Pantanal News

Esporte

Ancelotti escala 2 times e seleção se despede com goleada sobre Panamá

A seleção brasileira masculina de futebol se despediu em grande estilo da torcida com goleada de 6 a 2 sobre o Panamá no último amistoso realizado no país antes da Copa do Mundo. Diante de mais de 72 mil torcedores no estádio do Maracanã na noite deste domingo (31), o técnico italiano Carlo Ancelotti colocou em campo dois times diferentes em cada tempo, para deleite do público. Na etapa inicial, o Brasil começou pressionando e bastou um minuto de jogo para Vinicius Júnior abrir o placar. Na sequência, a seleção perdeu intensidade e o Panamá empatou com Murillo. Nos minutos finais, Casemiro fez de cabeça e ampliou a vantagem da Amarelinha para 2 a 1. Se na primeira etapa o Brasil marcou mal, criou pouco no meio de campo e enfrentou dificuldades no ataque pelo lado direito, na etapa final a Amarelinha sobrou no Maracanã. Ancelotti colocou em campo 10 reservas e manteve apenas o titular Léo Pereira na zaga. Como num passe de mágica, o Brasil passou a pressionar na saída de bola, melhorou na troca de passes e na construção de jogadas a partir do meio campo com Danilo, Lucas Paquetá e Fabinho. Com jogo coletivo e domínio do campo, a seleção enfileirou mais quatro gols, marcados por Rayan, Lucas Paquetá, Igor Thiago (de pênalti) e Danilo Santos. Nos minutos finais, Harvey diminuiu para o Panamá. Notícias relacionadas: Ancelotti define seleção para jogo com Panamá e garante Neymar na Copa. Suárez e Nández ficam fora da concocação do Uruguai para a Copa . Uma pessoa morre e 200 ficam feridas em tumultos após título do PSG. A Amarelinha embarca nesta segunda-feira (1º de junho) para os Estados Unidos, onde fará o último amistoso antes da Copa. No próximo sábado (6), o Brasil  entrenta o Egito, às 19h (horário de Brasília), na cidade de Cleveland. A estreia do Brasil na Copa será contra Marrocos, em 13 de junho (um sábado), em Nova Jersey. A Amareliinha está no Grupo C, que tem ainda Haiti e Escócia. FIM DE JOGO NO MARACANÃ! 🇧🇷6-2🇵🇦 ⚽️ Vini Jr. ⚽️Casemiro ⚽️ Ryan ⚽️ Paquetá ⚽️Igor Thiago ⚽️ Danilo S. A Seleção encerra sua preparação em solo brasileiro antes da viagem para a Copa do Mundo. ✈️🇧🇷 Próxima parada: amistoso contra o Egito, nos Estados Unidos.#BateNoPeito… pic.twitter.com/nLmCEBD212 — brasil (@CBF_Futebol) May 31, 2026 Primeiro tempo Como Ancelotti anunciara no sábado (30), o Brasil começou jogando com um esquema 4-2-4, com Alisson; Wesley, Bremer, Léo Pereira e Alex Sandro; Casemiro e Bruno Guimarães; Matheus Cunha, Raphinha, Vinicius Júnior. e Luiz Henrique. Mal a partida começou, Casemiro aproveitou a saída de bola errada do Panamá e tocou para Vini Júnior marcar um golaço. O camisa 7 teve a chance de ampliar na sequencia, mas desperdiçou. Aos 12 minutos, o Panamá empatou com Murillo, em cobrança de falta, cometida por Bruno Guimarães em Bárcenas na entrada da área. Desorganizada, a Amarelinha perdeu intensidade, e deu espaço para o Panamá trocar passes no campo brasileiro. Os adversários tiveram oportunidades de ampliar, mas o goleiro Alisson defendeu os chutes de Escobar aos 19 minutos e Díaz, aos 31. Nos 15 minutos finais, em jogadas individuais, Raphinha e Bruno Guimarães ameaçaram o gol panamenho, mas foi apenas aos 38 que o Brasil passou à frente do marcador. Em noite inspirada, Vini Júnior disparou pela esquerda e já na grande área se livrou de dois marcadores, antes de levantar para Casemiro marcar de cabaçe o segundo gol do Brasil. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por CBF • Seleção Brasileira de Futebol (@brasil) Segundo tempo A história do jogo mundo na etapa final com a mudança completa do time, com exceção do zagueiro Léo Pereira. Ancelotti traçou outra estratégia de jogo – esquema 4-3-4 – e pôs em campo Ederson, Ibânez, Douglas Santos, junto com Léo Pereira; Rayan, Fabinho e Danilo Santos; Lucas Paquetá, Endrick e Igor Thiago. Mais entrosada e marcando na saída de bola, a seleção ligou o modo turbo aos sete minutos, em jogada iniciada com Igor Thiago: ele pressionou o goleiro Mosquera, recuperou a bola e tocou na direita para Rayan desferir um lindo chute cruzado.  Era o terceiro gol do Brasil e o primeiro do camisa 26 pela Amarelinha. Quatro minutos depois, Rayan chutou de novo certeiro, mas desta vez Mosquera defendeu. A partir daí, o Brasil amassou o Panamá. Aos 14 minutos, Danilo Santos tocou para Lucas Paquetá, que trocou passes com Danilo Santos e Douglas Santos na entrada da área, antes de encher o pé e ampliar para 4 a 1 a vantagem brasileira, com um chute colocado. Dois minutos depois, Igor Thiago faz linda jogada dentro da grande área e foi derrubado pelo goleiro Mosquera. O árbitro anotou pênalti e o próprio Igor cobrou, aumentando para 5 a 1 a goleada. Embalada, a seleção seguiu no ataque até que aos 35 minutos, Paquetá lançou à distância para Danilo Santos. O atacante dominou a bola e dribou a marcação, antes de estufar as redes. Era o sexto gol da seleção, para êxtase da torcida. Antes do fim, aos 38 minutos, Harvey diminuiu para o Panamá com um golaço. Final: Brasil 6 x 1 Panamá. Fonte:Agência Brasil

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Internacional

‘Pessoas estão morrendo’: Falta de recursos amplia alerta para ebola

O surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC) continua avançando e já figura entre os maiores da história do país. Declarada oficialmente em 15 de maio, a epidemia se espalha pelas províncias de Ituri e Kivu do Norte, no leste congolês, e preocupa organismos internacionais pela insuficiência de recursos para conter a doença. Dados mais recentes dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças da África (África CDC) apontam 1.077 casos suspeitos e 246 mortes suspeitas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) contabiliza, até o momento, 134 casos confirmados e 18 mortes confirmadas, além de 223 óbitos suspeitos relacionados à doença. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a resposta internacional enfrenta dificuldades por causa da escassez de recursos. A organização informou que apenas cerca de um terço do valor necessário para o combate ao surto foi efetivamente disponibilizado por países doadores. Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante a inauguração de um centro de tratamento de ebola no Congo (Foto: Reprodução/ @DrTedros) A preocupação foi reforçada pelo diretor-geral da África CDC, Jean Kaseya. Em entrevista coletiva na sexta-feira (29), ele afirmou que parceiros internacionais reduziram significativamente os recursos prometidos. De acordo com Kaseya, o montante inicialmente anunciado, próximo de 500 milhões de dólares, caiu para 290 milhões de dólares. “As pessoas estão morrendo! Como alguém pode anunciar um compromisso de X milhões de dólares e, no dia seguinte, me ligar para dizer que foi um erro?”, declarou.   Leia mais: OMS eleva risco de surto de ebola no Congo ao nível máximo Leia mais: OMS afirma que está ‘profundamente preocupada’ com a escalada do surto de ebola   Casos suspeitos de ebola são investigados no Brasil No Brasil, dois casos suspeitos mobilizaram autoridades de saúde em São Paulo e no Rio de Janeiro. Os pacientes haviam passado recentemente por países africanos e apresentaram sintomas compatíveis com infecções virais. Neste sábado (30), exames apontaram meningite em um dos pacientes e malária no outro. Apesar dos diagnósticos, a hipótese de ebola ainda não havia sido totalmente descartada até a última atualização.

Colômbia acusa Equador de interferência eleitoral
Internacional

Colômbia acusa Equador de interferência eleitoral

Os colombianos foram às urnas no domingo (31) para escolher o sucessor de Gustavo Petro em uma eleição marcada pelo aumento da violência e por um atrito diplomático com o Equador. Na véspera da votação, Bogotá acusou o presidente equatoriano, Daniel Noboa, de tentar influenciar o processo eleitoral ao anunciar o fim de tarifas sobre produtos colombianos durante uma conversa com um dos candidatos à Presidência. A reação colombiana ocorreu após Noboa declarar, na sexta-feira (30), que a chamada “taxa de segurança” aplicada pelo Equador seria suspensa a partir de 1º de junho. O anúncio foi feito em uma videochamada ao lado do candidato de ultradireita Abelardo de la Espriella. O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia afirmou que a medida não resultou de uma decisão voluntária do Quito. Segundo a chancelaria, a retirada das tarifas foi determinada pela Comunidade Andina das Nações (CAN), bloco econômico do qual os dois países fazem parte.   Leia mais: Confrontos deixam 52 mortos na Colômbia às vésperas das eleições   Em comunicado divulgado no sábado (30), o governo colombiano declarou seu “categórico repúdio à enganosa apresentação da decisão de revogar as tarifas como uma medida de boa vontade do governante equatoriano, quando ela responde às ordens da CAN”. O governo de Bogotá também afirmou que a participação de Noboa no episódio constitui uma violação “do princípio de não intervenção nos assuntos internos, uma ameaça à soberania nacional e um atentado ao sistema democrático”. A disputa comercial entre os dois países se arrasta há meses. O Equador justificava a cobrança das taxas alegando que a Colômbia não adotava medidas suficientes para conter o tráfico de drogas na fronteira comum de 586 quilômetros. Petro rejeitou as acusações e criticou repetidamente a posição do governo equatoriano. Presidente Gustavo Petro, durante a votação nas eleições das presidenciais (Foto: Reprodução/ @petrogustavo) O embate diplomático ocorre em um momento delicado para a Bogotá. A eleição acontece em meio à pior onda de violência registrada no país na última década. Até a última atualização desta reportagem 95% das urnas haviam sido apuradas. O candidato de ultradireita, Espriella, recebeu 43,6% dos votos, enquanto Iván Cepeda, apoiado por Petro, conquistou 41,1%. Os dois seguem para o segundo turno que será no dia 21 de junho.

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Internacional

Trump afirma está “perto de um acordo muito bom” com Irã

As negociações entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra ganharam novos desdobramentos neste fim de semana, com declarações públicas de autoridades dos dois países indicando avanços nas conversas, mas também a permanência de impasses centrais para um entendimento definitivo. Em entrevista à Fox News, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as tratativas estão “muito perto de um acordo muito bom”. O trecho da entrevista foi divulgado pelo perfil oficial da Casa Branca na rede social X. Segundo o presidente norte-americano, a prioridade é impedir que o Irã obtenha armas nucleares. “A única garantia” que possui, afirmou Trump, é que não haverá armamento nuclear iraniano. “Eles concordaram com isso e foi muito interessante”, declarou. O republicano também avaliou que as negociações avançam gradualmente, apesar da dificuldade das conversas. “Estamos conseguindo o que queremos lentamente. Negociadores muito difíceis. Leva muito tempo”, disse. Trump destacou ainda que prefere uma solução diplomática ao conflito, argumentando que um “acordo porque podemos abrir o estreito imediatamente após a assinatura”, rota estratégica para o comércio global de energia. Apesar do tom otimista, o presidente voltou a mencionar a possibilidade de uma solução militar caso as negociações fracassem. Segundo ele, os EUA podem “terminar militarmente” o conflito se não houver entendimento. “Se não conseguirmos o que queremos, vamos acabar com isso de uma forma diferente”, declarou.   Leia mais: Acordo de paz entre EUA e Irã segue cercado de incertezas   A fala ocorre após Trump anunciar, na sexta-feira (29), que participaria de uma reunião em uma sala segura da Casa Branca para tomar uma “decisão final” sobre uma proposta destinada a encerrar a guerra. As conversas foram finalizadas após duas horas e nenhum entendimento foi anunciado. Governo Trump está preparado para retomar os ataques Do lado norte-americano, o discurso de pressão foi reforçado pelo secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth. Em Singapura, neste sábado (30), o chefe do Pentágono afirmou que as forças norte-americanas estão preparadas para retomar ataques contra o Irã caso as conversas não avancem. “Nossa capacidade de retomar (os ataques), se necessário… somos mais do que capazes”, declarou. Hegseth acrescentou que os estoques militares dos EUA são suficientes para sustentar novas operações e afirmou que Trump tem adotado uma postura paciente para alcançar um “grande acordo” que impeça o desenvolvimento de uma arma nuclear iraniana. Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, presidente Donald Trump e o Secretário de Defesa, Pete Hegseth (Foto: Emily J. Higgins./ Casa Branca) Teerã cobra “direitos” iranianos para assinar acordo Enquanto Washington mantém a pressão militar, Teerã sinaliza que não pretende aceitar qualquer entendimento sem contrapartidas concretas. Neste domingo (31), o presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que nenhum acordo será aprovado enquanto os “direitos” iranianos não forem garantidos. “Os soldados do campo de batalha diplomático não confiam nas palavras e promessas do inimigo”, disse Qalibaf à agência semioficial Tasnim. “O que importa para nós são as conquistas tangíveis que devemos obter, em troca das quais cumpriremos nossos compromissos”, acrescentou. Paralelamente às conversas diplomáticas, os combates continuam em outras frentes da guerra. As Forças de Defesa de Israel anunciaram a captura do Castelo de Beaufort, posição estratégica no sul do Líbano, em uma operação que integra a ampliação das ações militares contra o Hezbollah. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu elogiou a ofensiva e afirmou que a diretriz atual é aprofundar e expandir o controle israelense sobre áreas anteriormente dominadas pelo grupo.

Internacional

Vieira vai a Pequim para reunião bilateral com governo chinês

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participa nesta semana do 5º Diálogo Estratégico Global (DEG) entre o Brasil e a China. O encontro será realizado nesta segunda-feira (1°) e terça-feira (2), em Pequim. O DEG é um mecanismo de diálogo entre os dois países e permite o intercâmbio das agendas global, regional e bilateral. Notícias relacionadas: China suspende três frigoríficos brasileiros após irregularidades. China diz que acordos firmados em visita de Trump são “preliminares”. Rússia e China vetam resolução sobre Ormuz em Conselho de Segurança. Vieira terá reuniões com o vice-presidente chinês, Han Zheng, e o ministro de Comércio, Wang Wentao. O chanceler brasileiro também visitará o Museu Nacional da China, que abriga os eventos de comemoração do Ano Cultural Brasil-China. De acordo com o Itamaraty, a China é maior parceiro comercial do Brasil e registra comercio bilateral de US$ 170,9 bilhões. O saldo comercial é de US$ 29 bilhões, alcançado pela exportação de produtos agropecuários brasileiros. Fonte:Agência Brasil

Economia

Petrobras implementa desconto no diesel a partir desta segunda-feira

A Petrobras informou, em nota divulgada neste domingo (31), que a partir de segunda-feira (1º) implementará um desconto de R$ 0,3515 por litro nos preços de venda de óleo diesel A, de uso rodoviário. O desconto aplicado faz parte da subvenção econômica instituída pelo governo federal e é equivalente ao valor fixado pelo Ministério da Fazenda. O preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,65 para R$ 3,30 por litro. Este valor é 37,4% menor do que o preço praticado em 31 de dezembro de 2022, considerando a inflação no período. Para o consumidor final, de acordo com a Petrobras, o desconto em valor equivalente ao da subvenção econômica neutralizará a reoneração de PIS e Cofins que também ocorrerá a partir de 1º de junho. Na nota, a Petrobras afirmou que está avaliando os termos da nova subvenção: “Qualquer decisão da companhia sobre esse tema será tempestivamente divulgada ao mercado nacional”. FONTE: AGENCIA BRASIL

Saúde

Dia Mundial sem Tabaco: novas tecnologias camuflam vapes e são desafio

Disfarces tecnológicos ampliam o consumo de cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes, entre os jovens, com perspectiva de aumentar o número de casos de câncer no Brasil. Quem alerta é o diretor executivo da Fundação do Câncer, o cirurgião oncológico Luiz Augusto Maltoni. O alerta da instituição vai ao encontro do tema da campanha da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Dia Mundial sem Tabaco, lembrado neste domingo (31): “Desmascarando o apelo, combatendo a dependência de nicotina e tabaco”. O cigarro eletrônico continua proibido no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Mas, apesar da proibição da comercialização de vapes no Brasil desde 2009, o uso desses dispositivos cresceu de forma acelerada. Os produtos são comprados com facilidade em redes sociais, sites e no comércio informal. Números recentes da Receita Federal reforçam a necessidade de se combater esses produtos: entre janeiro e fevereiro de 2026, foram apreendidas 238.801 unidades de cigarros eletrônicos no país, o equivalente a mais de 4 mil dispositivos por dia, em média. “Dispositivos disfarçados” Os disfarces fazem com que os vapes não pareçam mais cigarros eletrônicos e, muito menos, perigosos à primeira vista, já que ganharam novas formas e funções. Aparecem agora disfarçados ou embutidos em acessórios e integrados ao cotidiano de forma quase imperceptível. Chamam a atenção, entre outros formatos, os vaporizer hoodies, moletons com vaporizadores integrados ao tecido. O bocal do dispositivo fica escondido na ponta do cordão do capuz, permitindo que o usuário inale nicotina de forma totalmente discreta. “De uma maneira totalmente articulada, e muito mal articulada do ponto de vista da ética, criam até casaco com bocal escondido para a pessoa fumar”, critica Maltoni. Esses disfarces permitem que o jovem fume o vape dentro do metrô ou na escola, sem que outras pessoas percebam. “Tudo para tornar o jovem viciado”, completa o diretor.  Segundo Luiz Augusto Maltoni, esses dispositivos camuflados comprometem décadas de avanços nas políticas de controle do tabaco no Brasil, que reduziu muito a prevalência de fumantes e é referência para o mundo inteiro. “O que estamos vendo agora é um risco real de retrocesso, agora embalado em tecnologia e integrado ao cotidiano dos jovens.” Campanha Neste Dia Mundial sem Tabaco, a Fundação do Câncer resolveu fortalecer o seu Movimento Vape Off e ampliar sua atuação lançando a campanha “Spoiler: ele não te ama”. Trata-se de um filme, no formato de uma reportagem, em que três jovens anônimos comentam um relacionamento abusivo que causou o adoecimento deles. A ideia é chamar a atenção da juventude para o fato de que a forma como a indústria apresenta esses cigarros é mentirosa e que esses dispositivos fazem realmente mal. “E sugere que quem nunca experimentou que não experimente para não viciar. E quem já está fumando que pare”, salienta Maltoni. De acordo com a Fundação do Câncer, os novos dispositivos incorporam tecnologia e interatividade, com tela sensível ao toque, além de jogos, música e sistema de troca de mensagens. Tudo em consonância com o novo hábito de celulares, tablets e redes sociais. Alguns funcionam com sistemas que “reagem” se o usuário parar de usar, apitando e criando um ciclo de estímulo contínuo. Maltoni avalia que esse processo significa a fusão entre dependência química e dependência digital. “O vape deixa de ser apenas um dispositivo e passa a funcionar como um acessório interativo, integrado à rotina”, alerta. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024 revelam que a experimentação de cigarros eletrônicos entre estudantes de 13 a 17 anos evoluiu de 16,8% em 2019 para 29,6% em 2024. Significa que quase dobrou o número de jovens nessa faixa etária que já experimentaram ou fazem uso do cigarro eletrônico. “Isso é alarmante”, avalia o cirurgião oncológico. Consequências Consultora da Fundação do Câncer na área de tabagismo, Milena Maciel de Carvalho aponta que, quando se fala de cigarros eletrônicos entre estudantes de 13 a 17 anos, o problema ultrapassa o comportamento ou a escolha individual. “A exposição à nicotina na adolescência pode afetar o desenvolvimento do cérebro, especialmente áreas relacionadas à atenção, aprendizagem, humor e controle de impulsos, além de aumentar a vulnerabilidade à dependência de nicotina ao longo da vida”, diz. “Esses dispositivos também podem expor os usuários a substâncias tóxicas, incluindo partículas ultrafinas, compostos orgânicos voláteis e metais pesados. Também estão associados a riscos respiratórios e cardiovasculares”, acrescenta. Medidas O diretor executivo da Fundação do Câncer defendeu que sejam adotadas medidas no Brasil para coibir a produção de vapes. Citou o exemplo da Inglaterra, que foi sempre muito liberal e é o país onde a indústria do tabaco mais se desenvolveu. “Mas, dada a catástrofe que a indústria do tabaco e os cigarros eletrônicos causaram, com os problemas pulmonares em jovens, a Inglaterra proibiu a venda de qualquer produto de tabaco para quem nasceu depois de 1º de janeiro de 2009.” Além disso, o país ampliou medidas para restringir a publicidade, promoção, apresentação e o apelo dos vapes entre crianças e adolescentes. “Eu acho que a gente tem que caminhar nesse sentido”, defende Maltoni. FONTE: AGENCIA BRASIL

Meio Ambiente

Chuvas em Roraima: técnicos federais ajudam na resposta a desastres

Técnicos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) foram enviados para ajudar o estado de Roraima na resposta aos desastres causados pelas chuvas. A previsão é continue chovendo em grande parte do estado nos próximos dias. A equipe técnica vai ajudar nos processos de solicitação de reconhecimento federal de situação de emergência, elaboração de planos de trabalho e liberação de recursos federais para assistência humanitária, restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução, informou o MIDR. Os servidores da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) participaram, neste sábado (30), em Boa Vista, de reuniões com representantes da Defesa Civil de Roraima para monitoramento da situação e alinhamento das ações de resposta. Estragos causados pelas chuvas A chuva acima da média histórica no estado provocou alagamentos, inundações, rompimento de pontes e bueiros, interrupções em rodovias e estradas vicinais, além do isolamento de comunidades indígenas e rurais. Atualmente,  de acordo com o MIDR, são monitorados 18 pontos críticos, incluindo cinco bloqueios totais e três parciais em vias de acesso. Os municípios mais afetados são: Bonfim, Uiramutã, Normandia, Alto Alegre, Amajari, São Luiz do Anauá, Cantá e Rorainópolis. De acordo com a Defesa Civil estadual, os impactos atingiram mais de 5,6 mil pessoas e não há registro de mortes. Entre as áreas mais afetadas, destaque para a região do Jacamim, na cidade de Bonfim, com aproximadamente 100 famílias isoladas. Em Uiramutã, o acesso terrestre de indígenas está comprometido e, em Normandia, comunidades localizadas às margens do Rio Maú foram atingidas pelas cheias. Orientações à população Até a próxima terça-feira (2), a previsão indica acumulados expressivos de chuva em grande parte do estado, com volumes entre 50 e 100 milímetros (mm) por dia. O centro-norte de Roraima deve ser o mais afetado, com maior risco para os municípios de Uiramutã, Bonfim, Normandia e Boa Vista. A orientação é que a população fique atenta aos alertas enviados pelas defesas civis, evite áreas alagadas, não se abrigue em árvores e, em caso de trincas e rachaduras nas paredes ou aumento do nível do rio próximo da residência, saia de casa e procure um abrigo seguro. FONTE: AGENCIA BRASIL

Internacional

Sem artistas, Trump cogita comício em evento da independência dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou que pretende realizar um comício no lugar dos artistas que cancelaram participação no evento de comemoração aos 250 anos da independência dos Estados Unidos. O evento será realizado na próxima quarta-feira (3), em Washington, mas enfrenta resistências pelo viés político que deve marcar a celebração. Notícias relacionadas: EUA passam a designar CV e PCC como organizações terroristas. EUA voltam a atacar Irã, que retalia contra base militar no Kuwait. Casa Branca: suspeito morre após troca de tiros com policiais. Até o momento, a cantora Martina McBride, o rapr Young MC, os cantores Bret Michaels e Morris Day e a banda The Commodores cancelaram participação no evento. Em publicação nas redes sociais nesse sábado (30), Trump disse que pediu a assessores que analisem a viabilidade de realizar o comício. “Solicitei aos meus assessores que avaliem a realização do comício ‘A América Está de Volta’. Somente patriotas estão convidados. Será uma linda celebração da América”, afirmou. Trump também minimizou os cancelamentos e disse que conseguirá atrair um público maior do que os artistas. “Estou pensando em levar a atração número um do mundo. O homem que obtém audiências maiores do que Elvis durante seu auge, sem uma guitarra. O homem que ama nosso país como ninguém e que dizem ser o maior presidente da história”, completou. Fonte:Agência Brasil

Saúde

Expedição leva atendimento em saúde a ribeirinhos de Rondônia

Em uma manhã tranquila de maio, centenas de pessoas se agrupavam em torno da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Calama, um distrito da capital rondoniense, Porto Velho. Elas aguardavam as equipes da expedição Barco Ciência, Saúde e Cidadania, que prestariam atendimento em diversas áreas, em especial de saúde. A iniciativa, na sexta edição, foi um momento em que as comunidades ribeirinhas de Porto Velho puderam ter acesso aos mais diversos serviços. A maioria deles inexistente nas proximidades ou, quando disponível, só por meio de viagens extenuantes, que podem durar até nove horas. A iniciativa foi promovida entre os dias 20 e 24 de maio, pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Pesquisa e Conhecimento de Excelência da Amazônia Ocidental e Oriental (INCT-CONEXAO), rede nacional e internacional de pesquisadores, instituições científicas, empresas e organizações sociais, em parceria com a faculdade Afya São Lucas, de Porto Velho. No barco, mais de 100 pessoas, entre estudantes, professores e pesquisadores, realizaram ações voltadas à saúde, educação e cidadania.  Sexta edição da expedição Barco Ciência, Saúde e Cidadania, que presta atendimento em Calama, distrito de Porto Velho (RO) – Foto: Nubia Abe A expedição percorreu o Rio Madeira, na região conhecida como Baixo Madeira, visitando as comunidades de Calama, Nazaré e São Carlos e levando atendimento direto à população, além de atividades educativas e científicas. Nos dois primeiros dias, o barco atracou em Calama, a maior comunidade da região, onde vivem cerca de 2,3 mil pessoas. “Para a gente vir no posto para fazer exame de malária, um exame comum, a gente tem que vir até Calama. É essa a dificuldade, sair de lá para ser atendida e, quando vem um barco desse, com todo tipo de exame e de consulta, a gente tem que aproveitar. Até porque nem sempre a gente fica sabendo. Como é longe, a gente tem essa dificuldade e, às vezes, quando a gente chega, o barco já foi embora”, relatou. Para conseguir chegar à comunidade de Calama, Vânia contou com a ajuda de uma vizinha, a mesma que fez o aviso da chegada do barco. “Ela soube e eu falei assim: avisa o dia certinho que a gente vai. Eu vim para a casa dela um dia antes e de lá a gente saiu, porque é muito longe. Se eu fosse sair de casa, eu teria que sair meia-noite para chegar aqui umas 7h, e era capaz de nem ter mais vagas”, continuou.  A agricultora familiar Vânia Caetano dos Reis faz exames oftalmológicos disponibilizados pela expedição Barco Ciência, Saúde e Cidadania – Foto: Nubia Abe No dia anterior, a agricultora familiar já havia feito o mesmo trajeto para se consultar. “Ontem eu vim ser atendida por odontologia e o clínico geral, passei também no dentista, por aqui tudo, passei nas belezas também”, disse, se referindo ao atendimento em estética, um dos serviços prestados à população. “Passei também ou também no oftalmologista. Eu sofro da vista desde jovem e como eu mexo com animal, eu andando de cavalo, meu óculos caíam e quebraram”, completou. Nesta edição, os exames de vista foram os mais procurados, a partir de demandas prévias da população e dada a falta de oftalmologistas para atender as comunidades ribeirinhas. Mais de 200 atendimentos oftalmológicos foram realizados ao longo da ação. Além disso, uma parceria com uma ótica de Porto Velho resultou na doação de 300 óculos de grau. “Eu consegui e vão sair os óculos que vou receber no dia 12 (de junho)”, comemorou Vânia.  A dona de casa Edna Miranda de Sousa e a neta Bianca Sousa de Castro foram atendidas por equipes da expedição Barco Ciência, Saúde e Cidadania – Foto: Nubia Abe Quem também buscou atendimento foi a dona de casa Edna Miranda de Sousa, de 52 anos, que levou a neta Bianca Sousa de Castro, de 5 anos. Moradora da comunidade São Francisco, nas proximidades de Calama, ela contou que na comunidade onde vive não tem posto de saúde, apenas uma escola de ensino fundamental. “Eu queria saber se ela está com anemia ou alguma coisa, fazer um acompanhamento médico. A Bianca também reclama de pequenas manchas no corpo e pequenas verrugas nas pálpebras”, relatou. “Dói o olho e coça, coça bem muito, bem muito”, resumiu a menina. O atendimento prestado para Edna e Bianca mostra como foi o esquema programado para atender a população ribeirinha. O pró-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Internacionalização da Afya São Lucas, Wuelison Lelis de Oliveira, disse que a operação foi montada para atender a demanda espontânea das comunidades. Segundo Oliveira, quem chegava lá passava primeiramente por uma triagem para identificar o tipo de atendimento. Nessa etapa, já eram aferidos o peso, altura, índice de massa corporal (IMC), pressão arterial e outras necessidades do paciente. Na sequência, a pessoa era direcionada para o atendimento indicado. “Dividimos o fluxo essencial pensando nos atendimentos que estamos trazendo, tanto atendimento médico, enfermagem, oftalmológico, biomédico, nutrição, fonoaudiologia, fisioterapia, psicologia, educação física e a área jurídica também”, disse. “Mas, se hoje a prioridade dele (paciente) é a consulta médica, então primeiro ele passa na consulta médica e depois é encaminhado para o oftalmo”, disse.  O pró-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Internacionalização da Afya São Lucas, Wuelison Lelis de Oliveira, conversa com o venezuelano Luiz Antônio Prado, durante atendimento na expedição Barco Ciência, Saúde e Cidadania –  Foto: Nubia Abe Para prestar todo esse atendimento, a Afya disponibilizou uma série de equipamentos, a exemplo de cadeiras odontológicas, instrumentos para diagnosticar a saúde ocular e equipamentos para exames laboratoriais, com coleta de material e resultado de alguns exames saindo quase que imediatamente. Todo o equipamento transportado no barco da expedição. Quem gostou foi o pequeno Azafi Pitangui, que recebeu atendimento odontológico, para retirada de cárie e limpeza dental. Morador de Calama, ele ficou empolgado com os atendimentos. “Gostei do dentista, mas não chorei, não! Ele só colocou a massinha três vezes e depois não saiu, não”, relatou o pequeno, que disse ainda querer ser médico. “Porque é muito legal ajudar as outras pessoas, é bom e faz bem.” Distância é desafio Para o estudante de odontologia Jonatas Ponce, a participação na expedição foi uma oportunidade de

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