O avanço é puxado pelo Pará, com 7 óbitos, seguido por Tocantins (5) e Minas Gerais (4). São Paulo e Goiás têm 3 mortes cada um; Maranhão e Mato Grosso, 2, enquanto Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte contabilizam 1 registro cada um. Embora tenham avançado nos últimos dias, as mortes neste início de 2026 têm ritmo mais lento do que nos dois anos anteriores. A média para o período é de 3 mortes por semana epidemiológica, bem abaixo de 2025, quando 35 pessoas morreram por semana por complicações da doença. Diferença ainda maior para 2024, que terminou com 121 mortes semanais. Segundo o pesquisador Leonardo Bastos, coordenador do Infodengue, painel da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) que monitora a endemia pelo país, a queda se explica pelos altos índices dos anos anteriores. “Tem circulado pelo Brasil os sorotipos 1 e 2 da dengue nos últimos três anos e, como os anos anteriores amargaram altos números, sobretudo 2024, aumentou a resistência de boa parte da população à infecção”, afirma. Ele diz ainda que a condição climática atual é mais favorável à estabilidade, com temperaturas mais próximas do normal e sem fenômenos externos como o El Ninõ de 2024, que contribuiu para índices maiores. O El Niño é marcado por um aquecimento acima da média no oceano Pacífico, perto da linha do Equador. O número de óbitos, no entanto, tende a crescer na próxima atualização devido à investigação de mortes possivelmente ligadas à dengue. Nessa seara, São Paulo lidera com 51 investigações, seguido por Goiás, que tem 30, e Maranhão, com 9 apurações. Até agora, o país tem 53 mil testes positivos. O Brasil encerrou 2025 com 1.821 pessoas mortas pela infecção causada pelo Aedes aegypti. Mais de 1,4 milhão de pessoas tiveram a doença. Trata-se de redução significativa após a crise epidemiológica de 2024, pior ano da série histórica, que teve quase 6 milhões de infecções e 6.300 mortes. Ainda que os maiores registros ocorram entre março e abril, se a média persistir, o país encerrará 2026 com mortes em queda novamente. A arbovirose transmitida pelo Aedes aegypti possui quatro sorotipos. Quando um indivíduo é infectado por um deles adquire imunidade contra aquele vírus, mas ainda fica suscetível aos demais. Quem apresentar febre alta (38°C a 40°C) de início repentino e pelo menos duas manifestações -dor de cabeça, prostração, dores musculares e/ou articulares e dor atrás dos olhos- deve procurar uma unidade de saúde. Passada a fase crítica, a maioria se recupera. Em alguns casos, a doença pode progredir para formas graves e óbito. Leia Também: Em decreto ‘Justiça por Orelha’, governo Lula eleva multas por maus-tratos a animais
Batizada de “Justiça por Orelha”, a medida faz referência ao caso do cão comunitário que, segundo a investigação policial, foi morto após sofrer agressões em Florianópolis (SC), no início deste ano. O laudo pericial elaborado após a exumação do animal não identificou a causa da morte, mas também não descartou a possibilidade de trauma. Com a mudança, a multa passa a variar de R$ 1.500 a R$ 50 mil por animal, valor definido de acordo com a gravidade da conduta e as consequências para a vítima. Antes da mudança, os valores previstos variavam de R$ 500 a R$ 3 mil. Em situações consideradas agravadas -como quando há morte, sofrimento intenso ou lesões permanentes-, o total das multas pode chegar a R$ 1 milhão. A definição do valor final caberá às autoridades ambientais, que deverão considerar fatores como reincidência, grau de crueldade, extensão dos danos e as circunstâncias em que ocorreu a agressão. O decreto altera a regulamentação da Lei de Crimes Ambientais e busca, segundo o governo, tornar mais efetivas as sanções administrativas contra casos de crueldade animal. A aplicação das penalidades cabe a órgãos de fiscalização ambiental, que poderão lavrar autos de infração quando identificarem condutas enquadradas como maus-tratos. O cão Orelha animal havia cerca de dez anos na região da Praia Brava e era alimentado por moradores e comerciantes do bairro. Em janeiro, o cachorro foi encontrado ferido e levado a atendimento veterinário, mas não resistiu às lesões. O episódio provocou forte repercussão nas redes sociais e mobilizou protestos em diferentes cidades, com manifestações de organizações de defesa animal que cobravam punições mais duras para casos de violência contra animais. A repercussão do caso levou o governo a anunciar que preparava mudanças nas regras de punição administrativa. A avaliação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima é que os valores previstos anteriormente estavam defasados e tinham baixo efeito dissuasório. O decreto também estabelece critérios para definir a gravidade das infrações. Entre os elementos considerados estão o grau de sofrimento imposto ao animal, a ocorrência de morte ou sequelas permanentes e a eventual repetição da conduta pelo infrator. A responsabilização administrativa é independente da esfera criminal. A legislação brasileira já prevê punições penais para maus-tratos contra animais. Desde 2020, quando uma lei endureceu as sanções, quem praticar violência contra cães e gatos pode ser condenado a reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição de manter a guarda de animais. Leia Também: Lula revoga visto de assessor de Trump que queria visitar Bolsonaro
Nesta sexta-feira (13), o presidente Lula informou que o governo brasileiro revogou o visto de um assessor do chefe de Estado norte-americano que tencionava visitar Jair Bolsonaro na prisão. De acordo com Lula, o assessor sênior para a política dos Estados Unidos em relação ao Brasil no Departamento de Estado dos EUA, Darren Beattie, só entrará no país quando o ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, cujo visto foi revogado no ano passado pelo Governo norte-americano, puder entrar nos Estados Unidos. “Aquele cara americano que disse que vinha para cá, para visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil, enquanto não liberar os vistos do ministro da Saúde, que está bloqueado”, afirmou Lula durante um evento no Rio de Janeiro. Vale lembrar que em 2025, o governo de Donald Trump decidiu revogar os vistos de vários brasileiros, incluindo autoridades, muitos sem justificativas. O Brasil, por sua vez, se apoiando na Lei de Reciprocidade, agora revogou o visto de funcionário da Casa Branca. O ministro Mauro Vieira, das Relações Exteriores, encaminhou ao STF uma consideração afirmando que a visita de Darren Beattie a Jair Bolsonaro poderia configurar “indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro” | 21h12 – 03/12/2026
Vocêm homem caiu do teto de um hospital público no Rio de Janeiro enquanto tentava fugir pelo sistema de ventilação na noite de quinta-feira (12). O caso aconteceu no Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, localizado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que o paciente, usando roupas hospitalares, rompe o forro do teto e despenca dentro de uma sala da unidade de saúde. Durante a queda, ele quase atinge uma mulher que estava deitada em uma cama no local. Segundo informações do portal G1, o homem estava internado no hospital quando pediu autorização para ir ao banheiro. Nesse momento, ele abriu o sistema de ventilação do local e tentou se deslocar pelo espaço entre o teto e o forro, mas acabou caindo em outro quarto da unidade. Em nota, o hospital informou que o paciente é dependente químico e estava internado em uma ala destinada a pacientes com Covid-19. A unidade também afirmou que o homem apresentava um surto psicótico no momento do incidente. Após a queda, ele foi contido por dois funcionários do hospital e levado de volta para o setor onde estava internado. Não há informações sobre feridos no episódio. Declaração de Rafael da Farmácia durante debate na Câmara de Ibiporã gerou denúncia de racismo protocolada por um morador. Caso agora será analisado pela Mesa Executiva, que decidirá se abre sindicância ou envia o episódio ao Conselho de Ética | 07:40 – 13/03/2026
Vocêma declaração feita por um vereador durante uma sessão da Câmara Municipal de Ibiporã, no norte do Paraná, resultou em uma denúncia de racismo protocolada por um morador da cidade. O caso envolve o parlamentar Rafael da Farmácia (PSD) e ocorreu durante uma discussão sobre a situação de abandono da piscina do antigo clube Seri (Sociedade Esportiva e Recreativa de Ibiporã). Durante o debate realizado em 13 de fevereiro, o vereador comentava sobre possíveis riscos à saúde pública provocados pelas condições do local quando fez a comparação que gerou repercussão. “Uma preocupação que eu sempre tenho, porque envolve a área de saúde, é aquele buraco aberto da piscina. Porque lá atrás a água era tão podre, tão podre, que preto perdia para ela. Aí a assistência social e a saúde pública foram lá. E acho que deve fiscalizar mais porque ali promete”, disse Rafael da Farmácia na sessão. Logo após a fala, o presidente da Câmara, Rafael Eik Borges Ferreira (PSD), afirmou concordar com a preocupação levantada sobre o espaço abandonado, mas classificou a comparação utilizada pelo colega como “de mau gosto”. A denúncia contra o vereador foi protocolada no dia 27 de fevereiro e encaminhada à Mesa Executiva da Câmara Municipal. Segundo a Casa Legislativa, no dia 2 de março foi solicitado um parecer jurídico para avaliar se o pedido atende às exigências do Regimento Interno. O advogado da Câmara tem prazo de 15 dias para apresentar a análise. Após a manifestação jurídica, os integrantes da Mesa Executiva deverão decidir se o caso será arquivado, encaminhado ao Conselho de Ética ou se haverá abertura de uma sindicância. Em nota enviada à imprensa, Rafael da Farmácia afirmou que não teve a intenção de ofender ou discriminar ninguém e classificou a declaração como uma “expressão infeliz no campo retórico”. Segundo o parlamentar, a fala não foi direcionada a nenhuma pessoa ou grupo específico. Ele também afirmou que respeita todos os cidadãos e reiterou compromisso com o combate ao racismo e a qualquer forma de discriminação. O vereador ainda declarou que também se considera parte da população negra. De acordo com a legislação brasileira, o crime de racismo é imprescritível e prevê pena de dois a cinco anos de reclusão. Procurado para comentar o caso, o presidente da Câmara Municipal informou, por meio da assessoria, que não irá se manifestar neste momento enquanto o processo segue em análise. Apresentador do SBT afirmou que deputada ‘não é mulher’ ao comentar eleição para comissão da Câmara; indenização pedida por Erika Hilton seria destinada a projetos de proteção a mulheres vítimas de violência de gênero | 06:40 – 13/03/2026
Vocêm mês após a morte dos filhos Miguel Araújo Machado, 12, e Benício Araújo Machado, 8, a mãe das crianças afirma ainda ter dificuldade para compreender a tragédia que abalou a família em Itumbiara, no sul de Goiás. Em entrevista à TV Anhanguera, Sara Araújo disse que a ausência dos meninos continua impossível de aceitar. Segundo ela, rever fotos e vídeos dos filhos tornou-se um processo doloroso desde o crime ocorrido em 11 de fevereiro. De acordo com a investigação da Polícia Civil, o então secretário de Governo de Itumbiara, Thales Naves Alves Machado, 40, matou os dois filhos a tiros enquanto eles dormiam e, em seguida, tirou a própria vida. Miguel chegou a ser socorrido, mas morreu no dia seguinte. Benício permaneceu internado em estado gravíssimo e morreu em 13 de fevereiro. O inquérito foi concluído no fim de fevereiro e classificou o caso como duplo homicídio seguido de suicídio. A perícia não encontrou indícios de participação de terceiros e recomendou o arquivamento da investigação, já que o autor do crime está morto. O relatório aponta que, antes dos disparos, Thales enviou à mãe das crianças uma foto dos filhos dormindo acompanhada de ameaças. A imagem mostraria os meninos na mesma posição em que foram encontrados. Durante a entrevista, Sara agradeceu o apoio recebido após a tragédia. Ela contou ter recebido um buquê de rosas brancas enviado por um grupo de mais de 300 mulheres de diferentes regiões do país. As flores foram entregues na casa do prefeito de Itumbiara, Dione Araújo, pai de Sara e sogro de Thales. O prefeito foi uma das primeiras pessoas a chegar ao local do crime e encontrou o genro morto e os netos feridos. Os velórios das crianças ocorreram na casa do avô. No enterro de Miguel, realizado em 12 de fevereiro, Sara deixou o cemitério antes do fim da cerimônia após relatos de ameaças, segundo testemunhas. Ela precisou de escolta para participar da despedida e foi amparada por familiares e amigos ao chegar ao local do sepultamento. Corregedoria investiga falha na verificação de registros judiciais que levou à soltura; ele tinha sido condenado por latrocínio; suspeito não tem defesa constituída no caso; segundo a polícia, ele negou envolvimento no crime | 22:24 – 03/12/2026
UMpós o rompimento de um reservatório da Sabesp em Mairiporã, região metropolitana de São Paulo, a empresa anunciou como medida inicial e emergencial o pagamento de R$ 2 mil para famílias que tiveram imóveis atingidos. Os recursos são para ressarcir urgências pontuais, como remédios e alimentação. Após o colapso da estrutura, ocorrido nesta quarta-feira (11), uma pessoa morreu e sete ficaram feridas. De acordo com a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, o rompimento da estrutura prejudicou pelo menos três residências e dez veículos. A Sabesp enviou representantes para uma reunião com os moradores do bairro Capoavinha nesta quinta-feira (12). Uma equipe da empresa presta atendimento aos moradores em uma van instalada no bairro. As equipes farão o cadastro dos atingidos e estão disponíveis para dúvidas pontuais. Durante a madrugada, cerca de 60 técnicos participaram do trabalho de limpeza das ruas e casas. As equipes de Defesa Civil e de outras áreas da prefeitura também realizam atendimento na região. Segundo a Sabesp, os imóveis no bairro Capoavinha, em Mairiporã, estão com o abastecimento normal. A prefeitura de São Paulo já manifestou intenção de fechar o Núcleo de Convivência São Martinho de Lima, fundado pelo padre: “A prefeitura diz que está fazendo uma reestruturação e que fecharia o centro”, contou Agência Brasil | 16:36 – 12/03/2026
Ó Padre Júlio Lancellotti, participou nesta quinta-feira (12) do programa Alô Alô Brasil, na Rádio Nacional, e conversou com o apresentador José Luiz Datena sobre a intenção da prefeitura de São Paulo de fechar o Núcleo de Convivência São Martinho de Lima, fundado pelo padre. Atualmente, o núcleo não é mais administrado pelo padre Júlio, mas pelo Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto. “O Centro Comunitário São Martinho de Lima tem 36 anos e foi aberto embaixo do Viaduto Guadalajara, quando a Luiza Erundina foi prefeita de São Paulo e quando começou a municipalização do atendimento à população de rua”, declarou o sacerdote no programa. Por meio do centro são servidas diariamente cerca de 400 refeições à população vulnerável. Segundo o padre, o trabalho de atendimento aos mais necessitados é feito em convênio com a prefeitura de São Paulo. “A prefeitura diz que está fazendo uma reestruturação e que fecharia o centro. A reação foi muito grande e ontem (quarta-feira, 12) saiu uma comunicação da Secretaria Municipal de Assistência Social cancelando aquela notificação, mas pedindo uma série de novas informações.” Para Lancellotti, é importante, acima dos números e de outras informações, levar em consideração os indivíduos: “Não basta dizer ‘põe dez para cá’, ‘20 para lá’. Temos que saber quem são essas pessoas. A população de rua não são anjos e nem demônios, são pessoas. Que têm seus problemas e suas limitações.” Especulação imobiliária Agostinho Teixeira, que também apresenta o Alô Alô Brasil ao lado de Datena, questionou o padre se a especulação imobiliária estaria por trás do interesse do fechamento do Nùcleo de Convivência. “Essa área deste centro fica no Belenzinho e é uma área importante, valorizada”, disse Agostinho. Em resposta ao radialista, o padre Júlio lembrou que a Campanha da Fraternidade da Igreja este ano é sobre moradia. Para o sacerdote, “a moradia é um dos problemas mais sérios hoje da realidade urbana de São Paulo e nas grandes capitais brasileiras”. Lancellotti afirmou ainda que conversou recentemente com o prefeito Ricardo Nunes e disse a ele que “quem governa São Paulo é o mercado imobiliário, é a especulação imobiliária. Você vê o Plano Diretor, vê as autorizações que são conseguidas na Câmara, elas privilegiam a moradia dos grandes condomínios”. Entenda o caso A prefeitura de São Paulo anunciou no início de março que fecharia o Núcleo de Convivência São Martinho de Lima, que fica no Belenzinho, bairro da Zona Leste de São Paulo. O órgão municipal alegou que está promovendo um “processo de requalificação da rede socioassistencial do município. Informou ainda que as pessoas que frequentam o espaço passariam a ser atendidas em um outro local e que não ficariam sem alimentação. Na última sexta-feira (6), o Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito para investigar o fechamento do centro e pediu explicações à prefeitura sobre o tema. Nesta quarta-feira (11), a prefeitura divulgou que não vai mais encerrar as atividades do núcleo e que haverá um “aperfeiçoamento dos serviços prestados pelo centro”. Leia Também: Câmara aprova uso de spray de pimenta por mulheres para defesa pessoal
Os dados fazem parte de levantamento divulgado nesta quinta-feira (12) pela ABCDT (Associação Brasileira de Centros de Diálise e Transplante) por ocasião do Dia Mundial do Rim. O estudo integra o novo Observatório Nacional de Dados da Diálise, plataforma criada para reunir informações sobre perfil dos pacientes, oferta de serviços e acesso ao tratamento no país. Em dezembro de 2025, um total de 170.868 brasileiros faziam diálise regularmente, contra 156.473 no ano anterior, segundo a entidade. Ao mesmo tempo, a ABCDT estima que o número de pessoas que precisariam do tratamento seja de 230 mil, ou seja, mais de 60 mil pacientes estariam sem acesso à terapia. Para o médico nefrologista e intensivista André Pimentel, diretor técnico da ABCDT, o cenário reflete tanto o diagnóstico tardio da doença quanto dificuldades de acesso à assistência especializada. “O paciente continua entrando por uma porta que não é a ideal, que são as urgências e emergências”, diz. A doença renal crônica costuma evoluir de forma silenciosa, especialmente quando associada à hipertensão arterial ou à diabetes. “A diabetes se manifesta de forma mais evidente e acaba sendo diagnosticada com mais frequência. Já a hipertensão é mais silenciosa, o que pode atrasar a identificação da doença”, afirma. Além da diabetes (33,8%), a hipertensão arterial aparece como a segunda principal causa da doença renal crônica, responsável por 26,5% dos casos. Doenças primárias dos rins, como glomerulonefrites, representam 11,5%, enquanto complicações renais secundárias respondem por 5,9%. Segundo Pimentel, um grande desafio é o diagnóstico tardio da doença renal. Muitos pacientes descobrem o problema apenas em estágios avançados, quando a diálise já se torna inevitável. Para ele, ampliar o rastreamento entre grupos de risco, como diabéticos, hipertensos e idosos, na atenção primária é uma das principais estratégias para reduzir o avanço da doença. “Com diagnóstico precoce e uso das medicações adequadas, é possível retardar a progressão da doença e adiar a necessidade de diálise”, afirma Pimentel. Segundo ele, medidas de proteção renal podem prolongar por anos o tempo até que o paciente precise iniciar o tratamento. De acordo com o médico Fabiano Guimarães, presidente da SBMFC (Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade), a questão é multifatorial e vai desde a dificuldade de acesso à atenção primária até a falta de capacitação de profissionais que estão fazendo o atendimento e o controle dessas doenças. Do ponto de vista do paciente, explica, ainda há menosprezo em relação ao cuidado da diabetes e, mais ainda, da hipertensão. “As pessoas têm dificuldade de entender que são doenças crônicas, que podem evoluir mal, que envolvem mudanças de hábitos, restrição dietética, atividades físicas”, diz ele. Segundo Guimarães, muitos diagnósticos de diabetes e hipertensão são tardios, o que aumenta as chances da doença renal crônica. “Alguns pacientes vão evoluir para isso, mas, com o controle correto, dá para retardar e, quando for necessário, fazer da forma correta. Boa parte dos diagnósticos da doença renal é com o sujeito já com toxina no sangue e precisando de hemodiálise na urgência.” A professora da rede pública Adriana Batista de Lima da Cunha, 52, que mora em Senhora dos Remédios, em Pernambuco, convive com o diabetes há cerca de oito anos. Em julho de 2025, passou mal e, após realizar exames e consulta com nefrologista, soube que seus rins estavam comprometidos e seria necessário tratamento com hemodiálise. Apesar de realizar exames laboratoriais ao longo dos anos, Adriana não fazia um acompanhamento regular da função renal porque não houve solicitação médica. “Senti muita tristeza. Ninguém quer ficar preso a um tratamento como esse, ainda mais sabendo que a cura só vem com o transplante renal.” Guimarães diz que há oferta no SUS dos exames que avaliam a função renal, mas que às vezes há empecilhos. “Ainda se pede muitos exames desnecessários e isso acaba criando gargalos para exames que precisam de fato.” O levantamento também evidencia forte desigualdade regional na distribuição dos serviços. O país tem 898 centros de diálise em atividade, mas concentrados principalmente nas regiões mais desenvolvidas. O Sudeste responde por 47,7% dos pacientes em tratamento, enquanto a região Norte concentra apenas 5% dos atendimentos. A diferença se torna ainda mais evidente quando comparada à distribuição populacional: o Sudeste abriga cerca de 41,8% dos brasileiros, enquanto o Norte reúne 8,5%. Para muitos pacientes que vivem em regiões com menor oferta de serviços, a alternativa é enfrentar longos deslocamentos várias vezes por semana. Segundo a entidade, há casos em que pessoas percorrem até 300 quilômetros para realizar o tratamento. A diálise geralmente é feita três vezes por semana, em sessões que duram cerca de quatro horas. Percursos longos aumentam o desgaste físico e dificultam a adesão à terapia, especialmente entre idosos e pacientes com outras doenças. Mesmo em grandes centros, o acesso pode ser difícil. Pimentel relata que, em alguns casos, pacientes permanecem internados no hospital aguardando vaga em uma clínica de diálise próxima de casa. “Às vezes o paciente recebe alta hospitalar, mas não há vaga no serviço de diálise perto de onde mora. Ele acaba ficando internado apenas aguardando essa disponibilidade”, afirma. Apesar de o atendimento ser majoritariamente público, a rede de diálise é operada em grande parte por prestadores privados contratados pelo sistema público. O Sistema Único de Saúde (SUS) responde por quase 90% dos atendimentos realizados no país. O gasto anual do sistema com diálise chegou a R$ 7 bilhões, aumento de 8,5% em relação ao ano anterior. O custo médio nacional é estimado em R$ 3.380 por paciente por mês, segundo o levantamento. Pimentel diz que o crescimento da doença ocorre em ritmo mais acelerado que o reajuste do financiamento, o que pressiona as clínicas e dificulta a expansão da oferta. O estudo também identificou desigualdade no acesso a tecnologias mais modernas de tratamento. A hemodiálise convencional segue como a modalidade predominante, presente em 87,5% dos atendimentos. Já a hemodiafiltração, técnica considerada mais eficiente na depuração do sangue e associada a melhor qualidade de vida, responde por apenas 7,3% das terapias e está concentrada em poucos estados. O Distrito Federal
Ó Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) colocou a capital paulista sob alerta vermelho, de grande perigo, para acumulado de chuva, entre à 0h e às 23h59 desta quinta-feira, 12. De acordo com o órgão, há risco de chuva superior a 60 milímetros por hora ou acima de 100 milímetros por dia, além de potencial para grandes alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de encostas. Além da capital, o alerta também é válido para toda a região metropolitana de São Paulo, Campinas, Piracicaba, Vale do Paraíba e litoral sul. A quinta-feira já amanheceu com chuva e frio em São Paulo. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da Prefeitura de São Paulo (CGE), a maior parte das áreas de instabilidade que causaram chuva durante toda a madrugada já se encontra na região do Vale do Paraíba, no litoral norte e na divisa com Minas Gerais, mas a chuva deve persistir. Durante a manhã, a precipitação deve ser fraca, mas pode ganhar intensidade moderada a forte ao longo do dia. “Há potencial para formação de alagamentos e atenção com o solo encharcado dos últimos dias, o que eleva o risco de deslizamentos de terra nas áreas de risco”, informou o órgão. A temperatura deve ficar entre 18ºC e 22ºC. Na sexta-feira, 13, os termômetros devem ficar um pouco mais elevados, com mínima de 19ºC e máxima de 25ºC. No entanto, a chuva volta a marcar presença a partir das primeiras horas da tarde, com previsão de pancadas isoladas de até forte intensidade e potencial para a formação de alagamentos. Durante festa do reality, sister revelou à amiga que está apaixonada por dois participantes da casa e falou abertamente sobre seus sentimentos após beber, em conversa que chamou a atenção dos fãs nas redes sociais | 09:45 – 03/12/2026