Pantanal News

Internacional

Brasil no Mundo discute impacto de decisão dos EUA sobre facções

A TV Brasil exibe neste domingo (31), às 19h30, uma edição inédita do programa Brasil no Mundoatração que analisa os principais acontecimentos internacionais e seus impactos no país. Neste episódio, Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat recebem a professora de história comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Beatriz Bissio, para comentar a designação de facções criminosas como terroristas pelos Estados Unidos e as implicações dessa mudança para o Brasil e América Latina. Além disso, o Brasil no Mundo desta semana analisa como a desconfiança na condução dos Estados Unidos vem estimulando uma reorganização de acordos econômicos entre os diferentes atores globais. A produção da TV Brasil também discute a situação da Ucrânia, com a recente intensificação dos ataques russos a Kiev. Notícias relacionadas: Decisão dos EUA sobre facções tenta limitar soberania do Brasil. Classificação de facções como terroristas prejudica economia do Brasil. Lula cobra respeito e rejeita interferência dos EUA. A convidada do programa semanal é especialista com doutorado sobre a civilização árabe-islâmica clássica que resultou no livro O Mundo Falava Árabe. No currículo, Beatriz Bissio acumula também o período que trabalhou como correspondente internacional de vários veículos de comunicação latino-americanos e foi criadora da revista Cadernos do Terceiro Mundo. Sobre a produção O Brasil no Mundo se dedica a discutir, com profundidade e clareza, os grandes acontecimentos internacionais que moldam a política, a economia e a vida cotidiana. Conduzido por Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat, o programa combina análises de contexto, explicações acessíveis e entrevistas com especialistas que ajudam a iluminar os reflexos do cenário global no Brasil. Cristina Serra atua como jornalista há cerca de 40 anos, tendo trabalhado na Globo por 26 anos, como correspondente em Nova York, entre outras funções. O jornalista Jamil Chade trabalha há duas décadas como correspondente de diversos veículos no escritório da Organização das Nações Unidas em Genebra, período em que contribuiu com BBC, CNN, Guardião e veículos brasileiros. Já Yan Boechat cobre conflitos internacionais há 20 anos para diversos veículos, como Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo. Já fez reportagens in loco na África, Oriente Médio, Rússia e América Latina. O programa já recebeu personalidades como a então ministra do Meio Ambiente e Mudança do Cima Marina Silva; o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima de 2025 (COP30); o geógrafo Elias Jabbour e a economista Juliana Furno. Ao vivo e on demand Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar. Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv. Serviço Brasil no Mundo – Domingo (31), às 19h30, na TV Brasil Brasil no Mundo – Segunda (1º), às 2h, na TV Brasil TV Brasil na internet e nas redes sociais Site – https://tvbrasil.ebc.com.br Instagram – https://www.instagram.com/tvbrasil YouTube – https://www.youtube.com/tvbrasil X – https://x.com/TVBrasil Facebook – https://www.facebook.com/tvbrasil TikTok – https://www.tiktok.com/@tvbrasil TV Brasil Play – http://tvbrasilplay.com.br Fonte:Agência Brasil

Saúde

Rio: belga testa positivo para malária, mas Fiocruz não descarta ebola

O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), investiga desde sábado (30) o caso de um viajante belga que veio de Uganda, na África, para o Rio de Janeiro com sintomas virais. O resultado do exame de sangue do paciente não foi concluído, mas as primeiras amostras biológicas deram positivo somente para malária. Assim que o homem chegou ao Instituto Evandro Chagas com tosse, calafrios e diarreia, a Fiocruz acionou o protocolo para atendimento especializado. O paciente ficará isolado até o diagnóstico conclusivo, considerando que Uganda, o país de origem dele, tem registros de casos de ebola. “A medida é de precaução, considerando o histórico de viagem do paciente”, informou a Fiocruz, em nota à imprensa neste domingo (31). Os primeiros diagnósticos baseados em amostras de saliva e urina, no próprio sábado, confirmaram a malária. Nelas, as análises deram negativo para o ebola. O teste diagnóstico referente à amostra de sangue segue em análise. A Fiocruz não informou quando o resultado deve ficar pronto. Além do paciente, estão sendo monitoradas pessoas que tiveram contato com ele, com apoio das secretarias municipal e estadual de Saúde, que acompanham o caso. Mesmo assim, a Fiocruz reitera que o vírus não é transmitido por via respiratória, como a gripe, mas somente por contato direto com sangue, tecidos ou fluidos corporais de indivíduos e/ou animais infectados. A Fiocruz é referência para tratar casos suspeitos de ebola com atendimento médico e testagem diagnóstica no Brasil e informa que o risco de transmissão no país é baixo. FONTE: AGENCIA BRASIL

Meio Ambiente

Projeto abre espaço para público conhecer habitat dos cavalos marinhos

O Projeto Cavalos Marinhos vai abrir ao público o Espaço Educativo entre os dias 1º e 3 de junho, das 9h às 14h, na Universidade Santa Ursula, em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro. Os interessados em participar do evento Cavalos Marinhos de Portas Abertas devem fazer a inscrição gratuitamente por formulário. Com esse evento, o projeto participa da primeira edição do Rio Nature & Climate Week. Esse encontro internacional, que se estenderá até o dia 6 de junho, discutirá temas relacionados ao meio ambiente e mudanças climáticas, visando acelerar a criação de políticas públicas e a ação concreta entre governos, setor privado, sociedade civil, ciência e comunidades. Há 23 anos o projeto se dedica à conservação desses animais e dos ecossistemas em que eles habitam, baseando-se em conhecimento técnico-científico. A instituição também procura fomentar o desenvolvimento econômico e sustentável das regiões, respeitando o contexto social de cada uma delas e tendo em vista os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Imersão A coordenadora geral do Projeto Cavalos Marinhos, Natalie Freret-Meurer descreve o Espaço Educativo como uma imersão no mundo do cavalo-marinho. “Tem modelos de cavalos-marinhos, tem uma árvore de manguezal, tem jogos e tem também o nosso laboratório com animais vivos que a gente reproduz em cativeiro. Tem filhotes, tem jovens e adultos. Então, a pessoa realmente entra aqui para mergulhar no mundo desses animais”. A formação da população de segurança dos cavalos-marinhos da espécie brasileira cavalo-marinho de focinho longo, do Projeto Cavalos Marinhos, é inédita no Brasil. Ela ressalta a importância da conservação desses animais que estão desaparecendo de algumas praias do país e se encontram ameaçados de extinção em todo o planeta devido à destruição de habitat, captura acidental pela pesca industrial e captura para comércio de aquários. “A gente faz essa reprodução em cativeiro. Tem todos os animais rastreados geneticamente. Então, a gente sabe exatamente qual é a composição genética. E, se for necessário fazer introdução em ambiente natural, a gente consegue fazer. Então é o primeiro projeto que faz essa estruturação de população de segurança tão bem organizada em termos de mapeamento genético, em termos de reprodução direcionada e tudo mais”, explicou Natalie. A atividade é desenvolvida com apoio do Programa Socioambiental da Petrobras. Espaço Educativo estará aberto ao público de 1º a 3 de junho – Projeto Cavalos-Marinhos/Divulgação Outras atividades Ao mesmo tempo, o Projeto Cavalos Marinhos continua com o programa de formação de jovens guardiões protetores desse animal dedicando-se, simultaneamente, à formação de mulheres pescadoras para que desenvolvam outras atividades econômicas. “A gente acabou de formar uma turma em São Pedro da Aldeia para que elas possam atuar com biojoias feitas de escamas de peixe. As pescadoras coletam as escamas, tratam esse material e fazem biojoias como alternativa de renda, principalmente agora no defeso (época de proteção para a reprodução)”.  Somente em 2024, o programa calcula que impactou dois milhões de pessoas. “De lá para cá, a gente vem trabalhando com as mulheres, com as crianças. Nas unidades de conservação, a gente dá formação para gestores, educadores ambientais, para que eles possam multiplicar esse conhecimento também do cavalo-marinho. Temos formação também para professores do ensino infantil”. Criado no Rio de Janeiro em 2002, o Projeto Cavalos Marinhos desenvolve ações de pesquisa e monitoramento nas baías de Guanabara, Ilha Grande e Sepetiba, além de Búzios, Arraial do Cabo e Laguna de Araruama, na Região dos Lagos. Em dezembro de 2025, o projeto se expandiu e chegou aos estados de São Paulo e Espírito Santo, com monitoramentos nas praias de Ubatuba (SP), Vitória e Aracruz (ES). No mesmo período, o projeto se integrou à Rede de Conservação Águas da Guanabara (Redagua) que, desde 2019, reúne outros quatro projetos apoiados pelo Programa Petrobras Socioambiental. São eles: Coral Vivo, Guapiaçu, Meros do Brasil e UÇÁ. “Se eu tivesse que pontuar, diria que os maiores ganhos são desde pescadores até moradores de regiões que não deixam que outras pessoas capturem os cavalos-marinhos. São pessoas que se apaixonaram pelo animal e resolvem ajudar nessa luta. E algumas populações de cavalos-marinhos já começaram a melhorar”, manifestou Natalie. Nos últimos dois anos, seis regiões com populações de cavalos-marinhos foram monitoradas mensalmente pelo projeto no estado do Rio de Janeiro. Mais de 100 pescadores foram atendidos e mais de 20 oficinas capacitaram mulheres caiçaras, agentes de unidades de conservação, jovens e professores da educação infantil. Os biólogos do projeto fazem o monitoramento da população dos cavalos-marinhos em todo o estado do Rio de Janeiro e parte do Espírito Santo e São Paulo e desenvolvem pesquisas de análise genética e comportamental. O objetivo é compreender mecanismos comportamentais, identificar as diferentes composições genéticas das populações de cavalos-marinhos do território fluminense, analisar o impacto da pesca artesanal e estabelecer as áreas prioritárias para a conservação desses animais. FONTE: AGENCIA BRASIL

Meio Ambiente

Embrapa cria calcário mais nutritivo resistente à umidade e ao vento

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveu um tipo de calcário que proporciona menos perdas e mais economia na preparação do plantio. O melhoramento do insumo, que é utilizado para corrigir a acidez do solo (seu potencial hidrogeniônico – pH), também possibilita ganhos de produtividade à lavoura. O calcário recriado pelo Laboratório de Nanobiotecnologia (LNANO) da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília-DF) é um produto nanoestruturado, feito por meio de moagem de alta energia, que reduz materiais ao tamanho próximo de átomos e moléculas, e da aglutinação de partículas para formação de grânulos com mais resistência mecânica e uniformidade. O resultado é que o calcário ganha forma granulada. Em vez de ser aplicado como pó, sujeito a dispersão pelo vento, pode ter diferentes tamanhos e ser distribuído sem sofrer com o efeito. A outra vantagem é que o novo calcário é menos vulnerável à umidade existente no armazenamento e no transporte. A umidade empedra o calcário comum e gera perdas aos produtores porque o produto não pode mais ser utilizado no maquinário agrícola. O trabalho dos pesquisadores do LNANO transformou o calcário em um produto multifuncional. Além de ser um corretivo para a acidez do solo, na nova formulação tornou-se nutritivo: um fertilizante misto que pode ser usado em pastagens e culturas como algodão, café, cana-de-açúcar, milho e soja. Culturas diversas “Nós fizemos diversos protótipos com concentrações diferentes para conseguir efetivamente atender a culturas diversas. Também foi possível combinar proporções diferentes desse calcário”, expõe o biólogo Luciano Paulino da Silva, pesquisador da Embrapa na área de nanobiotecnologia. Com a nova formulação, o calcário rico em cálcio ou magnésio, que serve para a correção do solo, passa a poder contar com nutrientes como o nitrogênio, fosfato, potássio, boro, cobre e zinco. “Tem culturas que requerem quantidade maior de determinados nutrientes e outras, quantidade menor. Para cada cultura, há sua composição ideal”, explica o pesquisador. Produtividade Pesquisador da Embrapa Luciano Paulino da Silva diz que o calcário nanoestruturado aumenta a produtividade. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil A expectativa de Silva é que o novo insumo torne a lavoura mais saudável e produtiva. “A lógica principal quando se faz uma correção de acidez e se adiciona micronutrientes ou macronutrientes em um produto é ganhar produtividade, aumentando a saudabilidade da planta em si e, consequentemente, agregando benefícios a essa cultura.” O calcário nanoestruturado potencialmente pode diminuir a aplicação de agrotóxicos na plantação. Ainda faltam testes com pragas diferentes que garantam o menor uso desses produtos. Mas se a planta está beneficiada com os nutrientes adequados, ela pode estar mais protegida de fatores que atrapalham seu desenvolvimento. “Funciona mais ou menos como no nosso caso. Quando estamos bem alimentados, a tendência é que o nosso sistema imunológico seja menos exposto”, compara o pesquisador do LNANO Andre Felipe Camara Amaral. Escalas O novo calcário já foi produzido em escalas diferentes, desde a escala laboratorial (10g) até industrial (toneladas) e teve a sua “eficiência agronômica” medida em plantações de soja e trigo. “Os resultados indicam que os protótipos mantêm poder de neutralização adequado e oferecem potencial para ganhos de produtividade e redução de operações no campo”, registra nota técnica da Embrapa a que a Agência Brasil teve acesso. As testagens fora dos laboratórios da Embrapa são da iniciativa da Perical, uma empresa brasileira com unidades em Goiás e Tocantins, especializada em mineração de calcário agrícola. Há mais de três anos, a companhia assinou com a Embrapa um acordo de cooperação técnica que permitiu a contratação de pesquisadores bolsistas, a aquisição de equipamentos e o custeio de material de consumo para o desenvolvimento do calcário nanoestruturado. A Embrapa é uma empresa estatal vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Desde sua criação, em 1973, seus cientistas pesquisam e desenvolvem tecnologias e inovações para a agricultura e pecuária. FONTE: AGENCIA BRASIL

Saúde

Paciente em SP com suspeita de ebola testa positivo para meningite

A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo informou que o homem internado com suspeita de ter contraído o vírus Ebola testou positivo para meningite meningocócica. O diagnóstico foi confirmado após a realização de um exame de sangue PCR. De acordo com nota divulgada pelo órgão neste sábado (30), a suspeita de ebola segue em investigação. O paciente será avaliado por meio de análises laboratoriais e genômicas. O caso envolve um homem de 37 anos, que viajou recentemente para a República Democrática do Congo, país que vive um surto de ebola. Ao chegar ao Brasil, ele apresentou febre intensa e foi internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo. O paciente está em isolamento. Protocolo O Instituto de Infectologia Emílio Ribas é a unidade de referência estadual para atendimento de casos suspeitos ou confirmados e o Instituto Adolfo Lutz é responsável pela investigação laboratorial e pelo diagnóstico diferencial. FONTE: AGENCIA BRASIL

Meio Ambiente

Pesquisadores querem criar índice para “traduzir” estresse ambiental

Renato Lino é profeta da chuva, em Quixadá, no Ceará, e aprendeu com o pai que a natureza fala e que dá para traduzir o que ela diz. “É a catingueira que descasca, é a casinha da maria-de-barro, é o angico e muitas coisas que a gente observa”, explica.  É observando os seres vivos ao redor, como árvores e passarinhos, que o profeta de 78 anos faz previsões climáticas. “Tudo isso é coisa que a gente vai ajuntando, vai anotando”. Explica o “cientista” do sertão, que só de olhar para que lado está a porta de entrada do Funarius furnus, nome científico do pássaro conhecido como maria-de-barro, ele sabe dizer se vai chover no sertão. É esse tipo de informação que pesquisadores querem aprender a decodificar usando tecnologia digital e inteligência artificial. A ideia vai começar a ser posta em prática em Recife. O projeto vai observar seres vivos que fazem parte da cena urbana da cidade para descobrir o que eles estão “falando” sobre o ambiente no qual estão inseridos. Uma espécie de tradutor digital, ou como resume Artur Maia, biólogo e pesquisador do departamento de botânica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE): uma Babel reversa. O projeto vai usar equipamentos para captar os sons emitidos por morcegos, o ritmo de abertura e fechamento das conchas das ostras, a transpiração das aroeiras (árvore nativa da região) e o vôo das abelhas em Recife e comparar com os registros das mesmas espécies em áreas com menor influência humana, como Reserva Ambiental de Saltinho e na APA de Guadalupe, ambas no litoral sul de Pernambuco. “As respostas metabólicas são particulares de cada organismo, mas muitas vezes isso não é utilizado como informação, simplesmente porque a gente não consegue entender aquela língua”, diz Artur. “As ostras, por exemplo, tendem a abrir com menor frequência em condições adversas. Ela segura a onda, reduz a frequência de filtração e fica sem se alimentar para se manter naquele ambiente e evitar o acúmulo de metal pesado e outras coisas”.  Índice de Resiliência Metabólica Artur explica que é a diferença entre o “ritmo de vida” dessa ostra estressada e o da que vive numa área de proteção que mostra a resiliência metabólica da espécie. “Eu quero verificar o quanto aquele organismo está se esforçando para sobreviver naquele ambiente”, afirma. A ideia é reunir os dados das respostas metabólicas de cada espécie monitorada para calcular o Índice de Resiliência Metabólica (IRM) do lugar. Algo como um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), mas com parâmetros ambientais. “O estresse é uma informação que não pode ser fingida.  Essa resposta metabólica existiu, aconteceu. O que a gente quer é, de posse dessa informação, juntar o nervosismo da abelha, a movimentação da ostra mais tranquila, a respiração da aroeira, para ter um índice de resiliência metabólica, que a gente quer padronizar numa escala de 0 a 100”. Batizado como Apeiron, palavra grega que significa ilimitado, a pesquisa vai começar os primeiros testes até novembro, em Recife, e vai ser conduzido pelo Centro de Estudos e Sistemas Avançados de Recife (CESAR).  E assim como seu Lino, o profeta da chuva que traduz o que vê em previsão, Artur Maia diz que a observação do metabolismo das espécies que convivem com os seres humanos pode se transformar em ações concretas:  “um planejamento urbano pensando na cidade como um organismo vivo, com as suas particularidades”, explica.  “Pode ser que, por exemplo, lá na Mustardinha (bairro de Recife) a pressão térmica para aqueles habitantes não se reflita em desconforto habitacional como se reflete para o habitante da zona norte, no bairro de Casa Forte. Então essa pressão é diferente. Se tem uma coisa que você não pode fingir, é conforto metabólico”, conclui. * A repórter viajou a convite do CESAR Beat FONTE: AGENCIA BRASIL

Dua Lipa se casa com o ator Callum Turner em Londres
Famosos

Dua Lipa se casa com o ator Callum Turner em Londres

A cantora confirmou o noivado o ator no ano passado. A notícia veio à tona em entrevista à edição britânica da revista Vogue. “Sim, estamos noivos. É muito empolgante. Essa decisão de envelhecer juntos, de ver uma vida ao lado de alguém e simplesmente, não sei, ser melhores amigos para sempre –é uma sensação realmente especial”, declarou a artista na época. Turner e Dua Lipa assumiram publicamente o relacionamento no início de 2023, mas sempre mantiveram a discrição. Mesmo em aparições públicas, como em eventos de moda e premiações recentes, os dois evitam expor detalhes da relação. Segundo fontes próximas, o casal valoriza a intimidade e busca preservar ao máximo a vida longe dos holofotes. Leia Também: Atriz de ‘Succession’, Sarah Snook estrelará minissérie de ‘Os Passáros’, clássico de Hitchcock

Economia

Mega-Sena acumula e prêmio principal vai para R$ 16 milhões

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.013 da Mega-Sena, realizado neste sábado (30). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 16 milhões para o próximo sorteio. Os números sorteados são: 02 – 14 – 21 – 22 – 34 – 44. 46 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 33.161,69 cada 2.918 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 861,70 cada >> Siga o canal da Agência Brasil no Apostas Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de terça-feira (2), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. FONTE: AGENCIA BRASIL

Internacional

Colômbia vai às urnas neste domingo para eleger próximo presidente

Com 53 milhões de habitantes, a Colômbia – o segundo país mais populoso da América do Sul, atrás apenas do Brasil, – vai às urnas neste domingo (31) para eleger o próximo presidente para o período de 2026 a 2030. Entre os 14 candidatos, três aparecem com mais chances de passar ao segundo turno, marcado para 21 de junho. Os favoritos à vaga, segundo as pesquisas, são três: Ivan Cepedafilósofo de esquerda, defensor dos direitos humanos e aliado do atual presidente Gustavo Petro; Paloma Valênciasenadora da direita mais tradicional da Colômbia, aliada do ex-presidente Álvaro Uribe; e Abelardo de La Espriellaadvogado milionário que nunca se candidatou e admirador de Javier Milei e Donald Trump. Notícias relacionadas: Colombianos vão às urnas em disputa acirrada entre esquerda e direita. A depender do resultado, a Colômbia pode se alinhar mais estreitamente à política dos Estados Unidos (EUA) ou dar continuidade ao governo do Pacto Histórico, bloco partidário do atual presidente Gustavo Petro, o primeiro chefe de Estado de esquerda da história do país caribenho, que não pode se candidatar porque na Colômbia não há reeleição. O pesquisador no Observatório Político Sul-Americano (OPSA), ligado à Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Matheus Petrelli lembra que a Colômbia é um país estratégico na América do Sul por ter saída para o Pacífico e Caribe. “O Petro tentou muito se vincular politicamente ao Lula no contexto regional, em pautas ambientais e sociais. A eleição do seu sucessor representa a manutenção dessa proximidade. Já a eleição de Paloma ou Abelardo representaria retomada do processo de vínculo mais estreito com os EUA”, disse. Até a eleição de Petro, em 2022, a Colômbia era considerada uma das principais aliadas de Washington na América do Sul. Esquerda colombiana À frente das pesquisas está Ivan Cepeda, considerado como quase certo no segundo turno. Cepeda é filho do senador colombiano de esquerda Manuel Cepeda Vargas, assassinado em 1994 “por agentes estatais em cumplicidade com paramilitares”, segundo biografia do candidato. Filósofo de esquerda, Ivan Cepeda é aliado do atual presidente Gustavo Petro – Foto: Reuters/Luisa Gonzalez/Arquivo/Proibida reprodução O pesquisador Matheus Petrelli explica que, ao mesmo tempo em que herda a popularidade de Petro, Cepeda tem uma trajetória política própria. “Petro vem da guerrilha M-19, Cepeda tem histórico de legislador. São perfis diferentes dentro da esquerda colombiana. O Cepeda tem uma história e trajetória próprias, que não é pequena, uma vez que enfrentou Álvaro Uribe, talvez a principal figura da direita colombiana”, avalia o especialista em política colombiana. Mestrando em economia política internacional na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Matheus Petrelli ressalta que o candidato da esquerda denunciou o ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2008), ícone da direita do país, no caso dos falsos positivos, que chocou a opinião pública na Colômbia. Estima-se que cerca de 7,8 mil pessoas tenham sido foram assassinadas entre 2002 e 2008, como “falsos positivos” durante o governo de Uribe, pelas forças armadas do país, segundo a Jurisdição Especial para Paz, tribunal criado para investigar os crimes dos conflitos colombianos. As pessoas, maioria jovem de áreas pobres, eram mortas e apresentadas como guerrilheiros caídos em combate como forma de inflar os números da guerra travada pelo Estado contra os grupos paramilitares. Em agosto de 2025, o ex-presidente Uribe se tornou o primeiro presidente da Colômbia condenado, em primeira instância, acusado de fraude processual e suborno de testemunhas no processo de investigação dos falsos positivos. O agora candidato Iván Cepeda foi um dos responsáveis por reunir informações contra Uribe no processo. Porém, em outubro de 2025, Uribe foi absolvido da acusação em segunda instância. Paloma Valencia é senadora da direita mais tradicional da Colômbia e aliada do ex-presidente Álvaro Uribe – Foto: Reuters/Luisa Gonzalez/Arquivo/Proibida reprodução Direita tradicional A candidata do uribismo é a senadora de oposição Paloma Valencia, do Centro Democrático, que se declara fiel seguidora de Álvaro Uribe, sugerindo nomear o ex-presidente como Ministério da Defesa do país. Assim como o padrinho político, Paloma foi contrária aos acordos de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs), em 2016, e defende um enfrentamento às guerrilhas sem qualquer diálogo. “De fato, ela representa essa direita tradicional. Apesar de o Abelardo ser esse fenômeno estranho e aparecer, em algumas pesquisas, como favorito para ir ao segundo turno com o Cepeda, o uribismo teve certa recuperação política”, comenta o pesquisador Matheus Petrelli. Extrema-direita O outro postulante com mais chances de ir ao segundo turno é o advogado multimilionário Abelardo de La Espriella, que se apresenta como estranhoou seja, como alguém de fora da política. Ele elogia figuras da extrema-direita latino-americana como Nayib Bukele, de El Salvador; e Javier Milei, na Argentina. Também é admirador de Donald Trump, nos Estados Unidos. Abelardo de La Espriella, advogado milionário e admirador de Javier Milei e Donald Trump – Foto: Reuters/Nathalia Angarita/Arquivo/Proibida reprodução Matheus Petrelli lembra que Espriella deixou a vida luxuosa que tinha na Itália para se candidatar ao cargo de presidente colombiano por meio de uma plataforma focada no aumento da repressão contra a criminalidade. “Ele representa justamente esse candidato que é a cara da extrema-direita sul-americana, que é esse perfil de alguém que é de fora da política. Só que, ao mesmo tempo, ele é um advogado que já representou figuras políticas controversas.” Entre os clientes de Espriella, esteve o ex-aliado do governo de Nicolás Maduro sancionado pelos EUA, Alex Saab, empresário que virou diplomata da Venezuela, além de Jorge Visbal, condenado por nexos com paramilitares na Colômbia. Paz total Um dos pontos centrais do debate da corrida presidencial é o tema da segurança em um país que vive há mais de seis décadas com intensos conflitos armados ativos. A proposta de Petro de “paz total” buscou conciliar repressão com negociação com grupos armados. Porém, a violência continua. Em fevereiro de 2025, cerca de 52 mil pessoas foram expulsas de suas casas em Catatumbo, região andina do país, após combates entre o Exército de Libertação Nacional (ELN) e as forças do Estado. Nessa quinta-feira (28), às vésperas da votação, um conflito entre dissidências das Farcs, que não aceitaram o acordo de paz de 2016, deixou um saldo de 52 mortos, segundo informou a Reuters. O pesquisador Matheus Petrelli explica que os

Meio Ambiente

Novas tecnologias ajudam brigadistas a proteger o Cerrado de incêndios

Torres de monitoramento em tempo real, algoritmos de detecção de fumaça e aplicativos que podem ser usados em modo offline. A tecnologia está mudando a rotina de brigadas comunitárias que combatem incêndios em unidades de conservação (UCs) do Cerrado. Iniciativas apoiadas pelo Programa Copaíbas reduzem o tempo de resposta aos focos de fogo e ampliam a proteção de áreas ambientais. Criado para atuar nos biomas Amazônia e Cerrado, o Programa Copaíbas trabalha em ações ligadas à redução do desmatamento, fortalecimento de Unidades de Conservação e apoio a povos indígenas e populações tradicionais. O programa é gerido pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e financiado pela Iniciativa Internacional da Noruega pelo Clima e Florestas. Gerente do programa, Paula Ceotto conta que, desde 2022, o Copaíbas também investe na aquisição de equipamentos e equipamentos de proteção individual para as UCs. “O Copaíbas apoia atividades de planejamento, capacitação e implementação de ações de Manejo Integrado do Fogo (MIF), inclusive por meio de uma chamada iniciada em 2025, que destinou R$5 milhões a projetos em Unidades de Conservação e seus entornos”. Monitoramento em tempo real Uma das experiências mais recentes foi instalada no Parque Nacional da Serra da Bodoquena, no Mato Grosso do Sul, onde uma torre equipada com câmeras de alta resolução começou a operar em maio. O equipamento utiliza algoritmos capazes de identificar sinais iniciais de fumaça quase em tempo real. Consultor ambiental da Fundação Neotrópica do Brasil, instituição responsável pela instalação do equipamento, Guilherme Dalponti explica que ele se diferencia de sistemas que usam apenas imagens de satélite e podem apresentar atraso na detecção do fogo. “O sistema envia alertas imediatos às equipes que realizam o monitoramento”, descreve. A torre foi posicionada em um ponto estratégico do parque para ampliar a cobertura das áreas mais afetadas por queimadas. Segundo Dalponti, o monitoramento já alcança cerca de 90% da unidade de conservação, que possui aproximadamente 76 mil hectares. Além da estrutura tecnológica, o projeto também inclui formação de brigadas comunitárias, capacitação para uso de equipamentos e ações de educação ambiental.   Torre com câmeras de alta resolução monitora incêndios no Cerrado. Foto: Copaíbas/Divulgação Aplicativo para brigadistas Outra iniciativa que ganhou apoio do Copaíbas é o aplicativo Caminho do Fogo, desenvolvido pela Rede Contra Fogo para auxiliar brigadistas em campo. A ferramenta reúne dados sobre ocorrências, localização e território, permitindo comunicação entre equipes, monitoramento e registro das operações, mesmo em áreas sem acesso à internet. “Esses dados apoiam o monitoramento, o planejamento das ações, a comunicação entre equipes, o combate, a prevenção e a produção de relatórios de ocorrência”, explica Ivan Anjo Diniz, coordenador e brigadista da rede. O aplicativo também registra os trajetos percorridos pelas equipes, o que facilita o retorno à base em áreas desconhecidas. A ferramenta já é testada em diferentes regiões do país, incluindo Alter do Chão, no Pará, e o Parque Nacional das Emas, em Goiás. A expectativa é que a primeira versão oficial seja lançada em julho de 2026. O sistema integra informações geográficas, registros operacionais e monitoramento por satélite em uma única plataforma, permitindo que os dados sejam compartilhados também com sistemas oficiais. FONTE: AGENCIA BRASIL

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