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Condomínios no Rio pedem mudança na forma de cobrança da conta de água
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Condomínios no Rio pedem mudança na forma de cobrança da conta de água

Condomínios de prédios de apartamentos e de escritórios empresariais e comerciais no Rio de Janeiro estão em campanha para mudar a forma como é cobrado o fornecimento de água. De acordo com administradores de imóveis, o custo tem aumentado nos últimos anos e chega a quase metade do orçamento mensal dos condôminos. O movimento é conduzido pela Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi), que reclama da chamada conta de consumo mínimo. O tipo de cobrança afeta os prédios que não possuem hidrômetros individualizados, ou seja, recebem apenas uma conta para ser dividida entre os condôminos. O presidente da Abadi, Marcelo Borges, disse à Agência Brasil que a cobrança por tarifa mínima não é adequada à realidade. “A Abadi defende que a cobrança se prenda ao marcado pelo hidrômetro ou efetivamente consumido pelo condomínio. A medição tem que ser respeitada ou ser, pelo menos, uma tarifa um pouco mais próxima da realidade desse consumo”, explica. Borges conta que a cobrança mínima no estado é “muito alta”, de 15 metros cúbicos (m³) no mínimo para prédio residencial e 20 m³ para prédio comercial. No Rio, cerca de 70% dos empreendimentos têm hidrômetro único, segundo estimativa da associação de administradores. Validada pela Justiça A Abadi conta que o problema passou a chamar mais atenção depois de uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre a validade da cobrança mínima. Pelos cálculos da associação, a conta de abastecimento de água, em muitos casos, passou de 7% para 45% do orçamento mensal dos condomínios. Segundo a entidade, o valor mínimo da tarifa de água em um prédio comercial com dez unidades chega, em média, a R$ 9,2 mil, o que seria 14 vezes superior aos prédios de Minas Gerais (R$ 636) e seis vezes maior que em São Paulo (R$ 1,5 mil). Marcelo Borges informou que a Abadi é Amicus curiae (amigo da corte, quando, mesmo sem ser parte em um processo, fornece informações para um tribunal) de um julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a forma de cobrança pelo abastecimento.“Estamos aguardando para ver se no STF há uma reversão desse entendimento”, diz. A Abadi lançou também uma petição pública na internet. Contrato de concessão Ao lado do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais do Rio (Secovi Rio), a Abadi solicitou revisão do modelo de cobrança na Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa), órgão do governo estadual. Procurada pela Agência Brasil, a Agenersa informou que o pedido da Abadi está sendo analisado pela agência. A instituição reforça que o modelo atual de cobrança é legítimo, conforme o marco legal do saneamento básico (Lei 14.026/2020) e a orientação consagrada pelo STJ. “Sem prejuízo dessa validade, a Agenersa analisará, na revisão ordinária das tarifas prevista para o corrente ano, a possibilidade de eventual ajuste na estrutura tarifária, sempre observando a necessidade de preservar o equilíbrio econômico‑financeiro do contrato, as metas de universalização, bem como a qualidade e sustentabilidade do serviço”, completou. Empresas A Agência Brasil buscou posicionamento das três empresas concessionárias que atuam no abastecimento de água na cidade do Rio. A Águas do Rio, que abastece a região central e as zonas norte e sul, esclareceu que a cobrança de tarifa mínima vigora há décadas. “Em junho de 2023, o STJ consolidou esse entendimento ao reconhecer a impossibilidade de cobrança de valores inferiores à tarifa mínima”, afirma.A empresa conta que a decisão impactou diretamente condomínios que, por força de liminares judiciais, em sua maioria obtidas antes do novo marco legal, quando a cobrança da tarifa mínima já estava em vigor, “vinham recolhendo valores inferiores aos previstos na estrutura tarifária vigente”. Segundo a empresa, esses casos representam menos de 1% da base de clientes e passaram a ser adequados ao modelo regulatório “que sempre foi aplicado à ampla maioria dos consumidores desde antes da concessão”. A Rio+Saneamento, responsável pelo abastecimento na zona oeste, reafirma que a cobrança é autorizada pelo STJ. “Essa modalidade de cobrança sempre foi adotada em todas as concessionárias de saneamento do Brasil. O reajuste tarifário foi aplicado conforme previsto no contrato de concessão e homologado junto à Agenersa”, acrescenta. A Iguá Rio, concessionária da zona sudoeste (região da Barra da Tijuca e Jacarepaguá), reforça que a cobrança está “em total conformidade com as leis e normas aplicáveis a concessão” e confirmadas em diversas oportunidades pelo Poder Judiciário. “O modelo previsto contempla componentes financeiros necessários para assegurar a qualidade do serviço e a continuidade dos investimentos”, informou. Leia Também: Governo isenta componentes de caneta emagrecedora enquanto EMS prepara rival do Ozempic

Governo isenta componentes de caneta emagrecedora enquanto EMS prepara rival do Ozempic
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Governo isenta componentes de caneta emagrecedora enquanto EMS prepara rival do Ozempic

A isenção decidida pelo Comitê-Executivo da Camex (Câmara de Comércio Exterior) tem validade de 365 dias. Com isso, fica renovado benefício já concedido à EMS em agosto do ano passado, mas para um número bem menor de componentes -9,9 milhões. Antes, a tarifa era de 14,4%. Componentes como vidro, tampa e corpo da caneta estão incluídos na decisão, mas não o medicamento em si. Dentre estes componentes, EMS solicitou a isenção para 7,4 milhões de corpos de caneta de semaglutida (mesmo princípio ativo do Ozempic), o que dá uma ideia do número de canetas que a empresa pretende produzir. Procurado, o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) disse que a Camex levou em consideração as projeções de crescimento do mercado de canetas e destacou que o medicamento não tem produção nacional. A pasta também destacou que a medida vale para todas as importações, e não apenas para aquelas realizadas pela EMS. A EMS afirmou que o pleito pela isenção da tarifa foi apresentado com base na inexistência de produção nacional dos insumos. “Trata-se de um instrumento legítimo, previsto na regulação brasileira, e amplamente utilizado pela indústria para garantir competitividade e viabilizar a produção local”, disse a farmacêutica. O laboratório nacional afirmou que os componentes das canetas são essenciais para a “futura fabricação nacional”, “reforçando o compromisso da EMS com a ampliação do acesso e a internalização da produção”. A empresa vende desde 2025 as canetas Lirux e Olire, de liraglutida, primeiras versões nacionais de emagrecedores injetáveis ​​e concorrentes do Saxenda e Victoza, marcas da dinamarquesa Novo Nordisk. A farmacêutica brasileira pretende lançar neste ano concorrentes do Ozempic e Wegovy, as canetas que também são fabricadas pela Novo Nordisk. A semaglutida, princípio ativo dos medicamentos, perdeu a patente em 20 de março, mas ainda não há novos produtos aprovados pela Anvisa. A EMS é uma das empresas nacionais em melhor posição no mercado dos emagrecedores. A farmacêutica investiu mais de R$ 1 bilhão para montar uma fábrica de peptídeos sintéticos em Hortolândia (SP), tecnologia aplicada na produção das canetas. A empresa também recebeu créditos de R$ 736 milhões desde 2020 do BNDES relacionados à planta. A Anvisa afirma que a análise dos novos produtos é um desafio técnico, pois os produtos “compartilham características” de medicamentos sintéticos e biológicos. “A avaliação dos análogos sintéticos de semaglutida tem sido tratada como um desafio técnico para as agências reguladoras em todo o mundo. Até o momento, nenhuma das principais agências de medicamentos do mundo, como as do Japão, Europa e EUA, registrou análogos sintéticos da semaglutida”, diz a Anvisa em nota. As canetas são medicamentos agonistas de GLP-1, hormônio produzido naturalmente pelo corpo humano e que atua no controle dos níveis de glicose no sangue e nos mecanismos de saciedade. As principais marcas no mercado são compostas por semaglutida (Ozempic e Wegovy, da Novo Nordisk) e tirzepatida (Mounjaro, da Lilly), que também atua no receptor do hormônio GIP e tem patente até 2036. Existe forte pressão de consumidores, de parte da indústria e do mundo político para ampliar a oferta e baixar custos dos emagrecedores. O aumento do consumo para fins estéticos ou fora da bula, além da popularização de versões manipuladas desses medicamentos, porém, são pontos que preocupam associações e sociedades médicas. A nota técnica da Camex que embasou a decisão desta quinta-feira recomenda o deferimento parcial do pedido da EMS, feito em novembro passado. Os técnicos do órgão entederam que a inexistência temporária de fabricação do produto e a função social que ele exerce justificavam a isenção de tarifas, mas consideraram excessiva a cota de 58 milhões proposta pela EMS. “A quota originalmente solicitada de 58,2 milhões unidades não se mostrou aderente ao consumo informado pela própria pleiteante, tampouco à efetiva utilização da quota atualmente vigente”, disseram os técnicos do órgão. Com isso, propuseram uma cota de 30 milhões de unidades, o que, segundo eles, já teria impacto fiscal superior a US$ 1 milhão, valor de referência para pleitos do tipo. Mesmo assim, a Camex manteve os 58 milhões de componentes solicitados pela EMS, por sugestão do Comitê de Alterações Tarifárias. O Mdic não explicou os motivos de ter discordado da recomendação que consta da nota técnica. A Anvisa tem oito pedidos de registros de produtos contendo semaglutida em análise, sendo sete sintéticos, incluindo o da EMS, e outro biológico. Nenhum dos casos é enquadrado como genérico, categoria em que o preço deve ser ao menos 35% inferior ao do produto de referência. Ainda assim, o mercado avalia que a concorrência deve baratear as canetas. No ano passado, a disputa pelo mercado dos emagrecedores ganhou novo rumo com atuação direta do governo Lula (PT). A Anvisa atendeu a um pedido do Ministério da Saúde e passou na frente da sua fila de análise 20 pedidos de remédios emagrecedores contendo liraglutida ou semaglutida. O movimento do governo se deu dias após o ministro Alexandre Padilha (PT) fazer uma espécie de propaganda dos emagrecedores de liraglutida que a EMS havia lançado. “Aquelas canetinhas que o pessoal está usando direto por aí, mais um produto na área, baixando o preço para a população”, disse o ministro em vídeo gravado após evento da farmacêutica. O plano de passar à frente a análise das canetas foi criticado pela Interfarma e o Sindusfarma, que apontaram risco de insegurança jurídica e de atraso em outras avaliações. Já a PróGenéricos disse que havia aumento exponencial da procura pelos fármacos e que a medida tem “razões excepcionais de interesse público”. Em documentos internos revelados pela Folha de s.Paulo, técnicos da Anvisa afirmam que a prioridade dada aos emagrecedores pode atrasar o lançamento de terapias mais importantes, incluindo para doenças graves, como câncer, epilepsia, Parkinson avançado e AME (Atrofia Muscular Espinhal). A Anvisa diz que definiu um limite de processos acelerados para que não haja prejuízo a outras terapias. Ainda afirma que havia risco de desabastecimento das canetas. A decisão da Anvisa ainda prioriza produtos com etapas de fabricação nacional. Integrantes do governo ainda dizem que existe o plano

Butantan produzirá remédio contra câncer para o SUS
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Butantan produzirá remédio contra câncer para o SUS

© Marcello Casal Jr. / Agência Brasil Ó Instituto Butantan e a farmacêutica norte-americana MSD firmaram uma parceria para que o laboratório público brasileiro passe a produzir medicamento avançado contra o câncer a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O acordo é resultado de um edital lançado em 2024 pelo Ministério da Saúde. O pembrolizumabe é uma terapia que estimula o sistema imunológico para identificar e combater as células cancerígenas. Além disso, é uma alternativa de tratamento menos tóxica do que a quimioterapia tradicional, e tem demonstrado grande eficácia. O remédio já vem sendo comprado pelo Ministério de Saúde, diretamente da MSD, e é usado no SUS, para o tratamento de alguns pacientes com melanoma metastático, tipo de câncer de pele agressivo e que se espalha para outros órgãos. De acordo com a Secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, aproximadamente 1,7 mil pessoas são atendidas por ano, a um custo de R$ 400 milhões. A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS) vai avaliar a inclusão no tratamento de casos de câncer de colo do útero, esôfago, mama triplo-negativo e pulmão. A MSD calcula que isso aumente a demanda para cerca de 13 mil pacientes por ano. Fernanda de Negri explica que um dos benefícios da parceria é a possibilidade de diminuição de custos, pois o contrato prevê a transferência gradual de tecnologia, para que, em alguns anos, o Butantan possa assumir a produção do medicamento. Outros benefícios são a prioridade no fornecimento e o desenvolvimento tecnológico. “O objeto dessa parceria é uma molécula nova, e o Butantan vai desenvolver a capacidade de produzir esta molécula e acima de tudo desenvolver a competência para produzir outras moléculas similares no futuro.” Segundo ela, a produção nacional deixa o paciente mais seguro. “A gente produzir aqui deixa o paciente brasileiro com mais garantias de que esse medicamento não vai faltar por conta de eventos externos que causem a interrupção de cadeias logísticas.” Concorrência A parceria é resultado de edital com o objetivo de promover a cooperação entre entidades privadas, públicas e científicas com o objetivo de desenvolver ou absorver tecnologias que favorecem o SUS. O edital faz parte de uma estratégia nacional que pretende nacionalizar a produção de 70% dos insumos de saúde utilizados no SUS, em até 10 anos. O diretor executivo de Relações Governamentais da MSD Brasil, Rodrigo cruz, explica que o processo de transferência de tecnologia do pembrolizumabe para o Butantan vai começar assim que as novas inclusões do medicamento no SUS forem aprovadas. A incorporação das etapas de produção será feita gradualmente ao longo de dez anos. “No começo, a é que eles aprendam como se faz a rotulagem, o envase, para depois passar para formulação e aí sim chegar à etapa final que é a produção do medicamento em si. Todas as etapas estão previstas dentro do projeto. Leva até oito anos para produzir o Ifa (ingrediente farmacêutico ativo) nacional e, a partir daí, finalizar o remédio 100% nacional.” O anúncio da parceria foi feito durante o evento Diálogo Internacional – Desafios e Oportunidades para a Cooperação em Tecnologias em Saúde, realizado no Rio de Janeiro. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da abertura de maneira remota, e ressaltou a importância das parcerias para o desenvolvimento do país. “Não tem como enfrentar esses desafios sem forte cooperação internacional. A saúde deixou de ser apenas uma política social e passou também a ser um eixo central do desenvolvimento econômico, inovação tecnológica e geração de empregos qualificados.” O ministro destacou ainda a cadeia estrutural do sistema público de saúde brasileiro. “O SUS não é apenas o maior sistema público universal do mundo, mas também um dos maiores mercados estruturados do planeta em escala, previsibilidade, demanda e capacidade de absorção tecnológica.” Leia Também: STF condena governo de São Paulo a indenizar caseiro preso injustamente por sete anos

STF condena governo de São Paulo a indenizar caseiro preso injustamente por sete anos
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STF condena governo de São Paulo a indenizar caseiro preso injustamente por sete anos

A Primeira Turma do STF confirmou decisão do ministro Cristiano Zanin que restabeleceu a sentença do juiz de primeira instância Luis Manuel Fonseca Pires, que condenou o estado a pagar R$ 440,6 mil por danos morais e materiais pelos anos em que o trabalhador ficou preso indevidamente. Conforme entendimento do ministro, a prisão ocorreu em um processo marcado por violação ao contraditório e à ampla defesa -garantias constitucionais básicas. Por essa razão, a condenação fora anulada pelo próprio STF em 2021, por decisão do ministro Edson Fachin. “A anulação de um processo pelo Supremo Tribunal Federal, por vício insanável que comprometeu o contraditório, representa mais do que mera reforma de decisão”, afirmou Zanin na decisão. Segundo ele, a medida reconhece que o procedimento que levou à prisão foi “fundamentalmente falho e incompatível com o ordenamento constitucional”. Procurada, a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) não disse se vai recorrer da decisão. “O Estado de São Paulo ainda não foi intimado da decisão”, disse por meio de nota. José Aparecido havia sido condenado a 21 anos de prisão pela morte do sitiante José Henrique Vettori, ocorrida em março de 2014 na zona rural de Bragança Paulista, a 85 km da capital. Vettori foi rendido por assaltantes quando chegava ao sítio em Tuiuti, município vizinho, e acabou morto. Dois meses depois do crime, a Polícia Civil prendeu o mecânico Evandro Matias Cruz, que confessou participação no latrocínio e apontou José Aparecido, que era caseiro da vítima, como um dos envolvidos. A gravação do interrogatório na delegacia mostra, porém, que os policiais exibiram ao suspeito uma fotografia antiga de José Aparecido, antes mesmo de pedir qualquer descrição do suposto terceiro participante do crime. Ao ver a imagem de José Aparecido, Evandro demonstrou dúvida. “Eu não tenho a absoluta certeza. Mas”, disse ele, quando foi interrompido. Posteriormente, em audiência judicial, Evandro voltou atrás e afirmou que havia sido forçado a incriminar o trabalhador rural. “Devido ao espancamento, à forma como eles me bateram, tomando choque, me forçaram a falar que era o José Aparecido. Mas ele não teve envolvimento”, declarou. Apesar das retratações, a primeira versão prestada na delegacia foi usada para sustentar a condenação em duas instâncias. Praticamente nenhuma outra prova foi apresentada contra ele. O caso ganhou repercussão após reportagem da Folha mostrar inconsistências na investigação. Ao analisar o processo em 2021, o STF anulou a condenação por violação ao contraditório e à ampla defesa. Com a decisão, José Aparecido foi solto e o processo voltou à fase anterior da instrução para novo interrogatório do corréu. Após a reabertura do caso, a Justiça acabou absolvendo o trabalhador rural. Quando recebeu a notícia de que deixaria a prisão, no presídio de Iperó (SP), ele custou a acreditar. “Será que é verdade? Vou passar do portão primeiro”, disse à reportagem na ocasião, no saída do presídio. Do lado de fora estavam a mulher, Vanessa, e os dois filhos do casal. Ela carregava um exemplar do jornal que ajudou a revelar o caso. “Graças a ele (o jornal) que o Zé está saindo. Foi por ele que o milagre aconteceu.” Após ser inocentado, José Aparecido entrou na Justiça pedindo reparação pelo tempo em que ficou preso. A sentença inicial reconheceu o erro e fixou a indenização, mas o Tribunal de Justiça derrubou a decisão ao entender que não caberia reparação quando a prisão decorre de medida processual. O STF reverteu esse entendimento. A defesa foi feita pelos escritórios Furukawa Advogados e Alfredo Brandão Advogados Associados. “O caseiro José Aparecido Alves Filho foi preso indevidamente em 6 de junho de 2014. Até a decisão do STF, para reconhecer seu direito à indenização, em 24 de março de 2026, passaram-se longos anos. Mas, finalmente, a injustiça começa a ser reparada. Muito saborosa essa sensação de vitória”, disse o advogado Nagashi Furukawa. A ordem de pagamento, se confirmada, deve entrar na lista de precatórios. Assim, pelo tempo médio para recebimento no estado de São Paulo, a defesa acredita que deve levar ao menos 10 anos. A suspensão foi determinada pelo conselheiro Dimas Ramalho após o TCE-SP encontrar indícios de irregularidades no edital do processo, horas antes da sessão em que os candidatos entregariam seus planos operacionais | 13h10 – 26/03/2026

Confira o resultado do concurso 2989 da Mega-Sena sorteado nesta quinta (26)
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Confira o resultado do concurso 2989 da Mega-Sena sorteado nesta quinta (26)

Os números sorteados no Espaço da Sorte, em São Paulo, foram: 06 – 14 – 28 – 31 – 56 – 59. A aposta simples na Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser feita até as 20h nas casas lotéricas, no portal Loterias Online e no aplicativo Loterias Caixa. A exceção é para os bolões digitais, que poderão ser comprados até 20h30 exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. A probabilidade de acerto para quem faz uma aposta de seis números (no valor de R$ 6) da Mega-Sena é de uma em mais de 50 milhões. Na aposta com sete números (que custa R$ 42), a chance sobe para uma em 7,1 milhões. VEJA COMO JOGAR Pelo site Acesse o site Loterias Online Confirme se tem mais de 18 anos. Depois, clique em “acessar”, no canto superior direito. Se for o primeiro acesso, cadastre-se. Caso contrário, faça seu login usando CPF e senha Role a tela para baixo e, na opção da Mega-Sena, clique no ícone “Aposte Agora!” Escolha as dezenas que você quer apostar Informe se quer apostar com mais números e se quer ativar a surpresinha e/ou a teimosinha Quando acabar tudo, clique em “colocar no carrinho”, logo abaixo O pagamento pode ser feito por Pix, cartão de crédito ou Recargapay Siga as instruções para o pagamento e confirme a compra Após o sorteio, entre no site, faça login e clique em “minha conta” Em seguida, em “apostas” e, depois, em “conferir apostas” Se você tiver ganhado, irá aparecer o prêmio que receberá e os procedimentos para retirada Pelo aplicativo Baixe o aplicativo Loterias Caixa, disponível gratuitamente para Android e iOS Após a introdução, faça login ou cadastre-se Na tela inicial, localize a Mega-Sena e clique em “aposte” Selecione as dezenas desejadas e informe se quer usar mais números e se quer ativar a teimosinha e a surpresinha Quando acabar, selecione “adicionar ao carrinho de apostas”, na parte de baixo da tela Se quiser fazer outro jogo, repita o procedimento acima. Ao terminar, clique em “carrinho de apostas” Confira as apostas e, se estiver tudo certo, vá em “avançar para a forma de pagamento” O pagamento pode ser feito por Pix, cartão de crédito ou Recargapay Siga as instruções para o pagamento e confirme a compra Depois do sorteio, acesse o aplicativo. Abra o menu, clicando no botão no canto superior esquerdo e escolha “minha área” e, em seguida, “minhas apostas”. Nessa área irá aparecer se você ganhou ou não Cabelo Internet Banking Acesse a plataforma do Internet Banking com seu login e senha Clique em loterias Escolha Mega-Sena e depois aposte (o limite para essa forma de aposta é de R$ 500 por dia, das 7h às 20h, horário limite para fechamento das apostas) Selecione a quantidade de números do seu jogo (de 6 a 9 por cartela) Escolha suas dezenas e clique em “incluir aposta” Se quiser, repita essa operação para completar três jogos e então clique em “finalizar” Então, é só digitar os seis números de sua senha eletrônica para confirmar o pagamento Depois é só voltar à tela inicial das loterias e clicar em “minhas apostas” para confirmar os jogos realizados. Leia Também: Butantan produzirá remédio contra câncer para o SUS

Vacina da gripe não aumenta risco da doença, alerta ministério
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Campanha nacional de vacinação contra a gripe começa neste sábado (28)

Neste primeiro momento, pode receber o imunizante apenas o público prioritário, composto por crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, idosos e profissionais de saúde, grupos que apresentam maior risco de desenvolver formas graves da doença. Os estados também podem definir critérios próprios para atender outros grupos, como professores, durante a campanha, que será finalizada no dia 30 de maio. Em 2025, a cobertura vacinal contra a gripe no Brasil ficou muito abaixo da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde. Dados parciais indicam adesão em torno de 40% entre os grupos prioritários, sem que nenhum estado tenha atingido o objetivo. O país fechou o ano com 59 milhões de doses aplicadas. Para ampliar o alcance da campanha, o governo federal vai enviar 10 milhões de mensagens por aplicativos de comunicação até esta quinta-feira (26). Estados e municípios também foram orientados pelo Ministério da Saúde a intensificar as ações desde o início da ação, com busca ativa para chegar mais rápido aos grupos prioritários. Segundo a pasta, mais de 15 milhões de doses do imunizante foram enviadas aos estados até esta quinta-feira (26). As doses são atualizadas para proteger contra as novas cepas do vírus influenza que circulam neste ano. Quem já tomou a vacina antes precisará receber apenas uma dose, para atualizar a proteção. Já crianças que recebem o imunizante pela primeira vez devem tomar duas, com intervalo de um mês entre uma e outra. A diferença no calendário entre as regiões do país tem explicação técnica, afirma Rita Madeiros, professora de infectologia e virologia da UFPA (Universidade Federal do Pará) e integrante do comitê de vírus respiratórios da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia). Isso porque a circulação do vírus da gripe no Norte do país acontece mais cedo em comparação com outras regiões. “Na região Norte, o vírus começa a circular mais precocemente. Neste ano, por exemplo, já tivemos casos em fevereiro. Por isso, vacinar no fim de março ou início de abril não é adequado para nós, porque, em geral, os surtos já passaram nesse período”, explica. Assim, a imunização realizada no fim do ano passado, por exemplo, teve como objetivo proteger a população entre dezembro de 2025 e maio de 2026. “Quando tivemos o surto neste ano, a população já estava vacinada com a campanha anterior”, diz. “Na região Norte, a estratégia ocorre no segundo semestre, antes do período de maior circulação do vírus, que coincide com o ‘inverno amazônico’ no fim do ano, época mais chuvosa e com aumento das síndromes respiratórias”, diz o Ministério da Saúde em nota. Nas demais regiões do país, a lógica é diferente. A campanha que começa agora busca antecipar a proteção para o período de maior circulação do vírus, que ocorre principalmente entre maio e junho. “A partir de agora, o vírus já começa a circular em alguns estados, mas é entre maio e junho que há um aumento mais significativo na transmissão nessas regiões”, explica. Dados preliminares de 2026 mostram que foram notificados 14,3 mil casos de síndrome respiratória aguda grave (Srag) no país, com cerca de 840 óbitos. Entre esses casos, 28,1% foram causados por influenza. VACINAÇÃO EM SÃO PAULO Em São Paulo, a vacinação ocorre nas 481 unidades básicas de saúde da cidade, segundo a prefeitura. Neste sábado, a aplicação será das 8h às 17h. A partir de segunda-feira (30), segue o horário regular das unidades: de segunda a sexta, das 7h às 19h, e, aos sábados e feriados, nas AMAs (Assistências Médicas Ambulatoriais) integradas às UBSs, no mesmo período. A população pode encontrar o serviço mais próximo por meio da plataforma Busca Saúde. Entre os grupos considerados prioritários para receber a vacina, a Prefeitura e o Governo de São Paulo incluem povos indígenas e quilombolas, pessoas em situação de rua, pessoas com deficiência e com doenças crônicas, trabalhadores da educação (do ensino básico ao superior), policiais militares, civis e guardas municipais, bombeiros, agentes da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), integrantes das Forças Armadas, caminhoneiros, motoristas de ônibus, servidores dos Correios, trabalhadores portuários, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional, além de adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a cobertura vacinal em 2025 atingiu 61,33%, sendo: 69,12% em crianças de 6 meses a menores de 6 anos; 79,18% em gestantes e puérperas; e 57,89% em pessoas com 60 anos ou mais. No estado, até agora, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo afirma que recebeu cerca de 3 milhões de doses, que estão sendo distribuídas aos 645 municípios paulistas. Neste ano, até sexta-feira (20), o estado registrou 5.801 Srag por influenza e 401 óbitos. “A gripe é uma virose que circula todos os anos, com temporadas diferentes conforme a região, mas continua provocando internações e óbitos. Tudo isso pode ser evitado com a vacinação”, alerta Madeiros. “A vacina é atualizada todos os anos porque o vírus muda com frequência. Além disso, a proteção diminui ao longo do tempo, especialmente em idosos. Por isso, é fundamental se vacinar todos os anos”, conclui. Leia Também: Butantan produzirá remédio contra câncer para o SUS

Governo de São Paulo revoga edital para exames de imagem após TCE encontrar falhas
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Governo de São Paulo revoga edital para exames de imagem após TCE encontrar falhas

A suspensão foi determinada pelo conselheiro Dimas Ramalho após o TCE-SP encontrar indícios de irregularidades no edital do processo, horas antes da sessão em que os candidatos entregariam seus planos operacionais. A representação foi feita pela Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (Fidi), organização social ligada à Universidade Federal de São Paulo. A fundação opera o SEDI 3 em caráter emergencial desde fevereiro de 2025 e aguardava o novo edital de chamamento para formalizar um contrato de gestão regular. Ao tribunal, argumentou que o instrumento continha exigências inadequadas ao serviço licitado. À reportagem a Secretaria afirmou que a convocação foi suspensa em 13 de fevereiro para ajustes técnicos na tabela de requisitos, após apontamentos do TCE. Disse ainda que o edital previa a unificação do SEDI 2 e do SEDI 3 em um único serviço, para otimizar a operação e o uso de recursos. Hoje, o Seconci-SP (Serviço Social da Construção Civil do Estado de São Paulo) opera o SEDI 2 e a Fidi opera o SEDI 3. Segundo a pasta, os contratos de ambos os serviços foram prorrogados por 12 meses para garantir a continuidade do atendimento, enquanto estuda o modelo mais adequado para a futura contratação. A Fidi afirma que continua operando e aguarda os próximos passos da secretaria, que terá o prazo para definir e concluir um novo processo seletivo antes que os contratos expirem. Ao tribunal, a Fidi argumentou que o edital cobrava experiência e certificações típicas de quem gerencia um hospital completo -como comissões de controle de infecção hospitalar, nutrivigilância e gestão de leitos- sem exigir experiência específica em diagnóstico por imagem. O conselheiro do TCE-SP considerou que os argumentos justificavam a suspensão cautelar. “O edital estava exigindo qualificações de quem iria gerir a unidade hospitalar como um todo”, diz Fábio Barbalho Leite, sócio do escritório Manesco Advogados e responsável pela representação da Fidi. “Aquele que tinha capacidade para diagnóstico por imagem estaria afastado da disputa.” A fundação apontou ainda que a matriz de avaliação teria sido copiada do edital do Serviço de Reabilitação Lucy Montoro Diadema, lançado pela mesma secretaria semanas antes, sem adaptação às especificidades do serviço de imagem. Não é a primeira vez que o TCE-SP aponta problemas em contratos da Rede Lucy Montoro. O tribunal já havia multado o secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva, por irregularidades em um acordo de mais de R$ 59 milhões para a operação de uma unidade em Presidente Prudente, no interior paulista. Entre as falhas apontadas estavam a ausência de detalhamento de custos, a falta de previsão do número de profissionais necessários e a inexistência de critérios objetivos de desempenho. A Fidi também contestou a negativa da secretaria em informar o número e a especialidade dos médicos estatutários lotados nas unidades, dado essencial para que as organizações interessadas pudessem calcular o custo de gestão do serviço. A Secretaria disse que as informações estavam disponíveis no Portal da Transparência. No despacho, o conselheiro do TCE-SP escreveu que a omissão poderia “impossibilitar a precificação realista, transferindo às organizações sociais de saúde riscos operacionais que deveriam ser mitigados pelo certame.”“É esperado que eles revisem o edital, tirando o que não tem nada a ver com diagnóstico por imagem”, disse Barbalho Leite. “Estamos aqui contra o governo Tarcísio e Feder, que estão destruindo a educação e a perspectiva de futuro da juventude”, afirmou Wesley Gabriel, presidente da UEE (Uniao Estadual dos Estudantes de São Paulo) | 23:00 – 25/03/2026

Febraban alerta sobre golpe do falso gerente
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Febraban alerta sobre golpe do falso gerente

Clientes de bancos devem ficar atentos a um novo golpe que vem ocorrendo por telefone, de acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Os criminosos ligam para os clientes e se passam por falsos gerentes de instituições financeiras. Eles pedem senhas e outros dados bancários para dar o golpe. Geralmente, o golpista mascara o número de origem da ligação, fazendo parecer que a chamada é feita do próprio banco ou agência do cliente. Ao fingir ser funcionário do banco, ele alega que foram feitos descontos indevidos na conta-corrente do cliente ou que o cartão foi clonado. Alegam que há necessidade de fazer atualização de segurança. Quando o cliente passa os dados e senhas aos criminosos, essas informações são usadas para o golpe. A instituição alerta que nenhum funcionário de banco liga para clientes a fim de pedir dados financeiros. Por isso, ao receber uma ligação desse tipo, o cliente deve desligar o telefone. E, caso tenha dúvidas, ele mesmo deve procurar os canais oficiais do banco. “Nenhum gerente ou funcionário de banco pede senhas, dados financeiros e muito menos que ele faça uma transação bancária para resolver supostos problemas na conta. Se receber este tipo de contato, encerre-o na hora. Se tiver dúvidas, contate os canais oficiais do banco”disse Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da Febraban. Segundo a Febraban, o cliente deve estar sempre alerta, porque os bancos nunca solicitam dados pessoais, senhas, atualizações de sistemas, chaves de segurança, pagamentos ou estornos de transações. Além disso, a entidade orienta que senhas pessoais, códigos ou tokens são de uso pessoal, intransferível e exclusivo do cliente e não devem ser compartilhados com outras pessoas. Essas informações nunca devem ser digitadas ou fornecidas durante uma ligação ou em mensagens de e-mails ou links. Caso tenha sido vítima de algum crime, o cliente deve notificar imediatamente o seu banco para que medidas de segurança sejam adotadas, como o bloqueio do aplicativo ou de sua senha de acesso. Também é importante registrar um boletim de ocorrência. Os anúncios se disfarçam de serviços populares, como WhatsApp, Google Chrome e Correios, e levam a sites criados por cibercriminosos; infecção começa quando a pessoa clica no anúncio e baixa um instalador falso no Windows | 08:18 – 24/03/2026

Nova onda de calor chega ao Brasil e pode levar termômetros a 40°C
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Nova onda de calor chega ao Brasil e pode levar termômetros a 40°C

Mesmo com a chegada do outono, o clima no Brasil segue com características típicas do verão. E essa sensação deve continuar nos próximos dias, com a previsão de uma nova onda de calor em várias regiões do país. De acordo com o Meteored, as temperaturas podem se aproximar dos 40°C, com tendência de permanência por um período prolongado. Quando a nova onda de calor começa A previsão indica que o novo episódio de calor começa neste fim de semana. A partir daí, as temperaturas devem subir ainda mais ao longo da próxima semana. No Sul do país, cidades do oeste do Paraná e do Rio Grande do Sul podem registrar até 36°C entre sábado (28) e domingo (29). Esse cenário é causado pela formação de uma bolha de ar quente, que favorece temperaturas acima da média para o período. Além do Sul, estados como São Paulo e Mato Grosso do Sul também devem sentir os efeitos, com temperaturas até 3°C acima do normal. Segundo o Meteored, a onda de calor pode se expandir para países vizinhos, como Argentina, Paraguai e Uruguai, no início de abril. Até quando o calor deve durar Entre os dias 30 de março e 6 de abril, o calor deve se intensificar no Centro-Sul do Brasil. A tendência é que esse padrão se mantenha ao longo de boa parte de abril. O cenário também levanta a possibilidade de um outono mais quente do que o normal. Influência do El Niño Para 2026, a expectativa é de influência do El Niño, fenômeno que costuma elevar as temperaturas médias no Sul, em parte do Sudeste e no Mato Grosso do Sul. Com isso, o frio mais intenso deve demorar a chegar. A primeira queda significativa de temperatura é esperada apenas na segunda metade de maio. Nesse período, há previsão de marcas próximas de 10°C em regiões do Centro-Sul, com a chegada de massas de ar polar. Antes disso, podem ocorrer quedas mais leves de temperatura já na segunda quinzena de abril, mas sem caracterizar uma mudança definitiva no padrão de calor. Fadiga intensa que surge de forma inesperada pode indicar desde estresse até problemas de saúde. Especialistas apontam sintomas, causas e quando é hora de procurar ajuda médica para evitar complicações. | 06:50 – 26/03/2026

Senado aprova lei que equipara misoginia ao crime de racismo; entenda
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Senado aprova lei que equipara misoginia ao crime de racismo; entenda

Ó Senado aprovou nesta terça-feira um projeto de lei que cria o crime de misoginia no Brasil e equipara essa prática ao racismo, o que pode levar a penas de até cinco anos de prisão. O texto ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados antes de entrar em vigor. A proposta define misoginia como qualquer conduta que expresse ódio, desprezo ou aversão contra mulheres. Na prática, ao ser enquadrado na Lei do Racismo, o crime passa a ser considerado imprescritível e inafiançável, ou seja, não perde a validade com o tempo e não permite pagamento de fiança. O projeto também inclui a “condição de mulher” entre os critérios de proteção da legislação, ao lado de fatores como raça, etnia, religião e origem. A aprovação foi unânime no Senado, com 67 votos favoráveis, mas o tema gerou debate entre os parlamentares. Parte dos senadores defendeu a medida como uma forma de reforçar a proteção às mulheres e combater a violência de gênero. Já outros, principalmente da oposição, levantaram preocupações sobre possíveis impactos na liberdade de expressão e o uso ampliado da Lei do Racismo. A discussão ganhou força em meio à repercussão de casos recentes de feminicídio no país, incluindo o assassinato de uma militar e de uma guarda municipal, ambas mortas por seus companheiros. Os dois suspeitos eram agentes públicos; um está preso e o outro morreu após o crime. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública mostram que o Brasil registrou 1.470 casos de feminicídio em 2025, o maior número já contabilizado no país, reforçando a urgência de medidas de enfrentamento à violência contra a mulher. Governador do DF desconversou sobre auditoria do TCU apontar indícios de conduta temerária do BRB em tentativa de compra do Master; emedebista reafirmou que vai deixar o cargo no sábado (28) para concorrer a uma das duas vagas ao Senado | 17h47 – 25/03/2026

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