Pantanal News

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Internacional

Justiça argentina ordena confisco de bens da ex-presidente Kirchner

Um tribunal de apelações da Argentina confirmou a decisão de primeira instância e manteve o confisco de bens da ex-presidente Cristina Fernández de Kirchner, como parte da condenação por corrupção que resultou em pena de seis anos de prisão. A informação foi divulgada pelo jornal argentino La Nación nesta sexta-feira (24). A medida reforça a determinação judicial que obriga Kirchner e outros condenados a pagar cerca de US$ 500 milhões em indenizações. A defesa da ex-presidente havia recorrido da decisão, mas não obteve êxito. Condenação de Cristina Kirchner O caso remonta à condenação de 2022, mantida posteriormente pela Suprema Corte argentina, que também determinou a inelegibilidade da ex-presidente. A investigação apura um esquema de fraude na concessão de obras rodoviárias na Patagônia, com suspeitas de direcionamento de contratos a empresas ligadas ao empresário Lázaro Báez durante os mandatos de Kirchner.   Leia mais: Sem acordo, EUA e Irã mantêm disputa sobre o Estreito de Ormuz Leia também: Governo Milei proíbe jornalistas na Casa Rosada alegando espionagem   De acordo com o processo, houve irregularidades como superfaturamento e obras não concluídas. Para os promotores, parte dos recursos desviados teria retornado ao círculo da ex-presidente. Segundo o La Nación, Kirchner transferiu propriedades aos filhos como adiantamento de herança, incluindo hotéis e apartamentos no sul do país, o que também entrou no radar das investigações patrimoniais. Atualmente, a ex-presidente cumpre a pena em regime domiciliar, em um apartamento em Buenos Aires, de onde segue atuando politicamente à frente do Partido Justicialista. O Código Penal argentino prevê a perda de direitos políticos para condenados por esse tipo de crime. Durante o julgamento, que teve início em 2019, o promotor Diego Luciani afirmou que esta é provavelmente a maior manobra de corrupção já conhecida no país ao sustentar a acusação.

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Internacional

EUA cogitam suspender Espanha da Otan por falta de apoio no Irã

O governo dos Estados Unidos (EUA) avalia medidas para punir aliados da Otan que se recusaram a apoiar a guerra contra o Irã, incluindo a possível suspensão da Espanha da aliança e a revisão da posição norte-americana sobre a soberania das Ilhas Malvinas. As informações foram reveladas nesta sexta-feira (24) pela agência Reuters, com base em um e-mail interno do Pentágono, segundo o G1. Segundo a agência, as opções estão sendo discutidas em altos escalões do Departamento de Defesa e refletem a insatisfação de Washington com países que negaram apoio logístico e militar às operações no Oriente Médio. Os EUA solicitaram cooperação de aliados, mas enfrentaram resistência, já que diversas nações evitaram se envolver diretamente no conflito com Teerã. Entre as medidas consideradas, está a suspensão da Espanha da Otan. A iniciativa teria como motivação a decisão do primeiro-ministro Pedro Sánchez de se posicionar contra a guerra e impedir o uso do espaço aéreo espanhol por aeronaves militares norte-americanas. Na época Trump respondeu a negativa do espanhol afirmando: “Podemos usar sua base se quisermos, podemos simplesmente voar até lá e usá-la, ninguém vai nos dizer para não usá-la”. Foto: Daniel Torok/ Casa Branca   Leia mais: Sem acordo, EUA e Irã mantêm disputa sobre o Estreito de Ormuz Leia também: Governo Milei proíbe jornalistas na Casa Rosada alegando espionagem   Outro ponto discutido é a revisão da postura dos EUA sobre as Ilhas Malvinas. Desde a guerra de 1982 entre Reino Unido e Argentina, Washington mantém posição cautelosa, reconhecendo a administração britânica, mas sem tomar partido definitivo sobre a soberania. A possível mudança gerou reação imediata do governo britânico. Um porta-voz do primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que a posição do país é inalterada. “A soberania pertence ao Reino Unido e o direito das ilhas à autodeterminação é primordial”, disse. Ele acrescentou que essa postura tem sido comunicada de forma consistente a sucessivas administrações norte-americanas. Ainda de acordo com a agência, o e-mail do Pentágono também sugere retirar países considerados “difíceis” de posições estratégicas dentro da Otan.

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Internacional

Irã negocia construção de usinas nucleares com a Rússia

O Irã intensificou as negociações com a Rússia para acelerar a construção de novas unidades da usina nuclear de Bushehr, em meio à guerra com os Estados Unidos e à pressão internacional sobre seu programa nuclear. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (24) pelo embaixador iraniano em Moscou, Kazem Jalali, segundo a agência de notícias semioficial iraniana Fars News Agency. Segundo o diplomata, Teerã mantém contato com autoridades russas para garantir a continuidade das obras e a retomada dos trabalhos por parte da estatal Rosatom, responsável pela operação do complexo. “Estamos em contato com a Rússia para concluir a usina nuclear de Bushehr. Esperamos que o processo de construção e conclusão das novas unidades da usina nuclear de Bushehr seja realizado mais rapidamente”, afirmou. A declaração ocorre durante um cessar-fogo que já dura duas semanas entre iranianos e norte-americanos, enquanto negociações seguem em curso. Uma das principais exigências do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é que o Irã abandone seu programa nuclear, considerado estratégico por Teerã. A usina de Bushehr, localizada no sul do país, é a única em operação no Irã e depende da cooperação técnica russa para sua expansão. Durante o conflito no Oriente Médio, áreas próximas ao complexo foram atingidas por projéteis, resultando na morte de um funcionário. Apesar do impacto, autoridades afirmam que as estruturas principais não foram danificadas e a produção segue normal.   Leia mais: Sem acordo, EUA e Irã mantêm disputa sobre o Estreito de Ormuz Leia também: Governo Milei proíbe jornalistas na Casa Rosada alegando espionagem   A Agência Internacional de Energia Atômica informou que não houve aumento nos níveis de radiação, mas alertou para os riscos de ataques a instalações nucleares. O diretor do órgão, Rafael Grossi, reforçou que instalações nucleares não podem nunca ser atacadas e pediu restrição das atividades militares na região. Ainda, em junho de 2025 durante a chamada “guerra dos 12 dias”, um ataque norte-americano direto ao local foi classificado como potencialmente catastrófico pela Agência Internacional de Energia Atômica. Programa nuclear iraniano é um dos principais pontos de tensão com os EUA Paralelamente, a Rússia voltou a se posicionar como mediadora em questões sensíveis do programa nuclear iraniano. O ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, segundo a agência de notícias estatal TASS, afirmou que Moscou está disposta a ajudar na conversão do urânio altamente enriquecido do Irã em combustível nuclear ou material para armazenamento, sem violar o direito do país ao uso pacífico da tecnologia. Os estoques de urânio enriquecido são um dos principais pontos de impasse nas negociações entre Irã e Estados Unidos, por serem considerados um passo importante para o desenvolvimento de armas nucleares. Esse mês Trump chegou a afirmar que Teerã concordou em “devolver o ‘pó’ nuclear”, mas o governo iraniano negou a afirmação do norte-americano: “O urânio enriquecido do Irã não vai ser transferido para lugar nenhum”. Bloqueio dos EUA em Ormuz pode se tornar global Enquanto isso, o cenário militar segue pressionando a diplomacia. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o bloqueio naval no Estreito de Ormuz está se ampliando. “Ninguém navega do Estreito de Ormuz para qualquer lugar do mundo sem a permissão da Marinha dos Estados Unidos”, disse. Donald Trump e Pete Hegseth (Foto: Daniel Torok/ Casa Branca) A medida, somada à apreensão recente de navios iranianos, amplia a tensão regional e ocorre ao mesmo tempo em que a Casa Branca sinaliza avanços nas negociações. A secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou: “Certamente observamos algum progresso por parte do Irã nos últimos dois dias. Novamente, o presidente tomou a decisão de enviar Steve e Jared para ouvir os iranianos, então veremos o que eles têm a dizer”.

Família egípcia impedida de entrar no Brasil está confinada em aeroporto de Guarulhos há 16 dias
Brasil

Família egípcia impedida de entrar no Brasil está confinada em aeroporto de Guarulhos há 16 dias

Os quatro foram colocados pela companhia aérea no hotel Tryp by Wyndham, que fica localizado dentro do aeroporto, e não podem deixar o local sem autorização das autoridades. A empresa custeia a estadia da mulher e das crianças, mas não a de Montaser. Nesta sexta-feira (24), a egípcia, grávida de 34 semanas, precisou ser levada ao Hospital São Luiz de Guarulhos. Lá, foram constatadas infecção urinária e presença de sangue na urina da gestante -um fator de risco para parto prematuro. A Folha de S.Paulo teve acesso aos laudos de exames. Segundo o engenheiro civil, que conversou com a Folha por telefone, a assistência médica havia sido solicitada à Polícia Federal ainda na noite de quinta-feira (23), quando sua esposa teve fortes dores no baixo ventre e parou de sentir movimentos do feto.Apesar disso, ele teria sido informado de que o pedido de uma ambulância para avaliação hospitalar fora negado. O translado aconteceu apenas na manhã desta sexta. Montaser contou que viajava com a família vindo da Arábia Saudita e que vivia atualmente no Bahrein. Ele deixou o Egito em 2015, após ser condenado a três anos de prisão com trabalhos forçados por participar de manifestações contra o ditador Abdel Fattah al-Sisi. Ao chegar ao Brasil, com um visto de turista, teve a entrada negada. “Isso nunca me aconteceu, eu já visitei mais de 15 países, tenho visto para o espaço Schengen (zona de livre circulação na União Europeia), para países do golfo Pérsico que possuem restrições muito severas”, afirmou. De acordo com o advogado da família, William Fernandes, Montaser foi considerado indivíduo perigoso com base na portaria 770/2019 do Ministério da Justiça, que estabeleceu critérios para impedimento de entrada de pessoas no país. De acordo com o texto, devem ser impedidas de entrar no Brasil pessoas que tenham ligação com terrorismo e grupos criminosos, além de com grupos ligados a tráfico de drogas, pessoas e armas de fogo ou ainda a pornografia ou exploração sexual de menores. Montaser e o advogado afirmam não terem sido informados do motivo pelo qual a família foi enquadrada na portaria do Ministério da Justiça e negam qualquer vínculo criminoso. Além disso, expressam preocupação com a possibilidade de deportação, que poderia levá-los de volta ao Egito, onde Montaser pode ser preso. Procuradas, as assessorias da Polícia Federal e do aeroporto de Guarulhos não responderam até a publicação desta reportagem. Leia Também: Estudo da UNESP aponta árvore “milagrosa” que remove 98% de microplásticos da água

Saúde

Butantan busca voluntários para teste de vacina da gripe para idosos

O Instituto Butantan está recrutando voluntários com 60 anos ou mais, residentes de 15 municípios de nove estados brasileiros, para realizar ensaio clínico da nova vacina contra a gripe em idosos. A nova vacina do Butantan possui uma substância em sua composição para aumentar a proteção contra a gripe em idosos, que naturalmente possuem imunidade reduzida e são mais suscetíveis a complicações da doença. Podem participar homens e mulheres de 60 anos ou mais que estejam saudáveis ou com comorbidades tratadas, como diabetes e hipertensão, e clinicamente estáveis. Não serão aceitos indivíduos com imunodeficiência ou doenças não estabilizadas. “A população de 60 anos ou mais enfrenta um processo chamado de imunossenescência, que faz com que a resposta protetora às infecções e às vacinas contra a gripe seja menor em comparação à população adulta ou adolescente”, explica a gestora médica de Desenvolvimento Clínico do Butantan Carolina Barbieri, responsável pelo estudo. Em razão desta particularidade, o Instituto Butantan está desenvolvendo uma nova vacina contra a gripe. “É uma vacina aprimorada, adjuvada, a fim de gerar uma maior proteção e evitar ainda mais complicações, hospitalizações e óbitos pelo vírus influenza entre os mais velhos”, afirma Carolina Barbieri.>> Siga o canal da Agência Brasil no A nova fase amplia o número de participantes para 6,9 mil e dá continuidade à avaliação de segurança e resposta imune da vacina. Poderão participar residentes de 15 municípios brasileiros: Bahia: Salvador Sergipe: Laranjeiras Rio Grande do Norte: Natal Pernambuco: Recife São Paulo: Valinhos, Serrana, São José do Rio Preto, Campinas, Ribeirão Preto, São Caetano do Sul, São Paulo. Minas Gerais: Belo Horizonte Espírito Santo: Vitória Mato Grosso do Sul: Campo Grande Rio Grande do Sul: Porto Alegre Os interessados  deverão procurar os centros de pesquisa de seus municípios, conforme os endereços abaixo: Nordeste – Associação Obras Sociais Irmã Dulce – Salvador (BA) – Centro de Pesquisas Clínicas da Universidade Federal de Sergipe (UFS) – Laranjeiras (SE) – Instituto Atena de Pesquisa Clínica – Natal (RN) – Plátano Centro de Pesquisa Clínica LTDA – Recife (PE) Sudeste – A2Z Clinical Centro Avançado de Pesquisa Clínica – Valinhos (SP) – Centro de Pesquisa S / Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HCFMRP/USP) – Serrana (SP) – Fundação Faculdade Regional de Medicina de São José do Rio Preto (FUNFARME) – São José do Rio Preto (SP) – Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) – Campinas (SP) – Centro de Pesquisa Clínica Santa Casa de Ribeirão Preto – Ribeirão Preto (SP) – Núcleo de Estudos sobre Infecção Materna, Perinatal e Infantil (NEIMPI) – Ribeirão Preto (SP) – Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) – São Caetano do Sul (SP) – CP Quali Pesquisa Clínica – São Paulo (SP) – Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS – São Paulo (SP) – Centro de Terapias Avançadas e Inovadoras – CT Terapias Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – Belo Horizonte (MG) – Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH) – Belo Horizonte (MG) – Centro de Avaliação de Medicamentos e Especialidades de Pesquisa (CENDERS) / Vitória Clinical Institute – Vitória (ES) – Centro de Pesquisa Clínica e Diagnóstico do Espírito Santo (CEDOES) – Vitória (ES) Centro-Oeste – Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) – Campo Grande (MS) Sul – Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) – Porto Alegre (RS) – Hospital Moinhos de Vento – Porto Alegre (RS)   FONTE: AGENCIA BRASIL

Meio Ambiente

Bióloga do Inpa vence maior prêmio da ciência brasileira

A bióloga Maria Teresa Fernandez Piedade, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), é a vencedora deste ano do Prêmio Almirante Álvaro Alberto, maior premiação da ciência brasileira.  O anúncio foi feito nesta sexta-feira (24) pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), que concede a honraria em parceria com a Marinha do Brasil. Criado em 1981, o Prêmio Almirante Álvaro Alberto é atribuído anualmente ao pesquisador que tenha se destacado pela realização de obra científica ou tecnológica de reconhecido valor.  A cerimônia de entrega será no dia 7 de maio, no Rio de Janeiro, quando Maria Teresa receberá um diploma, uma medalha e um prêmio de R$ 200 mil em dinheiro.  Pesquisa Maria Teresa desenvolve pesquisas sobre a Amazônia há quase 50 anos. Atualmente, é docente dos Programas de Pós-Graduação em Ecologia e Botânica do Inpa, e lidera o grupo de pesquisa Ecologia, monitoramento e uso sustentável de áreas úmidas (Maua).  O desejo de trabalhar com pesquisas na região amazônica, de acordo com a bióloga, surgiu logo que começou o curso de Biologia, a muitos quilômetros de distância, na Universidade Federal de São Carlos, em São Paulo.  “Naquela época era basicamente um sonho”, lembra a pesquisadora.  Mas o sonho começou a se tornar realidade a partir de uma especialização, já no Inpa.  “Quando eu comecei, me foi oferecido um trabalho em ambientes de terra firme. E eu não estava muito satisfeita com isso, porque eu sempre gostei de água. Então eu fiz uma primeira viagem para o Rio Negro. Nesse momento, eu decidi que era nos rios que eu iria trabalhar”, disse. Maria Teresa também se formou mestra e doutora no Inpa, e passou a atuar como pesquisadora efetiva em 1988. Mas ao longo de sua carreira também lecionou como professora convidada em muitas outras universidades e instituições de pesquisa. A pesquisadora ainda participou de diversas iniciativas de cooperação científica internacional em prol da região, como o Conselho Científico Internacional do Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera da Amazônia e a parceria Brasil–Alemanha Inpa/MCTI-Sociedade Max-Planck.  Em âmbito nacional já integrou o Conselho Nacional de Zonas Úmidas do Ministério do Meio Ambiente o Diagnóstico Brasileiro de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos. Seu principal objeto de estudo, no momento, são os efeitos da variação nos níveis de água, durante as cheias e vazantes dos rios.  “A água sobe e desce ao longo do ano e transforma os sistemas de uma maneira única e gerando adaptações de organismos e também influenciando todas as cadeias alimentares e os estoques de carbono da região de uma maneira única”, explica. Mas também pesquisa as mudanças ocorridas por ações humanas, como na construção de barragens.  “O que a gente tem encontrado é que, em 30 anos após a Hidrelétrica de Balbina, em mais de 125 quilômetros de áreas, as florestas vêm morrendo gradualmente, em função da falta de regularidade no suprimento de água, porque esse suprimento passa a responder à demanda energética”, explica em referência à usina construída no Rio Uatumã, no Amazonas.  A pesquisadora reforça a importância dos cursos d’água da região para o país, e alerta para uma corrida “contra o tempo” e contra ações humanas “deletérias”, que estão aprofundando a degradação desses ambientes e favorecendo as mudanças climáticas. “Apenas os grandes rios como Amazonas, Solimões e Rio Negro, que são o que nós chamamos um conjunto de várzeas e igapós, cobrem 750 mil km quadrados. Isso é quase três vezes o estado de São Paulo. Os pequenos cursos d’água, que aqui são chamados igarapés, perfazem mais de 1 milhão de km quadrados”, explica Maria Teresa.  “A sociedade brasileira, de uma maneira geral, depende de todo o balanço hídrico da região amazônica. Os corpos d’água e a floresta formam um conjunto que bombeia a água para os sistemas da terra e essa água se transforma em rios voadores que vão para o Sul, Sudeste”, disse. “As pesquisas acabam sendo fundamentais para que a gente possa tanto designar áreas de preservação, quanto entender a fragilidade e a necessidade de preservar esses sistemas da maneira como eles normalmente funcionam”, defende.  FONTE: AGENCIA BRASIL

Internacional

Milei proíbe acesso de jornalistas à Casa Rosada: “ataque à imprensa”

Na Argentina, o presidente Javier Milei bloqueou a entrada de jornalistas credenciados na Casa Rosada, sede do governo federal em Buenos Aires. De acordo com o governo, a medida foi necessária para garantir a “segurança nacional”, após o episódio em que uma emissora de televisão divulgou imagens da Casa Rosadas gravadas com óculos inteligentes.   O governo classificou o episódio como “espionagem ilegal” e Milei xingou jornalistas da emissora de “lixo nojento”. O presidente argentino tem entrado em conflito repetidamente com profissionais de imprensa, com insultos tanto nas redes sociais, como durante entrevistas.  Os jornalistas credenciados para trabalhar na sede do governo divulgaram uma declaração conjunta, em que chamaram a decisão de injustificada.  “Negar o acesso aos repórteres sugere um ataque explícito à liberdade de imprensa, à prática do jornalismo e ao direito do público de acessar as informações”, defenderam os profissionais.   Também em nota, a Associação de Entidades Jornalísticas Argentinas (Adepa) manifestou “máxima preocupação” com a decisão do governo e ressaltou que a medida “não encontra precedentes na vida democrática argentina”. A entidade pede que a proibição seja revista com urgência em defesa do pleno exercício da liberdade de imprensa.  Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil A deputada federal Mónica Frade, que compõe grupo de oposição a Milei, destacou que o acesso de jornalistas à Casa Rosada não foi restringido nem mesmo durante a ditadura militar.   “O fechamento do comitê de imprensa da Casa do governo em um país democrático é o pior símbolo possível da fragilidade da democracia argentina”, afirmou.   * com informações do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil FONTE: AGENCIA BRASIL

Quatro são presos com carga de grude de peixe avaliada em R$ 1 mi no Amapá
Brasil

Quatro são presos com carga de grude de peixe avaliada em R$ 1 mi no Amapá

O roubo ocorreu na noite de quarta-feira (22) em alto-mar, na região do rio Caciporé, entre Calçoene e Oiapoque, distante cerca de 500 km da capital Macapá. A defesa de Oliveira e do outro detido, o funcionário dele Josinaldo da Costa Martins, 51, disse que os dois foram contratados apenas para realizar o frete de uma carga de “peixe seco”. Sobre os demais detidos, segundo a polícia, em depoimento, Waldecir Rocha Guimarães, 35, preferiu não se pronunciar, e Manoel José Carvalho Filho, 35, disse ter apenas pegado carona durante o trajeto. Carvalho Filho estava sem advogado. Ao ser perguntada, a polícia não informou se Guimarães tinha defensor. De acordo com a Polícia Militar, após uma denúncia anônima, foi feita uma operação com bloqueio na rodovia BR-156. A corporação abordou o carro com quatro pessoas que transportavam a mercadoria para a área portuária, localizada em Santana. Foi apreendida cerca de meia tonelada de grude de peixe, estimada em R$ 1 milhão, além de celulares e dinheiro. O grude de peixes, geralmente da espécie pescada-amarela (Cynoscion acoupa) ou gurijuba (Sciades parkeri), movimenta um mercado milionário no norte do país a partir da demanda de países asiáticos. Apesar de a exploração da bexiga não ser proibida no Brasil, irregularidades podem ser detectadas na atividade, desde a pesca por embarcações ilegais até a captura de espécies ameaçadas. A pesca industrial e a sobrepesca podem prejudicar as comunidades de pescadores artesanais, porque causam escassez de peixes para subsistência e desequilíbrios ecológicos.Oliveira foi exonerado do cargo de secretário. O delegado Michael Duarte, responsável pelo caso, afirmou que os depoimentos colhidos apresentaram lacunas, especialmente quanto à autoria da contratação e à legalidade do serviço prestado. Os quatro serão indiciados e encaminhados à Justiça de Calçoene para audiência de custódia. A polícia segue na busca pelos outros três envolvidos no roubo. Em 2019, Oliveira, que na época era secretário de Desenvolvimento Econômico e Economia Solidária de Santana, já tinha sido indiciado pela Polícia Civil do Amapá por crime ambiental. O político teria desmatado, sem licença, 30 mil metros quadrados de uma APP (Área de Preservação Permanente). Em nota, a Prefeitura de Santana disse que, diante da gravidade do caso e prezando pelos princípios que norteiam a administração pública, a gestão decidiu exonerar o secretário. Além disso, ressaltou que os possíveis delitos não têm a ver com a relação funcional pública do então secretário, sendo assim, um ato de cunho pessoal. O advogado Sath Falcony, que defende Oliveira e Martins, afirmou que ambos atuam no transporte intermunicipal alternativo (modalidade sem regulamentação oficial) e que teriam sido contratados apenas para realizar o frete de uma carga de “peixe seco”. Leia Também: Valorização da arroba bovina impulsiona expectativa de recorde na Expozebu

Estudo da UNESP aponta árvore
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Estudo da UNESP aponta árvore “milagrosa” que remove 98% de microplásticos da água

Vocêm novo estudo sugere que sementes da Moringa oleífera — conhecida como “árvore milagrosa” — podem remover até 98% dos microplásticos da água potável. Publicada na revista científica ACS Omega em 19 de janeiro de 2026, a pesquisa aponta que o método natural pode igualar ou até superar tratamentos químicos convencionais. O estudo foi liderado por Gabrielle Batista, da Universidade Estadual Paulista (UNESP) e analisou a filtragem de microplásticos de PVC, considerados entre os mais prejudiciais à saúde humana. Os resultados indicam uma alternativa mais sustentável e de baixo custo para sistemas de tratamento de água. No Brasil, ainda não há normas oficiais que estabeleçam limites ou protocolos para o monitoramento de microplásticos na água potável. No entanto, tramita no Senado o projeto de lei 260/2024, que visa introduzir diretrizes para a remoção dessas partículas, com metas progressivas de tratamento. O uso da moringa, por sua vez, não é novidade — há registros de que os antigos egípcios já utilizavam a planta para purificar a água e reduzir impurezas. Os microplásticos estão por toda parte — dos oceanos mais profundos à água que consumimos, e até mesmo dentro do corpo humano. À medida que a contaminação se torna inevitável, entender seus impactos é mais importante do que nunca. Clique na galeria para descobrir a verdade por trás da poluição por microplásticos. Leia Também: Valorização da arroba bovina impulsiona expectativa de recorde na Expozebu

Meio Ambiente

Guerra mostrou que transição energética também é questão de segurança

Começou nesta sexta-feira (24) a 1ª Conferência Internacional sobre Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis, na cidade de Santa Marta, na Colômbia. O encontro reunirá mais de 60 países que pretendem diminuir produção, consumo e dependência do petróleo. Os debates vão orientar a construção do Mapa do Caminho para Longe dos Combustíveis Fósseis, documento proposto pela presidência brasileira na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). Antes de embarcar para participar dos debates, a diretora-executiva da COP30, Ana Toni, concedeu entrevista exclusiva à Agência Brasil sobre a conferência e a construção do texto. Toni destacou que a guerra no Irã e a instabilidade do preço do petróleo evidenciaram os problemas da dependência de combustíveis fósseis e sublinharam a importância da transição energética. “A gente não tinha ideia que isso ia acontecer, mas acho que o nosso Mapa do Caminho se transformou em uma plataforma para discutir e revisar a segurança energética, econômica e essa dependência global que temos de combustível fóssil”.  O documento está previsto para ficar pronto em novembro, com orientações aos países sobre a transição energética e a redução das emissões de gases do efeito estufa, causadores da mudança climática. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Confira a entrevista exclusiva Agência Brasil: Como será a participação da presidência da COP30 nos debates da Conferência de Santa Marta? Ana Toni: A presidência da COP30 está indo lá muito mais para ouvir do que para falar. A gente espera poder trazer muito do que vai ser o debate em Santa Marta. Queremos escutar o que os países, sociedade civil, grupos indígenas estão demandando, querendo. O nosso Mapa do Caminho já é uma resposta à demanda que a gente ouviu durante a COP30. Então, a gente está trabalhando nele para criar essa plataforma de debate, e a reunião da Colômbia é um desses lugares que também vai debater o tema. A gente fica muito feliz que a Colômbia e os Países Baixos estão fazendo esse evento. E nós vamos participar para ouvir, acertar o nosso Mapa do Caminho, e assegurar que a gente reflita algumas das coisas que vão ser debatidas em Santa Marta.   A diretora-executiva da COP30, Ana Toni, fala durante Evento de Alto Nível da Iniciativa Global pela Integridade da Informação sobre Mudança do Clima, na COP30. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil Agência Brasil: A conferência será aberta, com ampla participação social. De que forma os debates poderão contribuir para a construção de um Mapa do Caminho para Longe dos Combustíveis Fósseis? Ana Toni: Acho que a decisão para transitar para longe dos combustíveis fósseis já foi tomada na COP28, em Dubai. O nosso Mapa do Caminho e essa conferência vão aprofundar o debate. A partir do que já que foi decidido, precisamos pensar como é que a gente implementa. Quais são os próximos passos? Por onde a gente começa? Qual é a sequência de ações? Então, ouvir da sociedade civil, dos povos indígenas, dos governos que lá estarão, suas ideias sobre os próximos passos, é fundamental. Como (o presidente da COP30) André do Lago tem repetido bastante, para tomar a decisão, você precisa de consenso, mas, para a implementação, você não precisa de consenso. Até porque, para alguns países, vai fazer mais sentido trabalhar pela eletrificação. Em outros, vai ser importante o combustível sustentável. Então, a ideia desses debates é mostrar que tem diversas maneiras de você implementar o que já foi decidido na COP28. Agência Brasil: Como a presidência brasileira da COP avalia o interesse de mais de 60 países em participar dessa conferência? São países que têm peso nesse processo de transição para longe dos combustíveis fósseis? Ana Toni: A cada quatro pessoas desse mundo, três vivem em países que importam combustível fóssil. Então, esses 60 países que estarão lá são muito significativos, porque não importa se você é um país produtor ou um país consumidor. Diminuir essa dependência global dos combustíveis fósseis vai depender dos dois lados. Vou dar o exemplo da Etiópia, que é um país consumidor de combustível fóssil e decidiu não mais importar carros a combustão. Isso é importantíssimo. A gente vai ter que olhar a nossa dependência econômica, que não é só energética.  No Mapa do Caminho, a gente pediu a contribuição formal de países e não-países. Recebemos mais de 250 contribuições. O que mostra que tem uma demanda muito grande para debater os próximos passos. E na Colômbia, em Santa Marta, vai ser um dos fóruns importantes para atender à essa demanda. É um processo de amadurecimento do que a gente pode fazer concretamente, porque a decisão já foi tomada. Agência Brasil: Encerrou dia 10 de abril o prazo para as contribuições ao Mapa do Caminho. Quais os desafios no processo de construção desse documento orientador para o mundo? Ana Toni: Obviamente, é muita informação. E trazer toda essa informação, priorizar o que será recomendado, certamente será o mais difícil, porque vai depender das circunstâncias de cada um dos países. Infelizmente, a guerra contra o Irã, promovida pelos Estados Unidos e Israel, mostra que caminhar para longe dos combustíveis fósseis, dessa dependência que temos, é absolutamente necessário. Não só por questões climáticas, mas por questões econômicas, energéticas e de segurança. A gente não tinha ideia que isso ia acontecer, mas acho que o nosso Mapa do Caminho se transformou em uma plataforma para discutir e revisar a segurança energética, econômica e essa dependência global que temos de combustível fóssil. Sabemos que não é da noite para o dia que essa dependência vai acabar, mas a gente precisa planejar, porque se não planejar, acontece o que está acontecendo agora, com forte impacto em todo o mundo. Agência Brasil: Já há um desenho de como o Mapa do Caminho será estruturado? Os temas serão organizados em capítulos? Quais serão as abordagens? Ana Toni: Já tem, sim. Temos uma ideia do que a gente quer, óbvio, mas vai depender de a gente ouvir todo mundo para ver se mantém essa estrutura. Então, partindo da divisão por capítulos, o primeiro vai ser um capítulo que olhe para os riscos da não transição.

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