Pantanal News

Vigilância Sanitária orienta sobre compra de pescado na Semana Santa
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Vigilância Sanitária orienta sobre compra de pescado na Semana Santa

UM Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde do Rio (SES-RJ) orienta os consumidores sobre a qualidade do pescado neste período da Semana Santa. Dicas simples podem reduzir os riscos de intoxicação alimentar, neste momento em que o consumo de peixes e frutos do mar aumenta. “Com atenção na compra, no armazenamento e no preparo dos alimentos, é possível evitar riscos e garantir um momento de celebração saudável”, destacou a superintendente de Vigilância Sanitária da SES-RJ, Helen Keller. A nutricionista Jussara Salgado explica que há sinais claros de que o pescado está fresco. Por serem altamente perecíveis, peixes e frutos do mar podem se deteriorar rapidamente se não forem mantidos nas condições adequadas de conservação. “O peixe deve ter carne firme, escamas brilhantes e bem aderidas à pele, olhos salientes e brilhantes, além de guelras vermelhas e cheiro suave, característico.” O consumidor deve evitar produtos com odor forte, semelhante ao de amônia, ou que não estejam devidamente refrigerados. “O pescado precisa estar sobre uma camada de gelo, sem contato direto, e protegido por plástico adequado. Já os congelados devem estar bem armazenados, sem sinais de descongelamento, como embalagem úmida ou amolecida”, explicou a nutricionista. Caraterísticas do peixe próprio para o consumo: assinaturas de carne; escamas aderentes à pele; olhos brilhantes; guelras avermelhadas; cheiro suave. Armazenamento A recomendação é que o pescado seja armazenado o mais rápido possível após a compra. Em casa, deve ser limpo (com retirada de vísceras, escamas e resíduos), e guardado em recipiente fechado na geladeira. O consumo do peixe cru deve ocorrer em até 24 horas. Já o alimento cozido pode ser mantido por até três dias, desde que refrigerado adequadamente. “Durante o preparo, a higiene é essencial. Lavar bem as mãos antes e depois de manipular alimentos, higienizar utensílios e evitar o contato entre alimentos crus e cozidos são medidas simples, mas eficazes”, acrescentou Jussara Salgado. Risco de intoxicação A ingestão de pescado contaminado pode causar intoxicação alimentar com sintomas como náuseas, vômitos, diarreia e, em casos mais graves, levar à hospitalização. “O pescado é um alimento rico em proteínas e muito sensível. Quando não é manipulado corretamente, pode favorecer a proliferação de bactérias e a produção de toxinas prejudiciais à saúde”, alertou a superintendente Helen Keller. Para evitar problemas, a orientação é planejar as compras, adquirir os produtos e preparar os alimentos o mais próximo possível do momento de servir. No caso de pratos frios, como saladas, a recomendação é mantê-los sob refrigeração até o consumo. No caso do bacalhau, o dessalgue deve ser feito sob refrigeração, nunca em temperatura ambiente, reduzindo o risco de contaminação. A superintendente reforça que o consumidor é peça-chave na prevenção de riscos. Ao identificar irregularidades, como produtos mal conservados ou condições inadequadas de higiene, é importante acionar a vigilância sanitária do município. Especialistas e estudos apontam práticas simples, como atividade física, alimentação equilibrada, sono adequado e relações sociais, que contribuem para viver mais e com saúde, além de reduzir riscos de doenças crônicas e melhorar o bem-estar físico e mental | 06:30 – 31/03/2026

Mulher morre atropelada por caminhão que prestava serviço para a Sabesp
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Mulher morre atropelada por caminhão que prestava serviço para a Sabesp

Vocêm caminhão que prestava serviço para a Sabesp atropelou uma mulher de 79 anos em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, na quarta-feira, 1º. Iracema de Jesus Felizardo chegou a ser socorrida pelo Samu, mas faleceu. A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). A Sabesp afirmou estar colaborando com as investigações e ter tomado as medidas cabíveis junto à prestadora de serviço “para que todo suporte seja assegurado à família”. “A companhia lamenta profundamente o ocorrido e se solidariza com a família da vítima”, informou em nota. O 3º Distrito Policial de São Bernardo investiga os motoristas por homicídio culposo na direção de veículo. “Diligências estão em andamento e laudos periciais serão analisados assim que finalizados”, informou a SSP-SP. O episódio ocorreu na Estrada dos Casa, em São Bernardo do Campo. Iracema atravessava a rua quando foi atropelada por um caminhão e, logo em seguida, por um carro, segundo informações relatadas à Polícia Militar. Dados constam da nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz. Para os pesquisadores, diante desse quadro, a imunização contra a influenza se torna ainda mais necessária Agência Brasil | 14:47 – 02/04/2026

Saúde

Casos de influenza A continuam a crescer no Brasil, diz Fiocruz

O número de casos de influenza A permanece em crescimento no Brasil. De acordo com a nova edição do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a maior parte dos estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste está em alerta por causa da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que representa risco ou alto risco com sinal de crescimento. O Boletim alerta que a influenza A, vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus são as causas na maioria dessas ocorrências de SRAG e podem resultar em morte nos casos mais graves. Conforme os registros do InfoGripe, divulgados nesta quarta-feira (1º), nas quatro últimas semanas epidemiológicas, 27,4% foram casos positivos de influenza A; 1,5% de influenza B; 17,7% de vírus sincicial respiratório; 45,3% de rinovírus; e 7,3% de Sars-CoV-2 (covid-19). Nas anotações de óbitos em igual período, entre os registros positivos houve a presença destes mesmos vírus com 36,9% de influenza A, de 2,5% influenza B, 5,9% de vírus sincicial respiratório, 30% de rinovírus e 25,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19). “O estudo é referente à Semana Epidemiológica 12, período de 22 a 28 de março”, acrescentou a Fiocruz no texto de divulgação do Boletim. Vacinação Para os pesquisadores, diante desse quadro, a imunização contra a influenza se torna ainda mais necessária, o que pode ser facilitado pela Campanha Nacional de Vacinação que teve início no sábado passado (28), nessas regiões onde vem sendo registrado o avanço dos casos. A ação, que é realizada anualmente pelo Ministério da Saúde, com apoio de estados e municípios, continua até 30 de maio e a população pode procurar a imunização gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). “É fundamental que pessoas dos grupos prioritários como idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e da educação estejam em dia com a vacina contra a influenza”, afirmou a pesquisadora da Fiocruz Tatiana Portella. Ela chama atenção ainda para a importância das gestantes a partir da 28ª semana se vacinarem contra o VSR, para garantir proteção aos bebês desde o nascimento. A pesquisadora recomendou também que as pessoas dos estados onde ocorrem evolução de SRAG usem máscaras em locais fechados e com maior aglomeração, principalmente, as que integram os grupos de risco. Tatiana Portella ressaltou, ainda, a importância de manter a higiene, como lavar sempre as mãos. “Em caso de sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é manter o isolamento. Se isso não for possível, a orientação é sair de casa usando uma máscara de boa qualidade, como PFF2 ou N95”, sugeriu. FONTE: AGENCIA BRASIL

Internacional

Preço do petróleo sobe após pronunciamento de Trump

Os preços do petróleo dispararam para cerca de US$ 108 o barril na manhã desta quinta-feira (2), após o pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ocorrido na noite de quarta-feira (1º). Os preços do barril tipo Brent (referência internacional de preço) subiram quase US$ 8. Os contratos futuros do petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos EUA subiram cerca de US$ 10, chegando a US$ 111 por barril e caminhando para sua maior alta absoluta desde 2020. O petróleo WTI é extraído nos Estados Unidos e usado como principal referência de preços da commoditie no mercado daquele país. Em seu discurso, Trump exaltou supostas vitórias no campo de batalha e prometeu ampliar os ataques ao logos das próximas semanas. “Vamos atacar com extrema força nas próximas duas a três semanas. Vamos levá-los de volta à idade da pedra, onde pertencem. Enquanto isso, as negociações continuam”, afirmou. Em diversos momentos, sem apresentar evidências claras, e afirmou ter “destruído e esmagado” forças militares iranianas, como a Marinha e a Força Aérea do país persa. Seu discurso seguiu a linha já adotada por ele nas últimas semanas, onde afirmava via redes sociais ou em comunicados de sua porta-voz, sem qualquer comprovação, que o Irã já estava praticamente derrotado. Enquanto isso, o conflito continua. Trinta e quatro dias de guerra A guerra no Irã foi desencadeada em 28 de fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã. A região concentra países produtores de petróleo e rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz ─ por onde passam 20% da produção mundial ─, o que levou distorções à cadeia de petróleo e escalada de preços no mercado global. Na quarta-feira, o preço do barril tipo Brent era negociado pouco acima de US$ 101 (cerca de R$ 520). Antes da guerra, o óleo era cotado perto de US$ 70. *Com informações da Agência Reuters FONTE: AGENCIA BRASIL

Ovo de Páscoa custa mais que o dobro do chocolate em barra em SP, aponta Procon
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Ovo de Páscoa custa mais que o dobro do chocolate em barra em SP, aponta Procon

Na comparação por quilo, a diferença é expressiva. Enquanto tabletes custam, em média, R$ 131,49, ovos de Páscoa chegam a R$ 291,48 (sem brinquedos) e a R$ 599,36 (com brinquedos), a depender do produto. O levantamento, feito presencialmente em dez grandes redes de varejo da cidade (dois por região no município de São Paulo), nos últimos dias 18 e 19 de março, também mostra disparidades relevantes de preços entre os estabelecimentos da capital paulista, reforçando a orientação clássica do órgão: pesquisar antes de comprar pode gerar economia significativa. Um ovo de Páscoa da Nestlé (Surpresa Dinossauro, 204g) apresentou diferença de 72% entre o menor e o maior preço (de R$ 49,99 a R$ 85,98) encontrado no mercado. Já entre os tabletes, a variação chegou a 100% para chocolates de 80g da Garoto (de R$ 5,99 a R$ 11,99). De acordo com o relatório técnico do Procon-SP, foram analisados ​​162 itens distribuídos em nove categorias típicas da Páscoa: ovos de chocolate, tabletes, caixas de bombom, bolos de Páscoa, azeites, azeitonas, pescados congelados, pescados in natura e legumes. Só fizeram parte da comparação os itens comercializados em, no mínimo, três dos estabelecimentos visitados. Entre todas as categorias, as maiores oscilações de preço foram registradas nas hortaliças (até 233,78% para a cebola), seguidas pela azeitona (181,04% para a verde com caroço). Os pescados in natura, contudo, também tiveram variação considerável (até 157,82% para filé de pescada). A menor oscilação foi dos azeites (47,98%). O levantamento compara ainda os produtos comuns entre as pesquisas efetuadas em 2025 e 2026 pelo Núcleo de Pesquisas da Fundação Procon-SP (136 itens), constatando que os preços subiram acima da inflação. O aumento médio dos produtos foi de 11,16%, enquanto o IPCA do período ficou em 3,81%. Entre os chocolates, a alta foi ainda mais intensa: tabletes subiram 31,66%, bombons 16,28% e ovos de Páscoa 13,64% Além da capital, o Procon realizou pesquisas semelhantes em outras 11 cidades do estado de São Paulo: Araçatuba, Bauru, Campinas, Jundiaí, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos e São Vicente, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Sorocaba. Segundo o órgão, o levantamento tem como objetivo principal retratar o comportamento dos preços no comércio varejista, evidenciando a necessidade de pesquisar antes da compra, já que constatou-se que os produtos podem ter variações consideráveis de preço de um estabelecimento para outro. O órgão ressalta que os preços refletem o momento da coleta e podem variar conforme promoções, estoques e políticas comerciais das redes. Para evitar problemas, a orientação é planejar as compras, adquirir os produtos e preparar os alimentos o mais próximo possível do momento de servir. No caso de pratos frios, como saladas, a recomendação é mantê-los sob refrigeração até o consumo Agência Brasil | 20:40 – 31/03/2026

Feriado de Páscoa deve movimentar 16 milhões de carros nas rodovias de SP
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Feriado de Páscoa deve movimentar 16 milhões de carros nas rodovias de SP

UM saída para o feriado de Páscoa deve causar um trânsito intenso nas rodovias de São Paulo. De acordo com a Agência Reguladora de Transportes de São Paulo (Artesp), as concessionárias esperam tráfego nas rodovias concedidas de mais de 16 milhões de veículos entre esta quinta-feira, 2, e o domingo, 5. O maior fluxo de veículos é esperado nos corredores que ligam a Região Metropolitana a áreas turísticas, principalmente em direção ao litoral e ao interior do Estado. As concessionárias que preveem maior tráfego são, segundo a Artesp: – AutoBan (2,5 milhões de veículos); – Rodoanel Oeste (1,18 milhão); – EixoSP (1,09 milhão); – Novo Litoral (1,06 milhão); – Ecovias Leste Paulista (986 mil). No Sistema Anhanguera-Bandeirantes, a Autoban alerta que na saída para o feriado os horários previstos de maior circulação são nesta quinta-feira, das 16h às 20h, e na sexta-feira, 3, das 9h às 13h. Já para a volta o maior fluxo deve ocorrer no domingo, das 15h às 22h. A concessionária preparou uma Operação Caminhão para o feriadão. Os veículos de carga que se dirigem à Capital pela Rodovia dos Bandeirantes (SP-348) devem pegar um desvio. Os motoristas devem acessar a Via Anhanguera (SP-330) pela saída 48 da Bandeirantes, entre o km 48 e o km 23, entre Jundiaí e São Paulo. No trecho oeste do Rodoanel Mário Covas (SP-021), o período de fluxo mais intenso deve ser o mesmo. A concessionária avisa que os horários com mais tráfego de saída estão previstos para esta quinta, das 16h às 20h, e para sexta, das 9h às 13h. No retorno, a circulação deve ser maior no domingo, das 15h às 22h. O Rodoanel interrompeu as obras em execução para melhorar o fluxo durante o feriado. A empresa pede que os motoristas mudem de faixa se possível quando virem um atendimento de emergência na via. Nas estradas administradas pela EixoSP, a expectativa de pico no trânsito é a partir das 17h desta quinta, com redução do tráfego depois das 23h. Na sexta, a circulação deve ficar mais intensa a partir das 7h, até as 12h. Na volta do feriadão, a concessionária espera movimentação mais intensa entre as 13h e 22h do domingo. As obras nas rodovias da EixoSP também estarão suspensas durante a Semana Santa. Algumas das vias administradas pela empresa incluem a Rodovia Washington Luís (SP-310), a Rodovia Engenheiro Paulo Nilo Romano (SP-225) e Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-225). A Artesp informa que as concessionárias prepararam uma operação reforçada para o feriado, com monitoramento 24 horas por dia pelos centros de controle. Equipes de atendimento e viaturas serão distribuídas ao longo das vias. A agência orienta que os motoristas planejem o trajeto com antecedência e evitem os períodos de maior circulação, se possível. Na comparação por quilo, a diferença é expressiva. Enquanto tabletes custam, em média, R$ 131,49, ovos de Páscoa chegam a R$ 291,48 (sem brinquedos) e a R$ 599,36 (com brinquedos), a depender do produto | 07:30 – 01/04/2026

Novos prazos para licença-paternidade valem a partir de 2027; entenda
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Novos prazos para licença-paternidade valem a partir de 2027; entenda

UM lei que amplia os prazos da licença-paternidade entra em vigor em 2027 e concederá inicialmente mais cinco dias aos homens, a partir do nascimento do filho. Para 2026, o benefício permanece em cinco dias. Publicada na edição desta quarta-feira (1°/4) do Diário Oficial da União, a Lei n° 15.371 prevê aumento gradual do benefício, que alcançará 20 dias de afastamento em 2029, sem prejuízo do emprego ou salário, assim como descrito a seguir: 10 dias em 2027; 15 dias em 2028; 20 dias a partir de 2029. Os novos prazos valem também para os casos de adoção ou de guarda judicial para fins de adoção de criança ou de adolescente. Veja aqui o que muda com a publicação da lei. Dispensa e férias É vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado no período entre o início da licença-paternidade até um mês após o término do benefício. Além disso, a norma autoriza o empregado a usufruir férias no período subsequente ao término da licença, desde que comunique tal necessidade com antecedência de 30 dias da data esperada para o parto ou emissão de termo judicial. Internação Em caso de internação hospitalar da mãe ou do recém-nascido, que tenha relação com o parto, a licença-paternidade será prorrogada pelo período equivalente ao da internação, e voltará a contar a partir da alta hospitalar da mãe ou do recém-nascido; o que ocorrer por último. Salário- paternidade O salário-paternidade será concedido aos empregados segurados pela Previdência Social, nos mesmos moldes já aplicados ao salário-maternidade. O benefício está condicionado à apresentação da certidão de nascimento do filho, do termo de adoção ou do termo de guarda judicial para fins de adoção, nos termos de regulamento. Incentivo financeiro já beneficiou 5,6 milhões de estudantes Agência Brasil | 17:12 – 01/04/2026

Empresário é acusado de pagar R$ 4,5 mil por dados de ministros do STF
Brasil

Empresário é acusado de pagar R$ 4,5 mil por dados de ministros do STF

Ó ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (1°) a expedição de mandados de prisão e de busca a apreensão contra o empresário Marcelo Paes Fernandez Conde, acusado de financiar um esquema ilegal de acesso a dados financeiros de ministros da Corte, seus parentes e outras autoridades. As medidas foram determinadas na segunda fase da Operação Exfil, que investiga a venda dos dados. Até o momento, o empresário, que mora no Rio de Janeiro, não foi encontrado pelos agentes da Polícia Federal (PF). Segundo as investigações, Conde é acusado de financiar o esquema de extração ilícita de informações fiscais que, por serem protegidas por lei, são sigilosas. Os investigadores da PF apontaram que Marcelo Conde teria fornecido listas de CPFs e realizado pagamento em espécie de R$ 4,5 mil para receber os dados, que eram acessados ilegalmente por servidores da Receita, funcionários terceirizados, despachantes e intermediários nos sistemas do Fisco e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Diante do material apurado pela PF, Alexandre de Moraes também determinou a quebra dos sigilos telemáticos de celulares e dados telemáticos em nuvem que pertencem ao acusado. As medidas contaram com aval da PGR. Sigilo Os investigadores da PF também descobriram que, além de ministros do STF e seus parentes, também tiveram os dados fiscais acessados irregularmente o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ministros do Tribunal de Contas da União (TCU), deputados federais, ex-senadores, dirigentes de agências reguladoras e um ex-governador. No total, o esquema teria acessado os dados de 1.819 pessoas. A Agência Brasil busca contato com a defesa do empresário. O espaço está aberto para investigação. Leia Também: Guerra contra o Irã é desnecessária e baseada em mentira, diz Lula

Internacional

Trump amplia retórica bélica contra Irã e minimiza alta do petróleo

Em seu primeiro pronunciamento nacional desde o início da guerra, o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou na noite desta quarta-feira (1º) que as forças militares norte-americanas estão “desmantelando sistematicamente” a capacidade de defesa do regime do Irã e que os objetivos “estratégicos centrais” do conflito, iniciado há 32 dias, estariam próximos de serem atingidos. Na declaração, de cerca de 20 minutos, Trump exaltou o que diz serem vitórias no campo de batalha e prometeu ampliar os ataques ao logos das próximas semanas, sem descartar negociações.   “Vamos atacar com extrema força nas próximas duas a três semanas. Vamos levá-los de volta à idade da pedra, onde pertencem. Enquanto isso, as negociações continuam. Mudança de regime não era nosso objetivo — nunca dissemos isso —, mas ela ocorreu em função da morte de praticamente todos os líderes originais. Todos morreram”, disse o norte-americano. “O novo grupo é menos radical e mais razoável. Ainda assim, se nesse período não houver acordo, temos alvos estratégicos definidos.” Esses alvos, segundo ele, seriam usinas de geração de energia. “Não atacamos o petróleo, embora seja o alvo mais fácil, porque isso eliminaria qualquer chance de sobrevivência ou reconstrução”, pontuou. Em diversos momentos, sem apresentar evidências claras, Trump exagerou na retórica e afirmou ter “destruído e esmagado” forças militares iranianas, como a Marinha e a Força Aérea do país persa. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Apesar disso, não soube explicar porque o Estreito de Ormuz, passagem entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, por onde circulavam até 20% das exportações de petróleo, segue com acesso controlado e restrito pelos iranianos, com fortes impactos no preço internacional dos combustíveis. A esse respeito, Trump declarou que os EUA não dependem do óleo comercializado por essa via disse que países que dependem devem se responsabilizar pelo acesso do canal marítimo. “Os Estados Unidos importam quase nenhum petróleo pelo Estreito de Ormuz — e não importarão no futuro. Não precisamos disso. Derrotamos e praticamente dizimamos o Irã. Eles estão devastados e os países do mundo que recebem petróleo pelo Estreito de Ormuz precisam cuidar dessa passagem.Nós ajudaremos, mas devem liderar a proteção do petróleo do qual dependem tanto”, afirmou. Aliados e alta petróleo Trump agradeceu e citou o nome dos países aliados no Oriente Médio, como Israel, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein. Esses países, que mantêm bases norte-americanas em seus territórios, têm sido alvo do Irã em retaliação aos ataques de Israel e EUA. Sobre a alta do petróleo, o presidente dos EUA minimizou o problema, dizendo ser uma situação passageira.   “Muitos americanos têm se preocupado com o recente aumento no preço da gasolina aqui no país. Esse aumento de curto prazo é resultado direto de ataques terroristas insanos do regime iraniano contra petroleiros comerciais em países vizinhos que nada têm a ver com o conflito. Isso é mais uma prova de que o Irã jamais pode ser confiável com armas nucleares”, afirmou. Ao citar o tempo de duração da guerra para justificar sua continuidade, Trump comparou com outros conflitos militares históricos em que os EUA já se envolveram ao longo do último século.  “A participação americana na Primeira Guerra Mundial durou 1 ano, 7 meses e 5 dias. A Segunda Guerra Mundial durou 3 anos, 8 meses e 25 dias. A Guerra da Coreia durou 3 anos, 1 mês e 2 dias. A Guerra do Vietnã durou 19 anos, 5 meses e 29 dias. A Guerra do Iraque durou 8 anos, 8 meses e 28 dias. Estamos nessa operação militar poderosa, estratégica, há 32 dias. E esse país foi devastado, deixando de ser uma ameaça relevante. Este é um investimento real no futuro dos seus filhos e netos”, afirmou. Silêncio sobre protestos No pronunciamento, Trump não citou as centenas de manifestações que reuniram milhões de norte-americanos, nas principais cidades do país, como Nova York, Dallas, Filadélfia e Washington, ao longo do último final de semana. Os manifestantes, que protestaram inclusive em dezenas de cidades pequenas e médias, criticam o envolvimento do governo na guerra e as ações policiais voltadas para a deportação de imigrantes dos EUA. É a terceira onda de protestos nos últimos meses e, de acordo com a imprensa norte-americana, o presidente vive sua pior avaliação desde o início do segundo mandato, há pouco mais de um ano, como cerca de um terço de aprovação apenas, de acordo com levantamentos de institutos de pesquisa de opinião. FONTE: AGENCIA BRASIL

Internacional

Irã não nutre inimizade pelo povo dos EUA, diz Masoud Pezeshkian

Em carta destinada “ao povo dos Estados Unidos da América” e “aqueles que continuam a buscar a verdade”, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que povo do país persa não nutre inimizade contra outras nações, incluindo o povo da América, da Europa ou de países vizinhos. O longo texto, em inglês, foi publicado nesta quarta-feira (1º), em uma postagem na rede social X. O líder iraniano citou ter sofrido repetidas intervenções estrangeiras ao longo da história e disse buscar combater o que chamou de “enxurrada de distorções e narrativas fabricadas”. “Os iranianos sempre traçaram uma distinção clara entre governos e os povos que eles governam. Este é um princípio profundamente enraizado na cultura iraniana e na consciência coletiva — não uma posição política passageira”, diz Pezeshkian. Bases militares dos EUA O texto destaca que que Irã é uma das civilizações contínuas mais antigas da história humana e que, apesar das vantagens históricas e geográficas, o país “nunca escolheu o caminho da agressão, da expansão, do colonialismo ou da dominação”. “Dentro desse mesmo quadro, os Estados Unidos concentraram o maior número de suas forças, bases e capacidades militares ao redor do Irã — um país que, ao menos desde a fundação dos Estados Unidos, nunca iniciou uma guerra. Agressões americanas recentes lançadas a partir dessas mesmas bases demonstraram o quão ameaçadora essa presença militar realmente é. Naturalmente, nenhum país submetido a tais condições deixaria de fortalecer suas capacidades defensivas”, enfatizou “O que o Irã fez — e continua a fazer — é uma resposta comedida, fundamentada na legítima autodefesa, e de forma alguma uma iniciativa de guerra ou agressão”, prossegue o presidente iraniano. Mais adiante, no texto, Masoud Pezeshkian pondera que as relações entre o Irã e os EUA nem sempre foram hostis, mas que acabaram se deteriorando quando os norte-americanos articularam um golpe de Estado para derrubar o então primeiro-ministro democraticamente eleito, Mohammad Mossadegh, no que ficou conhecida como Operação Ajax, com apoio do Reino Unido. O golpe ocorreu depois do governo iraniano da época decidir nacionalizar os recursos petrolíferos do país. “Esse golpe desestruturou o processo democrático iraniano, restaurou uma ditadura e semeou uma profunda desconfiança entre os iranianos em relação às políticas dos EUA. Essa desconfiança se aprofundou ainda mais com o apoio americano ao regime do xá, o respaldo a Saddam Hussein durante a guerra imposta dos anos 1980, a imposição das mais longas e abrangentes sanções da história moderna e, por fim, agressões militares não provocadas — duas vezes, inclusive em meio a negociações — contra o Irã”, continua a carta do presidente persa. Impacto destrutivo Pezeshkian observou que todas essas pressões fracassaram em enfraquecer o Irã e argumentou que o país se fortaleceu em diversas áreas após a Revolução Islâmica. “As taxas de alfabetização triplicaram; o ensino superior se expandiu de forma significativa; avanços expressivos foram alcançados em tecnologia moderna; os serviços de saúde melhoraram; e a infraestrutura se desenvolveu em um ritmo e escala incomparáveis ao passado. Essas são realidades mensuráveis e observáveis, que existem independentemente de narrativas fabricadas”, pontuou. O presidente ressalta que, Ao mesmo tempo, o impacto destrutivo das sanções, da guerra e da agressão sobre a vida do “resiliente povo iraniano” não deve ser subestimado. “A continuidade da agressão militar e os bombardeios recentes afetam profundamente a vida, as atitudes e as perspectivas das pessoas. Isso reflete uma verdade humana fundamental: quando a guerra inflige danos irreparáveis a vidas, lares, cidades e futuros, as pessoas não permanecem indiferentes aos responsáveis”, afirmou o líder iraniano. Masoud Pezeshkian ainda pôs em dúvida se os interesses do povo norte-americano estão sendo realmente atendidos por essa guerra. “Havia alguma ameaça objetiva por parte do Irã que justificasse tal comportamento? O massacre de crianças inocentes, a destruição de instalações farmacêuticas de tratamento contra o câncer, ou vangloriar-se de bombardear um país ‘de volta à idade da pedra’ serve a algum propósito além de prejudicar ainda mais a posição global dos Estados Unidos?”, questionou. Representante de Israel O presidente do Irã afirmou também que o país buscou negociações e cumpriu todos os compromissos. “A decisão de se retirar desse acordo, escalar rumo ao confronto e lançar dois atos de agressão em meio às negociações foram escolhas destrutivas feitas pelo governo dos EUA — escolhas que serviram às ilusões de um agressor estrangeiro”. Atacar a infraestrutura vital do Irã, incluindo instalações energéticas e industriais, atinge diretamente o povo iraniano, reforçou Pezeshkian. Ele questionou se os EUA não estão sendo manipulados por Israel na promoção deste conflito “Não é verdade que Israel, ao fabricar uma ameaça iraniana, busca desviar a atenção global de seus crimes contra os palestinos? Não é evidente que Israel agora pretende lutar contra o Irã até o último soldado americano e até o último dólar do contribuinte americano — deslocando o ônus de suas ilusões sobre o Irã, a região e os próprios Estados Unidos, em busca de interesses ilegítimos?”, indagou. “Convido vocês a olhar além da máquina de desinformação — parte integrante dessa agressão — e, em vez disso, conversar com aqueles que visitaram o Irã. Observem os muitos imigrantes iranianos bem-sucedidos — formados no Irã — que hoje lecionam e realizam pesquisas nas universidades mais prestigiadas do mundo, ou contribuem para as empresas de tecnologia mais avançadas no Ocidente. Essas realidades correspondem às distorções que lhes são apresentadas sobre o Irã e seu povo?”, concluiu Masoud Pezeshkian. Um mês de guerra Os ataques combinados de Estados Unidos e Israel contra o território iraniano completaram um mês nesta semana, ainda sem perspectiva concreta de um acordo que ponha fim ao conflito. Autoridades importantes do país persa estão entre os mortos, incluindo o líder supremo, Ali Khamenei. O conflito levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, rota controlada pelo Irã por onde circulam cerca de 20% dos carregamentos de petróleo no mercado internacional. Como consequência, o preço no barril já aumentou cerca de 50%. Pesquisadores já apontam riscos ambientais e climáticos associados ao conflito. Ainda nesta quarta, o presidente dos EUA, Donald Trump, fará um pronunciamento à nação para

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