UM Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) e a prefeitura do Rio assinaram, nessa quinta-feira (9), acordo para aumentar gradativamente o número de escolas do carnaval carioca. Em reunião na Cidade do Samba, o prefeito Eduardo Cavaliere, o presidente da Liesa, Gabriel David, e representantes de todas as agremiações definiram um planejamento estruturado para a ampliação progressiva do Grupo Especial, que passará a contar com 15 escolas até o carnaval de 2030. O modelo aprovado respeita o regulamento vigente: em 2027, a disputa seguirá com 12 escolas. A partir daí, a transição ocorrerá de forma gradual. Ao fim de cada ciclo, duas agremiações subirão da Série Ouro e apenas uma será rebaixada do Grupo Especial. Com essa dinâmica, o Grupo Especial terá 13 escolas em 2028, 14 em 2029, chegando a 15 agremiações em 2030. Para o presidente da Liesa, Gabriel David, a decisão reflete o amadurecimento da gestão do carnaval. “Quero destacar a abertura do diálogo com as escolas. Esse tipo de escuta qualificada fortalece todo o setor. Tivemos uma conversa produtiva, em que foi possível aprofundar o entendimento sobre as demandas das agremiações e o momento atual do nosso espetáculo”. David afirmou ainda que a decisão permite avançar com responsabilidade na discussão sobre a ampliação do grupo. “O modelo definido é progressivo, respeita as regras vigentes e garante segurança financeira para todos os envolvidos”, acrescentou. O compromisso do poder público em viabilizar essa expansão com responsabilidade foi citado pelo prefeito Eduardo Cavaliere, que garantiu o suporte necessário à transição. “O papel da prefeitura é garantir toda a estrutura financeira, logística e infraestrutura para isso. E mesmo com a garantia da prefeitura, as escolas precisam de um tempo para se preparar, se planejar, garantindo que o carnaval vai seguir avançando, evoluindo cada vez mais, melhor e mais competitivo”, disse ele. Medidas incluem monitoração de agressores e tipificação do vicaricídio Agência Brasil | 21:24 – 09/04/2026
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Leia Também: Falha no controle aéreo suspende pousos e decolagens em São Paulo e causa caos em aeroportos
SÃO PAULO, SP (UOL/) – Um piloto de avião de 25 anos está desaparecido há quase um mês após viagem ao Pará, segundo relatou a mãe dele à reportagem. João Vitor de Lima Franco viajou para Belém (PA) no dia 10 de março. Ele saiu de Araraquara e foi até o aeroporto de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, onde embarcou para a capital paraense. Objetivo de viagem seria uma entrevista de trabalho. O rapaz -que ficou hospedado em um condomínio em Belém- faria a entrevista numa empresa local. Mãe diz que filho manteve contato nos dois primeiros dias. Alessandra Lima, mãe do rapaz, contou à reportagem que conversou com ele nos dias 11 e 12 de março. No dia 14, no entanto, o piloto parou de se comunicar com a família. “A gente não sabe nada. Desde o dia 14 de março, a gente não tem informações desse menino. Ele nunca ficou mais do que dois dias sem falar com a gente. A cada dia, a cada noite que escurece, é uma dor, uma angústia”, disse Alessandra. “A gente manda mensagem para o telefone dele, mas não recebe, não chega. Eu estou conversando com o pai dele para ver o que vamos fazer (se vamos para o Pará)”, afirmou ainda a mãe. Boletim de ocorrência foi feito pela família em Araraquara. “O caso foi registrado como desaparecimento de pessoa na Delegacia de Polícia de Plantão de Araraquara, e encaminhado à Delegacia de Investigações Gerais de Araraquara (DIG), que mantém diligências visando a localização do homem, de 25 anos”, afirmou a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo). Polícia Civil do Pará diz que não há registro. “Em relação ao caso do piloto, checamos com a Delegacia de Pessoas Desaparecidas e também com as Delegacias de Polícia de Belém e nas unidades policiais da Região Metropolitana e, até o momento, não houve registro desse caso pela PCPA. Também checamos com a Polícia Interestadual do Pará e com a Seccional de Santarém, no interior do Estado, mas também não houve registro”, disse a pasta em contato com a reportagem. Leia Também: Saiba quais são as novas leis que ampliam a proteção às mulheres
A Força Aérea Brasileira (FAB) disse ter havido um “problema técnico operacional” das 9h30 às 10h06, mas o impacto nos aeroportos foi maior, com efeito cascata levando a atrasos, cancelamentos e desvios de rota. Mais de 200 voos e cerca de 8.000 passsageiros foram afetados. Segundo as autoridades, o problema técnico ocorreu no Controle de Aproximação (APP, do inglês Approach Control) na região de São Paulo após uma suspeita de incêndio no prédio do Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo). “Apareceu uma fumaça em uma área do prédio do Decea e, por precaução e orientação até que o Corpo de Bombeiros chegasse, os funcionários foram orientados pelo Decea a deixar o prédio”, afirmou o presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Tiago Faierstein. A situação deixou os saguões dos aeroportos de Guarulhos, na Grande São Paulo, e de Congonhas, na zona sul da capital paulista, lotados. Nas redes sociais, dezenas de passageiros, que estavam prestes a decolar relatam esperar por mais de uma hora dentro das aeronaves sem informações se conseguiriam viajar. Alguns deles reclamavam da falta de informação e por estarem presos dentro dos aviões sem ar-condicionado. O empresário Fábio Andres Patino, que estava com a esposa, Cristina Cabral de Miranda, saiu de Varginha (MG) e chegou ao aeroporto por volta das 6h. O embarque ocorreu às 7h50, com decolagem prevista para 8h40, mas o avião permaneceu na pista até cerca de 10h30, quando o voo foi cancelado. “A gente já estava dentro, esperando autorização para decolar. Aí o comandante mandou desembarcar e pegar as malas”, afirmou. Desde então, eles aguardam orientação da companhia aérea. “Mandaram fazer a fila, mas até agora não sabem dizer se a gente viaja hoje, amanhã ou quando vai ser”, disse. Situação semelhante foi enfrentada pela passageira Jucilene Amaral, que viajava de férias com a família. Ela conta que o trajeto começou no Recife, com conexão em São Paulo, mas acabou marcado por sucessivos atrasos e cancelamentos. “O voo a gente pegou no Recife, desceu aqui para pegar o de 7h50, aí já foi cancelado. Passou para 9h30 e depois foi cancelado de uma vez, aí agora só de 15h30”, afirmou. A Anac disse que acompanhava, ao longo do dia todo, “o desempenho operacional das empresas e dos aeroportos afetados, para avaliação de eventuais reflexos e efeitos em cascata na malha”. A agência estudava ampliar o horário de funcionamento em Congonhas, que normalmente fecha as 23h. Às 21h30, a concessionária Aena confirmou a ampliação do horário até meia-noite. “Para reduzir os impactos na malha aérea nacional, causados pela suspensão temporária dos voos no espaço aéreo da Terminal São Paulo nesta manhã, o aeroporto de Congonhas deve operar até a meia-noite desta quinta-feira (9). A decisão foi tomada após pedido das companhias aéreas ao Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), e aprovado pelo órgão”, divulgou a empresa. A FAB, em nota, disse ter cumprido rigorosamente todos os requisitos internacionais de segurança de voo, “mantendo o fluxo operacional previsto para o aeródromo”. Em razão da ocorrência, o departamento suspendeu as autorizações de decolagem na área de controle terminal de São Paulo (TMA-SP), que abrange os aeroportos de Congonhas e Guarulhos. A suspensão de operações em aeroportos de São Paulo provocou reflexos em cidades como o Rio de Janeiro. A Infraero disse que três voos tiveram de retornar ao aeroporto Santos Dumont, na capital fluminense. Dois deles tinham Congonhas como destino, e um iria para Guarulhos. Ainda segundo a estatal, houve o cancelamento de quatro voos de chegada e três de partida no Santos Dumont. Segundo a GRU Airport, concessionária responsável pelo aeroporto de Guarulhos, as operações foram retomadas ainda pela manhã. O local teve 16 voos cancelados, 11 alternados e 86 com atrasos superiores a 15 minutos No aeroporto de Viracopos, em Campinas, a interrupção ocorreu das 9h às 10h08. Até as 15h45, foram registrados atrasos em 24 chegadas e 40 partidas. Também foram cancelados 6 voos de chegada e 8 de partida, segundo a companhia. A Aena, concessionária que administra Congonhas, disse que o aeroporto ficou fechado das 8h58 às 10h09. “A Aena recomenda que todos os passageiros com voos marcados para esta quinta-feira entrem em contato com as companhias aéreas para confirmar a situação dos seus voos”, disse. Segundo o painel de controle aéreo de Congonhas, 23 voos que decolariam foram cancelados e 4 atrasaram. Dos que aterrissariam, 19 foram cancelados, 3 atrasaram e 1 foi alternado para outro local. A passageira Gislene Gonçalves Pires foi uma das afetadas. Ela acompanhava a mãe, de 68 anos, e a avó, de 99, que viajariam para Montes Claros, em Minas Gerais. O grupo chegou ao aeroporto de Congonhas por volta das 10h para um voo previsto para às 11h55, mas foram informadas ainda no check-in sobre a paralisação e a falta de previsão de retomada. Como as duas idosas precisavam de acompanhamento até a aeronave, a companhia ofereceu a remarcação para o dia seguinte, que chegou a ser aceita. Pouco depois, porém, veio a informação de que os voos poderiam ser retomados, e a família decidiu manter a viagem nesta quinta. O embarque, então, foi remarcado para 13h50, com atraso de cerca de duas horas. “Falaram que não tinha previsão, mas que a gente podia escolher. Preferimos esperar”, disse. Apesar da demora, ela afirmou que recebeu suporte da companhia. Leia Também: Lula sanciona leis para fortalecer combate à violência contra mulheres
A Ucrânia informou nesta quinta-feira (9) que a Rússia devolveu 1.000 corpos, apontados por Moscou como de soldados ucranianos mortos em combate, em mais uma etapa de repatriação que permanece como uma das poucas formas de cooperação entre os dois países desde o início da guerra, em fevereiro de 2022. Segundo o Centro Ucraniano para Prisioneiros de Guerra, a entrega foi formalizada após novo acordo entre as partes. “Hoje foram realizadas as medidas de repatriação, e os corpos de 1.000 indivíduos falecidos foram devolvidos à Ucrânia. De acordo com o lado russo, os corpos pertencem a militares ucranianos”, informou a instituição em comunicado divulgado no Telegram. A troca de combatentes mortos tem se mantido ativa mesmo com a ausência de avanços no campo político. Em março, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha informou que vinha facilitando a devolução de cerca de 1.000 corpos por mês entre Kiev e Moscou, em sua maioria de militares mortos na linha de frente. Leia mais: Após críticas de Trump, secretário geral da Otan defende aliança Leia mais: Em meio a cessar-fogo, Irã se prepara para “nova fase” em Ormuz Rússia afirma que Negociações estão em uma “pausa situacional” Enquanto a cooperação humanitária segue pontual, as negociações para encerrar o conflito enfrentam obstáculos. Também em março, a Rússia anunciou “uma pausa situacional, por razões óbvias” nas tratativas que envolvem Washington, Kiev e Moscou. Segundo o Kremlin, a interrupção ocorreu devido ao foco internacional voltado para a escalada do conflito no Irã, o que reduziu a capacidade de mediação dos Estados Unidos. O governo russo indicou que espera retomar o diálogo quando houver “possibilidade e as agendas das três partes — principalmente as dos nossos mediadores americanos — forem acordadas, e eles puderem dedicar mais atenção às questões ucranianas, esperamos que essa pausa seja interrompida e que possamos realizar outra rodada de negociações trilaterais”.
A relação entre os Estados Unidos e a Otan enfrenta um momento de instabilidade impulsionado pelas cobranças de Washington envolvendo o conflito no Oriente Médio. Nesta quinta-feira (9), o secretário-geral da aliança, Mark Rutte, rebateu críticas feitas pelo presidente Donald Trump sobre a atuação do bloco na guerra contra o Irã. Em discurso em Washington, Rutte afirmou que os países-membros têm atendido às demandas feitas por Trump para fortalecer a aliança, mas reconheceu que houve demora inicial no apoio às operações. “Quando chegou a hora de fornecer o apoio logístico e de outras naturezas que os Estados Unidos precisavam no Irã, alguns aliados foram um pouco lentos, para dizer o mínimo. Mas, para ser justo, eles também ficaram um pouco surpresos”, disse. Ele explicou que a reação foi influenciada pela decisão dos EUA de não informar previamente os parceiros. “Para manter o elemento surpresa nos ataques iniciais, o presidente Trump optou por não informar os aliados com antecedência. E eu entendo isso”. Leia mais: Em meio a cessar-fogo, Irã se prepara para “nova fase” em Ormuz Leia mais: Trégua no Oriente Médio derruba petróleo e pode aliviar pressão sobre combustíveis no Brasi Leia mais: Cessar-fogo no Oriente Médio é firmado entre desacordos Secretário-geral da Otan, Mark Rutte e secretário de estados dos EUA, Marco Rubio (Foto: Divulgação/ Otan) Rutte ressaltou que, após esse momento, houve mudança de postura e que “quase sem exceção, os aliados estão fazendo tudo o que os Estados Unidos pedem”. O secretário-geral também mencionou o esforço europeu para ampliar investimentos militares e classificou o movimento como uma “mudança de mentalidade” dentro da Otan. Ele ainda criticou o que chamou de “reportagens alarmistas” sobre o futuro da aliança. “Vou deixar isto bem claro: esta aliança não está ignorando o perigo iminente”, declarou. Na quarta-feira (8), o governo norte-americano havia elevado o tom contra o bloco. A secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou que os mesmos da Otan “foram postos à prova e falharam”. O presidente norte-americano também criticou os aliados nas redes sociais e afirmou que “a Otan não estava lá quando nós precisamos dela, e eles não estarão lá se nós precisamos deles novamente”. Ainda, segundo o jornal The Wall Street Journal, Trump avalia medidas para punir países da aliança pela falta de apoio na guerra.
O Guns N’ Roses, uma das maiores bandas internacionais do planeta, chega a Campo Grande ainda nesta quarta-feira (8). Funcionários do hotel que hospedará os roqueiros tiveram treinamento e ordens rigorosas de atendimento, firmadas em contratos, para receber o grupo, como não ter contato visual com os integrantes. Informações obtidas pelo Jornal Midiamax são de que a equipe hoteleira do hotel, que fica na Avenida Mato Grosso, está com “os nervos à flor da pele”, já que o atendimento fora dos padrões estabelecidos com antecedência pode resultar em demissões. “[Treinamento] bem rigoroso. Não podemos nem olhar para eles. Pedir foto ou autógrafos é expressamente proibido. Ninguém pode entrar [no hotel]. Imprensa não pode passar, nem fãs. Por mais que passem muitos artistas e cantores [no hotel], nunca foi tão exigente assim. Nós assinamos [contratos] de que não podemos pedir [fotos ou autógrafos], mas tem alguns artistas que não ligam”, relata uma fonte ouvida, que prefere o anonimato. Os astros ficarão hospedados no mesmo corredor, e a equipe foi orientada a apenas respondê-los caso seja solicitada. O hotel receberá segurança reforçada em todos os cantos. “Eles não querem que olhem para eles, não gostam de conversar. Vão fazer refeições no quarto para evitar fãs”, pontua. Famosos simpáticos Outros grandes famosos brasileiros já se hospedaram na unidade, como a influenciadora Virginia Fonseca, o apresentador Carlos Alberto de Nóbrega e a dupla Rio Negro e Solimões. “Zezé Di Camargo também vai ficar hospedado aqui. MC Daniel e a dupla João Bosco e Vinícius foram super simpáticos. Eles chegaram abraçando todos.” Demitida após filmar Axl Rose As exigências severas sobre tietagem ou contato com a banda não são novidades. Em 2022, uma funcionária de um hotel de Manaus foi demitida após filmar o vocalista do Guns N’ Roses, Axl Rose, dentro das instalações do estabelecimento. Na época, o Juma Ópera Hotel havia informado à imprensa que a equipe de hotelaria havia sido instruída a não filmar ou fotografar qualquer integrante da banda. O caso ganhou repercussão após a funcionária relatar, aos prantos, o desligamento e o encontro com o astro. Show O Guns N’ Roses se apresenta na noite de quinta-feira (9), no Autódromo Internacional Orlando Moura. O evento terá 3h de rock and roll. A banda Raimundos abrirá o show, assim como ocorreu na turnê de 2025. A capacidade do Autódromo Orlando Moura é estimada em 40 mil pessoas, marca que pode ser atingida até a data do show.
A capacidade das rainhas de espécies de mamangabas de respirar e sobreviver debaixo d’água desempenha um papel importante — e até há pouco ignorado — na resiliência de populações de abelhas ameaçadas Na maioria das espécies de abelhas do gênero das mamangabas (Bombus), as rainhas passam o inverno enterradas no solo, em uma minúscula cavidade do tamanho de uma uva. Durante seis a nove meses, elas entram em um estado semelhante a um sono profundo chamado diapausa, à espera da primavera. À medida que as mudanças climáticas trazem chuvas mais intensas em muitas regiões, essas rainhas em hibernação enfrentam riscos crescentes de instabilidade nas condições subterrâneas, incluindo inundações. É bom, então, que essas rainhas possam sobreviver dias debaixo d’água sem se afogar. Surpreendentemente, nossa nova pesquisa revela que elas conseguem isso por meio de um processo de respiração contínua enquanto submersas por até oito dias. Tudo começou com um acidente de laboratório Nós descobrimos inicialmente que as rainhas de mamangabas – também conhecidas como “abelhões” – em hibernação podem sobreviver à submersão devido a um acidente. Durante um experimento na Universidade de Guelph, alguns dos tubos nos quais as rainhas estavam hibernando na geladeira do laboratório se encheram inadvertidamente de água. Inicialmente, presumimos que as rainhas tivessem morrido. Mas, após esvaziar a água, elas começaram a se mover e logo se recuperaram. Isso sugeriu que as rainhas de mamangabas poderiam ser capazes de sobreviver à submersão. Então, projetamos um experimento de acompanhamento envolvendo 143 rainhas de abelhas comuns do leste dos EUA (Bombus impatiens).
A guerra no Oriente Médio avançou nesta quinta-feira (9) sob pressão crescente sobre as negociações com os Estados Unidos e Israel e novos desdobramentos militares e políticos envolvendo o Estreito de Ormuz e os bombardeios no Líbano. O cenário de instabilidade foi agravado pela ofensiva israelense na quarta-feira (8), após acordo de cessar-fogo na noite de terça-feira (7), considerada a mais intensa desde o início dos confrontos. Em um intervalo de dez minutos, 160 mísseis atingiram o território libanês, deixando ao menos 254 mortos e 890 feridos, segundo o governo local. O Exército de Israel admitiu que atacou áreas densamente povoadas e alegou que integrantes do Hezbollah estavam entre civis, além de afirmar que houve avisos prévios para evacuação. A resposta do Irã veio no campo político e militar. Também na quarta-feira, Teerã voltou a fechar o Estreito de Ormuz em retaliação aos bombardeios e anunciou rotas alternativas para navegação, em meio ao risco de minas navais. Já nesta quinta, dados de monitoramento indicaram uma queda drástica no fluxo marítimo: apenas seis navios cruzaram a região nas últimas 24 horas, frente a uma média de cerca de 140 por dia. Em meio à escalada, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que a ação israelense representa uma violação do cessar-fogo firmado com os Estados Unidos e colocou em dúvida a continuidade das negociações. “O novo ataque do regime sionista ao Líbano é uma violação flagrante do acordo inicial de cessar-fogo. Isso é um sinal perigoso de engano e falta de compromisso com os acordos potenciais. A continuação dessas ações tornará as negociações sem sentido. Nossas mãos permanecem no gatilho. O Irã nunca abandonará seus irmãos e irmãs libaneses”. Líbano sob ataque isralense (Foto: Reprodução/ @netanyahu) Leia mais: Trégua no Oriente Médio derruba petróleo e pode aliviar pressão sobre combustíveis no Brasil Leia mais: Cessar-fogo no Oriente Médio é firmado entre desacordos Líder supremo do Irã promete vingança pela morte de Ali Khamenei Ainda nesta quinta, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, se pronunciou pela primeira vez desde o cessar-fogo. Ele afirmou que a administração do Estreito de Ormuz entrará em uma “nova fase” e indicou que o país buscará compensações pelos danos causados durante a guerra. Khamenei também prometeu vingança pela morte de seu pai, Ali Khamenei, atingido no primeiro dia de ataque, em 28 de fevereiro, mas não detalhou as medidas que pretende adotar. Na mesma linha, o líder fez um apelo à população e a países vizinhos do Golfo Pérsico, com críticas indiretas às alianças regionais. “Aos vizinhos do sul do Irã, eu digo: vocês estão presenciando um milagre, então vejam direito, compreendam e se posicionem no lugar correto, e sejam céticos em relação às promessas falsas dos demônios desconfiados”. Tropas dos EUA continuam no Oriente Médio até acordo definitivo Do lado norte-americano, o presidente Donald Trump afirmou que manterá tropas na região até que haja um acordo considerado definitivo e reforçou o tom de ameaça. “Se, por qualquer motivo — o que é altamente improvável — isso não acontecer, então ‘os ataques vão começar’, maiores, melhores e mais intensos do que qualquer um já viu antes”. Em paralelo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que orientou o início de negociações diretas com o Líbano, com foco no desarmamento do Hezbollah e na tentativa de estabelecer relações pacíficas. Com múltiplas frentes abertas e desconfiança entre os envolvidos, o andamento da guerra no Irã mantém o Oriente Médio em estado de alerta. Apesar da tensão, um encontro entre representantes de Teerã e Washington está mantido para sexta-feira (10), em Islamabad, no Paquistão, na tentativa de avançar para um acordo definitivo.
Morreu nesta quinta-feira (9) o engenheiro civil Renato Katayama. Ele foi secretário de Controle Urbanístico de Campo Grande, em 1985, e secretário de Obras de Mato Grosso do Sul, entre 1992 e 1994. Katayama também atuava como corretor de imóveis e fundou a CVI-MS (Câmara de Valores Imobiliários de MS). Em nota, o Creci-MS (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de MS) lamentou a morte. “Contribuiu de forma significativa para o desenvolvimento do setor imobiliário no Estado”, diz o texto. Além disso, o engenheiro foi cônsul honorário do Chile em Campo Grande, entre 1995 e 2003. Antes disso, foi titular da Semur (Secretaria Municipal de Controle Urbanístico), durante a administração do prefeito Lúdio Coelho. “Em apenas 1 ano mudei a postura do atendimento ao público”, escreveu Renato Katayama sobre este período, em rede social. O trabalho como secretário de Obras do Estado foi durante o governo de Pedro Pedrossian. Mais recentemente, Katayama foi o engenheiro responsável pela obra de reforma da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), em 2012. Homenagem na Santa Casa, em 2017. (Reprodução, Santa Casa) Em dezembro de 2017, ele foi homenageado pela Santa Casa, com uma medalha de 100 anos da instituição. A homenagem foi entregue ao engenheiro Renato Katayama, na época representando a construtora Construmat. Ele foi o responsável técnico pela edificação do prédio do hospital de referência em Campo Grande.