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Ypê recorre e suspende efeitos de decisão da Anvisa
Brasil

Ypê recorre e suspende efeitos de decisão da Anvisa

UM decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que havia suspendido a fabricação e comercialização de produtos da marca Ypê, está suspensa após a fabricante apresentar recurso administrativo ao órgão. Mesmo assim, a Anvisa mantém o alerta de risco sanitário e orienta os consumidores a não usar os 23 itens com lotes de final 1 afetados pela decisão. Segundo a empresa, o protocolo do recurso suspende automaticamente os efeitos da medida até novo posicionamento da agência reguladora, com base artigo 17 da Resolução da Diretoria Colegiada da Anvisa 266/2019. Em nota, a Ypê afirmou que o recurso foi apresentado para reforçar os compromissos assumidos no plano de ação e conformidade da empresa, além de fornecer novos esclarecimentos técnicos à Anvisa. Com o recurso administrativo, os produtos das categorias lava-louças, lava-louças concentrado, lava-roupas líquido e desinfetantes podem continuar sendo fabricados e comercializados até nova manifestação da Anvisa. A empresa afirmou ainda que seguirá em diálogo permanente com o órgão regulador para buscar uma solução definitiva. Alerta mantido Mesmo com o efeito suspensivo da decisão, a Anvisa informou que mantém o entendimento técnico sobre os riscos identificados na linha de produção da unidade da Química Amparo, em Amparo, São Paulo. A agência destacou que o julgamento definitivo do recurso pela Diretoria Colegiada deve ocorrer nos próximos dias. Enquanto isso, o órgão orienta que os consumidores não utilizem os produtos envolvidos “por segurança”. Segundo a Anvisa, cabe à empresa orientar consumidores sobre: recolhimento; troca; devolução; ressarcimento; demais medidas necessárias. As informações devem ser prestadas por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da fabricante. Entenda Na quinta-feira (7), a Anvisa determinou a suspensão da fabricação, distribuição e comercialização de diversos produtos fabricados pela unidade da Química Amparo, responsável pela marca Ypê. Segundo a agência, a medida foi tomada após avaliação de risco sanitário identificar “falhas graves na produção”. Entre os problemas apontados estão: falhas no controle de qualidade; descumprimentos em etapas críticas da fabricação; problemas nos sistemas de garantia sanitária. A agência afirmou que essas exigências são fundamentais para garantir a segurança dos consumidores. Lotes afetados A decisão da Anvisa atinge apenas produtos com lotes terminados no número 1. A relação completa foi publicada na Resolução nº 1.834/2026 no Diário Oficial da União. Recall voluntário A Ypê informou que já havia iniciado, em novembro de 2025, um recolhimento voluntário de alguns lotes de lava-roupas líquidos após identificar a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos específicos. Na ocasião, a empresa divulgou orientações aos consumidores sobre possíveis riscos à saúde e os procedimentos para troca ou devolução dos produtos. A Anvisa informou que as vigilâncias sanitárias estaduais e municipais foram orientadas a intensificar a fiscalização para impedir a circulação de lotes considerados irregulares. O órgão também recomendou que consumidores verifiquem a numeração dos lotes antes do uso dos produtos. Os produtos de lotes de final 1 que tiveram a comercialização suspensa na quinta-feira foram os seguintes: Lava Louças Ypê Clear Care Lava Louças com enzimas ativas Ypê Lava Louças Ypê Lava Louças Ypê Clear Care Lava Louças Ypê Toque Suave Lava Louças concentrado Ypê Green Lava Louças Ypê Clear    Lava Louças Ypê Green Lava Roupas líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Cuida das Roupas Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Antibac Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Green Lava Roupas Líquido Ypê Express Lava Roupas Líquido Ypê Power ACT Lava Roupas Líquido Ypê Premium Lava Roupas Tixan Maciez Lava Roupas Tixan Primavera Desinfetante Bak Ypê Desinfetante de uso geral Atol Desinfetante Perfumado Atol Desinfetante Pinho Ypê Lava roupas Tixan Power ACT Leia Também: Anvisa determina recolhimento de produtos Ypê por risco de contaminação; veja lista

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Internacional

Governo Trump recorre a 2° derrota judicial sobre tarifas globais

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou nesta sexta-feira (8) um recurso contra a decisão da Corte de Comércio Internacional que considerou ilegal a tarifa global de 10% aplicada sobre importações. A informação foi divulgada pela agência Reuters, segundo o G1, e amplia a disputa judicial em torno da política comercial adotada pela Casa Branca. A decisão do tribunal havia sido divulgada na quinta-feira (7) e concluiu, por dois votos a um, que Trump não possuía autoridade legal para impor o aumento generalizado das tarifas com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974. A nova batalha judicial ocorre poucos meses depois de outra derrota sofrida pelo governo na Suprema Corte dos EUA. Em fevereiro, os magistrados entenderam que Trump extrapolou seus poderes ao criar o chamado “tarifaço” global usando a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, de 1977. Na ocasião, a Corte avaliou que apenas o Congresso americano pode aprovar tarifas amplas sobre produtos importados.   Leia mais: Ormuz é palco de ataques, mas ‘o cessar-fogo continua’ Leia mais: Lula propõe prazo de 30 dias para Brasil e EUA negociarem tarifas com governo Trump Leia mais: Lula saiu da reunião com Trump falando em “amor à primeira vista” Tarifas globais de 10% do governo Trump Após a decisão da Suprema Corte, Trump anunciou uma nova cobrança de 10% sobre todas as importações, desta vez sustentada pela legislação comercial de 1974. O governo argumentou que a medida era necessária para combater desequilíbrios na balança comercial dos Estados Unidos. Agora, porém, a Corte de Comércio Internacional também colocou em dúvida a nova estratégia da Casa Branca. Segundo os juízes, a legislação utilizada pelo governo não foi criada para permitir tarifas globais dessa dimensão. As tarifas impostas por Trump têm caráter temporário e devem expirar em 24 de julho caso não sejam prorrogadas pelo Congresso americano. Ao comentar a decisão judicial, o republicano atacou os magistrados responsáveis pelo caso e afirmou que a medida partiu de “dois juízes radicais de esquerda”.

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Internacional

Donald Trump anuncia cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (8) uma nova tentativa de interromper os combates entre Rússia e Ucrânia. O presidente norte-americano, Donald Trump, informou que os dois países concordaram com um cessar-fogo de três dias, válido entre 9 e 11 de maio, período em que Moscou realiza as celebrações do Dia da Vitória. A pausa temporária prevê a suspensão das ações militares e uma troca de mil prisioneiros de cada lado. Segundo Trump, a iniciativa foi articulada diretamente pela Casa Branca durante as negociações conduzidas nos últimos dias. Em publicação na rede Truth Social, o republicano afirmou esperar que o acordo “seja o começo do fim de uma guerra muito longa, mortal e árdua”. A confirmação da trégua também veio de Kiev. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, declarou que a Ucrânia manterá a interrupção dos ataques durante o período combinado e indicou que não haverá ofensivas contra a Praça Vermelha, em Moscou.   Leia mais: Ormuz é palco de ataques, mas ‘o cessar-fogo continua’ Leia mais: Lula propõe prazo de 30 dias para Brasil e EUA negociarem tarifas com governo Trump Leia mais: Lula saiu da reunião com Trump falando em “amor à primeira vista”   Zelensky afirmou que a prioridade do governo ucraniano continua sendo o retorno dos prisioneiros mantidos pela Rússia. Nas redes sociais, o presidente disse ter orientado sua equipe “a preparar prontamente tudo o que é necessário para a troca”. Foto: Reprodução/ @ZelenskyyUa O acordo foi divulgado dias depois do presidente russo, Vladimir Putin, anunciar unilateralmente uma breve pausa de 24 horas nos confrontos por causa das comemorações do Dia da Vitória, data que marca a derrota da Alemanha nazista pela União Soviética na Segunda Guerra Mundial. Mesmo com a nova tentativa de trégua, o ambiente entre os dois países segue marcado por acusações mútuas. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, acusou a Rússia de descumprir acordos anteriores e criticou o foco russo nas cerimônias militares. Segundo ele, Putin “se importa apenas com desfiles militares, não com vidas humanas”. A Rússia já havia decretado uma pausa semelhante nas celebrações de 2025. Na época, o cessar-fogo temporário também durou três dias, mas não levou ao avanço das negociações de paz entre os dois lados.

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Internacional

Ormuz é palco de ataques, mas ‘o cessar-fogo continua’

Tiros e explosões foram registrados no Estreito de Ormuz nesta sexta-feira (8), em mais um capítulo da escalada militar entre Estados Unidos e Irã, apesar das declarações de Washington de que o cessar-fogo firmado entre os dois países segue em vigor. O confronto ocorreu após forças norte-americanas atacarem dois navios ligados ao governo iraniano que tentavam romper o bloqueio imposto pelos EUA na região do Golfo de Omã. A agência semioficial iraniana Tasnim informou que houve uma “troca limitada de tiros” entre militares dos dois países nas proximidades do estreito, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo. Segundo a publicação, os disparos puderam ser ouvidos por cerca de duas horas em áreas próximas à passagem marítima. Mais cedo, o Comando Central dos EUA afirmou ter interceptado dois petroleiros com bandeira iraniana que tentavam acessar um porto no Golfo de Omã em meio às restrições impostas por Washington. Na quinta-feira (7), os dois lados já haviam trocado ataques na região de Ormuz, com acusações mútuas de disparos contra embarcações. A nova tensão ocorre dias após intensas negociações diplomáticas para preservar o cessar-fogo iniciado em 7 de abril. Mesmo diante dos confrontos, o presidente, Donald Trump, insistiu que a trégua permanece válida. Ao comentar os ataques norte-americanos contra instalações militares iranianas, o republicano minimizou as ações: “foi só um tapinha de leve”. Questionado se a ofensiva representava o fim da trégua, respondeu que “o cessar-fogo continua”. Estreito de Ormuz (Foto: Reprodução/ Google Maps) Leia mais: Lula propõe prazo de 30 dias para Brasil e EUA negociarem tarifas com governo Trump Leia mais: Lula saiu da reunião com Trump falando em “amor à primeira vista”   Horas depois, Trump endureceu o discurso ao ameaçar novas ações militares caso não haja avanço nas negociações com Teerã. “Eles nos provocaram hoje. Nós os pulverizamos… Se não houver trégua, você não vai precisar saber. Você só vai ter que olhar para um grande brilho saindo do Irã. E é melhor eles assinarem o acordo rápido”, declarou a jornalistas. Washington espera resposta iraniana sobre proposta de paz O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou na sexta-feira, que Washington ainda aguardava uma resposta oficial do Irã sobre a proposta norte-americana para encerrar as hostilidades. “Podemos saber algo hoje (sexta-feira). Estamos aguardando uma resposta deles e veremos o que ela implica”, afirmou Rubio. Ainda, o secretário reiterou que os EUA não aceitarão que Teerã desenvolva armas nucleares, um dos principais pontos de impasse entre os dois países. Rubio também criticou informações de que o Irã estaria tentando criar uma agência para controlar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. Para ele, uma eventual supervisão iraniana sobre águas internacionais seria “inaceitável” e ilegal. Até a última atualização desta reportagem, Teerã não havia dado retorno a Washington. Lula entrega cópia do acordo firmado em 2010 entre Brasil, Turquia e Irã A tensão no Oriente Médio também entrou na pauta da reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump na Casa Branca. Lula afirmou ter entregue ao republicano uma cópia do acordo firmado em 2010 entre Brasil, Turquia e Irã sobre o enriquecimento de urânio para fins pacíficos. Foto: Ricardo Stuckert/ PR “Entreguei para ele o acordo que nós fizemos em 2010. É muito melhor do que o que eles fizeram um tempo atrás”, declarou o presidente brasileiro. O petista também defendeu o desarmamento nuclear e afirmou que as potências atômicas deveriam liderar esse processo. “Ninguém desativou nada. De lá pra cá, a China criou, a Índia criou, a Coreia do Norte criou, o Paquistão criou”, disse. Lula afirmou ainda que está disposto a atuar como mediador em futuras negociações envolvendo o governo iraniano. “Se precisar conversar, outra vez eu conversarei. É possível convencer”, declarou.

Internacional

EUA aumentam pressão contra Cuba com novas sanções econômicas

Em meio a guerra no Irã, os Estados Unidos (EUA) voltaram a aumentar a pressão econômica sobre Cuba por meio de sanções contra a empresa estatal Gaesa, administrada pelas Forças Armadas cubanas, e contra a joint venture Moa Nickel (MNSA), formada pela Companhia Geral de Níquel de Cuba e a empresa canadense Sherritt International. Devido à decisão da Casa Branca, a corporação do Canadá anunciou a suspensão das atividades em Cuba, com efeito imediato, tendo comunicado o rompimento do contrato aos parceiros cubanos. “(A decisão dos EUA) cria condições que alteram substancialmente a capacidade da empresa de operar no curso normal dos negócios, incluindo as atividades relacionadas às operações da joint venture da Sherritt em Cuba”, disse a companhia. A outra entidade sancionada é o Grupo de Administración Empresarial S.A (Gaesa), que atuava como um conglomerado de empresas estatais cubanas em diferentes setores, entre eles, os de construção civil e produção de alimentos, além de hotelaria. A Casa Branca ainda sancionou a presidente da Gaesa, Ania Guillermina Lastres Morera. General de brigada, Ania Lastres é economista e deputada da Assembleia Nacional de Cuba desde 2018. Ele preside a corporação sancionada desde 2022. A historiadora cubana Caridade Massón Sena, professora visitante na Universidade Federal de Uberlândia (UFB), avalia que a nova onda de sanções pode afetar o setor do níquel. “A indústria do níquel é uma das poucas que ainda estava funcionando. E esta empresa do Canadá era muito importante para a indústria do níquel. E era uma entrada, pelo menos, de divisas (dólares). Então, isso vai afetar”, afirmou à Agência Brasil. Ainda segundo a especialista, a Gaesa já vinha sofrendo com as sanções. “Agora, os empresários que têm negócios em Cuba podem se assustar e retirar-se do país”, completou. Os EUA acusam a Gaesa de “corrupção”. A historiadora Massón pondera que casos de corrupção podem ocorrem em qualquer companhia, de qualquer país, mas que não há provas.  “Eles usam esse pretexto de que os dirigentes da Gaesa roubam Cuba por meio do turismo porque o turismo é um dos setores que mais dinheiro gera no país. E não apresentaram nunca provas disso”, comentou. Capital de Cuba – Havana –  afroangelll/Pixabay Bloqueio agrava crise A sanção publicada nessa quinta-feira (8) se soma ao bloqueio naval contra Venezuela a partir do final de 2025, impedindo a venda de petróleo para Cuba, e a ameaça de tarifas contra países que vendam petróleo a Havana, iniciada em janeiro, que levou a ilha ficar três meses sem receber uma gota de petróleo.  O bloqueio energético tem causado aumento dos apagões, a elevação dos preços de produtos básicos, a redução do transporte público e da oferta da cesta básica alimentar subsidiada pelo Estado. Para moradores de Havana consultados pela Agência Brasil, esse é o pior momento do país.   A professora Caridad Massón destaca que a situação econômica está muito difícil, com falta de eletricidade, combustível e medicamentos, mas critica que o mundo está permitindo que os EUA interfiram em qualquer país quando acha conveniente. “O objetivo é afogar os cidadãos cubanos pela fome e pela necessidade. Apenas os cubanos têm o direito de mudar nosso sistema econômico e político. E hoje o presidente Trump, que é acusado de múltiplos crimes em seu próprio país, acredita no direito de impor seus interesses e de envolver o mundo em múltiplos conflitos para evitar ser julgado por sua colaboração com Jeffrey Epstein”, disse Caridad. Epstein foi o financista estadunidense condenado por abuso e exploração sexual de mulheres e crianças, e que foi amigo de Donald Trump nas décadas de 1990 e 2000.  EUA alegam que Cuba é ameaça Em comunicado, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que as medidas são para “proteger a segurança nacional dos Estados Unidos”. “Essas sanções fazem parte da campanha abrangente do governo Trump visando enfrentar as ameaças urgentes à segurança nacional representadas pelo regime comunista de Cuba e responsabilizar o regime e aqueles que lhe fornecem apoio material ou financeiro”, disse.  Em resposta, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que o povo cubano e o mundo já conhecem a crueldade das ações do governo dos EUA. Miguel Díaz-Canel – Arquivo/Agência EFE/Alejandro Ernesto/direitos reservados “Trata-se de uma agressão unilateral contra uma nação e seu povo cuja única ambição é viver em paz, senhores do próprio destino e livres da interferência perniciosa do imperialismo estadunidense”, disse em uma rede social. Ainda segundo o chefe de Estado de Havana, as sanções anunciadas agravam a já difícil situação que o país enfrenta, “ao mesmo tempo que fortalecem nossa determinação em defender a Pátria, a Revolução e o Socialismo”. As medidas coercitivas unilaterais (MCU) aplicadas pelos EUA têm base em uma nova Ordem Executiva (OE) publicada pelo presidente Donald Trump, no último dia 1º de maio, em que autoriza novas restrições econômicas a ilha caribenha.  A justificativa da Casa Branca, entre outras, é que Cuba representa uma ameaça ao país por “abrigar instalações adversárias estrangeiras focadas em identificar e explorar informações sensíveis de segurança nacional dos Estados Unidos”. A professora cubana Caridade Massón Sena questiona as acusações de que Cuba seria uma ameaça aos EUA como “totalmente falsas”. “Agora que Israel e os Estados Unidos estão praticamente derrotados em um beco sem saída no Irã, eles querem desviar a atenção de seus erros e fracassos, apertando ainda mais o bloqueio econômico, com a desculpa de que Cuba representa uma ameaça aos EUA”, completou Direito Internacional A parceria de Havana com China, Rússia o Irã costuma ser evocado para justificar as sanções econômicas. Essas medidas da Casa Branca violam o direito internacional por não contar com autorização do Conselho de Segurança da ONU. A maioria da Assembleia da ONU, incluindo o Brasil, condena o cerco que Washington submete Cuba há mais de seis décadas, com prejuízos econômicos e sociais para as cerca de 11 milhões de pessoas que vivem no país. O aperto do cerco econômico ao país caribenho neste ano reforça a tentativa dos EUA de derrubar o governo liderado pelo Partido Comunista, que desafia a hegemonia política de Washington na América Latina há mais de seis décadas. O

Saúde

Bactéria encontrada em produtos da Ypê é resistente a antibióticos

A bactéria Pseudomonas aeruginosa, encontrada em diversos produtos da indústria Ypê, é uma bactéria de grande resistência a antibióticos, afirma o infectologista Celso Ferreira Ramos Filho em entrevista à Agência Brasil. “Agora, excepcionalmente, ela causa doenças de forma espontânea. Ela vai causar doenças dentro de um hospital, em uma pessoa com traqueostomia, com respirador, com cateter venoso”, completou. Segundo o infectologista, como se trata de uma bactéria ambiental, esponjas usadas normalmente para lavar louça ou panos de chão podem estar contaminados, já que a bactéria permanece viva na água. De acordo com ele, a Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria de “vida livre”, ou seja, diferente de outras bactérias como a Escherichia coli, que vive dentro do intestino, ou o meningococo, que vive nas fossas nasais das pessoas. Celso Ferreira é membro titular da Academia Nacional de Medicina (ANM) e professor aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). De acordo com a decisão da Anvisa, divulgada nessa quinta-feira (7), lava-louças (detergente), sabão líquido para roupas e desinfetantes da Ypê com lote de numeração final 1 terão de ser recolhidos e não poderão ser usados pelos consumidores. >> Siga o canal da Agência Brasil no Característica Segundo ele, a bactéria pode causar uma série de problemas em pessoas imunocomprometidas, desde infecção urinária a infecção respiratória em pessoas que têm problemas de pulmão crônicos, como enfisema, ou em pessoas submetidas a tratamento com cateter na veia. “Colocam um tubo na traqueia e a bactéria pode entrar por ali. Também pode ocorrer em pessoas que estejam fazendo quimioterapia, o que faz com que haja um comprometimento maior e prévio da saúde da pessoa”, explicou Celso Ferreira. Pessoas imunocomprometidas A médica Raiane Cardoso Chamon, professora do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense (UFF), afirmou à Agência Brasil que o maior problema dessa bactéria ocorre quando pessoas imunocomprometidas, que têm o sistema imunológico enfraquecido, entram em contato com ela. “Ela consegue causar infecções em pessoas que têm o sistema imune debilitado”. Em pacientes que têm fibrose cística, por exemplo, ela é causa comum de pneumonia. E o tratamento é muito difícil. Advertiu, por outro lado, que ela pode causar também problemas em pessoas saudáveis. “Dependendo da cepa da Pseudomonas, mesmo a pessoa saudável pode desenvolver uma infecção, como a otite de nadador, em pessoas que nadam em águas recreativas, como piscinas, rios, praias”, ressaltou Chamon. Para a profissional de saúde, o maior problema é quando a bactéria chega ao ambiente hospitalar, e a porta de entrada, geralmente, são as pessoas que trabalham ali ou entram no hospital, explicou a profissional de saúde. A médica relatou ainda que, dentro do ambiente hospitalar, onde uma pressão seletiva de antibióticos é muito grande, a bactéria carrega dentro dela uma série de resistências. Segundo Chamon, isso pode provocar infecções mais graves, associadas a pessoas que usam sonda urinária, têm infecção de corrente sanguínea, estão com pneumonia, pessoas com ventilação mecânica, E o tratamento, por conta da gravidade da infecção, é mais difícil, além da questão de a bactéria aumentar o poder de resistência. “Esse é o pior cenário de todos”, afirmou. Contaminação Como a Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria que vive muito bem no solo, na água e em ambientes úmidos, Raiane acredita que a contaminação pode ter ocorrido no momento de produção. “Não houve um controle microbiológico adequado. Provavelmente, algum reagente na hora de fabricação desses produtos estava contaminado pela Pseudomonas, e acaba que ela consegue se multiplicar nesses ambientes úmidos também”, explicou. “Na falta do controle microbiológico nas etapas necessárias de fabricação, pode ter tido um crescimento descontrolado de uma cepa específica, que vive melhor em ambientes com detergentes, por exemplo, e a gente acaba detectando, ela, nesses materiais”. Segundo a médica, existem níveis aceitáveis de contaminação microbiana em todos os produtos. O que não pode é ultrapassar esse nível para não oferecer risco à saúde, principalmente nos indivíduos que estão mais comprometidos em seu sistema imune. Comunicado Em comunicado divulgado na quinta-feira (7), a Ypê esclareceu que está colaborando integralmente com a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) “e conduzindo todas as ações necessárias com máxima prioridade, responsabilidade e transparência”. A empresa informou ainda que vem realizando análises técnicas e avaliações complementares, incluindo testes e laudos independentes, que estão sendo apresentados à Anvisa, “reforçando o compromisso da empresa com a qualidade, a segurança e a conformidade regulatória dos seus produtos”. A indústria se compromete ainda a incorporar de forma imediata eventuais aprimoramentos e recomendações regulatórias da Agência ao seu Plano de Ação e Conformidade Regulatória, desenvolvido em conjunto com a própria Anvisa desde dezembro de 2025. A Agência Brasil procurou a Ypê nesta sexta-feira (8), mas não houve resposta por parte da assessoria de imprensa da empresa até a publicação desta matéria. FONTE: AGENCIA BRASIL

Meio Ambiente

Fundo que repara danos de barragem de Mariana libera R$ 75,8 milhões

O Fundo Rio Doce, criado para garantir ações de reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, na cidade mineira de Mariana, em 2015, chegou à marca de R$ 75,8 milhões liberados para novos projetos nos últimos três meses. O anúncio foi feito na tarde desta sexta-feira (8) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em um evento no Museu de Mariana. Os recursos, que começaram a ser liberados em fevereiro, são destinados a sete projetos. A maior liberação é para a iniciativa Florestas Produtivas com Barraginhas, que recebeu R$ 23,6 milhões. O projeto tem o objetivo de implantar 1,4 mil hectares de florestas produtivas. Essa área equivale a quase nove vezes o tamanho do Parque Ibirapuera, em São Paulo. Outra meta é a construção de 4,2 mil barraginhas, pequenas bacias escavadas no solo, projetadas para captar água da chuva e promover a infiltração no terreno. É considera uma tecnologia de baixo custo e de combate a erosões. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp O projeto vai oferecer também assistência técnica rural e capacitação para 4.650 unidades produtivas. O projeto está habilitado a receber o total de R$ 100,89 milhões nos próximos anos. Solução ambiental O projeto é de responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). A Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), vinculada ao ministério, é a executora. Com os recursos, serão implantados sistemas agroflorestais (SAF), isto é, a harmonização de culturas agrícolas e espécies florestais. A gerente extraordinária de Reparação do Rio Doce na Anater, Adriana Aranha, aponta que as SAFs contribuem para a recomposição de ecossistemas degradados. “É um projeto baseado na agricultura de baixo carbono (redução de emissão de gases do efeito estufa), que traz ganhos envolvendo a mitigação climática e a estabilidade produtiva”, diz. Tecnologia para campo e pecuária O segundo projeto a receber mais recursos é o Rio Doce Semear Digital, com aporte inicial de R$ 19,1 milhões e projeção de chegar a R$ 30 milhões nos próximos anos. A proposta é levar tecnologia digital e conectividade para plantações e pecuária. Serão estruturados quatro Centros de Propagação de Inovação Digital Inclusiva (CPIDI), nos municípios mineiros de Governador Valadares, Raul Soares e Caratinga, além de Colatina (ES) – todos na Bacia do Rio Doce. Os demais recursos se estendem para iniciativas voltadas à consulta a comunidades quilombolas e indígenas sobre temas que afetam diretamente territórios desses povos; assessoria técnica a comunidades tradicionais e plano integrado de desenvolvimento. Para a diretora de Crédito Digital para Micro, Pequenas e Médias Empresas e Gestão do Fundo do Rio Doce do BNDES, Maria Fernanda Coelho, o repasse anunciado reforça o compromisso do banco “em fazer chegar os recursos com rapidez e eficiência”. “Com a adoção de boas práticas de governança e de mecanismos de transparência que permitem acompanhar a execução dos projetos, contribuímos para que as ações de reparação avancem, alcançando quem precisa e gerando ganhos concretos para a população rural e para o meio ambiente”, diz. Renda mensal para atingidos Fora dos quase R$ 80 milhões, o BNDES desembolsou mais parcelas do Programa de Transferência de Renda (PTR). Por essa iniciativa, pescadores e agricultores recebem, ao longo de três anos, repasses mensais de 1,5 salário mínimo. No quarto e último ano, o valor é reduzido para um salário mínimo.  Os repasses ultrapassam R$ 247 milhões e são transferido para a Caixa Econômica Federal, que cuida da operação do programa. As liberações do PTR começaram em julho passado e somam, por enquanto, R$ 950 milhões. Rompimento da barragem O rompimento da barragem em Mariana aconteceu no dia 5 de novembro de 2015. Cerca de 39 milhões de metros cúbicos de rejeitos – volume suficiente para encher 15,6 mil piscinas olímpicas – escoaram por 663 quilômetros pela Bacia do Rio Doce até encontrar o mar no Espírito Santo. É considerado um dos maiores desastres ambientais da história do Brasil. A tragédia deixou 19 mortos. Os distritos mineiros de Bento Rodrigues e Paracatu foram destruídos pela enxurrada. Houve impactos ambientais e as populações de dezenas de municípios de Minas e do Espírito Santo foram afetadas. A barragem pertencia à mineradora Samarco, uma joint venture (parceria empresarial) entre a Vale e a anglo-australiana BHP Billiton. Na esfera criminal, não houve presos nem condenados.  Apesar de haver acordo no Brasil, a BHP enfrenta um processo na Justiça britânica por causa da tragédia ambiental. A multinacional tem sofrido derrotas sucessivas nas tentativas de impedir que o caso seja julgado em solo britânico.  Acordo de reparação Um primeiro acordo de reparação envolvendo a Samarco e suas acionistas foi pactuado com o poder público em março de 2016, resultando na criação da Fundação Renova. No entanto, a insatisfação com o desempenho da Renova levou a um novo acordo, firmado em outubro de 2024 e homologado no mês seguinte pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Além da extinção da Renova, os novos termos do acordo determinam o valor total de R$ 170 bilhões em ações de reparações. Esse montante inclui o Fundo Rio Doce, de R$ 49,1 bilhões. Essa estrutura financeira será administrada ao longo de 22 anos pelo BNDES, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre as responsabilidades do banco estão a aplicação dos recursos, prestação de contas e transferências às instituições executoras. Os repasses são realizados após aprovação do Comitê Gestor do Rio Doce, formado representantes do governo federal. Os aportes da Samarco no Fundo Rio Doce são feitos em parcelas. O BNDES já recebeu R$ 6,4 bilhões. Até agora, o comitê gestor aprovou R$ 8,4 bilhões em projetos, tendo R$ 2,2 bilhões já sido repassados pelo BNDES aos interessados. O BNDES disponibiliza uma página na qual é possível acompanhar, em detalhes, a prestação de conta do Fundo Rio Doce. FONTE: AGENCIA BRASIL

Helicóptero da dupla Henrique e Juliano cai no Tocantins
Famosos

Helicóptero da dupla Henrique e Juliano cai no Tocantins

Um helicóptero da dupla sertaneja Henrique e Juliano caiu nesta sexta-feira (8) próximo a uma fazenda da família em Porto Nacional, no Tocantins. O acidente mobilizou equipes de resgate e chamou atenção nas redes sociais após a divulgação das primeiras imagens da aeronave caída em uma área de vegetação. Segundo informações confirmadas pelo Corpo de Bombeiros, os cantores não estavam no helicóptero no momento da queda. Entre os ocupantes estavam o pai da dupla, que pilotava a aeronave, além de outras pessoas da equipe. A assessoria da dupla classificou o incidente como um pouso de emergência. Segundo a nota, Edson Reis é um piloto experiente. Ele passa bem e não sofreu nenhum tipo de lesão grave. A dupla não estava no helicóptero. Leia mais: Ticketmaster anuncia demissão de 350 funcionários em reestruturação global Produtos Ypê: o que fazer com os que tenho em casa? Posso pedir reembolso? confira! As informações iniciais apontam que três pessoas estavam no helicóptero no momento da queda. Elas foram socorridas e encaminhadas para atendimento médico. O estado de saúde das vítimas não foi detalhado oficialmente, mas, segundo os bombeiros, não houve ferimentos graves. A Polícia Militar do Tocantins informou que acompanha a ocorrência e que o caso deverá ser investigado para esclarecer as circunstâncias da queda da aeronave. *Essa matéria está em atualização.

OVNIS
Internacional

EUA libera arquivos secretos sobre OVNIs e Extraterrestres

Fenômenos misteriosos registrados nos céus voltaram ao centro das atenções após o governo dos Estados Unidos divulgar uma nova coleção de arquivos históricos relacionados aos chamados Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs), termo atualmente utilizado para os antigos OVNIs. A liberação ocorreu nesta sexta-feira (8) e reúne 162 documentos federais contendo fotos, vídeos, depoimentos e relatórios produzidos por diferentes órgãos norte-americanos, entre eles o FBI, a Nasa, o Departamento de Estado e o Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional (ODNI). Segundo a Casa Branca, a decisão faz parte de uma política de transparência adotada pelo presidente Donald Trump. O governo afirmou que administrações anteriores teriam tratado o tema com descrédito, enquanto a atual gestão decidiu ampliar o acesso público às informações. Em comunicado oficial, Trump afirmou que determinou o início do processo de identificação e divulgação de documentos ligados à vida extraterrestre, objetos voadores não identificados e outros fenômenos considerados “complexos e importantes”. Leia mais: Morre aos 73 anos o guitarrista Luiz Carlini, referência do rock nacional Documentos atravessam décadas de investigações Os arquivos divulgados abrangem investigações realizadas entre os anos de 1947 e 1968, período marcado pelo aumento de relatos envolvendo discos voadores e aparições misteriosas em diferentes partes do mundo. O material também inclui registros vinculados à missão Apollo 17 pousando na Luaalém de documentos diplomáticos, relatos militares e ocorrências analisadas por agências federais norte-americanas. Entre os conteúdos disponíveis estão descrições de perseguições aéreas, luzes inexplicáveis no céu, relatos de astronautas e até casos posteriormente identificados como fraudes. Mistério permanece sem resposta definitiva Apesar da repercussão mundial provocada pela divulgação, analistas afirmam que os documentos não apresentam provas concretas sobre a existência de vida extraterrestre. Os arquivos revelam, principalmente, registros de fenômenos que ainda não tiveram explicação técnica definitiva. Mesmo assim, o tema continua despertando curiosidade pública e alimentando teorias sobre possíveis contatos extraterrestres ao longo da história. O governo dos Estados Unidos informou ainda que novos pacotes de documentos deverão ser liberados nas próximas semanas, ampliando o acesso público aos registros históricos envolvendo UAPs.

Corredor de integração e prosperidade, obra na rodovia MS-355 inicia em pleno vapor
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Corredor de integração e prosperidade, obra na rodovia MS-355 inicia em pleno vapor

A obra de pavimentação da rodovia MS-355 segue em pleno vapor, com muitos equipamentos e homens trabalhando na sua primeira etapa. Este corredor de integração vai impulsionar economia da região, facilitar escoamento da produção e melhorar a vida das pessoas, que moram ou precisam passar por esta rodovia. Ela ligará as cidades de Terenos e Dois Irmãos do Buriti. Iniciando pelo trecho de Terenos, a obra já conta com 180 homens trabalhando na fase de limpeza, terraplanagem, drenagem e o início da construção de três pontes de concreto. O primeiro trecho de 7 km, saindo do perímetro urbano de Terenos, começou a receber as estacas e demarcações para início dos trabalhos. Ele esperou um pouco mais para receber as primeiras atividades devido um processo de desapropriação da área, para que o projeto tivesse sequência. Obra na rodovia conta com vários maquinários e 180 homens trabalhando A obra terá um investimento previsto em $ 230,4 milhões, com pavimentação de 53,9 km a partir do fim do perímetro urbano de Terenos até Dois Irmãos do Buriti, passando também pela Colônia Cascavel. Ela faz parte do programa de investimentos do Governo do Estado, e conta com recursos do financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento). Essa rodovia é corredor importante para a economia regional, e um elo de conexão de Mato Grosso do Sul com a Rota Bioceânica. Na assinatura de ordem de serviço, no final de abril, o governador Eduardo Riedel fez questão de destacar a importância da obra para economia e logística do Estado. “Estamos fazendo uma rota estruturante para o Mato Grosso do Sul e para o Brasil. Formando um acesso logístico rumo a Rota Bioceânica, que vai potencializar todas as nossas exportações. Esta obra tem um efeito transformador na região e para população. Muda a realidade de mais de 23 assentamentos rurais, assim como estudantes (área rural) e até o transporte médico de emergência”. Os investimentos na pavimentação da MS-355 visam melhorar a logística, reduzir o tempo de viagem – encurtando cerca de 30 km o trajeto entre Campo Grande e Dois Irmãos do Buriti. No projeto, além do traçado original da rodovia, que já está em execução, a Agesul estuda implantar um contorno viário de 6,6km para desviar o tráfego pesado de veículos do perímetro urbano da cidade. Colocação de estacas no começo do trecho saindo de Terenos Nova realidade A pavimentação da estrada era um sonho antigo dos moradores locais, que já sofreram muito com barro, lama e poeira nos dias de calor. Uma nova realidade que vai transformar o dia a dia de muitas pessoas. Eles aguardam ansiosos pelo andamento e conclusão do projeto. “Vai ser muito bom (obra), não só pra mim, quanto a todos os moradores que tem aqui, precisamos muito desta obra, porque já sofremos muito nessa estrada. Barro  e atoleiro de carro, muito sofrido quando chove. Moro aqui tem mais de 20 anos. Que o asfalto passe todo aqui no trecho, para que todos sejam beneficiados”, contou Osias Alves de Oliveira, que mora nos arredores da rodovia. Rodovia vai reduzir distância para Campo Grande e ligar municípios   Ele reconhece que a chegada da pavimentação é um sonho dos moradores. “Será muito bem-vindo esse asfalto aqui. Sonho de todos. A gente nem tem carro novo porque não aguenta. Só temos carro velho, mas agora vai mudar. Será uma satisfação muito grande. Vim do Nordeste, mas sou criado aqui no Mato Grosso do Sul”. Leonardo Guimarães também aguarda ansioso pela execução da obra. Ele tem uma pequena propriedade, que fica perto do início do trecho que será pavimentado. “Esta obra será um benefício não só para Terenos, mas para Dois Irmãos do Buriti e todos os proprietários rurais da região. Vai valorizar bastante não só a parte de logística, como economia também”. Ainda lembrou as dificuldades enfrentadas na estrada. “Quando chove aqui o trânsito fica péssimo. Não dá pra passar, o negócio fica bem crítico mesmo. Quando ficar pronta vou pegar a rodovia e seguir para Dois Irmãos, pois tenho uma propriedade lá também. Vai facilitar minha vida”. Osias Alves de Oliveira Leonardo Guimarães Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MSFotos: Chico Ribeiro/Seilog ATENÇÃO IMPRENSA: Confira o pool de imagens da obra e das entrevistas no local Fonte: Secom Mato Grosso do Sul

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