Pantanal News

Bronquiolite que internou filha de Maíra Cardi acende alerta entre pais; saiba os sinais da doença
Famosos

Bronquiolite que internou filha de Maíra Cardi acende alerta entre pais; saiba os sinais da doença

A internação da filha caçula de Maíra Cardi, a pequena Eloah, nos Estados Unidos, ligou o alerta entre pais e responsáveis sobre a bronquiolite, doença respiratória que afeta principalmente bebês e crianças pequenas. Eloah apresentou piora no quadro de saúde e precisou ser hospitalizada durante viagem em família. Maíra reativou o Instagram para pedir orações Maíra Cardi reativou o Instagram para pedir ajuda aos seguidores. “Sei que não apareço aqui há mais de um ano! Mas todas as vezes que apareci aqui para pedir oração para Sophia ela ficou boa muito rápido!”, postou no story. Maíra, que é casada do Thiago Nigro, parou de atualizar o Instagram em outubro, após o nascimento de Eloah. A família está nos Estados Unidos. “Estamos no hospital, longe da nossa casa e do nosso Brasil! Longe dos nossos médicos de confiança, da nossa língua e de tudo que precisamos para nos sentir seguras!”, disse Maíra Cardi. O que é bronquiolite? A bronquiolite é causada, na maioria dos casos, por vírus respiratórios. De acordo com o médico pediatra Iago Vinícius Siqueira, coordenador da pediatria do Hospital Mater Dei Goiânia, o principal agente é o vírus sincicial respiratório (VSR). “A bronquiolite é uma infecção viral que acomete as pequenas vias aéreas do pulmão, principalmente em crianças menores de dois anos. Na prática, a gente define como o primeiro episódio de chiado no peito nessa faixa etária, geralmente precedido por sintomas de gripe”, explicou. Ele acrescenta que o processo provoca inflamação e aumento de secreção nos bronquíolos, o que dificulta a passagem de ar. Além disso, a condição é mais comum em bebês porque o sistema respiratório ainda está em desenvolvimento. “As vias aéreas são menores e mais sensíveis, e o sistema imunológico ainda é imaturo”, afirmou Sintomas que merecem atenção Os primeiros sinais costumam se assemelhar a um resfriado comum. “O quadro começa com coriza, tosse e febre baixa. Com a progressão, podem surgir respiração acelerada, chiado no peito e esforço para respirar”, disse o pediatra. Ele também destacou que a criança pode apresentar dificuldade para se alimentar, além de irritabilidade ou prostração. Em relação aos riscos, o especialista explicou que a principal preocupação é a evolução do quadro respiratório. “Pode haver queda da oxigenação e necessidade de suporte hospitalar. Em casos mais graves, pode ser necessário oxigênio ou internação em UTI”, alertou o médico. O tratamento, segundo ele, é voltado para suporte clínico. “Envolve manter boa hidratação, lavagem nasal frequente e controle dos sintomas. Antibióticos não fazem parte do tratamento de rotina, já que se trata de uma infecção viral”, explicou Iago. A bronquiolite é considerada mais sensível em crianças menores de seis meses, especialmente quando há fatores como prematuridade ou doenças pré-existentes, o que exige atenção médica contínua. Leia mais: Estética sem controle vira epidemia de erros no Brasil Madonna escolheu o Grindr para lançar seu novo álbum; entenda Como prevenir Especialistas orientam alguns cuidados simples: lavar as mãos com frequência evitar contato com pessoas gripadas manter vacinação em dia não expor a criança à fumaça evitar ambientes fechados e lotados higienizar objetos compartilhados SUS tem vacina contra a bronquiolite A imunização, ofertada gratuitamente pelo SUS, é destinada a gestantes a partir da 28ª semana e tem como objetivo reduzir casos de bronquiolite em recém-nascidos. Não há restrição de idade para a mãe. A recomendação é tomar dose única a cada nova gestação.

Meio Ambiente

Bioeconomia em áreas degradadas cria produção sustentável no Pará

Em uma antiga área de pasto, na zona rural de Canaã dos Carajás, no Pará, está instalada uma fazenda-laboratório da Belterra Agroflorestas. É nesta fazenda, chamada de São Francisco, que a Belterra desenvolve um trabalho de restauração de pastagens por meio de um sistema agroflorestal (SAF) para o cultivo de cacau. Nesse sistema agroflorestal, próximo à Floresta Nacional dos Carajás, diferentes culturas coexistem. O plantio de bananeiras, por exemplo, é usado para criar um ambiente favorável, com bastante sombra, para o crescimento do cacau e das espécies florestais.  Apoiada pela Vale desde 2020 e, mais recentemente, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do Fundo Clima, a Belterra é um exemplo de empresa que começou como startup e que tem se dedicado a recuperar áreas degradadas com sistemas agroflorestais (SAFs). Além de movimentar a economia da região, esse projeto ajuda a promover a restauração florestal, conectando pequenos e médios produtores ao mercado de créditos de carbono.   Fazenda-laboratório da Belterra Agroflorestas, no Pará. Foto: Washington Alves/Light Press >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Produção sustentável Só na região amazônica há atualmente 789 startups que produzem um impacto positivo sobre a floresta, segundo a plataforma Jornada Amazônia. Mas elas não são as únicas. Outras cadeias produtivas ligadas à floresta, à agroecologia, à bioeconomia e à agricultura familiar também estão impulsionando a economia e a geração de renda na região amazônica, especialmente no Pará. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que é vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por exemplo, tem desenvolvido mais de 40 projetos relacionados à bioeconomia na região amazônica. Entre eles, há projetos relacionados ao guaraná, ao cacau e à castanha. Há também projetos voltados à produção de grãos e até de carne, com balanços favoráveis de carbono, ou seja, com baixa emissão de gases de efeito estufa. “São projetos que estão em plena execução e com diferentes abordagens. Um desses exemplos é o melhoramento genético do açaí, uma cultura que tem uma importância enorme para a população amazônica”, disse Alexandre Hoffmann, engenheiro agrônomo, pesquisador e gerente-adjunto de portfólios e programas de PD&I da Embrapa. Em entrevista à Agência Brasil, Hoffmann destacou que é possível manter a biodiversidade das florestas e, ao mesmo tempo, gerar produções agrícolas sustentáveis na região. “A biodiversidade da Amazônia tem um potencial que não foi ainda explorado em sua totalidade. Mas isso não significa derrubar a floresta. Muito pelo contrário: significa manter a floresta em pé e utilizá-la de forma sustentável, não só a floresta em si, como também os recursos que lá estão”, disse ele. “A manutenção da floresta em pé é uma questão de sobrevivência não só da região amazônica. Isso diz respeito também às questões de balanço hídrico, às reações às mudanças climáticas. E isso tudo envolve ciência, tecnologia e identificação de produtos que podem ser extraídos e utilizados pela biodiversidade”, ressaltou o pesquisador.   Fazenda-laboratório da Belterra Agroflorestas, no Pará. Foto: Washington Alves/Light Press Assentamento Palmares II Além das agroflorestas, há diversos outros projetos sustentáveis na região amazônica que buscam preservar a biodiversidade, ao mesmo tempo em que geram renda e segurança alimentar. Muitos desses projetos são tocados por agricultores familiares e comunidades tradicionais. Em um antigo assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Teto (MST), chamado de Palmares II, localizado na cidade de Parauapebas, por exemplo, produtores rurais estão iniciando o plantio de mandioca. Também apoiados pela Vale, cerca de 33 produtores e produtoras da Associação dos Produtores da Vila Palmares Sul (Aprovipar) decidiram unir forças no plantio da mandioca para fortalecer a agricultura familiar e a agroecologia. Há cerca de dois anos, eles se aliaram à Cooperativa dos Produtores de Alimentos de Parauapebas (Coopa) para dar um destino à sua produção. O primeiro passo já foi dado, com a inauguração da Casa de Farinha da Palmares II, onde a mandioca produzida pela agricultura familiar vai ser descascada, lavada, prensada, escaldada e torrada para se transformar em diversos tipos de farinha. O vice-presidente da associação, Roberto de Almeida Menezes, destacou que não adianta produzir se não for possível beneficiar ou escoar a produção. “Só arrancar e vender a mandioca é muito difícil. É preciso beneficiar. Hoje, Parauapebas não produz nem 2% dos derivados de mandioca que consome. Vem tudo de fora. Então, nós não temos medo de colocar nosso produto no mercado”, acrescentou. Para aumentar essa produção, os produtores chamaram um especialista para fazer um processo de análise e de correção do solo, além da adubação adequada. “Nosso plantio foi iniciado no final de 2024. A mandioca precisa de 18 meses para estar pronta. Então, ainda teremos mais uns meses para a colheita”, disse o vice-presidente. Para produzir essa mandioca, as famílias assentadas vêm trabalhando na consolidação da agroecologia, um modelo de produção que vai além da agricultura tradicional, promovendo práticas sustentáveis e sem o uso de agrotóxicos. Segundo o próprio MST, a agroecologia é até mesmo uma alternativa para o enfrentamento das mudanças climáticas, já que procura utilizar técnicas e manejos mais naturais e que não promovem a degradação ambiental. A diretora de soluções baseadas na natureza da Vale, Patricia Daros, ressaltou que o MST é um dos maiores produtores de alimentos orgânicos do Brasil. Ela afirma que a empresa olha para o território em que atua e vê oportunidades. “Somos uma grande empresa, temos o nosso negócio que é produzir minério de ferro, cobre e níquel, mas a gente está dentro de um território. E não podemos negligenciar isso. O mercado de restauração florestal hoje no Brasil está pujante. Sistemas agroflorestais são fáceis? Não. Mas se você olhar para uma Belterra que não existia cinco anos atrás e hoje é uma das maiores empresas de restauração florestal no Brasil, estes são negócios que estão dando certo”, destacou. Bioeconomia Tanto a Belterra Agroflorestas quanto o projeto de produção e de beneficiamento da mandioca por meio de projetos que envolvem a agricultura familiar e a agroecologia materializam uma das grandes tendências da atividade agropecuária para as próximas décadas: o avanço da chamada bioeconomia. De maneira geral,

Menino de 10 anos morre atropelado por motorista embriagado em Sorocaba (SP)
Brasil

Menino de 10 anos morre atropelado por motorista embriagado em Sorocaba (SP)

O motorista, um homem de 50 anos que não teve o nome divulgado, foi preso em flagrante, segundo a polícia. O veículo estava em alta velocidade, segundo testemunhas, quando atingiu o menino na rua Luiz Animo Bono, no Jardim Santa Catarina. Ele chegou a ser socorrido e foi encaminhado ao Conjunto Hospitalar de Sorocaba, mas não resistiu. O motorista foi contido por pessoas que estavam no local até a chegada da Polícia Militar. Ele passou pelo teste de bafômetro, que deu positivo para a ingestão de álcool, segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública). Os PMs ainda encontraram bebida alcoólica dentro do veículo. A ocorrência foi registrada no plantão policial de Sorocaba como homicídio culposo (sem intenção) na direção de veículo. O carro foi apreendido. Jéssyka Almeida Santos, mãe da criança, publicou homenagem ao filho nas redes sociais. “Daria tudo por mais um abraço, por mais uma conversa boba, por ver você entrar por aquela porta. Você se foi cedo demais, mas o amor que você deixou é maior do que qualquer partida. Filho, onde que quer você esteja, saiba que meu amor por você não diminui um segundo sequer. Você não está aqui, mas o nosso ‘nós’ é indestrutível. Te amo para sempre”, O menino foi enterrado na manhã desta segunda-feira (27), no Cemitério Santo Antônio, em Sorocaba. Leia Também: Bombeiros do RJ realizaram mais de 8 mil salvamentos no mar em 2026

Saúde

Anvisa suspende venda de xaropes com clobutinol

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (27), a suspensão imediata da venda e do uso de todos os medicamentos que contenham a substância clobutinol. O componente é utilizado na formulação de diversos xaropes antitussígenos comercializados no mercado brasileiro. A decisão fundamenta-se em um parecer técnico da Gerência de Farmacovigilância do órgão, que identificou um aumento significativo no risco de arritmias cardíacas graves em pacientes que utilizam a substância. Segundo a agência, a gravidade dos efeitos colaterais supera qualquer benefício terapêutico oferecido pelo fármaco. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda (27) e já está em vigor.  >> Siga o canal da Agência Brasil no   FONTE: AGENCIA BRASIL

Pelo 2º ano consecutivo, Mato Grosso do Sul conquista nota máxima e lidera o Brasil em cobertura vacinal
Destaque

Pelo 2º ano consecutivo, Mato Grosso do Sul conquista nota máxima e lidera o Brasil em cobertura vacinal

 Estado mantém desempenho de excelência no Ranking de Competitividade e reforça efetividade das estratégias de imunização em todo o território Mato Grosso do Sul se mantém como referência nacional em imunização e, pelo segundo ano consecutivo, alcançou nota máxima (100 pontos) e o 1º lugar no indicador de cobertura vacinal do Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo CLP (Centro de Liderança Pública). O resultado consolida o Estado na liderança nacional e reflete a efetividade das estratégias coordenadas pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), em parceria com os municípios, garantindo alta cobertura em diferentes públicos e imunizantes. A metodologia do ranking considera o número de doses aplicadas — incluindo primeira, segunda, terceira ou dose única — em relação à população-alvo, evidenciando a capacidade da rede pública de alcançar níveis elevados de proteção coletiva. Ao longo de 2025, o Estado intensificou campanhas, ampliou o acesso à vacinação e manteve indicadores acima das metas preconizadas pelo Ministério da Saúde, com destaque para ações extramuros, vacinação em escolas e estratégias voltadas à busca ativa de não vacinados. Ações estratégicas ampliam alcance O alto desempenho do Estado é sustentado por um conjunto de ações articuladas dentro do programa MS Vacina Mais, principal estratégia estadual para ampliação das coberturas vacinais. A partir dele, são desenvolvidas iniciativas como o Aluno Imunizado, a exigência de declaração de vacinação atualizada em parceria entre as áreas de saúde e educação, e a estratégia Cuidar de Quem Cuida, voltada à imunização de profissionais de saúde — medidas que ampliam o alcance da vacinação em públicos estratégicos. Essas ações se integram às campanhas nacionais, como vacinação em áreas de fronteira, campanhas contra a influenza e vacinação nas escolas, fortalecendo a cobertura vacinal e garantindo maior acesso da população aos imunizantes em todo o Estado. Consolidação de resultados Para a coordenadora estadual de Imunização da SES, Ana Paula Rezende Goldfinger, o desempenho contínuo está diretamente relacionado à qualificação da gestão e ao monitoramento permanente dos indicadores. “Trata-se de um resultado sustentado por planejamento técnico, monitoramento sistemático das coberturas vacinais e adoção de estratégias baseadas em evidências. A integração entre Estado e municípios tem sido determinante para ampliar o acesso, reduzir bolsões de não vacinados e garantir homogeneidade nas coberturas”, destacou. Com mais de 2,5 milhões de doses aplicadas em 2025, o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa, destaca que o volume expressivo de imunizações reflete ainda a capacidade operacional da rede e o compromisso com a saúde pública. “Alcançar esse quantitativo de doses aplicadas demonstra a eficiência da nossa rede e o alinhamento com os municípios. Esse resultado está inserido em um conjunto de medidas estruturantes voltadas à qualificação da assistência e à ampliação do acesso à vacinação em todo o Estado”, finaliza.Danúbia Burema, Comunicação SESFotos: André Lima Fonte: Secom Mato Grosso do Sul

Saúde

Canetas emagrecedoras são tema do Caminhos da Reportagem desta segunda

O programa Caminhos da Reportagem apresenta, nesta segunda-feira (27), a edição “O boom das canetas emagrecedoras” que aborda o uso intensivo desses medicamentos no processo de perda de peso. A atração vai ao ar às 23h, na TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). As canetas emagrecedoras são tema de intenso debate sobre saúde em todo o mundo. A primeira delas chegou ao Brasil em 2017 e, desde então, outras tecnologias para o tratamento de diabetes e obesidade foram desenvolvidas e são comercializadas no país. Ao mesmo tempo que potencializam o tratamento das duas doenças crônicas, também reforçam o que especialistas chamam de “economia moral da magreza”.    O médico endocrinologista Neuton Dornelas, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, reforça a preferência pelo uso do termo “medicamentos injetáveis para tratamento da obesidade e de diabetes. “Estamos falando de medicamentos que realmente trouxeram uma revolução no tratamento dessas duas doenças, com resultados na perda de peso e na diminuição de risco cardiovascular., diz o especialista “São medicamentos indicados para quem vive com obesidade ou com diabetes ou com as duas coisas juntas. São critérios técnicos que devem ser avaliados sempre por um profissional de saúde”, recomenda. Francenobre Costa de Sousa, chamada de Nobi por familiares e amigos, tem 58 anos e vive com diabetes tipo 2. Ela foi diagnosticada com a doença aos 45 anos, quando desmaiou dentro de um ônibus e foi parar no hospital. Nobi faz tratamento com insulina, mas o diabetes segue de difícil controle. De acordo com os especialistas, para que esse tratamento vença a barreira da desigualdade social, alguns fatores são decisivos, como a queda da patente dos princípios ativos usados nos medicamentos e a possibilidade de produção nacional. Em 20 de março deste ano, expirou a patente da semaglutida, substância dos medicamentos Ozempic e Wegov. A queda da patente tem impacto no mercado porque permite concorrência. “Mas é preciso pensar que, muito embora vá baratear, não é um amplo e pleno barateamento. A produção da substância, do insumo farmacêutico ativo, é uma produção mais complexa do que os chamados medicamentos genéricos”, explica Henderson Fust, advogado especialista em Bioética e Regulação da Saúde.  Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) prioridade no registro de medicamentos com os princípios ativos semaglutida e liraglutida, visando à futura produção nacional. A pasta explica que, em 2025, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), órgão que assessora as decisões do Ministério da Saúde, deu parecer desfavorável à incorporação da semaglutida e da liraglutida, pois o impacto orçamentário, superior a R$ 8 bilhões, representa o dobro do orçamento anual do Programa Saúde Popular. Popularização Enquanto avançam as discussões de como ampliar o acesso a novos tratamentos para diabetes e obesidade na rede pública, o Brasil vive um cenário de “popularização” das canetas emagrecedoras. Essas tecnologias intensificaram o que pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) chamam de “economia moral da magreza”. A pesquisadora Fernanda Baeza Scagliuzi, professora das Faculdades de São Pública e de Medicina da USP, afirma que um corpo magro é visto com uma moralidade de virtuoso, de que “a pessoa se esforçou para chegar até lá”. “Um corpo gordo é visto como o de alguém que é preguiçoso, que é relaxado, que não tem força de vontade, não tem disciplina e outros estereótipos também muito perigosos. Agora, mesmo as pessoas que não são gordas sofrem a pressão estética pela magreza”, diz a pesquisadora, que estuda também os efeitos colaterais do uso dos medicamentos injetáveis. Estilo de vida A dentista Bárbara Lopes já havia usado canetas emagrecedoras, mas voltou a ganhar peso. Enfrentando os desafios da perimenopausa, com pré-diabetes e ansiedade, ela agora está em novo tratamento. “Eu mudava alimentação, buscava fazer um pouco de exercício e não via aquele quadro mudar”. Sociedades médicas recomendam que o tratamento farmacológico não deve ser feito isoladamente, mas sempre associado à mudanças de estilo de vida, com aconselhamento nutricional e estímulo à atividade física. A médica geriatra Marcela Pandolfi reforça que nem tudo se resume à medicação. “O estilo de vida para esse paciente vai ser fundamental. É isso que vai fazer com que ele consiga pelo menos equilibrar, fazer com que ele não volte a ganhar todo o peso que perdeu no processo do tratamento”, afirma. O aumento da oferta e da procura pelas canetas emagrecedoras tem sido acompanhado por irregularidades em etapas como importação, manipulação, prescrição e dispensação dos medicamentos. A Anvisa aumentou a fiscalização desses produtos, bem como forças de segurança e a Receita Federal têm investigado crimes contra a saúde pública e a economia nacional. FONTE: AGENCIA BRASIL

Valorização: forças de MS chegam a 9,1 mil promoções de carreira em 4 anos e consolidam robustez da segurança pública
Destaque

Valorização: forças de MS chegam a 9,1 mil promoções de carreira em 4 anos e consolidam robustez da segurança pública

Valorização profissional como pilar de fortalecimento da segurança pública, área cada vez mais eficaz em solo sul-mato-grossense. É com essa premissa que o Governo de Mato Grosso do Sul realiza ao longo de 2026 um amplo avanço nas carreiras da PM (Polícia Militar), Corpo de Bombeiros, Polícia Penal e Polícia Civil. Ao todo, serão mais de 2,4 mil promoções funcionais concedidas a partir de maio, que somadas às progressões de carreira formalizadas desde 2023 totalizarão 9,1 mil promoções para agentes estaduais de segurança pública. A notícia de que serão concedidas as promoções para as forças de segurança pública do Estado foi anunciada na semana passada pelo governador Eduardo Riedel, durante a entrega da Medalha Tiradentes, na sede do Comando-Geral da PM. Os números acima foram obtidos a partir de dados da SAD (Secretaria de Administração) e das coordenadorias de pessoal da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) – esta última a qual estão vinculados os policiais penais. “Segurança pública se faz com investimento [em equipamentos e tecnologia], inteligência e valorização desses profissionais. E é o que a gente tem buscado no dia a dia de trabalho. As demandas no cotidiano do Estado são múltiplas e complexas, e enfrentarmos uma equação nada simples para garantir o equilíbrio fiscal e o bem-estar das nossas pessoas, mas garantir também valorização a aqueles que doam o seu trabalho, o seu tempo e a sua própria vida muitas vezes para a sociedade sul-mato-grossense”, destacou o governador. Levantamento da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública) mostra que entre 2024 e 2025 em Mato Grosso do Sul houve considerável queda de 15,9% nos roubos, que passaram de 3.130 casos no ano retrasado para 2.631 no ano seguinte, com destaque para reduções em roubo seguido de morte (-23,5%) e roubo ao comércio (-21,3%). Os furtos também recuaram 1,6% no período, com ênfase na diminuição de furtos de veículos (-17,2%). Em Campo Grande, a redução foi ainda mais expressiva, com queda de 20,7% nos roubos. Destaque para o recuo no índice de roubos em via urbana, que foi de 23,1%. Apesar de leve aumento de 0,3% no total de furtos, o furto de veículos caiu 22,1% na Capital. Os Bombeiros também integra as forças de segurança pública, sendo seu trabalho fundamental em diversas situações – como na foto, nos combates aos incêndios florestais no Pantanal. Investimentos cruciais Para executar o trabalho da melhor forma, os profissionais da segurança pública sul-mato-grossense contam com investimentos constantes do Governo do Estado em ferramentas que vão desde a tecnologia até programas estratégicos que guiam as ações das forças estaduais. Contabilizando apenas os valores aplicados à PM de Mato Grosso do Sul, entre 2023 e 2025 foram R$ 91 milhões em viaturas, armamentos, equipamentos, infraestrutura e tecnologia. Em julho do ano passado o Estado celebrou a formatura de 427 novos soldados, uma das maiores turmas da história da PMMS, reforçando significativamente o policiamento ostensivo. A corporação também teve sua gama de equipamentos ampliada: em abril de 2025, a PM de Mato Grosso do Sul recebeu 42 motocicletas e 89 fuzis, destinados a unidades de Campo Grande, Três Lagoas e Dourados, em um investimento superior a R$ 4,4 milhões. Outra conquista da segurança pública do Estado – que se destaca nacionalmente – foi a expansão do sistema de inteligência, com a consolidação do videomonitoramento integrado, ferramenta que se tornou possível graças à Infovia Digital, rede de fibra óptica que conecta todos os 79 municípios sul-mato-grossenses e mais de 1,5 mil prédios públicos. O sistema conta hoje com 123 câmeras PTZ – com previsão de expansão para 129 – instaladas em pontos estratégicos, além de 28 câmeras OCR capazes de identificar automaticamente placas de veículos. As imagens são monitoradas pelo Copom e pelo Batalhão Rodoviário, garantindo respostas mais rápidas e precisão nas ações preventivas e repressivas. Por fim, outra ferramente que auxilia a segurança estadual é o mapa estratégico, com projeções até 2030. Viaturas e armamento, com treinamento constante, fortalecemda a segurança de MS. “Temos um trabalho desenvolvido no Estado, com índices [criminalidade] que estão menores que média nacional e estão caindo cada vez mais. Nosso Estado tem fronteiras importantes com o Paraguai e Bolívia, em uma grande extensão que é seca, onde temos também um combate efetivo principalmente contra o tráfico de drogas, que vai para outros estados e países”, frisa o secretário de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira. Capital humano é fundamental Fora os efeitos da ampliação estrutural, os resultados são atribuídos ao reforço no efetivo, com formação de novos policiais e bombeiros, além de concursos em andamento, e a estratégias integradas de segurança, como ampliação da setorização e combate ao crime organizado, além do empenho individual e coletivo das tropas e agentes. Entre as corporações, a PM concentra o maior volume de promoções previstas para este ano, com 813 avanços na carreira. Em seguida aparece a Polícia Penal, com 722 promoções, a Polícia Civil, com 479, e o Corpo de Bombeiros, com 396 – sendo 200 destas de militares que realizarão o Curso de Formação de Sargentos e 20 que realizarão o Curso de Habilitação de Oficiais. Policiamento nas ruas, atendendo à população, e nas centrais de monitoramento conjunto. Somadas às promoções já efetivadas nos três primeiros anos do atual Governo, o total chega a 5.612 concessões desse tipo no período. Além das promoções, a administração estadual também assegura o avanço por progressão funcional, que soma 3.531 progressões no período analisado. Nesse quesito, a Polícia Militar lidera com 1.532 progressões, seguida pela Polícia Civil (1.026), Polícia Penal (641) e Corpo de Bombeiros (332). Ao considerar promoções e progressões funcionais, o volume total de avanços nas carreiras da segurança pública chega a 9.143 movimentações entre 2023 e 2026, números que evidenciam uma política contínua de valorização profissional, que impacta diretamente na motivação dos servidores e na qualidade dos serviços prestados à população. Nyelder Rodrigues, Comunicação Governo de MSFoto de capa: Saul Schramm/Secom/ArquivoInternas: Bruno Rezende/Secom/Arquivo —Relacionado: Segurança pública de MS é destaque internacional no combate

Anvisa manda retirar do mercado substância usada em xaropes para tosse
Brasil

Anvisa manda retirar do mercado substância usada em xaropes para tosse

SÃOPAULO,SP (UOL/) – A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a suspensão no Brasil de medicamentos que tenham a substância Clobutinol em sua composição. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União hoje e já passa a valer. A medida implica na proibição de comercialização, distribuição, fabricação, importação, manipulação, propaganda e uso. O Clobutinol é um fármaco geralmente utilizado para tosse. Ele é um antitussígeno de ação direta no sistema nervoso central, utilizado para tratar tosse seca e irritativa. Agência, no entanto, alerta para que ele pode causar arritmia grave. Em justificativa, o órgão explica que a substância pode aumentar o intervalo QT, que é a medida usado no eletrocardiograma para mostrar o tempo de contração e relaxamento dos ventrículos cardíacos. Decisão ocorreu após um parecer da Gerência de Farmacovigilância, que entendeu que seus riscos superam os benefícios. “Sendo tal situação suficientemente grave para justificar a suspensão dos medicamentos contendo esta substância”, concluiu. A suspensão vale para todos os remédios com o princípio ativo, independente do fabricante. Por isso, a Anvisa não detalha as marcas a serem afetadas, já que até os genéricos dele serão suspensos. Leia Também: Bombeiros do RJ realizaram mais de 8 mil salvamentos no mar em 2026

Bombeiros do RJ realizaram mais de 8 mil salvamentos no mar em 2026
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Bombeiros do RJ realizaram mais de 8 mil salvamentos no mar em 2026

Ó Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) divulgou neste domingo (26) que realizou 8.255 salvamentos no mar nos quatro primeiros meses deste ano. Os guarda-vidas resgataram banhistas que se encontravam em situação de risco, muitas delas envolvendo correntes de retorno e áreas impróprias para banho. O número é menor do que no ano passado. Em 2025, somente entre janeiro e 22 de fevereiro, a corporação efetuou quase 8.500 salvamentos marítimos nas praias fluminenses. Diante do elevado número de ocorrências, o CBMERJ reforça a importância da prevenção e da atenção às orientações de segurança para evitar afogamentos: respeitar a sinalização nas praias, evitando entrar no mar em locais com bandeira vermelha; procurar sempre nadar próximo aos postos de guarda-vidas e em áreas indicadas como seguras; evitar o consumo de bebidas alcoólicas antes de entrar na água; ficar atento às chamadas correntes de retorno, que costumam puxar o banhista para o alto-mar. evitar nadar próximo a pedras, costões e outras estruturas onde há risco de impacto devido à força da correnteza. não nadar à noite, pela dificuldade de se identificar ondas fortes, rochas submersas e animais marinhos. Leia Também: Baleado, homem sobrevive a ataque, abre fogo contra multidão e fere 3 no DF

Homem morre em montagem do palco da cantora Shakira em Copacabana
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Homem morre em montagem do palco da cantora Shakira em Copacabana

Segundo o Corpo de Bombeiros do Rio, o trabalhador chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu aos ferimentos. O caso será investigado pela Polícia Civil. Segundo o portal g1, a vítima era serralheiro e se chamava Gabriel de Jesus Firmino, 28. Ele era funcionário da empresa MG Coutinho Serviços Cenográficos. O megashow gratuito da cantora colombiana Shakira em Copacabana está agendado para 2 de maio. Shakira será a terceira atração do projeto “Todo Mundo no Rio”, que promove megashows sem cobrança de ingressos em Copacabana no início de maio. Madonna foi a primeira artista a subir ao palco, em 2024, e Lady Gaga, a segunda, em 2025. A organização do evento disse prestar apoio, acolhimento e solidariedade “à empresa responsável, sua equipe e aos familiares da vítima”. Leia Também: Baleado, homem sobrevive a ataque, abre fogo contra multidão e fere 3 no DF

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