O primeiro dia de liberação do uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) no Desenrola Brasil 2.0 levou 1,4 milhão de trabalhadores ao aplicativo do fundo nesta segunda-feira (25), divulgou nesta noite a Caixa Econômica Federal. De acordo com o banco, os usuários acessaram o aplicativo para autorizar instituições financeiras a consultar o saldo disponível para a renegociação de dívidas. Fila no app O alto volume de acessos provocou instabilidade e filas virtuais no aplicativo FGTS ao longo do dia. Após alguns minutos de espera, alguns acessos exigiram atualização do aplicativo antes da consulta. Como funciona A nova modalidade permite usar até 20% do saldo do FGTS ou R$ 1 mil, o que for maior, para quitar ou amortizar dívidas renegociadas no Desenrola 2.0. Segundo a Caixa, o uso do limite máximo não é obrigatório. O valor efetivamente utilizado poderá ser definido durante a negociação com a instituição financeira. Limite das dívidas As operações renegociadas pelo programa terão limite de R$ 15 mil por beneficiário em cada instituição financeira. No caso de um trabalhador com R$ 100 mil no FGTS, ele poderá utilizar até R$ 20 mil, equivalente a 20% do saldo total. Se tiver dívidas em mais de um banco, poderá dividir o valor entre diferentes instituições, respeitando o teto de R$ 15 mil por banco. Contrato em 30 dias Após a autorização no aplicativo, os bancos terão até 30 dias para formalizar os contratos com a Caixa. Concluída a validação, o valor será transferido diretamente para a instituição financeira responsável pela dívida. Segundo a Caixa, ainda não há estimativa do total de recursos que efetivamente será usado nas renegociações. Isso porque a autorização concedida no aplicativo não significa contratação automática da operação. Saque-aniversário Paralelamente ao Desenrola 2.0, a Caixa antecipou para esta segunda-feira o pagamento de valores desbloqueados do saque-aniversário do FGTS. Ao todo, serão liberados R$ 8,5 bilhões para cerca de 10,5 milhões de trabalhadores. Os créditos são destinados a trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e tiveram o contrato de trabalho suspenso ou encerrado entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025. Quem recebe Os depósitos serão feitos automaticamente nas contas cadastradas no aplicativo FGTS. Quem não possui conta cadastrada poderá sacar os valores presencialmente em: agências da Caixa; casas lotéricas; terminais de autoatendimento. Os saques presenciais poderão ser realizados até 1º de junho de 2026. FONTE: AGENCIA BRASIL
A advogada e influenciadora Deolane Bezerra foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, após ser presa durante a Operação Vérnix. A investigação apura uma suposta atuação em esquema de lavagem de dinheiro que teria ligação com integrantes do Primeiro Comando da Capital. Segundo informações da Polícia Civil, a transferência ocorreu porque o processo tramita na região de Presidente Venceslau, local de origem do mandado de prisão preventiva. Sendo assim, a definição da unidade prisional considerou critérios relacionados à condução processual. Foto: Divulgação Foto: Divulgação Unidade prisional opera acima da capacidade prevista Dados divulgados pela administração penitenciária apontam que a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista possui capacidade para 714 detentas. Atualmente, no entanto, abriga 873 mulheres. O número representa excedente de 159 internas em relação ao limite projetado para a unidade. Leia também: Filho de Deolane entra na mira de investigação sobre suposta lavagem de dinheiro Além disso, outros setores internos também apresentam ocupação superior à prevista. O Anexo de Progressão Penitenciária (APP), estruturado para receber 72 mulheres, registra atualmente 81 internas. Já a área destinada à permanência cautelar, projetada para quatro vagas, abriga três presas. A unidade está localizada na Rodovia João Ribeiro de Barros, km 667,8, em área rural do município de Tupi Paulista, interior paulista. O presídio foi inaugurado em agosto de 2011 e possui cerca de 19 mil metros quadrados de área construída. Foto: Divulgação Foto: Divulgação Estrutura inclui setores de assistência e atividades internas De acordo com as informações oficiais sobre o funcionamento da penitenciária, a unidade recebe mulheres dos regimes aberto, semiaberto e fechado. Além disso, mantém setores voltados para atendimento médico, educação e atividades de trabalho. Entre os espaços existentes estão biblioteca, áreas destinadas à qualificação profissional e ambientes voltados ao atendimento de gestantes e lactantes. A estrutura também conta com padaria artesanal e setores específicos para amamentação e creche. Por outro lado, o cenário de ocupação acima da capacidade permanece registrado em parte dos setores da unidade. Foto: Divulgação Deolane permanece em espaço destinado à advocacia Por ser advogada inscrita na ordem profissional, Deolane permanece em cela destinada ao recolhimento de profissionais da advocacia durante o período de custódia. Segundo as informações divulgadas, o espaço possui aproximadamente nove metros quadrados e é compartilhado com outra advogada detida na unidade. Enquanto isso, a investigação segue em andamento e o caso permanece sob acompanhamento das autoridades responsáveis.
O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que acaba com a escala 6×1, deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA), propõe que um dos dias de repouso semanal remunerado seja, preferencialmente, no domingo. O deputado apresentou nesta segunda-feira (25) o relatório à comissão especial da Câmara dos Deputados sobre o tema, que analisa a proposta ainda nesta segunda-feira. O texto prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução salarial. Pela proposta, o fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto. O relator ainda modifica Artigo 7º da Constituição Federal, determinando que a duração do trabalho não deverá ser superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, “facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.” Transição A proposta do relator traz um período de transição para a redução da jornada de trabalho. Em 60 dias após a promulgação da Emenda Constitucional, a jornada passaria de 44 horas para 42 horas semanais. Um ano após a entrada em vigor da mudança, reduziria mais duas horas, para 40 horas semanais, com o máximo de 8 horas diárias. Após o prazo de 60 dias e dentro do período de redução da jornada, o texto prevê a possibilidade de ampliar a duração diária do trabalho normal para “viabilizar a distribuição da duração semanal do trabalho”. Essa ampliação deverá ser feita por negociação em convenção ou acordo coletivo de trabalho. Prates reconhece que a redução da jornada representa uma intervenção relevante no mercado de trabalho, “cujas consequências econômicas de curto prazo devem ser consideradas”, porém que a queda gradual reduz eventuais riscos. “Com a implementação progressiva, estamos permitindo que empresas e setores planejem investimentos em tecnologia e na reorganização operacional, em vez de recorrerem imediatamente a eventuais cortes de empregos ou repasse de custos a consumidores”, defendeu. O parecer diz ainda que lei ordinária poderá dispor sobre a jornada e descanso de regimes diferenciados, a exemplo dos trabalhadores com jornada de seis horas em turnos ininterruptos de revezamento. “Excepcionalmente, convenção ou acordo coletivo de trabalho poderão, inclusive para os trabalhadores sujeitos a regimes diferenciados de trabalho estabelecidos em lei ou norma regulamentadora, estabelecer regime compensatório que assegure, na média, dois dias de repouso semanal remunerado dentro do mês-calendário, garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”, diz o texto. As novas regras não se aplicam aos trabalhadores com carga de trabalho igual ou inferior a 40 horas semanais. Uma lei complementar poderá estabelecer medidas transitórias para os microempreendedores individuais, as microempresas e as empresas de pequeno porte. “A vinculação das medidas de mitigação à manutenção dos níveis de emprego reflete a premissa de que o tratamento diferenciado conferido a esse segmento deve servir à preservação dos postos de trabalho existentes”, afirmou. >> O que prevê o relatório: 60 dias após a promulgação da emenda constitucional: escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso após ; jornada reduzida de 44 horas semanais para 42 horas. Em 14 meses: jornada de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5X2. Pejotização Outro ponto do texto diz que a redução da jornada diária não se aplicará aos empregados com diploma de nível superior, remuneração mensal igual ou superior a duas vezes e meia o limite máximo dos benefícios do INSS, atualmente em R$ 8.475,55. Nesses casos, a redução da jornada só ocorrerá por liberalidade do empregador (quando é concedido sem obrigação legal) ou se estiver prevista em acordo ou convenção coletiva de trabalho. O texto, contudo, determina a realização da escala 5×2. Segundo o relator, a medida se aplica aos trabalhadores, classificados como “hipersuficientes”, que têm “significativa capacidade de negociação e autonomia na definição das condições em que desempenham suas atividades”. Para Prates, a medida enfrenta o fenômeno da “pejotização”, no qual trabalhadores são contratados como pessoas jurídicas. “Em muitos casos, o motivo pelo qual esses trabalhadores optam pela formalização como pessoa jurídica não é somente para escapar ao controle de jornada, mas sim porque o regime atualmente existente não oferece a flexibilidade compatível com a natureza de suas atividades”, disse. “Essa medida é importante para modernizar as relações laborais de profissionais hipersuficientes, combatendo diretamente o fenômeno da ‘pejotização’, que prejudica substancialmente o financiamento da Previdência Social”, acrescentou. A exceção não se aplica aos empregados públicos da administração direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Contratos com a administração pública Nos casos de contratos da administração pública direta e indireta, a redução da duração do trabalho será aplicada “após aditamento contratual para manutenção do equilíbrio econômico-financeiro, conforme o regime jurídico aplicável, a ser formalizado no prazo máximo de 12 meses contado da publicação desta Emenda Constitucional.” A medida vale para os contratos regidos pela legislação de licitações e contratos administrativos, de concessões e permissões de serviços e obras públicas, de parcerias público-privadas e de outros instrumentos de colaboração com a iniciativa privada. Nesses casos, os empregados contratados passam a ser abrangidos pela nova jornada na data da formalização do aditamento ou ao final do prazo de 12 meses previsto para a realização do aditamento. “Os contratos aditados no prazo de 60 dias da data de publicação desta Emenda Constitucional deverão observar as disposições sobre redução da duração do trabalho normal e incremento do repouso semanal remunerado a partir do respectivo início das vigências instituídas nesta Emenda Constitucional”, diz o texto. FONTE: AGENCIA BRASIL
A comemoração dos cinco anos de Maria Alice, filha mais velha de Virgínia Fonseca e Zé Felipemovimentou as redes sociais nesta segunda-feira (25). O motivo foi a presença conjunta do ex-casal durante o evento realizado em Goiânia e os registros publicados ao longo da celebração. Nas plataformas digitais, usuários passaram a comentar uma possível reaproximação entre os dois após uma sequência de publicações feitas durante a festa. Entre os elementos que chamaram atenção do público estiveram fotos em família, vídeos compartilhados nas redes e a chegada dos dois juntos ao local da comemoração. Leia também: Filho de Deolane entra na mira de investigação sobre suposta lavagem de dinheiro Segundo os registros divulgados, Virginia e Zé Felipe apareceram ao lado dos três filhos — Maria Alice, Maria Flor e José Leonardo — em imagens publicadas em conjunto. O compartilhamento gerou repercussão porque foi interpretado por parte dos seguidores como um gesto diferente em relação ao comportamento adotado após o anúncio do fim do relacionamento. Foto: Redes sociais Publicações em conjunto ampliam comentários entre seguidores A repercussão ocorreu principalmente porque os conteúdos mostraram momentos familiares durante o aniversário da filha mais velha. Em uma das publicações, o ex-casal aparece reunido com as crianças em diferentes momentos da celebração. Além disso, outro detalhe observado pelos internautas foi a chegada dos dois ao evento utilizando o mesmo carro. O comportamento foi associado pelos seguidores a uma maior proximidade entre os dois quando comparado a outras aparições públicas recentes. Foto: Redes sociais Foto: Redes sociais Posteriormente, Zé Felipe também publicou vídeos da comemoração em que aparece ao lado da influenciadora e dos filhos. As postagens ampliaram os comentários nas redes sociais e fizeram com que o assunto ganhasse destaque entre os seguidores do casal. Até o momento, nem Virginia nem Zé Felipe fizeram declarações públicas sobre uma eventual retomada do relacionamento. Evento teve temática inspirada em personagens da Disney Para marcar os cinco anos de Maria Alice, a comemoração contou com uma proposta temática inspirada em personagens da Disney. A aniversariante utilizou uma fantasia da personagem Minnie durante parte do evento. Foto: Redes sociais Foto: Redes sociais A celebração aconteceu em um salão de festas em Goiânia e reuniu familiares e convidados. Além disso, a programação incluiu apresentações musicais privadas de Matheus e Longoalém de shows de Léo Foguete e Henrique Freitas. Repercussão se concentra nas interações públicas de Virginia e Zé Por fim, o aniversário da filha mais velha do ex-casal passou a ocupar espaço nas redes sociais não apenas pela comemoração familiar, mas também pela interpretação dos seguidores sobre os registros divulgados ao longo do evento. Enquanto os comentários continuam circulando entre os fãs, as manifestações públicas feitas até agora permanecem restritas às imagens e vídeos compartilhados pelos próprios envolvidos.
A força da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e do jornalismo público comprometido com a inclusão e a representatividade ganhou destaque nacional na noite do Prêmio Mulheres Raras 2026. Realizada pelo Instituto Vidas Raras, a cerimônia consagrou a editora Beatriz Arcoverde, da Radioagência Nacional, como Aliada dos Raros. Além disso, duas outras profissionais do veículo, Patrícia Serrão e Raíssa Saraiva, estavam entre as três melhores jornalistas da premiação, consolidando a Radioagência como referência na cobertura das doenças raras no Brasil. Beatriz Arcoverde foi a grande vencedora na categoria Aliada dos Raros, destinada a pessoas que não tem uma doença rara, mas que dedicam sua vida a apoiar a causa. Editora do podcast VideBula, ela foi reconhecida pelo trabalho de dar visibilidade às dificuldades e aos direitos das pessoas com deficiência (PcDs) e doenças raras. “O Prêmio Mulheres Raras é o reconhecimento de um trabalho que a gente vem desenvolvendo com o podcast Videbula, que vem mostrando as dificuldades, os direitos das pessoas com doenças raras ou PCDs. Essas pessoas não são a doença. Elas são muito mais: são pessoas que desenvolvem um trabalho, que têm a sua vida e também convivem com a doença rara. Isso é importante e todos na nossa sociedade devem saber disso, se conscientizar e contribuir com essa luta que é tão importante e, às vezes, muito solitária”, diz. Finalistas Roseli Cizotti, representante do Instituto Vidas Raras, explicou a importância da premiação: “A importância do prêmio vai muito além de uma homenagem, porque fortalece a representatividade das doenças raras, mostra histórias reais de superação, de combate à invisibilidade, de combate ao preconceito. Essas mulheres não tinham como e nem para onde ir. Então elas criaram as próprias estradas, fizeram os próprios sapatos e construíram lugares pelo caminho para que, quando viessem pessoas atrás delas, essas pessoas tivessem onde reclinar a cabeça, sentindo-se seguras”, explica. A cerimônia do Prêmio Mulheres Raras 2026 celebrou 15 vencedoras e 5 homenageadas. Entre as laureadas estavam ativistas, cuidadoras, médicas, pesquisadoras e artistas que ressignificaram ter uma doença rara. FONTE: AGENCIA BRASIL
A escalada da violência e o avanço de grupos armados colocaram a segurança no centro da eleição presidencial da Colômbia, marcada para esse domingo (31). O crescimento dos ataques com drones explosivos e o assassinato do senador e pré-candidato Miguel Uribe marcam a tensão política no país às vésperas da votação que definirá o sucessor de Gustavo Petro. Dados do Ministério da Defesa mostram que ataques com drones atingiram 333 alvos em 2025, contra 61 registros em 2024. Em 2026, o Exército de Bogotá contabilizou 107 ofensivas do tipo, com dois soldados mortos. Os equipamentos adaptados para lançar explosivos passaram a ser usados com maior frequência desde 2024, principalmente na fronteira com a Venezuela, no norte da província de Bolívar e em áreas costeiras do sudoeste colombiano. Ainda, a disputa presidencial ocorre em meio às críticas à política de “paz total” defendida por Petro, baseada em negociações com grupos rebeldes remanescentes. Parte do eleitorado considera que a violência ligada às organizações armadas piorou durante o atual governo. Segundo a Missão de Observação Eleitoral da Colômbia, 386 municípios, cerca de um terço do país, estão vulneráveis à violência de grupos armados. Já a Fundação Ideias para a Paz estima que aproximadamente 27 mil pessoas continuam armadas no território. Leia mais: Colômbia enfrenta escalada de violência às vésperas das eleições Atentado contra pré-candidato à presidência da Colômbia O atentado ocorrido em junho de 2025 contra o senador Miguel Uribe, pré-candidato do Centro Democrático, reforçou o clima de insegurança. A investigação aponta envolvimento da Segunda Marquetalia, grupo dissidente das antigas Farc. O caso relembrou o histórico de ataques contra políticos promovidos por paramilitares e organizações criminosas. A Colômbia assinou em 2016 um acordo de paz com as antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que aceitaram se desarmar. Apesar disso, grupos dissidentes seguem ativos em várias regiões.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a endurecer o discurso sobre as negociações com o Irã e afirmou nesta segunda-feira (25) que só aceitará um acordo “excelente” para os interesses norte-americanos. A declaração foi publicada nas redes sociais em meio às tentativas diplomáticas para encerrar a guerra iniciada no Oriente Médio no fim de fevereiro. O republicano criticou o acordo nuclear firmado em 2015 durante o governo de Barack Obama e atacou adversários do Partido Democrata. Segundo ele, um eventual entendimento com Teerã será “ótimo e significativo” ou “não haverá acordo algum”. O republicano afirmou que não repetirá o modelo do acordo conhecido como JCPOA, classificado por ele como um “desastre” que teria facilitado o avanço nuclear iraniano. A manifestação marca mais uma mudança de tom do presidente em poucos dias. No sábado (23), Trump disse acreditar que um acordo estava próximo. Teerã e governo Trump minimizam avanço das negociações Em Teerã, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, reconheceu nesta segunda-feira que houve avanços parciais nas conversas com Washington, mas negou que um acordo esteja perto de ser concluído. Segundo Baghaei, ainda “não há nenhuma garantia de que os Estados Unidos cumprirão seus compromissos”. Ele também afirmou que o programa nuclear iraniano permanece fora das discussões neste momento e reiterou que Teerã exige o encerramento completo da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, antes de avançar sobre temas nucleares. Leia mais: Trump diz que acordo com Irã está perto e prevê reabertura do Estreito de Ormuz O representante iraniano criticou ainda as constantes mudanças de posicionamento da Casa Branca. De acordo com ele, declarações contraditórias dificultam o andamento das tratativas diplomáticas. Além de Teerã, o secretário de Estado, Marco Rubio, declarou em Nova Déli que Washington continuará apostando na diplomacia antes de avaliar “alternativas”. Segundo Rubio, “há uma proposta bastante sólida em relação à capacidade do Irã de abrir o Estreito, conseguir a abertura do Estreito, iniciar uma negociação real, significativa e com prazo determinado sobre a questão nuclear”.
Milhares de manifestantes ocuparam as ruas de La Paz nesta segunda-feira (25) para exigir a renúncia do presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, em meio ao avanço da crise política e econômica no país. Os atos chegaram à quarta semana consecutiva com bloqueios em rodovias, paralisações e denúncias de falta de alimentos, combustíveis e medicamentos em diferentes regiões bolivianas. O movimento começou no início de maio após uma convocação da Central Operária Boliviana (COB), principal entidade sindical do país. Desde então, grupos ligados a sindicatos e movimentos sociais mantêm cerca de cinquenta bloqueios em estradas estratégicas, afetando o abastecimento principalmente em La Paz e El Alto. Os manifestantes rejeitam as reformas econômicas propostas pelo governo, cobram reajustes salariais e responsabilizam a gestão pela distribuição de gasolina de baixa qualidade, que teria causado danos em milhares de veículos. A deterioração econômica aprofundou o desgaste do governo de Rodrigo Paz, eleito há apenas seis meses. A Bolívia enfrenta a pior crise financeira das últimas quatro décadas, impulsionada pela escassez de dólares, pela inflação e pela dificuldade de importação de produtos básicos. Em abril, a inflação acumulada atingiu 14% na comparação anual, enquanto postos de gasolina, mercados e hospitais passaram a enfrentar problemas constantes de abastecimento. Nas últimas semanas, longas filas se formaram em postos de combustíveis e centros de distribuição de alimentos. Hospitais também relataram dificuldades para obter medicamentos e insumos. O aumento dos bloqueios intensificou a pressão sobre o governo, que tenta conter o avanço das manifestações sem conseguir restabelecer totalmente a circulação de mercadorias. O ex-presidente do país, Evo Morales, defende a convocação de novas eleições presidenciais em 90 dias (Foto: Reprodução/ @evoespueblo) Leia mais: Bolívia enfrenta escalada de protestos em meio a crise econômica Durante uma cerimônia oficial em Sucre, Rodrigo Paz anunciou a redução de 50% do próprio salário e dos vencimentos de seus ministros. Segundo o presidente, a medida representa um gesto de “compromisso com o país” diante do agravamento da crise. Ex-presidente da Bolívia pede novas eleições O presidente acusa o ex-mandatário Evo Morales de incentivar os atos e de tentar desestabilizar o governo. A administração boliviana denunciou as manifestações à Organização dos Estados Americanos (OEA) e afirmou que os protestos ameaçam a ordem democrática do país. No domingo (24), Evo Morales defendeu a convocação de novas eleições presidenciais em até 90 dias. Durante seu programa semanal na rádio Kawsachun Coca, o ex-presidente afirmou que a saída para evitar violência passa pela renúncia de Rodrigo Paz e pela formação de um governo de transição. “Paz tem 2 caminhos: uma decisão suicida: militarizar, ou a pacificação, transição, eleição em 90 dias. (….) Para que não haja mortos, para que não haja feridos, a pacificação passa por sua renúncia e que um presidente de transição convoque eleições nesse prazo”, declarou. Morales governou a Bolívia entre 2006 e 2019 e deixou o cargo após denúncias de fraude eleitoral durante sua tentativa de reeleição. Impedido de disputar a eleição presidencial de 2025 por decisão constitucional que limitou novas candidaturas consecutivas. Já Rodrigo Paz venceu a disputa presidencial de outubro de 2025 contra Jorge Tuto Quiroga e encerrou quase vinte anos de governos ligados à esquerda no país. Ainda, a crise boliviana mobilizou apoio internacional. No sábado (23), os EUA anunciaram o envio de ajuda alimentar e apoio logístico à Bolívia. Em publicação na rede social X, o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental informou que o governo Trump pretende auxiliar as populações afetadas pelos bloqueios de estradas.
A cantora Anitta anunciou nesta segunda-feira (25) a “Equilibrivm Tour”, nova turnê nacional que divulgará o álbum mais recente da artista. O anúncio foi feito nas redes sociais da cantora, que confirmou apresentações em cinco cidades brasileiras entre agosto e setembro deste ano. A turnê passará por Porto Alegre, São Paulo, Fortaleza, Niterói e Salvador. Confira as datas confirmadas: 1º de agosto — Porto Alegre (RS) 8 de agosto — São Paulo (SP) 15 de agosto — Fortaleza (CE) 22 de agosto — Niterói (RJ) 29 de agosto — Salvador (BA) O álbum “Equilibrivm”, lançado neste ano, marca uma nova fase da cantora e reúne influências do funk, pop, ritmos latinos e elementos da música brasileira contemporânea. O projeto teve forte repercussão nas plataformas digitais logo após o lançamento. Leia mais: Shakira lança a música oficial da Copa do Mundo de 2026; confira Exercitar de manhã ou à noite: qual é melhor para manter a disciplina? Anitta e “Equilibrivm” Com carreira consolidada dentro e fora do país, Anitta é atualmente uma das artistas brasileiras de maior projeção internacional, acumulando sucessos em português, espanhol e inglês. Este é o oitavo álbum de estúdio da cantora que, em 2025, foi indicada ao Grammy. “Eu vou lançar um álbum novo, chama ‘Equilibrium’, porque a gente precisa de um balanço na vida, né?”, disse Anitta durante o anúncio.
A Comissão Especial na Câmara dos Deputados iniciou há pouco a análise da proposta do fim da escala 6×1. O colegiado pretende votar o relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA), que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais. O Executivo e a Câmara fecharam um acordo nesta segunda-feira (25) que estabelece o prazo de 60 dias para o fim da escala 6×1 após a promulgação da proposta de emenda à Constituição (PEC). Com a mudança, o trabalhador passará a folgar dois dias por semana já no início da transição. Também nesse prazo a jornada será reduzida de 44 horas para 42 horas semanais, e 12 meses após a promulgação, a jornada deve cair para as 40 horas semanais. O acordo foi anunciado pelo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), acompanhado dos ministros do Trabalho, Luiz Marinho, e de Relações Institucionais, José Guimarães. “A transição se dará dentro de um ano, não mais do que isso. Nós faremos a redução de 44 horas para 40 horas em um ano, após essa primeira redução de 2 horas. Isso atende um apelo da classe trabalhadora e também escuta o setor produtivo. Dá um tempo para que os setores possam se organizar”, afirmou Motta. Ao iniciar a reunião, o presidente da comissão, deputado Alencar Santana (PT-SP), agradeceu o empenho de Motta na tramitação da proposta e disse que a ação do governo foi fundamental para o avanço do debate. “O momento político de a gente ter um governo que tem compromisso com a classe trabalhadora também nos ajudou. Tem um conjunto de fatores que permite que a gente possa estar fazendo história nesse momento”, afirmou. A proposta, após a promulgação da PEC, em 60 dias: início da escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso; jornada reduzida de 44 horas semanais para 42 horas. Em 1 ano: jornada deve cair de 42 horas para 40 horas semanais. O trabalhador que hoje faz 44 horas em seis dias de trabalho terá o direito de fazer 42 horas em, no máximo, cinco dias de trabalho, após os 60 dias da promulgação. Após 12 meses, a jornada será reduzida para 40 horas semanais, o que dá 8 horas por dia em cinco dias de trabalho e dois de descanso (5×2).>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Regras para MEI O presidente da Câmara, Hugo Motta, antecipou a proposta para que os microempreendedores individuais (MEI) sejam autorizados a contratar mais empregados, aumentando ainda o valor do faturamento. Atualmente, os MEI só podem contratar um trabalhador e devem ter um faturamento bruto de até R$ 81 mil por ano para se enquadrar nessa categoria. “A ideia nossa é poder avançar, permitindo que esses empreendedores possam contratar mais pessoas, já que estamos reduzindo a jornada de trabalho. Isso irá trazer um avanço significativo, principalmente para buscarmos a formalidade do trabalho”, explicou Motta. A mudança para os MEI e possíveis alterações para categorias específicas devem ser tratadas depois da aprovação da PEC, em projeto de lei com urgência constitucional enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Posteriormente à promulgação da PEC, possamos tratar das excepcionalidades que possam ser feitas de acordo com o projeto de lei, com a particularidade de cada setor, porque nós não queremos que essa medida venha, de certa forma, a trazer nenhuma dificuldade naquilo que é uma questão operacional para serviços que têm cada um a sua especificidade”, acrescentou Hugo Motta. FONTE: AGENCIA BRASIL