na rede particular, sendo indicada para pessoas de 9 a 45 anos. Empregado relatou ter ficado cinco meses sem receber salário e sofreu hostilidades após declarar voto em Lula. Justiça do Trabalho do Ceará considerou o caso como discriminação e determinou pagamento de indenização e verbas trabalhistas atrasadas | 04:45 – 07/04/2026

Saúde

SUS qualifica profissionais para ampliar oferta de implantes hormonais

O Ministério da Saúde iniciou a segunda fase de oficinas de qualificação para a inserção do implante contraceptivo de etonogestrel sob a pele, conhecido como Implanon, no Sistema Único de Saúde (SUS). A previsão da pasta é qualificar mais 11 mil profissionais, entre médicos e enfermeiros, para ampliar a oferta do método na rede pública. Serão, ao todo, 32 treinamentos, com foco em municípios com menos de 50 mil habitantes. Em nota, o ministério informou que as oficinas são presenciais e combinam teoria e prática com o uso de simuladores anatômicos. A carga horária foi ampliada para 12 horas no caso de enfermeiros e para seis horas para médicos. Os encontros também incluem espaços de diálogo com gestores estaduais e municipais para apoiar a implementação do método do contraceptivo nos territórios. “E reforçar a conduta nas consultas em saúde sexual e reprodutiva com uma abordagem abrangente, que inclui direitos sexuais e reprodutivos, dignidade menstrual, enfrentamento ao racismo, abordagem às violências na atenção primária à saúde e todos os demais métodos contraceptivos ofertados no SUS.” Números Em 2025, o ministério distribuiu 500 mil unidades aos estados, priorizando municípios com mais de 50 mil habitantes e critérios de vulnerabilidade social. Para 2026, está prevista a entrega de mais 1,3 milhão de implantes subdérmicos, sendo que 290 mil já foram entregues. Na rede privada, o método pode custar até R$ 4 mil. Entenda Segundo a pasta, o implante subdérmico é um método considerado vantajoso para prevenir a gravidez não planejada em razão de sua longa duração e alta eficácia, pois pode atuar no organismo por até três anos.  Após esse período, o implante deve ser retirado e, se houver interesse, um novo implante pode ser inserido imediatamente. “A fertilidade retorna rapidamente após a remoção”, destacou o ministério. “O Implanon se soma aos métodos contraceptivos já disponíveis gratuitamente no SUS, como preservativos externos e internos, DIU de cobre, anticoncepcionais orais combinados e de progestagênio, pílulas de emergência, laqueadura tubária bilateral e vasectomia, entre outros. O Ministério da Saúde reforça que apenas os preservativos oferecem proteção contra infecções sexualmente transmissíveis.” FONTE: AGENCIA BRASIL

Internacional

Irã retalia contra petroquímica na Arábia Saudita

Após Israel atacar duas vezes uma das principais usinas petroquímicas do Irã, o país persa retaliou contra instalação petroquímica da Arábia Saudita e prometeu suspender restrições para novos ataques, em mais uma escalada da guerra que pode aprofundar a crise no mercado global de energia. Ao mesmo tempo, Israel informou que vai bombardear linhas férreas no Irã, e o presidente dos Estados Unidos (EUA) Donald Trump reforçou o ultimato, nesta terça-feira (7), ameaçando que “toda uma civilização vai morrer essa noite”. Ele anunciou provável crime de guerra de grandes proporções contra um país de 90 milhões de pessoas. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) prometeu suspender a contenção que teriam exercido até o momento. “Os parceiros regionais dos EUA também devem saber que, até hoje, por uma questão de boa vizinhança, exercemos imensa contenção e mantivemos considerações na seleção de alvos para retaliação, mas, a partir de agora, todas essas considerações foram eliminadas”, disse a IRGC, em comunicado.  Ataques de Israel e EUA Tel-Aviv atacou ontem e hoje o complexo petroquímico de Shiraz, conhecido principalmente pela fabricação de fertilizantes, usados na agricultura. Israel alegou que a unidade era usada para produção de ácido nítrico para fabricação de explosivos. Outra petroquímica iraniana atacada por Israel e EUA fica na província de Bushehr, no sul do país. A Companhia Nacional de Petroquímica (NPC) do Irã afirmou estar investigando a extensão dos danos causados ​​às instalações. Enquanto isso, fontes anônimas do Exército dos EUA informaram a agência Reuters e ao portal de notícias Axios que o país realizou ataques a ilha iraniana de Khang, onde o Irã concentra cerca de 90% das suas exportações de petróleo e gás. O Irã não confirmou esses ataques. Retaliação Em retaliação, o Irã informou que bombardeou “com sucesso” o complexo petroquímico de Jubail, no leste da Arábia Saudita, um dos maiores polos petroquímicos do planeta. A destruição dessas infraestruturas deve aprofundar a crise energética global. “Vamos lidar com a infraestrutura dos Estados Unidos e de seus parceiros de tal forma que os Estados Unidos e seus aliados fiquem privados do petróleo e gás da região por anos”, diz comunicado da Guarda Revolucionária. Complexos petroquímicos da Arábia Saudita A Arábia Saudita não se manifestou sobre os ataques ou sua extensão. A IRGC diz que os EUA atuam como sócios nessas instalações, incluindo participação das empresas estadunidenses Sadara, ExxonMobil e Dow Chemical. Outro complexo petroquímico que a IRGC informou ter atacado na Arábia Saudita foi o localizado em Ju’aymah, que pertenceria a empresa dos EUA Chevron Phillips. O Irã disse ainda que bombardeou navio porta-contêiners de Israel que tentava utilizar o porto de Khor Fakkan, nos Emirados Árabes Unidos. “A destruição deste navio serve como um alerta severo para qualquer embarcação que tente cooperar com o regime sionista (Israel) e os Estados Unidos de qualquer forma”, diz o comunicado da IRGC. Os ataques desta terça-feira fazem parte da 99ª onda de ataques do Irã desde o início da agressão sofrida por Teerã, no dia 28 de fevereiro. Danos humanos no Irã No Irã, pelo menos 109 pessoas foram mortas em 24 horas terminadas na segunda-feira (6), segundo a Agência de Direitos Humanos do Irã (HRANA), ligada a ativistas opositores do governo. “A grande escala dos ataques nas últimas 24 horas representa a maior taxa de ataques observada nos últimos dez dias”, diz a HRANA. Foram 573 ataques em 20 províncias. Desde o dia 28 de fevereiro, foram 1,6 mil civis mortos, incluindo 248 crianças. Além de outros 1,2 mil militares iranianos. Não foi possível identificar o status de outros 711 óbitos, se eram civis ou militares FONTE: AGENCIA BRASIL

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Internacional

Trump alerta que “uma civilização inteira morrerá esta noite” e impõe ultimato ao Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trumppublicou na manhã desta terça-feira (7) uma mensagem nas redes sociais em que afirmou que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, em referência ao Irã, poucas horas antes de o prazo que ele estabeleceu expirar. As declarações aumentaram a tensão diplomática entre Washington e Teerã e levaram o governo iraniano a interromper negociações com os americanos. Trump escreveu em sua plataforma Truth Social que não deseja que a destruição ocorra, mas sugeriu que isso “provavelmente acontecerá” se o Irã não cumprir condições estabelecidas pelos Estados Unidos. Em seguida, apontou para uma suposta mudança no regime como possibilidade de “algo revolucionário e maravilhoso” acontecer. “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá”, disse Trump na publicação. As declarações vieram no dia em que se encerra o ultimato estabelecido por Trump para que o Irã reabra o Estreito de Ormuzimportante corredor marítimo por onde passam cerca de 20% das exportações de petróleo do mundo. Segundo autoridades americanas, o Irã teria praticamente fechado a passagem desde que os Estados Unidos e Israel bombardearam seu território, no que é considerado um dos principais pontos de atrito no conflito em curso. Irã paralisa negociações e declarações se intensificam Após as ameaças de Trump, a televisão estatal iraniana informou que as conversas e negociações indiretas com os EUA, que até então ocorriam, foram interrompidas. O governo iraniano já havia rejeitado um plano de cessar-fogo proposto pelo Paquistão, e em pronunciamento na segunda-feira (6) Trump havia dito que, se não houvesse um “acordo aceitável”, os Estados Unidos atacariam “todas as pontes e usinas de energia do Irã em poucas horas”. O presidente americano também afirmou, em coletiva na Casa Branca, que “o país inteiro pode ser eliminado em uma noite” e que não se preocupa com acusações de crime de guerra caso alvos civis sejam atingidos, como usinas elétricas, mas considerou que permitir que um país com líderes que ele qualificou como “dementes” possua armas nucleares seria o verdadeiro crime de guerra. Em suas declarações públicas mais recentes, Trump disse ainda que, se pudesse escolher, tomaria o petróleo do Irã. “Mas os cidadãos americanos querem o fim da guerra”, afirmou. Trump alerta que “uma civilização inteira morrerá esta noite” e impõe ultimato ao Irã   Leia também: Petro pede que Brasil estenda pix para Colômbia após críticas dos EUA ONU critica ameaças a infraestrutura civil iraniana Ações militares e respostas iranianas A poucos quilômetros do Estreito, notícias de ataques intensificaram a sensação de crise. A agência iraniana Mais notícias informou que explosões e bombardeios foram ouvidos na Ilha de Khargum importante centro de petróleo e estratégico para a região. Um oficial americano citado pelo site Eixos afirmou que forças dos Estados Unidos realizaram ataques contra alvos militares na ilha, incluindo bunkers, estações de radar e um depósito de munições. O ataque, que contou com operações aéreas ao longo da costa norte da ilha, não teria envolvido tropas americanas em terra e não atingiu instalações de petróleo, segundo o oficial à Notícias da NBC. Do outro lado, o Exército iraniano classificou as ameaças de Trump como delirantes e afirmou que elas não vão compensar o que chamou de “vergonha e humilhação” dos Estados Unidos na região. No plano interno, autoridades iranianas segue mobilizando a população. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que “mais de 14 milhões de iranianos valentes já declararam estar prontos para sacrificar suas vidas em defesa do Irã”. “Eu também tenho sido, sou e continuarei sendo alguém disposto a dar a vida pelo Irã”, disse Pezeshkian em uma postagem na rede X. Além disso, um bombardeio na província de Alborz, nas imediações de Teerãdeixou ao menos 18 mortos e 24 feridos, e a capital teria sido alvo de uma série de ataques intensos, inclusive em áreas residenciais e no Aeroporto Internacional de Khorramabadsegundo relatos. A tensão aumentou ainda mais quando o ministro iraniano do Patrimônio Cultural enviou uma carta à Unesco pedindo a condenação de uma suposta ameaça de ataque de Israel ao sistema ferroviário do país. A ferrovia trans-iraniana, que liga o Mar Cáspio ao Golfo Pérsico, é considerada patrimônio mundial, e Teerã afirmou que qualquer ataque representaria uma agressão ao patrimônio da humanidade.

Mato Grosso Do Sul

Operação da PF apura esquema de grilagem de propriedades públicas e privadas no Pantanal

Os suspeitos manipularam dados oficiais para simular a posse ou o domínio de áreas rurais. Entre os terrenos envolvidos estão tanto terras públicas quanto propriedades privadas. A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (7), a Operação Terra Forjada, em Campo Grande, para investigar um possível esquema de fraude envolvendo a inserção de informações falsas em sistemas públicos federais. Segundo as investigações, os suspeitos teriam manipulado dados oficiais para simular a posse ou o domínio de áreas rurais. Entre os terrenos envolvidos estão tanto terras públicas quanto propriedades privadas que já têm donos regularizados. A apuração também identificou indícios de irregularidades ligadas à chamada “reserva legal” — área que deve ser preservada dentro de propriedades rurais. De acordo com a Polícia Federal, informações inconsistentes teriam sido inseridas nos sistemas para dar uma falsa aparência de regularidade ambiental. Ainda conforme a investigação, um dos envolvidos teria incluído dados falsos em cadastros oficiais, utilizando até informações de outro imóvel de forma indevida. Com isso, o grupo teria tentado se apropriar de terras públicas e até sobrepor áreas particulares, o que pode prejudicar os verdadeiros proprietários. Uma das empresas investigadas já havia sido alvo de outra ação da Polícia Federal, a Operação Terra Nullius, realizada em 2023. Na ocasião, também foram apuradas suspeitas de fraudes em registros de terras, com indícios de grilagem — prática ilegal de ocupar ou vender terras que não pertencem ao ocupante. A Polícia Federal segue com as investigações para identificar todos os envolvidos e dimensionar o tamanho do prejuízo causado. Operação Pantanal TerraNullius Operação Pantanal TerraNullius, contra um esquema de grilagem de terras da União no Pantanal sul-mato-grossense. Os investigados são acusados de fraudes na emissão e comercialização de Cotas de Reserva Ambiental (CRA) – o Títulos de Cota de Reserva Ambiental Estadual (TCRAE). Ao todo, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em condomínios de alto padrão, em Campo Grande e um em Rio Brilhante. A justiça também determinou o sequestro de bens e bloqueio de valores que podem superar R$ 3 milhões.

Saúde

PF e Anvisa combatem venda ilegal de medicamentos para emagrecimento

A Polícia Federal (PF) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deflagraram nesta terça-feira (7) a Operação Heavy Pen. O objetivo é reprimir a entrada irregular, a produção clandestina, a falsificação e o comércio ilegal de medicamentos e insumos farmacêuticos destinados ao emagrecimento. Em nota, a corporação informou que estão sendo cumpridos 45 mandados de busca e apreensão, além de 24 ações de fiscalização nos seguintes estados: Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Roraima, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe e Santa Catarina. “A ação tem como foco o enfrentamento de grupos envolvidos na cadeia ilícita desses produtos, desde a importação fraudulenta até a distribuição e a comercialização irregular de substâncias de uso injetável”, destacou a PF no comunicado. Ainda segundo a corporação, as ações se concentram em produtos à base de princípios ativos como semaglutida e tirzepatida, amplamente utilizados em tratamentos para obesidade, além de substâncias correlatas, como a retatrutida, ainda sem autorização para comercialização no Brasil. Também estão sendo fiscalizados estabelecimentos como laboratórios de manipulação, clínicas estéticas e empresas “que atuam à margem da regulação sanitária, com produção, com fracionamento ou com comercialização de medicamentos sem registro ou de origem desconhecida”. Números Dados da corporação mostram que as apreensões de medicamentos emagrecedores apresentaram aumento ao longo dos últimos anos, passando de 609 unidades em 2024 para 60.787 em 2025 e já alcançando 54.577 unidades até março de 2026. Fiscalização A Anvisa anunciou esta semana novas medidas para prevenir riscos e reforçar o controle sanitário de medicamentos injetáveis agonistas do receptor GLP‑1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. O plano inclui ações para combater irregularidades na importação de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) e na manipulação dos ativos de semaglutida, tirzepatida e liraglutida por farmácias de manipulação. Segundo a agência, a importação de insumos farmacêuticos para a manipulação das canetas tem sido incompatível com o mercado nacional. Somente no segundo semestre de 2025, foram importados 130 quilos de insumos, suficientes para a preparação de 25 milhões de doses. FONTE: AGENCIA BRASIL

Detran-MS: unidade operacional de Dourados completa 4 anos de atuação e preservação de vidas

Detran-MS: unidade operacional de Dourados completa 4 anos de atuação e preservação de vidas

No dia 1º de abril de 2022 teve início a UOPDOS (Unidade Operacional de Dourados). Com a primeira turma de agentes formada em setembro de 2021 e contando com 14 agentes, a primeira operação Lei Seca aconteceu juntamente com a Unidade Operacional de Campo Grande, o que pegou muita gente de surpresa. E a história continuou e com a integração com forças de segurança federal e municipal cada dia mais, fortalece a segurança viária e, por meio de atividades educativas, campanhas de conscientização, apoio a eventos, controle do tráfego e, principalmente, fiscalização, faz com que a organização, a fluidez e segurança viária sejam cada vez mais prioridade no trabalho do dia a dia. Palestra para alunos de Escola Estadual O coordenador da Unidade Operacional Torraca, destaca a importância dos agentes de segurança viária nas ruas de Dourados e da região, inibindo a combinação de álcool e direção e prevenindo crimes. “Quando a unidade foi criada, o índice de alcoolemia era muito alto, cerca de 30% a 40% das pessoas ou eram flagradas ou se recusavam a fazer o teste, o que pode indicar ingestão de bebida alcoólica. Hoje em dia esse número caiu bastante: de 8% a 10% das abordagens geram flagrante de alcoolemia. É um trabalho importante de fiscalização e da rotina de patrulhamento viário efetivo.” Operação Noturna Operação nas Rodovias Operação Volta às Aulas Com atuação em mais de 20 municípios do sul do Estado, hoje a unidade conta com 06 agentes e 2 viaturas e já atendeu mais de 9.200 pessoas diretamente como jovens, adultos e crianças com palestras, atividades educativas e abordagens orientativas. Já na área de fiscalização, os números mostram a efetividade e a relevância do trabalho dos agentes: foram mais de 19 mil pessoas abordadas, sendo mais de 680 alcoolizadas, retiradas de circulação das rodovias e ruas, prevenindo acidentes e preservando vidas. Além disso, 19 veículos foram recuperados e devolvidos a seus proprietários e várias CNHs falsificadas foram identificadas. Criação da UOPDOS A ideia da criação da UOPDOS surgiu a partir da análise das demandas existentes no interior. Como havia somente a unidade de Campo Grande, era necessário deslocamento para diversos locais para realizar atendimentos, inclusive em Dourados. Diante disso, foram realizadas diversas reuniões de alinhamento com a equipe de Dourados, que na época se voluntariou para realizar os trabalhos, e dali nasceu a ideia de criar a unidade operacional na cidade. Operação em parceria com a PM em Rodovia Estadual Na época, o então deputado estadual Barbosinha e o gerente regional Aparecido Dias Duarte se engajaram no processo juntamente com o diretor-presidente Rudel para conseguir investimentos, formação e capacitação para que os servidores pudessem atuar nos municípios pertencentes à regional de Dourados. Inicialmente, a atuação era regional, e hoje abrange toda a região sul do Estado. Durante esse período, a unidade teve atuação nas vias públicas e nas rodovias da regional, passando por diversas capacitações ao longo do tempo, além da integração com outras forças de segurança pública para troca de experiências e aprimoramento do trabalho de segurança viária, garantindo mais segurança para a população sul-mato-grossense. Rubens Ajala, gerente de Fiscalização e Patrulhamento Viário do Detran-MS Para o gerente de Fiscalização e Patrulhamento Viário do Detran-MS, Ruben Ajala, a unidade hoje é fundamental para a cidade e para a região no quesito segurança viária. “Hoje a Unidade Operacional de Dourados é essencial, tendo em vista que sua presença garante a segurança viária, a preservação de vidas, a prevenção de acidentes, o controle de fluxo das vias urbanas e rurais, além do apoio a eventos esportivos que acontecem na cidade e também às atividades de educação de trânsito.” Ruben Ajala também destacou o que espera da Unidade Operacional nos próximos anos:“Eu acredito que a unidade terá mais investimentos em sua infraestrutura e também no aumento do efetivo, para que possamos fortalecer ainda mais a sensação de segurança viária na região.” Além das Unidades Operacionais de Campo Grande e Dourados, o Detran-MS possui Unidades Operacionais em Aquidauana e Naviraí. Em breve será inaugurada a Unidade Operacional de Nova Andradina e uma Base Operacional na cidade de Três Lagoas. Rodrigo Maia, Comunicação Detran-MS Fonte: Secom Mato Grosso do Sul

Saúde

Unifesp inicia atividades de centro de diagnóstico molecular

A Unifesp iniciou neste mês de abril a operação do Laboratório Interdisciplinar de Multiômica Espacial, com atuação voltada para o diagnóstico do câncer e apoio a pesquisas envolvendo oncologia, imunologia e neurociências, por meio de análise de tecidos humanos. Utilizando uma plataforma de análise multiômica, que consiste em um equipamento composto de dois módulos, chamados GeoMx e nCounter, o equipamento permite entender o funcionamento das estruturas moleculares dos tecidos. Dessa forma é possível observar a amostra de um tecido com câncer e entender alterações no DNA das células, mesmo se for considerado um “pedaço” muito pequeno. “É um avanço considerável na capacidade de avaliação de um câncer. O diagnóstico passa a ser pessoal, avaliando estruturas presentes em cada paciente, de forma rápida e detalhada. Isso permite uma resposta terapêutica que também é pessoal”, explica a professora Soraya Smaili, do Departamento de Farmacologia da Escola Paulista de Medicina da Unifesp.  O laboratório se torna o primeiro centro avançado de pesquisa e diagnóstico molecular público no país, trabalhando de maneira integrada. Inicialmente são 27 projetos de pesquisa atuando com os equipamentos, o que permite treinamento avançado em pesquisa e avanços consistentes em projetos. Neste primeiro momento, serão atendidos pesquisadores da própria Unifesp, da USP, da Santa Casa de São Paulo, do Icesp e dos hospitais São Camilo e A.C. Camargo, instituições privadas de ponta da capital. O grande diferencial desse centro é a oferta de tecnologia avançada que, atualmente, ainda não está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para o diagnóstico de câncer, focando na avaliação de marcadores genômicos específicos. Com isso é possível atuar em mapeamento específico de pequenas variações, por exemplo, em células sanguíneas, o que acelera o entendimento sobre a doença. ”Sem dúvida, a maior conquista de todo esse esforço será a instalação e o funcionamento pleno do laboratório, que, esperamos, se torne um centro de referência em pesquisa aliada ao diagnóstico genômico e molecular”, complementa Smaili.  Marcadores específicos  Segundo as pesquisadoras, enquanto o diagnóstico convencional de câncer é feito por meio de exames clínicos, complementados por uma biópsia do tumor para avaliação por um médico patologista, o teste genômico adota uma abordagem mais detalhada e procura biomarcadores moleculares específicos para cada tipo de câncer, como a presença dos genes BRCA1/BRCA2, cruciais para o câncer de mama, ou mutações no gene BRAF, associadas ao câncer de pele. Essas pistas indicam se há alteração e qual a condição de desenvolvimento, mostrando por exemplo se há células em metástase. O laboratório é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), com investimento inicial de R$ 5 milhões, e busca convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS), o que permitirá atendimento direto à rede pública de saúde, atuando em sinergia com outros hospitais – a Unifesp já tem papel importante na saúde pública com o Hospital São Paulo, referência no atendimento de alta complexidade na capital.  A equipe multidisciplinar, coordenada pela professora Soraya Smaili, conta com a colaboração de renomados especialistas como Miriam Galvonas Jasiulionis, Janete Cerutti, Rui Maciel, Michelle Samora, Angela Waitzberg, Lucas Leite, Adolfo G Erustes, bem como diversos pesquisadores que apoiaram a proposta da Fapesp, que já conta com 17 pesquisadores associados. FONTE: AGENCIA BRASIL

Em Campo Grande, posto líder em emissões se torna referência em atendimento a pessoas com autismo

Em Campo Grande, posto líder em emissões se torna referência em atendimento a pessoas com autismo

No coração de Campo Grande, o posto de identificação instalado no Pátio Central — o mais movimentado do Estado — vem se consolidando como um modelo de política pública voltada à cidadania e à inclusão. Ao completar um ano da sala “Posto Amigo do Autista”, a unidade não apenas amplia o acesso à documentação civil, como redefine padrões de atendimento ao incorporar práticas sensíveis às necessidades de pessoas com TEA (transtorno do espectro autista). Os números ajudam a dimensionar o impacto. Desde janeiro de 2024, o posto responde por cerca de 20% das CIN (Carteiras de Identidade Nacional) emitidas com o símbolo do TEA em Mato Grosso do Sul. Em termos absolutos, são 1.098 documentos emitidos até o fim de março deste ano — um indicativo de que a iniciativa deixou de ser pontual para se tornar parte estruturante da rotina do serviço público. Vinculada ao Instituto de Identificação, que integra a Polícia Científica de Mato Grosso do Sul, a unidade também lidera em volume geral de emissões. Com mais de 134 mil documentos expedidos desde a implantação da nova CIN, o posto responde por quase um quinto de toda a produção estadual. A alta demanda, cerca de 500 atendimentos diários, evidencia o desafio: garantir eficiência sem abrir mão da qualidade e da equidade no atendimento. É nesse contexto que a sala adaptada ganha relevância. Criada a partir da observação prática de entraves recorrentes — como sobrecarga sensorial, dificuldade de permanência e interrupções no processo de coleta biométrica —, o espaço foi pensado para reduzir estímulos e tornar o ambiente mais previsível. Com isolamento acústico, recursos táteis e elementos de conforto, a estrutura atua como um mediador entre o usuário e o serviço, permitindo que o atendimento seja concluído com maior tranquilidade. A iniciativa, viabilizada por meio de contrato de gestão com a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) de Mato Grosso do Sul, contou com investimento de R$ 82 mil. Mais do que a adequação física, o projeto incluiu capacitação de equipes, sinalizando uma mudança de cultura institucional — aspecto central quando se trata de políticas públicas inclusivas. Na prática, os efeitos já são perceptíveis. Casos que antes resultavam em remarcações ou atendimentos domiciliares tornaram-se exceção. O ambiente controlado, aliado ao preparo dos servidores, contribui para reduzir a ansiedade e garantir a finalização do processo — etapa essencial para o exercício pleno da cidadania. Sob a perspectiva da gestão pública, o “Posto Amigo do Autista” representa mais do que uma inovação pontual. Trata-se de uma ação alinhada a princípios de compliance social e de respeito aos direitos fundamentais, ao assegurar que o acesso a um documento básico não seja inviabilizado por barreiras sensoriais ou estruturais. Ao mesmo tempo, fortalece a atuação do Instituto de Identificação e da Polícia Científica, ampliando sua função para além da emissão documental, como agentes de inclusão e garantia de direitos. O avanço também dialoga com uma tendência mais ampla: a personalização do atendimento no serviço público. Ao reconhecer que igualdade não significa uniformidade, iniciativas como essa apontam para um modelo mais responsivo, capaz de adaptar-se às diferentes realidades dos cidadãos. Em Mato Grosso do Sul, onde mais de 13 mil documentos já foram emitidos com algum tipo de identificação de deficiência, sendo o TEA a condição mais frequente, a experiência do Pátio Central sugere um caminho possível: investir em estrutura, capacitação e escuta ativa para transformar o atendimento em um instrumento efetivo de cidadania. No fim das contas, a emissão de um documento pode parecer um ato burocrático. Mas, para muitas famílias, ela representa pertencimento, reconhecimento e acesso a direitos. E é justamente nesse ponto que iniciativas como o “Posto Amigo do Autista” revelam sua verdadeira dimensão. Maria Ester Rossoni, Comunicação PCi-MS Fonte: Secom Mato Grosso do Sul

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