O Estado de São Paulo registrou três novos casos de febre amarela, segundo comunicado desta quinta-feira (23) da Secretaria da Saúde local. Dois pacientes que moravam no Vale do Paraíba morreram. As vítimas da ação do vírus são dois homens, um de 56 anos e outro de 53 anos. Eles eram residentes da cidade de Lagoinha. O terceiro caso foi registrado na região de Sorocaba, na cidade de Araçariguama, mas o homem de 43 anos conseguiu se curar. Na semana passada houve o registro de outros três casos da doença, sendo que um homem de 38 anos, da cidade de Cunha, morreu. Em Cruzeiro, dois pacientes se curaram. Estas duas cidades também estão na região do Vale do Paraíba. >> Siga o canal da Agência Brasil no Vacine-se A vacina contra a febre amarela está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e em postos de saúde do SUS. Crianças devem receber uma dose aos 9 meses e, depois, um reforço aos 4 anos de idade. Quem recebeu uma dose antes dos 5 anos deve tomar reforço. Pessoas de 5 a 59 anos que não foram vacinadas também têm de receber a dose. FONTE: AGENCIA BRASIL
Autoridades como o FBIa Casa Branca e o Congresso dos EUA iniciaram uma investigação para apurar uma possível relação entre ao menos dez mortes e desaparecimentos de pesquisadores ligados à NASA e a projetos nucleares. O caso ganhou força após o Comitê de Supervisão da Câmara dos Estados Unidos anunciar, na segunda-feira (20), a abertura de uma apuração oficial. O objetivo é identificar eventuais conexões entre os episódios, registrados desde 2022, incluindo acesso a informações confidenciais ou possível envolvimento de agentes estrangeiros. Entre os casos investigados está o desaparecimento de William Neil McCasland, major-general aposentado da Força Aérea, ocorrido em fevereiro, no estado do Novo México. Ele deixou para trás objetos pessoais como celular e relógio. Já em Brooklinpróximo a Bostono físico Nuno FG Loureiro, professor do Instituto de Tecnologia de Massachusettsfoi morto a tiros dentro de casa. EUA apuram série de acontecimentos EUA apuram série de mortes e desaparecimentos de cientistas. Foto: Reprodução Outro caso envolve Mônica Reza, diretora de um grupo de processamento da NASA, que desapareceu durante uma trilha em uma floresta na região de Los Angeles. Segundo autoridades, os episódios têm naturezas distintas, incluindo homicídios não solucionados e desaparecimentos sem indícios claros de crime , o que dificulta estabelecer uma conexão direta. Ainda assim, o deputado James Comer afirmou ser “muito improvável que seja coincidência”. O diretor do FBI, Kash Pateldeclarou que a investigação busca cruzar informações sobre acesso a dados classificados e possíveis vínculos externos. Já o presidente Donald Trump disse esperar que os ঘটন sejam aleatórios, mas afirmou que novas conclusões devem surgir em breve. A secretária de imprensa Caroline Leavitt destacou que o governo trabalha de forma integrada com diferentes agências para revisar os casos. Em nota, a NASA afirmou que coopera com as investigações e, até o momento, não há indícios de ameaça à segurança nacional. Leia também: Após Trump estender trégua, Teerã afirma que bloqueio naval viola cessar-fogo
Ao comentar o retorno do sarampo nas Américas, o diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Jarbas Barbosa, disse nesta quinta-feira (23) que o principal desafio a ser enfrentado na região não é a disponibilidade de doses de vacina, mas alcançar aqueles que permanecem sem imunização. “Há uma percepção de baixo risco (da doença), há falta de informação e há obstáculos ao acesso (à vacina), que terminam por contribuir com essa situação. E, quando a cobertura dessa vacina cai, o vírus volta. É simples assim. O sarampo é uma das doenças mais infecciosas conhecida.” Durante coletiva de imprensa, Jarbas lembrou que as Américas foram a primeira região do mundo a eliminar o sarampo em 2016. O status foi perdido dois anos depois, em 2018. Em 2024, a região reconquistou o certificado de eliminação da doença e, no ano seguinte, perdeu novamente o status. Dados da Opas mostram que, em 2025, 14.767 casos confirmados de sarampo foram relatados em 13 países das Américas – 32 vezes mais que no ano anterior. Já em 2026, 15,3 mil casos confirmados foram relatados até o início de abril, sendo que México Guatemala, Estados Unidos e Canadá respondem pela maioria deles. Os números mostram ainda que, no ano passado, 32 mortes relacionadas à doença foram relatadas nas Américas. Já no primeiro trimestre de 2026, pelo menos 11 óbitos foram comunicados, a maior parte deles em populações mais vulneráveis, que enfrenta maiores obstáculos no acesso a serviços e atendimento médico. “Esse retorno do sarampo às Américas significa um atraso e precisamos realmente reverter isso por meio de ação decisiva”, disse Jarbas. Segundo o diretor da Opas, ao longo dos últimos 25 anos, a vacinação contra o sarampo preveniu mais de 6 milhões de mortes nas Américas. “Já eliminamos o sarampo e podemos fazer de novo. Mas isso vai requerer compromisso político sustentável, investimentos em saúde pública e também ações decisivas para reconstruir a confiança nas vacinas e combater a desinformação. Tenho confiança de que poderemos recuperar o status da região como livre do sarampo. Já fizemos isso duas vezes e podemos fazer uma terceira vez”. >> Siga o canal da Agência Brasil no Brasil Apesar do contexto regional, o Brasil mantém o status de país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo, conquistado em 2024. Em 2025, o país registrou 3.952 casos suspeitos, dos quais 3.841 foram descartados, 46 permanecem em investigação e 38 foram confirmados. Destes, dez foram importados, 25 foram classificados como relacionados à importação e três apresentaram fonte de infecção desconhecida. Em 2026, até meados de março, o Brasil registrou 232 casos suspeitos e confirmou dois casos: uma criança de 6 meses, residente em São Paulo e com histórico de viagem à Bolívia; e uma jovem de 22 anos, residente no Rio de Janeiro, com investigação em andamento; ambas não vacinadas. Sobre o sarampo O sarampo é uma doença viral infecciosa aguda altamente contagiosa e potencialmente grave. Sua transmissão acontece principalmente por via aérea ou gotículas respiratórias ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O vírus causador da infecção pode se disseminar rapidamente em ambientes com grande concentração de pessoas. Entre os sintomas figuram febre, tosse, coriza, perda de apetite e conjuntivite, com olhos vermelhos, lacrimejantes e fotofobia. Há também manchas vermelhas na pele. Erupções começam no rosto, na região atrás da orelha, e se espalham pelo corpo. A pessoa também pode sentir dor de garganta. A pele pode descamar, como se fosse queimadura. O sarampo pode causar condições graves como cegueira, pneumonia e encefalite (inflamação do cérebro). Vacinação A principal forma de prevenção contra a doença é a vacinação, oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e que faz parte do calendário básico de vacinação infantil. A primeira dose deve ser tomada aos 12 meses de idade, com o imunizante tríplice viral, que protege também contra a caxumba e a rubéola. A segunda dose é aplicada aos 15 meses. Qualquer pessoa com até 59 anos que não tenha comprovante de imunização ou não tenha completado o esquema vacinal deve atualizar a carteira de vacinação. FONTE: AGENCIA BRASIL
A partir do próximo sábado (25) até o dia 2 de maio, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) realiza, em países e territórios da região, a 24ª Semana de Vacinação nas Américas. Sob o lema “Sua decisão faz a diferença. Imunização para todos”, a proposta é acelerar a eliminação de mais de 30 doenças transmissíveis até 2030 — das quais 11 são preveníveis por vacinação. Em entrevista nesta quinta-feira (23), o diretor da Opas, o brasileiro Jarbas Barbosa, lembrou que, desde 2002, a iniciativa possibilitou a aplicação de mais de 1,2 bilhão de doses nas Américas. “Os avanços são encorajadores, mas insuficientes”, disse, ao destacar que mais de 1,4 milhão de crianças na região não receberam sequer uma dose da vacina contra a difteria, o tétano e a coqueluche, por exemplo, ao longo de 2024. “Não se trata apenas de números. São vidas, famílias e comunidades inteiras em risco”, completou. >> Siga o canal da Agência Brasil no De acordo com o diretor, ao longo dos próximos dias, 21 países das Américas planejam administrar um total de 90 milhões de doses, incluindo mais de 80 milhões de imunizantes contra a influenza. Durante o período, segundo ele, também está prevista a atualização da caderneta de vacinação de mais de 7,2 milhões de crianças com esquemas incompletos ou sem nenhuma dose aplicada. FONTE: AGENCIA BRASIL
UMfastado há mais de dois meses do cargo de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) diante de acusações de assédio e importunação sexual, Marco Buzzi mantém um salário repleto de penduricalhos que o faz superar os R$ 100 mil líquidos por mês. Em nota, o STJ afirmou que o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) ao qual Buzzi responde foi levado ao plenário no dia 14 de abril e que neste mês “ele receberá apenas a parcela remuneratória dos seus vencimentos”. Isso significa que não serão pagos os penduricalhos aos quais ele possa ter direito (leia a íntegra ao final). Procurada para comentar sobre os pagamentos realizados ao ministro, a defesa não se pronunciou. Em manifestações anteriores, afirmou que ele não cometeu qualquer ato impróprio e que “a tentativa de julgar e condenar” o magistrado “antes mesmo do início formal de uma investigação” configura um “inaceitável retrocesso civilizacional”. Buzzi foi afastado do cargo no dia 10 de fevereiro após o STJ instaurar o PAD para apurar as denúncias de crimes sexuais. Naquele mês, o ministro recebeu R$ 132 mil brutos do tribunal, o que correspondeu a R$ 106 mil líquidos direto na conta do ministro. Os dados foram publicados primeiro pelo G1 e confirmados pelo Estadão. O padrão se repetiu em março, primeiro mês do afastamento do ministro, quando o seus vencimentos líquidos chegaram a R$ 101 mil. O salário base de um membro do STJ é R$ 44 mil, mas Buzzi e outros ministros conseguem mais que duplicar esse valor com penduricalhos descritos como “indenizações” e “vantagens pessoais”. O STJ não especifica quais penduricalhos o ministro fez jus para receber o salário de R$ 100 mil, mas cita que, dentre as indenizações, podem constar “auxílio-alimentação, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, auxílio-saúde, auxílio-natalidade, auxílio-moradia, ajuda de custo, além de outras parcelas desta natureza”. Já em relação às “vantagens pessoais”, Buzzi pode ter recebido os penduricalhos conhecidos como “adicional por tempo de serviço, quintos, décimos e vantagens decorrentes de sentença judicial ou extensão administrativa, e abono de permanência”. As vantagens pessoais correspondem a um adicional de R$ 16 mil por mês no salário de Buzzi, enquanto que as indenizações pagas foram de R$ 71 mil, em fevereiro, e R$ 66 mil, em março. O ministro manteve no período de afastamento média salarial semelhante a do ano passado, quando recebeu valores superiores a R$ 93 mil reais. Em um mês do ano passado, Buzzi chegou a receber R$ 260 mil turbinado pelos penduricalhos. O ministro acumulou mais de R$ 1,1 milhão em 2025. O afastamento impede que o ministro compareça ao STJ e exerça as suas funções enquanto durar o processo administrativo. Como não houve sanção e reconhecimento formal dos crimes, Buzzi segue com direito a receber o seu salário sem nenhum tipo de desconto. Além do processo administrativo no STJ, Buzzi também responde a inquérito criminal no Supremo Tribunal Federal (STF). O caso está em sigilo, sob a relatoria do ministro Kassio Nunes Marques. Leia a nota do STJ O Processo Administrativo Disciplinar foi aberto pelo Pleno do Superior Tribunal de Justiça no dia 14 de abril. Neste mês, o ministro receberá apenas a parcela remuneratória dos seus vencimentos, consoante o art. 15 da Resolução 135 do CNJ. Ressalte-se que o magistrado já estava impedido de utilizar o seu local de trabalho e usufruir de veículo oficial e outras prerrogativas inerentes ao exercício da função, nos termos do parágrafo 2º do art. 15 da referida Resolução. Leia Também: Mendonça autoriza Vorcaro a fazer exames em hospital particular
Para fortalecer ações de transparência e controle da gestão pública em Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado por meio da CGE (Controladoria-Geral do Estado), construiu o primeiro manual para elaboração de programas de integridade pública. A publicação se consolida como uma das primeiras do tipo no Brasil, o que aumenta ainda mais a segurança e confiabilidade da administração pública e reforça ações já desenvolvidas. O governador Eduardo Riedel recebeu hoje (23) um exemplar do manual, entregue pelo controlador-geral do Estado, Carlos Eduardo Girão e pelo diretor-geral de governança e compliance da CGE, Everson Cordeiro. “Parabenizo a CGE por mais este produto que é um passo importante e que deve reger a administração pública no Estado. Hoje o manual é concluído, um dos primeiros do Brasil, bem elaborado no âmbito estadual e que já é uma referência para várias entidades públicas. É um caminho para ser percorrido em termos de transformação de cultura, que a gente tem seguido no compliance, na integridade, no bom uso de recurso público de uma maneira geral”, disse o governador. Em março do ano passado o Governo do Estado publicou decreto que institui a PCP (Política de Compliance Público) para todo o Poder Executivo estadual, que determina a produção de relatórios por comitês de compliance. A CGE (Controladoria-Geral do Estado) é a responsável pelo fomento da PCP a partir de elaboração de material técnico, cursos de capacitação, oficinas e outros instrumentos que subsidiem os órgãos estaduais na implantação das normas. Além disso, a Controladoria também oferece orientação técnica necessária para que a política de compliance seja devidamente implementada, executada e monitorada. “O manual é fruto de trabalho técnico comprometido com a melhoria da gestão pública. O objetivo é oferecer um guia prático e acessível para que os órgãos possam desenvolver programas de integridade alinhados a realidade e boas práticas”, afirmou Girão. Conheça a PCP A Política de Compliance Público é o conjunto de estruturas e de procedimentos destinados a assegurar a conformidade dos atos de gestão com padrões morais, éticos e legais e a garantir o alcance dos resultados das políticas públicas e a satisfação dos cidadãos, por meio do fomento, da implantação, da execução e do monitoramento de ações relacionadas à integridade pública e à gestão de riscos, segundo explica o decreto. Os dois eixos principais da PCP são a integridade e a gestão de riscos. No caso da integridade, ela é definida como “conjunto de ações institucionais voltadas à prevenção, à detecção, à punição e à remediação de fraudes e de atos de corrupção, visando a orientar e a guiar o comportamento dos agentes públicos de forma a alinhá-los ao interesse público”. Já a gestão de riscos é elencada como “arquitetura necessária (princípios, objetivos, estrutura, competências e processo) para gerenciar riscos, por meio dos procedimentos de identificação, de análise, de avaliação e de tratamento dos riscos que possam afetar os objetivos institucionais”. Natalia Yahn, Comunicação Governo de MSFotos: Saul Schramm, Secom-MS Fonte: Secom Mato Grosso do Sul
O Ministério da Saúde emitiu alerta sobre o risco iminente de reintrodução e disseminação do sarampo no Brasil em razão do fluxo intenso de viajantes para a Copa do Mundo 2026. Neste ano, a competição será sediada a partir de junho pelos Estados Unidos, Canadá e México, países que enfrentam surtos da doença. A nota técnica descreve um cenário de alta transmissibilidade do sarampo nas Américas e um grande número de brasileiros com destino aos países-sede do evento, bem como a outros países onde há surto ativo da doença. “Há um risco iminente de reintrodução do sarampo no Brasil após o retorno desses viajantes ou da chegada de estrangeiros, porventura infectados”. O documento reforça recomendações de vacinação contra a doença, visando proteger viajantes e a população residente no Brasil, considerando que Estados Unidos, Canadá e México apresentam elevado número de casos, com surtos ainda ativos. “A vacinação oportuna de viajantes e a vigilância sensível dos serviços de saúde são as únicas estratégias capazes de mitigar o risco de reintrodução do vírus”, alertou o Departamento do Programa Nacional de Imunizações no documento. >> Siga o canal da Agência Brasil no Copa do Mundo A Copa do Mundo 2026 acontece entre os dias 11 de junho e 19 de julho de 2026, com jogos sediados em cidades dos Estados Unidos, do México e do Canadá. A estimativa é que milhões de pessoas participem, incluindo grande número de viajantes internacionais provenientes de diferentes regiões do mundo. “Eventos de massa internacionais como este resultam em grande mobilidade populacional e intensa circulação de viajantes entre países e continentes, o que pode favorecer a disseminação de doenças transmissíveis”, destacou o ministério no documento. Painel da Copa do Mundo de 2026 em Los Angeles REUTERS/David Swanson/Direitos reservados Sarampo nas Américas O Ministério da Saúde define o sarampo como uma doença viral infecciosa aguda altamente contagiosa e potencialmente grave. Sua transmissão acontece principalmente por via aérea ou gotículas respiratórias ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O vírus causador da infecção pode se disseminar rapidamente em ambientes com grande concentração de pessoas. O ministério alerta que o sarampo permanece com ampla distribuição global, com persistência de surtos em todos os continentes. “Em 2025, foram confirmados 248.394 casos mundialmente, demonstrando que a circulação viral permanece como uma ameaça crítica à saúde pública”. “Esse cenário é agravado pela existência de bolsões de indivíduos suscetíveis, resultantes da hesitação vacinal e de falhas na cobertura vacinal em diversas regiões.” Na região das Américas, o documento aponta um aumento expressivo na incidência da doença, com milhares de casos de sarampo, sobretudo nos países-sede da Copa. Em 2025, a epidemia de sarampo no Canadá causou 5.062 casos, causando a perda da certificação de país livre de sarampo. Em 2026, foram 124 casos, mantendo a área como de circulação endêmica. Situação semelhante foi observada no México, que passou de sete casos, em 2024, para 6.152, em 2025, e 1.190 casos, em janeiro de 2026, conforme dados preliminares. Já os Estados Unidos notificaram 2.144 casos em 2025 e 721 casos apenas em janeiro de 2026. Os três países se encontram com surtos ativos de sarampo, quando há transmissão contínua do vírus ocorrendo nesse momento. O cenário de agravamento culminou na perda do status da região das Américas como zona livre de transmissão endêmica em novembro de 2025. Brasil livre do sarampo Apesar do contexto regional, o Brasil mantém o status de país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo, conquistado em 2024. Em 2025, o país registrou 3.952 casos suspeitos, dos quais 3.841 foram descartados, 46 permanecem em investigação e 38 foram confirmados. Destes, dez foram importados, 25 foram classificados como relacionados à importação e três apresentaram fonte de infecção desconhecida. “Um dado alarmante é que 94,7% dos casos confirmados em 2025 (36 de 38) ocorreram em pessoas sem histórico vacinal”, destacou o ministério. Em 2026, até meados de março, o Brasil registrou 232 casos suspeitos e confirmou dois casos: uma criança de 6 meses, residente em São Paulo e com histórico de viagem à Bolívia; e uma jovem de 22 anos, residente no Rio de Janeiro, com investigação em andamento; ambas não vacinadas. “O cenário epidemiológico atual reforça a vulnerabilidade do Brasil frente à reintrodução do vírus. A combinação de surtos ativos em países vizinhos, fluxo contínuo de viajantes, brasileiros não vacinados e a confirmação de casos importados faz com que o risco de casos e surtos de sarampo seja alto.” Vacinas de poliomelite, sarampo; caxumba e rubéola produzidas por Bio-Manguinhos/Fiocruz, exibidas no 9º Simpósio Internacional de Imunobiológicos. Fernando Frazão/Agência Brasil Vacinação A nota reforça que a vacinação constitui a principal medida de prevenção e controle da doença. A proteção é oferecida gratuitamente pelo Programa Nacional de Imunizações, por meio das vacinas tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela). Dados da pasta mostram que, no Brasil, a cobertura da 1ª dose (D1) atingiu 92,66% em 2025, aproximando-se da meta preconizada de 95% em nível nacional. A homogeneidade (indicador da qualidade da cobertura em diferentes localidades) chegou a 64,56%, sendo que 3.596 municípios atingiram a meta de 95%. Já a cobertura da 2ª dose (D2) atingiu 78,02%, com uma homogeneidade de 35,24%, e 1.963 municípios atingiram a meta de 95%. “Esses resultados evidenciam que ainda há pessoas não vacinadas contra o sarampo no Brasil. Assim, o risco de reintrodução do vírus aumenta com o retorno de viajantes brasileiros infectados ou com a chegada de viajantes estrangeiros infectados, levando a uma potencial ocorrência de surtos e epidemias de sarampo”, ressaltou o documento. Para viajantes internacionais, a orientação é verificar o cartão de vacina e procurar uma unidade de saúde para atualizar a situação vacinal contra o sarampo antes da viagem, conforme esquema detalhado a seguir: Crianças de 6 a 11 meses e 29 dias: realizar a dose zero da vacina, no mínimo, 15 dias antes do embarque, para que haja tempo hábil para a produção de anticorpos. Crianças de 12 meses a adultos de 29 anos: para pessoas que precisam receber o esquema vacinal completo, de 2 doses, o ideal é que a
O homem foi encontrado na terça-feira (21) pela equipe do TOR (Tático Ostensivo Rodoviário), do 3º Batalhão de Polícia Militar Rodoviária. Os agentes faziam patrulhamento na rodovia quando viram o homem caminhando às margens da via. Em razão dos riscos de atropelamento, eles fizeram uma abordagem preventiva e pediram sua identificação. Nesse momento, constataram que ele era um professor universitário desaparecido, cujo boletim de ocorrência registrado pelos parentes, anos atrás, permanecia sem solução, segundo a Polícia Militar. Durante conversa com os policiais, o professor revelou que enfrentava problemas pessoais quando desapareceu, sem manter qualquer contato com seus familiares. Os agentes conseguiram localizar a família do professor, que mora na cidade de São Paulo, e avisar que o haviam localizado. A mãe dele foi prontamente ao local indicado pelos policiais e o reencontro com o filho aconteceu na Base Operacional da Polícia Militar Rodoviária, em Araraquara. A mulher ficou bastante emocionada e disse que não acreditava que o filho ainda estivesse vivo. Leia Também: Bebê prematuro morre após infecção por superbactéria, e hospital fecha UTI em Porto Alegre
Nas últimas semanas, a agência restringiu duas portas de entrada de medicamentos sem registro: o Paraguai e as farmácias de manipulação. Segundo o economista e servidor público que comanda o órgão regulador desde setembro do ano passado, as medidas refletem ações feitas em conjunto com a Polícia Federal e que têm localizado produtos falsificados e de baixa qualidade. “A Anvisa fez mais inspeções neste ano do que em 2025 inteiro, uma série de ações articuladas, e tem encontrado, de fato, muitos problemas”, disse Safatle à Folha de S.Paulo na sexta-feira (17). A atuação da Anvisa mira um mercado paralelo ao dos medicamentos registrados, conhecidos por marcas como Ozempic (semaglutida, da Novo Nordisk), Mounjaro (tirzepatida, da Eli Lilly) e que tem dois produtos da EMS contendo Liraglutida. As restrições da Anvisa têm sido tomadas com cautela e observadas pelo governo, em meio ao cenário de estímulo ao consumo nas redes sociais, onde as canetas são frequentemente tratadas como soluções estéticas em vez de medicamentos. Ainda há pressão política para levar os produtos ao SUS. Em uma das frentes de atuação, a Anvisa anunciou que irá endurecer regras sobre venda de emagrecedores em farmácias de manipulação. O diagnóstico do órgão é de que parte dos estabelecimentos produz fora dos padrões sanitários, em larga escala e sem seguir a exigência de só formular canetas para atender a demandas individuais dos pacientes. A Anvisa ainda deve passar a exigir apresentação de CBPF (Certificado de Boas Práticas de Fabricação) dos fabricantes dos insumos usados nestas farmácias. Cobrado dos produtos registrados, o documento é dado aos fabricantes após inspeção do órgão regulador brasileiro ou de agências estrangeiras. As novas regras sobre as farmácias serão votadas no fim de abril pelos cinco diretores da agência. As ações de fiscalização da Anvisa dispararam após a Polícia Federal deflagrar, em novembro de 2025, operação contra farmácias de manipulação irregulares. Os agentes apreenderam carros, avião, embalagens e remédios. Eles ainda cumpriram mandados em 12 estados no começo de abril, em desdobramento do caso. Em 2026, a agência sanitária fez 26 inspeções relacionadas às farmácias de manipulação e interditou mais de 1,3 milhão de unidades de emagrecedores. Os achados das fiscalizações levaram a agência a estabelecer “padrões mais rigorosos” para a manipulação dos emagrecedores, afirma o presidente do órgão. Depois da ação da PF, cinco entidades médicas também pediram no fim do último ano a proibição imediata e total da venda das canetas nestes estabelecimentos. A indústria também defende revisão das regras e diz que apreensões pontuais têm efeito limitado. Isso porque os produtos das farmácias são feitos “muitas vezes sem total clareza quanto à procedência, às condições de fabricação ou ao cumprimento das boas práticas de armazenamento e transporte”, diz o presidente executivo do Sindusfarma, Nelson Mussolini. Porém, a Anvisa afirma que a legislação sanitária permite a produção dos medicamentos em farmácias de manipulação e que está aperfeiçoando regras para garantir a segurança dos produtos. “A gente está entendendo que sim, é possível seguir essas normas, esse padrão (que está sendo proposto pela Anvisa)”, diz Safatle sobre a manipulação. A agência sanitária ainda proibiu uso e venda de dois emagrecedores do Paraguai (Gluconex e Tirzedral). Os produtos eram os únicos aprovados no país vizinho que ainda não haviam sido alvos de restrição no Brasil. A venda de produto sem registro no Brasil é proibida, mas há margem para a importação para uso pessoal. No caso do Paraguai, a Anvisa tem decidido barrar esta opção. “Localizamos uma série de produtos importados, até mal transportados, em roda de carro. Então esse este tipo de situação não é para consumo pessoal”, disse Safatle sobre o veto aos produtos importados. Safatle ainda assinou um acordo com a agência sanitária do Paraguai para apoiar fiscalizações no país vizinho. Os detalhes ainda estão sob discussão, mas podem incluir o envio de técnicos brasileiros para inspeções nos laboratórios, disse ele. A Anvisa também criou grupos de trabalho com os conselhos federais de Medicina, Odontologia e Farmácia para promover o uso seguro das canetas. O documento destaca preocupação com a popularização do uso de medicamentos originalmente indicados para tratamento de diabetes e obesidade. Ainda foi criado um grupo interno com servidores de várias áreas da agência. As canetas são medicamentos agonistas de GLP-1, hormônio produzido naturalmente pelo corpo humano e que atua no controle dos níveis de glicose no sangue e nos mecanismos de saciedade. Os medicamentos são indicados para obesidade e diabetes. O uso desenfreado das versões sem registro ou para fins estéticos preocupa entidades médicas. “Quando a população fica suscetível a produto sem registro da Anvisa, ela não tem aquela garantia da tríade básica que é o sustentáculo da agência: o produto é seguro, ou seja, dirime questões de riscos e efeitos adversos, tem qualidade, sendo feito com boas práticas de fabricação e manipulação, e é eficaz, funciona para aquilo que está sendo anunciado”, afirma o presidente da agência. Safatle diz que a Anvisa também deseja ampliar a oferta dos medicamentos registrados. O órgão avalia 16 produtos contendo a semaglutida, que perdeu patente no fim de março. Em agosto do último ano, a pedido do Ministério da Saúde e sob críticas de parte da área técnica, a Anvisa passou na frente da sua fila de análise os produtos usados para diabetes e obesidade. Leia Também: Anvisa atualiza limites de cúrcuma em suplementos alimentares
Por meio da Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), o Governo do Estado ampliou o número de vagas e publicou nesta quinta-feira (23) o resultado final do Processo Seletivo 2026 do MS Supera, com a convocação de 750 novos estudantes para assinar o Termo de Concessão. O prazo vai até 30 de abril. São 150 vagas além das 600 divulgadas no início do processo seletivo. Isso porque houve desligamentos de outros estudantes por conclusão de curso, a pedido ou por descumprimento das regras de permanência. O processo seletivo contou com 6.094 inscritos, sendo que 1.572 foram habilitados: 101 do Ensino Médio Profissionalizante (incluindo 3 indígenas) e 1.471 do Ensino Superior (96 indígenas). Os habilitados que ainda não foram convocados ficarão no cadastro de reserva e serão chamados assim que abrirem novas vagas. O pagamento do primeiro benefício aos novos bolsistas está previsto para acontecer até 8 de maio. O MS Supera concede uma bolsa de estudos no valor de um salário mínimo mensal (R$ 1.621,00) a estudantes de baixa renda visando a estimular a permanência nos cursos universitários e de educação profissional técnica e reduzir a evasão escolar em instituições públicas ou privadas. A relação de habilitados e convocados e também de inabilitados e desclassificados pode ser conferida no site https://www.sead.ms.gov.br/programas-e-projetos/ms-supera/. Já a assinatura do termo de concessão é feita no Sistema MS Supera. Para receber o benefício, o estudante deve ter renda individual de até 1,5 salário mínimo (para quem mora sozinho) ou renda familiar total de até 3 salários mínimos; estar aprovado ou matriculado em curso técnico ou superior (presencial ou EAD autorizado pelo MEC); e estudar em instituição que tenha polo em Mato Grosso do Sul. Além disso, o bolsista não pode ter curso superior concluído; deve morar em Mato Grosso do Sul há mais de 2 anos; estar inscrito no CadÚnico; não receber outra bolsa ou auxílio semelhante; não ter mais de 4 reprovações no curso; e não ter outro familiar já beneficiário do MS Supera. A Resolução Sead 148 ampliando a quantidade de vagas disponíveis no Processo Seletivo 2026, divulgando o resultado final e a convocação está disponível nas páginas 37 e 38 do Diário Oficial do Estado desta quinta-feira. Paulo Fernandes, Comunicação da SeadFoto: Laucymara Ayala/Sead Fonte: Secom Mato Grosso do Sul