Pantanal News

Anvisa proíbe 52 lotes de suplemento alimentar por risco de contaminação com Salmonella
Brasil

Anvisa proíbe 52 lotes de suplemento alimentar por risco de contaminação com Salmonella

UM Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a proibição de 52 lotes do suplemento alimentar Dietary Supplement Rosabella Moringa Capsules, fabricado pela empresa estadunidense Ambrosia Brands, a partir da planta Moringa oleífera. “Nos Estados Unidos, o produto ‘Dietary Supplement Rosabella Moringa Capsules’ está envolvido em um surto de contaminação por um tipo de bactéria Salmonella que é resistente a antibióticos de primeira linha (de escolha inicial) e alternativos”, afirma a Anvisa, em nota. A Salmonella é uma bactéria capaz de causar infecções em humanos, com sintomas que costumam aparecer entre 12 e 72 horas após a ingestão de alimentos contaminados. A bactéria é responsável pela salmonelose, doença que afeta principalmente o trato gastrointestinal e provoca quadros de diarreia, febre e cólicas abdominais, geralmente com duração de quatro a sete dias. Crianças menores de 5 anos, idosos e pessoas com o sistema imunológico enfraquecido têm maior risco de desenvolver formas graves da infecção, que podem evoluir para complicações como endocardite e artrite. “No caso específico (do suplemento alimentar), a cepa (subtipo) identificada é resistente e não pode ser tratada com o uso de antibióticos convencionais. Isso exige o uso de medicamentos mais específicos e potentes no caso de infecções graves”, acrescenta a Anvisa. Veja ao final a lista completa de lotes. ‘Moringa oleífera’ No Brasil, produtos feitos a partir da Moringa oleífera são proibidos desde 2019 pela RE 1.478. Segundo a Anvisa, a planta não possui comprovação de segurança para uso em alimentos, independentemente da forma de apresentação – chá, cápsulas, comprimidos, barras, pó ou bebidas. “Os produtos à base de moringa passaram por avaliação de segurança em diversas ocasiões por parte da Anvisa, mas não foram aprovados, pois efeitos genotóxicos (capacidade de danificar o material genético e consequente desenvolvimento de câncer) e hepatotóxicos (danos ao fígado) não puderam ser afastados”, destaca a agência. A Anvisa ressalta que a medida tem caráter preventivo e busca impedir a importação, comercialização, distribuição e uso desses lotes no País. “Apesar de o distribuidor estrangeiro, Ambrosia Brands, LLC, ter informado a distribuição do produto ao Brasil, até o momento não foi identificada pela Anvisa importação desses lotes para fins comerciais.” A agência adiciona que encontrou anúncios em plataformas de e-commerce referentes à possibilidade de compra internacional, então não descarta a importação do produto por pessoas físicas para consumo pessoal. Falsas promessas O produto não tem registro no Brasil. Mesmo assim, conforme a Anvisa, há anúncios de itens à base da planta sendo vendidos de forma irregular. Muitos desses produtos são divulgados com promessas de tratamento ou cura de doenças como câncer, diabetes e problemas cardiovasculares. Esse tipo de alegação não é permitido para alimentos, e a agência orienta que a população não compre esses itens nem consuma produtos já adquiridos. Quem se deparar com anúncios como esses pode fazer uma denúncia às autoridades sanitárias locais ou à própria Anvisa. Os canais de atendimento estão disponíveis aqui. A agência reforça também que anúncios com imagens e textos apenas em inglês, sem informações em português sobre a origem ou a composição, indicam que o item não segue as regras brasileiras e é irregular. Lotes proibidos por risco de contaminação 5020591 5020592 5020593 5020594 5020595 5020596 5030246 5030247 5030248 5030249 5030250 5030251 5040270 5040271 5040272 5040273 5040274 5040275 5040276 5040277 5040278 5040279 5050053 5050054 5050055 5050056 5060069 5060070 5060071 5060072 5060073 5060074 5060075 5060076 5060077 5060078 5060079 5060080 5080084 5080085 5080086 5090107 5090108 5090109 5090113 5090114 5090115 5090116 5090117 5090118 5100039 5100048 Leia Também: Lei obriga empresas a informar trabalhadores sobre vacinação e garante folga para exames

Internacional

Irã desafia ultimato de Trump: Ormuz jamais retomará status anterior

Em meio a mais um ultimato do presidente Donald Trump, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) desafiou os Estados Unidos (EUA) afirmando que o Estreito de Ormuz “jamais voltará a ser como era, especialmente para os EUA e Israel”. “A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica está concluindo os preparativos operacionais para a nova ordem do Golfo Pérsico”, diz comunicado publicado nas redes social no domingo (5). A iniciativa visa estabelecer novas regras para passagem pelo Estreito de Ormuz. As autoridades iranianas têm defendido que as regras para passar pelo Estreito serão definidas em parceria com o Omã, sem interferência das potências estrangeiras ao Golfo Pérsico. O Estreito de Ormuz, por onde transitam cerca de 20% do petróleo e gás do planeta, está fechado desde o início da agressão dos EUA/Israel contra o Irã, só sendo permitida a passagem de navios autorizados por Teerã. Estreito de Ormuz. Foto: Arte/EBC No domingo (5), Trump ameaçou lançar “o inferno” sobre o Irã caso não permitam a reabertura do Estreito até amanhã, terça-feira (7). O presidente dos EUA vem repentinamente ameaçando destruir o Irã “enquanto nação”, com quase 90 milhões de habitantes, caso não aceitem as condições impostas por Washington para o fim da guerra, chegando a dizer que vai levar o país para “Idade das pedras”. Acordo distante Um documento com 15 pontos tem circulado como proposta de Trump para o fim da guerra, o que inclui o fim do programa nuclear pacífico do Irã, até o desmantelamento do seu programa balístico. Em coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (7), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, rejeitou as propostas estadunidenses, consideradas “altamente excessivas e incomuns, além de ilógicas”. O Irã tem exigido compensação financeira pelos danos causados pelos ataques; a saída definitiva das bases militares dos Estados Unidos (EUA) da região, além de um fim definitivo da guerra, o que incluiria as frentes de combate no Líbano e na Faixa de Gaza. O porta-voz do Exército iraniano, brigadeiro-general Mohammad Akraminia, em comunicado publicado nesta segunda-feira, disse que é necessário levar o inimigo a um “arrependimento genuíno para evitar a repetição da guerra no futuro”. “Declaramos categoricamente que o inimigo falhou nesta fase da guerra em alcançar seus objetivos e foi derrotado. Declaramos categoricamente que o inimigo falhou nesta fase da guerra em alcançar seus objetivos e foi derrotado”, disse Akraminia, segundo agência iraniana Tasnim. Ataques iranianos e retaliações Em mais um vídeo publicado hoje, o porta-voz do Quartel-General Khatam al-Anbiya, Ibrahim Zulfiqari, anunciou os alvos da 98ª onda de ataques do Irã contra instalações ligadas à Israel e EUA no Oriente Médio. Segundo o porta-voz da Guarda Revolucionária (IRGC), foram alvejados um navio porta-contêineres SDN&, além de “locais estratégicos” em Tel Aviv. Haifa, Be’er Sheva e Bat Hafer, em Israel. Zulfiqari acrescentou que quaisquer ataques a alvos civis seriam respondidos com múltiplas medidas contra os interesses do inimigo em qualquer ponto da região. “Caso os ataques a alvos civis se repitam, a próxima fase de nossas operações ofensivas e retaliatórias será realizada com intensidade e abrangência muito maiores, e as perdas e os danos sofridos pelo inimigo, caso persista nessa abordagem, serão multiplicados muitas vezes”, afirmou o porta-voz iraniano. Chefe de inteligência O Irã confirmou o assassinato de mais um alto dirigente militar do país. Dessa vez, o chefe da inteligência da IRGC, brigadeiro-general Seyed Majid Khademi, foi morto em um ataque aéreo israelense em Teerã FONTE: AGENCIA BRASIL

SES realiza força-tarefa com Defesa Civil para conter avanço da chikungunya em Dourados

SES realiza força-tarefa com Defesa Civil para conter avanço da chikungunya em Dourados

Ação integrada prevê mutirão, mapeamento de áreas críticas e reforço no controle de criadouros Além da vacinação prevendo 43.530 doses, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) iniciou na semana passada uma força-tarefa com a Defesa Civil para conter o avanço da chikungunya em Dourados, município que concentra um dos maiores números de casos no Estado. A estratégia envolve ações intensivas de vigilância, assistência e mobilização comunitária, com foco nas áreas mais afetadas. A secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, destacou a necessidade de atuação imediata e coordenada. “Estamos direcionando equipes e esforços para Dourados, com foco nas áreas de maior incidência. A resposta precisa ser rápida, organizada e integrada entre Estado, município e parceiros”. A estratégia inclui a implantação de salas de situação, planejamento conjunto e envio de equipes técnicas para apoiar as ações no município. A Defesa Civil Estadual atuará diretamente em campo com um mutirão ampliado, incluindo visitas domiciliares e mapeamento das áreas mais críticas. O coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, Hugo Djan Leite, explicou a operação. “Vamos realizar um mutirão mais amplo e contínuo, com equipes percorrendo as comunidades, visitando residências e orientando a população. A ideia é mapear os riscos e atuar de forma organizada em todo o território prioritário”. A ação também contará com planejamento detalhado das áreas e articulação com lideranças locais para facilitar o acesso às comunidades. O trabalho contará ainda com o apoio da SEDEC (Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil), que irá reforçar a atuação da CEPDEC (Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil), ampliando a capacidade de resposta e somando recursos às ações já desenvolvidas no Estado. Água tratada é prioridade no combate ao mosquito Entre as principais medidas está o controle da água armazenada, um dos principais focos de proliferação do mosquito. A superintendente de Vigilância em Saúde, Larissa Castilho, reforçou. “O cuidado com a água é fundamental. É preciso manter caixas e reservatórios bem vedados, além de orientar a população sobre o uso correto desses recipientes para evitar criadouros”. As equipes também avaliam a viabilidade de distribuição de água tratada, além do tratamento direto de reservatórios já existentes. A força-tarefa prevê uma atuação ampliada, com: Visitas em todas as residências das áreas prioritárias Eliminação de criadouros e limpeza de espaços Envolvimento de lideranças comunitárias, especialmente em áreas indígenas Apoio técnico contínuo da SES ao município A mobilização das equipes já está em andamento, com início das ações previsto para os próximos dias. Dourados concentra atualmente um volume expressivo de casos, o que exige intensificação das ações de controle e prevenção. A orientação é que a população colabore, eliminando possíveis criadouros e adotando medidas simples no dia a dia, fundamentais para conter o avanço da doença. André Lima, Comunicação SESFotos: André Lima/Arquivo —Relacionada: Prevendo 46,5 mil doses, SES alinha estratégia de vacinação contra chikungunya em Dourados e Itaporã Fonte: Secom Mato Grosso do Sul

SES realiza força-tarefa com Defesa Civil para conter avanço da chikungunya em Dourados

SES realiza força-tarefa com Defesa Civil para conter avanço da chikungunya em Dourados

Ação integrada prevê mutirão, mapeamento de áreas críticas e reforço no controle de criadouros Além da vacinação prevendo 43.530 doses, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) iniciou na semana passada uma força-tarefa com a Defesa Civil para conter o avanço da chikungunya em Dourados, município que concentra um dos maiores números de casos no Estado. A estratégia envolve ações intensivas de vigilância, assistência e mobilização comunitária, com foco nas áreas mais afetadas. A secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, destacou a necessidade de atuação imediata e coordenada. “Estamos direcionando equipes e esforços para Dourados, com foco nas áreas de maior incidência. A resposta precisa ser rápida, organizada e integrada entre Estado, município e parceiros”. A estratégia inclui a implantação de salas de situação, planejamento conjunto e envio de equipes técnicas para apoiar as ações no município. A Defesa Civil Estadual atuará diretamente em campo com um mutirão ampliado, incluindo visitas domiciliares e mapeamento das áreas mais críticas. O coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, Hugo Djan Leite, explicou a operação. “Vamos realizar um mutirão mais amplo e contínuo, com equipes percorrendo as comunidades, visitando residências e orientando a população. A ideia é mapear os riscos e atuar de forma organizada em todo o território prioritário”. A ação também contará com planejamento detalhado das áreas e articulação com lideranças locais para facilitar o acesso às comunidades. O trabalho contará ainda com o apoio da SEDEC (Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil), que irá reforçar a atuação da CEPDEC (Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil), ampliando a capacidade de resposta e somando recursos às ações já desenvolvidas no Estado. Água tratada é prioridade no combate ao mosquito Entre as principais medidas está o controle da água armazenada, um dos principais focos de proliferação do mosquito. A superintendente de Vigilância em Saúde, Larissa Castilho, reforçou. “O cuidado com a água é fundamental. É preciso manter caixas e reservatórios bem vedados, além de orientar a população sobre o uso correto desses recipientes para evitar criadouros”. As equipes também avaliam a viabilidade de distribuição de água tratada, além do tratamento direto de reservatórios já existentes. A força-tarefa prevê uma atuação ampliada, com: Visitas em todas as residências das áreas prioritárias Eliminação de criadouros e limpeza de espaços Envolvimento de lideranças comunitárias, especialmente em áreas indígenas Apoio técnico contínuo da SES ao município A mobilização das equipes já está em andamento, com início das ações previsto para os próximos dias. Dourados concentra atualmente um volume expressivo de casos, o que exige intensificação das ações de controle e prevenção. A orientação é que a população colabore, eliminando possíveis criadouros e adotando medidas simples no dia a dia, fundamentais para conter o avanço da doença. André Lima, Comunicação SESFotos: André Lima/Arquivo —Relacionada: Prevendo 46,5 mil doses, SES alinha estratégia de vacinação contra chikungunya em Dourados e Itaporã Fonte: Secom Mato Grosso do Sul

Internacional

EUA e Israel atacam principal universidade de tecnologia do Irã

A Universidade de Tecnologia Sharif, em Teerã, foi bombardeada pelos Estados Unidos (EUA) e por Israel na madrugada desta segunda-feira (6), em mais um ataque contra instalações civis e acadêmicas do país persa. Conhecida como “MIT do Irã”, por ser comparada ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) dos EUA, a Universidade Sharif é a principal do campo da tecnologia e da engenharia do país, funcionando como uma plataforma de Inteligência Artificial (IA) iraniana. Não foram registradas mortes neste ataque.  Segundo a mídia local, parte da instituição foi destruída, em especial, o centro de dados e o posto de distribuição de gás da Sharif. Além disso, a mesquita da instituição teria sido danificada.   Autoridades do país criticaram o ataque contra a universidade como mais um crime de guerra, como afirmou o vice-presidente do Irã, Mohammad Reza Aref, que destacou que o conhecimento “está enraizado” nas almas iranianas.   “O bombardeio da Universidade Sharif é um símbolo da loucura e da ignorância de Trump. Ele não entende que o conhecimento iraniano não é concreto a ser destruído por bombas”, disse em uma rede social. O ataque a instalações civis é considerado crime de guerra pelo direito internacional. Na última semana, os ministros da Ciência, Ali Simayi Sarra, e da Saúde, Mohammad-Reza Zafar-Qandi, emitiram comunicado conjunto condenando esses ataques e pedindo uma resposta da comunidade internacional. “Como administradores de instituições científicas no Irã, chamamos a atenção de nossos colegas em todo o mundo para esses crimes. Se essas atrocidades não forem condenadas aqui e agora, ameaças semelhantes pairarão sobre os ambientes acadêmicos em outros países”, disseram os ministros iranianos. Autoridades dos EUA e de Israel ainda não comentaram o ataque à Universidade de Tecnologia Sharif. Além da Universidade de Sharif, os EUA e Israel atacaram, pelo menos, outras seis universidades ou faculdades iranianas desde o início do conflito. A Cruz Vermelha Iraniana calcula que, pelo menos, 600 centros educacionais ou escolas foram atacadas desde o dia 28 de fevereiro. Entre os ataques a centros educacionais, está o bombardeio contra a escola em Minab, no primeiro dia da guerra, que matou 168 crianças do ensino básico.  FONTE: AGENCIA BRASIL

Mato Grosso Do Sul

Homem é preso por estupro de menina de 11 anos e mãe é detida por abandono de incapaz, em Coxim

Polícia diz que suspeito confessou relação com a criança; Conselho Tutelar acolheu as duas meninas após ocorrência no domingo. Um homem de 21 anos foi preso em flagrante por estupro de vulnerável após, segundo a polícia, confessar ter mantido relações sexuais com uma menina de 11 anos em Coxim; a mãe da criança, de 38 anos, foi detida e autuada por abandono de incapaz. O caso foi registrado na tarde de domingo (5). Denúncia e abordagem De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar (PM) recebeu denúncia de que o rapaz mantinha um relacionamento com a criança. Os policiais foram até a residência do suspeito e encontraram a menina no local, junto da irmã, um bebê de 8 meses. Conforme o registro, ao ser questionado, o homem afirmou que o relacionamento ocorria havia cerca de um mês e admitiu ter mantido relações sexuais com a menina, inclusive na madrugada de domingo. Ele alegou que os atos aconteciam com o consentimento da menor. Versões sobre o conhecimento da mãe Durante a abordagem, ainda segundo o boletim, a criança tentou omitir a idade aos policiais e disse que estava na casa apenas para cuidar da irmã caçula. A mãe das meninas foi localizada trabalhando em um bar em outro bairro. Aos policiais, ela afirmou que a filha deveria estar na casa da madrinha e que não sabia que a menina estava na residência do suspeito. Na delegacia, o homem afirmou que o “namoro” ocorria com o consentimento da mãe, versão negada por ela. Autuações e acolhimento das crianças O homem foi preso em flagrante por estupro de vulnerável. A mãe foi autuada por abandono de incapaz, por deixar a filha de 11 anos e o bebê de 8 meses em situação de vulnerabilidade. As duas crianças foram acolhidas pelo Conselho Tutelar, que acompanha o caso.

Meio Ambiente

Sensor do ar de baixo custo será lançado no Acampamento Terra Livre

Um sensor de baixo custo para medir a poluição do ar, desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) com a Universidade Federal do Pará (UFPA), será lançado nesta segunda-feira (6) no Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília. O novo equipamento, segundo o pesquisador do Ipam Filipe Viegas Arruda, contribuirá para expandir a medição da qualidade do ar e permitir que o monitoramento, previsto pela Política Nacional de Qualidade do Ar (Lei 14.850/2024), seja mais completo. “A gente quer que esse monitoramento seja feito além das cidades e alcance todas as categorias fundiárias como as comunidades tradicionais, unidades de conservação e propriedades rurais”, defende. De acordo com o Relatório Anual de Acompanhamento da Qualidade do Ar 2025, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, há em todo o país 570 estações de monitoramento da qualidade do ar, das quais apenas 12 estão em Terras Indígenas. RedeAr O primeiro lote com 60 sensores de tecnologia nacional será distribuído a partir da rede Conexão Povos da Floresta, que reúne além do Ipam, a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) e o Conselho Nacional de Saúde (CNS). A ideia é criar a RedeAr, a partir de setembro, para monitorar poluição, umidade e temperatura em comunidades tradicionais e áreas públicas da Amazônia Legal e integrar os dados gerados com índices de atendimento de doenças respiratórias, da Secretaria Nacional de Saúde Indígena (Sesai) e do Telesaúde. Uma nota técnica do Ipam mostra que, em 2024, períodos de extremos climáticos, como secas severas agravadas por queimadas, resultaram em 138 dias de ar nocivo à saúde em estados da Região Amazônica.  “Muitas vezes se tem a falsa ideia de que os indígenas e as pessoas da Amazônia respiram ar puro. Não é isso que vem acontecendo”, alerta. Tecnologia O pesquisador explica que, atualmente, o principal equipamento utilizado no país é importado, o que torna o custo mais alto e dificulta a assistência técnica e garantia, especialmente em regiões fora dos centros urbanos. “Além disso, o sensor não foi desenvolvido para a Região Amazônica, então, entra formigas, abelhas, insetos, aranhas, a poeira também afeta o equipamento. O que a gente fez foi desenvolver um sistema de proteção interna dos sensores”, explica. O modelo nacional armazena os dados no próprio equipamento em caso de interrupção do sinal da internet e também viabiliza a integração dos dados gerados por outros modelos, facilitando o funcionamento do equipamento em rede. Segundo Arruda, a partir da integração dos novos equipamentos com os já existentes e futuras expansões, é esperado que a RedeAr chegue a 200 sensores instalados até o final do ano.  “A gente espera ter um grande engajamento para também ter programas de educação ambiental e fortalecer as políticas de prevenção e combate a queimadas”, disse. O equipamento estará exposto na tenda da Coiab na programação do Abril Indígena do Acampamento Terra Livre, que ocorre até o dia 11 de abril no Eixo Cultural Ibero-Americano, em Brasília.

Meio Ambiente

Unidades de conservação do Brasil participam de exposição na Alemanha

A biodiversidade de dois parques nacionais brasileiros está em destaque na exposição Tesouros Verdes do Brasil – Diversidade Tropical sob a Proteção dos Parques Nacionais, no Centro de Visitantes do Parque Nacional da Floresta Negra (Nationalpark Schwarzwald), na Alemanha. A programação começou em 19 de março, e a expectativa é que se estenda por mais seis meses. Imagens e expressões artísticas representam na Europa o Parque Nacional do Itatiaia, no Sudeste, e o Parque Nacional do Pico da Neblina, no Norte, aumentando a visibilidade dessas unidades de conservação no cenário internacional e o diálogo entre dois diferentes biomas brasileiros com o público de fora do país ─ a Mata Atlântica e a Amazônia.  A mostra também é uma oportunidade de firmar acordos para o desenvolvimento de ações conjuntas entre os dois países. Para o chefe do Parque Nacional do Pico da Neblina, Cassiano Augusto Ferreira Rodrigues Gatto, os governos do Brasil e da Alemanha têm um apreço grande pela cooperação baseada em relações diplomáticas e conversas de alto nível, o que facilita a aproximação entre os parques nacionais dos dois lados do Atlântico. Além do apoio direto às iniciativas realizadas pela unidade de conservação, o chefe do Parque Nacional do Pico da Neblina espera fortalecer a parceria em temas como o desenvolvimento de atividades de pesquisa e do turismo de base comunitária envolvendo comunidades indígenas, como os Yanomami, cujas terras reconhecidas representam metade da área da unidade de conservação. Além deles, há mais três territórios indígenas de etnias diferentes na região. “A gente tem que trabalhar com as comunidades que moram lá. Isso nos faz atuar com outras instituições, como a Funai e o Departamento de Saúde Indígena. Tudo o que a gente faz lá é baseado em acordos com comunidades e parcerias com outras instituições”, afirmou. Exposição do Parque Nacional do Pico da Neblina na Alemanha. Foto: Parque Nacional da Floresta Negra da Alemanha/Divulgação Parcerias em pesquisa Gatto ressaltou que o Parque da Floresta Negra, na Alemanha, é uma referência em pesquisa. Ele comparou que, em uma área de 10 mil hectares, o parque alemão tem 500 estações de monitoramento de biodiversidade, enquanto, no Pico da Neblina, não há nenhuma, em uma extensão de 2,3 milhões de hectares. “A gente quer trazer essa expertise e esse apoio técnico-financeiro para dentro do parque, para começar o monitoramento de fauna e flora e de animais ameaçados”, informou. Cassiano Gatto adiantou que, por meio do acordo de cooperação firmado pelo ICMBio e o Parque Nacional da Floresta Negra, podem ser estabelecidos também protocolos para o desenvolvimento de pesquisas que levem em consideração o desejo das populações locais de participar das discussões sobre o monitoramento do território e o resgate do conhecimento tradicional. O chefe do parque nacional acrescentou que a parceria tem potencial de ensinar os alemães a trabalhar com comunidades tradicionais e seus saberes. Para o chefe do Parque Nacional do Itatiaia, Felipe Mendonça, a participação na exposição representa o fortalecimento da atuação internacional das unidades de conservação e o reconhecimento das ações desenvolvidas junto à comunidade local, principalmente na educação ambiental e nas iniciativas de inclusão. “A gente entende que esse diálogo entre países só fortalece mais a nossa gestão do parque e do ICMBio, como um todo, com a troca de experiências. Tem muitas coisas que a gente tem a aprender com eles, e muitas outras que eles têm que aprender com a gente. A gente está muito feliz com a exposição”, contou em entrevista à Agência Brasil. “Estão falando das florestas brasileiras através do Itatiaia e do Pico da Neblina. Para nós é uma honra. A gente quer que muitas agendas saiam deste acordo”. COP30 A exposição resulta de uma parceria internacional entre Brasil e Alemanha, fechada durante a COP30, que ocorreu em novembro de 2025, em Belém, no Pará. A intenção é promover o intercâmbio de experiências em gestão de áreas protegidas e práticas sustentáveis. A exposição alerta também para a importância das florestas na regulação do clima global. Felipe Mendonça destacou a importância de mitigar impactos causados pelas mudanças climáticas e os desequilíbrios ambientais. No caso dos alemães, ele cita que a quantidade de dias de neve na Alemanha está diminuindo e uma espécie de besouro nativo tem causado estragos nas florestas do país. Além disso, os focos de incêndio são uma questão relevante para o parque da Alemanha. “A gente tem um know how de manejo integrado do fogo aqui no Brasil. Temos muito a ensinar não só para eles como para outros países”. “Ao mesmo tempo, eles têm muito a nos ensinar no monitoramento ambiental”, reconheceu, adiantando que já estão previstas videoconferências, no primeiro momento, para a troca de informações sobre monitoramento ambiental e o manejo integrado do fogo. Participação de crianças Entre as peças que fazem parte da mostra, o Parque Nacional do Itatiaia levou desenhos de crianças da rede de ensino público do entorno da unidade de conservação que participam do programa de visitação escolar. Os trabalhos demonstram, de forma sensível, as suas vivências e percepções sobre a natureza e a biodiversidade local. A exposição tem ainda trabalhos desenvolvidos por jovens e adultos com deficiência intelectual que frequentam a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). O chefe do Parque, Felipe Mendonça disse que a presença desse público evidencia o compromisso do Parque com a inclusão, a acessibilidade e a democratização do acesso às experiências em áreas naturais. “O próximo passo seria eles fazerem isso também com as crianças alemãs para a gente expor aqui no nosso centro de visitante e no Pico da Neblina também”. Desenhos infantis sobre o Parque Nacional do Pico da Neblina Foto: Parque Nacional da Floresta Negra da Alemanha/Divulgação Na visão de Felipe Mendonça, a inclusão das crianças e jovens nesta questão apresenta desde cedo na vida deles a necessidade de preservar o meio ambiente. “O Parque Nacional do Itatiaia tem um histórico bastante longo de educação ambiental, recepcionando escolas e universidades. É o parque mais pesquisado no Brasil e o de maior número de autorizações de pesquisas no Brasil. A educação vem por aí. A gente recebe por ano mais de 19 mil alunos do ensino fundamental e médio”,

Saúde

Inscrições para o programa Mais Médicos seguem até quarta-feira

As inscrições para o 45º ciclo do projeto Mais Médicos para o Brasil (PMMB) podem ser feitas até quarta-feira (8).  O projeto é voltado à atuação na Atenção Primária à Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde (SUS), em regiões prioritárias, remotas, de difícil acesso e de alto índice de vulnerabilidade, incluindo territórios indígenas, onde há escassez ou ausência de médicos Os profissionais interessados em participar devem se inscrever por meio da Plataforma de Gerenciamento de Programas de Provimento, com login da conta do portal Gov.br. Os profissionais selecionados atuarão por até 48 meses, combinando atendimento direto à população com formação continuada. Vagas São 1.351 vagas para equipes de Saúde da Família (eSF), 75 para equipes de consultório na rua e 98 para Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Todos os médicos poderão participar; no entanto, os profissionais formados em instituições de educação superior brasileiras ou com diploma revalidado no Brasil terão prioridade na seleção e ocupação das vagas ofertadas pelo Mais Médicos. O edital contempla três perfis principais: perfil 1: médicos formados no Brasil ou com diploma revalidado, com registro ativo no Conselho Federal de Medicina (CRM); perfil 2: médicos brasileiros formados no exterior (intercambistas); perfil 3: médicos estrangeiros com habilitação para atuar no exterior. Os profissionais selecionados atuarão por 48 meses. Bolsa-formação O programa oferece uma bolsa-formação de R$ 14.121,63 para os médicos matriculados e com situação regular quanto às atividades educacionais previstas no projeto. O médico participante deverá cumprir semanalmente com a carga horária de 44 horas de atividades que envolvem ensino, pesquisa e extensão, com componente assistencial, nas unidades de saúde no município ou distrito em que for alocado. No caso de o médico comprovar a necessidade de mudança de domicílio em razão da alocação em município diferente do seu domicílio, o Ministério da Saúde poderá conceder ajuda de custo, que não poderá exceder ao valor de três bolsas-formação. Mais Médicos Lançado em 2013 para suprir a falta de profissionais em regiões remotas e prioritárias de difícil acesso, atualmente, o Programa Mais Médicos para o Brasil conta com mais de 26 mil médicos em atuação em todo o país. Saiba mais sobre as diversas estratégias federais para disponibilizar e fixar médicos em regiões prioritárias no site do Mais Médicos para o Brasil.   FONTE: AGENCIA BRASIL

Servidor valorizado: reajustes do Governo de MS superam a inflação dos últimos quatro anos e somam 18,77%

Servidor valorizado: reajustes do Governo de MS superam a inflação dos últimos quatro anos e somam 18,77%

Com a sanção da lei que garantiu novo reajuste ao funcionalismo público estadual o Governo de Mato Grosso do Sul consolidou uma política de valorização contínua do funcionalismo público ao garantir reajustes lineares que, somados entre os anos de 2023 e 2026, alcançam 18,77%. A medida, publicada na segunda-feira (30), reforça o compromisso com a recomposição do poder de compra dos servidores e com o reconhecimento do papel estratégico que desempenham na prestação de serviços à população, e os percentuais concedidos – 5% em 2023, 3,73% em 2024, 5,06% em 2025 e 3,81% agora em 2026 – evidenciam uma política consistente, planejada e responsável do ponto de vista fiscal. Mais do que assegurar reposições pontuais, o Estado adotou uma trajetória de recomposição gradual, alinhada à sustentabilidade das contas públicas e à previsibilidade administrativa. No acumulado dos últimos 48 meses, o índice total de reajustes supera a inflação oficial medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que foi de 14,92% no mesmo período. Assim, houve um ganho real nos salários, o que além de preservar o poder aquisitivo dos servidores demonstra os avanços na remuneração promovidos pelo Governo do Estado. A iniciativa reafirma o equilíbrio entre responsabilidade fiscal e valorização do capital humano, pilares fundamentais para a eficiência da gestão pública. Ao priorizar os servidores, o Governo do Estado fortalece a qualidade dos serviços oferecidos à sociedade e consolida um ambiente institucional pautado pelo respeito, reconhecimento e compromisso com o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul. Comunicação Governo de MSFoto: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo Fonte: Secom Mato Grosso do Sul

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