Pantanal News

Governo Lula quer nova pista em Viracopos para evitar colapso aéreo em SP
Brasil

Governo Lula quer nova pista em Viracopos para evitar colapso aéreo em SP

A Folha de S.Paulo teve acesso a detalhes da proposta que o Mpor (Ministério de Portos e Aeroportos) desenhou para reformular o contrato atual, em fase de negociação entre a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos e a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). O aeroporto é palco, há anos, de uma crise contratual que envolve disputas judiciais, arbitragens, tentativa frustrada de relicitação e ameaças de caducidade da concessão. O Mpor decidiu aproveitar a tentativa atual de conciliação para colocar suas condições na mesa. Hoje, Viracopos funciona com apenas uma pista de pouso e decolagem, onde opera cerca de 124,6 mil pousos e decolagens por ano. Pelo contrato original, firmado em 2012, uma segunda pista só precisaria ser construída quando o aeroporto atingisse 178 mil operações. Agora, porém, o governo concluiu que esperar esse crescimento pode descambar em um gargalo operacional no sistema aéreo paulista. Por isso, o plano é desvincular a obra da demanda e impor a entrega da pista “o mais próximo possível do momento presente”. Cálculos feitos pelo governo sobre a capacidade futura de atendimento de Congonhas, Guarulhos e Viracopos apontam que a saturação pode ocorrer entre três e 12 anos, dependendo do cenário analisado e das ações ligadas a cada um desses aeroportos. Um estudo técnico da 7ª Rodada de concessões, usado pelo governo para calcular se um projeto aeroportuário é viável, indica um cenário mais acelerado de crescimento da aviação em São Paulo e aponta que a saturação do sistema paulista pode ocorrer em cerca de três anos. Já o Plano Aeroviário Nacional, principal documento de planejamento de longo prazo da aviação, sinaliza que essa saturação pode ocorrer em cerca de cinco anos, mesmo com ampliações previstas em Guarulhos e Congonhas. Outro estudo, desta vez da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), produzido este ano, apresenta uma projeção mais conservadora para o crescimento da demanda aérea e indica que o sistema formado por Congonhas, Guarulhos e Viracopos chegaria a seu limite em cerca de 12 anos. A avaliação técnica do Mpor é que a obra da segunda pista de Viracopos leva cerca de cinco anos para ficar pronta. Por isso, a pasta entende que a expansão precisa começar antes do esgotamento da capacidade atual. A nova proposta também abandona parte do projeto original de expansão de Viracopos. O governo concordou em reduzir a área planejada do aeroporto, de 27 km² para aproximadamente 20 km². A decisão está ligada ao custo das desapropriações, dificuldade operacional de expansão e mudança de visão sobre o papel do aeroporto no sistema paulista. A ideia de transformar Viracopos em um mega-aeroporto com múltiplas pistas independentes foi considerada cara, complexa e pouco viável. Viracopos acumula anos de disputas regulatórias, descumprimentos contratuais e processos arbitrais. O passivo consolidado da concessionária perante a Anac chega a mais de R$ 5 bilhões, incluindo dívidas com outorgas, contribuições mensais e multas. Já do lado da concessionária, as contas indicam que o governo é que teria uma conta de cerca de R$ 6 bilhões para pagar à ABV. O plano do Mpor foi enviado para a Anac, que conduz as negociações com a concessionária ABV. A construção da segunda pista, conforme os estudos, não resolve o problema estrutural da aviação paulista no longo prazo, mas ajuda a aliviar a pressão nos próximos anos. AEROPORTOS REGIONAIS Além da segunda pista, o governo decidiu usar a renegociação da concessão para tentar destravar investimentos em aeroportos regionais deficitários. A proposta prevê que Viracopos seja obrigado a fazer estudos técnicos e participar de futuras concessões de seis aeroportos regionais. Os terminais ficam em Tarauacá (AC), Barcelos (AM), Itacoatiara (AM), Parintins (AM), Guanambi (BA) e Itaituba (PA). Todos ficaram sem interessados em leilões já realizados pelo programa federal AmpliAR, criado para conceder os terminais regionais. A ideia do Mpor é que a concessionária de Viracopos terá de participar obrigatoriamente de novas disputas para esses aeroportos. Se vencer todas, fica com os seis. Se perder algum para concorrentes, terá de elaborar novos estudos para outros terminais, até incorporar seis aeroportos ao seu contrato. Tratativas para resolver a concessão por meio de um consenso foram conduzidas pelo TCU (Tribunal de Contas da União) em 2024, mas fracassaram sem acordo. Em junho de 2025, o prazo da relicitação expirou, o que poderia levar à retomada da caducidade da concessão. No ano passado, a concessionária pediu a abertura de uma “comissão de autocomposição” na Anac, que é a fase que está em andamento. Desde então, pelo menos 35 reuniões técnicas já foram realizadas para tentar construir um novo desenho para o contrato. Questionada sobre o assunto, a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos informou que não vai comentar o assunto por causa de cláusula de confidencialidade imposta durante a vigência da negociação com a Anac, que criou, em setembro de 2025, uma “comissão de autocomposição” para reavaliar o contrato. O MPor declarou que “o processo tramita sob sigilo” e que “segue estritamente as diretrizes técnicas para a resolução do caso”. A Anac não se manifestou. Leia Também: Piloto morre em queda de helicóptero em cidade de Santa Catarina

Mato Grosso Do Sul

Projeto itinerante de cinema ganha verba de 80 mil reais do Estado em Rio Verde

O Governo de Mato Grosso do Sul publicou novos termos de fomento voltados a projetos sociais do Estado, para a execução do projeto cultural e social intitulado “Cine Educação”. A iniciativa vai levar exibições de cinema gratuitas de maneira itinerante para bairros periféricos que registram maiores índices de vulnerabilidade social no município de Rio Verde de Mato Grosso. Entre as iniciativas contemplando estão ações de desenvolvimento de autonomia para pessoas com deficiência e projetos culturais voltados a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. De acordo com o extrato do termo, firmado por meio da Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), o montante global de 80 mil reais será repassado para a Associação Para o Fomento e Desenvolvimento Comunitário Rio Verdense, Águas do Pantanal. O documento foi assinado por Eurídio Ben-Hur Ferreira, Secretário Executivo da Sead, e por José Humberto Gomes Alves, presidente da associação parceira.

Com foco na agricultura familiar, mutirão da Agraer atende produtores de assentamento em Itaquiraí
Mato Grosso Do Sul

Com foco na agricultura familiar, mutirão da Agraer atende produtores de assentamento em Itaquiraí

Com oferta de serviços, cidadania e apoio ao produtor rural, o “Mutirão Agraer – Juntos pelo campo” promovido pela Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), atende a população do assentamento Santo Antônio, em Itaquiraí. A ação reúne diversos órgãos públicos e entidades parceiras para oferecer serviços essenciais às famílias assentadas e pequenos produtores rurais. A distância entre os assentamentos e a área urbana dificulta o acesso da população aos serviços públicos, por isso os moradores buscaram atendimento ontem (21), horas antes da abertura da ação, realizada na Escola Municipal Santa Rosa (Extensão Caburaí). “Essa região de assentamentos fica a 70 quilômetros da sede do município. Então existe uma dificuldade dos agricultores em acessarem os serviços”, afirmou o coordenador da Agraer em Itaquiraí, Adriano Schuffner. Além dos atendimentos, o evento contou com café da manhã para os participantes e música ao vivo, criando um ambiente de acolhimento para as famílias do campo. “Esperamos que todos consigam o que vieram buscar nesse mutirão, seja documento, certidão”, disse o secretário municipal de Agricultura, Jefferson Lopes. Os moradores têm acesso à emissão de RG para maiores de 15 anos, atualização e regularização de CPF, atendimentos previdenciários, CadÚnico, Bolsa Família, Carteira do Idoso e serviços da Junta Militar, durante o período de atendimento que termina hoje (22). Na área da saúde são oferecidos serviço de vacinação, testes rápidos, atendimento médico especializado em psiquiatria, preventivo, avaliação de saúde bucal, orientações sobre prevenção ao câncer e ações voltadas à saúde da mulher. A Agraer também realiza emissão e atualização do CAF (Cadastro Nacional da Agricultura Familiar), além da elaboração de projetos de crédito rural para programas como Pronaf, Pronamp e FCO. O mutirão ainda oferece orientações sobre microcrédito orientado, comercialização por meio do PNAE e PAA, apicultura, Proape e capacitações ligadas à produção rural. Em parceria com o Banco do Brasil, são realizadas consultas prévias e orientações sobre crédito rural, incluindo carta-consulta para financiamentos agrícolas. Também participam instituições ligadas à regularização ambiental, cooperativismo, empreendedorismo, sanidade animal e vegetal, assistência social, capacitação profissional e apoio à produção rural. A expectativa da organização é atender centenas de famílias da região, fortalecendo o acesso às políticas públicas e incentivando o desenvolvimento da agricultura familiar nos assentamentos de Itaquiraí. O “Mutirão Agraer – Juntos pelo campo” nasce com o propósito de fazer o Governo chegar onde o povo está, levando cidadania, desenvolvimento e oportunidades diretamente às comunidades rurais e fortalecendo quem produz, gera renda e movimenta o campo sul-mato-grossense. E assim, a Agraer se faz presente em todos os municípios de Mato Grosso do Sul e segue ao lado de quem faz o campo acontecer. A instituição mantém o compromisso de fortalecer práticas sustentáveis, unindo conhecimento, tecnologia e tradição para que cada propriedade avance com equilíbrio e rentabilidade. Produtores que desejam iniciar e aprimorar alguma atividade, ou agregar valor à produção, podem procurar um de nossos escritórios e conversar com nossos extensionistas. Ricardo Campos, AgraerFotos: Agraer Fonte: Secom Mato Grosso do Sul

Saúde

SUS: lei garante atendimento a crianças e adolescentes em saúde mental

Crianças e adolescentes passam a ter garantido, por lei, o acesso a programas de saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida está prevista na Lei nº 15.413, que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A nova legislação, publicada no Diário Oficial da União, inclui no ECA dispositivo específico que assegura a oferta de ações de prevenção e tratamento de agravos à saúde mental voltadas ao público infantojuvenil. O atendimento deverá abranger desde a atenção psicossocial básica e especializada até serviços de urgência, emergência e internação hospitalar. O texto também determina que os profissionais envolvidos recebam formação específica e contínua, com foco na identificação de sinais de risco e no acompanhamento adequado dos pacientes. FONTE: AGENCIA BRASIL

Investimentos do Governo de MS garantem melhorias no trânsito de municípios do sul do Estado
Mato Grosso Do Sul

Investimentos do Governo de MS garantem melhorias no trânsito de municípios do sul do Estado

Investimentos do Governo de Mato Grosso do Sul com participação estratégica do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) estão levando a municípios do sul do Estado obras voltadas para o reordenamento dos fluxos de tráfego, ampliação da sinalização e introdução de dispositivos de proteção nas vias públicas. De acordo com a Diretoria de Engenharia do órgão, o foco central reside na aplicação de soluções planejadas para a realidade de cada município, substituindo gargalos crônicos por fluxos fluidos. A população de Itaquiraí já vivencia uma mudança expressiva na dinâmica de trânsito de sua área central. Com um aporte técnico e financeiro de mais de 400 mil reais, o município recebe a renovação e expansão de sua sinalização urbana, o que abrange a aplicação de mais de 2 mil metros quadrados de sinalização horizontal em vias pavimentadas, além da implantação de 58 novas placas de regulamentação vertical e 10 placas indicativas com suporte projetado. Vias passaram a ter sentido único A principal melhoria operacional para os moradores foca na reorganização do tráfego através da criação de um binário de trânsito. Essa solução de engenharia transformou as ruas Carmem Barbosa Pupo e a Avenida Campo Grande — duas das artérias mais movimentadas da cidade — que antes funcionavam em mão dupla, em vias de sentido único opostos. O engenheiro Lúcio Adeur Xarão Jorge, Gerente de Engenharia de Trânsito do Detran-MS explica que um complexo binário separa os fluxos, enquanto uma rua serve exclusivamente para ir em uma direção, a paralela mais próxima serve para voltar, viabilizando uma circulação mais racional. “Na prática, essa intervenção elimina os conflitos frontais de tráfego, ordena as áreas de estacionamento urbano, estabiliza a circulação nos pontos de estrangulamento e protege motoristas e pedestres contra o risco de acidentes”, explica Xarão. Iguatemi Os benefícios em segurança e infraestrutura também avançam nas vias de Iguatemi, onde as frentes de trabalho atuam na reestruturação para garantir que os condutores trafeguem em velocidades compatíveis com o perímetro urbano. Com isso, foram construídas seis ondulações transversais ao longo da Rua Silvino Fernandes.  Sinalização de rotatória em Iguatemi O pacote de melhorias para os moradores da localidade inclui ainda a execução de 1.950 metros quadrados de sinalização horizontal, a fixação de 136 placas verticais e a instalação de oito placas indicativas com colunas e braços projetados, assegurando vias muito mais protegidas e organizadas para a comunidade. Eldorado O cronograma de otimização dos fluxos urbanos estabelece como próximo destino o município de Eldorado, que receberá melhorias há muito aguardadas pela comunidade local. Um dos pontos de maior circulação da cidade ganhará uma solução definitiva com a implantação de um novo conjunto semafórico no cruzamento da Avenida Brasil com a Rua Teresinha. Além do ordenamento desse importante cruzamento, a população de Eldorado será beneficiada com um pacote voltado para a moderação de tráfego, técnica conhecida como calmante de trânsito. O projeto prevê a construção de faixas elevadas para pedestres e ondulações transversais regulamentares. De forma estratégica, esses dispositivos de redução de velocidade física serão instalados nas proximidades de áreas escolares, creches e unidades de saúde. A iniciativa garante uma fluidez controlada aos veículos e assegura total proteção aos cidadãos mais vulneráveis, em especial crianças e pacientes, no momento da travessia das vias urbanas, explica a diretora de Engenharia do Detran-MS, Maria Moura. A execução destas obras faz parte de um pacote de mobilidade do Governo do Estado, executado pelo Detran-MS, que envolve cerca de R$6 milhões distribuídos em dois lotes operacionais que abrange o total de 11 municípios com entregas programadas até o mês de outubro. Emmanuelly Castro, Comunicação Detran-MSFotos: DIRENG Fonte: Secom Mato Grosso do Sul

Brasil quer recuperar dinossauros e patrimônios espalhados por 14 país
Brasil

Brasil quer recuperar dinossauros e patrimônios espalhados por 14 país

Ó governo brasileiro, Ministério Público, instituições científicas e pesquisadores do Brasil vêm trabalhando para restituir fósseis de dinossauros e outros patrimônios naturais ou culturais espalhados por, pelos menos, 14 países. Conhecida como colonialismo científico, prática prejudica ciência e os museus brasileiros. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), há pelo menos 20 negociações de restituição com esses países. Assim como o MRE, a Procuradoria-Geral da República no Ceará trabalha na repatriação de fósseis. De acordo com a instituição, os Estados Unidos lideram a lista de países com maior número de pedidos de devolução de patrimônios, com oito ações abertas, seguidos da Alemanha (quatro); Reino Unido (três); Itália (duas), França, Suíça, Irlanda, Portugal, Uruguai e Japão (uma cada). As duas solicitações destinadas à Espanha e as outras duas enviadas à Coreia do Sul foram rejeitadas. No mês passado, um acordo entre Brasil e Alemanha promete repatriar ao sertão do Araripe, no Ceará, o dinossauro Irritator challengeri, da espécie do espinossaurídeo. O animal, que podia chegar a 14 metros de altura, viveu no sertão cearense cerca de 116 milhões de anos atrás. O material foi retirado ilegalmente do Brasil e estava no Museu Estadual de História Natural de Stuttgart, na Alemanha, desde 1991. Outra ação do Itamaraty, em parceria com pesquisadores brasileiros, também permitiu o retorno, em 2024, do manto Tupinambá, usado por indígenas brasileiros no século 17 e que estava na Dinamarca. Também foram repatriados, em fevereiro deste ano, outros 45 fósseis originais da Bacia do Araripe (CE) que estavam na Suíça. Venda proibida O diretor do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, em Santana do Araripe (CE), professor Allysson Pinheiro, ressaltou à Agência Brasil que se somam ao número informado pelo MRE as ações movidas pelo Ministério Público Federal (MPF). “Há vários outros materiais que estão sendo negociados com a Alemanha, e há patrimônios do Brasil em quase todos os continentes. Há negociações para repatriações nos Estados Unidos (EUA), França, Coreia, Japão, Itália.” No Brasil, os fósseis são protegidos pelo Decreto 4.146 de 1942. De acordo com a norma, o patrimônio natural não pode ser de propriedade privada por pertencer à União. Há exceções para exportar fósseis que devem ter autorização expressa do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI), além de o receptor do material precisar ter vínculo com instituição brasileira. “Há vários países que permitem o comércio de fósseis com empresas especializadas nessas vendas. Mas elas não podem vender fósseis do Brasil”, acrescentou o especialista da Universidade Regional do Cariri (Urca). O caso do Ubirajara A restituição de patrimônios brasileiros ganhou força nos últimos anos, principalmente, com o retorno ao Brasil, em 2023, do pequeno dinossauro Ubirajara jubatus. Atualmente, o exemplar compõe o acervo do Museu de Santana do Araripe. Coordenadora do Laboratório de Dinossauros (DinoLab) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a paleontóloga Aline Ghilard conta que pessoas comuns passaram a pressionar o museu alemão, ainda em 2020, uma vez que a instituição vinha se negando a devolver o fóssil. “O museu lançou nota pública falando que não tinha nada de irregular e que o fóssil pertenceria à Alemanha. As redes do museu foram devastadas por comentários de brasileiros. Esse foi justamente o ponto de virada na história.” Colonialismo científico Segundo ela, o caso afetou a imagem da instituição alemã e impulsionou o acordo para devolução do material. “A maior parte dos museus europeus está recheada com materiais de territórios que foram colônias ou que têm sido, até hoje, explorados numa lógica de assimetria de poder. Esses países se sentem no direito de vir aos nossos territórios e coletar materiais.” Pelo menos 490 fósseis de espécies de macroinvertebrados foram extraídos irregularmente da Bacia do Araripe, de acordo com estudo publicado na Palaeontologia Electronica, que analisou pesquisas de 1955 a 2025. “Quase metade de todas as publicações analisadas (104 de 218; 47,7%) foram escritas exclusivamente por pesquisadores estrangeiros, sem coautores brasileiros”, ressaltou Aline Ghilard, que participou do levantamento. Outro estudo identificou 71 publicações, entre 1990 e 2020, que continham análise de macrofósseis da Bacia do Araripe do período Cretáceo, entre 145 e 66 milhões de anos atrás. “Uma grande proporção (88%) dos fósseis descritos nessas publicações foi levada do Brasil para serem depositados em coleções de museus estrangeiros e ainda não foram devolvidos”, destaca a publicação da Royal Society Open Sciesce. Há instituições que devolvem os fósseis por boa vontade, assim que descobrem que se tratou de venda ilegal, como foi o caso da aranha Cretapalpus vittari, que homenageia a cantora Pabllo Vittar. O exemplar foi devolvido pela Universidade do Kansas, nos EUA, em 2021. O animal viveu há mais de 100 milhões de anos na região do Araripe. Por outro lado, há países e instituições que apresentam resistência a devolver os materiais. Impacto na ciência A exportação ilegal desses fósseis traz consequências importantes para ciência brasileira. Na maioria das vezes, o estudo desses materiais fica inacessível ao pesquisador brasileiro. “Quando esses bons fósseis todos vão lá para fora, quem vai fazer as grandes descobertas que dão prestígio científico e acadêmico são os estrangeiros. Basicamente, só produzem ciência de ponta, porque eles estão num círculo de poder que se retroalimenta”, destaca. Para ela, a repatriação do patrimônio natural quebra o ciclo de poder que favorece os países mais ricos. “Inclusive podendo atrair investimentos estrangeiros e a gente passa a competir de igual para igual.” Impacto nos museus O diretor do Museu em Santana do Araripe, Allyson Pinheiro, contou que o retorno do fóssil do dinossauro Ubirajara aumentou bastante o número de visitantes e de investimentos. “(Ele) faz parte da identidade e do orgulho do território. É muito importante ver as crianças se apropriando dessas riquezas. Fósseis de dinossauros são superatrativos para esse público e tem realmente aficionado crianças e adultos”, explicou o professor do programa de diversidade biológica e recursos naturais da Urca. Em 2006, a Unesco designou a Bacia do Araripe como geoparque mundial – o primeiro com essa designação no Brasil. Um geoparque mundial da Unesco é um território que abriga sítios e paisagens de relevância geológica

Economia

Escola para TEA e previdência privada geram dúvidas no IR; saiba mais

Quando se fala em Imposto de Renda, existem temas que geram divergência entre os entendimentos da Receita Federal e da Justiça Federal. O podcast VideBula, da Radioagência Nacional, explica como ocorrem entendimentos diferentes sobre dois temas relacionados às pessoas com deficiência, doenças raras e neurodivergências: a escola como despesa de saúde e a previdência privada. Antes mesmo do período de entrega da declaração do IR, diversos anúncios em redes sociais afirmavam ser possível deduzir integralmente os gastos de educação de dependentes dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA). O tema é polêmico, uma vez que as despesas com educação só podem ser deduzidas em R$ 3.561,50 por dependente. Mas, uma decisão judicial de 2023, abriu caminho para que esses gastos fossem considerados despesas de saúde, que não têm limite máximo. Detalhes jurídicos O Tema 324 da Turma Nacional de Uniformização (TNU), órgão da Justiça Federal, entende que a escola regular pode ser deduzida integralmente como despesa médica de crianças com deficiência em geral, não apenas autismo.  “Essa dedução se enquadra para qualquer tipo de deficiência, desde que a escola seja um objeto terapêutico, um objeto de inclusão”, explica o advogado especialista em direito previdenciário Bruno Henrique. Ou seja, a presença da criança na escola deixa de ser apenas educativa e passa a ser considerada como parte do tratamento. “O decreto 9.580 de 2018, no artigo 73, diz que são considerados dedutíveis como despesa médica os pagamentos referentes à instrução de pessoa com deficiência física ou mental, desde que seja atestado em laudo médico e que o pagamento seja efetuado para uma entidade destinada ao tratamento de pessoas com deficiência física e mental”, diz o auditor-fiscal da Receita José Carlos Fernandes da Fonseca. Segundo ele, “se for uma escola normal, não vai caber essa dedução”. Em qualquer dos entendimentos, seja da Justiça Federal ou da Receita, a possibilidade de cair na malha fina com a declaração das mensalidades escolares como despesas de saúde é real. Isso porque os valores serão altos e a dedução não é automática nesses casos. Mas, com a apresentação de documentos comprobatórios como laudos médicos e relatórios pedagógicos, o benefício pode ser concedido pela Receita quando o dependente for aluno de escola especializada. Para dependentes com deficiência matriculados em escolas regulares, a saída provavelmente será o processo judicial.  “A Receita Federal vai pedir comprovação e dizer que essa dedução está errada. Você vai precisar demonstrar e terá que apresentar uma defesa administrativa ou até mesmo uma discussão judicial pautada no Tema 324 da TNU, que é o precedente que nós temos. Nesse caso, o Poder Judiciário segue esse entendimento porque é uma tese já formada na jurisprudência”, orienta o advogado especialista em Direitos das Pessoas com Deficiência, Thiago Helton. Previdência privada com imposto zero Existe um outro direito tributário pouco conhecido para pessoas com deficiência que já se aposentaram e conseguiram a isenção sobre os rendimentos: o resgate com imposto zero sobre investimentos em previdência privada. De acordo com o advogado Thiago Helton, é possível estender a isenção para rendimentos de previdência privada nas modalidades VGBL ou PGBL. “(O investimento) tem natureza de complemento da aposentadoria. E esse é um entendimento já pacífico pelos tribunais federais”, completa. Assim como na questão da escola para TEA, a isenção da previdência privada também é ponto de discordância entre Receita Federal e Justiça. O benefício não é automático e exige processo judicial. “A gente acaba fazendo uma provocação junto à instituição que controla o plano e normalmente eles vão desconhecer. Aí você entra com uma ação declaratória”, detalha Helton. A decisão judicial traz uma vantagem significativa em comparação com outros investimentos. “É um direito que pouquíssimas pessoas sabem no Brasil e que acaba tornando esse um veículo de investimento muito legal. Vai ser um investimento que você vai fazer e não vai pagar imposto nenhum. Em qualquer outro tipo de investimento, você pagaria pelo menos 15% ao governo”, explica. Confira todos os episódios do podcast VideBula, inclusive o especial sobre o Imposto de Renda   FONTE: AGENCIA BRASIL

Economia

Receita libera consulta ao maior lote de restituição da história

A Receita Federal libera, nesta sexta-feira (22), a partir das 10 horas, a consulta ao maior lote de restituição do imposto de Renda da história. Um total de 8.749.992 contribuintes receberão R$ 16 bilhões. O pagamento contempla o primeiro lote da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2026 e restituições residuais de anos anteriores. Em nota, a Receita informou que o lote recorde se deve à agilidade no processamento das declarações e do avanço das ferramentas de modernização e automação adotadas pelo órgão. O primeiro lote de 2026, informou o órgão, representa 40% das restituições previstas para serem pagas este ano, tanto em valores quanto em número de contribuintes. Dos R$ 16 bilhões desse lote, R$ 8,64 bilhões irão para contribuintes com prioridade legal no reembolso. 4.959.431 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix (prioridade não determinada por lei); 2.256.975 contribuintes de 60 a 79 anos (prioridade legal); 1.054.789 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério (prioridade legal); 256.697 contribuintes acima de 80 anos (prioridade legal); 222.100 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave (prioridade legal). Neste lote, não haverá o pagamento a contribuintes sem prioridade. A consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones. O recorde anterior tinha sido registrado no primeiro lote de 2025, que contemplou créditos de R$ 11 bilhões para 6,2 milhões de contribuintes. Neste ano, a Receita reduziu de cinco para quatro o número de lotes regulares de restituições da declaração, com pagamentos no fim de maio, de junho, de julho e de agosto. Pagamento O pagamento será feito em 29 de maio, último dia de entrega das declarações deste ano, na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes. Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos). Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”. FONTE: AGENCIA BRASIL

Redução do índice de criminalidade nos últimos anos mostra cenário positivo da segurança de MS
Mato Grosso Do Sul

Redução do índice de criminalidade nos últimos anos mostra cenário positivo da segurança de MS

Com uma segurança pública eficiente, moderna e renovada, Mato Grosso do Sul construiu resultados positivos, tornando o estado um dos mais seguros do Brasil. Este cenário fica evidente com a redução dos índices de criminalidade em diferentes modalidades, como homicídio, roubo, furto e latrocínio, além do aumento na apreensão de drogas, combatendo diretamente o crime organizado. Os dados do Observatório de Segurança Pública da Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública) fazem uma comparação dos crimes entre janeiro a abril dos últimos quatro anos. Os números mostram uma queda (número) expressiva (crimes). Cidadão mais seguro e Estado mais próspero para gerar empregos e atrair novas oportunidades. Comando de Policiamento Metropolitano (Foto: Bruno Rezende/Secom-MS) “Em Mato Grosso do Sul nós conseguimos os melhores resultados desde 2019. São reduções dos índices de criminalidade, principalmente nos crimes contra a vida e contra o patrimônio. Temos queda nos crimes de roubos no comércio, em vias públicas, assim como de furtos”, afirmou o secretário estadual de Segurança Pública, Antônio Carlos Videira. Um trabalho sólido que traz benefícios diretos à população. “Isso é fruto de investimentos interruptos e maciços na segurança, assim como integração e aplicação (investimentos) em inteligência. Mas tudo isso alinhado com o compromisso de cada policial em levar segurança ao cidadão sul-mato-grossense”, completou Videira. Os roubos em vias públicas tiveram queda de 57,54% na comparação entre (janeiro a abril) 2023 e 2026. Foram 1.230 casos registrados (2023), contra apenas 554 neste ano. Este mesmo crime (roubo) no comércio caiu em 68,17%. Foram 77 casos em 2023 e apenas 26 nestes primeiros quatro meses do ano. Este delito (roubos) nas residências segue o mesmo patamar, com redução de 31,66% e de veículos (roubos) os dados mostram uma queda de 43,40%. Evento de comemoração dos 190 anos da PM (Foto: Álvaro Rezende/Secom-MS) Foram quatro casos de latrocínio de janeiro a abril de 2023 e nenhum registrado neste ano (mesmo período). Os homicídios dolosos tiveram redução de 8,98%, com 145 casos (2023), contra 140 (2026). Os furtos também diminuíram nos últimos quatro anos. Foram 12.873 (janeiro a abril) em 2023, e apenas 10.392 em 2026. Uma queda de 23,90% dos casos. Quando leva em conta os locais do crime também teve redução de 33,40% (furtos de veículos) e 27,76% (furtos em residências). Outro índice positivo que faz a diferença na segurança do Estado e de todo Brasil, trata do combate ao crime organizado na apreensão de drogas, principalmente na região de fronteira. O trabalho consistente das forças de segurança tem feito a diferença. Houve um aumento de 99,50% no número de apreensões na comparação entre janeiro a abril de 2026, em relação ao mesmo período de 2023. Quatro anos atrás foram 81.079,85 Kg (apreendidos), contra 161.757,82 kg neste ano. “São resultados que vão muito além das nossas fronteiras e das nossas divisas, porque se nós estamos no Estado que mais aprende drogas no país, nós estamos produzindo resultados para todo o Brasil”, ponderou o secretário estadual de Segurança. Trabalho integrado das forças de segurança de MS (Foto: Álvaro Rezende/Secom-MS) Segurança renovada Desde 2023 os investimentos na aquisição de novos equipamentos, com a renovação dos ativos, é uma das peças fundamentais para colocar a segurança do Mato Grosso do Sul entre as melhores do Brasil. Segundo dados da Sejusp, foram investidos 232,9 milhões na aquisição de mais de 25 mil equipamentos e veículos desde 2023. Na lista aparecem aparelhos de comunicação (2.383), equipamentos de áudio e vídeo (1198), veículos de tração mecânica (467), equipamentos de proteção de segurança e socorro (806), aeronaves (110), máquinas e equipamentos rodoviários (165). Neste pacote ainda aparecem os armamentos (7838), veículos diversos (19), embarcações (13), equipamentos de mergulho e salvamento (225), mobiliários em geral (7744). Estão sendo preparados mais 525 novas viaturas ainda neste ano. São mais R$ 170 milhões de investimento. Novas viaturas serão entregues para as forças de segurança de MS (Foto: Bruno Rezende/Secom-MS) Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MSFoto da capa: Álvaro Rezende/Secom-MS Fonte: Secom Mato Grosso do Sul

Economia

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 5

A Caixa Econômica Federal paga nesta sexta-feira (22) a parcela de maio do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 5. O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 678,01. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do governo federal alcançará 19,08 milhões de famílias, com gasto de R$ 12,9 bilhões. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até 6 meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos. No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco. Pagamento unificado Os beneficiários de 217 cidades de nove estados receberam o pagamento na segunda-feira (18), independentemente do NIS. A medida atendeu aos moradores de 124 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca. Também foram beneficiadas cidades nos seguintes estados: Amazonas (três), Pará (uma), Paraíba (31), Paraná (16), Pernambuco (27), Rio de Janeiro (três), Roraima (seis) e Sergipe (seis). Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes). Regra de proteção Cerca de 2,26 milhões de famílias estão na regra de proteção em maio. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até R$ 706. Em maio, 159.248 novas famílias aumentaram a renda e ingressaram na regra de proteção. Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos.  Calendário de pagamentos do Bolsa Família 2026 – Arte EBC FONTE: AGENCIA BRASIL

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