Vocêma aeronave monomotor caiu na manhã desta sexta-feira, 3, em Capão da Canoa, no Rio Grande do Sul. Quatro pessoas que estavam a bordo do avião morreram, incluindo o piloto e um casal de passageiros. A quarta vítima não foi identificada. As informações são da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP-RS). Segundo a SSP-RS, a aeronave havia decolado de Capão da Canoa com destino a São Paulo. O avião foi visto voando em baixa altitude, até que começou a perder altura. Ele caiu sobre um restaurante localizado no bairro Parque Antártica. O estabelecimento não estava aberto no momento do acidente. O avião tinha prefixo PS-RBK e era do modelo Piper JetPROP DLX. De acordo com registro na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave é de propriedade da empresa Jetspeed Holding Ltda. O monomotor tinha sido fabricado em 1999 e tinha capacidade para seis assentos. Segundo o registro na Anac, a situação de aeronavegabilidade (o estado de segurança do avião) estava regular. A Secretaria informou que equipes da Brigada Militar, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, CEEE Equatorial e Prefeitura estão no local do acidente.
Ó Ministério da Saúde alertou nesta quarta-feira (1º) que mensagens que circulam nas redes sociais voltaram a espalhar desinformação sobre vacinas. O alvo da vez, segundo a pasta, é a vacina contra a gripe.
“Publicações afirmam, sem qualquer base científica, que o imunizante aumentaria o risco de contrair a própria gripe. A informação é falsa”rebateu o ministério em nota.
A pasta destacou que a vacina contra a gripe produzida no Brasil pelo Instituto Butantan apresenta eficácia comprovada na prevenção de hospitalizações e mortes, sobretudo entre grupos mais vulneráveis, como crianças pequenas e pessoas com 60 anos de idade ou mais. A dose contra a gripe disponível via Sistema Único de Saúde (SUS) é a Influenza trivalente, indicada para prevenir quadros clínicos graves, complicações, internações e óbitos causados pelo vírus. “O imunizante é recomendado pelo Ministério da Saúde, pré-qualificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e segue as orientações internacionais. Tanto a OMS quanto a agência reguladora dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), recomendam o uso de vacinas trivalentes”reforçou o ministério. Boatos No comunicado, a pasta ressaltou que a vacina da gripe é produzida com vírus inativados, fragmentados e purificados, não sendo capaz de provocar a doença em quem é imunizado. “Logo, é falso afirmar que a vacina causa gripe mais forte ou aumenta o risco de infecção”afirma. Um dos fatores que contribuem para a confusão, segundo o ministério, é o fato de que o vírus influenza circula com mais intensidade no outono e no inverno, período em que também aumentam os casos de outras viroses respiratórias, como parainfluenza, covid-19, vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus.
“Pessoas vacinadas podem ser infectadas por outros vírus respiratórios no mesmo período e apresentar sintomas semelhantes aos da gripe, o que pode gerar a falsa impressão de que a vacina não funcionou”esclarece a pasta.
“Na prática, a imunização reduz a chance de desenvolver sintomas graves e diminui significativamente o risco de internações e morte”alerta o ministério. Vacinação A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começou no sábado (28) e segue até o dia 30 de maio nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Podem receber a dose grupos prioritários que incluem idosos, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, trabalhadores da saúde, professores, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência, forças de segurança, caminhoneiros e trabalhadores do transporte coletivo, entre outros públicos classificados mais vulneráveis. Balanço recente divulgado pelo ministério indica que, desde o início da mobilização, mais de 2,3 milhões de doses foram distribuídas no país. “A vacinação anual é fundamental porque a composição da vacina é atualizada a cada ano, conforme orientações da OMS, para acompanhar as cepas mais prevalentes”explica o ministério. Reforço A pasta informou ainda que reforçou a vigilância da Influenza A (H3N2), especialmente do subclado K, que vem sendo frequentemente registrada em países da América do Norte, como Estados Unidos e Canadá. No Brasil, até o momento, foram identificados apenas quatro casos do subclado K. As análises foram conduzidas por laboratórios de referência nacional, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Adolfo Lutz, seguindo protocolos rigorosos de vigilância. “A vigilância da Influenza inclui monitoramento contínuo de casos de síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave (SRAG), diagnóstico precoce, investigação de eventos incomuns e fortalecimento do acesso à vacinação e a antivirais”destacou o ministério. “A vacina contra a gripe não aumenta o risco da doença, ela salva vidas. Aderir à imunização é a forma mais eficaz de proteger a si mesmo e aos mais vulneráveis, reduzindo internações e evitando mortes”garante o ministério. “Não espalhe desinformação. Confira sempre em sites de fontes oficiais, como do Ministérios da Saúde e da OMS, antes de repassar fake news”alerta de macarrão. Leia Também: Morre paciente que recebeu transplante de órgão com HIV em 2024
UM advogada argentina Agostina Páez voltou a provocar repercussão ao comentar sua passagem pelo Brasil logo após desembarcar em Buenos Aires. Ré por injúria racial após um episódio em um bar de Ipanema, no Rio de Janeiro, ela afirmou que se sentiu “desamparada” durante o período em que permaneceu no país. Ao falar com jornalistas no aeroporto, Agostina fez um alerta a outros argentinos que pretendem visitar o Brasil e criticou o tratamento recebido. “Que conheçam o contexto das leis. Embora eu goste do povo brasileiro, passei por uma situação desagradável. Não significa que sejam maus, mas acontecem muitas coisas ruins no Brasil. E a nós argentinos eles tratam mal, isso sim é certo. É preciso ter cuidado”, declarou. A fala ganhou forte repercussão, especialmente nas redes sociais, onde brasileiros reagiram às críticas lembrando que a própria advogada responde a processo por racismo no país. Em janeiro, ela foi flagrada discutindo com funcionários de um bar e chamou um homem negro de “mono”, termo equivalente a macaco em espanhol, além de fazer gestos imitando o animal. Segundo a acusação, ela ainda teria repetido ofensas a outros funcionários. Apesar do tom crítico, Agostina afirmou estar arrependida da forma como reagiu no episódio. “Me arrependo de ter reagido mal. Apesar do contexto e de tudo, me arrependo de ter reagido dessa forma”, disse ao jornal La Nación. Em seguida, afirmou que pretende deixar o caso para trás. “Quero chegar à minha província, Santiago del Estero, reencontrar minha família, meus amigos, e nada mais.” A advogada permaneceu cerca de dois meses no Brasil sob medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, e só foi autorizada a deixar o país após pagamento de fiança de aproximadamente R$ 97 mil e devolução do passaporte. Ela continuará respondendo ao processo na Justiça brasileira. A viagem de retorno foi acompanhada pelo pai, Mariano Páez, e pelos advogados Sebastián Robles e Carla Junqueira. Ao chegar à Argentina, Agostina disse estar aliviada após o período em que, segundo ela, foi alvo de forte exposição pública no Brasil. Justiça autorizou retorno de Agostina Páez após pagamento da fiança de R$ 97 mil; crime de injúria racial praticado pela advogada ocorreu em 14 de janeiro deste ano, em um bar em Ipanema, zona sul do Rio Agência Brasil | 19:36 – 02/04/2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu nesta quinta-feira (2) a procuradora-geral Pam Bondi após desgaste interno no governo. A decisão, segundo a agência Reuters, ocorreu em meio à insatisfação com a condução de investigações ligadas ao caso Epstein e à demora em avançar contra adversários políticos. Trump anunciou a saída de Bondi na Truth Social, com elogios. “Pam Bondi é uma Grande Patriota Americana e uma amiga leal, que cuidadosamente serviu como meu Procurador-Geral no ano passado”, escreveu. No cargo por 14 meses, Bondi afirmou que auxiliará na transição antes de seguir para a iniciativa privada. Em publicação no X, agradeceu ao presidente e disse ser “eternamente grata”. “Liderar os esforços históricos e extremamente bem-sucedidos do Presidente Trump para tornar os Estados Unidos mais seguros foi a maior honra da minha vida”, declarou. Leia mais: Bill Clinton depõe sobre caso Epstein: “Não vi nada, não fiz nada” Leia mais: Hillary Clinton cobra depoimento de Trump em caso Epstein Condução de Bondi no caso Epstein A atuação de Bondi no caso envolvendo Jeffrey Epstein foi um dos principais pontos de tensão. Ao assumir o cargo, ela afirmou ter acesso à lista de nomes associados ao financista e prometeu divulgar o material rapidamente, o que gerou expectativa entre aliados de Trump. A promessa, no entanto, não foi cumprida. O Departamento de Justiça passou a alegar que os arquivos eram complexos e que a divulgação imediata poderia interferir em apurações. A liberação só avançou após o Congresso aprovar uma lei que obrigou a divulgação dos documentos. Mesmo assim, a entrega ocorreu de forma gradual, com rasuras e falhas técnicas, o que provocou críticas e acusações de falta de transparência.
Ós resultados do Mapa Autismo Brasil (MAB), levantamento inédito no País, serão oficialmente liberados apenas no dia 9 de abril, mas o Estadão adianta alguns dados. O mais expressivo revela que, em média, o diagnóstico dos respondentes à pesquisa veio aos 9 anos de idade, sendo que a maioria foi diagnosticada ainda na infância. Do grupo pesquisado, 54,7% souberam antes dos cinco anos de idade. Para 74,7% dos respondentes, a dificuldade de comunicação foi o sinal que os conduziram à investigação diagnóstica, sendo esse o principal indício apresentado no levantamento. Outros identificados foram hiperfoco, pouca reciprocidade, movimentos repetitivos, comportamento agressivo, seletividade alimentar, sensibilidade sensorial, ansiedade e/ou depressão, TDAH e TOC. Entre as terapias frequentadas pela pessoa autista, 53,2% recorrem a psicoterapias e 9,1% a nutricionistas atualmente, enquanto 21% frequentaram fonoaudiólogos na infância e 4,7% fazem esse tratamento ainda hoje em dia. Do grupo, 23,2% fazem musicoterapia e 5,2% equoterapia. Entre as pessoas no espectro autista, 74,9% são verbais e 25% não-verbais. Do grupo, 36,2% têm renda mensal de mais de quatro salários mínimos, enquanto para 10% a renda não chega a um salário mínimo. Em termos de gênero e etnia, 68,3% são homens, 25,5% mulheres, 54,6% se autodeclaram brancos, 35% pardos, 5,6% pretos, 0,9% amarelos e 0,1% indígenas. As profissões das pessoas no espectro autista Entre profissões das pessoas autistas, estão áreas como artes, tecnologia, engenharia, comunicação, ciências, finanças e transportes. Dos respondentes, 54,3% são estudantes, com 32,5% tendo o Ensino Fundamental incompleto, 5,5% completado o Ensino Superior e 36,5% apenas a educação infantil. Durante seus ensinos, 37,4% demandaram mediador/monitor escolar, 37% turmas reduzidas, 30,7% sala de recursos e 19,3% planos de ensino individualizado. Enquanto isso, 31,7% não precisaram de nenhum serviço diferenciado. Em relação aos auxílios do governo, 80,4% das pessoas autistas e 64,9% dos cuidadores recebem algum tipo de assistência. Entre eles, 41,8% fazem uso do cartão de identificação, 20,9% utilizam a vaga para PCDs, 6,6% a isenção do IPVA e 17,3% usam o passe livre. Mais da metade dos diagnósticos foram feitos na rede de saúde particular (58,8%), enquanto 21,4% foram na pública e 18,6% mediante uso do plano de saúde. O que é o Mapa Autismo Brasil (MAB)? É o primeiro levantamento de dados sociodemográficos não-governamental, que visa apresentar o perfil e características de pessoas diagnosticadas com autismo no País, com base na participação desse grupo com 18 anos ou mais, além de cuidadores de autistas menores de 18 anos ou adultos que não possam preencher o questionário sozinhos. Atualmente, 28.812 pessoas de todos os estados do Brasil responderam à pesquisa. Leia Também: Casos de influenza A continuam a crescer no Brasil, diz Fiocruz
O Parlamento de Portugal aprovou, na quarta-feira (1°), um projeto que altera a Lei da Nacionalidade e torna mais rígidos os critérios para obtenção de cidadania no país, com impacto sobre brasileiros. A proposta foi apresentada pelo governo do primeiro-ministro Luís Montenegro e agora segue para análise do presidente António José Seguro, que poderá sancionar, vetar ou encaminhar o texto ao Tribunal Constitucional. A medida integra um pacote mais amplo voltado ao controle migratório e complementa mudanças já realizadas na legislação de estrangeiros. Entre os principais pontos, está o fim da concessão automática de nacionalidade a filhos de imigrantes nascidos em território português. Nesses casos, a cidadania só poderá ser solicitada após cinco anos de residência legal da criança no país. Leia mais: Suprema Corte dos EUA julga se Trump pode negar cidadania por nascimento Leia mais: “Crime de guerra”: ONU condena pena de morte aprovada em Israel Mudanças para obtenção da cidadania em Portugal O projeto também amplia o tempo mínimo de residência exigido para obtenção da nacionalidade. Para brasileiros e cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o prazo passa de cinco para sete anos, regra que também se aplica a cidadãos da União Europeia. Já imigrantes de outras nacionalidades precisarão comprovar dez anos de residência. O texto determina ainda que o período de espera pela autorização de residência não será contabilizado, passando a valer apenas o tempo após a emissão do documento. Outra mudança relevante impede que pais estrangeiros solicitem cidadania com base no reconhecimento de filhos como portugueses. Além disso, foi aprovado um dispositivo que prevê a perda de nacionalidade como pena acessória para indivíduos com dupla cidadania condenados a mais de seis anos de prisão, desde que o crime ocorra nos dez anos seguintes à naturalização. Estrangeiros condenados a pelo menos cinco anos de prisão também ficarão impedidos de solicitar cidadania no futuro.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o Irã ao afirmar que pretende intensificar a ofensiva militar nas próximas semanas, enquanto Teerã respondeu prometendo ampliar os ataques e manter o confronto até a rendição dos adversários. Em discurso na Casa Branca, na noite de quarta-feira (1º), Trump declarou que os objetivos estratégicos da operação estão perto de serem concluídos, mas indicou que novas ações podem ser executadas em curto prazo. “Estamos no caminho certo para concluir todos os objetivos militares dos Estados Unidos em breve, muito em breve”, disse. Em seguida, reforçou a ameaça: “Vamos atacá-los com extrema força nas próximas duas ou três semanas. Vamos fazê-los retroceder à Idade da Pedra”. O presidente condicionou a redução das ações militares ao avanço de negociações, que, segundo ele, seguem em andamento com interlocutores considerados “menos radicais”. Ainda assim, advertiu que, sem acordo, novos alvos serão atingidos, incluindo estruturas estratégicas do país. Leia mais: Trump afirma que “novo regime” do Irã pediu cessar-fogo Leia mais: Reino Unido reúne mais de 40 países em cúpula sobre reabertura do Estreito de Ormuz Trump justificou a ofensiva como parte de um esforço para impedir que o Irã desenvolva armas nucleares e responsabilizou o governo iraniano por ataques a petroleiros que afetaram o abastecimento global de petróleo. Ele classificou a alta recente dos combustíveis como um efeito temporário e atribuiu a crise energética ao que chamou de ações do regime iraniano. Washington e Tel Aviv lançaram ataques conjuntos em Teerã em 28 de fevereiro de 2025 (Foto: Divulgação/ Casa Branca) Apesar do discurso confiante, o cenário internacional reagiu com cautela, com alta do petróleo e fortalecimento do dólar, refletindo incertezas sobre a duração e os impactos do conflito. Teerã promete “ataques devastadores” após discurso de Trump A resposta iraniana veio no dia seguinte em tom de escalada. Em comunicado divulgado pela TV estatal, nesta quinta-feira (2), o porta-voz das Forças Armadas, Ebrahim Zolfaqari, afirmou que o país não recuará. “Esta guerra continuará até sua humilhação, desonra, arrependimento permanente e seguro, e rendição”, declarou. Ele ainda fez novas ameaças: “Aguardem nossos ataques mais devastadores, amplos e mais destrutivos”.
A reabertura do Estreito de Ormuz entrou no centro da agenda internacional após o bloqueio da rota marítima, considerada uma das mais estratégicas do mundo, provocar impactos no comércio global. Em resposta à crise, mais de 40 países participaram, nesta quinta-feira (2), de uma cúpula virtual organizada pelo Reino Unido para discutir medidas coordenadas voltadas à retomada da navegação na região. A iniciativa reuniu representantes de França, Alemanha, Canadá, Emirados Árabes Unidos e Índia, com foco na construção de alternativas diplomáticas e econômicas. O objetivo, segundo o governo britânico, é restabelecer o fluxo de embarcações sem recorrer a ações militares, diante da escalada de tensões envolvendo o Irã e a guerra com Estados Unidos e Israel. A interrupção do tráfego no estreito ganhou intensidade após ataques a navios comerciais e ameaças contínuas na área. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, foram contabilizados 23 ataques diretos a embarcações, com 11 tripulantes mortos, de acordo com a empresa de dados marítimos Lloyd’s List Intelligence. O cenário levou à redução drástica da circulação na via, que conecta o Golfo Pérsico aos oceanos. Leia mais: Japão e França ampliam coordenação para reabrir Estreito de Ormuz Leia mais: Trump afirma que “novo regime” do Irã pediu cessar-fogo Reino Unido acusa Irã de tentar “sequestrar a economia global” Após o encontro, a ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, fez críticas a Teerã e afirmou que a situação já pressiona diferentes setores da economia global. “Os ataques irresponsáveis do Irã estão atingindo o transporte internacional, tentando sequestrar a economia global”, declarou. Segundo ela, a elevação nos preços do petróleo, do combustível de aviação, de fertilizantes e de alimentos reflete os impactos da interrupção. A avaliação compartilhada entre os países participantes é de que a crise ultrapassa o campo energético e pode gerar consequências econômicas e sociais em diversas regiões. A restrição ao fluxo de mercadorias afeta cadeias de abastecimento e compromete o envio de insumos essenciais para áreas em situação de vulnerabilidade. Responsável por cerca de 20% do consumo mundial de petróleo, o Estreito de Ormuz desempenha papel central na segurança energética internacional. Além do transporte de combustíveis, a rota também é utilizada para o envio de alimentos, medicamentos e suprimentos humanitários, o que amplia o alcance dos efeitos provocados pelo bloqueio. Apesar da mobilização, os Estados Unidos não participaram da reunião. A ausência ocorre após o presidente Donald Trump afirmar que a segurança da rota não é responsabilidade norte-americana. Ele também criticou aliados europeus e voltou a ameaçar retirar o país da Otan, ampliando tensões políticas paralelas às discussões sobre o conflito. Donald Trump afirma que EUA não é responsável pela rota e diz que outros países devem cuidar dela (Foto: Divulgação/ Casa Branca) China culpa EUA e Israel pela crise no Estreito de Ormuz A China também se manifestou sobre a situação. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, responsabilizou Washington e Tel Aviv pela deterioração das condições de navegação. “A causa raiz da obstrução à navegação pelo Estreito de Ormuz são as ações militares ilegais dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã”, afirmou. Ela defendeu a interrupção imediata das operações e a retomada do diálogo. Ainda, organizações humanitárias alertam para os desdobramentos da crise. O Comitê Internacional de Resgate classificou o cenário como uma “bomba-relógio” para a segurança alimentar e apontou risco de agravamento da fome global até junho. Segundo a entidade, a interrupção da rota pode comprometer o envio de alimentos e medicamentos para áreas vulneráveis e provocar um impacto superior ao registrado em 2022, quando a guerra na Ucrânia afetou o abastecimento global.
A produção industrial brasileira avançou 0,9% na passagem de janeiro para fevereiro, segunda taxa positiva consecutiva. Com isto, a indústria tem expansão de 3% no período. Nos últimos 12 meses, o acumulado é de 0,2%. As informações são da pesquisa industrial mensal divulgada nesta quinta-feira (2) pelo IBGE. O gerente da pesquisa, André Macedo, afirma que a indústria recupera as perdas assinaladas nos últimos meses do ano passado, com perfil disseminado de crescimento. Entre as 25 atividades pesquisadas, 16 apresentaram alta. As influências positivas mais importantes foram assinaladas por veículos automotores, reboques e carrocerias, puxadas pelo crescimento da produção de automóveis e autopeças. Já entre as atividades que apresentaram recuo, a principal influência veio da produção de farmoquímicos e farmacêuticos, com queda de 5,5%. Com o resultado de fevereiro, a produção industrial no país está 3,2% acima do patamar pré-pandemia, mas permanece 14,1% abaixo do nível recorde, alcançado em maio de 2011.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu, nesta quinta-feira (2), críticas ao sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, o Pix, feitas em um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos. Em evento em Salvador (BA), Lula afirmou que o Pix deve ser aprimorado para atender às necessidades dos brasileiros. O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando a sociedade brasileira”, disse Lula, sobre o sistema do Banco Centra (BC). O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando a sociedade brasileira”, disse Lula, sobre o sistema do Banco Centra (BC). O Banco Central do Brasil criou, detém, opera e regula o Pix, uma plataforma de pagamentos instantâneos. Nos Estados Unidos, partes interessadas expressaram preocupação com o fato de o Banco Central do Brasil conceder tratamento preferencial ao Pix, que desfavorece os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos Estados Unidos. O Banco Central exige o uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500 mil contas”, diz o documento. (Fonte: Agência Brasil)