Para muita gente, assumir sua orientação s-xual ou de gênero é difícil por variadas questões, desde o preconceito da sociedade ao medo de não ser aceito pelos pais. Felizmente, muitas famílias vêm evoluindo e abraçando os filhos da comunidade LGBTQ+. Celebridades brasileiras falaram que amam suas crias independente da orientação ou identidade de gênero. Na galeria, conheça os pais famosos que apoiam os filhos LGBTQ+.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, tem audiência marcada na tarde desta terça-feira (26), no Supremo Tribunal Federal (STF), com representantes do governo federal, para discutir uma autorização do Tesouro Nacional para um empréstimo bilionário para salvar o Banco Regional de Brasília (BRB). A reunião, marcada para as 16h, será presidida pelo ministro Luiz Fux, relator de uma ação aberta na semana passada pelo governo do GDF para sustentar uma obrigação do governo federal de socorrer o BRB. A audiência foi marcada a pedido do Ministério da Fazenda e da Advocacia-Geral da União (AGU), que manifestaram interesse na conciliação. >> Siga o canal da Agência Brasil no O executivo Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, foi preso em 16 de abril no caso. Ele é suspeito de ter recebido propina do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, também preso, para viabilizar o negócio. Os fatos investigados ocorreram durante a gestão do ex-governador Ibaneiz Rocha, que renunciou ao cargo para se candidatar nas eleições deste ano. A vice-governadora, Celina Leão, assumiu o GDF em março. >> Clique aqui e leia mais sobre o escândalo envolvendo o Banco Master Rombo bilionário Até o momento, não está certo o tamanho do prejuízo causado ao BRB, uma vez que o banco ainda não entregou suas atualizações contábeis periódicas e obrigatórias ao BC. O prazo legal era 31 de março, mas foi adiado após a instituição não publicar suas demonstrações financeiras. A estimativa, contudo, é de que o prejuízo supere os R$ 10 bilhões. Na ação que abriu no Supremo, o GDF busca o aval para conseguir cerca de R$ 9 bilhões em empréstimos que negocia com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e bancos privados. Para isso, pede que o Supremo obrigue o Tesouro a garantir o negócio. A liquidação do BRB pode ocasionar um efeito cascata sobre a administração do DF, uma vez que o banco administra toda a folha de pagamentos dos servidores distritais, por exemplo, bem como operacionaliza os repasses para todas as políticas públicas locais. O aumento de capital do BRB é mandatório para que o banco se enquadre nas exigências regulatórias do Banco Central. FONTE: AGENCIA BRASIL
“Quem sustentará o Brasil do futuro é um jovem negro, não é um jovem branco”. A ponderação é da coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) Brasil, Betina Barbosa que vai além: “É fundamental colocar essas pessoas dentro da equação do desenvolvimento. Não por romantismo, mas pela viabilidade do país. Sem colocar essas pessoas nessa equação do desenvolvimento, o país não se viabiliza”. O Pnud Brasil divulgou, nesta terça-feira (26), a pesquisa Radar IDHM, que apresenta os dados do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM). Os números mostram as desigualdades que ainda existem no Brasil e apontam para o alto grau de desenvolvimento das pessoas brancas, que já fizeram a transição demográfica, em comparação à população negra. A especialista argumenta que qualquer política pública precisa ser mais inclusiva com o jovem negro. As desigualdades entre brancos e negros persistem e continuam significativas, embora a distância tenha diminuído ao longo da série que começou em 2012. O período de análise da publicação vai até 2024. >> Siga o canal da Agência Brasil no A escala do Pnud para classificar o desenvolvimento humano varia de 0 a 1, sendo: muito alto, acima de 0,800; alto, de 0,700 a 0,799; médio, de 0,555 a 0,699; e baixo: abaixo de 0,555. Quando o programa das Nações Unidas começou a calcular esse índice, há 30 anos, o Brasil era um país de IDHM baixo. No geral, em 2024, o Brasil alcançou IDHM de 0,805, em comparação a 0,744 em 2012, ingressando pela primeira vez no grupo de países com desenvolvimento humano muito alto. “As desigualdades brasileiras ainda são regionais, mas o que os dados mostram é que todos nós melhoramos, melhoramos os brancos e melhoramos os negros, mas o tamanho do fosso é o mesmo. Em algum momento, os ganhos de melhoria para os brancos serão marginais. Então, como é que eu vou melhorar o país? Com os ganhos dos negros, que são a maioria da população”, explica. “Eu estou falando de 80% da população na região Norte que é negra, e de 76% na região Nordeste. Se eu tenho políticas públicas voltadas para esses segmentos que ainda estão à margem, eu diminuo as desigualdades regionais”, afirmou Betina em entrevista coletiva em Brasília, que antecipou os dados da pesquisa à imprensa. Betina Barbosa, durante apresentação dos dados do Radar IDHM – Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agênc Democracia “Não é romantismo, não se trata de ideologia. Se trata de uma equação matemática”, afirmou a coordenadora do Pnud ao explicar que a população produtiva está envelhecendo e que não há jovens para substituí-los. “E os jovens que têm são jovens negros, sejam eles homens ou mulheres negras e que precisam, na verdade, dar conta da equação do desenvolvimento brasileiro”, acrescenta. Para Betina Barbosa, o Brasil está de frente a um novo paradoxo que vai exigir um novo ciclo de desenvolvimento. “A elite branca do Brasil – e esse é um dos debates sobre os valores da democracia – vai precisar dialogar com um conjunto outro de brasileiros que não são brancos, para que o país possa existir como um país e ancorado nesse valor da democracia”, diz. O próximo ciclo de desenvolvimento, segundo a especialista, está centrado nas capacidades avançadas. “Os jovens estão com os dois pés nas capacidades avançadas e querendo mais. Telefone celular, isso já é um fato. O que é o mundo digital agora para eles? Quais são as novas ferramentas? O que significa medicina de alta complexidade? Uma educação com letramento digital?”, questiona Betina. Para o chefe do Pnud no Brasil, Claudio Providas, as novas gerações tem novas pressões e pontos de estresse, mas também novas necessidades. “Como fechar essa brecha entre as capacidades dos brasileiros do presente e do futuro e o mercado do futuro?”, questiona ele, lembrando que o Brasil está entrando em uma economia globalizada. “Novas gerações tem novas expectativas. Os caminhos do passado não necessariamente vão a dar conta das soluções do futuro”, acrescenta. Geração de renda O parâmetro que impulsionou o crescimento do IDHM da população negra no período de 2012 a 2024 foi a educação, fruto de políticas públicas bem sucedidas, assim como saúde. O índice avalia os parâmetros de saúde e longevidade, educação e geração de renda, todos desagregados por cor (negro e branco) e por sexo (mulher e homem). A coordenadora de Desenvolvimento Humano do Pnud Brasil, Betina Barbosa, explica que o desafio para o próximo ciclo de desenvolvimento está nas políticas de geração de renda, que não podem ser só ancoradas em programas sociais. “Qual é a base da economia do futuro do Brasil? De que forma nós vamos organizar a economia monetária brasileira para que ela seja inclusiva?”, questiona, argumentando que é preciso uma política de investimentos nesse sentido. “Qual vai ser o pacto em torno da capacidade de investimento? Temos uma parte do orçamento que está sob responsabilidade da classe política brasileira no Congresso. Uma outra parte significativa que está comprometido com os compromissos de dívida”, lembrou Betina. Chefe do PNUD no Brasil, Claudio Providas – Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil Desigualdades De acordo com a escala de classificação do desenvolvimento humano, o resultado do IDHM ajustado à Desigualdade (IDHMAD) situava o Brasil, em 2012, como um país de baixo desenvolvimento humano (0,566). Uma década depois, em 2024, ο IDHMAD posiciona o Brasil no patamar de médio desenvolvimento humano, em 0,641. O dado de 2024 evidencia a quanto o desenvolvimento humano brasileiro permanece distante para uma parcela da população. Ele incorpora ao cálculo as desigualdades existentes dentro de cada uma das dimensões do IDHM, tornando visível o que a média de 0,805 oculta. Para o chefe do Pnud no Brasil o número exige atenção e mostra que, por exemplo, uma mulher negra brasileira hoje ainda vive em um país diferente daquele em que vive um homem branco brasileiro. “Não metaforicamente, mas estatisticamente. Quando levamos em conta a renda do trabalho, as mulheres permanecem na faixa média do desenvolvimento humano, enquanto os homens estão na faixa muito alta. Essa diferença persiste
UM aprovação do Ozivy pela Anvisa, anunciada nesta segunda-feira (26), marca um dos movimentos mais importantes do mercado farmacêutico brasileiro nos últimos anos. Pela primeira vez, a agência reguladora autorizou a comercialização de uma semaglutida sintética análoga ao Ozempic no país, abrindo espaço para uma nova geração de medicamentos GLP-1 após o vencimento da patente da Novo Nordisk no Brasil. O medicamento, desenvolvido pela EMS, utiliza o mesmo princípio ativo do Ozempic, a semaglutida, mas não é considerado um genérico. Segundo a própria Anvisa, o Ozivy foi registrado como um “medicamento novo”, já que não existe categoria de genérico tradicional para produtos biológicos na regulação brasileira. “Enquanto medicamentos biológicos são produzidos a partir de processos biotecnológicos complexos, utilizando células vivas e engenharia biológica em laboratório, os sintéticos são fabricados por meio de síntese química controlada. Na prática, ambos buscam o mesmo efeito terapêutico, mas a forma de produção, estabilidade da molécula e os desafios regulatórios são diferentes. Por isso, a aprovação do Ozivy chama tanta atenção da comunidade científica e da indústria farmacêutica”explica a endocrinologista. A aprovação foi concedida para tratamento de adultos com diabetes tipo 2 insuficientemente controlado, como complemento à dieta e exercícios físicos. Apesar da associação popular das chamadas “canetas” ao emagrecimento, a autorização divulgada pela Anvisa no momento não é para obesidade. Para Dra. Tassiane Alvarenga Endocrinologista e Metabologista da SBEM, a repercussão da decisão vai muito além da chegada de “mais uma caneta” ao mercado. “A grande novidade não é apenas farmacológica. Ela é regulatória, tecnológica e estratégica. Estamos vendo a entrada oficial de moléculas sintéticas tentando ocupar o espaço terapêutico de uma classe que, até então, era dominada por medicamentos biológicos. Isso muda a dinâmica do mercado de GLP-1 no Brasil”ele explica. A especialista ressalta que a aprovação também traz novos desafios clínicos e operacionais para médicos, pacientes e órgãos reguladores. “O Ozivy precisa permanecer refrigerado continuamente, inclusive após o início do uso. Isso pode impactar transporte, armazenamento, adesão ao tratamento e segurança do paciente”afirma. Outro ponto destacado por Tassiane é que a aprovação sanitária não significa acesso imediato nas farmácias nem incorporação automática ao SUS. “Muita gente interpreta a aprovação como sinônimo de medicamento disponível amanhã ou de redução imediata de preço, e não é assim. Ainda existem etapas importantes, como definição de preço pela CMED, estratégia comercial da fabricante, distribuição e eventual análise para incorporação no sistema público”pontua. Segundo a endocrinologista, a chegada de novas versões de semaglutida pode aumentar a concorrência no médio prazo, mas também exige cautela técnica. “Estamos entrando em uma nova era dos GLP-1, com mais concorrência, mais acesso potencial e também mais necessidade de medicina baseada em evidências. A discussão não pode ser reduzida apenas ao emagrecimento ou ao custo. Estamos falando de farmacologia, cardiometabolismo, segurança clínica e acompanhamento de longo prazo”conclui. Leia Também: Metade dos estudantes não vê debate antirracista na escola, diz estudo
O governo federal publicou nesta terça-feira (25) a medida provisória que abre crédito extraordinário de R$ 30 bilhões para a compra de veículos por motoristas de táxi e de aplicativo. A iniciativa faz parte do programa Move Brasil, lançado no dia 19 de maio, e os recursos vão ser repassados pelo Ministério da Fazenda ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que vai operacionalizar a medida. A medida provisória está em vigor e segue agora para apreciação do Congresso Nacional. A expectativa do governo é que sejam comercializados, no mínimo, 200 mil carros. Para se habilitar, o motorista precisa preencher cadastro na plataforma gov.br/movebrasil. Em um prazo de até cinco dias após o cadastro, será informado se poderá participar do programa. A partir do dia 18 de junho, quem recebeu a confirmação de participação no programa poderá procurar as concessionárias e instituições financeiras para análise de crédito. FONTE: AGENCIA BRASIL
() – A segunda temporada de “Stories da Mansão – O Retiro”, reality show de Carlinhos Maia no Multishow, estreia em 2 de junho e promete uma dinâmica diferente da vista nos episódios anteriores. Após reunir amigos em sua mansão em em Penedo, Alagoas, na primeira temporada, o influenciador agora leva o grupo para um retiro na serra em busca de reconexão e autoconhecimento. Em meio a atividades voltadas ao bem-estar, os participantes terão de lidar com conflitos pessoais e dilemas existenciais. Além de Carlinhos, o elenco conta com Rico Melquiades, Weslley Araujo, Rafa Moreira, Joel Divo, Patixa Teló, Julia Unica, Bianka Nicoli, Bubu e Ludmillah Anjos. A especialista em autoconhecimento Mariana Farah participa para guiar a experiência. A temporada também terá participações especiais de nomes como Deborah Secco, Whindersson Nunes, Lucas Guimarães, Luciana Gimenez, Márcia Fu, Maya Massafera, Tirulipa e João Pedro Moura. Com oito episódios, a atração será exibida às terças e quintas-feiras, às 23h, no Multishow, além de ficar disponível no Globoplay para assinantes do plano premium. O episódio de estreia também poderá ser assistido gratuitamente na plataforma. Cantor Israel Novaes atropelou um cavalo solto na BR-153, em Goiânia, após veículo à frente mudar de faixa repentinamente. Sertanejo não se feriu, mas o animal morreu no local devido ao impacto da colisão | 09:15 – 26/05/2026
Já está valendo o subsídio estabelecido pelo governo federal de R$ 0,44 por litro de gasolina. A medida valerá por dois meses, conforme prevê a Portaria nº 1.496, publicada segunda-feira (25) no Diário Oficial da União. A portaria regulamenta a medida provisória (MP) publicada em 13 de maio, que trata da concessão de subsídios para combustíveis, com o objetivo de conter a alta de preços em decorrência da guerra entre os Estados Unidos e o Irã. De acordo com o texto, o benefício será pago a produtores e importadores de gasolina. A portaria determina que o pagamento não poderá ultrapassar o impacto dos tributos federais incidentes sobre a produção e a importação do combustível. FONTE: AGENCIA BRASIL
Um pedido de vista do deputado Maurício Macron (PL-RS) adiou a votação do relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) 221/19 que acaba com a jornada de trabalho 6X1. O texto, apresentado nessa segunda-feira (25) na comissão especial que analisa a PEC, prevê a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução salarial. Com o pedido de vista, o presidente da comissão, Alencar Santana (PT-SP), marcou reunião para debate e votação da proposta nesta quarta-feira (27). O parecer apresentado por Prates, que modifica o artigo 7º da Constituição Federal, determinando que a duração do trabalho normal não deverá ser superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, “facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.” O texto também determina dois dias de repouso semanal remunerado, um deles preferencialmente aos domingos. Pela proposta, o fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto “sem qualquer redução salarial, seja nominal, proporcional ou de qualquer outra espécie.” Transição O relator rejeitou as emendas de deputados da oposição que previam uma transição de 10 anos para a redução da jornada e compensação para os empregadores,, manutenção das 44 horas para serviços essenciais e compensação econômica a empresas para aprovar o fim da escala 6×1. O relatório apresentado prevê uma transição para a implementação da nova jornada de trabalho em dois períodos. A medida foi incluída após um acordo do governo com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). O primeiro período de transição será 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, com a duração do trabalho normal passando de 44 para 42 horas semanais. Doze meses após a entrada em vigor da mudança para 42 horas, a duração do trabalho será reduzida em duas horas, ficando nas 40 horas semanais, com o máximo de 8 horas diárias de trabalho. Após o prazo de 60 dias e dentro do período de redução da jornada, o texto prevê, entretanto, a possibilidade de ampliar a duração diária do trabalho normal para “viabilizar a distribuição da duração semanal do trabalho”. Essa ampliação deverá ser feita por negociação em convenção ou acordo coletivo de trabalho. A medida é prevista no artigo 3º do texto, que determina que decorridos 60 dias da publicação da emenda constitucional, “ficarão sem efeito as cláusulas de convenções e acordos coletivos de trabalho sobre duração do trabalho e repouso semanal remunerado incompatíveis com as disposições dessa emenda.” Ao defender a redução da jornada, Prates reconheceu que a medida representa uma intervenção relevante no mercado de trabalho, “cujas consequências econômicas de curto prazo devem ser consideradas”. O relator citou as críticas de empregadores de que manter o mesmo salário para uma quantidade menor de horas de trabalho implica aumento direto e imediato no custo do trabalho por hora efetivamente trabalhada, mas argumentou que a redução gradual da jornada é o mecanismo para reduzir eventuais riscos. “Com a implementação progressiva, estamos permitindo que empresas e setores planejem investimentos em tecnologia e na reorganização operacional, em vez de recorrerem imediatamente a eventuais cortes de empregos ou repasse de custos a consumidores”, defendeu. O parecer diz ainda que uma lei ordinária poderá dispor sobre as hipóteses e condições em que a duração do trabalho e os dias de repouso semanal remunerado poderão observar regimes diferenciados, a exemplo dos trabalhadores com jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento. “Excepcionalmente, convenção ou acordo coletivo de trabalho poderão, inclusive para os trabalhadores sujeitos a regimes diferenciados de trabalho estabelecidos em lei ou norma regulamentadora, estabelecer regime compensatório que assegure, na média, dois dias de repouso semanal remunerado dentro do mês-calendário, garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”, diz o texto. Além disso, as novas regras não se aplicam a jornadas de trabalho já fixadas em patamar igual ou inferior a 40 horas semanais. Ainda de acordo com o parecer, lei complementar poderá estabelecer medidas transitórias, condicionadas à manutenção de níveis de emprego, “de mitigação dos impactos decorrentes desta emenda constitucional”, para os microempreendedores individuais, as microempresas e as empresas de pequeno porte. Segundo o relator, o apoio aos empreendimentos de menor porte deve operar como instrumento de transição ordenada, preservando a coerência entre o regime de mitigação e os objetivos de proteção ao trabalho. “A vinculação das medidas de mitigação à manutenção dos níveis de emprego reflete a premissa de que o tratamento diferenciado conferido a esse segmento deve servir à preservação dos postos de trabalho existentes”, afirmou. Em resumo, a proposta, após a promulgação da PEC, determina em 60 dias: – o início da escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso; -a jornada reduzida de 44 horas semanais para 42 horas. Em 14 meses: – jornada deve cair de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5X2. Pejotização Outro ponto do texto diz que as novas regras não se aplicam aos empregados com diploma de nível superior, que percebam remuneração mensal igual ou superior a duas vezes e meia o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, atualmente em R$ 8.475,55. Nesses casos a redução só ocorrerá por liberalidade do empregador ou se houver previsão em acordo ou convenção coletiva de trabalho. O texto deixa explícito que a exceção não se aplica aos empregados públicos da administração direta e indireta de quaisquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Segundo o relator, a medida se aplica aos trabalhadores por ele classificados como “hipersuficientes”, que têm “significativa capacidade de negociação e autonomia na definição das condições em que desempenham suas atividades”. Para Prates, a medida enfrenta o fenômeno da “pejotização”, no qual trabalhadores são contratados como pessoas jurídicas. “Em muitos casos, o motivo pelo qual esses trabalhadores optam pela
Vocêm estudo inédito divulgado nesta terça-feira (26) aponta que cerca de metade dos estudantes brasileiros do 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio afirma não reconhecer debates sobre desigualdade racial dentro das salas de aula, apesar da existência de leis que obrigam o ensino da história e cultura africana, afro-brasileira e indígena nas escolas. Os dados fazem parte do levantamento “Desigualdade racial na Educação Básica: a percepção de estudantes e professores a partir do Saeb 2023”, realizado por pesquisadores ligados ao Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), Instituto Alana e Geledés. A pesquisa reforça a percepção de famílias que consideram o debate racial ainda pouco presente no ambiente escolar. A advogada Karina Berardo, mãe de dois filhos negros, afirma que um trabalho escolar pedido à filha de 15 anos, em Brasília, chamou atenção justamente por abordar a contribuição da cultura negra na formação do Brasil, e não apenas a escravidão. “Houve uma ampliação do tema no ensino médio. Hoje existe um olhar mais positivo, mas ainda acho raro”, afirma. Segundo ela, durante o ensino fundamental as discussões costumavam estar quase sempre ligadas ao período escravista. Pesquisa aponta distância entre professores e alunos O estudo mostra um descompasso entre o que professores afirmam abordar em sala e o que é percebido pelos estudantes. Enquanto 81,6% dos professores do ensino fundamental e 71,6% dos docentes do ensino médio dizem tratar frequentemente das desigualdades raciais, menos da metade dos alunos afirma perceber esse debate nas aulas. Entre os estudantes do ensino fundamental, apenas 46,6% dizem reconhecer que a maioria ou todos os professores abordam o tema. No ensino médio, o índice é de 46,8%. Para a socióloga Flávia Rios, professora da USP e pesquisadora do Cebrap, a legislação avançou nos últimos 20 anos, mas ainda é aplicada de forma desigual no país. “A gente não conseguiu universalizar a aplicação dessa legislação nem torná-la consistente dentro do currículo escolar”, afirma. Segundo ela, a implementação das políticas depende muitas vezes de iniciativas isoladas de secretarias de educação ou do Ministério da Educação. Escolas privadas apresentam índices mais baixos A percepção de ausência do debate racial é ainda maior entre estudantes da rede privada. Segundo o levantamento, 60,8% dos alunos de escolas particulares afirmam não reconhecer discussões sobre desigualdade racial nas aulas, tanto no ensino fundamental quanto no médio. Na rede pública, os índices ficam em 51,4% no fundamental e 51,9% no ensino médio. O estudo também mostra diferenças na percepção conforme o perfil racial dos estudantes. Alunos brancos são os que mais afirmam não reconhecer o tema em sala de aula. Para a pesquisadora Eliane Firmino, do Cebrap, os números indicam que a legislação existe, mas ainda enfrenta dificuldades práticas para ser aplicada de forma efetiva. “A educação antirracista não deve ser entendida apenas como uma política voltada para estudantes negros, mas como uma formação cidadã para todos”, afirma. Especialistas defendem fiscalização e formação de professores Pesquisadores defendem maior fiscalização das políticas educacionais, formação continuada de professores e ampliação da diversidade racial no corpo docente. A coordenadora do Instituto Geledés, Suelaine Carneiro, afirma que ainda faltam ações estruturadas para garantir o cumprimento das leis. “A gente precisa de monitoramento, material didático adequado e formação de professores”, diz. Ela também destaca a importância de envolver docentes não negros nas discussões sobre relações étnico-raciais. O estudo recomenda ainda maior diálogo entre escolas, famílias e estudantes para combater o racismo de forma permanente, e não apenas em datas específicas como o Dia da Consciência Negra. A servidora pública Juliana Couto, mãe de duas meninas, afirma que já percebe mudanças em comparação com sua infância, mas acredita que os avanços ainda são lentos. “Quando eu era criança, praticamente não se falava sobre isso. Hoje melhorou, mas ainda é uma construção de longo prazo”, afirma. . Jairinho e Monique Medeiros, mãe da criança, são acusados pela morte do menino, em 2021, após uma série de agressões. Primeiro dia foi de debate técnico e pedidos da defesa Agência Brasil | 07:40 – 26/05/2026
A Polícia Federal está nas ruas do Rio de Janeiro nesta manhã de terça-feira (26) com a Operação Compliance Zero e investiga possíveis crimes financeiros envolvendo recursos do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência). A PF investiga aplicações de R$ 2,01 bilhões a partir de 2024 em fundos do Banco Master, instituição suspeita de fraudes financeiras e que foi liquidada pelo Banco Central em novembro de 2025. Na época em que essas aplicações foram feitas, a Rioprevidência estava sob gestão do então governador Cláudio Castro. Castro renunciou ao mandato este ano e está inelegível.>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp A investigação desta manhã é um desdobramento da Operação Barco de Papel, que identificou aportes de R$ 970 milhões em Letras Financeiras também do Banco Master entre 2023 e 2024. A ação da PF, apura ao todo cerca de R$ 3 bilhões transferidos pela Rioprevidência. FONTE: AGENCIA BRASIL