Pantanal News

Medicina tem explosão de vagas não preenchidas na 1ª chamada após mudanças no Sisu
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Medicina tem explosão de vagas não preenchidas na 1ª chamada após mudanças no Sisu

É o que ocorreu na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), que tem uma das graduações em medicina mais disputadas no sistema de seleção federal e registrou a quarta maior nota de corte da área nesta edição. No campus da capital, 97 das 200 vagas foram encaminhadas à lista de espera em 2026. Em 2025, foram 47; em 2024, 57. Em Macaé, 39 das 60 vagas não resultaram em matrícula na 1ª chamada. No ano passado, foram 15; em 2024, 18. As instituições começaram a divulgar as listas de espera em 11 de fevereiro. Ainda não há dados consolidados que expliquem o movimento. Especialistas ouvidos pela Folha apontam como principal hipótese a mudança no regulamento do sistema, que passou a permitir o uso da melhor nota entre as três últimas edições do Enem. Já era comum que candidatos utilizassem o desempenho no Enem para se inscrever em cursos sem intenção real de matrícula. Mas agora, segundo professores, a possibilidade de usar edições anteriores do exame fez com que estudantes com médias altas passassem a disputar vagas apenas para testar as chances de aprovação, sem compromisso de mudança de cidade ou de efetivar a matrícula. Para o consultor em ensino superior João Vianney, sócio da Hoper Educação, a mudança no Sisu não foi acompanhada de mecanismos que restringissem a participação de estudantes já matriculados em universidades públicas. “Sem a exigência de compromisso imediato, alguns participantes simplesmente aplicaram a inscrição do Sisu como se fosse um game”, afirma. Segundo a lista da chamada regular da UFRJ, 57 candidatos no Rio e 17 em Macaé utilizaram nota do Enem de anos anteriores. A Pró-Reitoria de Graduação da UFRJ informou que a avaliação consolidada será feita após o encerramento de todas as convocações e que pretende mapear o ano da nota usada pelos candidatos para entender o comportamento de ocupação das vagas. Na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), que divulgou a lista de espera em 19 de fevereiro, o curso de medicina teve 133 vagas encaminhadas à lista de espera na primeira chamada de 2026. Em 2025, foram 95; em 2024, 80. O curso oferece 320 vagas por ano. No processo da instituição mineira, 52 aprovados na chamada regular recorreram a notas de edições anteriores do Enem. A instituição afirmou que é preciso aguardar a conclusão das etapas de registro e matrícula para avaliar os impactos da nova regra. Disse ainda que o Sisu é um processo dinâmico, de alcance nacional, e que mudanças recentes exigem cautela antes de estabelecer relação direta entre causa e efeito. O aumento não se restringiu à medicina. Na UFRJ, o número de vagas encaminhadas à lista de espera cresceu na maioria dos cursos. E o maior crescimento ocorreu em direito no período integral, que oferece 360 ​​vagas por ano e viu o total na fila de espera passar de 181 para 235, um acréscimo de 54 cadeiras. Procurado, o MEC (Ministério da Educação) informou que o ciclo de matrículas ainda está em andamento e que análises sobre ocupação de vagas dependem da consolidação nacional dos dados. A pasta disse que acompanha os indicadores do processo seletivo e que fará avaliações técnicas ao final das convocações, incluindo estudos sobre notas de corte, padrões de escolha e dinâmica de classificação. Sobre a possibilidade de distorções, o ministério afirmou que o modelo do Sisu se baseia exclusivamente nas notas do Enem e nas regras previstas em edital. Segundo a pasta, as oscilações nas notas de corte refletem a dinâmica concorrencial do sistema e as escolhas feitas pelos próprios candidatos, algo esperado em um processo que atualiza as posições diariamente. Além do efeito das mudanças no Sisu, Vianney afirma que outros fatores estruturais podem ter contribuído para o aumento das vagas ociosas. O custo de vida nas grandes capitais, a ampliação da oferta no ensino privado e a possibilidade de manter matrícula em outra instituição enquanto se aguarda a reclassificação também influenciam a decisão dos candidatos. Segundo o pesquisador Gustavo Bruno de Paula, o Sisu já vinha sendo associado, desde sua criação, ao aumento da evasão e das vagas ociosas, por incentivar “escolhas estratégicas”. O sistema permite acompanhar as notas de corte durante o período de inscrição, o que pode levar candidatos a optar por cursos com maior chance de aprovação, mesmo que não sejam sua primeira preferência. Para ele, a nova regra pode ter reforçado esse comportamento, reforçando que isso pode ser uma consequência não antecipada pelo MEC. “Ao possibilitar o uso das notas anteriores, a nova regulamentação pode ter incentivado ainda mais escolhas pouco refletidas, como o próprio Sisu incentiva”, afirma o professor de sociologia da USP Ribeirão Preto. Dentro das escolas e cursinhos, o cenário tem sido acompanhado com preocupação por educadores. No colégio mineiro Bernoulli, a alta rotação de vagas em medicina na UFMG é vista como um fenômeno atípico. Segundo Vinícius Figueiredo, coordenador pedagógico do pré-vestibular, o comportamento foge completamente do padrão histórico. Para ele, o movimento não indica desinteresse, mas é um efeito colateral da nova regra, que permite que candidatos já aprovados voltem a concorrer com suas melhores notas. No Rio, o diretor pedagógico da Rede Alfa CEM Bilíngue, que teve a melhor média no exame no estado, de acordo com levantamento da Folha, faz uma avaliação semelhante. Rafael Galvão afirma que a mudança pode ter inflado as notas de corte e levado parte dos candidatos a desistir da UFRJ antes mesmo da lista de espera. “Muitos alunos acreditaram que estavam longe da nota de corte e optaram por outras universidades”, diz. Para Eduardo Calbucci, diretor pedagógico do Curso Anglo, o momento é de transição. “Ainda é cedo para tirar conclusões. A regra foi aplicada de forma repentina, sem que os alunos soubessem que as notas de três anos seriam consideradas. O ideal seria uma transição gradual, para que as turmas futuras se preparassem com previsibilidade”, afirma. Leia Também: Venda de iPhones sem carregador gera multa à Apple no Brasil

Ibama multa governo do Paraná em R$ 2,5 milhões por poluição no litoral
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Ibama multa governo do Paraná em R$ 2,5 milhões por poluição no litoral

A infração tem relação com a instalação de sacos plásticos cheios de areia usados na contenção de um “degrau”, de até dois metros, que surgiu na orla de Matinhos (PR) no início do ano. Parte dos sacos se desprendeu, e o material foi encontrado em diversos pontos do litoral. Segundo o Ibama, há registros de sacos achados em Guaratuba (PR), cidade vizinha a Matinhos, e até na divisa do Paraná com São Paulo, dentro do Parque Nacional do Superagui. “A equipe constatou que os sacos de ráfia utilizados estavam espalhados pela praia, inclusive confirmando que teriam sido levados pelo mar, sendo encontrados em locais distantes da área da contenção”, diz trecho do relatório de fiscalização do Ibama. Os fiscais também disseram no documento que registraram crustáceos mortos na manta colocada para segurar os sacos. Procurado pela Folha de S.Paulo, o IAT (Instituto Água e Terra), órgão do governo do Paraná, afirmou que as alegações do Ibama estão sendo analisadas e que apresentará defesa contra a multa. Segundo o IAT, mais de 90% do material que se desprendeu foi recuperado, e a empresa responsável pela instalação dos sacos, Zuli Construtora de Obras, recebeu multas do órgão estadual -dois autos de infração nos valores de R$ 300 mil e R$ 30 mil- relacionadas ao episódio. Na tarde desta quarta-feira (4), a reportagem ligou para o número de telefone da empresa registrado na Receita Federal, mas ninguém atendeu. Everton Souza, diretor-presidente do IAT, disse que “a empresa tinha uma proposta de contenção que nós entendemos que poderia ser eficiente, mas na execução houve problema e já foi solucionado em seguida”. Já os fiscais do Ibama entendem que “tanto a qualidade dos materiais quanto os meios empregados para fixá-los na posição eram claramente insuficientes para a tarefa”. Segundo o órgão ambiental federal, os sacos são compostos por materiais não biodegradáveis, como o polipropileno, um tipo de polímero plástico, que, com o tempo, perde o formato original e forma microplásticos. Em nota, o Ministério Público Federal disse ter solicitado uma perícia do material. “A análise vai apontar exatamente qual é o tipo de plástico usado pelo governo estadual na praia e a dimensão dos riscos que ele representa à vida marinha e à vida humana”, afirmou a Procuradoria. O “paredão de areia” que se formou na praia estava próximo ao palco montado pelo governo paranaense para realização de shows aos veranistas. Há mais de três anos, parte da faixa de areia em Matinhos foi ampliada. A engorda da praia, que se tornou uma aposta contra décadas de erosão costeira, usou mais de 3 milhões de metros cúbicos de areia. Além da punição em razão dos plásticos, o Ibama também multou o governo do Paraná em cerca de R$ 30 mil por danos à restinga, vegetação presente na orla, próxima ao palco de shows. A pedido do Ministério Público Federal, o Ibama fez uma vistoria e apontou a degradação em cerca de 700 metros quadrados de restinga. Segundo o diretor-presidente do IAT, a área de restinga estava devidamente isolada, com sinalização, mas “infelizmente a população não colaborou naquele primeiro show, do Alok, que tinha mais de 300 mil pessoas”. De acordo com Souza, a segurança foi reforçada, e não houve pisoteamento nos shows seguintes. Leia Também: Anvisa proíbe empresa de vender melatonina sublingual

Enem passará a avaliar aprendizado na educação básica, define governo Lula
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Sistema permite emissão de certificado de conclusão do ensino médio

Ós participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025 que usaram o exame como estratégia para concluir a educação básica vão pode solicitar, a partir desta segunda-feira (2), a emissão digital do certificado de conclusão do ensino médio. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) é responsável pelo desenvolvimento do novo sistema. O diploma digital do ensino médio pelo Enem terá validade nacional. Essa comprovação atesta a conclusão da educação básica é essencial para ingressar na educação superior, inscrever-se em concursos públicos que exigem nível médio, comprovar escolaridade em empregos, entre outros procedimentos. Onde solicitar O processo é inédito e dever ser feito por meio do portal Certificação Digital do Inep. Inicialmente, o Instituto Federal de São Paulo (IFSP) receberá a solicitação e será o responsável pela emissão dos certificados. Após a instituição registrar a solicitação, o certificado será fornecido em alguns minutos. O objetivo da mudança é dar mais agilidade à emissão do certificado de conclusão para quem tem direito. Historicamente, para conseguir o certificado de ensino médio, o candidato precisava levar seus resultados a uma unidade certificadora (como uma Secretaria de Educação ou Instituto Federal), esperar semanas e voltar ao local para buscar o documento físico. Quem pode solicitar Para ser apto a obter o certificado de conclusão do ensino médio, não basta apenas ter feito as prova do Enem. O Inep condiciona a emissão do documento ao atendimento dos seguintes requisitos: Ter no mínimo 18 anos completos na data da primeira prova do Enem 2025;Ter alcançado, no mínimo, 450 pontos em cada área do conhecimento do Enem 2025;Ter obtido, pelo menos, 500 pontos na redação do Enem 2025. Passo a passo O Inep, vinculado ao Ministério da Educação (MEC) criou um passo a passo com explicações de como solicitar o certificado de conclusão do ensino médio, pelo novo sistema. 1.  acessar o site https://certificacaodigital.inep.gov.br e preencher os campos os campos da conta da plataforma Gov.br; 2.  no site principal, o usuário deverá novamente analisar seus dados e, se necessário, atualizá-los. Depois, clicar em “Salvar”;3.  se o requerente for elegível, poderá solicitar o documento clicando em “Solicitar certificado”;4.  a solicitação será registrada pela instituição certificadora5.  o certificado será fornecido em alguns minutos;6.  No menu, ao clicar em “Certificado”, o interessado poderá baixar o documento em PDF, basta clicar em “Baixar PDF”; 7.  A validação do certificado será a partir da leitura do QR Code, que abrirá o link https://certificacaodigital.inep.gov.br e validará o documento. Histórico Desde a edição de 2025, o desempenho alcançado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) voltou a ser usado para a certificação de conclusão do ensino médio. A política havia sido descontinuada em 2017. Naquele ano, o Enem teve a função exclusiva de seleção para o ensino superior. Em substituição, o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) foi definido como a prova oficial para essa finalidade. O Enem de 2025 também voltou a declarar a proficiência parcial dos participantes, a partir do resultado conquistado no exame. Leia Também: Papa Leão 14 nomeia novo arcebispo de Aparecida

Vídeos sobre “epidemia de micropênis” em crianças geram desinformação
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Vídeos sobre “epidemia de micropênis” em crianças geram desinformação

Nos últimos meses, surgiram nas redes sociais vídeos falando de uma suposta “epidemia de micropênis” em meninos, muitas vezes defendendo o uso precoce de testosterona como solução. Há publicações com até 600 mil compartilhamentos. Para médicos, essa avalanche de informações pode levar pais e responsáveis a acreditarem que essa é uma condição comum ou que qualquer suspeita de tamanho menor exige tratamento hormonal. A desinformação começa pelo fato de que um eventual problema no órgão sexual não se restringe ao tamanho. “Micropênis é um diagnóstico médico objetivo, não uma impressão visual”, explica o urologista Leonardo Borges, do Einstein Hospital Israelita. Essa é uma condição rara, que afeta cerca de 0,06% dos meninos. O diagnóstico é definido a partir de uma medida padronizada do comprimento peniano esticado, comparada com curvas de referência para idade e estágio puberal. “Não basta parecer pequeno. É preciso medir corretamente e interpretar no contexto clínico”, frisa Borges. O crescimento do pênis não ocorre continuamente. Há fases específicas em que o desenvolvimento é mais intenso: no período intrauterino, nos primeiros meses de vida (etapa conhecida como “minipuberdade”, quando há estímulo hormonal) e, depois, um novo ganho expressivo na puberdade, geralmente a partir dos 12 ou 13 anos. “Olhar uma criança em um único momento e concluir de forma apressada que há uma doença é um erro”, reforça o urologista. Na prática, muitos meninos levados ao médico por suspeita de “pênis pequeno” não têm micropênis verdadeiro. Frequentemente, o que existe é apenas uma variação anatômica normal ou situações que podem causar uma falsa impressão, como pênis oculto pela gordura suprapúbica, condição mais frequente em crianças com sobrepeso ou obesidade. Essa confusão entre percepção e realidade foi confirmada por um levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) realizado no final de 2025 e apresentado durante o 40º Congresso Brasileiro de Urologia. A pesquisa avaliou como os pais de 99 meninos percebem o tamanho do órgão sexual do filho durante atendimentos do mutirão Novembrinho Azul, em Florianópolis. Embora 48% dos participantes considerassem o tamanho dentro da normalidade, cerca de 24% acreditavam que estava abaixo da média. Quando os médicos realizaram as medições padronizadas, porém, descobriram que os responsáveis subestimavam o comprimento peniano em cerca de 2,5 a 3 centímetros. Entre todas as crianças examinadas, nenhuma apresentava micropênis. Isso revela que muitos pais não conhecem as variações normais da anatomia infantil. “Existem variações anatômicas que podem dar a impressão de pênis pequeno. Um exemplo é o chamado pênis ‘enterrado’, quando a haste fica parcialmente escondida pela gordura. Outra é o pênis em faixa ventral, quando uma banda de pele entre o escroto e o corpo do pênis cria aparência de encurtamento. Outra é o chamado ‘pênis preso’, que pode ocorrer por cicatrização excessiva após procedimentos como circuncisão”, detalha a urologista pediátrica Veridiana Andrioli, coordenadora do departamento de Urologia Pediátrica da SBU e responsável pela pesquisa. A orientação é que pais agendem uma consulta quando houver suspeita de algo errado. “Na maioria das vezes, uma breve explicação sobre o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários e etapas de desenvolvimento traz tranquilidade a todos”, relata Andrioli. O diagnóstico exige critérios técnicos rigorosos. “O micropênis é um pênis que está a dois desvios-padrão abaixo da média do tamanho peniano na população”, afirma o urologista pediátrico Ubirajara Barroso Junior, professor livre-docente da Universidade Federal da Bahia e presidente da International Children’s Continence Society. “Em crianças recém-nascidas, por exemplo, o pênis estirado deve ter pelo menos dois centímetros”, explica. Mas essa medição só deve ser realizada por profissionais especializados. Alguns dos vídeos que circulam nas redes sociais afirmam que a “epidemia de micropênis” seria causada por fatores ambientais e disruptores endócrinos, como microplásticos, mas essas alegações não têm respaldo na literatura científica. “Escalas de tamanho peniano vêm sendo publicadas há mais de 80 anos, e o tamanho do pênis tem se mantido estável ao longo do tempo”, afirma Barroso Jr. Em janeiro de 2025, a SBU publicou um parecer oficial reforçando que o micropênis é uma condição rara e qualquer suspeita de alterações genitais deve ser avaliada com base em critérios clínicos rigorosos. Indicação de testosterona O hormônio sexual só é indicado para tratar micropênis em crianças quando há confirmação do diagnóstico ou comprovação de deficiência hormonal, após avaliação médica de cada caso. O uso inadequado do hormônio pode trazer riscos, incluindo alterações precoces da puberdade, interferência no crescimento e impactos no eixo hormonal. Por isso, a avaliação deve ser feita por profissionais capacitados, como pediatras, urologistas ou endocrinologistas pediátricos. “Dizer que todo micropênis precisa ser tratado com testosterona é simplificar demais um tema que exige precisão diagnóstica. A medicina séria não trabalha com mensagens prontas para redes sociais, muito menos quando se trata de crianças”, alerta Leonardo Borges, do Einstein. No país, o câncer do colo do útero matou quase 20 mulheres por dia em 2025, com 7.249 óbitos no ano, segundo dados preliminares do Ministério da Saúde. Para o triênio 2026-2028, o Inca (Instituto Nacional de Câncer) estima 19.310 casos novos por ano | 08:10 – 24/03/2026

Bombeiros continuam buscas pela última pessoa ainda desaparecida em Ubá
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Porteirinha (MG) retira moradores de casa após risco de rompimento de barragem de captação de água

A gestão municipal afirma que foram retiradas 114 pessoas de 46 residências. Do total, 13 moradores optaram pelo abrigo disponibilizado pela prefeitura e as outras 101 foram para casa de familiares e são consideradas desalojadas. A barragem de Lajes entrou em risco de rompimento após as fortes chuvas que atingiram o norte do estado no fim de semana. A região segue sob alerta vermelho do Inmet até as 23h59 desta segunda (2). De acordo com a prefeitura, o município registrou mais de 120 milímetros de chuva em cerca de quatro horas e esta é a maior enchente registrada na barragem de Lajes em mais de 40 anos. A estrutura, de 11 hectares, foi construída em 1983 e apresentou rompimento parcial, segundo informações preliminares citadas pela gestão municipal. O Corpo de Bombeiros afirma que foi acionado para atender a ocorrência e diz ter identificado que a água ultrapassou a crista do barramento (topo da estrutura). Também houve danos em parte do vertedouro -que serve para tirar o excedente de água do reservatório-, o que elevou o nível de alerta sobre a possibilidade de rompimento. O risco gerou dois alertas do sistema da Defesa Civil nacional, com ordem de evacuação. Os bombeiros disseram que 77 moradores estavam em uma área de 85 hectares que seria potencialmente atingida em caso de rompimento e foram retirados de suas casas.As outras 37 pessoas estavam no entorno da área crítica e foram orientadas a deixar as residências por medida de segurança. A situação de emergência foi reconhecida ainda no domingo pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional do governo Lula (PT). Com a medida, o município fica autorizado a solicitar recursos para ações de atendimento aos desabrigados e desalojados e de intervenção emergencial na barragem. As fortes chuvas que atingem Minas nas últimas semanas têm deixado estragos e mortes no estado, como as 71 registradas até o momento na zona da mata, onde ainda há uma pessoa desaparecida. Leia Também: Papa Leão 14 nomeia novo arcebispo de Aparecida

Pé-de-Meia reduz abandono escolar no ensino médio em 43% em dois anos
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PMs são afastados de escola do DF após sindicato afirmar que alunos foram obrigados a fazer flexões

O caso ocorreu na última quarta-feira (25) no CED (Centro Educacional) 01 da região administrativa do Itapoã e foi registrado em vídeo. Nas imagens, é possível ver dezenas de adolescentes reproduzindo os movimentos de um PM. O agente não foi identificado. Em nota, a PM-DF (Polícia Militar do Distrito Federal) disse ter determinado a substituição dos envolvidos na data do episódio e informou que uma investigação foi aberta para “o completo esclarecimento dos fatos” e eventual adoção de medidas administrativas contra os policiais. “A corporação ressalta que não compactua com qualquer prática que possa ser interpretada como constrangedora ou inadequada ao ambiente escolar”, afirmou. A Secretaria de Educação do Distrito Federal afirmou que houve um “equívoco na condução” do episódio e que autorizou as substituições imediatas dos militares. A pasta também disse que “nenhum estudante será prejudicado em suas atividades escolares por eventual ausência ou inadequação de vestimenta”. “A SEEDF reforça o compromisso com os princípios previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Constituição Federal do Brasil de 1988, que asseguram a proteção integral e a dignidade de crianças e adolescentes, e segue acompanhando o caso para que o ambiente escolar permaneça seguro, pedagógico e respeitoso para toda a comunidade.” Após a repercussão, a diretora do CED 01, Antônia Teixeira de Sá, publicou um vídeo nas redes sociais em que rebate a versão do sindicato e afirma que “não vai se calar diante da difamação” do colegiado. “Não existe tortura na escola, não existe obrigação de pagar flexão. O que aconteceu foi um procedimento que normalmente acontece”, declarou. Segundo ela, é normal que alunos que cheguem atrasados ou sem o uniforme adequado passem por um momento de “formação”. Na data do ocorrido, estudantes que optaram por não participar da atividade teriam “desafiado” policiais e colegas a fazerem mais do que as dez flexões propostas. Um grupo de pais se reuniu no colégio no sábado (28) e criticou o afastamento dos PMs da instituição. Os responsáveis ​​pelos estudantes argumentam que não foi uma punição e que os alunos não teriam sido obrigados a realizar as flexões. O caso ganhou repercussão depois da denúncia do Sindicato dos Professores. A diretoria da entidade disse considerar “inaceitável” o episódio e informou que apresentará um ofício ao Ministério Público do DF para que, caso se confirme que alunos foram obrigados a fazer flexões, os responsáveis sejam responsabilizados.“Os estudantes estão na escola para estudar e se desenvolver como seres humanos, cidadãos e futuros profissionais. Continuamos em luta contra a militarização e reafirmamos: educar não é militarizar”, declarou, em comunicado. A CED 01 do Itapoã passou a ser uma escola cívico-militar em 2019. Desde então, a Polícia Militar do Distrito Federal participa das funções disciplinares do colégio.

Papa Leão 14 nomeia novo arcebispo de Aparecida
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Papa Leão 14 nomeia novo arcebispo de Aparecida

A arquidiocese de Aparecida engloba o Santuário Nacional de Aparecida e cinco municípios – Guaratinguetá, Lagoinha, Potim e Roseira, além de Aparecida. Dom Mário Antônio da Silva, 59, era arcebispo metropolitano de Cuiabá. Ele é paulista, natural de Itararé, e foi ordenado sacerdote em 1991 em Jacarezinho, no Paraná. Foi bispo auxiliar em Manaus e bispo diocesano de Roraima. Ele também é presidente da Cáritas brasileira e foi vice-presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) entre 2019 e 2023. Dom Mário foi um dos signatários de uma nota conjunta assinada pela CNBB que condenou o uso da religião por candidatos, durante a campanha eleitoral de 2022. Também assinou nota contra a legalização dos jogos de azar, no mesmo ano. Dom Orlando Brandes cumpriu renúncia obrigatória determinada em norma da Igreja Católica. A regra prevê que arcebispos e bispos devem solicitar renúncia ao completar 75 anos. Dom Orlando solicitou a saída em 2021, quando chegou à idade, mas o Papa Francisco prorrogou à época a permanência do arcebispo até os 80 anos. Temporais na Zona da Mata causam deslizamentos, enchentes e colapsos em Juiz de Fora e Ubá, com equipes de resgate em ação; equipes de resgate seguem mobilizadas em busca de pessoas desaparecidas | 06:05 – 02/03/2026

Confira o resultado do concurso 2982 da Mega-Sena sorteado nesta terça (10)
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Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 160 milhões

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.978 da Mega-Sena, realizado neste sábado (28). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 160 milhões para o próximo sorteio. Os números sorteados foram: 06 – 09 – 13 – 20 – 42 – 50 Cento e vinte e nove apostas acertaram cinco dezenas e vão receber R$ 38.181,97 cada Os 9.449 acertadores de quatro dezenas receberão o prêmio individual de R$ 859,23. Apostas Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de terça-feira (3), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. Para o bolão, o sistema fica disponível até as 20h30 no portal Loterias Caixa e no aplicativo Loterias Caixa. A UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), que tem uma das graduações em medicina mais disputadas no sistema de seleção federal, registrou a quarta maior nota de corte da área nesta edição. No campus da capital, 97 das 200 vagas foram encaminhadas à lista de espera em 2026. Em 2025, foram 47; em 2024, 57. Em Macaé, 39 das 60 vagas não resultaram em matrícula na 1ª chamada. No ano passado, foram 15; em 2024, 18. | 10h45 – 01/03/2026

Após chuvas em MG, mortes passam de 72 em Juiz de Fora e Ubá
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Após chuvas em MG, mortes passam de 72 em Juiz de Fora e Ubá

UM Polícia Civil de Minas Gerais confirmou neste domingo, 1.º de março, que houve 72 mortes em decorrência das chuvas históricas na última semana na Zona da Mata. Os temporais provocaram deslizamentos de terra, enchentes e colapsos de imóveis em Juiz de Fora e Ubá. Entre as vítimas, estão pessoas soterradas após desabamentos e outras arrastadas pela força das águas. Equipes de resgate seguem mobilizadas em busca de uma pessoa desaparecida em Ubá. 65 mortos em Juiz de Fora; último desaparecido encontrado Em Juiz de Fora, o número de mortos chegou a 65, incluindo 15 crianças e adolescentes. Três corpos ainda aguardam perícia e identificação para serem liberados às famílias. No sábado, 28, o Corpo de Bombeiros encontrou o corpo da última pessoa desaparecida na cidade: Pietro Cesar Teodoro Freitas, de 9 anos, no bairro Paineiras. As autoridades conseguiram resgatar 51 pessoas com vida no município. “As operações contaram com equipes em campo dia e noite, apoio de cães de busca, drones e monitoramento constante das áreas atingidas”, afirmou o tenente Henrique Barcellos, porta-voz dos bombeiros. As tempestades também provocaram grande número de desalojados e desabrigados. Mais de 500 pessoas ainda dependem de abrigos públicos. Há também mais de 8 mil desalojados temporariamente na casa de parentes ou amigos. Fevereiro de 2026 foi o mês mais chuvoso dos últimos anos em Minas Gerais, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia. Juiz de Fora registrou acumulado de 229,9 mm de chuva apenas entre os dias 22 e 24 – volume superior à média para o mês inteiro, de 170,3 mm. Sete mortos em Ubá; uma pessoa segue desaparecida Já em Ubá, foram confirmadas sete mortes, todas de adultos. Os corpos já foram liberados aos parentes. Uma vítima segue desaparecida. No município, 145 pessoas foram resgatadas. Há mais de 732 desalojados e 26 desabrigados na cidade. As chuvas diminuíram durante o fim de semana. Apesar disso, as autoridades alertam que as moradias afetadas seguem isoladas. Os moradores de ambas as cidades não devem voltar para os imóveis ainda por causa do terreno instável. “Temos os morros ainda encharcados e fraturados. Assim, é muito importante que a população entenda que o risco permanece”, afirmou o coordenador estadual adjunto da Defesa Civil, tenente-coronel Wenderson Duarte Marcelino. Juiz de Fora é uma das cidades com mais habitantes em áreas de risco no País Com morros, encostas e cursos d’água em área urbana, Juiz de Fora tem a nona maior população do Brasil vivendo em áreas de risco. São cerca de 130 mil pessoas suscetíveis a deslizamentos, inundações e enxurradas, segundo dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), órgão ligado ao Ministério da Ciência. Com isso, quase um quarto da cidade de 540 mil habitantes fica vulnerável a eventos extremos como as chuvas dos últimos dias, que fizeram a cidade decretar calamidade pública. A cidade da Zona da Mata de Minas Gerais tem histórico de deslizamentos, enxurradas e inundações. O relevo com vales e encostas, o clima tropical de altitude e o histórico de altos índices pluviométricos estão entre os fatores que explicam a grande quantidade de áreas com risco geológico ou hidrológico no município. A cidade é a quarta mais populosa de Minas Gerais, segundo o último Censo. A grande proporção de moradores de áreas vulneráveis, como encostas ou beiras de cursos d’água, aumenta o risco de tragédias. O Rio Paraibuna atravessa parte da cidade, margeando uma das suas principais vias: a Avenida Brasil. É responsável pelo escoamento de toda a bacia da área urbana, conforme o Plano de Contingência do Município. Em geral, a temporada de altas temperaturas vai de outubro a abril. Leia Também: Gestão Zema usou menos de 5% do previsto por ano para contenção de encostas em Minas Gerais

Número de mortos devido as chuvas em MG sobem para 72 pessoas
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Número de mortos devido as chuvas em MG sobem para 72 pessoas

SÃO PAULO, SP (UOL/) – Autoridades mineiras informaram neste domingo (1º) que o número de mortos registrados na região da Zona da Mata do estado, em decorrência das fortes chuvas que atingiram a região desde o início da semana, subiu para 72 pessoas. Foram 65 mortes contabilizadas em Juiz de Fora, e 7 em Ubá, até aqui. O número foi divulgado durante uma coletiva de imprensa na manhã deste domingo com autoridades estaduais da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e da Polícia Militar. Até ontem, 70 mortos e três desaparecidos haviam sido registrados nos dois municípios. Os bombeiros resgataram 61 corpos soterrados por desabamentos em Juiz de Fora, e 7 em Ubá, desde a noite de segunda-feira, informou a corporação. O delegado-geral Eurico da Cunha Neto, chefe do 4º Departamento de Polícia Civil em Juiz de Fora, explicou a diferença no total de mortos contabilizados pelos diferentes órgãos. “Os números variam porque nem todos os corpos que foram levados ao IML foram encontrados pelos bombeiros”, uma vez que pessoas resgatadas ainda com vida morreram depois de receber socorro. Em média, um corpo foi recuperado em menos de 2 horas pelos bombeiros em Juiz de Fora. A informação foi repassada pelo comandante do 3º Comando Operacional do Corpo de Bombeiros, coronel Joselito Oliveira de Paula, durante a coletiva de imprensa. O corpo de um menino de 9 anos, o último dado como desaparecido em Juiz de Fora, foi encontrado na noite deste sábado (28). Pietro Cesar Teodoro Freitas foi localizado por volta das 20h por meio do trabalho de bombeiros, cães e maquinários no bairro Paineiras, em uma área classificada por autoridades como uma das mais complexas para buscas. “Era um terreno muito íngreme, instável, com bastante rocha”, afirmou o comandante dos bombeiros. Apenas uma vítima segue desaparecida em Ubá. Ela teria sido arrastada pelas enchentes no município, e os bombeiros continuam as buscas por ela na região. Ontem, o corpo de outra pessoa dada como desaparecida foi localizado por um civil, que acionou autoridades para o resgate, informou ainda o porta-voz dos bombeiros. A Defesa Civil, a nível municipal, estadual e federal, permanecerá nos próximos dias em ações de vistoria das áreas de risco nos municípios da Zona da Mata, segundo autoridades. As operações, conforme o coordenador estadual adjunto do órgão mineiro, o tenente-coronel Wenderson Duarte Marcelino, busca ampliar, caso necessário, as áreas isoladas e evacuadas na região. Além de Juiz de Fora e Ubá, os municípios de Matias Barbosa e Cataguases também recebem reforços da Defesa Civil do estado, segundo Marcelino. Polícia Militar reforçará, a partir de agora, o policiamento de imóveis atingidos pelas chuvas e locais de abrigo. “Encerramos um ciclo de trabalho, extenuante, intenso, desgastante (…), e um novo ciclo se inicia, focando todos os nossos esforços que, até então, estavam empregados em ações de busca e apoio aos bombeiros, na proteção do patrimônio daqueles que já foram vítimas, para que não sejam novamente vitimados”, afirmou o coronel Lúcio Ferreira da Silva Neto, comandante da 4ª região da Polícia Militar. As autoridades monitoram golpes relacionados à coleta de falsas doações na região. “A gente orienta a população que não faça Pix se não conhecer exatamente para onde esse dinheiro está indo”, afirmou o delegado-geral Eurico da Cunha Neto. Ele recomendou que a população busque por canais governamentais oficiais para informações sobre doações a famílias atingidas na região. Chuva A Zona da Mata Mineira foi atingida por um temporal durante a semana que, além das mortes, deixou milhares desabrigados.Segundo a Defesa Civil mineira, a chuva agora se deslocada para a região leste do estado. “Nós já estamos recebendo ocorrências de enchentes e inundações, não só no leste, mas também no norte do estado de Minas Gerais, e há uma tendência de que isso se intensifique nos próximos dias. A região da Zona da Mata deve permanecer por um período sem chuvas por pelo menos uma semana”, concluiu o coordenador estadual adjunto do órgão mineiro na coletiva.

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