Vocêm motorista de um Porsche Boxster invadiu a contramão da Avenida Conde de Frontin, na região da Vila Matilde, na zona leste de São Paulo, e colidiu de frente com um Fiat Siena. O acidente ocorreu na madrugada deste sábado, 4, e deixou quatro pessoas feridas. Imagens do local mostram a parte dianteira do carro de luxo completamente destruído com a força do impacto. O condutor do Porsche foi submetido ao teste do bafômetro, que apontou 0,40 mg/L de álcool no ar expelido pelos pulmões. O resultado, segundo o Conselho Nacional de Trânsito, é considerado crime de trânsito. Segundo informações da Polícia Militar, cada veículo era ocupado por duas pessoas. O condutor do Fia Siena foi encaminhado para o Hospital das Clínicas, enquanto o passageiro foi levado para o Pronto-Socorro de Ermelino Matarazzo. Já o condutor e o outro ocupante do Porsche foram socorridos ao Pronto-Socorro do Tatuapé.
UMs seis dezenas do concurso 2.992 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo. O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 10 milhões. O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet, no portal Loterias Caixa. O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6. Leia Também: Quer viver mais? Veja 10 hábitos que ajudam a aumentar a longevidade
UMs quatro pessoas que morreram na queda de um avião de pequeno porte em Capão da Canoa, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, foram identificadas após o acidente ocorrido na sexta-feira (3). Entre as vítimas estão os empresários Déborah Belanda Ortolani e Luis Antonio Ortolani, além de Renan Saes, sócio da empresa de aviação responsável pela aeronave, e o piloto Nelio Pessanha. A aeronave caiu sobre um restaurante localizado em uma área residencial da cidade, atingindo também imóveis próximos. O estabelecimento estava fechado no momento do impacto, o que evitou que mais pessoas fossem feridas. Moradores das casas vizinhas não sofreram lesões e conseguiram sair com segurança.
Aeronave monomotor turboélice Piper Mirage Malibu (Jetprop) colide com casas durante aproximação em Capão da Canoa (RS) na manhã desta sexta-feira Ainda sem informações confirmadas de vítimas @OnDisasters pic.twitter.com/KlNoKzpVz4 -AEROIN (@aero_in) 3 de abril de 2026 O casal de empresários era conhecido por sua atuação no setor de eventos, especialmente na organização de feiras comerciais voltadas ao ramo têxtil. Embora não tivessem filhos juntos, formavam uma família com filhos de relações anteriores. Déborah era mãe de trigêmeos, enquanto Luis tinha um filho. Imagens de câmeras de segurança da prefeitura registraram o momento da queda. Após o impacto, foi possível ver uma explosão. Informações preliminares indicam que o avião teria colidido com um poste nas proximidades do fim da pista de decolagem antes de atingir o restaurante. O acidente aconteceu por volta das 10h40, na Avenida Valdomiro Cândido dos Reis. A região, predominantemente residencial, teve o trânsito bloqueado para o atendimento da ocorrência. O incêndio provocado pela queda foi controlado e entrou em fase de rescaldo. Equipes do Corpo de Bombeiros, da Brigada Militar, além de órgãos da prefeitura e da CEEE, atuaram no local para prestar apoio e garantir a segurança da área após o acidente. Leia Também: Avião de pequeno porte cai sobre restaurante no RS e deixa quatro mortos
Relatório indica avanço em duplicações, mas parlamentares apontam riscos em acessos e cruzamentos A BR-163 em Mato Grosso do Sul passa por transformações significativas sob gestão da Motiva Pantanal, que apresentou balanço na Assembleia Legislativa. A concessionária prevê investimentos de R$ 9,3 bilhões ao longo de 29 anos, com R$ 1 bilhão apenas em 2026. Apesar dos avanços nas obras de duplicação em cidades como Campo Grande e São Gabriel do Oeste, deputados estaduais mantêm cobranças sobre pontos críticos da rodovia. Entre as preocupações estão o tráfego pesado em áreas industriais e cruzamentos perigosos, que demandam intervenções urgentes. A reunião foi convocada pelo deputado estadual Junior Mochi (MDB) e reuniu diretores e equipe técnica da concessionária, além de parlamentares que acompanham a concessão, entre eles Mara Caseiro (PSDB), Roberto Hashioka (União) e Pedro Kemp (PT). O encontro marcou a primeira prestação de contas após a repactuação do contrato, assinada em 2025. Segundo os dados apresentados, cerca de R$ 1 bilhão deve ser investido apenas em 2026, dentro de um pacote que prevê R$ 9,3 bilhões ao longo de 29 anos de concessão. No relatório técnico exibido aos deputados, a concessionária aponta avanço físico nas obras, com frentes de duplicação em cidades como Campo Grande, Jaraguari e São Gabriel do Oeste. Em alguns trechos, a execução já supera o previsto para o período, enquanto outros ainda seguem em ritmo inicial. Entre os principais números apresentados estão 22 quilômetros de duplicação em andamento, além de faixas adicionais, marginais, acessos e implantação de estruturas como pontos de parada para caminhoneiros e passagens de fauna. Só neste ano, os investimentos somam cerca de R$ 1 bilhão, com maior concentração na ampliação da capacidade da rodovia. Apesar do discurso de avanço, o tom da reunião deixou claro que a cobrança continua. Junior Mochi afirmou que o momento exige mais do que ajustes contratuais e cobrou resultados práticos. “Não há por que continuar avançando apenas com soluções contratuais. O que queremos é que a parceria funcione de fato”, disse. O parlamentar também apontou pontos críticos que ainda preocupam, como o aumento do tráfego pesado em regiões industriais e cruzamentos considerados perigosos. Um dos exemplos citados foi o acesso próximo a um frigorífico em São Gabriel do Oeste, que recebe entre 50 e 70 carretas por dia. “Não podemos esperar acontecer uma tragédia para depois buscar solução”, afirmou. Outro problema destacado foi o cruzamento entre a BR-419 e a MS-338, onde há desnível e risco para motoristas. Segundo Mochi, situações como essa exigem intervenção urgente. Do lado da concessionária, o diretor-presidente Nelson Soares Neto destacou o impacto econômico da concessão e a expectativa de ampliação da arrecadação. “Foram quase R$ 35 milhões destinados para distribuição entre os municípios contemplados. Com os investimentos previstos, a estimativa é chegar a aproximadamente R$ 75 milhões por meio do ISS (Imposto Sobre Serviços)”, afirmou. Ele também ressaltou a geração de empregos vinculada às obras. “Hoje temos 653 colaboradores próprios, além de cerca de 170 terceirizados. E, com os investimentos, estimamos cerca de 2.270 empregos indiretos”, disse. Outro ponto abordado foi a arrecadação de pedágios, que registrou aumento expressivo após a repactuação do contrato. Segundo a concessionária, a alta de mais de 90% na receita se deve, principalmente, a mudanças contábeis que passaram a reconhecer integralmente os valores tarifários, e não a um crescimento real da arrecadação. Na prática, o ganho efetivo foi de cerca de 1,2%, influenciado pelo reajuste tarifário aplicado em 2025.
O novo ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, classificou como crítico o cenário de Dourados (MS), município que está em situação de emergência devido aos casos de chikungunya. “Quando se trata de saúde, de vidas humanas, a responsabilidade é global. Não estamos aqui para dizer que a responsabilidade era do município, do governo estadual ou do governo federal. Estamos aqui para reconhecer esta situação crítica. Portanto, não temos uma posição negacionista e vamos enfrentá-la”, disse Terena, ao visitar o município nesta sexta-feira (3). Segundo o governo de Mato Grosso do Sul, desde janeiro até o início de abril, o número de casos confirmados da doença no estado chegava a 1.764, incluindo 37 gestantes. Havia também 1.893 casos em análise. Com 759 registros, em números absolutos, Dourados concentra a maior quantidade de casos prováveis de chikungunya no estado. Embora a situação atinja toda a população, tem tido maior impacto sobre as comunidades indígenas. Combate ao vetor O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu em 30 de março a situação de emergência na cidade, que a prefeitura decretou dias antes, em 27 de março. O avanço da chikungunya em Dourados motivou o governo federal a anunciar, nesta semana, mais uma série de medidas para combater o mosquito Aedes aegypti, interromper o ciclo de transmissão da doença e aperfeiçoar o atendimento aos pacientes. A situação é mais grave na reserva indígena local, onde cinco pessoas já morreram, incluindo dois bebês. O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Distrito Sanitário Especial Indígena do estado (DSEI-MS) emitiu um alerta epidemiológico apontando o aumento dos casos na cidade. Após isto, agentes da Força Nacional do SUS (Sistema Único de Saúde) foram deslocados para se incorporarem à força-tarefa composta por servidores da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, do Ministério da Saúde. Além de mobilizar profissionais, na última quinta-feira (2), o governo federal destinou cerca de R$ 3,1 milhões em recursos públicos para Dourados. Do total, R$ 1,3 milhão serão destinados a ações de socorro e assistência humanitária, como apoio direto à população. Mais R$ 974,1 mil vão custear iniciativas como limpeza urbana, remoção de resíduos e destinação em aterro sanitário licenciado. Os R$ 855,3 mil restantes financiarão outras ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya na cidade. Contratações Eloy Terena afirmou que os recursos liberados pelos ministérios da Integração e do Desenvolvimento Regional e da Saúde “já estão nas contas dos governos estaduais e municipais”, responsáveis por utilizá-los para contratar, em caráter emergencial, os bens e serviços necessários. Representante do Ministério da Saúde na comitiva que acompanhou o ministro, Daniel Ramos destacou que, além das demais medidas, a pasta vai contratar, provisoriamente, e capacitar, 50 agentes de combate a endemias-20 dos quais começarão a trabalhar neste sábado (4). Junto com 40 militares disponibilizados pelo Ministério da Defesa, os agentes se somarão ao atendimento à população e ao combate aos focos de reprodução do mosquito Aedes aegypti. “A assistência é uma das partes importantes e a gente vai entrar com ações contundentes de controle vetorial para reduzir esta pressão nos serviços (de saúde)”, garantiu Ramos. Já a representante da Força Nacional do SUS, Juliana Lima, explicou que, embora as equipes de saúde estejam atuando diariamente nas aldeias Bororó e Jaguapiru, na Reserva Indígena Dourados, é difícil dizer se houve uma melhora da situação nas últimas semanas. “O cenário está muito dinâmico. Ele vem se mostrando, dia após dia, com um perfil epidemiológico diferenciado. Então, a gente não está conseguindo ainda afirmar se há uma diminuição ou um aumento (do número de casos) nesta ou naquela aldeia. Mas fazemos o monitoramento, os registros, diariamente e, com isso, conseguimos sinalizar para a vigilância onde eles devem priorizar os atendimentos dos casos agudos.” Lixo Destacando a condição “sui generis” (diferenciada) da Reserva Indígena Dourados, “que foi englobada pelo município de Dourados”, estando, hoje, cercada pela crescente área urbana, Terena cobrou, da prefeitura, mais atenção à coleta do lixo nas aldeias indígenas, de forma a eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti. “Temos que aperfeiçoar a questão dos resíduos sólidos, do lixo. É preciso atender de igual forma não só o contexto urbano, como as comunidades indígenas”, disse o ministro, que pretende se reunir com representantes dos governos municipal e estadual e discutir projetos estruturais “para que possamos chegar a estas comunidades indígenas com projetos com vistas a melhorar a coleta de lixo” nas comunidades indígenas. FONTE: AGENCIA BRASIL
Passou o dia com incômodo e, à noite, foi para um pronto-socorro em Itabirito (MG). Lá, recebeu o diagnóstico de crise na vesícula e foi liberada. Na manhã seguinte, voltou à unidade de saúde, recebeu medicação e teve alta novamente. Chegou em casa, gritou pela vizinha e desmaiou. Estava infartando. “Nunca passou pela minha cabeça que eu poderia ter infartado. Eu era muito saudável”, diz Geralda. Hoje, com 45% do coração comprometido, ela toma 15 remédios por dia. “Não sei como não morri.” Diferentemente da dor no peito irradiada para o braço, mais comum em homens, o infarto em mulheres costuma se manifestar de outras formas. Dor no estômago, queimação, náusea, vômito, cansaço extremo, sudorese, dor nas costas e dor no pescoço estão entre os sinais frequentemente confundidos com doenças gástricas ou crises de ansiedade. Um posicionamento da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia), publicado em 2025, afirma que as doenças cardiometabólicas em mulheres são subdiagnosticadas e subtratadas. Doenças cardiovasculares, porém, são a principal causa de morte em mulheres no Brasil, superando todos os tipos de câncer, conforme o Ministério da Saúde. O infarto, especificamente, mata oito vezes mais que o câncer de mama, segundo a SBC. Ao tomar conhecimento desses dados sobre subdiagnóstico em mulheres, Ana Luiza Bemquerer, 27, passou a acreditar que os sintomas que antecederam a morte de sua mãe, em novembro de 2025, poderiam ter sido melhor investigados. Tammy Donin Bemquerer, 63, começou a sentir uma queimação que subia pelo estômago e vomitou a noite inteira, recorda Ana Luiza. Chegou ao hospital no Rio de Janeiro acompanhada pela filha e relatou os sintomas, que incluíam cansaço extremo, enjoo, vômito, e suor frio. Foi diagnosticada com intoxicação alimentar e liberada. Ela passou quatro dias debilitada, conta a filha. Quando começou a melhorar, foi realizar tarefas domésticas, sentiu uma dor muito forte e parou de respirar. Ela foi levada às pressas para o hospital, onde tentaram reanimá-la por 40 minutos. O laudo registrou “morte súbita”, com referências a gastrite e tabagismo. Ao ler as mensagens no celular da mãe, Ana Luiza descobriu que Tammy não acreditava em intoxicação alimentar e descrevia um cansaço nunca sentido antes. “Ninguém morre de gastrite”, diz Ana Luiza. A médica Gláucia Moraes, diretora de Saúde da Mulher na SBC, afirma que apesar de os sinais indicarem um provável infarto é difícil comprovar o subdiagnóstico porque é necessário sempre fazer necropsia. A família de Tammy, abalada pela morte, optou por não fazer isso. Segundo a médica, a dor que parece ser gastrite sentida por Tammy e por Geralda, pode ser uma isquemia miocárdica. “A isquemia da coronária direita provoca exatamente esses sintomas”. POR QUE MULHERES MORREM MAIS Diferentes estudos nacionais e internacionais mostram que o infarto é mais letal em mulheres do que em homens. Em 2023, um levantamento global do Hospital Oswaldo Cruz com 250 milhões de pacientes apontou risco 24% maior nas mulheres. Um estudo da PUC do Paraná publicado em 2025 nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia acompanhou cerca de 5.000 pacientes internados por infarto no SUS (Sistema Único de Saúde) em Curitiba entre 2008 e 2015. Os dados revelaram que mulheres entre 45 e 55 anos apresentam risco de morte pós-infarto significativamente maior do que homens da mesma faixa etária. Apesar de possuírem, teoricamente, menos comorbidades clássicas, as mulheres nessa faixa etária estão entrando na perimenopausa e menopausa e perdem o efeito protetor do estrogênio nas artérias. José Rocha Faria Neto, cardiologista da PUC-PR e um dos autores do estudo, diz que o padrão é documentado há pelo menos duas décadas e tem explicações biológicas e sociais. Não há treinamento nas faculdades para médicos e enfermeiros pensarem no infarto da mulherdiretora do Departamento de Saúde da Mulher da SBC A doença coronariana na mulher tem um espectro mais amplo do que no homem, diz Olga Souza, diretora nacional de Cardiologia da Rede D’Or. Enquanto o infarto masculino costuma ser causado pelo rompimento de placas nas artérias, o feminino pode envolver doença da microcirculação, em vasos tão pequenos que não aparecem no cateterismo, e até um tipo de infarto com coronárias completamente normais. Para Moraes, o quadro biológico diferentemente do infarto na mulher faz não apenas com que elas sejam liberadas sem diagnóstico, mas que, quando internadas, não recebam tratamento adequado. Mulheres têm maior probabilidade de não receber protocolos básicos para infarto como eletrocardiogramas seriados, remédios para desobstruir artérias e cateterismo. Além disso, explica, os ECGs iniciais em mulheres podem não apresentar alterações em até 40% dos casos. Neide Braga, 75, chegou à unidade de saúde às 9h em julho de 2025 com desconforto abdominal e enjoo, conta a filha, Manuela Braga, 46. Os médicos pediram um eletrocardiograma, que não apresentou alterações. Perto das 12h, diz Manuela, sua mãe teve vômito intenso e falta de ar. Às 15h, ele morreu. Uma segunda médica chamada para uma manobra de emergência, diz Manuela, apontou que provavelmente tinha sido um infarto, mas o laudo registrou causa desconhecida. “Eles tiveram tempo suficiente. De 9h até antes das 15h, muita coisa poderia ter sido feita”, diz Manuela, que preferiu não fazer autópsia. “Não ia trazer ela de volta. A única coisa que faço questão é falar para todo mundo que dor abdominal deve ser desconfiada. Eu não sabia”. O retardo no atendimento começa antes da chegada ao hospital. Pesquisa feita na Suécia mostrou que mulheres chegam em média 42 minutos depois dos homens ao serviço médico após o início dos sintomas tanto por não reconhecerem os sinais, quanto por tenderem a deixar a saúde em segundo plano. “A mulher leva o marido, o filho, o vizinho, mas quando o sintoma é dela, minimiza”, diz Souza. As mulheres também carregam durante a vida inteira vulnerabilidades biológicas que os protocolos de infarto ainda não contemplam adequadamente. Há risco ligado a fatores hormonais e reprodutivos -complicações na gestação, síndrome dos ovários policísticos e uso de anticoncepcionais. Os fatores clássicos, como hipertensão, tabagismo e obesidade, são mais letais nelas. “A mulher que fuma tem muito mais chance de infartar do que
O governo de Cuba anunciou na quinta-feira (2) a concessão de indulto a 2.010 pessoas presas no país. A decisão foi apresentada pelas autoridades como um “gesto solidário humanitário e soberano” relacionado às celebrações da Semana Santa. Em comunicado oficial, o governo afirmou que a medida resultou de uma “análise cuidadosa das características dos fatos cometidos pelos sentenciados, da boa conduta mantida na prisão, de terem cumprido uma parte importante de sua pena e do estado de saúde”. Segundo a nota, o grupo beneficiado inclui jovens, mulheres e idosos com mais de 60 anos. Também foram contempladas pessoas que estão próximas de alcançar liberdade antecipada nos próximos meses, além de estrangeiros e cidadãos cubanos que vivem fora do país. Leia mais: Trump afirma que levará Irã de volta à “Idade da Pedra” Leia mais: Reino Unido reúne mais de 40 países em cúpula sobre reabertura do Estreito de Ormuz Leia mais: Portugal endurece Lei da Nacionalidade com impacto a brasileiros Governo cubano exclui pessoas indultadas anteriormente O comunicado ressalta que determinados crimes foram excluídos do benefício. Entre eles estão “agressão sexual, pedofilia com violência, assassinato, homicídio, drogas, furto e abate de gado, roubo com violência ou força com a utilização de armas ou menores vítimas, corrupção de menores”. Também ficaram de fora pessoas que já haviam sido indultadas anteriormente e voltaram a cometer delitos. Segundo o governo cubano, trata-se do quinto indulto concedido desde 2011, período em que mais de 11 mil pessoas foram beneficiadas com medidas semelhantes. O texto também lembra que essa é a segunda liberação anunciada em 2026. Em 12 de março, Havana informou a soltura de 51 presos que haviam cumprido parte significativa da pena e mantido bom comportamento na prisão. Na ocasião, a decisão foi associada ao “espírito de boa vontade” nas relações entre o Estado cubano e o Vaticano. Ainda, o governo cubano sustenta que as decisões são soberanas e rejeita a ideia de que responda a pressões externas, embora o anúncio ocorra em meio a uma campanha de pressão intensificada por parte dos EUA.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (3) uma ofensiva federal contra corrupção que, segundo ele, atingiria especialmente estados governados por democratas. Em publicação na rede Truth Social, o republicano afirmou que a operação será conduzida pelo vice-presidente J.D. Vance, nomeado por ele como “czar da fraude”. Ao justificar a iniciativa, Trump declarou que irregularidades envolvendo recursos públicos seriam amplas no país. “A fraude é enorme e generalizada nos Estados Unidos”, escreveu. No mesmo texto, afirmou que a atuação ocorrerá “em todos os lugares”, mas destacou estados governados pelo Partido Democrata, citando Califórnia, Illinois, Minnesota, Maine e Nova York. Segundo o presidente, nesses locais políticos democratas teriam permitido “um verdadeiro ‘vale-tudo’ no roubo sem precedentes de dinheiro dos contribuintes”. Ele acrescentou que “os valores são tão grandes que, se tiver sucesso, literalmente poderíamos equilibrar o orçamento dos EUA”. Leia mais: Trump aponta o Partido Democrata como “maior inimigo” dos EUA Leia mais: Trump afirma que levará Irã de volta à “Idade da Pedra” Leia mais: Reino Unido reúne mais de 40 países em cúpula sobre reabertura do Estreito de Ormuz Trump aponta primeiras operações Trump também indicou que as primeiras ações já estavam em andamento. “Operações já começaram em Los Angeles”, escreveu ao mencionar investigações conduzidas por autoridades federais na cidade californiana. O FBI informou que oito pessoas foram presas sob acusação de desviar aproximadamente US$ 50 milhões do sistema de saúde local. A agência também indicou que novas detenções podem ocorrer conforme o avanço das investigações. Na quinta-feira (2), Vance comentou a operação e afirmou: “nossa força-tarefa não está perdendo tempo no combate à fraude”. Trump indica J.D. Vance como “czar da fraude” (Foto: Reprodução/ @JDVance) Embora Trump tenha dito que a ofensiva terá alcance nacional, o anúncio chamou atenção pelo fato de o presidente mencionar apenas estados governados por democratas. O discurso ocorre em meio ao aumento das críticas do republicano ao partido adversário. No mês passado o republicado chegou a afirmar que “o maior inimigo que os EUA têm é a esquerda radical, altamente incompetente, o Partido Democrata!”. A escalada de ataques acontece meses antes das eleições legislativas de meio de mandato.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas deve votar neste sábado (4) uma resolução apresentada pelo Bahrein para autorizar medidas voltadas à proteção da navegação comercial no Estreito de Ormuz. A reunião e a votação, inicialmente previstas para sexta-feira (3), foram remarcadas devido ao feriado da Sexta-feira Santa na ONU, segundo o G1 com informações de diplomatas. O texto foi elaborado após o bloqueio da passagem marítima em meio ao conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciado no final de fevereiro. Desde então, a interrupção do tráfego na região elevou a tensão internacional e provocou forte impacto no mercado de energia. De acordo com fontes diplomáticas, o projeto preparado pelo Bahrein, que preside o Conselho de Segurança, autoriza o emprego de “todos os meios defensivos necessários” para garantir a segurança do transporte comercial na área. A proposta prevê que as medidas sejam aplicadas por pelo menos seis meses. Resistência dentro do Conselho de Segurança A votação, porém, enfrenta resistência entre integrantes permanentes do Conselho. China, Rússia e França demonstraram oposição à autorização para o uso da força na região. Para ser aprovada, uma resolução do Conselho de Segurança precisa de pelo menos nove votos favoráveis entre os 15 membros e não sofrer veto de nenhum dos cinco integrantes permanentes: Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China. Leia mais: Trump afirma que levará Irã de volta à “Idade da Pedra” Leia mais: Reino Unido reúne mais de 40 países em cúpula sobre reabertura do Estreito de Ormuz O embaixador da China na ONU, Fu Cong, afirmou que autorizar o uso da força poderia agravar a crise. Segundo ele, a medida “legitimaria o uso ilegal e indiscriminado da força” e provocaria uma escalada com “graves consequências”. A França também manifestou reservas à possibilidade de uma operação militar para reabrir a rota marítima. Em declaração a jornalistas durante visita à Coreia do Sul na quinta-feira (2), o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que “nunca foi uma opção que apoiamos, porque é inviável”. Segundo ele, “levaria uma eternidade e colocaria todos que atravessam o estreito em risco, tanto pelos Guardiões da Revolução quanto por mísseis balísticos”. O governo do Bahrein, responsável por apresentar a proposta, sustenta que o bloqueio em Ormuz representa ameaça ao comércio global. O ministro das Relações Exteriores do país, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, classificou como uma “tentativa ilegal e injustificada” do Irã de controlar a navegação na região e afirmou que a situação exige uma “resposta decisiva”. Abdullatif bin Rashid Al Zayani (Foto: Foreign and Commonwealth Office) Na quinta-feira, o Reino Unido reuniu representantes de mais de 40 países em uma cúpula virtual para discutir alternativas diplomáticas e medidas voltadas à reabertura da rota marítima. Durante o encontro, participantes manifestaram apoio à iniciativa do Bahrein no Conselho de Segurança. Irã adverte que “qualquer provocação” pode ampliar crise em Ormuz Teerã, por sua vez, advertiu contra qualquer decisão que possa ampliar o conflito. Em declaração feita na sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que medidas adotadas no Conselho poderiam agravar a crise. “Qualquer ação provocadora por parte dos agressores e seus apoiadores, inclusive no Conselho de Segurança da ONU em relação à situação no estreito de Ormuz, não fará mais do que complicar a situação”, declarou. Ainda, o presidente Donald Trump, indicou que Washington poderia intervir para restabelecer a circulação em Ormuz. Em publicação na rede Truth Social, afirmou que os EUA poderiam “facilmente” reabrir a passagem marítima. “Com um pouco mais de tempo, podemos facilmente abrir o Estreito de Ormuz, pegar o petróleo e lucrar muito”, escreveu.
SÃO PAULO, SP (UOL/) – O trojan bancário brasileiro GoPix evoluiu e passou a desviar transações financeiras de empresas para criminosos, de acordo com a empresa de segurança Kaspersky. A nova técnica abrange alteração de carteiras de criptomoedas, Pix e de boletos, além de usar uma técnica para ocultação da praga na memória do computador. Campanhas do GoPix usam anúncios pagos maliciosos no Google como porta de entrada. Os anúncios se disfarçam de serviços populares, como WhatsApp, Google Chrome e Correios, e levam a sites criados por cibercriminosos. Esse tipo de praga é conhecida como trojan, pois se disfarça de software legítimo para enganar a pessoa e infectar o sistema. Consultado para comentar, o Google não respondeu ao pedido da reportagem. O espaço segue aberto para a empresa. Site faz triagem antes de oferecer o download do arquivo malicioso. A página verifica se o visitante parece ser cliente de bancos brasileiros, usuário de criptomoedas ou ligado a órgãos financeiros de governos estaduais e grandes corporações. Infecção começa quando a pessoa clica no anúncio e baixa um instalador falso no Windows. O arquivo simula ser o programa procurado, como um suposto instalador do “WhatsApp Web”, e o malware passa a operar de forma furtiva na máquina. Golpe mira computadores Windows e tenta agir sem deixar rastros no disco. A atuação diretamente na memória dificulta que a vítima perceba a fraude enquanto navega e faz transações -essa é a grande evolução comparada com a versão inicial do GoPix, registrada em 2023. O foco dos criminosos são usuários ligados a empresas, os que mais realizam transações bancárias por meio de computadores. Principal técnica é trocar dados copiados e colados para redirecionar pagamentos. Se a vítima copia uma chave Pix, um código de boleto ou um endereço de carteira de criptomoedas, o GoPix pode substituir a informação no momento da colagem e mandar o dinheiro para os criminosos. Outra manobra é driblar a proteção do HTTPS com um certificado falso injetado na memória do navegador. Com isso, o malware tenta se colocar no meio da comunicação para capturar ou modificar dados sensíveis, como credenciais e valores de transações, sem ficar visível para o usuário. “O GoPix consegue operar diretamente da memória do computador, deixando pouquíssimos rastros, o que dificulta a detecção. O malware ainda utiliza servidores de comando e controle com vida útil extremamente curta, ou seja, eles são desligados e substituídos rapidamente para evitar rastreamento, e explora serviços antifraude legítimos para identificar e selecionar suas vítimas”, afirmou Fabio Assolini, diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky para a América Latina e Europa, em comunicado. COMO REDUZIR O RISCO DE CAIR NO GOLPE Desconfie de anúncios patrocinados que oferecem download de programas populares. A orientação é baixar softwares apenas em sites oficiais dos desenvolvedores e checar o endereço exibido na barra do navegador. Instalação de programas deve ser feita só a partir de fontes oficiais e reconhecidas. Links em anúncios, emails ou páginas desconhecidas aumentam o risco de o arquivo ser um instalador falso com malware embutido. Uso de solução de segurança e atualizações do sistema ajudam a bloquear ameaças. A Kaspersky recomenda ter solução de segurança confiável e atualizada no computador, além de manter correções do Windows e navegadores atualizadas. Leia Também: Gás do Povo chega a 15 milhões de famílias com nova expansão