O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (19) que Cuba vive uma grave crise e declarou que a ilha “precisa de ajuda”, ao mesmo tempo em que indicou acreditar na possibilidade de um acordo diplomático com Havana. As declarações ocorreram na Casa Branca em meio ao aumento das tensões entre os dois países e à ampliação das sanções impostas por Washington desde o início do ano. Durante conversa com jornalistas, Trump classificou Cuba como uma “nação falida” e descreveu o governo cubano como um regime duro e incapaz de atender às necessidades básicas da população. “É um regime duro, que matou muita gente. Mas é um país que realmente precisa de ajuda. Eles não conseguem ligar a luz, eles não têm o que comer”, afirmou. Apesar das críticas ao governo comunista, quando questionado por repórteres se considerava possível um entendimento com Havana, respondeu: “Acho que sim”. Trump também afirmou que Cuba estaria buscando aproximação com Washington diante do agravamento da crise econômica e energética enfrentada pelo país caribenho. “Cuba está nos ligando. Eles precisam de ajuda. Mas Cuba é uma nação fracassada. Cuba precisa de ajuda, e nós faremos isso”, declarou. Leia mais: Cuba alerta para ‘banho de sangue” em caso de ação militar dos EUA Leia mais: ‘País falido’: EUA devem abrir diálogo com Cuba Leia mais: Trump faz nova ameaça e afirma que “Cuba é a próxima” Pressão do governo Trump sob Havana Desde janeiro, o governo dos Estados Unidos ampliou medidas de pressão econômica contra Havana. Entre as ações adotadas está o bloqueio ao fornecimento de petróleo para a ilha, medida que restringiu severamente o abastecimento de combustível e intensificou os apagões e o racionamento de energia no país. A relação entre Washington e Havana se deteriorou ainda mais após a operação norte-americana que resultou na captura do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Na ocasião, o presidente americano, Donald Trump, declarou que Havana seria “o próximo alvo”.
A indicação foi feita pelo próprio governador em entrevista na última sexta-feira (15), durante anúncio de um acordo para construção de um pátio da linha 20-rosa do metrô no terreno da antiga Fábrica da Ford, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Ele respondia a uma pergunta sobre qual garantia o morador do ABC Paulista teria de que o metrô vai chegar lá até 2033, quando Tarcísio falou sobre cronograma de obras e citou a linha 6-laranja. “A gente está avançando na linha 2, se comprometeu com a linha 17 e entregamos, agora em junho a gente deve iniciar as operações da linha 6. No final do ano a gente vai ter a linha 6 já ligando a Brasilândia a Perdizes e, no ano que vem, a gente liga Perdizes a São Joaquim”, afirmou. Pelo cronograma prometido pelo governo até então, essa primeira fase da nova linha de metrô seria entregue em outubro, em meio às eleições -Tarcísio vai tentar a reeleição. A exceção deve ser a estação Maristela, na região da Brasilândia (zona norte), que está com menos de 70% de obras concluídas e seria aberta já com a linha em andamento. Por causa da legislação eleitoral, porém, Tarcísio só pode participar da inauguração de uma obra até 4 de julho (três meses antes do pleito), e esse seria um dos motivos para adiantar ao menos parte do funcionamento da linha. A Secretaria de Comunicação do governo estadual foi questionada duas vezes por email sobre como será o novo cronograma, com possível início de operações da linha 6 no próximo mês, mas não respondeu à reportagem até a publicação deste texto. Também questionada, a Linha Uni, responsável pela construção do ramal e pela gestão da linha, em um contrato de 30 anos de PPP (parceria público-privada) e que tem a empreiteira Acciona à frente, disse apenas que não tinha informação para confirmar no momento. Em texto divulgado nesta terça (19), a agência de notícias do governo disse que a construção da linha chegou a 81,5% de conclusão e que as estações Água Branca, Santa Marina e Perdizes estão com mais de 90% de obras prontas. Sem citar data, disse que “o primeiro trecho a ser entregue vai da Brasilândia, na zona norte, até Perdizes, na zona oeste.” Segundo pessoas ligadas ao projeto, há a possibilidade de os trens circularem entre as estações que ficarem prontas até o próximo mês. O restante dessa primeira fase, entre Brasilândia e Perdizes, ficaria para o fim do ano. O segundo trecho, de Perdizes até São Joaquim, no centro, tem conclusão prevista para 2027. Ao todo, a nova linha contará com 15 estações. Na semana passada, foi informado que até o início de maio os trens do novo ramal já haviam percorrido cerca de 3.000 km em 1.200 horas de testes. Como mostrou a Folha de S.Paulo, no fim do ano passado, o governo Tarcísio autorizou um aditivo de quase R$ 3,7 bilhões no contrato para construção da linha 6-laranja para acelerar obras. Quando pronta, a linha deve transportar 630 mil pessoas diariamente. O projeto do ramal metroviário atravessou os governos do PSDB de José Serra, Geraldo Alckmin (hoje no PSB), João Doria e Rodrigo Garcia (ambos hoje sem partido), até a promessa de entrega de ao menos uma parte pela gestão Tarcísio. Prometida inicialmente para começar em 2010, a obra sofreu uma série adiamentos e teve início efetivamente em 2015, com previsão de entrega em cinco anos depois. Porém, a construção acabou paralisada em 2016, sendo retomada em 2020 com a atual concessionária. Houve ainda a interrupção inesperada de sete meses em parte dos trabalhos, quando uma cratera afundou o asfalto na marginal Tietê, em fevereiro de 2022, por causa do rompimento de uma tubulação de esgoto, que também inundou a tuneladora, conhecida como tatuzão, que fazia a escavação. Leia Também: Alunos são esfaqueados após discussão perto de universidade em Niterói
O avanço do surto de Ebola no leste da República Democrática do Congo levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a demonstrar preocupação com a velocidade de disseminação da doença e com a dificuldade de resposta das autoridades sanitárias. Na terça-feira (19), o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou estar “profundamente preocupado” com a escalada da epidemia, que já ultrapassa 500 casos suspeitos e soma ao menos 131 mortes. Segundo boletim divulgado pelas autoridades de saúde congolesas, o país registra 516 casos suspeitos e 33 confirmações laboratoriais da doença. A vizinha Uganda também confirmou dois casos. Somente entre segunda-feira (18) e terça-feira, 26 mortes suspeitas foram contabilizadas no leste congolês, ampliando o alerta internacional sobre a possibilidade de expansão do surto para áreas mais populosas. No sábado (16), Tedros já havia declarado emergência internacional por causa da disseminação do vírus. Entre os fatores que mais preocupam a OMS estão os registros de casos em centros urbanos como Goma, no Congo, e Kampala, capital de Uganda, além da presença da doença em regiões afetadas por conflitos armados, como a província congolesa de Ituri. Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus (Foto: Reprodução/ @DrTedros) Leia mais: Após cerca de 80 mortes por ebola, OMS declara emergência global Ainda, a representante da OMS no Congo, Anne Ancia, afirmou que a resposta ao surto está sendo prejudicada pela falta de testes específicos para identificar a variante Bundibugyo. Segundo ela, os laboratórios da região conseguem realizar apenas seis exames por hora para detectar a cepa rara do vírus. “Levou semanas para detectar o surto porque os testes usados na região eram voltados à cepa Zaire, que é mais comum”, disse Anne Ancia. Ela também afirmou que há “grande incerteza” sobre o tamanho real da epidemia devido à limitação da vigilância epidemiológica e da capacidade de investigação nas áreas afetadas. Nos Estados Unidos, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que a OMS “demorou um pouco para identificar isso, infelizmente” e declarou que a resposta norte-americana será liderada pelo CDC em coordenação com a entidade.
A bolsa caiu pelo terceiro pregão seguido nesta terça-feira (19) e fechou no menor nível desde janeiro, enquanto o dólar voltou a subir acima de R$ 5 em meio ao aumento da aversão global ao risco, à alta dos juros nos Estados Unidos e às incertezas políticas no Brasil. O movimento acompanhou um cenário internacional mais cauteloso, marcado pelas tensões no Oriente Médio, pelos preços elevados do petróleo e pela percepção de que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, poderá manter juros altos por mais tempo. Bolsa em queda O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o pregão aos 174.279 pontos, com recuo de 1,52%. Com perdas próximas de 7% em maio, o indicador chegou a operar abaixo dos 174 mil pontos durante a sessão e se distanciou ainda mais da marca simbólica de 200 mil pontos, alcançada nas projeções mais otimistas do mercado em abril. A queda foi puxada principalmente pelas ações do setor financeiro, que têm grande peso na composição do índice. Mineradoras também pressionaram a bolsa, por causa da desvalorização do minério de ferro no mercado internacional. Além disso, investidores passaram a demonstrar maior cautela com o cenário político doméstico após novas pesquisas eleitorais e a confirmação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi à casa do banqueiro Daniel Vorcaro. Dólar sobe A turbulência repetiu-se no mercado de câmbio. O dólar comercial voltou a superar a marca de R$ 5 e fechou em alta de cerca de 0,84%, aos R$ 5,041. Por volta das 12h15, a cotação aproximou-se de R$ 5,06. Apesar da alta recente, a moeda estadunidense acumula queda de 8,17% em 2026. A valorização da moeda americana ocorreu em meio ao fortalecimento global do dólar e ao aumento das taxas dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, conhecidos como Treasuries. Quando os juros americanos sobem, investidores tendem a retirar recursos de mercados considerados mais arriscados, como países emergentes, e direcionar o dinheiro para ativos mais seguros nos Estados Unidos. Isso pressiona moedas como o real. O avanço do dólar também refletiu o temor de que a inflação global permaneça elevada por mais tempo devido aos preços do petróleo e às tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã. O cenário político brasileiro ampliou a pressão sobre o câmbio. Petróleo elevado Os preços do petróleo fecharam em leve queda nesta terça-feira, mas permaneceram em níveis elevados. O barril do petróleo Brent, referência internacional, caiu 0,73% e terminou o dia cotado a US$ 111,28. O WTI, referência nos Estados Unidos, recuou 0,22%, para US$ 104,15. Mesmo com a queda moderada, o mercado continua atento às negociações entre Estados Unidos e Irã e aos riscos de interrupção no Estreito de Ormuz, região estratégica para o transporte global de petróleo. Na segunda-feira (18), o presidente Donald Trump havia adiado uma ofensiva militar contra o Irã para abrir espaço para negociações diplomáticas. Nesta terça, porém, voltou a afirmar que uma nova ação militar poderá ocorrer caso não haja acordo. * Com informações da Reuters FONTE: AGENCIA BRASIL
O primeiro ecossistema comercial brasileiro de IA generativa em português foi lançado oficialmente nesta terça-feira (19), em Brasília (DF). O sistema SoberanIA consiste em uma iniciativa público-privada liderada pelo Governo do Piauí, com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério das Comunicações (MCOM). A iniciativa foi alinhada ao Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) e ao programa Nova Indústria Brasil (NIB). De acordo com o governo do Piauí, o ecossistema inclui tecnologias capazes de automatizar atendimentos ao público, apoiar a leitura e produção de documentos, auxiliar professores e equipes pedagógicas, e também ajudar servidores na análise de grandes volumes de informações. Os produtos foram desenvolvidos para compreender a linguagem institucional brasileira, além de contextos culturais e administrativos do país. Segundo os organizadores, os modelos contam com grande volume de dados relacionados à gestão pública e documentos administrativos. Gov Chat – acesso a serviços públicos por aplicativo de mensagem BO Fácil – registro de boletins de ocorrência por áudio ou texto Seduc IA – materiais didáticos personalizados para professores da rede pública Agentes SEI – análise inteligente de processos do sistema Gerador de Termo de Referência Acesso e Dev Kit – para gestores criarem soluções próprias. Mais de 70 pesquisadores atuaram para o programa. Na prática, as soluções já estão em operação há mais de um ano no Piauí, e agora estão sendo oferecidas a municípios, estados, autarquias e estatais. “O Brasil deixa de ser apenas consumidor de inteligência artificial estrangeira e passa a produzir a sua”, afirmou o governador do Piauí, Rafael Fonteles (foto), presente ao evento. O programa entra agora em fase comercial e integra a estratégia federal para a soberania digital do país. Plataforma nacional O superintendente Nacional de Negócios do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Carlos Alexandria, destacou que há atualmente um contexto em que o setor público brasileiro tem dependência estrutural de soluções de IA desenvolvidas no exterior. “Precisamos de uma plataforma nacional, treinada majoritariamente em língua portuguesa e adaptada à legislação e ao contexto sociocultural brasileiro”, defendeu no lançamento do SoberanIA. FONTE: AGENCIA BRASIL
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (19) que poderá voltar a atacar o Irã caso as negociações diplomáticas em curso no Oriente Médio fracassem nos próximos dias. Em meio a um cenário de pressão por uma trégua, o republicano disse que a suspensão das operações militares contra Teerã será temporária e indicou que novas ofensivas seguem em avaliação. O presidente norte-americano afirmou que esteve perto de autorizar novos bombardeios antes de recuar temporariamente. Segundo ele, autoridades do Golfo alegaram que avanços recentes nas negociações justificariam mais tempo para tentar um entendimento com Teerã. “Eu estava a uma hora de tomar a decisão de atacar hoje”, disse Trump. “Eles souberam que eu havia tomado a decisão e disseram: ‘Senhor, o senhor poderia nos dar mais alguns dias, porque achamos que eles estão sendo razoáveis’.” Durante conversa com jornalistas, o republicano afirmou que o prazo concedido será curto. “Estou dizendo dois ou três dias, talvez sexta, sábado, domingo, algo assim, talvez no início da próxima semana — um período limitado. Porque não podemos permitir que eles desenvolvam uma nova arma nuclear”, declarou. As declarações, segundo o norte-americano, ocorrem após dois dias de conversas entre Washington e aliados árabes da região. Trump afirmou que os países envolvidos comunicaram à Casa Branca que houve progresso nas tratativas diplomáticas. Ainda assim, o presidente reforçou que uma retomada das ações militares permanece sobre a mesa. “Talvez tenhamos que desferir outro grande golpe neles”, afirmou ao comentar a situação iraniana. Leia mais: EUA rejeitam nova resposta iraniana para acordo de paz Leia mais: Irã afirma que a falta de confiança de Teerã nos EUA trava acordo Leia mais: Trégua no Irã está ‘por um fio’ após Trump rejeitar acordo Leia mais: “Isso não significa rendição”: Irã envia resposta para proposta dos EUA Ao ser questionado sobre o risco de retaliações do Irã contra países do Oriente Médio aliados dos Estados Unidos, Trump reconheceu que Teerã ainda possui alguma capacidade militar na região. “Não muita, mas eles têm alguma”, disse. A sinalização de Washington sobre a possibilidade de novos ataques, ocorre também após os EUA rejeitarem uma proposta de paz iraniana. Segundo a mídia estatal de Teerã, o plano prevê o encerramento das hostilidades em todas as frentes do conflito, incluindo no Líbano, além da retirada de forças norte-americanas de áreas próximas ao território iraniano e o pagamento de reparações pelos danos provocados pela guerra conduzida por EUA e Israel. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, segundo a IRNA, afirmou ainda que Teerã exige o levantamento das sanções econômicas, a liberação de recursos congelados no exterior e o fim do bloqueio marítimo imposto pelos EUA. Governo Trump anuncia nova rodada de sanções contra Teerã Apesar das negociações, Washington anunciou nesta terça-feira uma nova rodada de sanções contra o Irã. O Departamento do Tesouro informou que as medidas atingem a casa de câmbio Amin Exchange, também conhecida como Ebrahimi and Associates Partnership Company, além de empresas apontadas por Washington como estruturas usadas para movimentações financeiras ligadas a bancos iranianos. Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent (Foto: Reprodução/ @SecScottBessent) Segundo o governo norte-americano, essas empresas operariam em diferentes jurisdições, incluindo Emirados Árabes Unidos, Turquia e Hong Kong, facilitando transações de centenas de milhões de dólares para driblar restrições internacionais impostas ao regime iraniano. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que o chamado “sistema bancário paralelo” iraniano permite o envio ilícito de recursos ligados ao financiamento do terrorismo. Além das sanções financeiras, os EUA também anunciaram restrições contra embarcações utilizadas no transporte de petróleo e derivados iranianos.
Pelo menos duas instituições públicas de ensino superior se retrataram por terem menosprezado pessoas confinadas em hospitais psiquiátricos, ao utilizar seus cadáveres em cursos de saúde. A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) divulgou nota relacionada ao assunto nesta segunda-feira (18), seguindo o exemplo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que se manifestou no mês passado. A UFJF inicia a carta aberta à sociedade assumindo sua conivência “em dos momentos mais sensíveis da história da saúde pública do país”. O texto destaca que a segregação social feita em nome de uma suposta segurança coletiva resultou não apenas no isolamento dessas pessoas, mas em vários tipos de violências. Todo aquele que não se enquadrasse no padrão era submetido “a condições mínimas de sobrevivência e a práticas punitivas”. “A partir desse contexto, a chamada ‘loucura’ passou a ser associada à ideia de incapacidade e periculosidade, vinculada a uma identidade social deteriorada e desumanizada. Esse processo contribuiu para a consolidação de estigmas e práticas discriminatórias”, diz a nota, enumerando como alguns dos quesitos para hierarquizar as pessoas, no período, gênero, classe social, orientação sexual e raça. Conforme lembra a instituição, o desprezo por essas pessoas tomou conta do país todo e faz parte da história brasileira, “de modo incontornável”. A universidade menciona, ainda, o Hospital Colônia de Barbacena (foto), por sua marcante contribuição nesse cenário de marginalização e invisibilização dos pacientes. “Estima-se que mais de 60 mil pessoas tenham morrido no local ao longo do século XX, muitas delas classificadas como indigentes, conforme relatado no livro Holocausto Brasileiro, da jornalista Daniela Arbex. A obra também registra que 1.853 corpos de internos foram comercializados para instituições de ensino da área da saúde, para uso em aulas de anatomia”, pontua. Desse total de corpos, o Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFJF, indicam os registros, recebeu, entre os anos de 1962 e 1971, 169 deles, para serem estudados em aulas de anatomia humana. Como forma de reparação simbólica, a instituição comprometeu-se a lançar e manter iniciativas como ações educativas sobre direitos humanos e saúde mental e buscar apoio para a criação de um memorial. Também planeja organizar pesquisas documentais sobre conexões entre a instituição e o Hospital de Barbacena. Com teor parecido, a UFMG, também pelos vínculos sombrios com o Hospital Colônia de Barbacena, formalizou pedido de desculpas por meio de declaração pública. A universidade disse que o reconhecimento público de sua responsabilidade pelas atrocidades cometidas é acompanhado de ações de memória em conjunto com grupos da luta antimanicomial, restauração do livro histórico de registro de cadáveres e inclusão do tema em disciplinas de anatomia da Faculdade de Medicina. “Ao falecerem, muitas dessas pessoas foram enterradas como indigentes ou tiveram seus corpos destinados a uma das 17 instituições de ensino médico para viabilizar aulas de anatomia”, assinala no informe. “Desde 1999, a UFMG conta com um programa de doação de corpos para estudo de anatomia, que funciona de forma voluntária e consentida e é uma prática legal e ética, alinhada a padrões internacionais.” Loucura e cultura Há hoje uma imensidade de obras sobre o tema. Uma das mais famosas é o conto O Alienista, do escritor Machado de Assis, um dos principais autores negros do Brasil. No site do Museu Imagens do Inconsciente, localizado no Rio de Janeiro, é possível conhecer mais sobre o trabalho da psiquiatra Nise da Silveira, que revolucionou os tratamentos para transtornos mentais ao aliar cuidados humanizados e arte. FONTE: AGENCIA BRASIL
Ó advogado Eugênio Aragão informou nesta terça-feira (19) que deixou a defesa do ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, um dos investigados no caso do Banco Master A saída ocorre no momento em que Costa negocia a assinatura de um acordo de delação premiada com investigadores da Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR). Ele está preso no presídio da Papuda, em Brasília. Em nota à imprensa, Aragão declarou que “somente participa de iniciativas jurídicas pautadas pela absoluta seriedade, confiança profissional e responsabilidade”. O advogado não informou o fato concreto que o levou a deixar a defesa do ex-presidente. “Eventual colaboração premiada apenas seria considerada diante da existência de provas consistentes e inequívocas, sempre com respeito à legalidade, às instituições e à reputação das pessoas envolvidas”, afirmou. No dia 16 de abril, Paulo Henrique Costa foi preso durante a quarta fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes no Banco Master e tentativa de compra da instituição financeira pelo BRB, banco público ligado ao governo do Distrito Federal. De acordo com as investigações, Costa teria combinado com o banqueiro Daniel Vorcaro o recebimento de R$ 146,5 milhões em propina. O valor seria repassado por meio de imóveis. Ele nega as acusações. Leia Também: Áudio mostra Mario Frias agradecendo a Vorcaro por apoio a filme, diz site
Consumidores de 22 distribuidoras de energia do país terão a conta de luz barateada. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (19) as regras para devolver até R$ 5,5 bilhões aos consumidores por meio de descontos nas contas de luz de clientes das regiões Norte e Nordeste, além do Mato Grosso e de partes de Minas Gerais e do Espírito Santo. Segundo a agência, o objetivo é aliviar o valor das tarifas em regiões que possuem custos mais altos de geração e distribuição de energia, especialmente em áreas isoladas que dependem de usinas movidas a diesel. O desconto médio estimado nas tarifas pode chegar a 4,51%, mas o percentual final ainda dependerá do valor total arrecadado e dos reajustes tarifários de cada distribuidora ao longo de 2026.>> Siga o canal da Agência Brasil no De onde vem Os recursos virão de um encargo chamado Uso de Bem Público (UBP), valor pago pelas usinas hidrelétricas à União pelo uso dos rios para geração de energia elétrica. Até o início deste ano, esse pagamento era feito de forma parcelada pelas hidrelétricas dentro da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo usado para financiar políticas do setor elétrico. Uma lei aprovada recentemente permitiu que as hidrelétricas antecipassem o pagamento dessas parcelas futuras com desconto de 50%. Em troca, o dinheiro arrecadado deverá ser usado para reduzir as tarifas de energia das áreas atendidas pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Como funcionará A Aneel aprovou a metodologia de distribuição desses recursos entre as distribuidoras beneficiadas. O critério busca equilibrar os efeitos dos descontos entre as concessionárias, levando em consideração o tamanho de cada mercado e os custos de energia em cada região. Inicialmente, o governo estimava arrecadar até R$ 7,9 bilhões com a antecipação do UBP. No entanto, nem todas as geradoras aderiram ao acordo. Das 34 empresas elegíveis, 24 aceitaram antecipar os pagamentos, reduzindo a previsão final para cerca de R$ 5,5 bilhões. O pagamento pelas hidrelétricas está previsto para julho. Depois disso, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) informará à Aneel o valor efetivamente arrecadado. Só então a agência definirá os percentuais preliminares de desconto nas contas de luz. Percentuais previstos A Aneel trabalha atualmente com três cenários possíveis de desconto médio nas tarifas: • arrecadação de R$ 4,5 bilhões: redução média de 5,81%; • arrecadação de R$ 5 bilhões: redução média de 5,16%; • arrecadação de R$ 5,5 bilhões: redução média de 4,51%. Segundo a agência, o percentual efetivo aplicado a cada distribuidora dependerá dos processos de reajuste tarifário ao longo do próximo ano. Quem será beneficiado A medida alcança consumidores atendidos por distribuidoras localizadas: • nas regiões Norte e Nordeste • no Mato Grosso • em partes de Minas Gerais • em partes do Espírito Santo A política beneficia consumidores chamados de “cativos”, que compram energia diretamente das distribuidoras e não participam do mercado livre de energia. Desconto antecipado Algumas distribuidoras começaram a utilizar parte desses recursos antes mesmo da arrecadação definitiva. As concessionárias da Neoenergia na Bahia e da Equatorial no Amapá pediram a antecipação dos valores durante seus processos tarifários. A Amazonas Energia também recebeu R$ 735 milhões da repactuação. Segundo a Aneel, o reajuste médio aprovado para os consumidores da distribuidora ficou em 6,58%. Sem esse aporte financeiro, a alta chegaria a 23,15%. Outras empresas ainda aguardam a liberação dos recursos para aplicar os novos descontos tarifários. Entre elas estão Enel Ceará, Roraima Energia, Energisa Rondônia e Energisa Acre. Objetivo da medida A Aneel afirma que a política busca reduzir o peso da conta de luz em regiões que possuem custos operacionais maiores e menor número de consumidores em comparação com outras partes do país. Essas localidades costumam depender mais de geração térmica e de sistemas isolados, o que encarece a produção e a distribuição de energia elétrica. Segundo a agência, o efeito dos descontos será incorporado gradualmente aos reajustes e revisões tarifárias das distribuidoras ao longo de 2026. FONTE: AGENCIA BRASIL
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou uma proposta alternativa aos projetos que visam extinguir a jornada de trabalho no modelo 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso). O parlamentar defende a flexibilização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para permitir o pagamento por hora trabalhada, cabendo ao próprio empregado definir seu período de atuação. Flávio discutiu a “sugestão”, conforme ele mesmo a classificou, com outros integrantes do PL, durante uma reunião em Brasília, nesta terça-feira (19). Após o encontro, o senador disse a jornalistas que a ideia é ajustar a legislação, levando em conta as mudanças decorrentes dos avanços tecnológicos e preservando os direitos trabalhistas. “Foi passada para nossa bancada essa sugestão, essa alternativa, que seria o trabalho remunerado pelas horas de trabalho, com a garantia de todos os direitos trabalhistas, como décimo terceiro, Fundo de Garantia (do Tempo de Serviço – FGTS), férias. Obviamente, proporcionais às horas de trabalho”, explicou o senador. A manifestação ocorre em meio à tramitação de matérias sobre o tema no Legislativo. Em abril, o governo federal enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei em regime de urgência constitucional pelo fim da escala 6×1. O texto do Executivo propõe a redução do limite da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial. Dessa forma, os empregados passariam a trabalhar, no máximo, cinco dias na semana. A proposta conta com o apoio de entidades sindicais e órgãos de representação de classe, mas tem a objeção de entidades patronais, além de dividir especialistas. Uma pesquisa recente da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados aponta que 73% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1, desde que não haja redução de salário. Para Flávio Bolsonaro, a proposta do governo federal é inoportuna e eleitoreira. “Tenta vender para a população uma solução fácil que não vai resolver (os problemas de produtividade, empregabilidade e de qualidade de vida). Vai gerar desemprego em massa, aumento do custo de vida e prejudicar mais os trabalhadores do que ajudar.” De acordo com o senador, o pagamento correspondente às horas trabalhadas permitiria aos empregados “escolherem” o quanto querem trabalhar. “Se quiserem, vão trabalhar mais. E,se não puderem trabalhar tanto, se precisarem de mais flexibilidade, isso também estará atendido por esta legislação”, argumentou Flávio, destacando que, a seu ver, a proposta beneficia principalmente as mulheres. “Vinte e três por cento delas não conseguem, não podem trabalhar por causa desta jornada endurecida, por não terem onde deixar seus filhos. Com esta mudança legislativa, a mulher que tem filhos vai poder trabalhar, por exemplo, quatro horas; deixar seu filho com alguém e voltar para casa para ficar com o filho. Portanto, vai ter oportunidade de trabalho”, disse Flávio, que se negou a responder a perguntas dos jornalistas. A sugestão do senador vai na contramão do entendimento do governo federal, que considera o fim da escala 6×1 prioritário por, entre outros motivos, promover a equidade entre homens e mulheres no mercado de trabalho e aliviar parte da sobrecarga assumida pelas mulheres, sujeitas à dupla jornada. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstram que as mulheres dedicam, em média, 21,3 horas semanais aos afazeres domésticos e cuidados de pessoas, enquanto os homens dedicam 11,7 horas. Quando consideradas somente as mulheres pretas e pardas, o trabalho doméstico não remunerado é 1,6 hora a mais por semana, se comparado ao de mulheres brancas. Para a secretária nacional de Articulação Nacional, Ações Temáticas e Participação Política do Ministério das Mulheres, Sandra Kennedy, o fim da jornada 6×1 pode impactar positivamente na divisão de tarefas em casa. “O cuidado tem que ser compartilhado entre homens e mulheres. Isso não é uma questão só cultural. É também de os homens terem mais tempo em casa para compartilharem o cuidado”, afirmou a secretária à Agência Brasil. FONTE: AGENCIA BRASIL