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Vereadora denuncia funcionário de parque aquático por assédio sexual no CE
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Vereadora denuncia funcionário de parque aquático por assédio sexual no CE

SÃO PAULO, SP (UOL/) – A vereadora licenciada do Recife Andreza Romero (PSB) denunciou à polícia um funcionário do parque aquático Beach Park, no Ceará, por assédio sexual. O caso aconteceu na sexta-feira (6). Andreza afirma que acompanhava a filha de três anos em um brinquedo quando foi apalpada pelo funcionário. Ela conta que estava subindo a escada da atração Áqua Show, que fica na área infantil do parque, quando o funcionário passou por ela e “passou deliberadamente a mão de uma nádega a outra”. Em um vídeo publicado em redes sociais, Andreza contou que ficou sem reação diante do assédio, fingiu naturalidade para a filha e desceu do toboágua. Ela estava no local com os três filhos e com uma babá. “Eu sempre imaginei que se eu passasse por uma situação como essa, eu ia reagir na mesma hora, eu ia gritar, eu ia fazer escândalo, mas não foi bem assim. Não foi assim que aconteceu. Eu travei, eu fiquei em choque. Fiquei com muito nojo”, disse Andreza Romero, em vídeo publicado nas redes sociais. Ela conta que percebeu que o funcionário continuou monitorando a reação dela de cima do brinquedo, após a descida. “Eu percebi naquela hora que não foi acidente”, afirmou. A vereadora licenciada procurou a polícia e registrou um boletim de ocorrência por importunação sexual. Depois disso, ela procurou o Beach Park. Ontem, ela informou que o parque a acolheu. Andreza também publicou uma imagem olhando as câmeras de segurança do local. “Se ele fez isso comigo, vereadora, advogada, mãe, em uma área cheia de criança. Comigo, que eu sou uma adulta, ele teve coragem. Imagine com uma criança que não sabe nem o que está acontecendo?”, continuou Andreza Romero, em vídeo publicado nas redes sociais. Beach Park afirmou que funcionário foi afastado do cargo. Em nota enviada ao UOL, a empresa disse que está em contato com a vereadora e que presta os esclarecimentos e apoio sobre o caso.“Estamos cientes da importância de garantir a segurança dos nossos frequentadores em todas as situações. Todos os colaboradores passam por treinamentos para conhecimento do nosso código de conduta que veda todo tipo de comportamento inadequado”, informou Beach Park, em nota Prefeito, Câmara Municipal do Recife e PSB emitiram nota em apoio à parlamentar. João Campos (PSB) chamou o caso de “revoltante” em publicação nas redes sociais. Como denunciar violência sexual Vítimas de violência sexual não precisam registrar boletim de ocorrência para receber atendimento médico e psicológico no sistema público de saúde, mas o exame de corpo de delito só pode ser realizado com o boletim de ocorrência em mãos. O exame pode apontar provas que auxiliem na acusação durante um processo judicial, e podem ser feitos a qualquer tempo depois do crime. Mas por se tratar de provas que podem desaparecer, caso seja feito, recomenda-se que seja o mais próximo possível da data do crime. Em casos flagrantes de violência sexual, o 190, da Polícia Militar, é o melhor número para ligar e denunciar a agressão. Policiais militares em patrulhamento também podem ser acionados. O Ligue 180 também recebe denúncias, mas não casos em flagrante, de violência doméstica, além de orientar e encaminhar o melhor serviço de acolhimento na cidade da vítima. O serviço também pode ser acionado pelo WhatsApp (61) 99656-5008. Legalmente, vítimas de estupro podem buscar qualquer hospital com atendimento de ginecologia e obstetrícia para tomar medicação de prevenção de infecção sexualmente transmissível, ter atendimento psicológico e fazer interrupção da gestação legalmente. Na prática, nem todos os hospitais fazem o atendimento. Para aborto, confira neste site as unidades que realmente auxiliam as vítimas de estupro. Leia Também: Polilaminina: entenda a esperança e os testes ainda necessários

Violência recorrente contra mulheres expõe fragilidade da rede de proteção
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Violência recorrente contra mulheres expõe fragilidade da rede de proteção

Segundo o boletim de ocorrência, o homem descumpria reiteradamente a ordem judicial. Apesar disso, ele não usava tornozeleira eletrônica –mecanismo que poderia alertar autoridades no caso de aproximação da vítima. Casos como o de Cibelle ocorrem em um contexto de aumento dos registros de violência contra a mulher e de feminicídio no país, em meio ao avanço de discursos misóginos em redes sociais. “Não tem como negar que existe uma manifestação de ódio e desprezo relacionada a uma maior busca das mulheres por emancipação”, avalia a promotora Silvia Chakian, coordenadora do Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência do Ministério Público de São Paulo. “Há movimentos para cooptar jovens, aproveitando-se de suas vulnerabilidades e frustrações, com discursos misóginos que objetificam mulheres. Quando vemos o caso do estupro coletivo (no Rio de Janeiro) e as idades dos agressores, pensamos em como foi a criação desses garotos.” Ao mesmo tempo, casos como o da lojista morta no trabalho expõem um paradoxo das políticas públicas: mesmo quando o sistema de Justiça é acionado, a proteção pode falhar. Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) mostra que cerca de 13% das mulheres vítimas de feminicídio tinham medida protetiva ativa no momento da morte – ou seja, haviam buscado ajuda do Estado antes do crime. A discrepância releva a distância entre o arcabouço jurídico criado pela Lei Maria da Penha -que completa 20 anos em 2026- e sua implementação efetiva. Entre as causas da disparidade, segundo especialistas em violência contra a mulher ouvidos pela Folha, estão a falta de investimentos nas medidas previstas na lei e falhas de integração entre as ferramentas, suas instituições e esferas de poder. “A Lei Maria da Penha não é perfeita, mas é completa”, afirma Regina Célia, cofundadora do Instituto Maria da Penha. “Ela orienta as políticas públicas e o trabalho dos profissionais, mas sua aplicação depende de uma ação articulada entre instituições.” O enfrentamento da violência doméstica, prevê a lei, envolve segurança pública, Justiça, saúde, assistência social e educação para o respeito desde a infância –área considerada essencial na prevenção de longo prazo. Para Rafaela Caldeira Gonçalves, juíza da Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da região oeste de São Paulo, a lei ajudou a tirar a violência de gênero da invisibilidade e a ampliar o conhecimento das mulheres sobre os instrumentos de proteção. Segundo ela, o problema precisa ser tratado como política de Estado, pois tem impactos econômicos e sociais amplos. “Equipamentos estão desmantelados, abrigos e serviços precisam ser criados e mantidos”, afirma. Chakian afirma que o uso efetivo da tecnologia poderia evitar parte dos casos. “Se aquele agressor (do shopping) estivesse tornozelado e essa medida fosse monitorada corretamente, aquela vida poderia ter sido preservada”, afirma, sobre o caso de Cibelle. De acordo com a promotora, o monitoramento eletrônico é eficaz e já existe, mas ainda é aplicado de forma limitada. Procurada, a SSP (Secretaria da Segurança Pública) de São Paulo afirmou que o monitoramento eletrônico de agressores em casos de violência doméstica começou em setembro de 2023. “O estado possui 1.250 dispositivos disponíveis e o monitoramento depende de autorização judicial.” A jurista Fabiana Severi, professora da USP em Ribeirão Preto e integrante do Consórcio Lei Maria da Penha, afirma que a implementação da lei perdeu força na última década, especialmente após cortes no orçamento federal destinado às políticas de enfrentamento à violência doméstica. Para ela, os recursos foram fundamentais para expandir serviços especializados de atendimento à mulher, sobretudo em municípios menores, que não possuem estrutura própria para manter casas-abrigo e centros de atendimento. Com a redução desses repasses, parte da rede foi desmontada. Dados do FBSP mostram que municípios de até 100 mil habitantes concentram metade dos feminicídios do país, embora abriguem apenas 41% da população feminina. Somente 1 a cada 3 dessas cidades possuem ao menos um serviço especializado no atendimento à mulher em situação de violência. Delegacias da Mulher existem em apenas 5% desses municípios pequenos, e casas-abrigo em cerca de 3% deles. Para Wânia Pasinato, assessora sênior da ONU Mulheres, o Brasil possui um arcabouço legal considerado avançado no enfrentamento à violência contra a mulher, mas o principal desafio é transformar normas em políticas efetivas. Segundo ela, mais do que criar novas leis, é necessário fortalecer programas já existentes e melhorar o atendimento oferecido às vítimas, especialmente no seu primeiro contato com a rede de proteção. “O primeiro atendimento é decisivo”, afirma. “Se a mulher não encontra acolhimento e resposta rápida, perde confiança na rede de proteção.” Pasinato também ressalta que a falta de dados consolidados sobre violência de gênero dificulta avaliar o impacto das políticas públicas e entender com precisão a dimensão do problema no país. “Esses números mais altos não significam necessariamente que a violência começou agora. Em muitos casos, eles refletem uma melhoria nos registros e nas notificações feitas pelos serviços.” Na avaliação da socióloga, a violência contra mulheres tem causas estruturais ligadas à desigualdade de gênero. Ela lembra ainda que marcos internacionais, como a Convenção de Belém do Pará, consolidaram o entendimento de que a violência contra a mulher é uma violação de direitos humanos e estabeleceram a responsabilidade dos Estados na criação de políticas de prevenção e enfrentamento. Fiona Macaulay, pesquisadora da Universidade de Oxford, no Reino Unido, que estuda direitos humanos e relações de gênero na América Latina, vê como uma das experiências brasileiras mais relevantes de prevenção as Patrulhas Maria da Penha –rondas de agentes de segurança para verificar o cumprimento das medidas. “Muitas mulheres sabem que, ao denunciar ou tentar romper o relacionamento, o agressor pode reagir com mais violência. O grande avanço das patrulhas é justamente cortar esse ciclo”, avalia.Segundo Macaulay, a proteção no entanto funciona de forma desigual no território. “Quem mora em locais onde há esse serviço tem mais chances de evitar um feminicídio.” O governo federal afirma que o enfrentamento à violência contra mulheres envolve recursos distribuídos em diferentes áreas. Segundo a secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, Estela Bezerra, parte das ações ocorre por

Guarda aposentado agride cãozinho dentro do elevador em SP; vídeo
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Guarda aposentado agride cãozinho dentro do elevador em SP; vídeo

Christiano José Bezerra da Silva, de 58 anos, é investigado por suspeita de maus-tratos após agredir o próprio cachorro dentro do elevador de um prédio em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, ele é guarda civil municipal aposentado e responde ao inquérito em liberdade. A ocorrência começou a ser apurada depois que policiais do 3º Distrito Policial da cidade receberam uma denúncia anônima na terça-feira (3). A equipe foi até um edifício de alto padrão localizado no bairro Vila Caiçara para verificar a situação. De acordo com o delegado Rodrigo Martins Iotti, as autoridades confirmaram as agressões após analisarem imagens das câmeras de segurança do prédio. O vídeo mostra o homem entrando no elevador acompanhado de dois cães, mas apenas um deles aparece sendo atacado. Nas imagens, o suspeito dá tapas e chutes no animal, que é de pequeno porte. Em outro momento, ele também balança o cachorro segurando-o pela coleira, deixando o animal pendurado. Durante a ação, a coleira chega a se soltar do pescoço do cão. Até a publicação da reportagem, a defesa de Christiano não havia sido localizada pelo g1. Diante da confirmação das agressões, a polícia cumpriu, na sexta-feira (6), um mandado de busca e apreensão para retirar o cachorro da residência do investigado. Segundo o boletim de ocorrência, ao ser abordado pelos agentes, Christiano questionou quem teria feito a denúncia e afirmou considerar a situação um “absurdo”. Durante a ação, a esposa do investigado tentou impedir o cumprimento da ordem judicial. Conforme o registro policial, ela chegou a trancar o animal em um dos cômodos do apartamento. Posteriormente, foi convencida pelo marido a entregar o cachorro aos policiais. Ainda durante a operação, o homem foi oficialmente intimado a comparecer à delegacia na semana seguinte para prestar depoimento no inquérito que apura o caso. Leia Também: Vorcaro fez festa de R$ 220 milhões com Coldplay na Itália

Pastor morre em motel e esposa é chamada para fazer o reconhecimento
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Pastor morre em motel e esposa é chamada para fazer o reconhecimento

Ó pastor evangélico Moisés Galdino, de 53 anos, morreu após passar mal dentro de um motel no bairro Canaãzinho, em Ipatinga, Minas Gerais. Ele estava acompanhado de uma mulher quando começou a apresentar sintomas de infarto logo depois de manter relação sexual. De acordo com o portal Metrópoles, a mulher que estava com ele chamou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Os socorristas realizaram manobras de reanimação por cerca de uma hora, mas o pastor não resistiu e a morte foi confirmada ainda no local. A Polícia Militar de Minas Gerais também foi acionada para a ocorrência. No entanto, quando os policiais chegaram ao motel, a mulher que acompanhava o pastor já havia deixado o local. Antes de sair, ela informou aos profissionais de saúde que a vítima era casada e que, por esse motivo, não permaneceria até a chegada da polícia. Segundo informações do Samu, o corpo de Moisés Galdino não apresentava sinais de violência. A esposa do pastor foi chamada ao estabelecimento e realizou o reconhecimento do corpo. Ainda de acordo com o relato da mulher aos socorristas, o pastor teria desmaiado logo após a relação sexual. Ele caiu em seguida e começou a apresentar os sintomas que levaram ao atendimento de emergência. O caso ocorreu no bairro Canaãzinho, em Ipatinga, cidade localizada no interior de Minas Gerais. Até o momento, não há indicação de crime ou de qualquer situação de violência relacionada ao ocorrido. O jornal Extra informou que procurou a Polícia Militar de Minas Gerais para obter mais informações sobre o caso, mas não havia recebido retorno até a publicação da reportagem. Leia Também: Caso da ‘rachadinha’ de Flávio Bolsonaro foi encerrado com perguntas não respondidas

Defesa confirma morte de
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Defesa confirma morte de ‘Sicário’, suspeito de integrar milícia de Vorcaro

Ele foi um dos presos na quarta-feira (4) em nova fase da Operação Compliance Zero. Apelidado de “Sicário”, foi identificado pela PF como operador central de um grupo chamado “A Turma”, sendo responsável por coordenar atividades voltadas à obtenção de informações e monitoramento de pessoas de interesse do dono do Banco Master. Segundo informações da PF, Mourão tentou suicídio em uma cela da Superintendência da Polícia Federal de Minas Gerais. Ele foi socorrido e levado ao hospital, onde estava internado desde então. Foi com ele que Vorcaro trocou mensagens sobre uma tentativa de intimidar o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, por meio de um assalto, além de outras conversas envolvendo ameaças e agressões a desafetos. Mourão, segundo a PF, seria o responsável por executar essas condutas, tendo inclusive acesso a bases de dados restritas de órgãos públicos nacionais e internacionais. No dia da prisão de Mourão, a defesa afirmou que os fatos imputados a ele não correspondiam à realidade e seriam devidamente esclarecidos assim que a defesa tivesse acesso integral aos autos da investigação. Em Minas Gerais, onde era conhecido pelo apelido de “Mexerica”, Mourão teve passagem pelos crimes de furto qualificado, estelionato, associação criminosa, falsificação de documento público, organização criminosa e crimes contra a economia popular, segundo policiais ouvidos pela Folha. Os crimes pelos quais ele tinha registro não são considerados violentos. Para a Polícia de Minas Gerais, o perfil de Mourão era mais de um golpista -diferentemente do perfil agressivo que consta nos relatórios que motivaram a prisão dele no caso Master. Segundo policiais, ele era conhecido por ser agiota e envolvido em esquemas de pirâmide relacionados a investimentos falsos e de compra e venda de veículos usados. Há indícios de que também integrava organização criminosa com ramificações em jogos do bicho e apostas ilegais, envolvendo inclusive criminosos e policiais.Mourão também teria amizades influentes na polícia mineira e em outras esferas de poder. Além dos registros policiais, Luiz Phillipi Mourão era réu desde 2021 por crime contra a economia popular, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo denúncia da Promotoria de Minas obtida pela Folha, Mourão atuou como um dos chefes e articuladores de um esquema de pirâmide financeira. O processo corre na 5ª Vara Criminal de Belo Horizonte e ainda não foi julgado. De acordo com os procuradores, o esquema teria começado em 2017 e envolvia anúncios de investimentos com promessas de lucros exorbitantes para atrair interessados em compra e venda de títulos, ações e cotas. Outras dez pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público como integrantes do esquema, incluindo a mãe e a irmã de Mourão.Sobre essas acusações, a defesa disse, no mesmo dia da prisão de Mourão no âmbito da operação Compliance Zero, que o processo ainda estava em curso e que acreditava que ao final seria provada sua inocência. Leia Também: Produção de armamento avançado dos EUA será quadruplicada, diz Trump

Pesquisadora da polilaminina admite erros em gráfico
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Pesquisadora da polilaminina admite erros em gráfico

UM pesquisadora Tatiana Sampaio afirmou que fará correções no artigo científico que apresenta os primeiros testes em humanos com a polilaminina, uma substância estudada como possível tratamento para lesões na medula espinhal. Segundo ela, o texto passará por uma revisão geral, com ajustes técnicos, correções na apresentação de dados e mudanças na forma como os resultados foram descritos. “Esse pré-print eu coloquei assim no momento. Eu pensei: ‘isso aí não vai dar Ibope, vou deixar lá só para registrar que a gente fez isso em algum momento, por questões de autoria’. Mas ele não estava bem escrito.” O estudo foi divulgado inicialmente como pré-print, ou seja, uma versão preliminar de um artigo científico disponibilizada publicamente antes de passar pela revisão de outros pesquisadores. A polilaminina é uma proteína derivada da laminina, molécula naturalmente presente nos tecidos do corpo e responsável por dar suporte às células. A hipótese da pesquisa é que, quando aplicada em uma medula espinhal lesionada, a substância poderia estimular a regeneração de conexões nervosas. O trabalho que será revisado foi divulgado como pré-print em fevereiro de 2024 e reúne resultados de cerca de duas décadas de pesquisa desenvolvida na Universidade Federal do Rio de Janeiro. O estudo inclui uma fase experimental iniciada em 2018, com testes em oito pacientes humanos. Antes disso, a molécula havia sido avaliada em cães. Os resultados chamaram a atenção do laboratório Cristália, que já investiu cerca de R$ 100 milhões no desenvolvimento da substância para transformá-la em medicamento. No início de 2026, o trabalho ganhou grande visibilidade quando Tatiana passou a conceder entrevistas ao lado de Bruno Drummond, um dos pacientes que participou da pesquisa, sofreu lesão medular e voltou a andar. A repercussão nas redes sociais foi intensa, mas também surgiram críticas de especialistas que apontaram inconsistências na apresentação de dados e questionaram a interpretação de eficácia do tratamento. Um dos pontos citados foi a situação de um paciente que morreu poucos dias após o procedimento, mas que no gráfico do estudo aparecia com melhora registrada após cerca de 400 dias de acompanhamento. A pesquisadora reconheceu que se trata de um erro que será corrigido. Segundo ela, os dados pertencem, na verdade, ao participante 2 e foram atribuídos incorretamente ao participante 1 devido a um erro de digitação. “Foi um erro de digitação, isso está errado”, disse. Outro ponto que será alterado envolve a apresentação de exames de eletromiografia utilizados para avaliar a possível regeneração de nervos e músculos após o tratamento. Especialistas apontaram que, em alguns casos descritos como sucesso, os exames não mostravam mudanças claras. Tatiana explicou que pretende substituir uma das figuras usadas no artigo, afirmando que a imagem atual apresentava dados brutos. “Não tem nenhum dado novo, tá? Então é exatamente a mesma coisa. Só que dito de uma maneira melhor e com figuras um pouco mais cuidadas.” A pesquisadora também pretende incluir uma nova análise separando os pacientes de acordo com o tipo de lesão. Segundo ela, entre os quatro participantes com lesões torácicas, todos evoluíram do grau A para o grau C na Escala de Avaliação da Lesão Medular (AIS). Tatiana afirma que, segundo a literatura científica, a taxa de recuperação espontânea nesse tipo de caso seria próxima de 1%, o que poderia reforçar a hipótese de eficácia da polilaminina. Além dessas mudanças, o texto passará por uma revisão completa de redação. A cientista explicou que alguns trechos da versão original não estavam claros e que decidiu reescrever partes do artigo para explicar melhor os procedimentos e os resultados. “Olha, a mudança principal eu acho que é a forma de escrever. Você vai escrevendo e vai vendo. Tem trechos que eu estou explicando mal e aí posso explicar melhor, mas não tem diferença.” Apesar das correções, Tatiana afirma que os dados apresentados e as conclusões do estudo permanecem os mesmos. Ainda assim, especialistas apontam que permanecem dúvidas importantes sobre a polilaminina. Uma delas é se a substância foi realmente responsável pelas melhoras observadas nos pacientes, já que todos também passaram por cirurgia e fisioterapia intensiva — tratamentos que por si só podem gerar algum grau de recuperação. Outra questão envolve a segurança do procedimento. Como o estudo é pequeno e preliminar, pesquisadores afirmam que são necessários testes maiores para avaliar possíveis riscos e efeitos adversos. O próprio pré-print menciona que mortes por pneumonia e sepse registradas entre participantes poderiam, em princípio, estar relacionadas a um possível efeito imunossupressor da polilaminina. Para que a substância possa se tornar um medicamento, ainda será necessário cumprir várias etapas regulatórias. O primeiro passo é a realização de ensaios clínicos oficiais em humanos, começando pela fase 1, voltada à avaliação de segurança em um pequeno grupo de participantes. Essa etapa foi aprovada em janeiro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, mas ainda aguarda análise de comissões de ética. Caso a segurança seja confirmada, o estudo precisará avançar para as fases 2 e 3, nas quais são avaliadas eficácia, dosagem adequada e possíveis efeitos adversos em populações maiores. Somente após essas etapas será possível solicitar o registro sanitário para comercialização do medicamento. Mesmo antes do início desses testes regulatórios, a divulgação do estudo mobilizou pacientes e familiares de pessoas com lesão medular. Segundo o laboratório Cristália, cerca de 40 ações judiciais foram protocoladas para garantir acesso à substância, e 19 aplicações já foram realizadas por determinação da Justiça, fora de ensaios clínicos formais. Outro ponto de debate entre especialistas envolve o desenho do estudo. A pesquisa foi conduzida como um ensaio de braço único, em que todos os participantes recebem o tratamento, sem um grupo controle para comparação. Tatiana defende que essa abordagem é suficiente. “Se você fizer um número grande o suficiente de pacientes, você passa a ter um grupo controle universal”, afirma a pesquisadora. Especialistas, porém, questionam essa estratégia. Para o presidente da Academia Brasileira de Neurologia, Delson José da Silva, a ausência de comparação com outro grupo impede concluir se a melhora observada está relacionada à polilaminina. “Muitos pacientes nesse tipo de caso melhoram apenas com a

Número de beneficiários de planos de saúde cai 0,17% em janeiro, a 52,996 milhões, mostra ANS
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Número de beneficiários de planos de saúde cai 0,17% em janeiro, a 52,996 milhões, mostra ANS

UMpós uma sequência de altas em 2025, a quantidade de beneficiários de planos de saúde diminuiu 0,17% em janeiro, para 52,996 milhões, enquanto os planos exclusivamente odontológicos tiveram redução de 0,06% para 35,487 milhões de convênios ativos. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 6, pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). No mês, houve a redução de 91 mil beneficiários dos planos de saúde convencionais e de 23 mil de convênios odontológicos. Contudo, na comparação com janeiro de 2025 o saldo é positivo em 1 milhão de beneficiários na saúde suplementar e de 1,1 milhão nos planos odontológicos. Ao todo, existem 667 operadoras de saúde ativas com beneficiários no País, e a taxa de cobertura é de 26,1% da população. Modalidades Na assistência médica, a modalidade de planos coletivos empresariais se mantém em larga vantagem, com 38,684 milhões de clientes. Os planos individuais somam 8,483 milhões, o coletivo por adesão tem 5,804 milhões. Já nos planos exclusivamente odontológicos, 26,594 milhões são da modalidade coletivo empresarial, enquanto 5,747 milhões estão em planos individuais ou familiares. Serviço pode ser acessado pelo aplicativo Meu SUS Digital, disponível 24h por dia. Expectativa inicial é de 600 pacientes por mês; teleatendimento pelo SUS é destinado a pessoas com 18 anos ou mais, além de familiares e rede de apoio Rafael Damas | 05:50 – 03/06/2026

Número de beneficiários de planos de saúde cai 0,17% em janeiro, a 52,996 milhões, mostra ANS
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Número de beneficiários de planos de saúde cai 0,17% em janeiro, a 52,996 milhões, mostra ANS

UMpós uma sequência de altas em 2025, a quantidade de beneficiários de planos de saúde diminuiu 0,17% em janeiro, para 52,996 milhões, enquanto os planos exclusivamente odontológicos tiveram redução de 0,06% para 35,487 milhões de convênios ativos. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 6, pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). No mês, houve a redução de 91 mil beneficiários dos planos de saúde convencionais e de 23 mil de convênios odontológicos. Contudo, na comparação com janeiro de 2025 o saldo é positivo em 1 milhão de beneficiários na saúde suplementar e de 1,1 milhão nos planos odontológicos. Ao todo, existem 667 operadoras de saúde ativas com beneficiários no País, e a taxa de cobertura é de 26,1% da população. Modalidades Na assistência médica, a modalidade de planos coletivos empresariais se mantém em larga vantagem, com 38,684 milhões de clientes. Os planos individuais somam 8,483 milhões, o coletivo por adesão tem 5,804 milhões. Já nos planos exclusivamente odontológicos, 26,594 milhões são da modalidade coletivo empresarial, enquanto 5,747 milhões estão em planos individuais ou familiares. Serviço pode ser acessado pelo aplicativo Meu SUS Digital, disponível 24h por dia. Expectativa inicial é de 600 pacientes por mês; teleatendimento pelo SUS é destinado a pessoas com 18 anos ou mais, além de familiares e rede de apoio Rafael Damas | 05:50 – 03/06/2026

Vacina brasileira contra a dengue mantém eficácia por até 5 anos
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Vacina brasileira contra a dengue mantém eficácia por até 5 anos

Vocêm novo estudo publicado pelo Instituto Butantan mostrou que a vacina brasileira contra a dengue permanece eficaz por pelo menos cinco anos após a aplicação. O imunizante Butantan-DV foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em novembro do ano passado e já começou a ser aplicado em profissionais de saúde de diversas partes do país. Durante esse período nenhuma pessoa vacinada apresentou dengue severa, nem precisou de hospitalização por causa da doença. Com isso, a eficácia da vacina contra as formas graves da doença ou a infecção acompanhada de sinais de alerta ficou em 80,5%. A diretora médica do Butantan, Fernanda Boulos, explica que esse resultado é positivo não somente por confirmar a eficácia da vacina, mas por demonstrar a eficiência do esquema de dose única. A vacina produzida pelo Instituto é a primeira do mundo contra a dengue aplicada em apenas uma dose. “Vacinas que precisam de duas ou mais doses, a gente tem vários dados que mostram que muitas pessoas não voltam pra completar o esquema. Então, essa demonstração de que uma única dose mantém a proteção alta é muito importante. Mas é claro que nós vamos continuar acompanhando, para saber se realmente não vai ser necessário um reforço depois de 10 ou 20 anos”afirmou. Crianças e idosos A eficácia do imunizante contra a dengue, de forma geral, foi um pouco menor, de 65%. Mas o índice sobe para 77,1% entre as pessoas que já contraíram a doença antes de receber o imunizante. Os resultados também apresentaram algumas variações de acordo com a faixa etária, com maior eficácia entre adultos e adolescentes do que entre as crianças. Por isso, a Anvisa registrou a Butantan-DV apenas para pessoas de 12 a 59 anos, apesar da vacina ter sido testada também em crianças, a partir de 2 anos. “Eles reconhecem que os dados de segurança pra crianças estão corretos, mas como depois de cinco anos, a eficácia entre as crianças cai mais do que entre os adultos, nós precisamos saber se elas vão precisar de reforço”explicou a diretora médica do Butantan. Fernanda Boulos acrescentou, no entanto, que o Butantan já está planejando, junto com a Anvisa, a realização de um estudo adicional em crianças para embasar a inclusão desse público no esquema de vacinação no futuro. Além disso, o Instituto já está fazendo testes em idosos, em um estudo que deve ter resultados no ano que vem. “O sistema imunológico também passa por um processo de envelhecimento, então é importante entender se os idosos tem a mesma capacidade de gerar resposta imune com a vacina”explicou. O acompanhamento dos pacientes vai ser feito por um ano, depois os dados serão comparados com os dos adultos, e enviados para a Anvisa para uma possível ampliação do público-alvo. O diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), Juarez Cunha, afirma que essa inclusão seria muito importante, considerando que a maior taxa de mortalidade por dengue é verificada entre idosos. Ele ressalta, ainda, os resultados importantes sobre a segurança da vacina apresentados no estudo. “Ele nos mostra que a vacina se mantém protetora por um prazo bastante longo, e é extremamente segura. E esse também é um aspecto fundamental. Qualquer medicação, incluindo vacina, a gente precisa ver como eles vão se comportar com a sua utilização”ele complementa. Segurança O estudo de longo prazo da Butantan-DV foram publicados na quarta-feira (4), na revista Nature Medicine e explica que a vacina foi, de modo geral, bem tolerada e não foram observadas preocupações de segurança a longo prazo.” Eles foram obtidos após o acompanhamento de mais de 16 mil pacientes, sendo que cerca de 10 mil receberam a vacina, e quase 6 mil receberam placebo, para compor um grupo de comparação. “Em termos estratégicos é fundamental que a gente tenha uma pesquisa nacional conseguindo chegar a esses produtos de ponta, eficazes e seguros. Possibilita que a gente consiga abastecer mais fácil o nosso Programa Nacional de Imunizações e também é um ativo de negociação com outros países”, destaca o diretor da SBIM. A diretora médica do Instituto Butantan, Fernanda Boulos, confirma que a prioridade absoluta é abastecer o Sistema Único de Saúde (SUS). Mas, assim que a demanda nacional for suprida, a instituição pública, vinculada ao estado de São Paulo, deve negociar a venda de doses para outros países, especialmente da América Latina, que também tem sofrido com epidemias da doença. Leia Também: SUS inicia atendimento para quem enfrenta problemas com jogos e apostas

71% das mulheres dizem já ter sofrido assédio, aponta pesquisa em 10 capitais brasileiras
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71% das mulheres dizem já ter sofrido assédio, aponta pesquisa em 10 capitais brasileiras

A pesquisa foi feita pelo Instituto Cidades Sustentáveis e Ipsos-Ipec, com apoio do Sesc-SP e da Fundação Grupo Volkswagen. O levantamento foi feito com 3.500 pessoas com mais de 16 anos moradoras de dez capitais brasileiras: Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Goiânia. As entrevistas foram feitas de forma online, entre os dias 2 e 27 de dezembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Segundo o levantamento, 71% das mulheres disseram já ter sofrido assédio em algum momento da vida, 56% relataram que a agressão ocorreu na rua ou em algum outro espaço público (como praça, parque ou praia) e 51% no transporte público. Além disso, 38% disseram ter sido vítimas de assédio no trabalho e 28%, dentro do ambiente familiar. Ainda 33% disseram ter sido assediadas em bares e casas noturnas e 17% dentro de transporte particular, como táxi ou carros por aplicativo. Jennifer Caroline Luiz, supervisora da área de gestão da Fundação Volkswagen, diz que o número de mulheres vítimas de assédio pode ser ainda maior do que o captado pela pesquisa. “Existe a dor, a vergonha em admitir ter sido vítima dessa situação. Então, pode ser que o número seja maior, mas o formato da pesquisa, com entrevistas online, pode diminuir esse risco.” Ela destaca ainda que o grupo etário com maior incidência de mulheres que relataram ter sofrido assédio foi o de 45 a 59 anos. “Se por um lado, mulheres mais jovens, da faixa de 16 a 24 anos, podem ter mais facilidade em reconhecer as situações de assédio e denunciá-las, por outro, as mulheres com mais idade vivem em um contexto em que o mais machismo é mais presente e foi mais naturalizado. Por isso, podem ter sofrido mais com esse tipo de situação.” O levantamento também questionou os entrevistados sobre medidas que consideram eficazes para combater a violência doméstica e familiar. A medida mais citada por elas (59%) foi aumentar as penas para quem comete violência contra mulher. Em seguida, 52% delas disseram que seria ampliar os serviços de proteção a mulheres em situação de violência em todas as regiões da cidade. Para os homens, essas também foram as duas medidas mais citadas, tendo sido respondidas por 48% e 45%, respectivamente. A pesquisa incluiu ainda perguntas para entender a percepção de igualdade de gênero entre os entrevistados e encontrou diferenças significativas entre homens e mulheres. Para 51% deles, os afazeres domésticos de suas casas são divididos igualmente entre homens e mulheres. Enquanto, apenas 29% das mulheres relataram que a divisão é igualitária. Além disso, 28% dos entrevistados do sexo masculino disseram acreditar que os afazeres domésticos são de responsabilidade de homens e mulheres, mas reconheceram que elas fazem a maior parte. Entre as mulheres, 43% afirmaram que fazem a maior parte. “A sobrecarga feminina é mais percebida pelas próprias mulheres. Há uma tendência de alguns homens aumentarem a percepção de que o trabalho doméstico é uma responsabilidade compartilhada, mas eles acham que está sendo dividido igualmente, enquanto elas não percebem o mesmo. Isso traduz a desigualdade de gênero”, diz Jennifer. Leia Também: Nova frente fria deve chegar com “força acima do normal” no Sudeste

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