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Fim do silêncio: Deolane Bezerra se pronuncia sobre prisão

Fim do silêncio: Deolane Bezerra se pronuncia sobre prisão

Por redacao • maio 26, 2026

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra divulgou uma carta aberta nesta terça-feira (26) após ser presa sob suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital). O documento foi compartilhado por sua irmã, Dayanne Bezerra.

Na carta, Deolane afirmou ser vítima de perseguição e negou qualquer relação com o crime organizado. “Nunca fiz parte do crime organizado. Reitero a minha inocência”, declarou.

A influenciadora também afirmou que a prisão estaria relacionada ao recebimento de R$ 24,5 mil em honorários advocatícios. Segundo ela, o valor foi depositado diretamente em sua conta bancária e não teria ligação com a transportadora mencionada nas investigações. “Não sou eu que estou afirmando isso, essa informação está no próprio inquérito. Peço para ser ouvida, assim como foi pedido no momento da prisão”, escreveu.

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No texto, Deolane ainda criticou a condução das investigações e afirmou que nunca havia sido chamada oficialmente para prestar esclarecimentos sobre o caso, apesar de citar que seu nome vem sendo associado às apurações desde 2022. “Minha vida é pública, meu endereço é público. Nunca fui ouvida em mais de quatro anos, mas fui acordada com um fuzil apontado para o meu rosto”, disse.

Ela também negou informações divulgadas sobre possuir dezenas de empresas em seu nome e afirmou que construiu sua trajetória profissional de forma legítima. “Não sou e nunca fui bandida. Sou mãe, sou empresária, sou advogada. Uma nordestina que venceu na vida pelo próprio suor”, declarou.

Leia a carta de Deolane na íntegra:

“Bom dia, Brasil, de novo! Mais uma vez a mãe está enjaulada por pura perseguição e por ser formadora de opinião. Isso já dura mais de cinco anos, afinal até pela morte do Kevin eu fui acusada. Sobre esse processo gostaria de expressar minha indignação, já que nunca fiz parte do crime organizado. Reitero a minha inocência e deixo claro que estou presa pela quantia de R$ 24.500 (valor de honorários que recebi na época como ADVOGADA). Valor depositado em minha conta em espécie, e não pela transportadora mencionada no inquérito. Não sou eu que estou afirmando isso, essa informação está no próprio inquérito.

Peço para ser ouvida, assim como foi pedido no momento da prisão. Além do mais, desde o ano de 2022 venho sendo citada em reportagens midiáticas com tons ameaçadores e em momento algum fui chamada para prestar esclarecimentos sobre esse caso. Minha vida é pública, meu endereço é público. Nunca fui ouvida em mais de 4 anos, mas fui acordada com um fuzil apontado para o meu rosto na minha casa e presa sem ter a oportunidade de esclarecer os fatos.

É mentira que tenho 37 empresas em meu nome. Uma mentira que pode ser facilmente comprovada em uma simples pesquisa na junta comercial, uma mentira que se tornou verdade de tantas vezes que foi repetida. Fui advogada atuante em centenas de processos e nunca sequer estive presente na Penitenciária de Presidente Venceslau. Já disse muitos NÃOS para manter meus princípios e minha ética.

Não sou e nunca fui bandida! Sou mãe, sou empresária, sou advogada. Uma nordestina que venceu na vida pelo próprio suor. Que segue de cabeça erguida acreditando na justiça. Conto com as orações e o apoio de quem sempre esteve comigo. Mais uma vez, vocês não irão se arrepender. Um beijo a todos! Fé, já estou por aí esperando a próxima injustiça a ser combatida. Vocês não soltem a minha mão, não viu?”

Prisão de Deolane

A Polícia Civil afirma que o principal elo entre Deolane e Marcola seria Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha do chefe do PCC, que mora em Madri, na Espanha.

Segundo a investigação, Deolane também manteria vínculos pessoais e comerciais com um dos gestores fantasmas da transportadora usada no esquema. Os investigadores afirmam ainda que não identificaram prestação de serviços compatível com os valores recebidos pela influenciadora.

Além de Marcola e Paloma, também foram alvos da operação:

  • Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado como operador financeiro da facção;
  • Alejandro Camacho, irmão de Marcola;
  • Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho do líder do PCC.

redacao

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