Neste domingo (10), as autoridades de saúde da Espanha iniciaram a retirada de 147 passageiros do navio de cruzeiro de luxo MV Hondius, que está ancorado próximo a Tenerife, nas Ilhas Canárias. A operação foi montada após a detecção de um surto de hantavírus na embarcação, que partiu da costa de Cabo Verde na última quarta-feira. O plano de evacuação é uma ação coordenada envolvendo diversas nações, a União Europeia e a Organização Mundial da Saúde (OMS). Para garantir a segurança sanitária, os passageiros estão sendo retirados em grupos reduzidos e transportados em embarcações menores até a costa, de onde seguem em ônibus para o aeroporto. As autoridades enfatizaram que os passageiros não terão contato com o público geral. Os cidadãos espanhóis foram os primeiros a desembarcar, utilizando aviões militares para o retorno a Madri. Outros países, incluindo Holanda, Alemanha, Bélgica, França, Reino Unido e Estados Unidos, também enviaram aeronaves para resgatar seus nacionais. Apesar do surto, especialistas que realizaram uma verificação final no navio emitiram um relatório indicando que as condições de higiene e ambientais a bordo são adequadas. O documento destaca que não foram detectados roedores no MV Hondius, o que torna a transmissão por exposição a animais improvável dentro da embarcação. Embora todos os passageiros sejam tratados como contatos de alto risco por medida de precaução, a Agência de Saúde Pública Europeia afirmou que o risco para a população em geral permanece baixo. A expectativa é que todos os passageiros de diversas nacionalidades desembarquem entre hoje e segunda-feira (11). Após a saída do último grupo, que inclui passageiros da Austrália e Nova Zelândia, o navio seguirá para os Países Baixos com 30 tripulantes para ser submetido a um processo de desinfecção total. LEIA TAMBÉM: Quem é o fundador do Sistema Sagres preso em operação contra o PCC
Com sede em Kingston, na Jamaica, a Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA, na sigla em inglês) é uma instância da Organização das Nações Unidas (ONU) responsável por gerir os recursos minerais do fundo do mar para além da jurisdição nacional, em uma área que abrange 54% dos oceanos. Comandado pela oceanógrafa brasileira Letícia Carvalho desde 2025, o organismo está empenhado na conclusão de um código para mineração em águas profundas. Trata-se de um conjunto de regras internacionais para permitir a extração de recursos no leito dos oceanos de forma sustentável. Após mais de dez anos de diálogos e trabalhos na construção de um consenso para o documento final, os 171 membros mais a União Europeia – são signatários da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar –, se reunirão em junho e julho para a segunda etapa da 31 ª Sessão da ISA com o objetivo de concluir o código. No Brasil, durante a primeira visita oficial como secretária-geral da ISA, Letícia Carvalho falou com exclusividade à Agência Brasil sobre o andamento dos trabalhos de construção do Código de Mineração e sobre a experiência de ser a primeira mulher, cientista e latino-americana a ocupar o cargo. Confira os principais trechos da entrevista: Agência Brasil: A ISA tem trabalhado na construção de um Código para Mineração do Fundo do Mar. em qual estágio está a preparação desse documento? Letícia Carvalho: Esse é um trabalho longo e, como todo trabalho multilateral, ele exige consenso. Por isso, já são mais de dez anos de negociação. A ISA tem, durante 30 anos de sua existência, um arcabouço normativo muito consolidado para a parte de prospecção e explotação (extração) de recursos minerais. Isso significa, que desenvolvemos estudos que visam entender a viabilidade dessa mineração no sentido custo-benefício econômico, mas também o entendimento do ecossistema marinho como um todo e, sobretudo, as necessidades obrigatórias no âmbito da Autoridade Internacional de proteção desses ecossistemas onde esses domínios minerais acontecem. Atualmente, a ISA encontra-se dedicada a cumprir a última etapa desse processo regulatório, que é mais importante, porque ela irá adotar o Código de Mineração, ou seja, passaremos de uma etapa crucial de pesquisa, geração de conhecimento, ciência, acúmulo de dados, para uma etapa de explotação e uso comercial. Chegaremos, então à escala comercial dessa mineração tão esperada por tantas indústrias, como a de segurança, transição energética, como mais uma fonte desses recursos, sobretudo, para países que não têm acesso ou não dispõem de minerais críticos em seus territórios. Eu tenho grandes esperanças que os países virão reunidos na próxima sessão da ISA e até o final desse ano, imbuídos de uma grande vantagem política em adotar o Código de Mineração ao mais tardar, se não ao final desse ano, ao início do ano que vem. Agência Brasil: Qual a importância dessa regulação? Letícia Carvalho: O código é um elemento fundamental para a plena atuação da autoridade internacional como órgão regulador multilateral. Sem ele, ficamos sem a capacidade de regular e governar todas as atividades inerentes à mineração comercial em fundos marinhos em alta profundidade. As atividades minerais precisam acontecer de forma a não gerar danos descontrolados ou irreversíveis a esses ambientes sensíveis fora de jurisdição dos territórios nacionais, que representam um território de 54% dos oceanos, ou seja, toda a massa continental caberia duas ou três vezes dentro desse espaço se colocada conjuntamente. É a última fronteira onde os seres humanos ainda não realizaram atividades comerciais até o momento e, por isso, há uma necessidade de auxiliar nos usos múltiplos de diferentes recursos nos oceanos. Compatibilizar usos pacíficos de desenvolvimento econômico, proteção ambiental e outros usos é realmente um dos fundamentos da governança oceânica. A secretária-geral Letícia Carvalho está no Brasil para a 31ª sessão da ISA – Marcelo Camargo/Agência Brasil Agência Brasil: Quando falamos de riquezas do fundo do mar estamos falando de quais tipos de recursos? Letícia Carvalho: Há recursos pesqueiros, biodiversidade. Boa parte das comunicações fazem uso de cabos submarinos, transmitem a maior parte dos dados que hoje são compartilhados globalmente por cabos assentados no assoalho oceânico, onde também se encontram minerais. Então, há uma grande importância da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos em atuar como reguladora e também conciliadora desses diferentes usos. Ou seja, a proteção ambiental vem intrínseca como uma obrigação. Não é possível autorizar atividades de exploração comercial sem que seus contratantes ou investidores atuem de forma incisiva em proteção ambiental, em mitigação, e prevenção de riscos. Há também uma grande necessidade de coordenação que a própria Autoridade realiza, buscando compartilhar trabalhos com outras entidades multilaterais, como a FAO, por exemplo, referente aos recursos pesqueiros ou com a Associação Internacional de Cabos Submarinos, no sentido de evitar conflitos e buscar sinergias. Entre as diversas atividades que devem acontecer na área oceânica, desde a navegação na superfície, até as suas áreas mais profundas, onde estão os assoalhos oceânicos. E me refiro à profundidade de 2 mil metros até 11 mil metros abaixo do nível do mar. Quando a gente fala de acordos e tratados multilaterais, existe o tratado de alto mar, que é o BBNJ. Eu queria saber por que o tema mineração ainda não entrou, ele não faz parte desse tratado, já que ele é sobre exatamente essas jurisdições além das nacionais. >> Clique aqui e leia mais sobre o Tratado de Alto-Mar Agência Brasil: Recentemente a ISA criou um biobanco. De que forma esse recurso contribui com os debates da mineração e do uso de outros recursos do fundo do mar? Letícia Carvalho: O biobanco deriva de uma obrigação que existe na regulação da Autoridade em que aqueles interessados em minerar – governos, investidores privados – são obrigados a fazer pesquisa exploratória em situ (no local) e a conservar amostras de sedimento por até 15 anos. Isso criou um instrumento que eu tenho uma grande satisfação e um grande orgulho, que é o maior banco de dados sobre os fundos marinhos e os assoalhos oceânicos existentes em todo o mundo: o Deep Data. Com o BBNJ (Tratado de Alto-Mar), nós passamos por meio
Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 3.006 da Mega-Sena, realizado neste sábado (8). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 52 milhões para o próximo sorteio. Os números sorteados são: 25 – 42 – 45 – 48 – 50 – 60
39 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 59.801,78 cada
2.904 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.323,82 cada
Apostas Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de terça-feira (12), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. A aposta simples, com seis dezenas, sai por R$ 6. Leia Também: Flamengo encara o Grêmio para seguir na cola do Palmeiras no Brasileirão
A operação começou por volta das 4h15 e contou com o uso de bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes. Segundo vídeos divulgados e relatos dos estudantes, policiais militares formaram um tipo de “corredor polonês” na entrada principal da reitoria e agrediram alunos enquanto eles deixavam o saguão ocupado. Ao menos cinco alunos ficaram feridos. Procuradas por e-mail às 8h deste domingo, a PM e a SSP (Secretaria de Segurança Pública) ainda não se manifestaram a respeito da ação. Cerca de 35 policiais militares participaram da ação, que durou aproximadamente 15 minutos. Quatro estudantes foram detidos e encaminhados ao 7º Distrito Policial. Após a desocupação, equipes da PM permaneceram dentro do prédio da USP. Em nota, os estudantes afirmaram que o reitor Aluísio Segurado teria acionado a polícia, que “violentamente expulsou os estudantes que lutavam por melhores condições”. “Com escudos, cacetetes, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, a polícia deixou dezenas de estudantes feridos (sic). Essa ação desmascara a fachada de democrático que o reitor tenta pintar. Os estudantes pediam pelo diálogo e uma mesa de negociação com o reitor e essa é a resposta que recebemos”, continuou o comunicado. Em imagens divulgadas pelos estudantes, policiais militares aparecem formando um corredor na entrada principal da reitoria, golpeando alunos com cassetetes enquanto eles deixavam o saguão. Segurado afirmou na sexta (8) que não iria reabrir negociações com os estudantes em greve após a invasão do prédio da reitoria. “Abrir negociação novamente para uma proposta que já foi apontada como proposta final da universidade, do ponto de vista das suas possibilidades orçamentárias, não nos é possível fazer”, disse em entrevista a jornalistas. Ainda na sexta, a Polícia Militar havia fechado os acessos da rua da Reitoria da USP (Universidade de São Paulo), cercado o prédio ocupado pelos estudantes e cortado a energia elétrica e a água do prédio.
O governo federal entregou neste sábado (9), em Campinas, interior paulista, veículos do programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde, em uma estratégia para ampliar o acesso da população aos serviços especializados do Sistema Único de Saúde (SUS). Foram entregues 12 micro-ônibus destinados ao transporte de pacientes do programa Tratamento Fora de Domicílio (TFD), além de 20 ambulâncias do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) 192 e três Unidades Odontológicas Móveis, beneficiando 32 municípios. O investimento é de R$ 14,4 milhões pelo Novo PAC Saúde. “Além micro-ônibus, estamos entregando também uma clínica odontológica móvel que vai até onde a população está, atendendo áreas rurais, distritos, escolas e igrejas. Também estamos reforçando as ambulâncias do SAMU”, disse o ministro Alexandre Padilha, que participou do evento. “Ficamos seis anos sem renovação da frota e, desde 2023, com o presidente Lula, já estamos entregando mais de 3 mil ambulâncias para fortalecer o atendimento de urgência e emergência em todo o país.” Em abril, São Paulo havia recebido outros 30 micro-ônibus. Com a nova entrega, a atual gestão federal soma 145 veículos entregues ao estado. Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Campinas com entregas do Novo PAC Saúde – João Risi /Ministério da Saúde Vacinação Em um momento simbólico, o ministro da Saúde vacinou gestantes durante visita a Campinas. Segundo a pasta, o Brasil alcançou a marca de 1 milhão de gestantes vacinadas contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em bebês. A imunização é oferecida pelo SUS e garante proteção aos recém-nascidos desde os primeiros dias de vida, período de maior vulnerabilidade às complicações respiratórias. “Nossa meta era vacinar 1 milhão de gestantes contra o VSR até o Dia das Mães, e alcançamos essa marca já nesta semana. Estamos falando de uma vacina fundamental para proteger bebês e gestantes, que na rede privada custa cerca de R$ 1,5 mil”, disse o ministro. Dados do Ministério da Saúde mostram que, até 18 de abril de 2026, as internações de crianças menores de dois anos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada ao VSR caíram 52% em comparação com o mesmo período de 2023, passando de 6,8 mil para 3,2 mil casos. Os óbitos também apresentaram redução de 63%, caindo de 72 óbitos para 27 mortes. A vacina passou a integrar o SUS em 2025, após recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). “A vacina estimula a produção de anticorpos pela mãe, que são transferidos ao bebê ainda durante a gestação. Essa proteção é fundamental nos primeiros meses de vida, e estudos clínicos demonstram eficácia de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves em bebês nos primeiros 90 dias após o nascimento”, explicou o ministério, em nota. FONTE: AGENCIA BRASIL
Em novas postagens nas redes sociais neste sábado (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu ampliação de parcerias com os Estados Unidos e também ações de combate ao crime organizado. No microblog X, Lula enfatizou a importância da reunião para os dois países, da última quinta-feira (7), com o presidente Donald Trump. Representantes das equipes dos dois governos estiveram presentes na ocasião. “Vamos seguir em tratativas para ampliar nossas parcerias, fortalecendo sempre o caminho do diálogo sem abrir mão de nossa soberania”, destacou Lula. Ainda na postagem do X, Lula enfatizou as discussões sobre o comércio bilateral, negociações tarifárias, a cooperação no combate ao crime organizado e minerais críticos. “Eu saio muito satisfeito da reunião”, disse em coletiva na ocasião. “Acho que o Presidente Trump também ficou otimista e eu espero que as coisas comecem a avançar”. “Estão convidados” Já no Instagram, também neste sábado, Lula destacou que um tema debatido com Trump foi o combate ao crime organizado. “Temos uma extraordinária Polícia Federal e muita experiência no combate ao tráfico de drogas e de armas. Nossas aduanas já estão cooperando neste sentido”, afirmou Lula. Nessa mesma postagem, o presidente informou que levou aos norte-americanos que o país criou uma base na cidade de Manaus com a participação de representantes das polícias de países da América do Sul para combater o crime organizado, o tráfico de armas e drogas na fronteira brasileira. “Se os Estados Unidos quiserem participar conosco, estarão convidados”, afirmou na rede social. Lula reiterou a necessidade de destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções. “Esta é outra frente de trabalho importante que estamos atuando, e que estamos dispostos a colaborar. E que integra o plano Brasil Contra o Crime Organizado, que vamos lançar na semana que vem”. FONTE: AGENCIA BRASIL
Estado tem utilizado dados para orientar decisões, identificar desperdícios e melhorar a qualidade do atendimento no SUS A gestão da saúde pública em Mato Grosso do Sul vem ganhando mais precisão e qualidade a partir do uso de dados de custos para orientar decisões. Em 2026, o Estado passou a utilizar o modelo ApuraSUS, desenvolvido pelo Ministério da Saúde e disponibilizado às secretarias que aderem ao Programa Nacional de Gestão de Custos (PNGC). A partir dessa base, a SES desenvolveu um painel de Business Intelligence (BI), que permite analisar e qualificar as informações de custos, ampliando a capacidade de gestão. Essa iniciativa foi compartilhada nacionalmente como experiência recente na área de economia da saúde. Mais do que controle de despesas, a iniciativa tem permitido ao Estado entender, com base em dados reais, quanto custa cada atendimento, internação e procedimento realizado no SUS — e, principalmente, avaliar se esses investimentos estão gerando resultados para o paciente. Trata-se, portanto, de “ uma série de medidas para qualificação dos custos da assistência focado no melhor aproveitamento e distribuição dos recursos em toda a rede, de forma a majorar resultados na prestação dos serviços em saúde pelo Estado”, explica o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa. Dados que orientam decisões Atualmente, unidades estratégicas da rede estadual já operam com informações consolidadas por meio do ApuraSUS. No Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, por exemplo, os dados já permitem calcular o custo médio por atendimento no pronto-socorro, por paciente-dia nas internações e por diária em UTI, trazendo uma visão detalhada do funcionamento hospitalar. Essas informações já começam a gerar impactos práticos na gestão. Entre os avanços, está a identificação de diferenças de perfil entre unidades, como hospitais com maior volume de atendimentos de baixa complexidade e outros voltados a procedimentos especializados — fator que influencia diretamente nos custos. Transparência e controle dos gastos Outro resultado importante é a compreensão da composição das despesas. Os levantamentos mostram que cerca de 70% dos custos hospitalares estão relacionados a pessoal, dado essencial para o planejamento e a tomada de decisões estratégicas. Além disso, o Estado já consegue separar custos diretos e indiretos dos serviços, identificando, por exemplo, quanto exames, medicamentos e estrutura administrativa impactam em cada atendimento. Esse nível de detalhamento permite localizar gargalos, reduzir desperdícios e direcionar melhor os recursos disponíveis. Para ampliar a análise, a SES também desenvolve painéis de BI (Business Intelligence), que facilitam a visualização dos dados e tornam a gestão mais transparente e ágil. “Hoje a gente já consegue entender quanto custa cada serviço e onde estão os principais gastos. Isso permite tomar decisões mais assertivas e melhorar a aplicação dos recursos”, explica o coordenador do Núcleo de Economia da SES, Onofre Junior. Foco na qualidade do atendimento Mesmo com os avanços, o principal desafio ainda está na coleta e padronização das informações nas unidades de saúde. Para isso, o Núcleo de Economia em Saúde tem intensificado ações de sensibilização junto às equipes, reforçando que o objetivo não é apenas economizar, mas melhorar a qualidade da assistência. “A proposta não é cortar custos de forma indiscriminada, mas entender onde é possível otimizar para investir melhor e garantir um atendimento mais eficiente e de qualidade para a população”, destaca o coordenador. A lógica adotada segue o conceito de valor em saúde: investir melhor para garantir melhores desfechos aos pacientes. Na prática, isso significa reduzir desperdícios para ampliar acesso, qualificar serviços e apoiar novos investimentos, explica Roberta Higa, integrante do Núcleo de Economia da SES e diretora de Ensino, Pesquisa e Qualidade Institucional do HRMS. Expansão e referência nacional Com a expansão do modelo para outras unidades e a articulação com municípios, MS avança na consolidação de uma gestão mais eficiente, baseada em evidências e voltada à melhoria contínua do atendimento à população. A experiência do Estado, já compartilhada nacionalmente em 2026, reforça o papel estratégico da gestão de custos como ferramenta para fortalecer o SUS (Sistema Único de Saúde) e ampliar a qualidade dos serviços oferecidos. Esse avanço é resultado da institucionalização do Núcleo de Economia em Saúde no âmbito da SES, formalizada pela Resolução nº 227/SES/MS, de 11 de junho de 2024, que estruturou oficialmente a área e definiu suas atribuições. A medida foi complementada pela Resolução Conjunta “P” SES/FUNSAU nº 01, de 25 de julho de 2025, que designou os servidores responsáveis por compor o núcleo, garantindo capacidade técnica e continuidade às ações de gestão de custos no Estado. Danúbia Burema, Comunicação SESFotos: HRMS e SES Fonte: Secom Mato Grosso do Sul
O ativista brasileiro Thiago Ávila, preso por Israel no mês passado, foi solto neste sábado (9) e deve ser deportado nos próximos dias. A informação é do Centro de Direitos Humanos Adalah, centro de assistência jurídica que acompanha o caso. Além do ativista brasileiro, deve ser libertado e deportado o espanhol Saif Abu Kashek. Os dois foram presos ilegalmente quando força israelenses atacaram um navio da Global Sumud Flotilla, que levava alimentos e itens básicos de sobrevivência para a população de Gaza. “Hoje, sábado, 9 de maio, o Shabak (agência de inteligência israelense) informou a equipe jurídica do @adalah.legal.center, uma organização membro da FIDH (Federação Internacional de Direitos Humanos), que os dois líderes da Flotilha Global Sumud serão transferidos para as autoridades de imigração ainda hoje, aguardando deportação para seus países de origem”, diz o comunicado divulgado pelo Adalah. Ainda de acordo com o comunicado, os interrogatórios contra Thiago Ávila e Saif Abukeshek terminaram, após os dois terem sido mantidos em isolamento total “sob condições punitivas e submetidos a maus-tratos e tortura, apesar de sua missão ser inteiramente civil.” O Adalah disse ainda que está acompanhando de perto a situação. Thiago e Saif estão em greve de fome desde o início da detenção. Na terça-feira (5) o Tribunal de Magistrados de Ashkelon, de Israel, havia prorrogado a prisão dos ativistas até amanhã (10). A decisão é do juiz Yaniv Ben-Haroush. A extensão da prisão do ativista brasileiro foi criticada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que a classificou como injustificável. Em publicação nas redes sociais, Lula disse que a ação do governo de Israel causou grande preocupação e que deveria ser condenada por todos. O presidente brasileiro acrescentou que só a detenção dos ativistas da flotilha Global Sumud já havia representado uma séria afronta ao direito internacional. Por isso, os governos do Brasil e da Espanha exigiram que os ativistas recebessem plena garantia de segurança e fossem imediatamente soltos. Entenda O brasileiro estava a bordo de um navio da Global Sumud Flotilla, que levava alimentos e itens básicos de sobrevivência para a população de Gaza. A embarcação navegava por águas internacionais, perto da ilha grega de Creta, no dia 30 de abril, no momento em que foi interceptada pelas forças israelenses. Ávila foi levado a Israel juntamente com o palestino-espanhol Saif Abukeshek. Enquanto mais de 100 outros ativistas pró-palestinos, a bordo de cerca de 20 barcos, foram levados para a ilha grega de Creta. Ávila e outras seis pessoas compõem a delegação brasileira da flotilha. O grupo partiu de Barcelona, com destino a Gaza, em 12 de abril. Em outubro do ano passado, os militares israelenses já haviam abordado uma flotilha da organização e prenderam mais de 450 participantes, incluindo a ativista sueca Greta Thunberg. FONTE: AGENCIA BRASIL
Artistas sertanejos participaram de uma ação em homenagem ao Dia das Mães na Casa Nosso Larem Goiânia. A iniciativa reuniu os cantores Panda, Mar Fagundes, Ícaro e Gilmar, Humberto e Ronaldo, Bruno e Denner e Frederico. A ação aconteceu na quarta-feira (6), dias antes das comemorações do Dia das Mães, celebrado neste domingo (10). Durante a visita, os artistas distribuíram rosas, abraçaram os idosos e cantaram músicas dentro da instituição. O encontro foi promovido pelo Instituto Maria José em parceria com a MJ Músicaresponsável pelo agenciamento dos cantores participantes. Leia também: Família de jovem autoriza doação de órgãos na Santa Casa em Goiânia; pacientes de Goiás, Brasília e Acre serão beneficiados Artistas compartilharam relatos nas redes sociais Após a visita, os cantores usaram as redes sociais para publicar imagens e mensagens sobre o encontro com os idosos. A dupla Ícaro e Gilmar afirmou que a experiência trouxe aprendizado e troca de carinho entre artistas e moradores da instituição. Já a dupla Humberto e Ronaldo destacou a importância de visitar casas de apoio e promover momentos de atenção aos idosos. A cantora Mar Fagundes também comentou sobre a emoção durante a ação realizada na unidade. Além disso, o cantor Panda incentivou seguidores a realizarem visitas a instituições de acolhimento sempre que possível. Foto: Reprodução/Instituto Maria José Instituição recebeu apresentações e homenagens Durante a visita, os artistas percorreram os espaços da instituição e conversaram com os idosos atendidos pela casa de acolhimento. Além das apresentações musicais, os cantores participaram de momentos de interação com os moradores. A Casa Nosso Lar atua no acolhimento de idosos em Goiânia e recebe ações sociais promovidas por voluntários, instituições e parceiros. Segundo os organizadores, a proposta da iniciativa foi levar momentos de convivência e atenção aos moradores da instituição durante o período que antecede o Dia das Mães. Foto: Reprodução/Instituto Maria José Ações sociais mobilizam artistas em Goiás Nos últimos anos, artistas sertanejos têm participado de campanhas sociais e visitas a instituições de acolhimento em Goiás. As ações incluem arrecadação de alimentos, apresentações beneficentes e campanhas solidárias promovidas por organizações sociais e escritórios do setor musical. A homenagem realizada na Casa Nosso Lar reuniu diferentes nomes do sertanejo em uma atividade voltada ao público idoso da instituição.
O Brasil vêm recorrendo à Rússia e aos Estados Unidos para suprir suas necessidades de diesel, desde que as importações do combustível foram suspensas, devido ao acirramento do conflito no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz, em março. Segundo dados do sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a compra do combustível russo mais que dobrou em dois meses. Em março e abril, o Brasil importou US$ 1,76 bilhão em diesel, dos quais 81,25% da Rússia (US$ 1,43 bilhão). Em segundo lugar, vêm os Estados Unidos, com 6,42% (US$ 112,92 milhões). Ao considerar apenas abril, a participação russa é ainda maior. O Brasil comprou US$ 924 milhões de diesel do país (89,84% do total) e US$ 104,44 milhões dos Estados Unidos (10,98%). Completa a lista a importação de US$ 4.264 do Reino Unido, com participação de apenas 0,001%. Em março, o Brasil conseguiu importar diesel do Oriente Médio, por causa de navios que haviam saído do Golfo Pérsico antes do início do conflito. No mês retrasado, o país comprou US$ 111,89 milhões dos Emirados Árabes Unidos (15,7% do total importado em março) e US$ 99,23 milhões da Arábia Saudita (13,57%). Em relação à Rússia, a importação de combustível mais do que duplicou. Em fevereiro, o Brasil havia comprado US$ 433,22 do país. O valor saltou para US$ 505,86 em março e aproximou-se de US$ 1 bilhão em abril. Medidas Para lidar com os efeitos da guerra sobre o preço do diesel aos consumidores, o governo tomou uma série de medidas. Em março, uma medida provisória concedeu R$ 10 bilhões de subsídios para a importação e a comercialização do produto. Além disso, um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva zerou o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para o combustível, com impacto de R$ 20 bilhões sobre a arrecadação federal. O corte dos impostos deve reduzir o valor do litro em R$ 0,32 na refinaria. Já a subvenção aos produtores e importadores deve ter impacto de mais R$ 0,32 por litro. Segundo a equipe econômica, as perdas de recursos com as desonerações foram cobertas pelo crescimento na receita de royalties de petróleo, impulsionadas pela disparada na cotação do barril. ICMS Em abril, a equipe econômica criou um programa para que os estados reduzam o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o diesel importado, bancado metade pelos estados e metade pela União. Embora o governo tenha prorrogado o prazo de adesão até a última terça-feira (5), apenas Rondônia não aderiu ao acordo. A medida reduz o preço do litro do diesel em R$ 1,20 na bomba, com custo de R$ 4 bilhões em dois meses. Inicialmente, o Ministério da Fazenda tinha informado que esse subsídio custaria R$ 3 bilhões. Ainda em abril, o governo anunciou uma subvenção extra de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil, com custo estimado de R$ 3 bilhões mensais. Em ambos os casos, empresas deverão comprovar o repasse da redução ao consumidor. FONTE: AGENCIA BRASIL