O ministro das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta segunda-feira (11) que a proposta de paz rejeitada pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, é “legítima e generosa”. Acrescentou que as exigências dos EUA são irracionais e unilaterais. “A nossa exigência é legítima: exigir o fim da guerra, a suspensão do bloqueio (dos EUA) e da pirataria e a libertação dos bens iranianos que foram injustamente congelados nos bancos devido à pressão dos EUA”, disse o ministro. O Irã também pede o fim dos ataques de Israel ao Líbano. A manifestação da autoridade do Irã vem após o presidente Trump considerar “totalmente inaceitáveis” as exigências de Teerã. O líder norte-americano mostrou descontentamento em sua rede social nesse domingo (10), quando os iranianos responderam à proposta de paz feita por Washington. O governo de Trump quer o fim do programa de enriquecimento de urânio do Irã e a abertura total do Estreito de Ormuz. A ausência de um acordo de paz mantém o estado de insegurança no Oriente Médio. Ontem, drones hostis foram detectados sobre vários países do Golfo Pérsico. *Com informações da Agência Lusa. *É proibida a reprodução deste conteúdo. FONTE: AGENCIA BRASIL
Desempenho foi divulgado Registro Brasileiro de Transplantes de 2025 e reforça o avanço da estrutura estadual de captação e transplantes Mato Grosso do Sul alcançou destaque nacional no cenário dos transplantes, consolidando-se entre os estados com melhor desempenho proporcional do país. Dados do RBT (Registro Brasileiro de Transplantes) de 2025, divulgado pelo Ministério da Saúde, colocam o Estado na 6ª posição nacional em transplantes de fígado e também na 6ª colocação em transplantes de córnea por milhão de população. Segundo o levantamento, MS registrou taxa de 16,8 transplantes hepáticos por milhão de população, índice que garantiu ao Estado a sexta melhor colocação do país no ranking nacional. Já nos transplantes de córnea, alcançou taxa de 101,9 procedimentos por milhão de população, também ocupando a 6ª posição entre as unidades da federação. O avanço acompanha o cenário nacional de crescimento dos transplantes. Conforme dados divulgados pelo Ministério da Saúde, o Brasil bateu recorde histórico em 2025, com 31 mil transplantes realizados em todo o país, resultado 21% superior ao registrado em 2022, quando foram contabilizados 25,6 mil procedimentos. Ainda conforme o Ministério, o desempenho nacional reflete a ampliação da logística do SNT (Sistema Nacional de Transplantes), o fortalecimento da distribuição interestadual de órgãos, a expansão das equipes de captação e o aumento dos investimentos federais na área, com o SUS (Sistema Único de Saúde) financiando cerca de 86% dos transplantes realizados no Brasil. Crescimento e fortalecimento da rede Em Mato Grosso do Sul, os números também demonstram crescimento e fortalecimento da rede estadual. Dados da Central Estadual de Transplantes apontam que, entre janeiro e 30 de abril de 2026, o Estado registrou 25 doadores de múltiplos órgãos e 65 doadores de córneas. No mesmo período, foram realizados 23 transplantes de fígado, 31 transplantes renais e 84 transplantes de córnea. Atualmente, a lista de espera no Estado conta com 367 pacientes aguardando transplante de rim, 463 à espera de córnea, 15 pacientes aguardando transplante de fígado e um paciente na fila para transplante de pâncreas. Para a coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Claire Miozzo, o resultado demonstra a maturidade da rede estadual e o comprometimento das equipes envolvidas em todas as etapas do processo. “Esse resultado mostra o fortalecimento da política estadual de transplantes e o empenho das equipes hospitalares, das centrais de notificação, dos profissionais de captação e de toda a rede envolvida. Cada doação representa uma oportunidade de salvar vidas e Mato Grosso do Sul vem consolidando um trabalho sério, técnico e humanizado”, afirma. Claire Miozzo também destaca que o avanço dos indicadores depende diretamente da conscientização da população sobre a importância da doação de órgãos. “A autorização familiar ainda é um dos maiores desafios em todo o país. Por isso, é fundamental que as pessoas conversem sobre o desejo de serem doadoras. Quando a família conhece essa vontade, a decisão se torna mais segura e pode transformar a vida de muitos pacientes que aguardam na fila por um transplante”, ressalta. Ampliação da estrutura fortalece transplantes no Estado O avanço no ranking nacional de transplantes também acompanha o fortalecimento da estrutura hospitalar e da capacidade instalada da rede estadual. Segundo Claire Miozzo, a ampliação de hospitais aptos a realizar os exames que confirmam a morte encefálica tem sido fundamental para ampliar o número de transplantes realizados no próprio Estado. “Hoje Mato Grosso do Sul possui mais hospitais habilitados e estruturados para realizar os exames que atestam a morte encefálica. Isso agiliza todo o processo e permite que muitos órgãos permaneçam aqui para transplantes realizados no próprio Estado, beneficiando diretamente os pacientes da nossa fila”, explica. Ela enfatiza que o fortalecimento da rede estadual vem consolidando MS como referência regional na área de transplantes e reduzindo a necessidade de encaminhamento de órgãos para outros centros do país. “Estamos ampliando nossa capacidade técnica, qualificando equipes e fortalecendo os fluxos hospitalares. Isso contribui para avançarmos tanto na captação quanto na realização efetiva dos transplantes, garantindo mais acesso e mais chances de vida para quem aguarda por um órgão”, avalia. Logística aérea Dentre os fatores que têm contribuído para o avanço nos indicadores regionais de transplantes está o fortalecimento da logística aérea em MS. A atuação integrada do Governo, por meio do apoio da Casa Militar, tem garantido mais agilidade no transporte de órgãos e no deslocamento de equipes médicas em captações realizadas no interior e também em operações interestaduais, ampliando a efetivação dos transplantes e fortalecendo a rede estadual. Por meio da CTA (Coordenadoria de Transporte Aéreo), o Estado mantém equipes e aeronaves mobilizadas para atuar em missões em diferentes regiões do país, garantindo rapidez em operações consideradas decisivas para o sucesso dos transplantes. Desde 2023, dezenas de missões já foram realizadas em MS e em outros estados, reduzindo o tempo de deslocamento e ampliando as chances de aproveitamento dos órgãos destinados aos pacientes que aguardam na fila. Danúbia Burema, Comunicação SESFotos: HRPP e HR3L Fonte: Secom Mato Grosso do Sul
Chocolates comercializados no Brasil terão de seguir percentuais mínimos de cacau na composição, previstos por lei. Além disso, os fabricantes precisarão informar, de forma clara, a quantidade do ingrediente nos rótulos dos produtos vendidos no país, sejam eles nacionais ou importados. A Lei nº 15.404/2026, que define critérios para a produção, classificação e rotulagem de produtos derivados de cacau no Brasil, está publicada na edição desta segunda-feira (11) do Diário Oficial da União. A norma entra passa a vigorar em 360 dias, período em que a indústria deverá se adaptar às novas exigências. Um dos principais avanços previstos é a obrigatoriedade de informar nos rótulos o percentual total de cacau do produto. De acordo com a lei, a indicação deverá aparecer na parte frontal da embalagemocupando pelo menos 15% da área e com destaque suficiente para facilitar a leitura. As informações serão exibidas no formato “Contém X% de cacau”, conforme os percentuais a seguir:
Cacau em pó: mínimo de 10% de manteiga de cacau;
Chocolate em pó: mínimo de 32% de sólidos totais de cacau;
Chocolate ao leite: no mínimo 25% de sólidos totais de cacau e 14% de sólidos totais de leite ou derivados;
Chocolate branco: no mínimo 20% de manteiga de cacau e 14% de sólidos totais de leite.
Achocolatado ou cobertura: mínimo de 15% de sólidos de cacau ou 15% de manteiga de cacau.
O texto também proíbe práticas que possam induzir o consumidor ao erro, como o uso de imagens, cores ou expressões que sugiram tratar-se de chocolate quando o produto não atende aos critérios estabelecidos. Em caso de descumprimento das regras, os responsáveis estarão sujeitos às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor, além de outras penalidades sanitárias e legais cabíveis.
Apesar do porte que alcançou, Alê Costa, fundador do grupo, ainda acredita que uma eventual entrada na Bolsa poderia acrescentar complexidades que afetariam o principal benefício dessa atitude no negócio: a velocidade de crescimento. | 10:24 – 05/04/2026
Duas pessoas testaram positivo para o hantavírus depois de terem sido retiradas do navio de cruzeiro MV Hondius, atingido por um surto, disseram autoridades de saúde. Nesta segunda-feira (11), a Espanha retira e repatria os últimos passageiros do navio. Um passageiro francês que foi retirado do MV Hondius testou positivo para o vírus e sua condição estava piorando, disse hoje a ministra da Saúde da França, Stephanie Rist. O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos informou, nesse domingo (10), que um dos 17 norte-americanos que estão sendo repatriados apresentou resultado levemente positivo para a cepa Andes do vírus, enquanto o segundo apresentou sintomas leves. Os últimos 24 passageiros a bordo do MV Hondius devem ser retirados na tarde de hoje do navio de cruzeiro, agora ancorado perto da ilha espanhola de Tenerife, no Atlântico, de acordo com as autoridades espanholas que coordenam a atividade. A ação encerrará uma operação complexa que, até o momento, resultou na retirada e repatriação de 94 pessoas para seus países, 41 dias após a partida do MV Hondius do sul da Argentina e nove dias após o primeiro resultado positivo de teste para a infecção viral respiratória. Três pessoas morreram desde o início do surto — um casal holandês e um cidadão alemão. O luxuoso navio de cruzeiro partiu da costa de Cabo Verde para as Ilhas Canárias, na Espanha, em 6 de maio, depois que Madri concordou — a pedido da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da União Europeia — em administrar a retirada dos passageiros. A OMS recomendou uma quarentena de 42 dias para todos os passageiros do barco a partir de 10 de maio, disse a diretora de gerenciamento de epidemias e pandemias, Maria Van Kerkhove, em entrevista. *É proibida a reprodução deste conteúdo. FONTE: AGENCIA BRASIL
As exportações de Mato Grosso do Sul avançaram novamente em abril, mantendo o bom desempenho da balança comercial neste ano. É o que mostra a Carta de Conjuntura do Setor Externo de mês de Maio de 2026, elaborada pela Assessoria Especial de Economia e Estatística da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc). Os números apontam que as exportações sul-mato-grossenses alcançaram US$ 3,61 bilhões entre janeiro e abril deste ano, crescimento de 6,26% em relação ao mesmo período de 2025. No mesmo período, as importações somaram US$ 893,11 milhões, alta de 1,51%, garantindo ao Estado um superávit comercial de US$ 2,72 bilhões, resultado 7,91% superior ao registrado no ano anterior. Além do avanço em valor, o volume exportado também registrou crescimento expressivo. Entre janeiro e abril de 2026, Mato Grosso do Sul exportou 9,67 milhões de toneladas, aumento de 16,61% frente ao mesmo período de 2025. O agronegócio e a indústria de transformação continuam puxando os índices, com destaque entre os principais produtos exportados. A soja lidera com 32,01% da pauta exportadora, seguida pela celulose (26,02%) e carne bovina (19,02%). A China permanece como principal destino das exportações sul-mato-grossenses, respondendo por 48,29% das vendas internacionais do Estado. Na sequência aparecem Estados Unidos (8%) e Países Baixos (4,23%). Entre os municípios, Três Lagoas lidera o ranking estadual de exportações, com 17,84% do total comercializado, seguida por Ribas do Rio Pardo (11,62%), Dourados (10,65%) e Campo Grande (7,59%). O levantamento também aponta desempenho positivo da agropecuária, que registrou crescimento de 28,59% nos preços e de 25,16% no volume exportado. Já a indústria de transformação teve alta de 1,15% nos preços e 0,68% no volume comercializado. Outro destaque é a logística de exportação. O Porto de Paranaguá concentrou 40,36% das mercadorias exportadas por Mato Grosso do Sul, seguido pelo Porto de Santos, com 37,62%. Consolidação O secretário Artur Falcette, da Semadesc, destacou que o resultado da balança comercial é reflexo direto da maturação dos investimentos realizados em Mato Grosso do Sul nos últimos anos. “O Estado vem consolidando um ambiente de segurança jurídica, infraestrutura, logística e competitividade que permitiu ampliar a capacidade industrial, agregar valor à produção e diversificar mercados internacionais. Hoje vemos os efeitos concretos desse processo, com crescimento das exportações, fortalecimento da agroindústria e geração de oportunidades em diferentes regiões do Estado”, avaliou. Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc Fonte: Secom Mato Grosso do Sul
Ós tribunais regionais eleitorais (TREs) estão com inscrições abertas para ampliar e renovar o banco de mesários voluntários que atuarão nas eleições gerais de 2026, em outubro. O cadastro pode ser feito de forma permanente na justiça eleitoral. Cabe ao mesário fiscalizar o processo nas zonas eleitorais. Campanha Desde março, uma campanha do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) convoca colaboradores para atuarem como mesários. O conteúdo veiculado em emissoras de rádio e televisão foca no recrutamento de novos colaboradores e foi adaptado para as redes sociais (Instagram, TikTok e Linkedin) para atingir o público jovem. Quem pode ser mesário Todo eleitor com mais de 18 anos pode se inscrever, desde que esteja em situação regular com a Justiça eleitoral. Não pode ser mesário quem concorre a um cargo elegível nesta eleição, nem parentes de até segundo grau de candidatos, além de membros de diretórios de partidos políticos que exerçam função executiva. Autoridades policiais também estão impedidas de serem convocadas, pois participam do processo eleitoral de outras formas, como na segurança dos locais de votação e no transporte de urnas. Como se voluntariar O cadastro é feito on-linepreferencialmente, pelo aplicativo e-Título, ou nos sites dos tribunais regionais eleitorais. O candidato a mesário também pode entrar em contato com o cartório eleitoral por meio do de telefone ou WhatsApp local, disponibilizado nos sites dois TRÊS. Convocação O cadastro voluntário não significa convocação imediata para a função de mesário. Se não tiver vaga, o cadastro fica guardado para futuras eleições. Caso seja selecionado, a confirmação será formalizada por meio de uma carta convocatória oficial da Justiça eleitoral. O documento detalha informações como a função a ser desempenhada, além das datas e locais tanto do treinamento quanto do pleito. Muitos tribunais enviam a convocação de forma digital (via WhatsApp oficial ou e-Título), além da carta física. No dia da eleição, a ausência não justificada do mesário pode gerar penalidade. Em caso de impedimento para o trabalho, o convocado deve apresentar uma justificativa, como um atestado médico, que será analisado. Se a justificativa não for aceita, a penalidade pode ser uma suspensão. Capacitação O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) orienta os mesários a realizarem o treinamento preparatório pelo aplicativo Mesário, disponível para download. Convocados terá acesso também a treinamentos eleitorais específicos e orientações de técnicos da justiça eleitoral, sobre atuação como mesário, secretário ou presidente de mesa no dia das eleições. Pelo aplicativo, as aulas são organizadas em blocos de assunto. Cada etapa concluída desbloqueia as fases seguintes do treinamento. Como atuam Toda seção eleitoral conta com quatro mesários, e cada um deles tem uma função específica: presidente, primeiro mesário, segundo mesário e secretário. Entre as principais atribuições dos mesários estão: organizar a fila de eleitores e observar as prioridades;inspecionar urnas eletrônicas e cabines de votação;controlar a entrada e a movimentação de pessoas na seção eleitoral;localizar o nome do eleitor no caderno de votação;colher a assinatura ou a impressão digital do eleitor;entregar o comprovante de votação no fim do processo, entre outras atribuições. Benefícios Quem trabalha como mesário (convocado ou voluntário) não recebe remuneração, apenas o auxílio-alimentação no valor de R$ 65 por turno trabalhado, (conforme a Portaria TSE nº 86/2025). Outros benefícios previstos em lei e regulamentados pelo TSE são: dois dias de folga para cada dia trabalhado nas eleições e para cada dia de treinamento;caso previsto em edital, o trabalho como mesário pode ser critério de desempate em concursos públicos;mesários podem validar o serviço eleitoral como atividade extracurricular em faculdades ou universidades que têm acordo com o TRE. Os dias de folga devem ser acordados com a empresa, órgão ou instituição em que o mesário trabalha. Eleições de 2026 Em outubro, mais de 150 milhões de brasileiras e brasileiros vão escolher o presidente da República, governadores e senadores, bem como deputados federais, estaduais e distritais. O primeiro turno das eleições gerais ocorrerá em 4 de outubro. Se houver necessidade, um eventual segundo turno para definir presidente e governadores está marcado para 25 de outubro. Este ano também marca os 30 anos da urna eletrônica nas eleições do Brasil. O equipamento informatizado para registrar o voto foi usado pela primeira vez em 1996. Nestas três décadas, o Brasil se consolidou como o país com a maior eleição informatizada do mundo. Novo título público voltado para reserva de emergência começa a operar nesta segunda (11), com rendimento atrelado à Selic, resgates via Pix a qualquer hora e sem marcação a mercado, buscando competir com poupança e cofrinhos digitais | 07:15 – 11/05/2026
O instituto ouviu de forma presencial 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 137 municípios do país em 9 e 10 de março. O levantamento, chamado “Os gatilhos da insegurança”, foi encomendado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A margem de erro para os dados gerais é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, mas no recorte por crime há variações a depender do delito. O nível de confiança é de 95%. Golpes digitais que causam perdas financeiras são os mais comuns e atingem ao todo 15,8% das vítimas–esse percentual equivale a 26,3 milhões de pessoas. A margem de erro neste caso é de 1,6 ponto percentual, para mais ou para menos. Em relação a casos de assassinatos de algum familiar ou conhecido, 13,1% dos entrevistados disseram conhecer alguém que foi morto nos últimos 12 meses. Os entrevistados também afirmaram ter sido vítimas de fraude ou desvio de aplicativos bancários (12,4%), que foram ou conhecem alguma vítima de bala perdida (9,7%) e que tiveram celular furtado ou roubado (8,3%). Ainda segundo a pesquisa, 6,5% dos brasileiros disseram ter sido assaltados nas ruas nos últimos 12 meses. Outros 6,2% afirmaram que tiveram um familiar ou conhecido morto durante um assalto. Além disso, 1,4% dos entrevistados disseram ter sido vítima de agressão sexual e 3,8%, de agressão física pelo parceiro ou ex. O levantamento também mostra diferenças entre os crimes reportados de acordo com as classes sociais. Nas classes A e B, golpes pela internet ou celular têm o maior percentual, com 21,8%. Casos de vítima de fraude ou desvio por aplicativos ou Pix chegaram a 14,5%. E 11,5% afirmaram que algum familiar ou conhecido foi morto nos últimos 12 meses. Na classe C, os golpes pela internet ou celular foram a resposta de 16,3% dos entrevistados. Um total de 13,4% afirmou ter sido alvo de fraude ou desvio por apps ou Pix e 12,7% disseram tiveram algum familiar ou conhecido assassinado. No caso das classes D e a E, o maior percentual (15,2%) é de brasileiros que disseram que algum familiar ou conhecido foi assassinado nos últimos 12 meses. Ainda nesses grupos, 11,8% afirmaram que algum conhecido foi vítima de bala perdida e 10,2% responderam ter sido vítima de golpes ou ter pedido dinheiro pela internet ou pelo celular. Em relação à divisão por gênero, entre homens o maior percentual (17,6%) refere-se aos casos de golpe de perda de dinheiro pela internet ou celular, seguido por fraudes e desvio de recursos de aplicativos bancários ou Pix (13,4%) e casos de assassinato de familiar ou conhecido (13,1%). Entre as mulheres, golpe e perda de dinheiro também aparece com o maior percentual (14,1%). Depois, casos de assassinato têm 13,1% e fraude ou desvio de recursos, 11,6%. Estado registra aumento de estupros de vulneráveis no início de 2026, com quase 3 mil casos; especialista aponta influência de grupos misóginos na internet e critica falta de delegacias especializadas para atendimento de crianças e adolescentes em São Paulo Agência Brasil | 11:45 – 08/05/2026
O Irã afirmou, neste domingo (10), que enviou resposta a uma proposta dos Estados Unidos para iniciar negociações de paz para acabar com a guerra. As informações são da agência Reuters com base na mídia estatal iraniana. A resposta se concentrou no fim da guerra em todas as frentes, especialmente no Líbano, e na segurança da navegação pelo Estreito de Ormuz, sem indicar como ou quando poderia ser reaberto. A comunicação iraniana responde a uma proposta dos EUA para acabar com os combates antes de iniciar negociações sobre questões mais controversas, incluindo o programa nuclear do Irã. O Paquistão, que vem mediando as negociações sobre a guerra, encaminhou a resposta iraniana aos EUA. Pela rede Truth Social, o presidente dos EUA, Donald Trump publicou que a proposta é “totalmente inaceitável”. “Acabei de ler a resposta dos chamados “Representantes” do Irã. Não gostei — TOTALMENTE INACEITÁVEL! Agradeço a sua atenção a este assunto”, diz a publicação. Cessar-fogo e bloqueio Apesar do cessar-fogo de um mês no conflito e após cerca de 48 horas de relativa calma depois de confrontos esporádicos na semana passada, drones hostis foram detectados sobre vários países do Golfo Pérsico neste domingo, destacando a ameaça que a região ainda enfrenta. Apesar do bloqueio, duas embarcações foram autorizadas a passar pelo Estreito de Ormuz. Uma delas, um navio graneleiro com bandeira do Panamá com destino ao Brasil, que havia tentado passar pelo estreito em 4 de maio. A embarcação passou usando uma rota designada pelas Forças Armadas do Irã, conforme informou a agência de notícias Tasnim neste domingo. * Com informações da agência Reuters FONTE: AGENCIA BRASIL
Israel deportou na madrugada deste domingo (10) o ativista brasileiro Thiago Ávila, preso desde o fim de abril após a interceptação de uma flotilha humanitária que seguia em direção à Faixa de Gaza. O espanhol Saif Abu Keshek, preso na mesma operação, também deixou o país. A confirmação foi feita pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel em publicação na rede social X. No comunicado, o governo israelense classificou os dois como “provocadores profissionais” e afirmou que ambos foram deportados após a conclusão das investigações. Segundo a chancelaria israelense, Abu Keshek era suspeito de ligação com uma organização terrorista, enquanto Thiago Ávila teria participado de “atividades ilegais”. Os dois negaram as acusações durante os interrogatórios realizados após a prisão. Israel também declarou que continuará impedindo tentativas de romper o bloqueio naval imposto à Faixa de Gaza. O território palestino permanece sob restrições israelenses desde 2007, com controle rígido das entradas terrestres e marítimas. Leia mais: “Jamais nos curvaremos”: Irã envia resposta para proposta dos EUA Leia mais: Espanha inicia retirada de passageiros de navio após surto de hantavírus Prisão de Thiago Ávila e Saif Abu Keshek Thiago Ávila e Saif Abu Keshek foram detidos pela Marinha israelense na madrugada de 30 de abril, em águas internacionais, durante abordagem à embarcação que integrava a flotilha humanitária. O grupo havia partido da França, Espanha e Itália com a proposta de levar ajuda humanitária aos palestinos afetados pela guerra em Gaza. Foto: Reprodução/ @IsraelMFA Após a prisão, os dois foram transferidos para Israel, onde permaneceram sob custódia para interrogatórios. Durante o período de detenção, os ativistas iniciaram greve de fome. Brasil e Espanha protestaram contra as detenções e cobraram a libertação dos cidadãos. “Esta ação flagrantemente ilegal das autoridades de Israel, fora de sua jurisdição, é uma afronta ao direito internacional”, diz o comunicado divulgado após a prisão dos ativistas.
O governo do Irã enviou neste domingo (10) uma resposta oficial à proposta apresentada pelos Estados Unidos para encerrar a guerra no Oriente Médio, mas o movimento diplomático veio acompanhado de novas ameaças de autoridades iranianas sobre o controle do Estreito de Ormuz e possíveis retaliações contra interesses norte-americanos na região. Segundo a agência estatal Irna, a mensagem foi entregue aos norte-americanos por meio de um mediador do Paquistão. O conteúdo da resposta não foi divulgado integralmente, mas, de acordo com a imprensa iraniana, o foco das negociações está concentrado no fim do conflito e na segurança marítima no Golfo Pérsico. O memorando apresentado pelos EUA, citado pelo The Wall Street Journal, teria uma página e 14 tópicos voltados à criação de parâmetros para um mês de negociações entre os dois países. Mesmo com a troca de mensagens, integrantes do governo iraniano adotaram um tom duro ao longo do domingo. Governo iraniano afirma que não recuará O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que a abertura para diálogo não representa recuo diante dos adversários. Em publicação nas redes sociais, declarou que “jamais nos curvaremos diante do inimigo, e se surgir a conversa sobre diálogo ou negociação, isso não significa rendição ou recuo”. Já o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, advertiu os EUA contra qualquer ação militar contra embarcações iranianas no Golfo. “Nossa moderação terminou a partir de hoje. Qualquer ataque contra nossas embarcações desencadeará uma resposta iraniana forte e decisiva contra navios e bases americanas”, afirmou. Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian (Foto: Reprodução/ @drpezeshkian) Leia mais: Ormuz é palco de ataques, mas ‘o cessar-fogo continua’ Leia mais: Lula propõe prazo de 30 dias para Brasil e EUA negociarem tarifas com governo Trump Leia mais: Lula saiu da reunião com Trump falando em “amor à primeira vista” As ameaças se intensificaram em torno do Estreito de Ormuz, rota considerada estratégica para o transporte global de petróleo e gás natural. Desde o início da guerra, o Teerã mantém restrições severas à navegação na área. O governo dos EUA anunciou em maio novas sanções contra interesses iranianos e advertiu embarcações comerciais sobre possíveis punições caso realizem pagamentos às autoridades de Teerã para atravessar o estreito. Neste domingo, o militar iraniano Mohammad Akraminia afirmou que o país criou um novo sistema jurídico e de segurança para controlar a passagem marítima. Segundo ele, qualquer embarcação que deseje cruzar a região deverá coordenar previamente a travessia com o Irã. O oficial também ameaçou países que aderirem às sanções, afirmando que essas nações enfrentarão dificuldades para utilizar a rota marítima. No sábado (9), o presidente da comissão parlamentar de Segurança Nacional do Irã, Ebrahim Azizi, já havia direcionado críticas ao Bahrein e a outros aliados dos Estados Unidos por apoiarem uma proposta levada ao Conselho de Segurança da ONU para pressionar Teerã a interromper restrições à navegação no estreito. “Aos governos como o país microscópico de Bahrein, que está acompanhando a resolução americana, alertamos sobre as graves consequências desta ação. Não fechem para sempre as portas do Estreito de Ormuz para si mesmos!”, escreveu. Estados Unidos e Bahrein apresentaram uma resolução cobrando o fim das barreiras impostas pelo país persa, mas a Rússia indicou que pode vetar o texto no Conselho de Segurança. Moscou tem mantido apoio diplomático ao governo de Teerã desde o início da guerra. O conflito começou em 28 de fevereiro, após uma ofensiva coordenada entre Estados Unidos e Israel atingir Teerã e matar o líder supremo, Ali Khamenei. Segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, sediada nos EUA, mais de 1,9 mil civis morreram no Irã desde o início da guerra.