SÃO PAULO, SP () – O DJ Alok foi nomeado embaixador global da boa vontade do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) nesta terça-feira (2). O anúncio reconhece a atuação do artista em projetos socioambientais e sua participação em iniciativas ligadas ao combate às mudança climática, e foi divulgado junto ao lançamento da campanha do Pnuma para o Dia Mundial do Meio Ambiente de 2026. A ação usará o hit “Deep Down” como trilha sonora de uma mobilização global que pretende incentivar a conscientização ambiental por meio da música e das redes sociais. Nos últimos anos, o artista tem ampliado a atuação em causas ambientais por meio do Instituto Alok, criado em 2020. Segundo dados divulgados pela organização, projetos apoiados em diferentes regiões do Brasil beneficiaram mais de 1,7 milhão de pessoas, incluindo iniciativas de reflorestamento, saúde e valorização de povos indígenas. Em nota, o produtor afirmou que a natureza e os povos originários influenciaram diretamente sua trajetória pessoal e musical. “Ser nomeado embaixador da boa vontade do Pnuma é uma responsabilidade que carrego com profundidade”, declarou. Essa não é a primeira vez que Alok se envolve em agendas ambientais internacionais. O DJ já atuou como embaixador da COP30 e integrou a lista TIME100 Climate, que reúne personalidades consideradas influentes no enfrentamento da crise climática. Leia Também: Após polêmica em show, Nattan é confirmado de volta ao São João de Maracanaú
SÃO PAULO, SP (UOL/) – Longe das novelas desde “Império” (2014), Maria Ribeiro, 50, está de volta aos folhetins em “Quem Ama Cuida”, nova trama de Walcyr Carrasco e Claudia Souto. Atriz interpreta Bia, uma mulher apaixonada pelo marido, César (Rainer Cadete), e pela filha, Luiza, que dedica a vida à família e enfrenta a própria insegurança para manter o casamento que considera perfeito. O retorno marca uma nova fase na trajetória da atriz, que passou a última década dividida entre cinema, teatro, literatura, direção e televisão. “Estou com 50 anos. São mais de 20 peças de teatro, 18 filmes como atriz, quatro como diretora, três como roteirista, muitas séries, quatro anos de ‘Saia Justa’, vários programas como apresentadora, quatro livros, muita coisa. Mas, por incrível que pareça, fiz poucas novelas. Sete ou oito.” Maria admite que Bia representa um desafio justamente por estar distante de suas convicções pessoais. “Bia é uma mulher apaixonada, alguém que deposita todas as suas fichas no casamento. Pra mim, isso é bastante desafiador. Estou acostumada a interpretar mulheres independentes e eu mesma, na minha escrita, tenho sido porta-voz de uma certa liberdade que acredito ser importante para quem sempre teve que viver em um mundo gerido pelo patriarcado”. “Ao mesmo tempo, também precisamos enxergar como liberdade a mulher que opta por se dedicar única e exclusivamente a sua família.” Na trama, Bia é especialista em visual merchandising de luxo, mas vive em função do marido e da filha. Extremamente apaixonada, ela também é controladora e ciumenta. “Ela é completamente apaixonada pelo César e pela Luiza. A vida dela é em função deles. Ela é muito ciumenta, muito protetora e defende o marido com unhas e dentes”. Apesar dos conflitos que virão pela frente, Maria destaca que a novela começa apresentando um casal feliz -algo que, segundo ela, tem sido raro na dramaturgia. “Está sendo bonito ver esse amor. Acho que isso está faltando na televisão: casais felizes. Claro que uma hora vai haver conflito, porque é isso que move a dramaturgia, mas estamos construindo uma relação muito apaixonada.” A química com Rainer Cadete foi imediata, garante a atriz. “Eu e Rainer demos muito certo. Rolou uma química muito forte entre a gente. A câmera lê a intimidade entre os atores, então a gente tem se encontrado fora das gravações também. Estamos fazendo um casal que tem tesão, humor e cumplicidade”. O convite para integrar a novela veio acompanhado de outro fator importante para a atriz: trabalhar ao lado de pessoas que admira. “Atualmente tenho tido, mais do que tudo, vontade de trabalhar com pessoas que amo. O camarim hoje me importa tanto quanto o projeto”. Maria também cita o desejo de voltar a trabalhar com Walcyr Carrasco e a amizade de longa data com a diretora Amora Mautner como decisivos para aceitar o papel. “Eu queria muito trabalhar com a Amora. A gente trabalha tanto que, se não trabalha com as pessoas que ama, acaba vendo menos as pessoas que ama”. Mesmo mantendo uma agenda intensa, a atriz diz que tem buscado equilibrar a carreira com a vida pessoal. Além da novela, ela prepara um novo livro, retorna aos palcos no fim do ano e acaba de lançar o filme “Resta Um”. Ainda assim, faz questão de reservar tempo para a família. “Quero curtir minha mãe, que está no finzinho da vida, meus filhos que daqui a pouco saem de casa, meus amigos. Não quero perder nenhum dia”. Leia Também: Após polêmica em show, Nattan é confirmado de volta ao São João de Maracanaú
O Corpus Christi, uma celebração da Igreja Católica que exalta a presença de Jesus Cristo no sacramento da Eucaristia, será na próxima quinta-feira (4). O calendário de feriados do governo federal determina que, neste ano de, a data seja considerada ponto facultativo, assim como a sexta-feira (5). Alguns municípios, no entanto, consideram a celebração como feriado. Nos locais onde o Corpus Christi é ponto facultativo, o governo dispensa a obrigatoriedade do expediente nas repartições públicas. Contudo, a decisão de liberar os servidores cabe aos dirigentes dos órgãos. Nas empresas privadas, os funcionários podem trabalham normalmente, incluindo estagiários e terceirizados. A folga depende de acordos internos. “A lei federal delega aos municípios e aos estados a decisão sobre esse dia ser feriado ou não. É por isso que, enquanto em alguns lugares o comércio, os mercados e as empresas são obrigados a fechar, talvez na cidade vizinha, tudo vai abrir. E talvez isso gere um pouco de confusão para as pessoas”, explica o advogado trabalhista e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), João Pedro Marsillac. Nos locais onde aplica-se o feriado, caso as empresas escolham permanecer com o expediente, os funcionários com carteira assinada (CLT) devem receber o dobro da remuneração paga. A quebra de pagamento adicional pode gerar ações trabalhistas contra a empresa, como aponta Marsillac: “Nesse caso, o próprio judiciário vai analisar a validade disso e, caso realmente a empresa esteja incorreta, e tenha subtraído dos empregados esse pagamento adicional, a empresa será condenada a indenizar por essas horas que não foram pagas. Ainda existe a possibilidade de os empregados fazerem uma reclamação via seu sindicato ou até para o Ministério do Trabalho”, disse o advogado trabalhista. Os estagiários também podem trabalhar em feriados, mas não recebem nenhum tipo de compensação salarial. Apesar disso, a Lei do Estágio determina que um empregado deve supervisionar as atividades do funcionário. “Se ele (o supervisor) estiver de folga, o estagiário não poderia trabalhar, pois retira-se aí a função pedagógica do estágio,” explicou João Marsillac. Os trabalhadores nas modalidades de pessoa jurídica (PJ) e Microempreendedor Individual (MEI) também não possuem nenhuma restrição para trabalhar nos feriados, visto que são prestadores de serviço, não empregados. Confira as capitais onde o dia de Corpus Christi é considerado feriado: Aracajú (SE)Belo Horizonte (MG)Boa Vista (RR)Campo Grande (MS)Cuiabá (MT)Curitiba (PR)Florianópolis (SC)Fortaleza (CE)Goiânia (GO)Macapá (AP)Maceió (AL)Manaus (AM)Natal (RN)Rio de Janeiro (RJ)Salvador (BA)São Luiz (MA)São Paulo (SP)Teresina (PI)Vitória (ES) A celebração católica é ponto facultativo em: Belém (PA)João Pessoa (PB)Palmas (TO)Porto Velho (RO)Porto Alegre (RS)Rio Branco (AC) O governo de Pernambuco mudou oficialmente o ponto facultativo de Corpus Christi para o dia 23 de junho, véspera de São João. Leia Também: Anvisa suspende lotes de medicamentos para controle de pressão e para câncer; entenda
RIO DE JANEIRO, RJ () – Após a repercussão negativa de sua apresentação no último fim de semana no São João de Maracanaú, no Ceará, Nattan, 27 voltará a subir ao palco do evento no próximo sábado (6). A participação do cantor foi oficializada pela organização da festa dias depois de ele pedir desculpas ao público e prometer retornar à cidade para compensar o show que considerou abaixo do esperado. Em comunicado, a Prefeitura de Maracanaú informou que o retorno do artista não acarretará custos adicionais ao município nem exigirá uma nova contratação. A apresentação ocorre em alinhamento com o compromisso assumido por Nattan após a polêmica. O cantor admitiu que não entregou o desempenho esperado durante o show realizado na última sexta-feira (29). Vídeos que circularam nas redes sociais mostram o artista sem camisa e correndo pelo palco, o que gerou críticas de internautas. O parceiro da influenciadora Rafa Kalimann,33, foi acusado por parte do público de estar alcoolizado durante a apresentação. Em seguida, Nattan reconheceu que consumiu bebida alcoólica antes de subir ao palco e pediu desculpas aos fãs. Segundo ele, a empolgação com a apresentação acabou influenciando seu comportamento. “Tinha uma semana que eu estava animado e ansioso para o show de Maracanaú, e acabamos tomando uma no camarim. Acho que me emocionei demais, de tanto que eu estava querendo viver aquele momento”, afirmou. A programação do sábado (6) contará ainda com shows de Limão com Mel, Mastruz com Leite, Magníficos, Forró Real, Toca do Vale e Japinha. Leia Também: Ana Castela esclarece ida ao hospital e diz que adiou cirurgia
Uma mulher de 35 anos ficou ferida após cair em um bueiro enquanto caminhava por uma calçada no Rio de Janeiro, na manhã do último domingo (31). O acidente foi registrado por câmeras de segurança e as imagens rapidamente repercutiram nas redes sociais. Fabiana Rosa seguia para o trabalho quando pisou sobre uma tampa de bueiro que estava mal encaixada. Ao ceder, a estrutura abriu e a mulher despencou no buraco. Antes da queda, ela ainda bateu a cabeça na borda da abertura. As imagens mostram que, logo após o acidente, a tampa voltou à posição original, deixando Fabiana presa dentro do bueiro. Um motociclista que passava pelo local presenciou a cena e prestou socorro imediatamente, ajudando a retirar a mulher do buraco. Ela foi encaminhada ao Hospital Federal do Andaraí, na zona norte do Rio, onde recebeu atendimento por ferimentos leves na cabeça, nos braços, nas pernas, no peito e nas costas. Em entrevista à imprensa local, Fabiana relatou os momentos de desespero que viveu após a queda. “Pensei que fosse morrer. A água chegava ao meu peito e o buraco era muito fundo”, contou. A principal linha de investigação aponta que a tampa do bueiro teria sido danificada durante uma tentativa de furto. Segundo as autoridades, câmeras de monitoramento registraram dois homens mexendo na estrutura pouco antes do acidente. De acordo com a polícia, os suspeitos tentaram retirar a tampa para roubá-la, mas acabaram abandonando a ação. A peça teria sido recolocada de forma inadequada, o que provocou o acidente horas depois. A prefeitura informou que a tampa já foi substituída e que equipes de manutenção foram acionadas para verificar a segurança da estrutura e garantir que ela esteja devidamente fixada. Assista ao momento acima detalhado no vídeo que está disponível na nossa galeria de imagens. Em depoimento no Tribunal do Júri, Jairinho admitiu que costumava dar “bandas” em Henry Borel como forma de brincadeira, mas negou agressões e tortura. Réu afirmou que está sendo acusado injustamente e pediu que os jurados baseiem a decisão apenas nas provas apresentadas no julgamento | 04:15 – 03/06/2026
A necessidade de integrar as agendas globais de clima, biodiversidade e combate à desertificação marcou o primeiro dia da Rio Nature & Climate Week (RNCW), a semana do clima no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (2). A conferência principal trouxe, ao longo do dia, representantes dos setores público, privado, acadêmico e da sociedade civil em debates sobre desafios relacionados ao clima, à natureza e ao desenvolvimento. Segundo os organizadores, o encontro busca fortalecer, até o dia 6 de junho, o papel do Brasil e do Sul Global nas discussões internacionais sobre sustentabilidade. O último painel da noite reuniu a presidente do Instituto Talanoa, Natalie Unterstell, a diretora-executiva da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), Ana Toni, e o presidente da 15ª Convenção das Nações Unidas para Combate à Desertificação e à Seca (UNCCD COP15), Alain-Richard Donwahi. Para os participantes, a coordenação entre os três acordos internacionais originados da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992, é fundamental para acelerar a implementação dos compromissos assumidos pelos países. Atualmente, cada um dos três acordos (clima, biodiversidade e desertificação) possui agendas e políticas separadas. “Por que ter três convenções para tratar do mesmo problema? Porque, no final, estamos falando da nossa relação com a natureza”, afirmou Ana Toni. A diretora da COP30 destacou ainda que uma agenda concreta capaz de unir esforços das três convenções internacionais é a que envolve a recuperação de áreas produtivas e ecossistemas degradados. “São 250 milhões de hectares de terras degradadas que precisam ser recuperadas até 2030. Isso é fundamental para o clima. É fundamental para a Convenção de Desertificação e é absolutamente fundamental para a biodiversidade”, afirmou. Segundo a presidente do Instituto Talanoa, o Rio de Janeiro pode ser novamente um espaço de destaque para que surja uma articulação entre as agendas ambientais globais. “Temos grandes ambições de fazer da cidade, que é o berço das três convenções, ser berço da junção e da integração entre elas”, disse Natalie. “A integração entre as diferentes conferências não é só uma questão conceitual, institucional. É uma necessidade muito prática para acelerar os resultados, para evitar duplicações ou triplicações, no caso. E, claro, para apoiar realmente os resultados que a gente precisa”, complementou. Alain-Richard Donwahi defendeu que um problema une as três convenções ambientais. “O problema da desertificação e a restauração das terras estão no centro. Porque, quando falamos sobre clima, precisamos da água, do ciclo da água, que é proporcionado pela terra. Quando falamos sobre perda de biodiversidade, precisamos do solo, precisamos da terra, que é o lar da biodiversidade. Não podemos continuar falando de três convenções separadas. Precisamos agir como uma só. Três equipes, uma convenção”, disse Donwahi. Segundo ele, os países já acumulam decisões importantes, mas enfrentam dificuldades para transformar compromissos em ações concretas. “Nós falamos demais. Temos reuniões demais todos os anos. Tomamos boas decisões, decisões muito importantes, mas não as aplicamos. Porque não trabalhamos juntos”, declarou. FONTE: AGENCIA BRASIL
Em discurso no Hospital Universitário de Rio Verde (GO), nesta terça-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de ter pedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para “intervir no Pix” brasileiro. “O tal do bolsonarista foi nos Estados Unidos. Ele não estava focado e pediu para o Trump intervir no Pix brasileiro. Você acha que a gente vai deixar? Não vai deixar”, disse o presidente No final do mês passado, Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência da República, reuniu-se com Trump na Casa Branca, em Washington, em companhia do irmão, o autoexilado ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, ambos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Dias depois do encontro, o governo dos Estados Unidos anunciou que passaria a classificar as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Hoje, os norte-americanos divulgaram relatório em que acusam o Pix de prejudicar “injustamente” as empresas que prestam serviços de pagamento eletrônico, como MasterCard, Visa e o Whatsapp Pay, além de propor nova taxação aos produtos brasileiros. Mais cedo, em evento em Catalão (GO), Lula criticou diretamente Flávio Bolsonaro, dizendo que ele agora nega que tenha pedido interferência de Trump nas tarifas brasileiras. “Esse cidadão hoje aparece na imprensa dizendo: ‘eu não falei nada’. Todo covarde é assim”, disse. “Ele não sabe que ele não vai prejudicar o Lula. Ele vai prejudicar é o povo brasileiro. Ele vai prejudicar os empresários brasileiros. Ele vai vai prejudicar é o agronegócio”, completou Lula. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) listou nesta terça-feira o impacto financeiro e os setores produtivos que correm risco caso a proposta dos Estados Unidos de taxar em 25% os produtos brasileiros venha a ser implementada. A decisão tarifária ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano. Em suas redes sociais, Flávio Bolsonaro afirmou que pediu a Trump para não taxar os produtos brasileiros no encontro no final de maio. O senador afirmou ainda que enviou uma carta ao presidente dos EUA reforçando sua posição. Pix assusta EUA Para o presidente Lula, o Pix é mais vantajoso que sistemas de empresas estadunidenses e, por isso, assusta os EUA. A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) saiu em defesa do sistema de pagamento brasileiro. Segundo a entidade, o Pix é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial. A Febraban considera que a tecnologia favorece “a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos e consequentemente da atividade econômica”. De acordo com a entidade, não existem barreiras para a entrada de novos participantes, independentemente do porte ou segmento de atuação. SUS No evento de Rio Verde, o presidente Lula visitou o hospital universitário que atende integralmente pelo SUS. A unidade realizou, em janeiro, a primeira cirurgia do Centro-Oeste com o sistema cirúrgico robótico Da Vinci X, um dos sistemas mais modernos do mundo, que proporciona maior precisão, segurança e recuperação mais rápida aos pacientes. Na ocasião, dois pacientes, com câncer de próstata, foram submetidos ao procedimento cirúrgico de forma robótica. Essas duas cirurgias foram feitas com sucesso e os dois pacientes seguem em recuperação. Segundo o governo, a incorporação dessa tecnologia ao SUS do município representa um passo decisivo na redemocratização do acesso a procedimentos de alta complexidade, que tradicionalmente estavam restritos à rede privada. O presidente destacou que todo brasileiro que precise fazer radioterapia deve ter acesso gratuito em igualdade de condições. “A Constituição diz que todos nós somos iguais perante a Constituição. O SUS é possivelmente o melhor e único sistema de saúde que existe num país com mais de 100 milhões de habitantes”, afirmou. Ele chegou a tirar o chapéu para falar sobre o tratamento contra o câncer de pele em seu couro cabeludo. “Você está vendo minha cabeça? Está machucada porque eu tive um câncer de pele e eu estou tratando para ficar bonitão”. FONTE: AGENCIA BRASIL
A bolsa brasileira fechou em alta, e o dólar recuou nesta terça-feira (2), mesmo em meio ao aumento da tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos. O Ibovespa avançou 1,16%, aos 174.197 pontos, enquanto a moeda americana caiu 0,24%, encerrando o dia cotada a R$ 5,009. O desempenho dos ativos brasileiros ocorreu apesar da proposta do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros a partir de 15 de julho. A medida integra uma investigação sobre supostas práticas comerciais consideradas desleais pelos americanos. Apesar das ameaças do governo de Donald Trump, o mercado concentrou atenção no ambiente externo mais favorável ao risco, deixando as preocupações comerciais em segundo plano. >>Saiba argumentações apresentadas em relatório para taxar Brasil Recuperação da bolsa No acumulado da semana, a bolsa registra ganho de 0,24%. Em 2026, a valorização chega a 8,11%. O cenário político também permaneceu no radar. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que as negociações com Washington sejam conduzidas pelos ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O governo brasileiro classificou como injusta a proposta americana de elevar tarifas sobre produtos nacionais. >> Siga o canal da Agência Brasil no Câmbio No mercado de câmbio, o dólar comercial acompanhou o movimento global de enfraquecimento da moeda frente a divisas de países emergentes. A cotação oscilou entre R$ 5,0003 e R$ 5,0245 durante o dia, mas encerrou próxima da estabilidade, pouco acima do nível de R$ 5. No acumulado de 2026, a moeda estadunidense registra queda superior a 8% em relação ao real. Parte da valorização da moeda brasileira foi provocada pelo fluxo de recursos para a bolsa e pelos juros altos do país na comparação com outras economias. As negociações entre Estados Unidos e Irã também influenciaram os mercados globais, com investidores acompanhando possíveis avanços para uma solução diplomática no Oriente Médio. Petróleo avança Os preços do petróleo encerraram o dia em alta diante da cautela dos investidores sobre as conversas entre Washington e Teerã. O barril do Brent, referência internacional, subiu 1,07%, fechando a US$ 96. O WTI, do Texas, avançou 1,74%, para US$ 93,76. O mercado segue monitorando a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. A ausência de sinais concretos de avanço nas negociações mantém preocupações com a oferta da commodity e sustenta os preços em patamares elevados. * com informações da Reuters FONTE: AGENCIA BRASIL
O brasileiro João Fonseca, número 30 do mundo, deu adeus à luta pelo título de Roland Garros, na França. Após uma campanha histórica no saibro parisiense, o carioca de 19 anos foi eliminado por outro expoente da nova geração, o tcheco Jakub Mensik, de 20 anos, atual 27º no ranking mundial. Com um saque potente, boas finalizações e devoluções perfeitas, Mensik ditou o ritmo da partida, vencendo por 3 sets a 0 com parciais de 6/4, 6/3 e 7/6 (3), após 2h44min de embate na quadra Philippe-Chatrier , a principal de Roland Garros. Desde 2006, o público de Roland Garros não assistia um confronto de jovens talentos do tênis mundial. Na ocasião, o espanhol Rafael Nadal, de 20 anos, derrotou o sérvio Novak Djokovic. Nas semifinais, Mensik terá pela frente o alemão Alexander Zverev, número 3 do mundo, que eliminou hoje o jovem espanhol Rafael Jodar (29º). Notícias relacionadas: Fonseca elimina Djokovic em Roland Garros com vitória épica. João Fonseca derrota Casper Ruud e vai às quartas de Roland Garros. João Fonseca vira sobre croata e vai encarar Djoko em Roland Garros. Muito bem João 🇧🇷#RolandGarros pic.twitter.com/wFViirbpNT -Roland-Garros (@rolandgarros) 2 de junho de 2026 Apesar do revés, Fonseca pôs o Brasil de volta às quartas de Roland Garros após um jejum de 22 anos – o último representante do país fora o tricampeão Gustavo Kuerten (1997, 2000 e 2001), em 2004. Antes, apenas Fernando Meligeni (1999) e Thomas Koch (1968) haviam concluído o torneio entre os oito melhores do mundo. Já na chave de simples feminina, Beatriz Haddad Maia chegou às semifinais na edição de 2023. Na próxima atualização do ranking, na segunda-feira (8), João Fonseca deve subir para o 25º ou 26º lugares, por conta das vitórias imponentes que enfileirou em Roland Garros. A melhor posição de Fonseca foi o 24º lugar em outubro do ano passado. No último domingo (31), o carioca desbancou o sérvio Novak Djokovic, número 4 do mundo, dono de 24 títulos de Grand Slam, três deles em Paris. Fonseca derrotou Djoko de virada por 3 sets a 2 após quase cinco horas de jogo. Quem também ficou pelo caminho foi o norueguês Casper Ruud (16º), conhecido pelo apelido de “Príncipe do Saibro”. Com dois vice-campeonatos em Paris, Ruud foi eliminado por Fonseca nas oitavas, por 3 sets a 1, após quase 4 horas de duelo. A dupla da brasileira Luisa Stefani (à direita na foto) com a canadense Gabriela Dabrowski vão buscar vaga na final na próxima sexa (5), contra a parceria da da norte-americana Taylor Townsend com a tcheca Katerina Siniakova – Nora Stankovic/Divulgação Stefani alcança 1ª semi em Roland Garros Pela manhã, a paulista Luisa Stefani avançou pela primeira vez na carreira às semifinais de duplas em Paris. Ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, a brasileira derrotou a parceria da alemã Laura Siegemund com a russa Vera Zvonareva (cabeças de chave 11), por 2 sets a 0, com parciais de 6/4 e 7/5. A parceria Brasil-Canadá volta à quadra na próxima sexta (5) contra a dupla da norte-americana Taylor Townsend com a tcheca Katerina Siniakova. “Ótimo jogo, grande vitória diante de um time super experiente. Fomos bem nos games de saque, importante para fechar em dois sets. As condições hoje estavam mais lentas, com o teto fechado, o que favorece mais o estilo delas e soubemos lidar bem com essas adversidades. Agora é encarar a revanche contra Townsend e Siniakova tanto de Miami quanto no ano passado quando perdi aqui para elas nas oitavas”, disse Stefani, campeã ao lado de Dabrowski do WTA 500 de Estrasburgo (França) nesta temporada. Demoliner nas quartas de final de duplas A partir das 7h (horário de Brasília) a dupla do gaúcho Marcelo Demoliner com o indiano Sriram Balaji entra em quadra por uma vaga nas semifinais de Roland Garros. Eles terão pela frente a parceria do australiano Henry Patten com o filandês Harri Heliövaara. A dupla Brasil-Índia passou às quartas ao vencer os alemães Puetz e Krawietz (cabeças de chave 6) por 2 sets a 0 (7/5 e 6/4) na última segunda (1º). Fonte:Agência Brasil
Os problemas ambientais que mais afligem moradores de capitais brasileiras atualmente são alagamentos e inundações, de acordo com a pesquisa Viver nas Cidades: Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, divulgada nesta terça-feira (2) pelo Instituto Cidades Sustentáveis e Ipsos-Ipec. A preocupação foi manifestada como a principal em Porto Alegre (para 64% dos entrevistados), Goiânia (50%), Belo Horizonte (49%), Recife (41%) e Rio de Janeiro (40%). Para os habitantes de São Paulo, o que mais exige atenção é a poluição atmosférica (51%). O levantamento, que contabilizou respostas de 3,5 mil entrevistas online, também abrangeu os municípios de Belém, Fortaleza, Manaus e Salvador. Enchentes e alagamentos também ficam no topo da lista da parcela dos entrevistados com maior nível de escolaridade (43%) e entre as classes A/B (43%) e C (40%). Entre as classes D/E, têm menor importância (28%). Já a poluição do ar foi mais citada pelos participantes do levantamento com maior renda familiar – mais de cinco salários mínimos (39%) e de dois a cinco salários mínimos (37%), na comparação com quem tem renda de até dois salários (31%). Também foi mais indicado pelas pessoas pertencentes às classes A/B (38%) e C (34%), enquanto não é tão lembrado pelas das classes D/E (24%). O coordenador-geral do Cidades Sustentáveis, Jorge Abrahão, observa uma mudança de percepção sobre a realidade. Segundo ele, anteriormente, as pessoas ressaltavam mais tópicos relacionados à educação e saúde e não tanto a demandas relativas ao meio ambiente. Abrahão critica a morosidade com que autoridades governamentais apresentam ou tentam apresentar soluções. “Só depois de um fato consumado é que se vai de fato trabalhar a questão”, diz. Muitas vezes, exemplifica ele com um hipotético dilema entre consertar o asfalto e desenhar um plano de prevenção ambiental, os gestores deixam de priorizar a área ambiental porque não garante a mesma projeção. “Ele (o governante) vai lá e asfalta, porque aquilo dá visibilidade, dá retorno.” Impactos Os pesquisadores registraram as impressões da população sobre os principais impactos das mudanças climáticas em seu dia a dia. O calor excessivo aparece em primeiro lugar, com 33%, seguido pela poluição do ar (22%). O preço dos alimentos (15%) e as enchentes (11%) aparecem em terceiro e quarto lugares, respectivamente. A deputada federal e ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima Marina Silva (Rede-SP) participou do lançamento da pesquisa e destacou a necessidade de implementar e sustentar uma série de medidas práticas. “Não dá para a União ser a única cobrada”, afirma ela, que defende a composição de um conselho nacional de segurança climática, um comitê técnico nos moldes do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), da Organização das Nações Unidas, e de um marco regulatório que trate mais esmeradamente do conceito de emergência climática. Segundo a pesquisa, 84% dos entrevistados afirmam que as prefeituras podem contribuir no combate às mudanças do clima. Marina Silva diz que, em matéria ambiental, o mundo está exposto hoje a uma “pedagogia do luto, da perda” e aprendendo por meio da dor. E, no caso do Brasil, este ano de eleições, deverá ser “desafiador”, em virtude do El Niño e da escolha de figuras que “vão baixar a guarda” e irão adotar uma postura mais política e diplomática, sem bater tanto de frente para lutar por certas convicções que os fariam perder votos. Para a deputada federal, faltam elementos, caso se mantenha somente uma agenda de mitigação e adaptação interminável. “É isso que a gente precisa enfrentar cada vez mais com políticas públicas que dialoguem com os três níveis de enfrentamento do problema”, argumenta. “Não é só questão de adaptar e mitigar, mas de transformar em modelo sustentável de desenvolvimento.” Pesquisa A pesquisa Viver nas Cidades: Meio Ambiente e Mudanças Climáticas foi elaborada com apoio do Sesc SP. Os questionários foram aplicados no período de 1º a 27 de dezembro de 2025, entre pessoas com 16 anos ou mais, com residência nas capitais contempladas havia pelo menos dois anos. Viabilizado no âmbito do Programa Cidades Sustentáveis, conta com o cofinanciamento da União Europeia, como parte do Programa de fortalecimento da sociedade civil e dos governos locais para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A iniciativa também resulta de colaboração com a Frente Nacional dos Prefeitos e Prefeitas (FNP) e a Estratégia ODS. FONTE: AGENCIA BRASIL