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MEC pune mais de 50 cursos de medicina por desempenho insuficiente
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MEC pune mais de 50 cursos de medicina por desempenho insuficiente

Ó Ministério da Educação (MEC) aplicou sanções a mais de 50 cursos de medicina que apresentaram desempenho insatisfatório no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025. Publicadas nesta semana no Diário Oficial da União (DOU), as medidas determinam desde a suspensão do ingresso de novos alunos até restrições ao Programa Universidade para Todos (Prouni) e ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A decisão foi baseada na avaliação de 351 cursos. As instituições punidas obtiveram notas 1 e 2, em uma escala que vai até 5, e o rigor das sanções variou conforme o percentual de alunos proficientes em cada unidade. Divisão das sanções O MEC separou as instituições em grupos, aplicando punições proporcionais à gravidade dos resultados: Grupo 1 – instituições com nota 1 e menos de 30% de estudantes com proficiência: punição mais severa, com suspensão imediata de novos alunos, proibição de novas vagas e abertura de processo de supervisão.. Além disso, fica suspensa da possibilidade de celebrar contratos de Fies e com outros programas federais de acesso ao ensino. A medida foi aplicada contra a Universidade Estácio de Sá, União das Faculdades dos Grandes Lagos, Centro Universitário de Adamantina, Faculdade de Dracena, Centro Universitário Alfredo Nasser, Faculdade Metropolitana e Centro Universitário Uninorte. Grupo 2 – instituições com nota 1 e proficiência entre 30% e 40%:dos estudantes: redução de 50% das vagas autorizadas e impedimento de expansão, além de proibição de contrato do Fies e e restrição à participação em programas federais. Centro Universitário Presidente Antônio Carlos; Universidade Brasil; Universidade do Contestado; Universidade de Mogi das Cruzes; Universidade Nilton Lins; Centro Universitário de Goiatuba; Centro Universitário das Américas; Faculdade da Saúde e Ecologia Humana; Centro Universitário CEUNI (Fametro); Faculdade São Leopoldo Mandic de Araras; Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul e Faculdade Zarns (Itumbiara). Grupo 3 – instituições com nota 2 e proficiência entre 40% e 50%: redução de 25% das vagas e restrições a programas federais de financiamento. As instituições penalizadas foram: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis; Universidade de Ribeirão Preto; Universidade Iguaçu; Universidade Santo Amaro; Universidade de Marília; Universidade Paranaense; Afya Universidade Unigranrio; Centro Universitário Serra dos Órgãos; Universidade de Cuiabá; Centro Universitário Maurício de Nassau de Barreiras; Centro Universitário Estácio de Ribeirão Preto; Afya Centro Universitário de Porto Velho. Centro Universitário Ingá; Faculdade de Medicina Nova Esperança; Afya Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba; Faculdade Atitus Educação Passo Fundo; Afya Centro Universitário de Itaperuna; Centro Universitário Maurício de Nassau; Faculdade Morgana Potrich; Afya Faculdade de Porto Nacional; Faculdade Uninassau Vilhena; Centro Universitário Famesc. Faculdade de Medicina de Olinda; Faculdade Estácio de Alagoinhas; Faculdade Atenas Passos; Faculdade Estácio de Juazeiro; Afya Faculdade de Ciências Médicas de Jaboatão dos Guararapes; Faculdade Unicesumar de Corumbá; Faculdade Estácio de Canindé e Afya Faculdade de Ciências Médicas de Santa Inês. Além dessas, outras 40 graduações de medicina com nota 2, mas proficiência acima de 50%, entraram em processo de supervisão e monitoramento, sem punições imediatas, garantindo o direito de defesa.Universidades Federais O ministério também incluiu instituições públicas na lista. As universidades federais do Pará (UFPA), do Maranhão (UFMA), da Integração Latino-Americana (Unila) e do Sul da Bahia (UFSB) responderão a processos de supervisão. A UFPA foi a única pública a sofrer sanção imediata, com corte de 50% das vagas. Segundo o MEC, as cautelares podem ser revistas, prorrogadas ou agravadas com base nos resultados do Enamed 2026. Leia Também: Brasil é o 7º país mais feliz do mundo, segundo pesquisa

Onde é feriado em 19 de março? Veja lista de cidades do Brasil que celebram a data
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Onde é feriado em 19 de março? Veja lista de cidades do Brasil que celebram a data

Ó calendário de feriados no Brasil inclui inúmeras datas religiosas, como o Dia de São José, celebrado nesta quinta-feira, 19. O santo da Igreja Católica é considerado padroeiro de centenas de cidades e, por essa razão, a data é feriado ou ponto facultativo em localidades de Norte a Sul do país. No Amapá, a Lei Estadual nº 667/2002 estabelece feriado em todas as cidades do estado. No Ceará, segundo o Decreto Estadual nº 36.476/2025, a data é ponto facultativo. Segundo a crença do catolicismo, José era carpinteiro, pai adotivo de Jesus Cristo e esposo de Maria. Para os fiéis, o santo é considerado protetor das famílias, dos trabalhadores e da Igreja Católica, simbolizando proteção, fé e dedicação no lar e no trabalho. Em algumas cidades do país, o dia em homenagem ao santo coincide com o aniversário de emancipação política, como em São José, no estado de Santa Catarina, e em Flora Rica, em São Paulo. Lista completa de cidades com feriado em 19 de março Alagoas Canapi: Dia de São JoséMarechal Deodoro: Dia de São JoséPorto Calvo: Dia de São JoséSão José da Laje: Dia de São JoséSão José da Tapera: Dia de São José Amazonas Pauini: aniversário de emancipação política Amapá Amapá: Dia de São JoséCalçoene: Dia de São JoséCutias: Dia de São JoséFerreira Gomes: Dia de São JoséItaubal: Dia de São JoséLaranjal do Jari: Dia de São JoséMacapá: Dia de São JoséMazagão: Dia de São JoséOiapoque: Dia de São JoséPedra Branca do Amapari: Dia de São JoséPorto Grande: Dia de São JoséPracuúba: Dia de São JoséSantana: Dia de São JoséSerra do Navio: Dia de São JoséTartarugalzinho: Dia de São JoséVitória do Jari: Dia de São José Bahia Água Fria: Dia de São JoséAporá: Dia de São JoséCapela do Alto Alegre: Dia de São JoséCarinhanha: Dia de São JoséGandu: Dia de São JoséIbirataia: Dia de São JoséItabuna: Dia de São JoséItapetinga: Dia de São JoséJoão Dourado: Dia de São JoséJussara: Dia de São JoséMortugaba: Dia de São JoséMucuri: Dia de São JoséSento Sé: Dia de São JoséUna: Dia de São JoséVárzea da Roça: Dia de São José Ceará Acopiara: Dia de São JoséAquiraz: Dia de São JoséAracati: Dia de São JoséBarro: Dia de São JoséBoa Viagem: Dia de São JoséCampos Sales: Dia de São JoséCascavel: Dia de São JoséCatarina: Dia de São JoséCatunda: Dia de São JoséCaucaia: Dia de São JoséChorozinho: Dia de São JoséCrato: Dia de São JoséEusébio: Dia de São JoséFarias Brito: Dia de São José e aniversário de emancipação políticaFortaleza: Dia de São JoséFortim: Dia de São JoséGranja: Dia de São JoséHorizonte: Dia de São JoséIcapuí: Dia de São JoséIcó: Dia de São JoséIguatu: Dia de São JoséIpaumirim: Dia de São JoséItapiúna: Dia de São JoséJaguaretama: Dia de São JoséLavras da Mangabeira: Dia de São JoséLimoeiro do Norte: Dia de São JoséMaracanaú: Dia de São JoséMaranguape: Dia de São JoséMilhã: Dia de São JoséMissão Velha: Dia de São JoséMorada Nova: Dia de São JoséNova Russas: Dia de São JoséPalhano: Dia de São JoséParacuru: Dia de São JoséPindoretama: Dia de São JoséPotengi: Dia de São JoséQuixadá: Dia de São JoséQuixeré: Dia de São JoséRedenção: Dia de São JoséSenador Pompeu: Dia de São JoséTianguá: Dia de São JoséUbajara: Dia de São JoséUmirim: Dia de São JoséUruburetama: Dia de São José Espírito Santo Águia Branca: Dia de São JoséAlto Rio Novo: Dia de São JoséFundão: Dia de São JoséGovernador Lindenberg: Dia de São JoséMimoso do Sul: Dia de São JoséSão José do Calçado: Dia de São José Goiás Inaciolândia: Dia de São JoséInhumas: Dia de São JoséMossâmedes: Dia de São JoséNiquelândia: Dia de São JoséPlanaltina: aniversário de emancipação políticaPorteirão: Dia de São JoséVianópolis: Dia de São José Maranhão Caxias: Dia de São JoséDuque Bacelar: Dia de São JoséHumberto de Campos: Dia de São JoséLagoa da Pedra: Dia de São JoséPastos Bons: Dia de São JoséSão José de Ribamar: Dia de São JoséTimon: Dia de São José Minas Gerais Além Paraíba: Dia de São JoséAlto Rio Doce: Dia de São JoséBarra Longa: Dia de São JoséBicas: Dia de São JoséBotelhos: Dia de São JoséCabeceira Grande: Dia de São JoséCapetinga: Dia de São JoséCaraí: Dia de São JoséConfins: Dia de São JoséCongonhal: Dia de São JoséConselheiro Pena: Dia de São JoséCórrego Danta: Dia de São JoséFama: Dia de São José e aniversário de emancipação políticaItajubá: Dia de São JoséItamonte: Dia de São JoséItueta: Dia de São JoséItumirim: Dia de São JoséJaboticatubas: Dia de São JoséMedeiros: Dia de São JoséMuzambinho: Dia de São JoséNova Era: Dia de São JoséParaisópolis: Dia de São JoséSão Francisco: Dia de São JoséSão José da Barra: Dia de São JoséSão José da Lapa: Dia de São JoséSão José da Varginha: Dia de São JoséSão José do Alegre: Dia de São JoséSão José do Divino: Dia de São JoséSão José do Goiabal: Dia de São JoséSão José do Jacuri: Dia de São JoséSão José do Mantimento: Dia de São José Tocantins: Dia de São JoséTumiritinga: Dia de São José Mísseis provocaram incêndios em instalações de gás natural e ampliaram a escalada no Golfo Pérsico, enquanto o preço do petróleo dispara e cresce o risco de impactos no abastecimento mundial de energia | 08:00 – 19/03/2026

Caso confirmado de sarampo acende alerta sobre cobertura vacinal
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Caso confirmado de sarampo acende alerta sobre cobertura vacinal

UM confirmação de um caso de sarampo em uma bebê de 6 meses em São Paulo, na semana passada, acendeu novamente o alerta sobre a importância de manter altas coberturas vacinais como uma barreira para proteger quem ainda não pode ser imunizado. A bebê ainda não tinha idade para receber a vacina, já que o calendário do Sistema Único de Saúde prevê a aplicação da primeira dose da tríplice viral aos 12 meses, o que garante proteção contra sarampo, caxumba e rubéola. Aos 15 meses, as crianças devem receber uma dose da tetra viral, que reforça a imunidade contra essas três doenças e acrescenta a catapora na lista. De acordo com o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, quando a cobertura está alta, os bebês mais novos ficam protegidos pela barreira criada por quem já se vacinou. “A vacina do sarampo também impede a infecção e a transmissão com alta efetividade. Ela tem essa capacidade, que a gente chama de esterilizante. Além de prevenir que a pessoa contraia a doença, ela também evita que essa pessoa seja um portador e transmissor do vírus”, explica Kfouri. A bebê diagnosticada com sarampo viajou com a família para a Bolívia em janeiro. O país vizinho vive um surto de sarampo desde o ano passado, e a alta cobertura também é essencial para impedir que casos importados como esse iniciem surtos dentro do Brasil. “O sarampo é uma doença de altíssima transmissibilidade, especialmente entre os não vacinados. A imunização em altas taxas é o que funciona como barreira na circulação do vírus. Mas se isso não acontecer, não é nem necessário que alguém viaje e contraia o vírus lá fora. Basta ficar aqui, com tanta gente vindo de outros países onde há surto, que o risco é o mesmo”, alerta o vice-presidente da Sbim. No ano passado, 92,5% dos bebês receberam a primeira dose, mas apenas 77,9% completaram o esquema na idade correta. Proteção para toda a vida Os bebês vacinados dentro do tempo ficam protegidos ao longo da vida, mas crianças e adultos que não têm comprovante de vacinação devem receber a vacina. De 5 a 29 anos, recomenda-se duas doses, com intervalo de um mês. Dos 30 aos 59 anos, é necessária apenas uma dose. A vacina só não pode ser tomada por gestantes e pessoas imunocomprometidas. O caso na bebê em São Paulo foi o primeiro registro da doença no país neste ano, mas, no ano passado, outras 38 infecções foram confirmadas, a maior parte com origem importada. Ainda assim, o país segue com o certificado de área livre da doença, concedido pela Organização Pan-Americana de Saúde em 2024, porque, felizmente, não há transmissão sustentada de sarampo no nosso território. No entanto, o Brasil já havia conquistado esse certificado antes, em 2016, e acabou perdendo em 2019, após surtos que começaram com casos importados. Alerta nas Américas O continente americano vive uma situação preocupante com relação à doença. No ano passado foram registrados 14.891 casos em 14 países, com 29 mortes. Já este ano, somente até o dia 5 de março, foram 7.145 infecções confirmadas. Isso significa que, em apenas dois meses, foi detectada quase metade de todos os casos do ano passado. A situação é mais grave no México, Estados Unidos e Guatemala. Kfouri reforça que, independentemente do país, a grande maioria dos casos ocorreu em pessoas não vacinadas, principalmente crianças menores de 1 ano. E, ao contrário do que muita gente pensa, não se trata de uma doença inofensiva da infância: “Nos surtos, em geral, para cada 1 mil casos da doença, a gente costuma ter um óbito, mas estamos registrando uma proporção muito maior. No ano passado, foram quase 15 mil casos nas Américas, com quase 30 óbitos. As complicações mais comuns são pneumonia ou quadros neurológicos, como encefalite”. O principal sintoma da doença é o surgimento de manchas vermelhas pelo corpo e febre alta, mas ela também costuma causar tosse, coriza, irritação nos olhos e mal-estar. O vice-presidente da Sbim complementa que a infecção pelo vírus também causa um efeito secundário perigoso: a supressão do sistema imunológico. “Durante três a seis meses após a infecção pelo sarampo, o nosso sistema de defesa não funciona corretamente, e a gente fica mais vulnerável a ter outras doenças oportunistas infecciosas, que também podem ser graves”, alerta Renato Kfouri. São Paulo tem primeiro caso de sarampo em 2026 A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez em fevereiro deste ano um alerta sobre esse assunto. Segundo a entidade, em 2024 e 2025, houve um aumento de 32 vezes nos contágios de sarampo nas Américas. Agência Brasil | 11:15 – 11/03/2026

Viajar com bebê exige atenção à vacinação e ao destino antes de embarcar
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Viajar com bebê exige atenção à vacinação e ao destino antes de embarcar

A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, só é aplicada a partir dos 12 meses. O motivo é biológico: bebês recebem anticorpos da mãe durante a gestação, e esses anticorpos interferem na resposta imunológica à vacina nos primeiros meses de vida. “A mãe que já teve a doença ou já tomou a vacina passa os anticorpos na gravidez para o filho. Por isso a gente só recomenda vacinar depois de 12 meses”, diz o infectologista pediatra Renato Kfouri. Isso não significa que o bebê está completamente protegido pelo anticorpo materno nesse período. “Nem sempre eles são suficientes para prevenir a doença”, diz Kfouri. É essa janela que torna crianças menores de um ano especialmente vulneráveis quando expostas ao vírus. Para bebês entre seis meses e um ano que vão a regiões com transmissão ativa do sarampo, especialistas recomendam uma estratégia chamada “dose zero”: aplicar a vacina antes do primeiro aniversário. Ela oferece proteção parcial, não substitui as duas doses do calendário regular -feitas aos 12 e 15 meses- e por isso não é contabilizada no esquema vacinal. O número de casos de sarampo nas Américas cresceu 32 vezes entre 2024 e 2025, o que levou a Opas, escritório regional da OMS, a emitir um alerta e pedir ação imediata dos países. Em 2025, foram 14.891 casos em 13 países do continente. A Bolívia registrou 597 casos e continua com transmissão ativa. Nos Estados Unidos, a situação é epidêmica, em meio à desconfiança pública nas vacinas impulsionada pelo governo Donald Trump. O país registrou 2.242 casos no ano passado, com três mortes. No Brasil, foram 38 casos confirmados em 2025, dez deles contraídos fora do país. “Entre seis meses e um ano, você avalia se esse bebê está indo para uma situação de risco. Sem dúvida, ele deve fazer essa dose extra para ir com mais segurança”, afirma Mônica Levi, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Antes dos seis meses, a vacina não tem indicação: a concentração de anticorpos maternos ainda é alta para permitir qualquer resposta imunológica. Há quem argumente que, nesse caso, a melhor decisão é simplesmente não viajar. “Se a criança não está com a vacinação completa, a ida a qualquer lugar é arriscada”, diz o imunologista Luiz Vicente Rizzo, diretor de pesquisa do Einstein Hospital Israelita. A dose zero, no entanto, não faz parte do calendário do PNI (Programa Nacional de Imunizações) e só é ativada na rede pública em situações de surto no Brasil. “A ação é programática. Não temos essa recomendação de vacinação extraordinária e individualizada”, afirma Eder Gatti, diretor do PNI no Ministério da Saúde. Algumas cidades têm centros públicos de medicina do viajante que podem avaliar o caso individualmente, mas não é regra. Para a maioria das famílias, a dose precisará ser obtida na rede privada. Além do sarampo, o calendário do SUS (Sistema Único de Saúde) para o primeiro ano de vida oferece até os seis meses vacinas contra hepatite B, tuberculose, poliomielite, rotavírus, coqueluche, tétano, difteria, meningite por Haemophilus, pneumonia e meningite C. Aos seis meses entra a vacina contra gripe -duas doses com intervalo de um mês da primeira vacinação. Aos nove meses, a vacina contra febre amarela, prevista no calendário nacional para toda a população é especialmente relevante para viagens a áreas com transmissão ativa da doença, como partes do Centro-Oeste, Norte e Nordeste. A SBIm recomenda vacinas adicionais ou com formulações mais abrangentes do que as oferecidas pelo SUS -como a pneumocócica 20-valente, no lugar da 10-valente disponível nos postos-, mas o calendário básico público já cobre as principais doenças preveníveis na infância. A preocupação não se limita a viagens internacionais. O Brasil tem perfis epidemiológicos muito diferentes entre suas regiões: áreas com risco de febre amarela, dengue, malária e leishmaniose exigem atenção específica conforme o destino. “Vacinação em dia é garantia de proteção para coqueluche, pneumonia, diarreia por rotavírus, febre amarela, gripe. Não muda nada viajar dentro ou fora do Brasil”, diz Kfouri. A orientação dos especialistas converge em um ponto: consultar o pediatra antes de qualquer viagem com bebê, verificar o perfil epidemiológico do destino e avaliar se há alguma dose que possa ser antecipada. Leia Também: Dono de pizzaria diz não saber causa de intoxicação que matou mulher na Paraíba

Regras do ECA Digital acabam com desordem normativa, diz Gilmar Mendes
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Regras do ECA Digital acabam com desordem normativa, diz Gilmar Mendes

Ó ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), elogiou nesta quarta-feira (18) a assinatura dos decretos presidenciais para regulamentar a Lei do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital). Na tarde de hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou três decretos para regulamentar a lei, que entrou em vigor nesta terça-feira (17) e prevê regras para proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual. Em discurso proferido durante a sessão do STF, Mendes disse que a previsão de regras claras para proteção de usuários acaba com a “desordem normativa” sobre a questão. “A previsão de regras claras dispondo sobre a proteção dos usuários, sobretudo crianças e adolescentes, nos afasta da desordem e da tibieza normativa que vicejavam no passado, antíteses do Estado de Direito, agora superadas pela atuação coordenada dos Três Poderes”completou. O ministro também afirmou que a lei e os decretos de Lula são frutos do diálogo institucional entre os Três Poderes após a decisão da Corte, que, no ano passado, decidiu que as plataformas digitais são responsáveis por conteúdos ilegais postados por seus usuários. “Estamos diante de um esforço de construção de um sistema jurídico mais previsível, capaz de oferecer segurança tanto aos usuários quanto aos provedores de aplicações, sem perder de vista a centralidade dos direitos fundamentais e a proteção de crianças e adolescentes na internet”completou. Confira os principais pontos do ECA Digital Unidade, em bairro nobre de Belo Horizonte, encerrou suas atividades neste domingo (15); encerramento ocorre dias após segunda prisão de operador financeiro ligado ao Master | 19h36 – 18/03/2026

Dono de pizzaria diz não saber causa de intoxicação que matou mulher na Paraíba
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Dono de pizzaria diz não saber causa de intoxicação que matou mulher na Paraíba

Em vídeo divulgado na noite de terça-feira (17), o empresário Marcos Antônio, 24, disse estar “sem acreditar” no ocorrido e afirmou que sempre prezou pela qualidade dos produtos vendidos no estabelecimento. “Estava tudo normal no domingo e, de repente, tudo começou a desmoronar (…) Estou sem acreditar também, não sei o que aconteceu. Eu mesmo entrei em contato com a vigilância sanitária e convidei eles para fazer a fiscalização e me derem respostas do que ocorreu”, afirmou. Segundo Marcos Antônio, o estabelecimento tem seis anos de funcionamento e nunca havia registrado episódio semelhante. “Jamais tive a intenção de machucar ou prejudicar qualquer pessoa. Meu comércio é minha vida. Seria a última coisa que eu faria prejudicar justamente os clientes que garantem meu sustento.” A advogada do empresário, Raquel Dantas, disse que, durante a inspeção inicial, não foram identificados alimentos vencidos ou estragados que indicassem a origem da contaminação. Segundo ela, os produtos foram recolhidos para análise pericial, que deve apontar as causas do episódio. A defesa afirmou ainda que a interdição da pizzaria ocorreu por questões estruturais, como ausência de revestimento em paredes e irregularidades em instalações elétricas, e não por evidências diretas de contaminação nos alimentos. O caso também passou a ser investigado pelo Ministério Público da Paraíba, além da Polícia Civil. Segundo a promotoria, foi instaurado um procedimento administrativo para apurar as circunstâncias do episódio. A promotora Patrícia Napoleão de Oliveira requisitou informações a órgãos como Vigilância Sanitária, Polícia Civil e o Hospital Regional de Pombal. A partir das respostas, o Ministério Público deve definir os próximos passos da investigação. A Polícia Civil da Paraíba informou que já ouviu o dono da pizzaria e também colheu depoimentos de pessoas que passaram mal após consumirem alimentos no local e que já receberam alta. O conteúdo dos depoimentos não foi divulgado. A corporação apura a possível relação entre os casos de intoxicação alimentar e o consumo de produtos vendidos no estabelecimento. Amostras de alimentos e outros materiais foram recolhidas para perícia, e exames também devem apontar a causa da morte. Segundo a Polícia Civil, o prazo para a conclusão do inquérito é de 10 dias. A vítima, Raíssa Maritein Bezerra e Silva, morreu na manhã de terça-feira (17) após dar entrada no hospital com sintomas como diarreia, vômitos e dor abdominal. Ela havia comido na pizzaria na noite de domingo (15), segundo familiares. Uma criança de 8 anos que também passou mal após comer no restaurante está internada -o resto das pessoas já foi liberado. O enterro ocorreu na manhã desta quarta-feira (18), no cemitério São Francisco, na cidade. O velório foi realizado na noite anterior, com missa de corpo presente. Raíssa era servidora da prefeitura de Pombal e trabalhava na Secretaria Municipal de Meio Ambiente. A administração municipal divulgou nota de pesar. Leia Também: Entenda regras para mulheres usarem spray de pimenta para defesa pessoal

Lei brasileira impede classificar PCC e CV como terroristas, diz chanceler
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Lei brasileira impede classificar PCC e CV como terroristas, diz chanceler

“Este Congresso Nacional aprovou uma legislação que não reconhece as organizações criminosas como terroristas. Nós não podemos ser contra as leis que os senhores aprovaram”, disse, em referência à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública, texto recém aprovado na Câmara. O chanceler afirmou considerar que a classificação pretendida por Trump é um interferência de um país estrangeiro, algo que não pode ser aceito. Vieira também citou preocupações com os impactos econômicos de um medida do tipo. “Sanções poderiam prejudicar empresas, bancos e tantas outras”, afirmou. A Folha de S.Paulo mostrou que o governo Lula (PT) tem uma avaliação de que a classificação de PCC e CV como organizações terroristas deixaria empresas e o sistema financeiro expostos a medidas unilaterais pelo governo Trump. O Brasil, disse Vieira, segue a regra segundo a qual é necessário que essa classificação passe pelo conselho de segurança das Nações Unidas. Ele disse também que nos últimos anos organizações mafiosas também atuaram no Brasil, e que a maior preocupação do governo Lula é o combate ao crime transnacional. O chanceler do governo Lula participou nesta quarta de audiências nas comissões de relações exteriores de Câmara e Senado. Originalmente, ele foi convidado pela bancada bolsonarista para falar da posição do Brasil sobre a guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã na Câmara. O deputado Rodrigo Valadares (União Brasil-SE) afirmou que o Itamaraty não condenou inequivocamente os ataques iranianos a países como Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Bahrein, Jordânia, Arábia Saudita e Qatar. “Essa assimetria de posicionamento suscita legítimos questionamentos quanto aos critérios diplomáticos adotados, à consistência da narrativa oficial e ao alinhamento da posição brasileira com os princípios constitucionais que regem sua atuação internacional”, afirmou Valadares no requerimento. O chanceler afirmou que o Brasil condenou o ataque ao Irã por ele ter ocorrido em meio a negociações mediadas por Omã em relação ao programa nuclear iraniano. “Estava caminhando muito bem, andando muito bem”, disse. “O ministro de Omã (Badr Al-Busaidi) disse que não foi dado tempo para a diplomacia agir.” Vieira defendeu que, “da mesma forma”, quando o Irã retaliou países do Golfo sem relação com a guerra, o governo também condenou os ataques “com base na carta da ONU de que não cabe retaliação aos que não participaram”. A Secretaria de Estado de Polícia Militar diz que os “fatos seguem sob apuração integral da área correcional”; caso foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios (DH-Capital) | 16:23 – 18/03/2026

Entenda regras para mulheres usarem spray de pimenta para defesa pessoal
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Entenda regras para mulheres usarem spray de pimenta para defesa pessoal

Entenda quais são as regras e para que serve o equipamento.*QUEM PODE COMPRAR E PORTAR O projeto de lei prevê a comercialização do spray de pimenta para mulheres maiores de 18 anos. Adolescentes de 16 e 17 anos também poderão adquirir e portar o produto, desde que tenham autorização expressa do responsável legal. O texto estabelece ainda regras para evitar o uso indevido, com penalidades que incluem advertência, multa e até proibição de compra em caso de reincidência. A regulamentação detalhada ainda depende do Poder Executivo. O QUE É E COMO FUNCIONA O SPRAY DE PIMENTA O spray de pimenta é um dispositivo de defesa pessoal que libera uma substância irritante derivada da capsaicina, presente nas pimentas. Ao atingir olhos e pele, provoca ardência intensa, lacrimejamento, irritação nas vias respiratórias e dificuldade de manter os olhos abertos. Os efeitos são temporários e têm como objetivo desorientar o agressor por alguns minutos, criando uma oportunidade para fuga. No mercado, existem diferentes modelos voltados para defesa pessoal. O spray de jato direcionado dispara um fluxo mais preciso e com maior alcance, reduzindo o risco de atingir quem utiliza o produto. Já o spray em névoa libera uma nuvem mais ampla, facilitando atingir o agressor, mas exige cuidado em ambientes fechados ou com vento, já que pode se dispersar e atingir a própria usuária. COMO USAR COM SEGURANÇA Especialistas apontam que o spray deve ser usado como um recurso emergencial, e não como solução única de proteção. O objetivo principal é criar uma oportunidade de fuga, e não imobilizar completamente o agressor. Também é importante que o equipamento esteja acessível. Guardar o spray no fundo da bolsa, por exemplo, pode dificultar o uso em uma situação de risco.Além disso, fatores como distância, direção do vento e proximidade com o agressor podem interferir diretamente na eficácia do produto. O spray tende a ser mais eficaz quando há alguma distância entre a vítima e o agressor, permitindo o acionamento do dispositivo antes do contato físico. A ferramenta pode ajudar a evitar confronto direto, especialmente em situações em que há diferença de força física, criando tempo para escapar. Por outro lado, em situações de surpresa, proximidade extrema ou ambientes desfavoráveis, o uso pode ser limitado. ESPECIALISTAS RECOMENDAM O USO? A diretora da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil, Raquel Gallinati, faz ressalvas à medida e ao uso do equipamento como solução de segurança. “Spray de pimenta não é política pública, é improvisação”, afirma. “Estão vendendo uma ideia de que liberar spray de pimenta para mulheres seria uma proteção, mas isso não é verdade, é, de forma subliminar, uma transferência de responsabilidade do Estado para a vítima”, diz. Segundo a delegada, o uso envolve riscos técnicos. “Até mesmo nós, policiais, precisamos de treinamento para cada equipamento. Isso também se aplica ao spray de pimenta”, explica. Gallinati alerta ainda que, em situações de agressão, há risco de a própria vítima ser atingida. “A chance de o spray atingir a própria vítima é alta”, afirma. Para a instrutora de defesa pessoal e especialista em segurança da mulher Danny Arouca, o spray pode ser útil, desde que usado com preparo. “Ele não pode ser encarado como um amuleto da sorte. É um instrumento tático”, afirma. Segundo a especialista, a principal vantagem dele é permitir que a vítima consiga manter distância do agressor. “O spray permite que a mulher neutralize a ameaça a metros de distância e crie uma janela de oportunidade para fugir”, diz. Ainda assim, reforça que o uso sem treinamento pode aumentar o risco. “Equipamento sem preparo é uma falsa sensação de segurança”, afirma. Naomi Penteado, pessoa instrutora de autodefesa feminista, também destaca limitações práticas. “Em termos de uso, ele não serve para nada se estiver dentro da bolsa.” Segundo Penteado, o spray não impede necessariamente a continuidade da agressão. “Ele gera uma situação de cegueira e dificuldade de respirar, mas não garante que o agressor não consiga cometer a violência”, diz.

Bactéria resistente se espalha fora de hospitais e desafia protocolos médicos
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Bactéria resistente se espalha fora de hospitais e desafia protocolos médicos

A mudança de comportamento é retratada em um estudo baseado em mais de 51 mil exames laboratoriais coletados ao longo de dez anos, com foco na bactéria Staphylococcus aureus, que habita a pele e as vias respiratórias e pode causar desde infecções leves até pneumonias graves. Quando essa bactéria desenvolve resistência aos antibióticos, passa a ser classificada como MRSA (Staphylococcus aureus resistente à meticilina). Isso significa que medicamentos da família da penicilina, como a oxacilina, podem não ter efeito no tratamento. A pesquisa foi realizada em parceria entre a Afip (Associação Fundo de Incentivo à Pesquisa) e a Escola Paulista de Medicina da Unifesp, analisando 51.532 exames positivos coletados na macrorregião de São Paulo. O estudo identificou crescimento significativo da circulação da bactéria resistente fora do ambiente hospitalar. Os dados analisados entre 2011 e 2021 foram publicados na revista Research Connections, da Oxford University Press, e representam uma das maiores análises populacionais já feitas sobre o tema em países de renda média. Os resultados mostram que os casos hospitalares de MRSA apresentaram queda média anual de 2,48%, enquanto as infecções de origem comunitária cresceram, em média, 3,61% ao ano. Ao todo, a bactéria resistente foi associada a 43% das infecções avaliadas, com maior incidência entre crianças pequenas e idosos. Segundo os pesquisadores, o aumento fora dos hospitais indica que a resistência, antes concentrada em ambientes controlados, agora circula de forma mais ampla na população. Mapas do estudo apontam maior concentração de casos na região central da cidade de São Paulo, área com alta vulnerabilidade social, além de municípios do litoral. Fatores como densidade populacional, clima e circulação de pessoas podem influenciar esse cenário. Entre as amostras associadas à comunidade, cerca de 22% já apresentavam resistência a antibióticos, percentual considerado elevado para uma bactéria historicamente hospitalar e que indica risco epidemiológico. Os pesquisadores destacam que esse avanço aumenta a chance de falha no tratamento inicial, especialmente quando a escolha do antibiótico é feita sem exames prévios. Em países como Estados Unidos e na Europa, esse fenômeno já levou a mudanças nos protocolos médicos. No Brasil, porém, os dados ainda são fragmentados, com variações regionais importantes. No Sistema Único de Saúde (SUS), as opções de antibióticos eficazes por via oral são limitadas, o que pode levar à necessidade de internações, aumentando custos e pressionando o sistema hospitalar. Especialistas defendem a ampliação da vigilância epidemiológica, integração de dados e uso mais racional de antibióticos como medidas essenciais para conter o avanço da resistência. Entre as formas de prevenção estão a higiene frequente das mãos, cuidados com feridas, limpeza de ambientes e uso responsável de medicamentos, evitando a automedicação e o uso inadequado de antibióticos. Dados mostram alta expressiva de internações e atendimentos por transtornos mentais entre crianças e adolescentes em São Paulo; especialistas apontam impacto da pandemia, mudanças sociais e falta de estrutura na rede pública como fatores centrais | 05:15 – 18/03/2026

Câmara aprova novo percentual mínimo de cacau para chocolate e acaba com amargo e meio amargo
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Câmara aprova novo percentual mínimo de cacau para chocolate e acaba com amargo e meio amargo

A votação foi simbólica, quando não há contagem de votos. O projeto havia sido aprovado no Senado em abril do ano passado, mas, como o texto foi modificado, voltará à casa alta para nova votação. A inclusão do projeto na pauta dessa semana atendeu, segundo o presidente da Câmara, deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), um pedido das bancadas de Bahia, Espírito Santo e Pará, todos estados produtores de cacau. Uma das principais modificações do projeto aprovado nesta terça resulta no fim da denominação dos chocolates amargo e meio amargo, que precisam ter ao menos 35% de sólidos totais de cacau, segundo a proposta aprovada no Senado. Com esse percentual de cacau, o produto passa a ser chamado de chocolate -sem o acréscimo do amargo. Ele também não poderá ter mais do que 5% de gorduras vegetais. A regra atual da Anvisa (Agência Nacional da Vigilância Sanitária) prevê um mínimo de 25% de sólidos de cacau para todos os tipos de chocolate, exceto o branco, que precisa de ao menos 20% de manteiga de cacau. O percentual de 25% passa a ser permitido em dois tipos de produto, um já conhecido do consumidor e outro criado pelo projeto. No tradicional chocolate ao leite, a regra é a mesma aprovada no Senado: mínimo de 25% de sólidos de cacau e 14% de sólidos totais de leite ou derivados. A novidade é a criação do chocolate doce, que precisa ter um mínimo de 25% de sólidos totais de cacau, dos quais pelo menos 18% devem ser manteiga de cacau e pelo menos 12% devem ser isentos de gordura. O relatório do deputado federal Daniel Almeida (PCdoB-BA) incorporou parte das sugestões feitas pelos produtores por meio da ANPC (Associação Nacional dos Produtores de Cacau). É o caso também da definição de que cascas, películas e resíduos não sejam computados como sólidos de cacau. Segundo a ANPC, o dispositivo cria uma blindagem técnica da receita dos chocolates. A indústria não gostou das modificações. As associações da indústria de alimentos (Abia), da indústria de chocolates, amendoim e balas (Abicab) e das processadoras de cacau (Aipc) divulgaram nota técnica dizendo que as modificações destoam da regulação vigente estabelecida pela Anvisa. As entidades também criticam a obrigatoriedade de informar nos rótulos o percentual de cacau de cada produto. “O setor produtivo passou por um extenso processo de adaptação de embalagens, para apresentar ao consumidor mudanças na tabela nutricional”, afirmam, em referência a mudanças determinadas em 2020. Se o projeto for aprovado novamente no Senado e o texto da Câmara for mantido, as novas regras passarão a valer um ano depois da sanção pelo presidente Lula. Declaração foi feita após vitória venezuelana sobre os Estados Unidos no Clássico Mundial de Beisebol. Comentário reforça falas anteriores do presidente e ocorre em meio a reaproximação diplomática entre os dois países | 06:30 – 18/03/2026

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