Pantanal News

Aparelho com 180 kg falha e jovem quebra os dois joelhos em academia
Brasil

Aparelho com 180 kg falha e jovem quebra os dois joelhos em academia

Vocêma jovem ficou gravemente ferida após um acidente com um aparelho de musculação em uma academia da Asa Norte, em Brasília. Durante o exercício, o equipamento cedeu sob uma carga de 180 quilos, provocando a fratura dos dois joelhos. O caso é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal como lesão corporal. O acidente ocorreu no dia 1º de abril. A vítima, identificada como Júlia Stefany Cotrim Beserra, praticava musculação regularmente desde 2024 e realizava um exercício de elevação pélvica com uma carga que, segundo ela, já estava acostumada a levantar. De acordo com o relato feito à polícia, o cinto do aparelho, que fica preso à região pélvica durante o exercício, se soltou no momento da execução do movimento e deslizou em direção às pernas, pressionando com força os joelhos da jovem contra o chão. Outros alunos e funcionários da academia prestaram socorro imediato, retirando os pesos do equipamento e auxiliando a vítima até a chegada do Corpo de Bombeiros. Júlia foi levada ao Hospital de Base do Distrito Federal, onde passou por exames de raio-x e tomografia, que confirmaram fraturas em ambos os joelhos. Inicialmente, ela foi liberada da unidade, mas, diante da gravidade do quadro, procurou atendimento em um hospital particular. Segundo a defesa da jovem, ela ainda não foi submetida à cirurgia e permanece em tratamento sob uso de medicação forte, incluindo morfina. Há indicação de procedimento cirúrgico de urgência para evitar sequelas permanentes. “Ela foi atendida no hospital e mandada pra casa com os dois joelhos quebrados, como se estivesse bem. Agora: ou a família tem que se virar para pagar uma cirurgia particular; ou eu vou garantir na Justiça, por liminar. Se não, ela pode perder as duas pernas. A prioridade é garantir a cirurgia. Depois, responsabilizar os culpados”, afirmou o advogado Marco Vicenzo, que representa a família. Em depoimento, Júlia afirmou que usava o aparelho com frequência e nunca havia enfrentado problemas anteriormente, nem mesmo com a mesma carga usada no dia do acidente. Ela disse não saber se houve falha de manutenção no equipamento. O caso chegou a ser registrado inicialmente na 5ª Delegacia de Polícia, mas passou a ser investigado pela 2ª DP, na Asa Norte. Até o momento, a academia não se manifestou sobre o ocorrido. Os médicos orientaram a jovem a se afastar das atividades físicas por pelo menos um ano. Ela também deverá ficar sem conseguir andar por alguns meses, dependendo da evolução do tratamento. Casal foi atacado dentro do próprio apartamento em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina; médico chegou a ser levado ao hospital, mas morreu após agressões na cabeça. Polícia investiga o caso como latrocínio e busca pelo suspeito | 05:30 – 04/11/2026

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Internacional

“Não vai demorar: Rússia e Ucrânia avançam em possível acordo de paz

Rússia e Ucrânia deram novos sinais de avanço nas negociações para encerrar a guerra iniciada em 2022, nesta sexta-feira (10). Declarações de autoridades dos dois países indicam progresso em diálogos sobre um acordo e a adoção de uma trégua temporária durante o feriado da Páscoa Ortodoxa. Segundo a Bloomberg, o chefe do escritório do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, Kyrylo Budanov, disse que houve progresso nas discussões para um possível acordo entre Kiev e Moscou. Apesar disso, ele disse que ainda não existe uma definição sobre um dos principais impasses das negociações, que é o destino dos territórios disputados. “Nenhuma decisão final foi tomada ainda”, afirmou Budanov à Bloomberg em entrevista concedida em 4 de abril. “Mas, em princípio, todos agora entendem claramente os limites do que é aceitável. Isso é um enorme progresso”, declarou. O negociador ainda acrescentou que há uma compreensão de “que a guerra precisa acabar” e que em sua opinião “não vai demorar muito”.   Leia mais: Trump volta a ameaçar Irã antes das negociações: “Só estão vivos para negociar” Leia mais: Rússia devolve à Ucrânia corpos de 1 mil soldados mortos em combate   Rússia e Ucrânia declaram cessar fogo para a Páscoa Ortodoxo Enquanto as conversas avançam, o governo russo anunciou a suspensão temporária das operações militares, durante o feriado da Páscoa Ortodoxa. Em comunicado, o Kremlin informou que o ministro da Defesa da Rússia, Andrei Belousov, transmitiu instruções ao chefe do Estado-Maior-General, Valery Gerasimov, para interromper as ações militares em todas as frentes de combate. “Partimos do princípio de que o lado ucraniano seguirá o exemplo da Federação Russa”, afirmou o Kremlin. Segundo o comunicado, Belousov determinou a Gerasimov “suspender, durante este período, as ações militares em todas as direções”. A posição ucraniana foi divulgada pelo presidente Volodymyr Zelenskiy em publicação na plataforma Telegram. “A Ucrânia afirmou repetidamente que estamos prontos para medidas recíprocas. Propusemos um cessar-fogo durante o feriado da Páscoa deste ano e agiremos de acordo”, escreveu.

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Internacional

Trump volta a ameaçar Irã antes das negociações: “Só estão vivos para negociar”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom novamente contra o Irã às vésperas da abertura de negociações de acordo definitivo para encerrar a guerra e ameaçou uma resposta militar caso as conversas fracassem, enquanto Teerã condiciona o avanço do diálogo ao cumprimento de exigências prévias. O encontro entre representantes dos dois países está previsto para começar neste sábado (11), no Paquistão, em meio a um cessar-fogo instável. Em declarações feitas nesta sexta-feira (10), Trump afirmou que o Irã não possui força real de negociação e declarou que o país só permanece em posição de diálogo por conveniência estratégica. “Os iranianos parecem não perceber que não têm cartas na manga, além de uma extorsão de curto prazo ao mundo por meio do uso de vias navegáveis internacionais. A única razão de ainda estarem vivos hoje é para negociar!”, escreveu na rede Truth Social. O presidente norte-americano também indicou preparação militar caso não haja acordo. Em entrevista ao jornal The New York Post, afirmou que as forças armadas estão sendo equipadas com armamentos de alta capacidade. “Estamos reiniciando tudo, carregando os navios com as melhores munições (…). E, se não tivermos um acordo, vamos usá-las de forma muito eficaz”, disse.   Leia mais: Em meio a cessar-fogo, Irã se prepara para “nova fase” em Ormuz Leia mais: Trégua no Oriente Médio derruba petróleo e pode aliviar pressão sobre combustíveis no Brasi Leia mais: Cessar-fogo no Oriente Médio é firmado entre desacordos   Governo iranano condiciona cumprimento de exigências para diálogo Do lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, afirmou que os Estados Unidos precisam cumprir compromissos antes do início efetivo das tratativas, incluindo a ampliação do cessar-fogo para o Líbano e a interrupção de ações militares israelenses. A agência Tasnim informou que o diálogo pode não ocorrer caso essas condições não sejam atendidas. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, reforçou que a liberação de ativos financeiros bloqueados no exterior também é requisito indispensável. Segundo ele, essas medidas precisam ser implementadas antes do início das negociações. Apesar das tensões, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, adotou um discurso mais cauteloso ao comentar o encontro. Ele afirmou esperar um resultado “positivo”, desde que o Irã negocie “de boa fé”.

Vacina brasileira contra a dengue mantém eficácia por até 5 anos
Brasil

Injeção semestral contra HIV terá preço definido até junho para venda no Brasil

No mês passado, a Gilead Sciences, farmacêutica responsável pela fabricação do medicamento, encaminhou à CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) o pedido de registro de valor máximo permitido para venda no país. Esse é o último passo para o produto, vendido sob o nome de Sunlenca, entrar no mercado nacional.Em nota, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) diz que o prazo para resposta é 3 de junho. A documentação encaminhada pela fabricante é chamada DIP (Documento Informativo de Preço). Nela, a farmacêutica informa o preço pretendido e apresenta dados que embasam a proposta, como valores praticados no exterior e comparações com terapias já disponíveis. A CMED, então, fixa dois tetos, o preço de fábrica e o preço máximo ao consumidor, que passam a limitar a comercialização. O caso do lenacapavir é singular. Sua entrada no Brasil ocorre em meio a uma preocupação sobre valores. Nos Estados Unidos, o medicamento tem preço tabelado em US$ 25,3 mil por pessoa ao ano (cerca de R$ 136 mil), podendo chegar a US$ 44,8 mil (R$ 241 mil) em algumas situações. A Gilead não disse à reportagem o valor de comércio sugerido à CMED, apenas afirmou que aguarda a conclusão do processo e “reafirma seu compromisso com o desenvolvimento de soluções sustentáveis que viabilizem o acesso à inovação farmacêutica no mercado brasileiro”. A definição do preço no Brasil levará em conta justamente essa lógica de comparação internacional, além da avaliação do ganho terapêutico em relação às alternativas existentes. Pela regra de regulação, o valor aprovado não pode superar o menor preço observado em uma cesta de países de referência e pode ser ainda mais limitado caso o medicamento não represente avanço clínico significativo. TRATAMENTO CHEGARÁ AO SUS? O preço elevado do lenacapavir deve ser a principal barreira para sua inclusão ao SUS (Sistema Único de Saúde) e distribuição gratuita à população. Porém, há possibilidade de acordos. A Gilead, por exemplo, firmou um memorando de entendimento com o Instituto de Tecnologia em Fármacos da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), o Farmanguinhos. O intuito é avaliar alternativas de cooperação, “incluindo o potencial de uma futura transferência de tecnologia para fabricação do medicamento no país”, afirma a empresa. Na prática, o compartilhamento de tecnologia poderia reduzir custos de produção e tornar a fórmula mais acessível no Brasil. Outra opção seria a fabricação da fórmula genérica, que, conforme estudo publicado na revista Lancet, poderia custar de US$ 25 a US$ 47 por ano (de R$ 135 a R$ 253). Isso, porém, não deve ocorrer no Brasil, uma vez que a Gilead não autorizou o país a fabricar versões genéricas do medicamento, como mostrou a Folha. Desde o ano passado, a farmacêutica realiza acordos de licenciamento para a produção de fórmulas genéricas do lenacapavir -foram contemplados, até agora, 120 países considerados pela empresa os mais vulneráveis pela baixa renda da população. O Brasil não foi um deles. Nem será, segundo a farmacêutica. Apesar disso, a Gilead tem colaborado para estudos sobre o medicamento no país, liberando doses gratuitamente. Um deles será conduzido pela própria Fiocruz. Chamado ImPrEP LEN Brasil, o projeto vai disponibilizar o medicamento em sete cidades do país: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Florianópolis, Manaus, Campinas (SP) e Nova Iguaçu (RJ). Leia Também: Desfiles de carnaval no Rio terão maior número de escolas de samba

Saúde

Padilha defende norma publicitária das Bets parecida com a do cigarro

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, voltou a defender nesta sexta-feira (10), em São Paulo, a regulamentação da publicidade das bets para evitar a propagação do vício em apostas online. Em entrevista a jornalistas, após participar com o presidente Lula da inauguração do Centro de Ensino, Simulação e Inovação (Cesin) do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Padilha reforçou que as bets são uma questão de saúde pública e que suas regras deveriam ser semelhantes às do cigarro. “Eu defendo que a gente trate o problema das bets como a gente tratou o problema do cigarro, enfrentando o problema da publicidade”, disse o ministro. Padilha ressaltou o fato de o governo já ter conseguido avanço importante ao impedir que crianças possam ter acesso às apostas online, mas entende ser preciso avançar mais. “É preciso que a gente dê um passo além, no Congresso, tratando as mesmas regras do cigarro, proibindo a publicidade e reduzindo esse acesso, porque isso é um grave problema de saúde pública”, ressaltou.>> Siga o canal da Agência Brasil no “Pra mim hoje, o problema das bets é um problema de vício na mesma dimensão que foi o do cigarro. O cigarro tinha propaganda de acesso à criança, propaganda esportiva. A Fórmula 1 era praticamente toda pautada pela indústria do cigarro”, disse o ministro. Canetas emagrecedoras Em breve entrevista a jornalistas hoje, o ministro também comentou sobre o aumento de fiscalização sobre as canetas emagrecedoras. Segundo Padilha, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem ampliado a fiscalização desses medicamentos, mas, em sua visão, será preciso também ampliar o acompanhamento das farmácias de manipulação que estão fabricando as canetas emagrecedoras. “Tem algumas farmácias de manipulação que se transformaram em verdadeiras indústrias e elas precisam ter as mesmas regras que uma indústria que produz medicamentos têm”, afirmou.   FONTE: AGENCIA BRASIL

brasil
Internacional

Brasil e EUA firmam acordo de cooperação contra crime organizado

O Ministério da Fazenda anunciou nesta sexta-feira (10) um acordo de cooperação entre a Receita Federal e a agência de fronteiras dos Estados Unidos, a U.S. Customs and Border Protection (CBP), com foco no combate ao crime organizado transnacional. A iniciativa, chamada Projeto MIT (Mutual Interdiction Team), prevê ações conjuntas de inteligência e fiscalização para interceptar o envio ilegal de armas e drogas entre os dois países. A proposta é agir principalmente em portos e aeroportos brasileiros, com foco na identificação antecipada de remessas ilícitas. Segundo o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, as ações recentes já resultaram na apreensão de cerca de meia tonelada de armas nos últimos doze meses, além de 1,5 tonelada de entorpecentes, com predominância de drogas sintéticas e haxixe. Ele destacou que a cooperação internacional é essencial para ampliar a capacidade de resposta das autoridades brasileiras diante do avanço das organizações criminosas. Secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas (Foto: Lula Marques/ ABr) A parceria, segundo o governo brasileiro, integra uma agenda bilateral mais ampla discutida entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltada “ao enfrentamento do crime organizado transnacional”. O pacto contempla a implementação do sistema Desarma, uma plataforma informatizada que permitirá rastrear, em tempo real, produtos sensíveis de origem norte-americana. O sistema será utilizado sempre que a aduana brasileira identificar itens como armas, munições, peças, componentes e explosivos.   Leia mais: Filhos de Bolsonaro pressionam EUA por PCC e CV, diz NYT Leia mais: EUA propõem que Brasil receba presos estrangeiros, afirma jornal   De acordo com o governo, a ferramenta também organiza dados detalhados das apreensões, incluindo tipo de material, origem declarada e informações logísticas, além de permitir o envio de alertas imediatos às autoridades dos dois países. Rumores sobre EUA avaliarem classificar facções brasileiras como terroristas O anúncio da cooperação ocorre em meio a rumores sobre discussões nos Estados Unidos sobre a possibilidade de classificar facções brasileiras como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O tema ganhou força após articulações políticas envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo reportagem do jornal The New York Times. Segundo o veículo norte-americano, “o governo Trump está considerando designar as duas maiores facções criminosas do narcotráfico brasileiro como grupos terroristas, após pressão de dois filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado do presidente Trump e atualmente preso”. Desde o início do segundo mandato de Trump, em 2025, os Estados Unidos designaram 25 organizações estrangeiras como terroristas. Em novembro do ano passado, o Cartel de los Soles, grupo venezuelano que Washington afirma ser chefiado pelo então presidente Nicolás Maduro, recebeu essa classificação. Na ocasião, Trump declarou que a medida dava aos EUA poder para atacar alvos ligados ao grupo em território venezuelano. A decisão foi seguida por uma operação militar dos EUA na Venezuela, que resultou na captura de Maduro, acusado pelos norte-americanos de envolvimento com o tráfico internacional de drogas. As negociações entre Brasil e Estados Unidos também ocorrem após um período recente de tensão comercial e diplomática. No ano passado, Trump impôs tarifas a produtos brasileiros e sancionou o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, em resposta a decisões judiciais envolvendo Jair Bolsonaro. As medidas foram posteriormente revertidas após diálogo entre os dois governos.

Gilmar Mendes vota para derrubar lei que proíbe cotas raciais em universidades de SC
Brasil

Gilmar Mendes vota para derrubar lei que proíbe cotas raciais em universidades de SC

Em sessão virtual nesta sexta-feira (10), Gilmar, relator do caso, argumentou haver jurisprudência consolidada na corte em defesa da reserva de vagas e criticou a pressa do governo Jorginho Mello (PL) para aprovar a legislação sem, segundo ele, a devida análise das consequências. “Não se buscou ouvir nem mesmo as instituições de ensino superior diretamente afetadas pela proposição legislativa”, disse. O ministro ainda fez longo discurso sofre os efeitos de ações afirmativas no país. “Políticas dessa natureza, quando bem utilizadas, efetivamente concretizam o princípio da igualdade, concebido como igual respeito às diferenças e mandado de combate às desigualdades materiais”, afirmou. Agora, o voto de Gilmar será apreciado pelos outros nove ministros do STF. Eles têm até o dia 17 para isso. Em sua defesa encaminhada ao Supremo, o governo catarinense afirmou que a norma é constitucional, além de adequada às “singularidades demográficas” do estado, que “ostenta a maior proporção de população branca do país”. Na manifestação enviada ao ministro, a gestão Mello, por meio de sua Procuradoria-Geral, afirma que 81,5% da população catarinense se declara branca, enquanto pretos e pardos representam 18,1%. “Percentual significativamente inferior à média nacional de 56,1%”, destaca o documento. Os percentuais são diferentes dos mostrados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no Censo de 2022, o mais recente. Segundo o levantamento, 76,3% dos catarinenses disseram ser brancos, e 23,3% se declararam pretos ou pardos. Segundo o Censo, a maior proporção de brancos não está em Santa Catarina, e sim no Rio Grande do Sul, com 78,4%. A ação relatada por Gilmar foi proposta por PSOL, UNE (União Nacional dos Estudantes) e Educafro (Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes) e contesta a constitucionalidade da lei, aprovada pela Assembleia Legislativa em dezembro e sancionada pelo governador em 22 de janeiro. A lei também é questionada no Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que já concedeu liminar (decisão provisória) suspendendo os efeitos dela. Acordo foi assinado pela prefeitura e a Liesa e modelo aprovado respeita o regulamento vigente: em 2027, a disputa seguirá com 12 escolas de samba Agência Brasil | 08:45 – 10/04/2026

Saúde

Lula inaugura nova unidade da UFABC em Santo André

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, inaugurou nesta sexta-feira (10) a nova unidade Tamanduatehy do Campus Santo André da Universidade Federal do ABC (UFABC). O novo prédio tem mais de 21 mil metros quadrados de área construída e investimento total de R$ 155,7 milhões – com aproximadamente R$ 35,8 milhões por meio do Novo PAC. A nova unidade irá acomodar 402 vagas de novos cursos: 160 para licenciatura em ciências naturais e exatas; 96 vagas para bacharelado em ciências de dados; 96 para bacharelado em biotecnologia; e 50, para pedagogia. “Isso aqui é daquelas coisas que a gente sonha, que a gente imagina que é possível fazer, e a gente conseguiu fazer a tão sonhada Universidade Federal do ABC. Essa universidade foi sonhada e foi criada para ser uma das mais importantes universidades do Brasil”, disse Lula no evento de inauguração. A unidade Tamanduatehy conta com dois blocos principais: o anexo H, um edifício administrativo que será destinado ao suporte das atividades institucionais do campus. Construída em uma área de 2,3 mil m², a estrutura contará com vestiários, lanchonete e quatro almoxarifados. “Universidade custa dinheiro? Custa. Mas quanto custa não fazer? A pergunta que nós temos que fazer é a seguinte: quanto custa não fazer e quanto custa o atraso de um país? É fácil a gente compreender que não existe modelo de país desenvolvido no mundo sem antes ter investimento em educação”, destacou Lula. >> Siga o canal da Agência Brasil no Mulheres O presidente voltou a defender a educação como uma forma de possibilitar a independência das mulheres e ressaltou que meninas sem formação são mais vulneráveis ao assédio.  “Todo mundo sabe como meninas são violentadas, sofrem assédio, quando vão procurar emprego numa loja. Perguntam: o que você sabe fazer? Você está formada? Não. Então as meninas são violentadas com assédio e outras provocações mais”, disse. “A gente quer é que as mulheres estudem, estudem, estudem, estudem, para vocês viverem com quem vocês quiserem e não com ninguém a troco de um prato de comida ou a troco do aluguel. Vivam com quem quiser, se vistam como quiserem”, acrescentou.   FONTE: AGENCIA BRASIL

Internacional

México implementará modelo semelhante ao SUS a partir de 2027

Em janeiro de 2027, a população mexicana começará a ser atendida por uma rede semelhante ao Sistema Único de Saúde (SUS). A primeira fase, de cadastramento dos usuários com mais de 85 anos de idade e um acompanhante ou cuidador, terá início na próxima segunda-feira (13) e término em 30 de abril. Um dos mecanismos prioritários do Serviço Universal de Saúde para o governo é a unificação de bases de dados dos pacientes das diferentes redes, o que permite a visualização de prontuários já cadastrados, evitando que os profissionais de saúde os tratem sem nenhuma informação. A ideia é disponibilizar um aplicativo digital que centralize, inclusive, resultados de exames laboratoriais.  O serviço receberá investimentos que garantam remessas de medicamentos e amplo funcionamento de unidades de atendimento e salas de cirurgia. O governo tem como foco áreas de atendimento emergencial, gravidez de alto risco, infartos, doenças do cérebro, câncer de mama, consultas preventivas, quadros graves, nutrição, exercícios físicos e saúde mental, além de tratamentos contínuos. Em 2028, o governo dará ênfase ao intercâmbio de serviços como o abastecimento de remédios, consultas com médicos especialistas e atenção primária para pacientes com doenças crônico-degenerativas, caso do Alzheimer, osteoartrite e artrite reumatoide.>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Primeiro momento Para o primeiro grupo de usuários, o documento de identificação atrelado ao sistema será entregue seis semanas depois do registro. Com emissões a cargo da Secretaria de Bem-Estar, o documento substituirá os expedidos pelas instituições que atuam na área da saúde, no país, como o Instituto Seguridade Social Mexicana (IMSS), o Instituto de Seguridade e Serviços Sociais dos Trabalhadores do Estado (ISSSTE) e o Petróleos Mexicanos (Pemex). Estas são organizações de seguridade social, que contam com verbas do governo, dos empregadores e dos funcionários e estrutura e equipe próprias. Já os trabalhadores autônomos, sem carteira assinada, desempregados e pessoas fora do mercado de trabalho dependem da Secretaria de Saúde (SSa), de Serviços Estaduais de Saúde (Sesa) e do Programa IMSS-Oportunidades (IMSS-O). Há, ainda, a parcela contemplada por planos de saúde privados.  O credenciamento será feito, nesse momento, em 24 dos 31 estados, número que deve ser ampliado. Ao todo, as equipes percorrerão 47 municípios, incluindo as 16 demarcações territoriais que compõem a Cidade do México, e a expectativa é atingir 2 milhões de pessoas em 2.059 módulos. O governo mexicano informou a disponibilidade de 2 mil centros médicos, que considera o suficiente para vencer as demandas das capitais da primeira fase de implantação e as de outras localidades, futuramente.  A pasta de Bem-Estar também ficou responsável por divulgar o calendário com os cadastros dos demais grupos populacionais.  “Vamos continuar informando todas as semanas, para que as pessoas saibam onde estão os módulos e como vai o cadastramento. É o melhor modelo que podemos seguir para garantir o acesso à saúde”, disse a presidenta Claudia Sheinbaum Pardo, que anunciou o programa no início da semana. Dados do país A Organização Panamericana de Saúde (Opas) destaca que a população do México aumentou 31% de 2000 para 2023, sendo, hoje, de 128 milhões de pessoas, com maioria de mulheres. Em média, os mexicanos e mexicanas somam 9,7 anos de estudo e 75 anos de expectativa de vida.  A proporção de habitantes com acesso à internet, algo relevante no contexto da transformação do sistema de saúde, é de 72%. A razão de dentistas que atendem à população era, em 2020, de 0,11 a cada 10 mil pessoas, enquanto a de médicos, 26,09 em 2021. FONTE: AGENCIA BRASIL

Internacional

Israel não consegue destruir Hezbollah, avalia especialista militar

A campanha massiva de bombardeios de Israel contra o Líbano, que em um dia matou, ao menos, 303 pessoas, não é capaz de conquistar resultados militares para Tel-Aviv na guerra contra o grupo político-militar Hezbollah. A avaliação é do oficial da reserva da Marinha brasileira capitão Robinson Farinazzo. “É difícil saber se eles estão conseguindo atingir as estruturas do Hezbollah. O Hezbollah camufla muito bem seus equipamentos, que são bastante espalhados. Eu acho que é mais uma campanha para impactar a população civil do Líbano”, avalia. O especialista militar, que preside o Instituto de Altos Estudos de Geopolítica, Segurança e Conflitos (Gsec), disse que Israel não consegue destruir o Hezbollah, como anuncia como objetivo das campanhas. “Israel não vai acabar com o Hezbollah e acho que eles sabem disso. Pode ser desespero do (Benjamin) Netanyahu (primeiro-ministro de Israel) porque ele sabe que o (Donald) Trump (presidente dos Estados Unidos) está numa situação difícil e pode ser retirado do conflito, mas ele não acha que essa campanha vai ter resultados militares”, disse. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Rio Litani Com o retorno dos combates entre Hezbollah e Israel no mês passado, o governo de Benjamin Netanyahu passou a ameaçar ocupar o Líbano para criar uma “zona tampão” até o Rio Litani, a cerca de 30 quilômetros da fronteira entre os dois países. Para o militar Robinson Farinazzo, dificilmente Israel conseguiria manter uma posição ao sul do Litani por muito tempo. “O Exército de Israel está em uma situação bastante difícil com várias baixas. Chegar no Rio Litani, eu não duvido que consiga, o problema é ficar. Pode acontecer de atingirem a posição, mas depois a vida vira um inferno e começam a ter grandes baixas”, avalia. Nesta sexta-feira (10), o secretário-geral do Hezbollah, Sheikh Naim Qassem, afirmou que os bombardeios em massa contra Beirute e o sul do Líbano são devido ao fracasso de Israel em avançar por terra. “A mobilização de 100 mil soldados israelenses não o ajudará a ocupar, mas se transformarão em corpos”, ameaçou o chefe do grupo xiita.  O Hezbollah alega que destruíram mais de 100 tanques israelenses desde o dia 2 de março. Israel vem exigindo o desarmamento do grupo xiita, que foi criado durante a ocupação de Israel no Líbano no final da década de 1980. Por sua vez, o Hezbollah exige o fim dos bombardeios e a saída definitiva de Israel do território do país. Na terça-feira (7), Estados Unidos e Irã anunciaram um acordo de cessar-fogo de duas semanas. No dia seguinte, Israel intensificou os ataques ao Líbano, levando o Irã a ameaçar abandonar as negociações com Washington.   Com a violação do cessar-fogo, o Hezbollah retomou os ataques contra Israel.   Estreito de Ormuz Sobre o Estreito de Ormuz, Farinazzo destacou que não há como abrir a passagem por meios puramente militares, a não ser que se jogue uma bomba nuclear. “Só com uma bomba nuclear. Se a Marinha tentar entrar ali, ou eles vão minar aquilo, ou vão atingir os navios com mísseis de cruzeiro. É virtualmente impossível, com os meios que estão reunidos ali no Golfo Pérsico, os EUA reabrirem aquele trecho”, disse. Como Ormuz é muito estreito, é relativamente fácil atingir os alvos.  “Vários navios americanos já foram atingidos no Mar Vermelho, mesmo eles não admitindo isso. No (Estreito de) Ormuz seria pior ainda. E por isso que o Trump está desesperado”, completou. Para o militar, a solução “menos ruim” é a diplomacia. Ele acredita que nem mesmo a entrada da Otan na guerra poderia mudar esse quadro. “Agora, se Trump insistir nisso, vai acabar afundando os Estados Unidos porque o Irã está disposto a ir para o tudo ou nada”. FONTE: AGENCIA BRASIL

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