Cartórios de todos os estados do Brasil e do Distrito Federal começam nesta segunda-feira (13) uma mobilização para ampliar o acesso a documentações básicas, principalmente para a população mais vulnerável. Coordenada pela Corregedoria Nacional de Justiça, a campanha Registre-se vai reunir diversas instituições, que irão variar conforme o estado. A 4ª Semana Nacional do Registro Civil, que vai até o dia 17 de abril, pretende diminuir o sub-registro de nascimentos no país. Além de documentos básicos, como certidão de nascimento e RG, em alguns locais poderá ser emitido o título de eleitor. Também serão disponibilizados atendimentos assistenciais, orientações jurídicas, serviços de saúde e ações em unidades prisionais. Cidade de SP Na capital paulista, o mutirão será realizado pela Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen/SP), em parceria com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e Pop Rua Jud Sampa, além de diversos órgãos públicos. Durante o mutirão, serão oferecidos serviços como emissão de segunda via de certidões de nascimento e casamento, fundamentais para a obtenção de outros documentos, como a Carteira de Identidade Nacional (CIN), título de eleitor e carteira de trabalho. Além da documentação civil, a população mais vulnerável terá acesso a serviços de orientação jurídica, atendimentos de saúde, inclusão em programas sociais e suporte assistencial. Os atendimentos vão ocorrer na Praça da Sé, das 10h às 16h, com distribuição de senha no local.
“O Registro Civil é a base da cidadania. Ao garantir o acesso à documentação básica, possibilitamos que milhares de pessoas deixem a invisibilidade e passem a acessar direitos essenciais, políticas públicas e serviços fundamentais”, disse, em nota, Leonardo Munari de Lima, presidente da Arpen/SP.
Para participar do mutirão, a pessoa deve levar qualquer registro anterior que contenha os seus dados básicos, como RG antigo ou cópia de certidões.
Segundo pessoas que acompanham o tema, a big tech alega questões reputacionais, ou seja, não quer ter seu nome associado aos problemas gerados por esses jogos, como vício e endividamento, e por isso vetou a presença deles na loja de aplicativos de seus aparelhos | 13h00 – 04/12/2026
Ós eleitores têm até o dia 6 de maio para tirar o título de eleitor, atualizar dados cadastrais, transferir o domicílio eleitoral ou regularizar pendências na Justiça Eleitoral. Quem estiver com o título cancelado ou com alguma pendência não poderá votar nas eleições deste ano. O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro. Quem precisa tirar o título? O voto é obrigatório para quem tem acima de 18 anos de idade. É facultativo para pessoas analfabetas, maiores de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos. Estrangeiros e cidadãos em serviço militar obrigatório não podem se alistar para votar. Como posso solicitar o título de eleitor? Veja as formas de solicitação: – Autoatendimento Eleitoral: disponível no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE);– Cidadão pode ir a um cartório eleitoral ou postos de atendimento da Justiça Eleitoral. O TSE alerta que aqueles que optarem pelo atendimento on-line precisam ir a um cartório ou posto de atendimento para a coleta da biometria. >> Confira os documentos necessários para tirar o título: Documento oficial de identificação com foto (carteira de identidade, carteira de trabalho ou passaporte);Comprovante de residência recente;Comprovante de quitação do serviço militar para homens que completam 19 anos no ano do alistamento. É importante que o documento de identificação permita a comprovação da nacionalidade brasileira e contenha foto. Segundo pessoas que acompanham o tema, a big tech alega questões reputacionais, ou seja, não quer ter seu nome associado aos problemas gerados por esses jogos, como vício e endividamento, e por isso vetou a presença deles na loja de aplicativos de seus aparelhos | 13h00 – 04/12/2026
Os eleitores da Hungria foram às urnas no domingo (12) em uma eleição marcada por forte mobilização e que resultou na derrota do primeiro-ministro Viktor Orbán após 16 anos no poder. Com mais de 90% dos votos apurados, o Conselho Nacional Eleitoral projetou a vitória do partido Tisza, liderado por Péter Magyar, com 136 das 199 cadeiras do Parlamento. Diante do cenário, Orbán reconheceu a derrota e afirmou ter parabenizado o adversário. Em discurso a apoiadores, o premiê afirmou: “o resultado das eleições é doloroso para nós, mas compreensível”. A eleição, considerada a mais competitiva desde o retorno de Orbán ao poder em 2010, reuniu cerca de 7,5 milhões de eleitores no país e mais de 500 mil no exterior. O sistema eleitoral misto, e favorável ao Fidesz, não impediu o avanço da oposição, impulsionada pelo desgaste econômico e político do governo. Leia mais: Novo sistema de entrada na Europa começa a valer; entenda as novas regras Leia mais: Acordo Mercosul-UE entra em vigor provisoriamente em 1° de maio Magyar, que lidera a legenda Tisza, construiu sua candidatura com base em um discurso anticorrupção e na promessa de reaproximação com a União Europeia. O avanço do opositor ocorre em meio à insatisfação com a economia. Dados do escritório de estatísticas do país indicam que, apesar de alta nominal dos salários em 2025, o ganho real foi limitado pela inflação, afetando o poder de compra da população. Chefe da Comissão Europeia comemora derrota de Orbán O resultado da eleição deve influenciar diretamente a relação entre Budapeste e o bloco europeu. Nos últimos anos, o governo Orbán acumulou tensões com Bruxelas em temas como Estado de direito, migração, direitos LGBTQIA+ e apoio à Ucrânia. Em 2025, a Comissão Europeia chegou a congelar cerca de 18 bilhões de euros destinados ao país. Ainda, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, comemorou o resultado. “O coração da Europa está batendo mais forte na Hungria esta noite”, afirmou. Von der Leyen acrescentou que a população “escolheu a Europa”.
Publicações feitas pela brasileira Amanda Ungaro nas redes sociais reacenderam discussões envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a primeira-dama Melania Trump e o caso do financista Jeffrey Epstein. A ex-modelo, hoje no Brasil depois de ser deportada dos EUA, afirmou que pretende revelar informações sobre o casal presidencial e sobre o ambiente das agências internacionais de modelos. As declarações surgiram após Melania Trump negar publicamente qualquer relação com Epstein, financista condenado por tráfico sexual. Em pronunciamento realizado na quinta-feira (9) passada, na Casa Branca, a primeira-dama afirmou que rumores que a vinculam ao empresário são “tentativas maldosas” de difamar sua reputação. “Nunca estive envolvida em qualquer capacidade. Não fui participante”, disse. Ungaro afirma que Melania Trump deve “ter medo” das informações que ela tem A reação de Ungaro ocorreu por meio de uma série de mensagens publicadas na rede social X. Nos textos, ela afirmou que conviveu por cerca de duas décadas com o casal Trump e declarou que pretende tornar públicas informações dos republicanos. Em uma das postagens, Ungaro menciona episódios de convivência entre as duas famílias e afirma que Melania teria conhecimento de sua detenção no ICE. “Eu te conheço há 20 anos. Você sabia que eu estava detida no ICE. Você esteve presente na minha vida — todos os anos no aniversário do meu filho, inclusive enviando o Serviço Secreto e sendo a primeira a parabenizá-lo, lá em 2016. Algo claramente estava errado, mas eu não faço parte de nenhuma missão maligna envolvendo crianças. Então o que você fez, Melania? Você tentou me envolver, mas falhou — porque eu tenho caráter”, escreveu. Ex-modelo brasileira, Amanda Ungaro (Foto: Reprodução/ Redes Sociais) Em outra mensagem, a brasileira afirmou que pretende levar adiante ações legais contra Melania e o presidente norte-americano, a quem se refere como “marido pedófilo (de Melania)”. “Eu vou derrubar o seu sistema corrupto, mesmo que seja a última coisa que eu faça na minha vida. Eu vou até o fim — não tenho medo. Talvez você devesse ter medo do que eu sei… de quem você é e de quem é o seu marido (…) Eu não tenho mais nada a perder na minha vida. Eu vou derrubar todo o sistema — tome cuidado comigo, sua idiota”, afirmou. Leia mais: Trump demite Pam Bondi após críticas na condução do caso Epstein Leia mais: Bill Clinton depõe sobre caso Epstein: “Não vi nada, não fiz nada Amanda Ungaro x Paolo Zampolli O histórico da ex-modelo envolve também o empresário Paolo Zampolli, ex-agente de modelos que mantém relação próxima com Trump e é apontado como responsável por apresentar o presidente a Melania em 1998. Segundo reportagem do jornal The New York Times publicada em março, Zampolli teria procurado autoridades de imigração após a prisão de Ungaro em Miami, em junho de 2025, sob acusação de fraude no local de trabalho. De acordo com o jornal, ele entrou em contato com David Venturella, então alto funcionário do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE), para relatar que a ex-companheira poderia estar em situação migratória irregular. Em entrevista ao jornal, Ungaro afirmou acreditar que a influência de Zampolli foi decisiva para sua remoção do país. O Departamento de Segurança Interna, responsável por supervisionar o ICE, declarou que a brasileira foi detida e deportada porque seu visto estava vencido e porque havia sido acusada de fraude. “Qualquer sugestão de que ela foi presa e removida por motivos políticos ou favores é FALSA”, afirmou o órgão em comunicado. O nome de Zampolli aparece também em documentos relacionados à investigação sobre Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Mais de 3 milhões de páginas foram tornadas públicas em 30 de janeiro após uma lei aprovada pelo Congresso determinar a divulgação integral dos registros do caso.
Depois do anúncio do narrador esportivo Luis Roberto, de 64 anos, sobre seu diagnóstico de neoplasia localizada na região cervical, o tema tem chamado a atenção e levantado alertas e dúvidas. Neoplasia é o termo médico para descrever o crescimento anormal de células que não morrem no momento certo. Quando localizada na região cervical, significa a formação de tecidos na laringe, faringe ou tireoide, que desencadeia em tumores que podem ser benignos ou malignos. Segundo o Ministério da Saúde, quando somados todos os tipos, o câncer de cabeça e pescoço configura o terceiro mais incidente no Brasil, com ocorrência maior entre os homens. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), indicam que 80% dos tumores de cabeça e pescoço são diagnosticados em estágios avançados, o que desfavorece os prognósticos. A maioria dos casos são tumores na hipofaringe, orofaringe, cavidade oral e laringe. “O crescimento anormal de células que invade os tecidos locais e outros pontos, é maligno. A maioria dos cânceres no pescoço não se originam diretamente nessa região. Geralmente, nascem em algum outro lugar que chamamos grosseiramente de cabeça e pescoço e as células vão para os linfonodos do pescoço, popularmente chamadas de ínguas”, explicou. Causas e sintomas De acordo com o médico, os principais fatores de risco para a doença são o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, exposição ao tabagismo e infecção por HPV, além do histórico familiar. Entre os sintomas estão sensação de corpo estranho na região, dor, sangramento e dificuldade para engolir, além de cansaço persistente, perda de peso sem explicação, febre prolongada, suor noturno e desconforto persistentes. Bueno alertou para o fato de que não é comum fazer exames preventivos ou anuais para detecção desses tipos de tumores, como ocorre por exemplo com mama e próstata. “Nós não temos um exame de detecção precoce, não tem algo que façamos uma vez por ano. Então, nós profissionais, tentamos conscientizar a população sobre potenciais sinais e sintomas que levem a procurar atendimento médico para possibilitar o diagnóstico”. O médico alerta que ao sinal de qualquer nódulo na região do pescoço e qualquer lesão (afta ou ferida) na boca ou garganta que não desapareça ou cicatrize espontaneamente em até 15 dias, sangramentos por via oral, rouquidão persistente, dor para engolir deve-se procurar atendimento médico. Diagnóstico e tratamento A investigação da doença é feita por meio de uma série de exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética, seguidos por biópsia. Após o diagnóstico, o tratamento costuma ser multidisciplinar e pode incluir cirurgia, radioterapia, imunoterapia ou quimioterapia, dependendo da gravidade. “Na maioria dos casos as chances de cura são favoráveis. Para cada paciente estabelecemos uma estratégia de tratamento que nos traga as melhores chances de cura, com o mínimo de efeitos colaterais possíveis. Atualmente os tratamentos são muito modernos e as sequelas são pouco frequentes. Embora possam acontecer, a intensidade é pequena e não interfere na qualidade de vida”, afirmou. FONTE: AGENCIA BRASIL
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trumpafirmou neste domingo (12) que o país deve iniciar “imediatamente” um bloqueio no Estreito de Ormuzpor onde circula cerca de 20% do petróleo e gás consumidos no mundo. A declaração foi feita em sua rede social, horas após o encerramento das negociações entre Estados Unidos e Irãque não resultaram em acordo sobre o programa nuclear iraniano. As tratativas, realizadas no Paquistãoduraram cerca de 21 horas. Estreito de Ormuz Donald Trump anuncia bloqueio imediato do Estreito de Ormuz após impasse com o Irã. Foto: Reprodução Segundo Trump, apesar de avanços em diversos pontos, não houve consenso sobre as ambições nucleares do Irã. Diante disso, ele anunciou que a Marinha norte-americana iniciará operações para bloquear a passagem de embarcações pelo estreito. O presidente também afirmou que navios que tenham pago pedágio ao Irã para atravessar a região poderão ser interceptados em águas internacionais. “Ninguém que pagar um pedágio ilegal terá passagem segura em alto-mar”, declarou. Leia também: Irã diz que EUA não conquistaram confiança após impasse em negociações no Paquistão
As meninas e mulheres vítimas de violência sexual não sofrem apenas os danos físicos e psicológicos imediatos. Esses eventos podem aumentar em 74% a chance de que elas desenvolvam problemas cardíacos, de acordo com um estudo baseado em dados oficiais brasileiros. A pesquisa foi publicada na revista Cadernos de Saúde Pública e traz também uma análise por doenças de forma individualizada. Mulheres que sofreram violência sexual apresentaram maiores níveis de infarto do miocárdio e arritmias, em comparação com mulheres que não sofreram. Já nos casos de angina e insuficiência cardíaca não houve discrepâncias significativas. O pesquisador do programa de pós-graduação em Saúde Pública da Universidade Federal do Ceará, Eduardo Paixão, explica que as conclusões foram obtidas aplicando ferramentas estatísticas aos dados da Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019. A Pesquisa Nacional de Saúde é o principal levantamento oficial sobre a saúde da população brasileira, feito a partir de mais de 70 mil entrevistas que são representativas da população brasileira. Entre os diversos assuntos, investigou tanto a ocorrência de violência sexual, quanto de doenças cardíacas, o que possibilitou o cruzamento dessas duas variáveis. Impactos Eduardo Paixão diz que, na maioria das vezes, as pessoas pensam apenas na saúde mental, quando querem investigar os efeitos da violência sexual, mas o trauma pode repercutir em outras áreas. “A gente sempre pensa em explicações biológicas para as doenças, mas a saúde humana perpassa por muitas interações sociais que impactam o nosso bem-estar. Estudo em outros países já vinham mostrando uma associação muito forte, especialmente quando essa violência ocorre na infância e adolescência, às vezes com repercussões ao longo da vida”, explica Paixão. A hipótese do grupo de pesquisa é que a violência aumente o risco cardiovascular por uma combinação de fatores biológicos e comportamentais, a começar pelos quadros de ansiedade e depressão, comuns em vítimas, e que têm relação com males cardíacos. Esse estresse também causa efeitos fisiológicos. “Ele aumenta a inflamação do nosso organismo, com a ativação de toxinas que podem acelerar esse processo de doença cardiovascular. Experiências traumáticas também podem alterar a pressão arterial e a frequência cardíaca”, explica o pesquisador. Paixão também relata que quem vivencia experiências de violência, sejam de forma isolada ou repetitiva, pode ter maior chance de desenvolver atos danosos para a saúde, como tabagismo, alcoolismo, uso de entorpecentes, alimentação inadequada, sedentarismo, que também aumenta os. riscos cardiovasculares. O pesquisador ressalta que a violência sexual, em si, se revela um problema de saúde pública no Brasil. À PNS, por exemplo, 8,61% das mulheres relataram ter sofrido ao menos alguma violência do tipo ao longo da vida, contra 2,1% dos homens. Mas esse tipo de violência ainda é bastante subnotificada, especialmente entre homens, porque nem todas as pessoas reconhecem o que sofreram ou se sentem confortáveis para admitir, ele ressalva. Essa é a principal razão para a pesquisa não ter identificado aumento na ocorrência de doenças cardiovasculares também em homens vítimas, na opinião do pesquisador. Para ele, o grande benefício da pesquisa é apontar um fator que merece a atenção tanto de quem trabalha com vítimas de violência, quanto dos profissionais que atendem pessoas com doenças cardiovasculares. “E essas são as doenças com a maior carga global. São muitas internações e gastos com procedimentos. Talvez, se a gente conseguir intervir em fatores de vida modificáveis, a gente consiga diminuir essa incidência”, conclui o pesquisador. FONTE: AGENCIA BRASIL
A eleição geral desse domingo (12) no Peru marca mais um capítulo da permanente crise política do país vizinho, que deve escolher o décimo presidente em apenas 10 anos, devido a uma sucessão de renúncias e impeachments. A expectativa é que os resultados da eleição comecem a ser divulgados à meia-noite de hoje. Os 27 milhões de eleitores peruanos vão eleger, além do presidente e do vice, 130 deputados e 60 senadores para os próximos cinco anos. A eleição marca ainda a reabertura do Senado peruano, após 33 anos fechado. Em 2024, o Congresso retomou o sistema bicameral, mesmo com a população tendo rejeitado a medida em plebiscito em 2018. Com 35 candidatos presidenciais na disputa, o resultado é imprevisível. Havia ainda um 36º candidato, que morreu em acidente de carro durante a campanha. Keiko Fujimori lidera as pesquisas com cerca de 15% das intenções de voto. Ela é a candidata mais provável de chegar ao segundo turno, marcado para o dia 7 de junho. Filha do ex-ditador Alberto Fujimori, que governou o Peru de 1990 a 2000, Keiko perdeu no segundo turno nas últimas três eleições, de 2011, 2016 e 2021. A alta rejeição a seu nome sugere um teto de votos que não tem conseguido ultrapassar. Quem deve chegar ao lado da Keiko Fujimori no segundo turno é uma grande incógnita, já que as pesquisas não apontam um outro favorito, com os demais candidatos em um enorme empate técnico. Peruanos devem escolher o décimo presidente em 10 anos, devido a uma sucessão de renúncias e impeachments.- REUTERS/Manuel Orbegozo/Proibida reprodução Disputa comercial O professor de pós-graduação de Integração da América Latina da Universidade de São Paulo (USP), Gustavo Menon, avalia que essa eleição tem repercussões na disputa comercial travada entre China e EUA na América Latina. “Essa eleição é decisiva do ponto de vista das correntes políticas da direita para conter esse avanço chinês no fluxo comercial com diferentes países na América do Sul”, avaliou o também professor da Universidade Católica de Brasília (UCB). Menon acrescentou que o comércio chinês por meio do porto de Chancay, no Peru, tem cada vez mais conectado o país andino com as correntes de comércio na Ásia e Pacífico. Ao mesmo tempo, o especialista destacou as sinalizações de Fujimori para uma aproximação maior com os EUA em meio a política de Trump de entender “a América Latina como uma região de sua histórica influência”. Trump tem firmado acordos militares com países latino-americanos alinhados com Washington na tentativa de conter as relações comerciais entre a China e os países da região. Outros candidatos No campo da direita, além da Fujimori, tem se destacado o candidato Rafael López Aliaga, o “Porky”. Ex-prefeito de Lima, capital do país, Porky costuma ser comparado com Donald Trump ou o presidente argentino Javier Milei, ao combinar discurso ultraconservador com defesa radical do livre mercado. Outro candidato da direita que aparece mais a frente nas pesquisas é o humorista Carlos Álvarez. No campo da esquerda, o cenário é ainda mais fragmentado, com os candidatos pontuando em torno dos 5% das intenções de votos. Um dos destaques é o deputado Roberto Sánchez, que recebeu o apoio do ex-presidente Pedro Castillo e foi seu ministro do Comércio Exterior e Turismo. O partido que elegeu Castillo, o Peru Livre, por sua vez, inscreveu na disputa Vladimir Cerrón, que rompeu com o ex-presidente ainda no início do mandato de Castillo. Outros nomes que aparecem entre os favoritos desse campo são Ricardo Belmont, que foi prefeito de Lima entre 1990 e 1995, e o economista Alfonso López-Chau, que foi diretor do Banco Central entre 2006 e 2012. Porém, como todos estão empatados dentro da margem de erro, torna-se uma incógnita o resultado dessa eleição presidencial, avalia o professor Gustavo Menon. “O risco é que essa fragmentação política inviabilize, em grande medida, a governabilidade do novo presidente que está para ser eleito. Podemos apenas cravar que, para o segundo turno, pode ir qualquer um”, completou. Crise política Na última eleição, em 2021, venceu o candidato Pedro Castillo, professor rural de centro-esquerda, considerado uma surpresa eleitoral por não figurar entre os mais bem colocados na época. Porém, Castillo acabou afastado e preso após tentar dissolver o Parlamento, tendo sido condenado, em novembro de 2025, a mais de 11 anos de prisão por “rebelião”. Assumiu no lugar a vice Dina Boluarte, que reprimiu com violência as manifestações contra a destituição de Castillo, com um saldo de 49 pessoas mortas, segundo cálculo da Anistia Internacional. Com baixíssima aprovação popular, Boluarte acabou destituída pelo Congresso no dia 10 de outubro de 2025. No lugar, assumiu o presidente do Parlamento no Peru, José Jerí, em uma gestão que não durou muito. Em 17 de fevereiro do mesmo ano, o Congresso destituiu Jerí, vindo a assumir o cargo interinamente José María Balcázar Zelada por eleição indireta do poderoso Parlamento peruano, apontado como o poder de fato no país andino. FONTE: AGENCIA BRASIL
Ó Mohammad Baqer Qalibaf, Presidente do Parlamento do Irã, afirmou neste domingo (12) que os Estados Unidos não conseguiram conquistar a confiança da delegação iraniana após 21 horas de բանակցiações presenciais realizadas em Islamabadenão Paquistão. Segundo o líder parlamentar, o Irã apresentou propostas consideradas “propositivas” durante o encontro e agora aguarda uma definição de Washington sobre a disposição de avançar em um diálogo confiável. “Os EUA compreenderam a lógica e os princípios do Irã e este é o momento de decidirem se podem ou não conquistar a nossa confiança”, declarou Qalibaf em publicação na rede X. Irã diz que EUA não conquistaram confiança após impasse em negociações no Paquistão. Foto: Reprodução Irã critica postura dos EUA As negociações foram encerradas após o JD Vance deixar as conversas, alegando que não houve acordo sobre garantias relacionadas ao não desenvolvimento de armas nucleares por parte de Teerã. Em um breve pronunciamento, ele afirmou ter mantido contato direto com o presidente Donald Trumpmas disse que a recusa iraniana em aceitar os termos propostos impediu qualquer avanço. Já em Washington, Trump demonstrou pouco interesse no desfecho das negociações. Ao comentar o impasse, afirmou que, na sua avaliação, “não faz diferença” se um acordo será ou não alcançado, ressaltando que os Estados Unidos se consideram em posição de vantagem militar e seguem atentos a questões estratégicas como o Estreito de Ormuz. Com informações da Associated Press e Reuters. Leia também: Artemis II retorna à Terra e marca nova era da exploração espacial; veja o momento do pouso
As delegações do Irã e dos Estados Unidos (EUA), reunidas em Islamabad, capital do Paquistão, não chegaram a um acordo de paz após 21 horas de negociações. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, deixou o local informando que os iranianos optaram “por não aceitar nossos termos”. “Precisamos ver um compromisso afirmativo de que eles não vão criar uma arma nuclear e que não vão em busca de ferramentas que possibilitem o desenvolvimento rápido desta arma nuclear. Este é o objetivo central do presidente dos EUA e é isso o que tentamos conseguir nessas negociações”, disse Vance à imprensa antes de voltar à Washington. O Irã tem defendido o direito de manter seu programa nuclear para fins pacíficos, acusando os EUA de usarem isso de “pretexto” para impor uma “mudança de regime” no país persa. Teerã sempre negou a intenção de desenvolver uma bomba atômica. O líder da delegação do Irã, o chefe do Parlamento Mohammad-Bagher Ghalibaf, enfatizou que tinham boa vontade para negociar, mas que, devido às experiências das duas agressões anteriores dos EUA e de Israel contra o país persa, “não confiávamos no lado oposto”. “(Apresentamos) iniciativas promissoras, mas, no fim, o lado oposto não conseguiu conquistar a confiança da delegação iraniana nesta rodada de negociações”, comentou a liderança iraniana em uma rede social. “Não vamos cessar nossos esforços por nenhum momento para consolidar nossas conquistas nesses 40 dias de defesa nacional”, acrescentou Ghalibaf. Estreito de Ormuz Navio-tanque no Estreito de Ormuz – Arquivo/Reuters/Hamad I Mohammed/proibida reprodução Após o fracasso das negociações iniciais, o presidente dos EUA Donald Trump afirmou que, como o Irã não estaria disposto a abrir mão de “suas ambições nucleares”, a Marinha estadunidense vai impedir a passagem pelo Estreito de Ormuz. “Também instruí nossa Marinha a buscar e interceptar todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago pedágio ao Irã. Ninguém que pagar um pedágio ilegal terá passagem segura em alto-mar. Também começaremos a destruir as minas que os iranianos colocaram no Estreito”, afirmou o chefe da Casa Branca. A principal via marítima do comércio de petróleo do planeta, por onde transitam cerca de 20% das cargas de óleo globais, foi fechada pelo Irã em resposta a agressão sofrida pelos EUA e por Israel no dia 28 de fevereiro. Trump vinha ameaçando um genocídio contra o Irã caso eles não permitissem a passagem livre pelo Estreito de Ormuz até que foi anunciada a trégua de duas semanas de um frágil cessar-fogo. O novo líder Supremo do Irã, o aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, vem afirmando que a gestão do Estreito de Ormuz terá novas regras para passagem daqui para frente, não devendo o Estreito voltar ao status que tinha antes da guerra. No encontro, foram discutidos pontos como o Estreito de Ormuz, o assunto nuclear, indenizações de guerra, levantamento de sanções e o fim completo da guerra contra o Irã e na região, informou o porta-voz do Ministério das Relações exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei. “Era natural que tais questões não pudessem ser resolvidas em quase 24 horas de negociações”, acrescentou Baqaei à agência iraniana Irna. Segundo o porta-voz, persistiram divergências relacionadas ao Estreito de Ormuz e a questões regionais. FONTE: AGENCIA BRASIL