Pantanal News

Política

Onze governadores renunciam para disputar eleições de outubro

O prazo para agentes públicos que vão participar das eleições deixarem seus cargos terminou neste sábado (4). A regra é chamada de desincompatibilização e vale para governadores, prefeitos e ministros de Estado que pretendem se candidatar no pleito de outubro.Com o fim do prazo, 11 governadores deixaram suas funções para disputar outros cargos. Ronaldo Caiado (PSD-GO) anunciou, na semana passada, que é pré-candidato à Presidência da República. Romeu Zema (Novo-MG) também deixou o cargo após dois mandatos consecutivos e sinalizou que deve ser candidato à Presidência, mas ainda não formalizou sua pré-candidatura. Nove governadores saíram o cargo e pretendem disputar uma vaga no Senado. São eles: Gladson Cameli (PP-AC); Wilson Lima (União-AM), Ibaneis Rocha (MDB-DF), Renato Casagrande (PSB-ES); Mauro Mendes (União-MT); Helder Barbalho (MDB-PA), João Azevêdo (PSB-PB) e Antonio Denarium (PP-RR). O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) também renunciou ao mandato para disputar uma cadeira no Senado. No entanto, Castro foi condenado, no mês passado, à inelegibilidade até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dessa forma, ele deverá disputar o cargo sub judice. Reeleição Nove governadores vão disputar a reeleição e podem continuar nos cargos: Clécio Luís (União-AP); Jerônimo Rodrigues (PT-BA); Elmano de Freitas (PT-CE); Eduardo Riedel (PP-MS); Raquel Lyra (PSD-PE); Rafael Fonteles (PT-PI); Jorginho Mello (PL-SC); Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Fábio Mitidieri (PSD-SE). De acordo com a legislação eleitoral, políticos não precisam deixar os cargos no Poder Executivo se pretendem disputar o segundo mandato. Ficam no governo Sete govenadores decidiram completar o mandato e não renunciaram para disputar algum cargo nas eleições. Eles já cumpriram dois mandatos consecutivos. São eles: Paulo Dantas (MDB-AL); Carlos Brandão (Sem partido-MA); Ratinho Junior (PSD-PR); Fátima Bezerra (PT-RN); Eduardo Leite (PSD-RS), Marcos Rocha (PSD-RO) e Wanderlei Barbosa (Republicanos-TO). Eleições O primeiro turno das eleições será em 4 de outubro, quando 155 milhões de eleitores estarão aptos a elegerem o presidente da República, o vice-presidente, governadores e deputados estaduais, federais e distritais. O segundo turno poderá realizado, no dia 25 de outubro, para os cargos de presidente e govenador se nenhum dos candidatos obtiver mais da metade dos votos válidos, que excluem os brancos e nulos, no primeiro turno.

Vacina da gripe não aumenta risco da doença, alerta ministério
Brasil

Lei obriga empresas a informar trabalhadores sobre vacinação e garante folga para exames

Ó presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma mudança na Consolidação das Leis do Trabalho que obriga empregadores a fornecer informações aos trabalhadores sobre campanhas oficiais de vacinação e sobre doenças como o papilomavírus humano, além dos cânceres de mama, colo do útero e próstata. A norma também garante ao empregado o direito de se ausentar do trabalho por até três dias a cada 12 meses para realizar exames preventivos relacionados a essas condições, sem prejuízo do salário. Com a alteração, a CLT passa a contar com o artigo 169-A, que determina que as empresas não apenas divulguem essas informações, mas também promovam ações de conscientização entre seus funcionários. As orientações deverão seguir as recomendações do Ministério da Saúde, incluindo esclarecimentos sobre o acesso a serviços de diagnóstico. A nova lei também altera o artigo 473 da CLT, estabelecendo que o empregador deve comunicar formalmente os funcionários sobre o direito de ausência para cuidados com a saúde. Os pedidos devem ser feitos até 12 de abril, pelo site da Fundação Vunesp. O resultado será divulgado no dia 27 de abril. Quem tiver a isenção aprovada já estará automaticamente inscrito no exame | 09:15 – 06/04/2026

Onde a prova encontra o acolhimento: a estratégia de MS para humanizar os exames em casos de violência contra a mulher

Onde a prova encontra o acolhimento: a estratégia de MS para humanizar os exames em casos de violência contra a mulher

Nem sempre a violência deixa marcas visíveis. Em muitos casos, é a perícia que revela o que não aparece no primeiro relato. Parte da história está nos detalhes. Marcas no corpo, vestígios no ambiente, sinais que precisam ser identificados e interpretados. É a partir deles que a ocorrência começa a se transformar em prova. Do sangue que alguém tentou apagar às mensagens deletadas no celular, passando por imagens de câmeras e inconsistências entre a posição do corpo e os relatos. Em alguns casos, um perfil de DNA ou uma impressão digital são o que permitem estabelecer a ligação entre o suspeito e o crime. É a partir desses vestígios que a perícia criminal esclarece dinâmicas que nem sempre aparecem nas versões apresentadas. Isso inclui situações inicialmente relatadas como suicídio ou como mortes a esclarecer, cuja dinâmica só se define a partir da análise pericial. Em Mato Grosso do Sul, esse trabalho é realizado pela Polícia Científica, do atendimento no local do crime aos exames médico-legais e às análises laboratoriais. Perita médica-legista realiza exame sexológico, procedimento que inclui a coleta de vestígios em casos de violência sexual. A atuação alcança os 79 municípios do Estado. Na Capital, quatro institutos especializados respondem por áreas distintas da produção da prova técnico-científica. No interior, 14 unidades regionais garantem o atendimento e ampliam o acesso da população aos exames periciais. Em casos de feminicídio, agressões e violência sexual, a atuação se inicia na cena da ocorrência, com a coleta de elementos que ajudam a compreender os fatos. O material segue para análise e pode subsidiar a identificação de vestígios biológicos e outros elementos relevantes para a investigação. Nos exames de corpo de delito, as lesões são documentadas e os vestígios coletados. Muitas vezes, é esse registro que sustenta o que não ficou visível no primeiro momento. Nos casos de morte violenta, os exames necroscópicos contribuem para esclarecer causas e circunstâncias do óbito. Mas não é só sobre prova. Parte do atendimento ocorre de forma integrada à rede de proteção à mulher. Isso muda o percurso da vítima dentro do sistema. Em Campo Grande, a seção do IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) instalada na Casa da Mulher Brasileira completa três anos de funcionamento no dia 31 de março. No local, o exame pode ser realizado no mesmo espaço onde a mulher recebe acolhimento e orientação. Sem deslocamento. Sem etapas fragmentadas. A seção registrou crescimento no número de atendimentos ao longo dos últimos anos. Foram 618 em 2023, 810 em 2024 e 1.524 em 2025. Em 2026, já são 385 registros. O aumento no número de exames acompanha a consolidação do atendimento no local, que concentra acolhimento e realização dos procedimentos no mesmo espaço, reduzindo barreiras de acesso e diminuindo o intervalo entre o fato e o atendimento. Sala de atendimento do Projeto Acalento, em Dourados, integra acolhimento e realização de exames periciais em um único espaço. Em Dourados, o atendimento integrado também ocorre por meio do Projeto Acalento, desenvolvido em parceria com a UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados). No espaço, vítimas de violência têm acesso a atendimento de saúde e procedimentos médico-legais no mesmo fluxo, incluindo exames periciais quando necessário. Na prática, isso evita que a mulher percorra diferentes instituições para atendimento e realização de exames. Também contribui para a continuidade do cuidado e para a preservação de vestígios. Entre as iniciativas, está a implantação de sala lilás em unidade da Polícia Científica, voltada ao atendimento reservado de mulheres vítimas de violência, em consonância com diretrizes nacionais de atendimento humanizado, que preveem ambientes adequados e privacidade. Em Amambai, no interior do Estado, a estrutura já está em funcionamento e foi implementada com foco no aperfeiçoamento do atendimento pericial, oferecendo um ambiente acolhedor como etapa prévia ao exame. O espaço contribui para reduzir o impacto do atendimento e favorecer a realização dos procedimentos. Em Amambai, a Sala Lilás cria um ambiente mais reservado e acolhedor para o atendimento de mulheres vítimas de violência. Outra unidade, em Bataguassu, passa por adequação para implantação do espaço. A ação inclui a capacitação de servidores do IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), na Capital e no interior, com foco no atendimento especializado, humanizado e na condução técnica de casos de violência. “Nosso trabalho não se limita ao laudo. Ele envolve o atendimento, exige preparo técnico, sensibilidade e integração com a rede de proteção. Isso é o que garante qualidade na prova e contribui para reduzir a revitimização”, afirma o coordenador-geral de Perícias, perito criminal Nelson Fermino Junior. No fim, é esse conjunto de ações que contribui para a apuração dos fatos e o atendimento de qualidade às vítimas. Maria Ester Rossoni, Comunicação PCi-MS Fonte: Secom Mato Grosso do Sul

Saúde

Empresas deverão informar trabalhadores sobre cânceres e vacina

A partir desta segunda-feira (6/4), empresas de todo o país deverão orientar seus funcionários sobre campanhas oficiais de vacinação contra o HPV e sobre o acesso a serviços de diagnósticos de cânceres de mama, próstata e de colo do útero. Norma publicada hoje no Diário Oficial da União altera a Consolidação das Leis do Trabalho para incluir tal obrigação ao empregador. As informações devem estar em conformidade com as recomendações do Ministério da Saúde. Além disso, os trabalhadores devem ser informados sobre a possibilidade de deixar de comparecer ao serviço em casos de exames preventivos, sem prejuízo do salário. Parceria O acordo, divulgado no fim de março, é resultado de um edital lançado em 2024 pelo Ministério da Saúde. O pembrolizumabe é uma terapia que estimula o sistema imunológico para identificar e combater as células cancerígenas. Além disso, é uma alternativa de tratamento menos tóxica do que a quimioterapia tradicional, e tem demonstrado grande eficácia.  FONTE: AGENCIA BRASIL

Unesp começa a receber pedidos de isenção da taxa do vestibular de meio de ano
Brasil

Unesp começa a receber pedidos de isenção da taxa do vestibular de meio de ano

Os pedidos devem ser feitos até 12 de abril, pelo site da Fundação Vunesp. O resultado será divulgado no dia 27 de abril. Quem tiver a isenção aprovada já estará automaticamente inscrito no exame. Podem pedir isenção candidatos inscritos no CadÚnico, com renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa, ou estudantes que tenham cursado todo o ensino médio em escola pública -ou com bolsa integral na rede privada- e renda de até um salário mínimo e meio por pessoa. Nesse segundo caso, é preciso morar no estado de São Paulo ou estar vinculado a uma instituição paulista. O calendário do vestibular de meio de ano de 2026 já foi divulgado. As inscrições serão abertas em 13 de abril e seguem até 5 de maio, pelo site da Vunesp. O processo reúne vagas para as engenharias agronômica, civil, elétrica e mecânica, no campus de Ilha Solteira. A universidade também estreia o curso de língua e cultura chinesas, em Assis. A graduação prevê a possibilidade de até 20 alunos cursarem os dois últimos anos na Universidade de Hubei, em Wuhan, com direito a duplo diploma. Além do vestibular, a Unesp também vai selecionar candidatos por meio do Enem. Serão 20 vagas destinadas a quem utilizar as notas de 2024 ou 2025. As inscrições para essa modalidade vão de 25 de maio a 25 de junho, sem restrição para participação simultânea nas duas formas de ingresso. O vestibular será aplicado em duas fases. A primeira, com 90 questões objetivas, está marcada para 24 de maio. Os aprovados seguem para a segunda fase, com 36 questões discursivas e uma redação, nos dias 20 e 21 de junho. A lista de aprovados será divulgada em 13 de julho. As matrículas ocorrerão de forma virtual, em chamadas entre 13 de julho e 6 de agosto. Metade das vagas é reservada a estudantes que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas. Dentro desse grupo, 35% são destinadas a candidatos que se autodeclaram pretos, pardos ou indígenas. Atualmente, alunos de escolas públicas representam cerca de 55% dos matriculados na universidade. CALENDÁRIO DO VESTIBULAR UNESP – MEIO DO ANO – Pedidos de isenção e redução da taxa: 6 a 12 de abril– Resultado da isenção/redução: 27 de abril– Inscrições (vestibular): 13 de abril a 5 de maio– Inscrições (via Enem): 25 de maio a 25 de junho– 1ª fase: 24 de maio– 2ª fase: 20 e 21 de junho– Resultado final: 13 de julho– Matrículas: 13 de julho a 6 de agosto A edição de 2027 dá continuidade às mudanças feitas nos últimos anos no vestibular. A principal alteração desta edição, anunciada em dezembro, ocorre na primeira fase, com a redução do número de questões de múltipla escolha de 90 para 80, sem mudança no tempo total de prova | 11h45 – 30/03/2026

Acampamento Terra Livre 2026 deve reunir mais de 7 mil participantes
Brasil

Acampamento Terra Livre 2026 deve reunir mais de 7 mil participantes

EUndígenas de todo o país começaram a chegar a Brasília nesse domingo (5) para participar da 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL 2026), no Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte), no centro da capital federal. Organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), o evento vai até sábado (11) e é considerado a maior e mais importante mobilização do movimento no país. Segundo os organizadores, entre 7 mil e 8 mil pessoas, entre indígenas e não indígenas, devem participar este ano. O ATL costuma reunir representantes de grande parte dos 391 povos originários existentes no Brasil, bem como de outras nações, para debater a defesa dos territórios e denunciar as violações aos direitos indígenas. Nos últimos anos, a pauta se ampliou e o evento passou a acolher também a discussões sobre a participação político-eleitoral indígena, a crise climática e a defesa da democracia. Contudo, o eixo central das discussões segue sendo a necessidade de o Estado brasileiro reconhecer o direito dos povos originários à terra. “Como todos os anos, estamos aguardando o governo federal anunciar a criação de novas terras indígenas”, disse à Agência Brasil o coordenador executivo da Apib, Dinamam Tuxá. Segundo ele, após um período de quatro anos (2019-2022) no qual nenhuma nova terra indígena foi criada, o governo federal homologou, entre janeiro de 2023 e novembro de 2025, 20 novos territórios. Segundo a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), isso equivale a cerca de 2,5 milhões de hectares de terras protegidas em 11 unidades federativas. “Mas seguimos nesta luta, nesse pleito pela garantia territorial”, acrescentou Dinamam, informando haver cerca de 110 áreas reivindicadas como terras da União de usufruto indígena em análise. “Temos um passivo de demarcação muito alto e um cenário de muita violência e vulnerabilidade nas terras indígenas que governo algum conseguiu superar. Isso tem sido um fator motivador para os povos indígenas virem a Brasília apresentar nossas pautas”, destacou o coordenador da Apib. Mobilização O ATL também marca o início do chamado Abril Indígena, mês de mobilização nacional em que o movimento busca chamar a atenção para outras pautas, como a necessidade de mais investimentos em saúde e educação indígena. O tema da atual edição é “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”. “Estamos promovendo um amplo debate sobre diversos temas, como educação, saúde, relações internacionais com os povos indígenas de outros países, enfim, várias políticas públicas”, destacou Dinamam, confirmando a realização das tradicionais caminhadas pela Esplanada dos Ministérios. A primeira marcha está agendada para a próxima terça-feira (7)contra propostas de lei que, segundo a Apib, contrariam os interesses dos povos originários, como a liberação da mineração em terras indígenas ou o estabelecimento do chamado marco temporal – tese jurídica segundo a qual os indígenas só têm direito aos territórios que ocupavam em outubro de 1988, quando a Constituição Federal foi promulgada. Eleições de 2026 também pautarão alguns dos principais debates do Acampamento Terra Livrecomo o que ocorrerá na quinta-feira (9), na mesa “Campanha Indígena: a resposta para transformar a política somos nós” – título do manifesto que a Apib publicou no ano passado, reafirmando o compromisso de seguir com o projeto de aldeamento da política, lançado há alguns anos. “Vamos lançar o Campanha Indígena, uma iniciativa para dar um direcionamento às candidaturas lançadas por uma frente de partidos aliados ao movimento indígena. Vamos orientar os indígenas interessados para que se somem a esses partidos que têm defendido nossos direitos. E, durante todo o ano, vamos promover ações para alavancar estas candidaturas indígenas a fim de garantir a maior representação (indígena) no Congresso Nacional”, antecipou Dinamam. Participação Cotinha de Sousa Guajajara deixou a Terra Indígena Morro Branco, em Grajaú (MA), junto com outros 67 indígenas da etnia Guajajara. O grupo percorreu cerca de 1,4 mil quilômetros a bordo de dois ônibus para chegar a Brasília ainda no sábado (4). Hoje, Cotinha já estava instalada dentro da área cercada destinada ao evento, ajudando as companheiras de viagem a expor o artesanato que muitos indígenas trazem para vender durante o ATL. “Viemos mais cedo. Teve boatos de que não ia ter (acampamento), mas, assim que as lideranças resolveram que ia acontecer, nós decidimos vir”, explicou Cotinha. “Nossa expectativa é que áreas sejam demarcadas, homologadas ou ampliadas, principalmente no Maranhão. Isso é muito necessário. Nossa comunidade mesmo vive em área já homologada, mas a população aumentou e a área já não é suficiente”, comentou a maranhense. Morando na capital federal desde janeiro, onde faz mestrado em educação na Universidade de Brasília (UnB), Oziel Ticuna compareceu ao acampamento neste domingo para rever amigos e aguardar a chegada dos representantes de sua comunidade, no Rio Alto Solimões, no Amazonas. “Como ela fica muito distante de Brasília, nós geralmente enviamos entre três e cinco representantes escolhidos entre nossas lideranças”, contou Oziel, que já participou de várias outras edições do evento, na condição de comunicador indígena. Oziel resumiu para a reportagem a importância do ATL. “O acampamento trouxe uma nova forma de nos organizarmos, de trabalharmos coletivamente, com os povos ouvindo uns aos outros e tentando construir soluções para nossos problemas e proteger nossas culturas”, acrescentou. “Estaremos aqui para lutar pelo nosso povo.” Segundo documentos judiciais obtidos pela agência Associated Press, a menina relatou ter sido abusada por uma criança mais velha dentro da instituição, localizada em Harlingen, no Texas. O caso veio à tona após uma funcionária notar que a roupa íntima da criança estava ao avesso | 06:30 – 06/04/2026

Pais veem alguns alimentos ultraprocessados como saudáveis, diz Unicef
Brasil

Pais veem alguns alimentos ultraprocessados como saudáveis, diz Unicef

Segundo o levantamento, feito em parceria com a Novo Nordisk, 52% consideram iogurtes com sabor saudáveis e 49% acham o mesmo de “nuggets” feitos na fritadeira elétrica. Alimentos como suco com açúcar (68%) e peixe frito (63%) passam pela mesma percepção. O público participante reside em três comunidades urbanas: Guamá, em Belém; Ibura, em Recife; e Pavuna, no Rio de Janeiro. Na etapa qualitativa participaram 80 pessoas, entre mães ou cuidadoras e líderes comunitários. Já na etapa quantitativa, 514 responsáveis responderam questionários. A análise dos dados foi feita a partir do Modelo de Determinantes Comportamentais (BDM) do Unicef, que analisa o comportamento a partir de fatores psicológicos, sociológicos e ambientais/estruturais. O relatório da pesquisa afirma que os responsáveis conseguem diferenciar alimentos saudáveis dos não saudáveis, mas a composição e o preparo dos alimentos afeta a percepção, como o uso de fritadeira elétrica, por exemplo. Além disso, termos como “processado” ou “ultraprocessado” não aparecem na fala das entrevistadas. Em 2022, o Brasil implementou a rotulagem nutricional frontal, que visa alertar quando um alimento possui alto teor de açúcar, sódio e gordura, mas 55% dos entrevistados afirmam que nunca olharam para essa “lupa” antes de comprar um produto. Além disso, 62% afirma que nunca deixou de comprar um produto devido a informação nutricional ou selos de alerta e 8% acreditam que o produto com essa rotulagem é, na verdade, mais saudável. “A ideia da rotulagem frontal é justamente te ajudar a fazer escolhas alimentares saudáveis de uma forma mais facilitada, mas isso não está acontecendo”, afirma Stephanie Amaral, oficial de saúde e nutrição do Unicef no Brasil. “Historicamente não se tem um entendimento e o que falta é uma educação nutricional, até hoje não foi feita uma estratégia de comunicação para o entendimento principalmente com as pessoas de baixa escolaridade.” Essa desinformação é baseada em estratégias de divulgação da indústria alimentícia, aponta Raphael Barreto da Conceição Barbosa, pesquisador da Ensp/Fiocruz (Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca) e professor da Escola de Enfermagem da UFF (Universidade Federal Fluminense). Segundo ele, a presença de imagens de frutas, produtos in natura, selos de produto vegano ou sem glúten contribuem para esse falso entendimento. Em relação à rotulagem frontal, ele olha com positividade o fato de, apesar de 55% ignorarem a lupa, 45% dos participantes já mudou alguma escolha alimentar em função do alerta. “A rotulagem frontal é uma norma recente que teve uma baixa divulgação sobre a sua implementação, apesar de ser bem direta.” Outros fatores sociais, como preço dos produtos e sobrecarga materna também são relacionados à alta de consumo de ultraprocessados. A primeira etapa do estudo acompanhou mães e cuidadoras, já que a PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2022 mostra que cerca de 90% das mães são responsáveis por comprar e oferecer alimentos às crianças. Essa centralidade nas decisões alimentares e de atividade física está associada a uma sobrecarga das mães e a uma limitação de redes de apoio, aponta o estudo do Unicef. Sobrecarga essa que, inclusive, favorece o consumo de ultraprocessados pela busca por praticidade. Barbosa destaca que, em conjunto com a questão de gênero, há o olhar para o componente racial. As mulheres negras, afirma, têm constantemente uma opressão de classe, raça e gênero. “Muitas vezes elas trabalham com atividades relacionadas à alimentação e o cuidado doméstico e, quando voltam para casa, precisam também cuidar desses filhos, cuidar dessa casa e dessa alimentação, recaindo sobre elas todas essas opressões de forma conjunta.” Ele cita o 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, que destacou que a insegurança alimentar atingiu o dobro dos lares chefiados por pessoas negras, na comparação com aqueles encabeçados por brancos, e a situação fica ainda mais severa em casas lideradas por mulheres negras. Amaral destaca que outro ponto observado na fala dos participantes é a relação do consumo de ultraprocessados com a parte financeira, levando em consideração que esses produtos são geralmente mais baratos que alimentos in natura. Ela acredita que a solução não seria tão simples quanto diminuir os preços dos alimentos naturais, já que o discurso dos entrevistados mostra uma compensação emocional no oferecimento de ultraprocessados para crianças, como se fossem sinal de uma infância feliz. Barbosa complementa que é compreensível que, para muitas dessas pessoas, o consumo de ultraprocessados seja considerado uma conquista. “Por muito tempo esse produto não era acessível financeiramente, e agora que ele se torna acessível há grupos dizendo que eles fazem mal à saúde, como se fosse uma outra forma de negação para eles”, afirma. Os especialistas concordam que essa percepção dos ultraprocessados como conquista indica que é preciso desmistificar crenças importantes, informando a população de que hoje a formulação dos ultraprocessados são mais nocivos à saúde não só a longo prazo, com mais químicos e aditivos, com educação e comunicação em saúde, a começar pelas escolas. No relatório, o Unicef reforça a necessidade de fortalecer a regulação de alimentos ultraprocessados por crianças e adolescentes no Brasil, incluindo a publicidade infantil, a tributação desses alimentos e a promoção de ambientes escolares saudáveis a fim de reduzir a exposição desses produtos. Para controlar o aumento do consumo desses produtos, a entidade também propõe expandir creches e escolas em tempo integral, para ampliar o acesso à alimentação adequada e reduzir a sobrecarga das famílias; garantir segurança e manutenção de espaços públicos; fortalecer a orientação nos serviços de saúde; apoiar iniciativas comunitárias, como hortas, feiras locais e projetos esportivos; ampliar o uso da rotulagem frontal nos alimentos ultraprocessados e investir em comunicação para mudança de comportamento. Apesar de afirmar que Brasil apresenta uma evolução positiva em relação à segurança alimentar, ressaltando que o país saiu do mapa da fome da ONU (Organização das Nações Unidas), ainda há muito a ser feito. Barbosa complementa defendendo que é necessário tomar um conjunto de medidas, como manter refrigerantes e bebidas açucaradas no imposto seletivo e avançar para incluir ultraprocessados em geral. Além de ampliar o acesso a alimentos saudáveis em territórios vulneráveis,

Onde é feriado em 19 de março? Veja lista de cidades do Brasil que celebram a data
Brasil

Veja como transformar poucos dias em longas férias após a Páscoa

Com o fim da Páscoa, trabalhadores ainda têm boas oportunidades ao longo de 2026 para aproveitar feriados e planejar folgas prolongadas sem precisar usar muitos dias de férias. Depois de um 2025 considerado desfavorável para quem gosta de emendar feriados, o calendário deste ano traz datas mais estratégicas, muitas delas caindo próximas a fins de semana ou em dias que permitem flexibilidade. Entre abril e maio, há uma das melhores janelas para descanso prolongado. O feriado de Tiradentes, em 21 de abril, cairá em uma terça-feira, enquanto o Dia do Trabalhador, em 1º de maio, será em uma sexta-feira. Com organização, é possível criar períodos estendidos de folga. Uma das opções é aproveitar o fim de abril. Ao solicitar folga entre os dias 22 e 30 de abril, o período de descanso pode ir de 21 de abril até 3 de maio. Nesse caso, são 13 dias consecutivos de descanso usando apenas sete dias úteis. Mais adiante, novembro também se destaca como um dos melhores meses para quem quer maximizar as férias. Apesar de o feriado da Proclamação da República, em 15 de novembro, cair em um domingo, outras datas compensam. O Dia de Finados, em 2 de novembro, será em uma segunda-feira, e o Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro, cairá em uma sexta-feira. Com isso, é possível montar um período prolongado de descanso. Quem conseguir organizar férias entre 3 e 19 de novembro pode, na prática, ficar afastado do trabalho de 31 de outubro a 22 de novembro, somando 23 dias de descanso com apenas 13 dias úteis. Outras datas ao longo do ano também permitem estratégias de emenda. O feriado de 7 de setembro cairá em uma segunda-feira, assim como 12 de outubro. Já o Corpus Christi será em 4 de junho, uma quinta-feira, possibilitando a tradicional “ponte” com a sexta. Para quem costuma folgar no Carnaval, a terça-feira de 17 de fevereiro também abre espaço para ampliar o descanso com poucos dias adicionais. Com planejamento e alinhamento com a empresa, o calendário de 2026 oferece diversas oportunidades para descansar mais e gastar menos dias de férias. Especialistas orientam evitar downloads por links suspeitos e priorizar lojas oficiais, além de manter o sistema atualizado e revisar cuidadosamente os dados antes de confirmar pagamentos via Pix. Brasil | 09:48 – 05/04/2026

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Internacional

Trump confirma resgate de piloto de caça abatido no Irã

Os Estados Unidos resgataram neste domingo (5) o piloto de um caça F-15E abatido no Irã após uma operação militar que durou dois dias. Segundo o presidente Donald Trump, o militar foi localizado nas montanhas do país gravemente ferido depois de permanecer escondido enquanto forças iranianas realizavam buscas na região. O oficial, cuja identidade não foi divulgada, foi descrito pelo presidente como um coronel “altamente respeitado”. O avião em que ele estava foi derrubado na sexta-feira (3) por defesas aéreas iranianas. Um segundo tripulante que também ocupava a aeronave foi resgatado ainda no mesmo dia por forças norte-americanas. Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que o militar sobreviveu enquanto tropas iranianas se aproximavam do local onde ele estava escondido. “Resgatamos o membro da tripulação/oficial de um F-15, gravemente ferido e extremamente corajoso, de dentro das montanhas do Irã. As Forças Armadas iranianas estavam o procurando intensamente, em grande número, e se aproximando”, escreveu.   Leia mais: Trump ameaça Irã com “inferno” se Ormuz seguir fechado Leia mais: Papa Leão XIV pede paz em sua 1ª missa de Páscoa Leia mais: Conselho da ONU vota uso da força no Estreito de Ormuz   Trump temeu que resgate pudesse ser uma armadilha Em entrevista ao site Axios, Trump declarou que temeu que o resgate pudesse ser uma armadilha preparada por forças iranianas. Isso ocorreu porque sinais e mensagens de voz enviados pelo comunicador do piloto inicialmente levantaram suspeitas de que ele poderia estar em cativeiro. De acordo com o presidente, uma das mensagens incluía a expressão “Deus é bom”, o que gerou dúvidas entre autoridades. Posteriormente, militares informaram que o oficial era religioso, o que ajudou a descartar a hipótese de captura. Trump afirmou ainda que o Irã “teve sorte” ao atingir o caça e disse que, na avaliação norte-americana, o avião foi derrubado por um lançador de míssil apoiado no ombro. O governo iraniano, por sua vez, declarou ter utilizado um novo sistema de defesa aérea no ataque.

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Internacional

Trump ameaça Irã com “inferno” se Ormuz seguir fechado

As tensões em torno do Estreito de Ormuz voltaram a escalar no fim de semana, após novas ameaças, outro adiamento na votação no Conselho de Segurança da ONU e novos ataques iranianos contra instalações energéticas no Golfo Pérsico. A passagem marítima, considerada uma das rotas mais estratégicas para o transporte de petróleo, permanece sob forte restrição de tráfego desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciado no final de fevereiro. O presidente Donald Trump voltou a pressionar Teerã a reabrir a rota marítima e afirmou que poderá ordenar ataques contra infraestrutura estratégica iraniana caso a navegação não seja normalizada. Em publicação na rede Truth Social, o líder ameaçou bombardear pontes e usinas de energia no país. “Terça-feira será o Dia das Usinas de Energia e o Dia das Pontes, tudo em um só, no Irã. Não haverá nada igual!!! Abram a p*** do estreito, seus bastardos loucos, ou vocês vão viver no inferno — é só esperar! Louvado seja Alá”, escreveu. A mensagem reforça o ultimato anunciado pelo norte-americano no sábado (4), quando Trump afirmou que o “tempo está se esgotando — 48 horas antes de todo o inferno desabar sobre eles”. Segundo ele, novos ataques poderão ocorrer caso a passagem continue restrita à navegação comercial.   Leia mais: Papa Leão XIV pede paz em sua 1ª missa de Páscoa Leia mais: Conselho da ONU vota uso da força no Estreito de Ormuz   O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e concentra o escoamento de petróleo de grandes produtores do Oriente Médio. Cerca de 20% do petróleo consumido no mundo passa pela rota, o que faz com que qualquer interrupção no tráfego provoque impacto imediato no mercado internacional de energia. Estreito de Ormuz (Foto: Reprodução/ Google Maps) Votação na ONU sobre o Estreito de Ormuz é adiada novamente Enquanto cresce a pressão militar, a tentativa de resposta diplomática segue travada no Conselho de Segurança da ONU. Diplomatas informaram no sábado (4) que a votação de uma resolução que pode autorizar o uso da força para proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz foi adiada novamente. Inicialmente prevista para sexta-feira (3) e depois remarcada para sábado, a análise foi transferida para a próxima semana diante da falta de consenso entre os membros permanentes do conselho. O texto em discussão prevê que países possam utilizar “todos os meios defensivos necessários” para garantir a segurança de navios que transitam pela região. A proposta enfrenta resistência entre membros permanentes do conselho. A China, que possui poder de veto, já declarou oposição à autorização militar. França e Rússia também indicaram que podem barrar a medida. Antes mesmo de uma decisão no Conselho de Segurança, o governo iraniano criticou a possibilidade de aprovação da medida. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou na sexta-feira que uma autorização da ONU para o uso da força seria considerada uma escalada do conflito. “Qualquer ação provocativa por parte dos agressores e seus apoiadores, inclusive no Conselho de Segurança da ONU, em relação à situação no Estreito de Ormuz, só irá complicar ainda mais a situação”, declarou. Irã ataca instalações estratégicas no Golfo Pérsico Enquanto o impasse diplomático persiste, o conflito registrou novos episódios militares no domingo. O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica anunciou ataques contra instalações de combustível e petroquímicas em países do Golfo Pérsico, incluindo Bahrein, Kuwait e Emirados Árabes Unidos. Segundo a mídia estatal iraniana, a ação foi apresentada como resposta a um bombardeio israelense contra um complexo petroquímico em Mahshahr e a um ataque a uma ponte próxima a Teerã. De acordo com autoridades iranianas, a  retaliação que ocorreu no domingo foi a “primeira fase” da resposta.

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