O grupo precisou quebrar o muro para retirar o bebê do local, após um dos vizinhos ouvir barulho semelhante a um miado vindo do muro. O menino ainda estava com o cordão umbilical quando foi retirado e apresentava quadro de hipotermia, além de ferimentos no corpo. Ele foi levado de helicóptero para o Hospital Edson Ramalho, em João Pessoa. Segundo as investigações da Polícia Civil, o bebê foi arremessado logo após o parto por uma adolescente de 17 anos que mora em uma das casas. Ela escondeu a gravidez por medo da família e confessou o fato após ser submetida a exames médicos. Os policiais encontraram vestígios de sangue no banheiro, em um dos quartos e no pátio da residência. A adolescente contou que sentiu dores durante a madrugada e teve o bebê sozinha, em um parto prematuro. Ela vive em estado de vulnerabilidade social e ficará aos cuidados da Justiça da Infância e da Juventude. Cinco italianos morreram após um acidente durante mergulho em cavernas submarinas nas Maldivas. As autoridades investigam se o grupo ultrapassou a profundidade prevista durante a exploração no atol de Vaavu | 07:40 – 20/05/2026
Os devedores com cobranças na Justiça precisam ter atenção redobrada. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) colocou em prática um projeto-piloto para reformular o Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud), sistema usado pela Justiça para localizar e bloquear dinheiro de devedores em processos judiciais. A principal mudança é a possibilidade de bloqueios ocorrerem no mesmo dia da decisão judicial, além do monitoramento contínuo das contas por até um ano. Até agora, as instituições financeiras levavam de um a dois dias úteis para cumprir as ordens. Com o novo sistema, que começou a funcionar na semana passada, o tempo de execução caiu para duas horas após a decisão judicial, com os tribunais enviando as ordens duas vezes por dia: às 13h e às 20h. Em fase de testes por 18 meses, o novo sistema vale para cinco bancos que assinaram acordo com o CNJ: Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Nubank e XP Investimentos. O CNJ pretende ampliar gradualmente a medida para todo o sistema financeiro. A nova versão do sistema amplia o poder de rastreamento do Judiciário sobre contas bancárias e aplicações financeiras. O CNJ afirma que o objetivo é tornar a recuperação de dívidas mais rápida e eficiente e impedir a movimentação para contas de terceiros após a expedição da ordem judicial. Para isso, o sistema passou a automatizar a comunicação entre tribunais e instituições financeiras, reduzindo o tempo de resposta dos bancos para poucas horas. Reação rápida Apesar da ampliação dos bloqueios, a legislação continua protegendo salários, aposentadorias, pensões e parte dos valores mantidos em poupança. Mesmo assim, especialistas alertam que o novo modelo exige reação rápida do devedor caso verbas protegidas sejam atingidas indevidamente. Em ações de cobrança, normalmente o bloqueio é determinado por liminar. Nesse caso, o devedor não recebe aviso prévio, prática autorizada pelo Código de Processo Civil. O objetivo é impedir a movimentação de valores para contas de terceiros, evitando que o devedor tenha tempo de retirar ou transferir os recursos antes do cumprimento da ordem judicial. Por causa disso, é comum que os devedores só tomem conhecimento do bloqueio ao tentar realizar operações cotidianas, como usar um cartão de crédito ou débito. Recomendações Após o bloqueio por liminar, o Código de Processo Civil determina a intimação do réu por um oficial de Justiça. A partir daí, o devedor tem até cinco dias para entrar com ação revisional e pedir o desbloqueio. No entanto, é necessário comprovar que o valor retido compromete a sobrevivência ou que a restrição atingiu valores protegidos pela legislação. Em tese, a mudança no Sisbajud pode ajudar o devedor porque ele percebe mais rápido o bloqueio. Por outro lado, a agilidade do novo modelo exige a procura mais rápida por um advogado. A recomendação é acompanhar processos judiciais regularmente, manter comprovantes de renda organizados e buscar orientação jurídica imediata em caso de bloqueio. Isso porque o monitoramento contínuo pode fazer com que salários e outros depósitos sejam retidos automaticamente assim que entrarem na conta. O que muda • Bloqueios poderão ocorrer no mesmo dia da decisão judicial; • Bancos terão até duas horas para iniciar a restrição de valores; • O monitoramento poderá durar até um ano; • Novos depósitos poderão ser bloqueados automaticamente; • O sistema terá duas janelas diárias de processamento: 13h e 20h; • Justiça e bancos passarão a trocar informações diretamente pelo sistema. Como funciona Antes, o bloqueio atingia apenas o saldo disponível na conta no momento da ordem judicial. Agora, o chamado “bloqueio permanente” mantém a ordem ativa por até um ano. Isso significa que salários, transferências ou outros depósitos futuros podem ser retidos automaticamente até que a dívida seja quitada. Bancos participantes Com duração de 18 meses, o projeto-piloto começou com cinco instituições financeiras: • Caixa Econômica Federal; • Banco do Brasil; • Itaú Unibanco; • Nubank; • XP Investimentos. Após os testes, a expectativa é que o modelo seja expandido para todo o sistema financeiro. O que fazer? Caso a conta seja bloqueada, a orientação é agir rapidamente: • Procurar um advogado imediatamente; • Verificar qual processo originou o bloqueio; • Identificar o valor retido; • Reunir documentos que comprovem a origem do dinheiro; • Pedir o desbloqueio de valores protegidos por lei. Documentos necessários Os principais documentos usados para pedir desbloqueio são: • Extratos bancários; • Holerites; • Extratos do INSS; • Comprovantes de aposentadoria; • Recibos de aluguel; • Gastos médicos e despesas essenciais. Valores protegidos A legislação brasileira protege parte da renda dos devedores. Em geral, não podem ser bloqueados: • Salários; • Aposentadorias; • Pensões; • Demais benefícios do INSS; • Valores de até 40 salários mínimos em poupança. Exceções previstas A proteção não é absoluta. A Justiça pode autorizar bloqueios em situações específicas: • Dívidas de pensão alimentícia; • Empréstimos consignados; • Ativos acima de 50 salários mínimos. Originalmente, a legislação permitia o bloqueio de salários apenas acima do limite de 50 salários mínimos. No entanto, em abril de 2023, o STJ admitiu a penhora parcial de salários abaixo desse limite, deste que não comprometa a subsistência da família. Cuidados preventivos Especialistas recomendam algumas medidas para reduzir riscos: • Acompanhar processos judiciais no CPF; • Tentar renegociar dívidas antes da execução; • Separar conta-salário da conta usada no dia a dia; • Guardar comprovantes de renda e movimentações; • Evitar transferências para terceiros após saber da cobrança judicial. Transferir dinheiro para outras pessoas para escapar de bloqueios pode ser interpretado pela Justiça como fraude à execução, o que pode agravar a situação do devedor. FONTE: AGENCIA BRASIL
Médicos alertam que pessoas com três ou mais episódios de dor de cabeça por mês, durante pelo menos três meses consecutivos, devem procurar avaliação especializada. Embora muitas cefaleias estejam ligadas a fatores comuns, como estresse, desidratação ou noites mal dormidas, elas também podem indicar doenças mais graves, como enxaqueca crônica, aneurisma ou outras condições neurológicas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os transtornos relacionados à dor de cabeça estão entre as condições neurológicas mais comuns do planeta e afetam diretamente a qualidade de vida de milhões de pessoas. A OMS estima que cerca de 40% da população mundial, o equivalente a 3,1 bilhões de pessoas, sofra regularmente com dores de cabeça. As cefaleias também estão entre as três principais condições neurológicas que atingem pessoas entre 5 e 80 anos. A enxaqueca, especificamente, é considerada a segunda maior causa de incapacidade no mundo e afeta aproximadamente 15% da população global. Mulheres são mais atingidas devido a fatores hormonais. No Brasil, mais de 30 milhões de pessoas convivem com enxaqueca crônica. “Pode se tratar de enxaqueca crônica, caracterizada por crises que ocorrem 15 dias ou mais por mês, frequentemente acompanhadas de náuseas e sensibilidade à luz e ao som. A dor de cabeça é um sintoma comum no dia a dia, mas, quando deixa de ser episódica e passa a ser constante, precisa ser investigada”, explica o neurocirurgião Orlando Maia. O especialista ressalta que a maioria dos casos tem origem benigna, como as dores tensionais. Ainda assim, há uma diferença importante entre dores habituais e sintomas que exigem investigação médica. “Podem ser condições neurológicas, infecções ou alterações estruturais que demandam avaliação especializada. Em muitos casos, a dor persistente é tratada apenas com analgésicos, ignorada ou incorporada à rotina, o que pode atrasar diagnósticos importantes”, alerta. Entre os principais sinais de alerta estão dores frequentes ou diárias, mudança no padrão habitual da dor, início súbito e intenso, sintomas visuais, alterações na fala ou na força muscular, além de episódios acompanhados de confusão mental, perda de consciência ou desequilíbrio. “Esses sinais não devem ser normalizados, pois indicam necessidade de investigação. A maioria das dores de cabeça não está relacionada ao AVC, por exemplo, mas o problema surge quando o sintoma foge do padrão habitual”, afirma o neurologista. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC), hábitos como má alimentação, jejum prolongado, excesso de gordura, consumo de álcool e, principalmente, estresse, podem contribuir para o desenvolvimento das dores. “A enxaqueca tem relação direta com sedentarismo, tabagismo, obesidade, alimentação inadequada, transtornos do humor, como ansiedade e depressão, além de alterações orofaciais. Por isso, o tratamento costuma ser multidisciplinar”, explica a entidade. A SBC também alerta para os riscos da automedicação, considerada um dos erros mais frequentes entre quem sofre de cefaleia. “Quando a frequência é baixa, com até dois episódios por mês, geralmente não há maiores problemas. Porém, quando as crises aumentam, o paciente passa a precisar de tratamento preventivo, e a automedicação pode piorar tanto a frequência quanto a intensidade dos sintomas”, destaca a sociedade médica. Segundo a entidade, cerca de 90% das pessoas que sofrem de cefaleia relatam prejuízos no trabalho, nos estudos, no lazer e até na vida sexual. Entre os tratamentos disponíveis estão medicamentos, fitoterápicos, acupuntura, toxina botulínica, bloqueios anestésicos e neuroestimuladores, mas especialistas reforçam que cada caso precisa de avaliação individualizada. A campanha “3 é Demais”, promovida pela Sociedade Brasileira de Cefaleia durante o Maio Bordô, reforça o alerta para que pessoas com três episódios mensais de dor de cabeça, por três meses consecutivos, busquem atendimento médico especializado. Cantora australiana contou que enfrentou um segundo câncer em 2021 e decidiu manter a doença em segredo. Kylie afirmou que venceu a batalha novamente e disse que a música foi fundamental durante o período difícil. | 08:15 – 20/05/2026
A formação permanente como ferramenta de fortalecimento da rede de proteção às mulheres em Mato Grosso do Sul ganhou mais um passo nesta semana com a abertura da primeira turma do curso “Protege MS: Fortalecimento dos Organismos de Políticas Públicas para Mulheres”. A iniciativa, iniciada na segunda-feira (18), integra as ações do Programa Estadual de Prevenção e Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, o Protege, coordenado pela Secretaria de Estado da Cidadania. Voltado para gestoras, coordenadoras e técnicas que atuam nas políticas públicas para mulheres nos municípios, além de profissionais dos Cram’s (Centro de Referência de Atendimento à Mulher), Ceamca (Centro Especializado de Atendimento à Mulher, à Criança e ao Adolescente em Situação de Violência) e Casa da Mulher Brasileira, o curso busca ampliar conhecimentos e fortalecer capacidades para atuação no enfrentamento à violência de gênero em todas as regiões do Estado.
Durante toda a semana, profissionais que trabalham a política da mulher na ponta terão capacitação e troca de experiências através de oficinas práticas. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)
Estruturada em cinco trilhas formativas, a capacitação abordará os conceitos de poder, desigualdade e violência de gênero até direitos humanos, operacionalização de redes de atendimento e construção de políticas públicas para mulheres. A proposta é promover uma compreensão integrada das estruturas históricas e sociais que sustentam as violências, além de qualificar profissionais para atuação humanizada e articulada na rede de proteção. Representando a Subsecretaria de Políticas Públicas para Mulheres, a técnica Cláudia Bernardes deu as boas-vindas às participantes e destacou o caráter coletivo e sonhado da formação. “Que vocês aproveitem, esse foi um curso sonhado por esta secretaria, então aproveitem ao máximo, suguem, tirem suas dúvidas, não saiam daqui com dúvidas. Façam deste momento algo especial para vocês”, afirmou. Cláudia também justificou a ausência da subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres, Manuela Nicodemos Bailosa, informando que ela cumpria agenda em Brasília, em reunião com gestoras estaduais.
Secretário de Estado da Cidadania, José Francisco Sarmento, dando boas-vindas às participantes. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)
Durante a abertura, o secretário de Estado da Cidadania, José Francisco Sarmento, ressaltou que a violência contra as mulheres é um problema estrutural e mundial, e destacou a importância da formação como instrumento de transformação social. “É uma alegria muito grande estar aqui por vários motivos. A situação da mulher no Brasil e no mundo é muito pesada. Há dois anos fui ao México dar aula e fiquei impressionado com a mobilização das universidades em torno da violência contra a mulher. Que bom que temos um governo sensível a essa questão e dedicado a minimizar esse problema estrutural, que não se resolve de uma hora para outra”, afirmou. O secretário também destacou a expectativa de que a formação fortaleça o trabalho desenvolvido nos municípios. “Tenho certeza de que vai ser um espaço de muita troca e aprendizado, para que vocês possam levar para os municípios o coração cheio e a mente cheia de ideias, tentando transformar esse absurdo que é a violência cometida contra as mulheres”, completou.
Turmas foram divididas em cinco grupos, e curso será durante toda a semana. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)
A aula inaugural foi conduzida por Cida Gonçalves, facilitadora do curso, especialista em gênero e violência contra a mulher e ex-ministra das Mulheres do Brasil. Ao apresentar a metodologia da formação, ela explicou que o objetivo é construir um espaço participativo e coletivo. “A ideia dessa formação não é ser um seminário de palestras. A proposta é ser uma oficina onde possamos construir juntas, porque todas nós temos saberes, experiências e trajetórias. Nosso papel é ajudar a refletir sobre questões que possam fortalecer essa caminhada”, explicou. Segundo Cida Gonçalves, a programação foi organizada para abordar diferentes dimensões das políticas públicas para mulheres ao longo dos próximos dias. “Hoje vamos trabalhar a concepção da violência contra as mulheres e violência de gênero. Amanhã vamos discutir o que são as políticas públicas e a política para as mulheres. E na quarta-feira vamos trabalhar elaboração de projetos e captação de recursos”, detalhou. Ao todo, serão realizadas cinco turmas ao longo da formação. A iniciativa integra o plano de metas do Protege, o Programa Estadual de Prevenção e Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, instituído pelo decreto de 10 de junho de 2025. O curso faz parte do conjunto de medidas anunciadas pelo Governo de Mato Grosso do Sul, quando foi apresentado um pacote de ações para fortalecimento da rede de enfrentamento à violência contra mulheres, crianças e adolescentes em todo o Estado. Paula Maciulevicius, da Comunicação da CidadaniaFoto de capa: Matheus Carvalho, da Cidadania Fonte: Secom Mato Grosso do Sul
A Caixa Econômica Federal paga nesta quarta-feira (20) a parcela de maio do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 3. O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 678,01. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 19,08 milhões de famílias, com gasto de R$ 12,9 bilhões. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos. No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco. Pagamento unificado Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes). Regra de proteção Cerca de 2,26 milhões de famílias estão na regra de proteção em maio. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até R$ 706. Em maio, 159.248 novas famílias aumentaram a renda e ingressaram na regra de proteção. Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos. FONTE: AGENCIA BRASIL
(UOL/) – Lara Gabriela e Maria Eduarda morreram no mesmo dia após se conhecerem durante o tratamento contra a leucemia em Rondônia. Duas amigas unidas pelo tratamento contra a leucemia morreram com cerca de uma hora de diferença. Lara Gabriela Noé Diniz Vlaxio, 17, e Maria Eduarda Ramos, a Duda, 19, enfrentavam a doença no Hospital do Amor, na cidade de Porto Velho, e criaram um laço em meio a exames, internações e sessões de quimioterapia. Lara sofreu seis paradas cardíacas na manhã de segunda-feira (11/5). A jovem estava intubada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) pediátrica e não resistiu às complicações da doença após tratar uma leucemia por vários anos. Ela estava internada desde o fim de abril. Mãe de Duda recebeu a notícia da morte cerebral da filha logo em seguida. Cerca de uma hora após o falecimento de Lara, a equipe médica chamou Berenice, mãe de Maria Eduarda, para comunicar que a jovem, internada na UTI adulta desde o mesmo domingo em que a amiga foi intubada -5 de maio-, também havia morrido. Lara começou a frequentar o hospital antes de Duda e, com o tempo, passou a evitar novas amizades. Ela havia perdido muitos colegas que fez durante o tratamento e tentou se proteger da dor criando distância dos outros pacientes. “Ela chegou a um ponto em que se bloqueou. Falou que não ia mais fazer amizade, não ia mais ter vínculo com ninguém, para não sofrer mais qualquer outra perda”, disse Guilherme Vlaxio, pai de Lara. Duda mudou esse cenário. Comunicativa e carinhosa, ela foi, nas palavras de Guilherme, “destravando” a barreira que Lara havia construído. A amizade cresceu no corredor do hospital e ultrapassou aquele ambiente. As famílias faziam encontros, churrascos e refeições juntas quando as meninas estavam bem e com imunidade estável. Lara completou 17 anos em 16 de abril. No dia seguinte, recebeu a notícia de que a leucemia havia voltado. Mesmo abalada, sua primeira preocupação foi com a amiga. Lara chorou por cerca de dois minutos após ouvir o resultado do mielograma -exame que analisa células da medula óssea-, que detectou o retorno do câncer. Em seguida, fez um pedido à médica. “Doutora, não quero que a Duda me veja assim, porque ela vai fazer um exame importante e ela não pode falhar nesse exame.” Duda também estava no hospital naquele mesmo dia, prestes a fazer um exame importante. O exame em questão era o eletroencefalograma. Para ser realizado, o paciente precisa estar calmo para que não haja qualquer alteração. E assim foi feito. A equipe médica respeitou o pedido e organizou a saída de Lara para que Duda não percebesse o que havia acontecido. Lara ainda pediu para comemorar o aniversário antes de reiniciar o tratamento -ela havia passado os três anos anteriores internada em datas comemorativas. A festa aconteceu no feriado, com pizza, bolo e amigos próximos. Em 22 de abril, retornou ao Hospital do Amor. Duda voltou ao hospital em 5 de maio, depois de passar mal em Cacoal, cidade onde morava com a mãe, Berenice. As duas foram internadas no mesmo período, em quartos próximos -o de Lara era o 7; o de Duda, o 15. Mesmo assim, não podiam se encontrar pessoalmente. Lara estava com a imunidade baixa, e Duda passava por exames. A equipe médica não autorizou o contato direto. Elas se falavam por videochamada. Choraram, conversaram e combinaram que, quando estivessem melhor, caminhariam juntas pelo corredor para “botar as histórias em dia”. A caminhada nunca aconteceu. Por ser maior de idade, Duda foi transferida para a UTI adulta, em outro prédio. Lara, por sua vez, para a UTI pediátrica. Elas não se falaram mais. No domingo, as duas foram intubadas. Na segunda-feira de manhã, Lara morreu após seis paradas cardíacas, segundo Guilherme. Cerca de uma hora depois, a mãe de Duda foi chamada pelo médico e recebeu a notícia da morte cerebral da filha. “Minha filha foi maravilhosa. Minha filha aguentou, minha filha lutou. Ela queria viver, e por isso eu só agradeço”, disse Guilherme, pai de Lara. QUEM ERAM LARA E DUDA Para a família, Lara era doce, forte e agregadora. Mesmo nos momentos mais difíceis, dizia que estava bem para não preocupar quem estava ao redor. “Ela carregava força, doçura e uma capacidade enorme de transmitir amor”, disseram os parentes. Duda, segundo a mãe Berenice, era alguém que “amava a vida e não perdia tempo reclamando”. Ela trabalhou desde os 12 anos para ajudar em casa e queria ser médica para continuar cuidando de outras pessoas. No velório, adolescentes e jovens descreveram Duda como amiga leal, sempre disposta a ajudar. “Ela era mais mãe do que filha”, disse Berenice. As duas compartilhavam planos para depois do tratamento. Elas queriam estudar medicina, viajar, conhecer outras culturas e construir uma vida longe da rotina dura do hospital. “Elas se amavam como irmãs e se protegiam”, afirmou Berenice. FAMÍLIA QUER TRANSFORMAR DOR EM CAUSA Raíza, tia e madrinha de Lara, acompanhou a amizade de perto e destaca o que as duas deixaram de ensinamento. “Lara e Duda mostraram que amizade vai além das circunstâncias, que o apoio verdadeiro pode transformar jornadas dolorosas em caminhos de esperança.” “Essa amizade ensinou sobre empatia, amor genuíno e a importância de estar presente”, disse Raíza Vlaxio. Família não quer que a história das duas seja “apenas uma notícia”. O pedido é que ela sirva de estímulo para quem ainda não tomou nenhuma atitude em relação à doação de sangue, medula ou órgãos. “Transformar essa dor em ajuda ao próximo é o verdadeiro sentido de compartilharmos sua história”, disseram os parentes. O QUE É A LEUCEMIA E COMO DOAR Leucemia é um câncer que afeta as células do sangue. Ela começa, em geral, na medula óssea, onde são produzidos glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas. Em crianças, adolescentes e jovens, um dos tipos mais frequentes é a leucemia linfoblástica aguda. O câncer pode evoluir rapidamente e exigir tratamento intenso, com quimioterapia, internações, transfusões e cuidados contra infecções. Entre os
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados adiou nesta terça-feira (19) a análise da admissibilidade proposta de emenda à Constituição (PECs) sobre redução da maioridade penal no Brasil de 18 para 16 anos. De acordo com o texto, jovens com 16 anos passariam a responder criminalmente por seus atos como adultos, tendo de cumprir pena em presídios. Atualmente, jovens que cometem infrações graves cumprem medidas socioeducativas pelo limite de três anos, estabelecidas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) A análise da proposta foi adiada por causa do início da Ordem do Dia do Plenário. Com isso, demais votações na Casa, como em comissões, devem ser interrompidas. A proposta (PEC 32/15) é de autoria do deputado Coronel Assis (PL-MT). Além da redução da maioridade penal, prevê que os jovens com 16 anos poderiam se casar, celebrar contratos, tirar carteira de habilitação e votar obrigatoriamente. O autor defende que 90% da população são a favor da redução da maioridade penal, conforme pesquisa recente. Parecer Antes de a sessão ser interrompida, o relator, deputado Coronel Assis (PL-MT), apresentou parecer favorável à proposta, porém defendeu que a emenda trate apenas da punição criminal, sem abordar os direitos civis. Segundo ele, para evitar “confusão jurídica”. Não há consenso sobre o tema dentro da comissão. A deputada Talíria Petrone (Psol-RJ) argumenta que apenas 8% dos atos cometidos por jovens são considerados graves e que esses jovens podem acabar sendo aliciados pelo crime organizado se ingressarem no sistema prisional. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que o país registra cerca de 12 mil adolescentes em unidades de internação ou em privação de liberdade – menos de 1% dos 28 milhões de jovens nessa faixa etária, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). * Com informações da Agência Câmara de Notícias FONTE: AGENCIA BRASIL
Zé Felipe movimentou as redes sociais nesta terça-feira (19) após comentar uma publicação de Virginia Fonseca em meio à repercussão do término da influenciadora com Vinicius Junior. O cantor deixou uma mensagem em tom de brincadeira e fez referência direta à frase utilizada pelo jogador ao anunciar o fim do relacionamento. Virginia postou uma foto durante viagem em Dubai, nos Emirados Árabes. Entre os comentários, Zé Felipe escreveu: “Bom dia fica bom kkk”. A mensagem repercutiu rapidamente entre os seguidores da influenciadora e passou a ser compartilhada em páginas de entretenimento. A frase faz referência ao texto publicado por Vini Jr. após o fim do namoro com Virginia. Na ocasião, o atacante agradeceu os momentos vividos ao lado da influenciadora e desejou felicidades à ex-companheira. Foto: Divulgação Comentário repercutiu nas redes A publicação de Zé Felipe chamou atenção principalmente pelo contexto envolvendo o término recente entre Virginia e o jogador do Real Madrid. Internautas passaram a comentar o tom da mensagem e relacionaram a fala ao pronunciamento feito por Vini Jr. nas redes sociais. Leia também: Daniel Vilela inaugura novo presídio de R$ 49 milhões em Formosa Ao anunciar o fim do relacionamento, o jogador escreveu: “Obrigado por tudo! Foi marcante cada momento e aprendizado ao seu lado! Tudo de melhor e sucesso na sua vida! Torcendo por sua felicidade… Fica bem!”. Por causa disso, muitos usuários interpretaram o comentário de Zé Felipe como uma indireta bem-humorada sobre o caso. Foto: Divulgação Término ganhou repercussão Virginia Fonseca confirmou o fim do namoro com Vini Jr. nos últimos dias por meio das redes sociais. O relacionamento durou cerca de seis meses e ganhou destaque constante nas páginas de entretenimento desde o anúncio oficial. Além disso, rumores envolvendo modelos brasileiras e um jantar em Madrid também aumentaram a repercussão sobre o término. Tanto a assessoria do jogador quanto representantes das modelos negaram qualquer irregularidade e classificaram a situação como um mal-entendido. Enquanto isso, novas publicações feitas por Virginia seguem gerando comentários e movimentando a internet. Foto: Divulgação Relação entre Virginia e Zé Felipe Zé Felipe e Virginia também tiveram um relacionamento amplamente acompanhado nas redes sociais. Os dois anunciaram a separação em 2025. Juntos, eles são pais de Maria Alice, Maria Flor e José Leonardo. Mesmo após o fim do casamento, os dois continuam mantendo contato por conta da criação dos filhos e frequentemente aparecem interagindo nas redes sociais. Por fim, o comentário do cantor acabou ampliando ainda mais a repercussão envolvendo Virginia e Vini Jr. nas plataformas digitais.
Virginia Fonseca voltou a ficar entre os assuntos mais comentados das redes sociais nesta terça-feira (19). A influenciadora foi alvo de críticas após publicar um vídeo em que aparece dando um selinho em um macaco durante uma viagem em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A postagem aconteceu poucos dias após o anúncio do fim do relacionamento com o jogador Vini Jr.. Na legenda da publicação, Virginia escreveu “Que pegada foi essa”, em tom de brincadeira. No entanto, o conteúdo gerou reações imediatas entre internautas. Muitos usuários passaram a acusar a influenciadora de provocar o ex-namorado e de estimular comentários racistas direcionados ao atacante da Seleção Brasileira. Foto: Divulgação Publicação gerou reação nas redes Após a divulgação do vídeo, usuários passaram a comentar o caso em diferentes plataformas. Parte das críticas apontou que a postagem teria sido feita de maneira indireta contra Vini Jr.. Outros internautas afirmaram que o conteúdo abriu espaço para manifestações ofensivas envolvendo o jogador. Leia também: Daniel Vilela inaugura novo presídio de R$ 49 milhões em Formosa Entre os comentários publicados nas redes, algumas pessoas afirmaram que Virginia teria feito a postagem “na maldade”. Outros usuários classificaram o conteúdo como “problemático”. Além disso, houve registros de comentários racistas direcionados ao atleta brasileiro durante a repercussão do caso. Até o momento, Virginia Fonseca não comentou publicamente as acusações feitas pelos internautas. Foto: Divulgação Término aumentou repercussão A polêmica ocorre poucos dias após Virginia anunciar o fim do relacionamento com Vini Jr.. O término foi confirmado pela influenciadora no último dia 15 de maio. Desde então, o assunto segue repercutindo nas redes sociais e em páginas de entretenimento. Além disso, rumores envolvendo supostas traições e a presença de modelos brasileiras em um jantar em Madrid também ganharam destaque nos últimos dias. Tanto a assessoria de Vini Jr. quanto representantes das modelos negaram irregularidades e classificaram a situação como um “mal-entendido”. Enquanto isso, a repercussão envolvendo o vídeo publicado em Dubai ampliou o debate nas redes sociais sobre limites de publicações envolvendo figuras públicas e possíveis interpretações feitas pelos seguidores. Foto: Divulgação Debate sobre racismo voltou à tona A situação também reacendeu discussões sobre ataques racistas sofridos por Vini Jr. nos últimos anos. O jogador do Real Madrid se tornou um dos principais nomes no combate ao racismo no futebol internacional e já denunciou episódios de discriminação em partidas realizadas na Espanha. Por fim, internautas voltaram a cobrar responsabilidade de influenciadores e figuras públicas diante do alcance das publicações feitas nas redes sociais. O episódio segue repercutindo na internet.
O governo federal lançou, nesta terça-feira (19), um kit com orientações sobre privacidade e segurança da informação. A intenção é ajudar na identificação de mensagens falsas, links suspeitos, tentativas de fraude e roubo de senhas. A série de materiais educativos inclui gibi, vídeos e sete novas publicações, entre normas, guias e políticas. Todo o material está disponível na página do Programa de Privacidade e Segurança da Informação (PPSI). A iniciativa é do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Segundo a pasta, a proposta é aproximar o tema da segurança da informação do dia a dia da população, especialmente de públicos que acessam serviços públicos pela internet, usam aplicativos de mensagem e podem ser alvo de golpes digitais. Revista em quadrinhos Um dos principais destaques da iniciativa é a revista em quadrinhos , primeiro gibi lançado pela Secretaria de Governo Digital (SGD) sobre o tema. O ministério deverá lançar ainda outros dez gibis voltados à educação digital. A publicação mostra como criminosos atuam para roubar dados de cidadãos por meio de mensagens falsas, links suspeitos e tentativas de fraude. Ao longo das páginas, os leitores também recebem orientações práticas sobre como identificar riscos e se proteger no ambiente digital. Além dos materiais voltados à população, o MGI também disponibilizou novas publicações destinadas a gestores e servidores públicos que atuam no Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação (Sisp). FONTE: AGENCIA BRASIL