Pantanal News

Meio Ambiente

Pesquisadores alertam para impacto da poluição do oceano por mercúrio

O aquecimento global está intensificando o processo de transformação do mercúrio em metilmercúrio, um tipo mais tóxico que se acumula na cadeia alimentar e pode atingir humanos por meio do consumo de peixes. Atualmente, cerca de 230 mil toneladas de mercúrio estão espalhadas pelos oceanos e costumam permanecer no ambiente marinho por cerca de 300 anos.  Pesquisador Lars-Eric Heimbürger-Boavida, do Instituto Mediterrâneo do Oceanografia, na Conferência Oceano do Amanhã. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Os dados foram apresentados nesta terça-feira (5) pelo químico Lars-Eric Heimburger-Boavida, pesquisador do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), da França. Ele participou das discussões sobre poluição marinha no primeiro dia da Reunião Magna de 2026 da Academia Brasileira de Ciências (ABC), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Segundo ele, a boa notícia é que esses números foram revisados para baixo: antes se falava em concentração de até 100 milhões de toneladas e tempo de permanência de mais de 100 mil anos. Uma parte do mercúrio chega aos oceanos por fontes naturais, como atividade vulcânica e erosão de rochas compostas pelo metal. A ação humana, porém, é a via principal, por meio da queima de combustíveis fósseis, mineração, produção industrial e desmatamento. “Temos bastante embasamento científico e influência suficiente para tomar uma decisão política sobre este quadro. Temos em vigor a Convenção de Minamata sobre Mercúrio, cujo objetivo é reduzir nossa exposição ao mercúrio”, diz Lars-Eric. “Não podemos reduzir ou impedir que as bactérias produzam mercúrio. A única coisa que podemos fazer é diminuir nossas emissões e esperarmos que, no futuro, haja menos mercúrio no meio ambiente. Porque temperaturas mais altas favorecem as bactérias. No Ártico, por exemplo, o aquecimento promove liberação de mercúrio glacial, e as bactérias ficam mais ativas para produzir o metilmercúrio”, complementa. Poluente global Professor da UENF Carlos Eduardo de Rezende . Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil A poluição marinha por mercúrio também foi tema central na apresentação do biólogo Carlos Eduardo de Rezende, professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF). Ele abordou o papel do metal como poluente global e sua interação com a matéria orgânica em ecossistemas terrestres e costeiros. Rezende explicou que o mercúrio circula pela atmosfera e pode se redistribuir pelo planeta independentemente da origem das emissões. A matéria orgânica exerce papel central nesse processo, funcionando como um suporte geoquímico que retém o mercúrio e influencia sua mobilidade. Em lugares como a bacia do Rio Paraíba do Sul – que abrange os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro – alterações no uso do solo modificam a dinâmica do mercúrio. A atividade mineradora ilegal persiste na região, mesmo após a Convenção de Minamata. “Ainda temos muito o que estudar sobre o ciclo global do mercúrio e os fatores relacionados a ele. Principalmente, quando pensamos no Antropoceno, nos impactos dos seres humanos sobre a Terra. Nesse ambiente de transição energética e de mudanças climáticas, é importante que os governos estejam envolvidos na questão também”, analisa o pesquisador. O encontro da ABC, que este ano tem como eixo central a ciência oceânica, continua até 7 de maio e reúne pesquisadores do Brasil e do exterior. A edição é coordenada pelo acadêmico Luiz Drude de Lacerda, doutor em biologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professor titular do Instituto de Ciências do Mar da Universidade Federal do Ceará (Labomar-UFC). “O oceano tem um papel central no funcionamento do planeta, não apenas do ponto de vista ambiental, mas também para o sustento e o bem-estar de milhões de pessoas. No entanto, esse sistema vem sendo submetido a pressões crescentes, como a poluição, a exploração intensiva de recursos e os efeitos das mudanças climáticas, o que coloca em risco suas condições naturais”, diz Luiz Drude de Lacerda.  FONTE: AGENCIA BRASIL

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Famosos

Caldas Country anuncia Hugo & Guilherme para edição de 20 anos

Ó Caldas Country Festival anunciou a dupla Hugo & Guilherme como parte do line-up da edição de 2026. O evento celebra 20 anos de realização e ocorre nos dias 20 e 21 de novembro, em Caldas Novas. Além da participação no palco, os artistas assumem protagonismo na campanha oficial do festival. A dupla também é responsável por interpretar a música tema desta edição. Foto: Divulgação Campanha aposta em inteligência artificial A divulgação do evento inclui um filme produzido integralmente com uso de inteligência artificial. No material, Hugo & Guilherme aparecem conduzindo uma narrativa que remete ao universo sertanejo. A produção apresenta elementos visuais que fazem referência a nomes que marcaram a história do festival. O conteúdo busca integrar tecnologia com aspectos tradicionais do gênero musical. Foto: Divulgação Participação reforça momento da dupla A presença da dupla no evento ocorre em um contexto de visibilidade no cenário sertanejo. Hugo & Guilherme acumulam repertório com músicas que alcançam destaque em plataformas digitais e apresentações em diferentes regiões do país. Leia também: Dona Ruth e Murilo Huff avançam em acordo sobre guarda do filho de Marília Mendonça Segundo os artistas, a participação no festival representa um momento relevante na trajetória profissional. Em declaração, destacaram a conexão com o público e a expectativa para o show. Foto: Divulgação Festival mantém tradição no sertanejo Realizado anualmente em Goiáso Caldas Country reúne público de diversas regiões. O evento é reconhecido por concentrar atrações do sertanejo e por encerrar o Circuito Sertanejo no calendário nacional. De acordo com a organização, a edição comemorativa deve incluir novas experiências e atrações. A programação completa será divulgada ao longo dos próximos meses.

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Internacional

Explosão em fábrica de fogos de artifício deixa 26 mortos na China

Uma fábrica de fogos de artifício explodiu na província de Hunan, na China, na tarde de segunda-feira (4), deixando 26 mortos e mais de 61 feridos, de acordo com a emissora estatal CCTV. O total de vítimas foi revisado na madrugada desta terça-feira (5), após a confirmação de novas mortes durante o atendimento aos atingidos. A detonação aconteceu no final da tarde de segunda-feira em uma estrutura da empresa Huasheng Fireworks Manufacturing and Display, desencadeando uma operação de resgate com cerca de 500 profissionais para localizar possíveis desaparecidos. Equipes de emergência atuam no local desde o momento do acidente. O presidente Xi Jinping orientou autoridades a concentrarem esforços na busca por vítimas e na assistência médica aos feridos, além de medidas para conter riscos adicionais. O líder ainda solicitou uma investigação rápida sobre o caso.   Leia mais: Papa Leão XIV diz que seu papel é “pregar a paz” após críticas de Trump Leia mais: Estreito de Ormuz enfrenta escalada durante cessar-fogo Leia mais: Lula viajará a Washington para encontro com Trump   Na terça-feira, o prefeito de Changsha, Chen Bozhang, afirmou que as buscas já estavam praticamente concluídas, mas que a verificação do número de mortos e a identificação das vítimas ainda estavam em andamento. Registros divulgados em plataformas digitais mostram a formação de uma grande nuvem de fumaça logo após a explosão. Nas áreas ao redor, imóveis tiveram danos estruturais, com relatos de portas e janelas destruídas. O caso ocorre semanas após um episódio semelhante na província de Hubei, onde uma explosão seguida de incêndio em um ponto de venda de fogos matou 12 pessoas. Liuyang, cidade onde está localizada a fábrica, concentra a maior parte da produção de fogos de artifício do país e tem forte participação nas exportações. Mesmo com a relevância econômica, o setor registra acidentes recorrentes, associados a falhas em padrões de segurança industrial.

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Internacional

Papa Leão XIV diz que seu papel é “pregar a paz” após críticas de Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o papa Leão XIV ao afirmar que o pontífice estaria colocando “católicos em perigo”com suas declarações sobre a guerra envolvendo o Irã. A fala foi feita em entrevista ao radialista Hugh Hewitt, exibida na segunda-feira (5). Durante a conversa, Trump afirmou que o papa estaria relativizando o risco nuclear iraniano. “O papa prefere falar sobre o fato de que não há problema em o Irã ter uma arma nuclear”, disse. “Acho que ele está colocando em perigo muitos católicos e muitas outras pessoas. Mas suponho que, se depender do papa, ele acha perfeitamente normal o Irã ter uma arma nuclear”, acrescentou o republicano. As declarações ocorrem apesar de o líder da Igreja Católica ter reiterado sua oposição ao conflito no Oriente Médio e à ampliação das hostilidades no Oriente Médio, incluindo episódios no Líbano, além de defender soluções diplomáticas. A reação internacional foi imediata. O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, afirmou que “ataques contra o Santo Padre não são aceitáveis nem contribuem para a causa da paz”. Já o secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, evitou ampliar o embate e disse que o papa “já respondeu” ao tema ao cumprir seu papel de “pregar a paz”. Foto: Daniel Torok/ Casa Branca   Leia mais: Estreito de Ormuz enfrenta escalada durante cessar-fogo Leia mais: Lula viajará a Washington para encontro com Trump   O próprio pontífice se pronunciou e afirmou que a “missão da igreja é pregar o Evangelho, pregar a paz, Se alguém quiser me criticar por pregar o Evangelho, que o façam com a verdade”.  Leão ainda reiterou que a igreja “se manifesta há anos contra todas as armas nucleares”. O papa acrescentou: “Eu simplesmente espero ser ouvido por causa do valor da palavra de Deus”. A troca de declarações ocorre dois dias antes de um encontro previsto entre Leão XIV e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, no Vaticano. O episódio que amplia a tensão diplomática em meio ao conflito, acontece após o presidente norte-americano ter chamado o pontífice de “fraco” e afirmado que ele “não deveria estar falando sobre guerra”.

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Famosos

Jojo Todynho procura delegacia após troca de ameaças com Malévola; “Medo”

A cantora Jojo Todynho esteve em contato com a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro após troca de declarações com a influenciadora Malévola. A informação foi divulgada pela própria artista em suas redes sociais nesta sexta-feira (5). A publicação ocorreu um dia após o cancelamento de um encontro que havia sido marcado entre as duas. O compromisso foi proposto após uma sequência de trocas de mensagens públicas que ampliaram o conflito. Foto: Divulgação Escalada do conflito nas redes sociais A disputa começou com declarações envolvendo terceiros e rapidamente passou a incluir ataques diretos entre Jojo e Malévola. Em meio às trocas de mensagens, a influenciadora afirmou que iria até a residência da cantora. A declaração gerou repercussão nas redes sociais. Em resposta, Jojo compartilhou uma imagem em uma delegacia, indicando que buscou orientação junto às autoridades. Foto: Divulgação Decisão de cancelar encontro Antes da ida à delegacia, as duas haviam combinado um encontro presencial no bairro de Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro. No entanto, o compromisso foi cancelado. Leia também: Dona Ruth e Murilo Huff avançam em acordo sobre guarda do filho de Marília Mendonça Após a desistência, Jojo publicou mensagens explicando sua decisão. Segundo a cantora, a escolha não foi motivada por receio, mas por uma mudança de postura pessoal. Ela afirmou que prioriza decisões alinhadas a objetivos futuros e à condução de sua vida profissional e familiar. Foto: Divulgação Repercussão e desdobramentos O caso ganhou novos contornos após a repercussão das falas e da ida à delegacia. A cantora também afirmou que situações iniciadas como brincadeira podem evoluir para conflitos mais amplos, caso não sejam contidas. A origem do desentendimento está relacionada a um episódio envolvendo críticas feitas pela influenciadora a um profissional do setor de beleza. A partir disso, houve troca de declarações entre as duas, incluindo menções pessoais. Além disso, o conflito se ampliou após declarações feitas em transmissões ao vivo e publicações nas redes sociais. Até o momento, não há registro de encontro entre as duas após o cancelamento.

Saúde

Consumo de alimentos ultraprocessados cresce entre povos tradicionais

O consumo de alimentos ultraprocessados aumentou de forma consistente entre povos e comunidades tradicionais no Brasil, enquanto alimentos presentes historicamente na dieta dessas populações, como frutas e feijão, perderam espaço.  A conclusão é de um estudo que investigou o consumo de alimentos ultraprocessados por 21 povos de comunidades tradicionais, incluindo quilombolas, ribeirinhos, agroextrativistas, povos de terreiros, povos ciganos, pescadores artesanais, caiçaras e povos indígenas não aldeados. A pesquisa foi feita pela professora e nutricionista Greyceanne Dutra Brito, doutoranda em Saúde Pública na Universidade Federal do Ceará (UFCE), com base em dados de 2015 a 2022 do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), do Ministério da Saúde.  Embora os resultados sejam variáveis entre os grupos analisados, os pesquisadores consideram o cenário geral desfavorável. A maioria dos grupos pesquisados está inserida em territórios rurais e cultiva os seus alimentos por meio da agricultura familiar. Entre as gestantes adolescentes, houve queda do consumo dos alimentos saudáveis e dos não saudáveis. Entre os saudáveis, ocorreu diminuição do consumo de feijão de 3,65% ao ano e de frutas frescas de 2,9% ao ano.  “E, entre os não saudáveis, a gente observou a redução do consumo de alimentos ultraprocessados de 1,18%, de bebidas adoçadas de 3,22% e biscoitos recheados, doces ou guloseimas, de 3,31% ao ano”, explica.  Já nas gestantes adultas, foi observada redução no consumo de frutas frescas de 2,11% ao ano. Em contrapartida, verificou-se pequeno aumento no consumo de verduras e legumes de 0,71%. “Mas, pelo menos, houve esse aumento”. Entre os adultos, foi observado aumento no consumo de hambúrgueres e embutidos de 4,7% ao ano, embora o aumento de verduras e legumes tenha crescido 3,3% ao ano. A mesma tendência ocorreu entre os idosos, sendo que o aumento de hambúrgueres e embutidos atingiu 5,84% ao ano e o aumento do consumo de verduras e legumes foi de 1,78%.  No período analisado, os pesquisadores puderam observar que o acesso dessas populações aos alimentos ultraprocessados está bastante facilitado, em parte pela questão da mobilidade. Greyceanne destacou que, além disso, há fatores socioeconômicos atrelados, pelo baixo custo desses alimentos, mas também pelo apelo publicitário e, ainda, pela utilização de aplicativos de ‘delivery’.  “Enfim, todo esse acesso publicitário muito forte pode chegar a esses territórios também”, diz Piora na dieta Segundo a nutricionista e professora da UECE, o consumo frequente de alimentos ultraprocessados pode levar a deficiências nutricionais como falta de ferro, fibras, vitaminas e minerais, além de estar associado a um maior risco para desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares, além do surgimento de obesidade. O estudo é considerado pioneiro ao avaliar a tendência temporal de marcadores de consumo alimentar de povos e comunidades tradicionais em todo o país. Na avaliação de Greyceanne Dutra Brito, os achados contribuem para o avanço da literatura científica e podem subsidiar o fortalecimento de políticas públicas voltadas à promoção da alimentação saudável e sustentável.  Entre as possíveis medidas, a nutricionista destacou a regulação da comercialização de alimentos ultraprocessados e o desenvolvimento de estratégias de educação alimentar e nutricional direcionadas a essas populações investigadas. Territórios A garantia do consumo de alimentos saudável para essas populações que foram objeto da pesquisa está ligada à garantia aos territórios, explica a nutricionista.  “Terem o cultivo do próprio alimento seria uma das primeiras coisas a ser trabalhada. Porque, a partir do momento que o alimento ultraprocessado está fazendo parte do cotidiano dessas populações, ele está de certa forma com acesso mais facilitado a esses territórios, majoritariamente rurais. Então, se esse alimento sai da cidade e vai para o campo é porque já existe esse comércio”, diz.  Greyceanne ponderou que se o consumo de ultraprocessados está aumentando ao longo do tempo, significa que essas populações já estão sofrendo há mais tempo com falta desse território e isso acaba prejudicando também os profissionais de saúde que trabalham nas regiões. Participaram do estudo pesquisadores da Universidade de Fortaleza (Unifor), da UECE, da Universidade de São Paulo (UDP), Fiocruz-CE e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Os pesquisadores contaram com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ministério da Saúde e Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap). (Alana Gandra) O estudo de âmbito nacional será tornado público oficialmente no próximo dia 11, com sua publicação na Revista Ciência & Saúde Coletiva. FONTE: AGENCIA BRASIL

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Internacional

Trump pede rendição do Irã que afirma que ‘ainda nem começou’

O cessar-fogo no Oriente Médio voltou a ficar sob forte tensão nesta semana, após uma nova troca de ataques entre Estados Unidos e Irã no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. A instabilidade ocorre em meio à campanha de pressão militar e econômica conduzida pelo governo norte-americano contra Teerã, iniciada após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã em 28 de fevereiro. No Salão Oval da Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom nesta terça-feira (5) contra o regime iraniano e afirmou que o país “deveria hastear a bandeira branca da rendição”. Segundo ele, as Forças Armadas iranianas estariam enfraquecidas a ponto de disparar apenas “armas de brinquedo”. Trump também disse que, apesar das declarações públicas mais duras, o Irã deseja negociar em privado. “Eles jogam jogos, mas deixe-me dizer uma coisa: eles querem fazer um acordo. E quem não quereria, quando seu Exército está completamente dizimado?”, declarou o presidente norte-americano. Trump também elogiou o bloqueio norte-americano aos portos iranianos, medida adotada como parte da ofensiva dos EUA para isolar Teerã. Segundo ele, a operação tem sido eficaz para impedir a circulação de navios ligados ao Irã. “É como um pedaço de aço. Ninguém vai desafiar o bloqueio”, afirmou. O presidente também disse esperar que o sistema financeiro iraniano fracasse. “Espero que fracasse. Sabe por quê? Porque quero ganhar”, declarou.   Leia mais: Estreito de Ormuz enfrenta escalada durante cessar-fogo Leia mais: Lula viajará a Washington para encontro com Trump   Hegseth afirma que cessar-fogo segue em vigor As falas ocorrem em um momento delicado para o cessar-fogo. Na segunda-feira (4), o almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos Estados Unidos, afirmou que forças norte-americanas destruíram seis pequenas embarcações iranianas no Estreito de Ormuz. A ação ocorreu depois que Trump enviou a Marinha para escoltar petroleiros retidos na região, em uma operação chamada por ele de “Projeto Liberdade”. O Estreito de Ormuz está praticamente fechado desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro. A passagem é fundamental para o transporte global de petróleo. Navios mercantes no Golfo Pérsico relataram explosões e incêndios na segunda-feira (4), e os Emirados Árabes acusaram o Irã após um ataque a um porto petrolífero. Apesar dos confrontos, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta terça-feira (5), em coletiva no Pentágono, que o cessar-fogo “não acabou”. O chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, afirmou que o Irã atacou forças norte-americanas mais de dez vezes desde o anúncio do cessar-fogo, mas classificou os episódios como abaixo do “limiar para a retomada de grandes operações de combate”. Irã afirma que “ainda nem começou” em Ormuz Do lado iraniano, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, usou sua conta no X para acusar os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo com ataques no Estreito de Ormuz. Ghalibaf afirmou que uma “nova equação” está se consolidando na região e declarou que o Irã “ainda nem começou” sua reação às medidas norte-americanas. “Sabemos bem que a continuidade do status quo atual é insuportável para os EUA, e nós nem começamos ainda”, escreveu. A tensão também foi alimentada por declarações feitas por Trump ainda na terça-feira, quando afirmou que, cerca de duas semanas antes, o Irã teria disparado 111 mísseis “sofisticados” contra um porta-aviões norte-americano no Oriente Médio. Segundo o presidente, todos foram derrubados pelas defesas aéreas da embarcação. “Nós temos os melhores equipamentos e armamentos do mundo”, declarou.

Estudo revela que 53% das famílias raramente leem para criança
Brasil

Estudo revela que 53% das famílias raramente leem para criança

Estudo internacional desenvolvido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e divulgado nesta terça-feira (5) aponta que 53% das famílias brasileiras nunca ou raramente leem livros para suas crianças de 5 anos matriculadas na pré-escola de três estados: Ceará, Pará e São Paulo. Nestas localidades, apenas 14% dos responsáveis fazem a leitura compartilhada entre três e sete vezes por semana. Enquanto que a média internacional para essa atividade é de 54%. Os dados são da publicação Aprendizagem, bem-estar e desigualdades na primeira infância em 3 estados brasileiros: Evidências do International Early Learning and Child Well-being Study (IELS). O coordenador do levantamento e pesquisador do Laboratório de Pesquisa em Oportunidades Educacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LaPOpE/UFRJ), Tiago Bartholo, diz que a situação é crítica inclusive nas camadas mais ricas da sociedade, onde o índice de leitura frequente não atinge sequer 25%. O pesquisador entende que o ponto central é que a importância da leitura compartilhada ainda não está clara para a população como parte importante do processo de alfabetização de uma criança. Além disso, a falta deste vínculo traz impactos negativos ao desenvolvimento infantil. “Essa informação ainda não está devidamente disseminada. São momentos muito importantes para o bem-estar e para o desenvolvimento das crianças.” O resultado indica oportunidades para ampliar políticas intersetoriais e programas de apoio à parentalidade e para fortalecer a relação entre os parentes e as escolas de educação infantil. “Nossa perspectiva é sempre pensar em família e escolas de forma conjunta, potencializando o bem-estar e o desenvolvimento das crianças”, diz Tiago Bartholo. Radiografia do estudo O estudo internacional coletou dados somente nestes três estados brasileiros – Ceará, Pará e São Paulo – devido a questões orçamentárias. O levantamento está organizado em três grandes áreas do desenvolvimento de crianças de 5 anos, nas quais foram avaliados dez domínios. As áreas são: Aprendizagens fundamentais (conhecimentos básicos em linguagem e raciocínio matemático) Funções executivas (processos de autorregulação que permitem o controle da atenção, de impulsos e a adaptação a demandas e regras, e avaliação da memória de trabalho, flexibilidade mental) Habilidades socioemocionais relacionadas à compreensão de si e dos outros, construção de relacionamentos sociais, como empatia, confiança e comportamento pró-social Ao todo, foi registrada a participação de 2.598 crianças, distribuídas em 210 escolas, sendo 80% delas públicas e 20% privadas das três unidades da federação. A metodologia do estudo IELS-2025 coletou individualmente dados das crianças, por meio de atividades interativas e lúdicas, organizadas em jogos e histórias adequadas à faixa etária. O estudo também trouxe a percepção das famílias e dos professores sobre o sobre as aprendizagens, o desenvolvimento e o comportamento das crianças. As informações são coletadas por meio de questionários específicos para cada um dos públicos. Os resultados inéditos – projetados em larga escala – podem servir como apoio para o Brasil criar políticas públicas efetivas para a primeira infância e, ainda, ajustar as estratégias nas áreas da saúde, educação e proteção social. Habilidades iniciais: literacia e numeracia No IELS, a denominação de literacia emergente corresponde ao desenvolvimento de habilidades iniciais de linguagem (oral e de vocabulário) antes mesmo do processo formal de alfabetização. Sobre este aspecto de domínio das aprendizagens fundamentais, o estudo registra que a pontuação em literacia foi a mais alta dentro da amostra brasileira e apresentou uma pontuação média de 502 pontos, ficando ligeiramente acima da média internacional, 500 pontos. Neste domínio, houve pouca variação de resultados entre níveis socioeconômicos diferentes, e se concentraram em torno de um nível médio mais elevado. Outra coordenadora da pesquisa do mesmo laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Mariane Koslinski, explica que uma das hipóteses para esse resultado positivo está no desenvolvimento de políticas públicas mais recentes. “Na literacia emergente, o Brasil foi bem porque teve várias políticas que apoiaram a alfabetização, a formação de professores e isso contribuiu, muito provavelmente, para esse resultado”, estima a pesquisadora. O estudo aborda também o domínio da numeracia emergente, conceito que envolve as primeiras noções de matemática desenvolvidas pelas crianças, incluindo habilidades como contagem básica, comparação de quantidades, reconhecimento e compreensão de relações espaciais e de tempo. Neste ponto, diferentemente das habilidades de linguagem, o desempenho do Brasil em habilidades matemáticas iniciais (numeracia emergente) alcançou de 456 e ficou 44 pontos abaixo da média internacional de 500 pontos. Além disso, os resultados foram muito distintos entre as crianças da análise. Os resultados evidenciam desigualdades já presentes ao final da pré-escola e diferenças relevantes em numeracia. Enquanto 80% das crianças de nível socioeconômico alto dominam o reconhecimento de numerais, esse índice cai para 68% entre as de grupos de baixo índice de desenvolvimento socioeconômico. Recorte racial e de gênero No estudo da OCDE, o Brasil foi o único país que fez o recorte racial dos resultados e analisou seu impacto na aprendizagem e no bem-estar das crianças. Os resultados evidenciam as desigualdades que se acumulam e estão relacionadas ao gênero, raça e nível socioeconômico. Meninos, pretos, pardos e indígenas e de menor nível socioeconômico enfrentam maiores dificuldades nas aprendizagens desde o fim da educação infantil. Crianças pretas, de famílias beneficiárias do programa Bolsa Família e de nível socioeconômico mais baixo são as que tiveram menor pontuação em quase todas as dimensões pesquisadas, em especial no domínio da memória de trabalho e noções de matemática. As desigualdades no Brasil ficam mais nítidas na comparação entre crianças brancas e pretas. Crianças brancas apresentam uma vantagem de 17 pontos no domínio da linguagem e uma diferença ainda mais alarmante de 40 pontos em numeracia. Telas e aprendizado O uso de tecnologias digitais está amplamente disseminado entre as crianças pequenas nos estados pesquisados no Brasil, concluiu pela primeira vez o estudo IELS-2025. Apesar do levantamento não detalhar o número de horas diárias de exposição às telas, os pais ou responsáveis pelas crianças responderam que 50,4% das crianças usam dispositivos digitais todos os dias, como computador, notebook, tablet ou celular, com exceção de televisão. O percentual do Brasil – pela primeira vez divulgado – é superior ao observado na média dos países participantes do IELS,

Avião que caiu em Belo Horizonte é operado por provedora de internet
Brasil

Moradores de prédio atingido por avião em BH são liberados para voltar para apartamentos

De acordo com a Defesa Civil, não há danos estruturais e os apartamentos não estão interditados. O acidente ocorreu por volta das 12h de segunda-feira (4) e deixou três mortos e dois feridos. Por volta das 17h desta terça, o trabalho de perícia do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) no local também foi encerrado. O síndico do edifício, Fausto Avelar, 32, esteve no local na manhã desta terça-feira e afirmou que aguardava a liberação do órgão da Aeronáutica e a retirada dos destroços da aeronave pelos proprietários. À tarde, ele afirmou que os proprietários contrataram uma empresa para retirar os destroços e fazer a limpeza da área interna. “Tem uma impressão de destruição, mas o prédio está intacto estruturalmente falando. O que a gente tem é a demolição de duas paredes, do corrimão das escadas”, disse o síndico, que é engenheiro mecânico. Segundo ele, todos os moradores foram realocados para casas de familiares ou amigos e aguardavam essa confirmação das autoridades para retornar. Nos apartamentos 301 e 302, os mais atingidos, a expectativa é de retorno apenas no fim da semana. O morador do 301 disse que os destroços atingiram a sala, a área de serviço e a cozinha. Ninguém estava no local no momento do acidente. O prédio tem três andares e três apartamentos por andar. Segundo o síndico, ainda não há tratativas sobre a reparação dos danos. A interlocução tem sido conduzida pela empresa Inet, de Teófilo Otoni, que consta no RAB (Registro Aeronáutico Brasileiro). De acordo com a Polícia Civil, a aeronave havia sido vendida para a empresa de um dos envolvidos no acidente, mas o registro ainda não havia sido atualizado. A reportagem questionou a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) sobre a identidade do proprietário do avião, de matrícula PT-EYT, mas não houve resposta até a publicação. Os corpos das três pessoas que morreram no acidente já foram liberados aos familiares, segundo a Polícia Civil. O velório de Fernando Moreira Souto, 36, filho do prefeito de Jequitinhonha (MG), será nesta tarde, em um centro poliesportivo da cidade. O velório de Leonardo Berganholi Martins, 50, será no cemitério Vale das Flores, em Teófilo Otoni (MG). Ele chegou a ser socorrido com vida, mas morreu na noite de segunda-feira no hospital. O corpo do piloto, Wellinton Oliveira, 34, será transferido ao Paraná. Ele será velado e sepultado em Munhoz de Mello, na região norte do estado, na manhã desta quarta-feira (6). Os outros dois feridos são Arthur Schaper Berganholi, 25, filho de Leonardo, e Hemerson Cleiton Almeida Souza, 53. Eles seguem internados no Hospital João 23, referência no atendimento a traumas em Belo Horizonte. Os dois passaram por cirurgias nas pernas e, no último boletim divulgado, na noite de segunda-feira, estavam em estado estável. Nesta terça, a Fhemig (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais), responsável pela unidade, informou que não divulgará novos detalhes sobre o estado de saúde. Leia Também: Avião cai, se choca em prédio e deixa pelo menos dois mortos em BH; vídeo

Lula planeja anunciar quase R$ 1 bi para a segurança pública
Brasil

Lula planeja anunciar quase R$ 1 bi para a segurança pública

O Brasil contra o Crime Organizado prevê a edição de um decreto e ao menos quatro portarias com detalhamento das ações. A proposta regulamenta pontos do chamado PL Antifacção e articula medidas operacionais e de financiamento. Faz parte da estratégia do Palácio do Planalto tentar imprimir uma marca na segurança pública e reagir a críticas sobre sua atuação contra facções criminosas. Lula deve disputar a reeleição contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e contra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), dois nomes que dão forte ênfase a um discurso linha dura contra o crime organizado. A segurança pública está entre as principais preocupações dos brasileiros e deve ocupar espaço central na disputa eleitoral de 2026, terreno em que a direita historicamente consegue se sobressair melhor no discurso. Em pouco mais de três anos de governo, o Ministério da Justiça e Segurança Pública -pasta que já teve três titulares, incluindo o atual, Wellington Lima e Silva-, sinalizou com medidas que pouco andaram ou não surtiram o impacto esperado junto ao eleitorado Paralelamente, o governo tenta acelerar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança, atualmente no Senado. O presidente Lula (PT) disse recentemente que pretende recriar o Ministério da Segurança Pública em caso de aprovação dessa PEC, que depende de aprovação no Senado. O texto já passou pela Câmara. No entanto, a rejeição do nome de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) pelo Senado e o desgaste na relação do governo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), podem dificultar a tramitação da proposta no Congresso. O programa está sendo desenhado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que está sob o comando do ministro Wellington Lima e Silva. Segundo a proposta, o crédito suplementar será direcionado ao Fundo Nacional de Segurança Pública e ao Fundo Penitenciário Nacional. Estavam previstos no Orçamento deste ano R$ 607 milhões para o Fundo Penitenciário e R$ 2,1 bilhões para o Fundo Nacional de Segurança. O novo aporte do pacote representa quase um terço desse valor. O investimento foi publicado no Diário Oficial de quinta-feira (30). Além desse recurso, o plano também prevê uma linha de crédito para facilitar empréstimos aos estados para que possam investir na segurança pública, cujo modelo ainda está em elaboração. O Brasil contra o Crime Organizado será estruturado em quatro eixos principais: – combate ao tráfico de armas– asfixia financeira das facções– qualificação das investigações para solucionar homicídios e crimes graves– fortalecimento do sistema prisional O texto prevê, por exemplo, a expansão do Cifra (Comitê Integrado de Investigação Financeira e Recuperação de Ativos), hoje concentrado no Rio de Janeiro, para outras unidades da federação, ampliando a capacidade de rastreamento e bloqueio de recursos ilícitos. O comitê reúne órgãos como a Polícia Rodoviária Federal, a Secretaria Nacional de Segurança Pública, o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), além de polícias civis, secretarias de Fazenda e Ministérios Públicos. Um foco de atenção é fortalecer o uso de evidências objetivas nas investigações, com investimentos nos IMLs (Institutos Médicos Legais) e na polícia científica, para tentar ampliar a taxa de esclarecimento de homicídios no país. No Brasil, mais de 40 mil homicídios acontecem por ano, entretanto, só 36% desses crimes são esclarecidos, com a identificação de autoria e a apresentação de uma denúncia do Ministério Público, segundo dados do Instituto Sou da Paz. Somado a isso, há um plano de conferir mais segurança aos sistemas prisionais dos estados, que é por onde o crime organizado se articula e recruta novos integrantes. Há ainda na proposta em elaboração o aprimoramento da gestão de bens apreendidos, com incentivo à alienação antecipada (leilão antes do fim de um processo judicial) e à realização de leilões centralizados no Ministério da Justiça, para dar maior agilidade à destinação desses ativos. Nesse tópico, o plano é, em maio, lançar uma ação de grande porte de venda de ativos para dar início ao modelo. Os recursos reunidos devem ser encaminhados aos fundos da área da segurança, retornando, assim, para o sistema de prevenção e combate. A ideia é fazer um pente-fino, com auxílio do Judiciário, por meio do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), para agrupar as informações existentes em processos sobre facções e bens apreendidos, bloqueados ou listados. A proposta inclui ainda a oferta de ferramentas tecnológicas aos estados, como softwares customizados para análise e rastreamento de fluxos financeiros ilícitos, com o objetivo de qualificar as investigações e ampliar a capacidade de identificação de redes criminosas. Outro ponto é a definição de metodologias de acompanhamento, ou seja, ter tanto cronogramas de ações e medidas quanto fixar metas e indicadores, para que os protocolos sejam bem embasados. VEJA ALGUNS PONTOS DO NOVO PROGRAMA 1. Esclarecimento de homicídios– Melhoria da prova técnica com investimento em IMLs e na polícia científica;– Aquisição de kits de coleta de DNA, comparadores balísticos e infraestrutura para cadeia de custódia;– Unificação dos bancos nacionais de perfis genéticos e do Sistema Nacional de Análise Balística. 2. Enfrentamento ao tráfico de armas– Fortalecimento da Renarma (Rede Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Armas, Munições e Acessórios Explosivos);– Criação de protocolos para identificar fluxos de armas e combater a fabricação ilegal, inclusive as feitas via impressoras 3D;– Ações coordenadas com estados para retirar armas das mãos de facções e milícias. 3. Asfixia Financeira– Criação de uma unidade central da Ficco (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado);– Expansão do Cifra (Comitê Integrado de Investigação Financeira e Recuperação de Ativos), atualmente focado no Rio de Janeiro, para outros estados;– Foco na alienação antecipada e leilões centralizados no Ministério da Justiça para dar destinação rápida aos bens apreendidos do crime.– Oferta de softwares customizados aos estados para rastreamento de fluxos financeiros ilícitos. 4. Segurança nas Prisões– Aproximar o nível de segurança dos presídios estaduais ao padrão das unidades federais;– Distribuição de kits contendo drones, bloqueadores de celular, scanners corporais, georadares para detecção de túneis e kits de varredura;– Criação de um Centro Nacional de Inteligência Penal para articular as informações prisionais de todo o país. Leia

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