Pantanal News

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Internacional

EUA endurecem pressão sobre Cuba e elevam tensão no Caribe

A relação entre Estados Unidos e Cuba atravessa um dos momentos mais delicados dos últimos anos após uma sequência de medidas adotadas pelo governo de Donald Trump contra Havana. Em meio à escalada, Washington anunciou acusações criminais contra o ex-presidente cubano Raúl Castro, ampliou sanções contra integrantes do governo da ilha e deslocou um grupo de ataque liderado pelo porta-aviões USS Nimitz para o Caribe. As ações alimentaram o temor de uma possível operação militar na região e provocaram reações de Rússia, China e do próprio governo cubano. A movimentação militar foi anunciada pelas Forças Armadas dos Estados Unidos na quarta-feira (20). O grupo enviado ao Caribe inclui o porta-aviões USS Nimitz, aeronaves de combate e ao menos um destróier equipado com mísseis guiados. Apesar da movimentação militar, Trump negou que a presença do grupo naval tenha o objetivo de intimidar Cuba. Ao ser questionado sobre a possibilidade da ação representar um aviso ao governo cubano, o republicano afirmou: “De forma alguma”. Trump ainda criticou a situação econômica da ilha. “Eles não têm eletricidade, não têm dinheiro, não têm praticamente nada, não têm comida. E nós vamos ajudá-los”, declarou. Presidente norte-americano, Donald Trump (Foto: Joyce N. Boghosian/ Casa Branca) A tensão aumentou após o Departamento de Justiça dos EUA anunciar acusações contra Raúl Castro pelo abatimento, em 1996, de duas aeronaves civis da organização Irmãos ao Resgate. Na época, o líder cubano ocupava o cargo de ministro da Defesa. Washington acusa Castro de conspiração para matar cidadãos norte-americanos, destruição de aeronaves e assassinato.   Leia mais: Trump afirma que os EUA estão “libertando Cuba” em meio a acusações Leia mais: Trump volta a criticar Havana: ‘É um regime que matou muita gente’ Leia mais: Cuba alerta para ‘banho de sangue” em caso de ação militar dos EUA Leia mais: ‘País falido’: EUA devem abrir diálogo com Cuba Leia mais: Trump faz nova ameaça e afirma que “Cuba é a próxima”   O caso alimentou especulações sobre uma possível ação militar semelhante à realizada recentemente contra a Venezuela, que levou à prisão do ex-presidente Nicolás Maduro em Nova York por acusações ligadas ao tráfico de drogas. Além das acusações, os EUA anunciaram sanções contra ministros da ilha, líderes militares, a Polícia Nacional Revolucionária, a diretoria de inteligência e o Ministério do Interior da ilha. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que Washington continua defendendo uma solução negociada, mas admitiu ceticismo. “Sendo honesto, a probabilidade de isso acontecer, considerando com quem estamos lidando agora, não é alta.” Havana afirma ter disposição para diálogo Mesmo sob pressão, Havana sinalizou disposição para dialogar. Em entrevista ao The New York Times, o embaixador cubano na ONU, Ernesto Soberón Guzmán, afirmou que Havana aceita discutir qualquer tema com os Estados Unidos, desde que haja reciprocidade. “Cuba está disposta a conversar sobre tudo com os Estados Unidos. Não há nenhum assunto tabu em nossas conversas”, afirmou. O diplomata, porém, acusou Washington de utilizar uma “retórica belicista” para justificar ações contra a ilha. Segundo ele, a Casa Branca não demonstra disposição real para negociações. Guzmán também comentou a oferta norte-americana de US$ 100 milhões em ajuda humanitária. Segundo Rubio, o país aceitou os recursos, embora o embaixador tenha classificado a iniciativa como contraditória diante das sanções econômicas impostas pelos EUA. Rússia e China condenam ações dos EUA em Cuba As medidas adotadas por Washington provocaram reações internacionais. O Kremlin criticou a pressão exercida pelos EUA sobre Havana. “Acreditamos que a pressão exercida sobre Cuba não pode ser tolerada”, declarou o porta-voz russo Dmitry Peskov. A China também saiu em defesa do governo sul-americano. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, criticou o uso de sanções, ameaças militares e “meios judiciais” contra Havana, afirmando que Pequim apoia a soberania cubana e rejeita interferências externas na ilha.

Saúde

Inca faz campanha para ampliar ajuda a pacientes vulneráveis

O INCAvoluntário, área de ações sociais do Instituto Nacional do Câncer (Inca), está convocando doadores para contribuir com o Programa Nutrir, que ajuda os pacientes em situação de vulnerabilidade social a manterem uma alimentação saudável. O Inca é referência nacional em tratamento oncológico e, apesar de suas quatro unidades ficarem no Rio de Janeiro, atende pacientes de diversas regiões do país, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Durante o período de internação no hospital, esses pacientes e seus acompanhantes recebem assistência integral. No entanto, ao retornarem para casa, muitos não conseguem manter uma alimentação adequada ou adquirir os alimentos especiais recomendados, explica a gerente-geral do INCAvoluntário, Fernanda Vieira. Por isso, o Programa Nutrir distribui para as famílias vulneráveis um cartão alimentação, que pode ser usado em mercados, hortifrutis e outros estabelecimentos do tipo, com um valor mensal de R$ 150, pago por até 15 meses. “O tratamento continua, o paciente continua vindo ao Inca para consultas, exames e acompanhamento, e uma alimentação adequada contribui para a melhora da qualidade de vida. Com o cartão, ele pode comprar alimentos frescos, como frutas, legumes e verduras que contribuem para a recuperação da saúde”, explica Fernanda. >> Siga o canal da Agência Brasil no Somente no primeiro trimestre desde ano, o projeto já beneficiou 1.758 pacientes adultos e 99 crianças. Em 2025, as recargas no cartão-alimentação somaram quase R$ 1,4 milhão, e cerca de 2 mil bolsas de alimentos foram entregues. Uma das beneficiadas é Rosana de Oliveira, mãe de Rafaela, de 14 anos, paciente do Inca há um ano e três meses. “Com o tratamento fica muito difícil trabalhar, por isso quero agradecer bastante a quem já contribui. Talvez essa pessoa nem tenha noção do bem que está fazendo. Recebemos lá pelo dia 20 e, como a gente já não tem mais quase dinheiro nessa época do mês, conseguimos repor itens de mais necessidade, como carne, frutas e legumes”, conta Rosana. Para aumentar o alcance este ano, foi lançada a campanha Alimente a Esperança, que está recebendo doações, via pix ou cartão de crédito, até o dia 28 de maio. As informações estão disponíveis no Instagram do INCAvoluntário. Apesar de o INCAvoluntário ser ligado ao hospital, as ações da área são realizadas por voluntários e totalmente custeadas por doações. Além de alimentos, o projeto também concede auxílio-transporte e distribui brinquedos e brindes em datas especiais, como Natal e Dia das Mães. Os voluntários também realizam atividades nos hospitais, como musicoterapia e palhaçaria. FONTE: AGENCIA BRASIL

Economia

Arrecadação federal bate recorde e supera R$ 278 bilhões em abril

Impulsionado pelo crescimento da economia e pela alta do petróleo, o governo federal arrecadou R$ 278,8 bilhões em impostos, contribuições e demais receitas em abril. É o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica, em 1995. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (21) pela Receita Federal e mostram crescimento real de 7,82% em relação a abril de 2025, descontada a inflação. No acumulado de janeiro a abril, a arrecadação chegou a R$ 1,05 trilhão, alta real de 5,41% na comparação com o mesmo período do ano passado. Também é o maior valor já registrado para um primeiro quadrimestre desde o início da série histórica. Principais números:    Arrecadação em abril: R$ 278,8 bilhões (7,82% acima da inflação);    Arrecadação no ano: R$ 1,05 trilhão (5,41% acima da inflação);    IRPJ e CSLL: R$ 64,8 bilhões (7,73%);    Receita previdenciária: R$ 62,7 bilhões (4,83%);    IR sobre rendimentos de capital: R$ 13,2 bilhões (25,45%);    Alta da arrecadação do petróleo e gás: R$ 11,4 bilhões (541% em abril). O que puxou Segundo a Receita Federal, o desempenho foi impulsionado principalmente pelo aumento da arrecadação previdenciária, relacionado ao aumento do trabalho formal. O crescimento também foi motivado pelo Programa de Integração Social (PIS) e pela Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), ligados ao consumo. Também contribuíram para a alta o Imposto de Renda sobre aplicações financeiras, reformulado no ano passado, e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), cujas alíquotas sobre operações cambiais aumentaram em 2025. Outro fator importante foi a reoneração gradual da folha de pagamentos de alguns setores e da contribuição patronal dos municípios, retomada desde janeiro de 2025. A arrecadação com Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) somou R$ 64,8 bilhões em abril, com crescimento real de 7,73%. De acordo com a Receita, houve aumento na tributação de empresas enquadradas em diferentes regimes, como estimativa mensal, lucro presumido e balanço trimestral. O avanço indica que as empresas tiveram maior lucro tributável e ampliaram o recolhimento de impostos federais. Previdência Social A receita previdenciária arrecadou R$ 62,7 bilhões em abril, crescimento real de 4,83%. O resultado foi influenciado pelo aumento da massa salarial do país, que cresceu 3,61% em março na comparação anual. Também houve expansão de 9,18% na arrecadação previdenciária ligada ao Simples Nacional. Na prática, mais empregos formais e salários maiores aumentam automaticamente a contribuição recolhida ao INSS. Investimentos O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital arrecadou R$ 13,2 bilhões, com crescimento real de 25,45%. A Receita atribui o resultado ao aumento da tributação sobre aplicações de renda fixa e ao salto na arrecadação com Juros sobre Capital Próprio (JCP), mecanismo usado por empresas para remunerar os acionistas. A cobrança sobre JCP cresceu 94,74% em relação ao mesmo mês do ano passado. Petróleo Um dos maiores destaques veio do setor de petróleo e gás natural. A arrecadação ligada aos tributos e aos royalties de exploração do setor disparou 541% em abril, alcançando R$ 11,4 bilhões. No acumulado do ano, a alta chega a 264%, com receitas de R$ 40,2 bilhões. O crescimento foi provocado principalmente pela forte valorização internacional do petróleo em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio e à guerra envolvendo o Irã. Com o barril mais caro, empresas do setor lucram mais, recolhendo mais impostos e royalties ao governo. FONTE: AGENCIA BRASIL

Economia

Novo Desenrola renegocia quase R$ 12 bilhões em dívidas

O Novo Desenrola renegociou cerca de R$ 12 bilhões em dívidas de famílias e contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) desde o lançamento, disse nesta quinta-feira (21) o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Segundo ele, as negociações beneficiaram mais de 1 milhão de pessoas. “O programa já alcançou mais de 1 milhão de CPFs e cerca de 1,1 milhão de operações”, afirmou durante coletiva para apresentar o balanço da iniciativa. >> Siga o canal da Agência Brasil no Dívidas quitadas De acordo com o Ministério da Fazenda, 449 mil dívidas foram quitadas à vista no eixo voltado às famílias. O valor original desses débitos somava R$ 1,06 bilhão, mas caiu para R$ 154,2 milhões após os descontos aplicados nas negociações. O abatimento médio ficou em aproximadamente 85%. Dívidas refinanciadas Neste grupo, o estoque original das dívidas era de cerca de R$ 9 bilhões. Após a renegociação, o valor caiu para R$ 1,36 bilhão, também com desconto médio próximo de 85%. Somando as operações quitadas e refinanciadas, o Desenrola Famílias já movimentou aproximadamente R$ 10 bilhões em dívidas renegociadas. Renegociação do Fies O governo também atualizou os números do Desenrola Fies, voltado a contratos em atraso do financiamento estudantil. Até 19 de maio, foram renegociados 34.087 contratos. As dívidas originais somavam R$ 2,04 bilhões e caíram para R$ 410,2 milhões após os acordos. Segundo a Fazenda, o desconto médio nessa modalidade ficou próximo de 80%. FGTS liberado O governo informou ainda que, a partir de 26 de maio, trabalhadores poderão usar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas no programa. Originalmente, o Ministério do Trabalho e Emprego tinha informado que as renegociações começariam dia 25. No entanto, a Fazenda informou que as consultas começam dia 25; e as renegociações, dia 26. Pelas regras anunciadas, será possível utilizar: até 20% do saldo disponível do FGTS; ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor. A estimativa da equipe econômica é liberar até R$ 8,2 bilhões para esse tipo de pagamento. O governo também anunciou a liberação de cerca de R$ 7 bilhões do saque-aniversário residual, que poderá ser usado no Desenrola. Empresas incluídas Além das famílias e estudantes, o programa tem modalidades voltadas para empresas. O Programa Nacional de Apoio a Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e o Procred passam a ter regras mais flexíveis, prazos mais longos e maior tolerância a atrasos. No Pronampe, destinado a micro e pequenas empresas, já foram realizadas mais de 31 mil operações, totalizando R$ 5,1 bilhões. Já o Procred, linha de crédito da Caixa Econômica Federal em parceria com o governo federal voltada a microempreendedores individuais (MEI) e microempresas, registrou 9.703 operações, movimentando R$ 396 milhões. Nova etapa Segundo Durigan, a equipe econômica trabalha agora em uma nova versão do programa voltada para consumidores adimplentes, ou seja, pessoas sem dívidas em atraso. “O Desenrola para adimplentes está sendo desenhado dentro do Ministério da Fazenda e muito em breve vamos trazer detalhes”, afirmou o ministro. Como funciona Lançado no início de maio, o Novo Desenrola foi dividido em quatro frentes: famílias; estudantes do Fies; empresas; produtores rurais. O programa permite renegociar dívidas como: cartão de crédito; cheque especial; crédito rotativo; crédito pessoal; contratos do Fies. Os juros máximos anunciados pelo governo chegam a 1,99% ao mês. Os descontos podem variar de 30% a 90%, dependendo do tipo da dívida e do prazo de pagamento. Restrição a bets Uma das regras do programa prevê que pessoas que aderirem ao Desenrola ficarão bloqueadas por um ano em plataformas de apostas online. “Não pode renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro apostando em bet”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao anunciar o programa. FONTE: AGENCIA BRASIL

Área para shows, praia: confira detalhes sobre a mansão que Marrone constrói em Goiânia
Famosos

Área para shows, praia: confira detalhes sobre a mansão que Marrone constrói em Goiânia

O cantor Marrone está construindo uma nova mansão de luxo em Goiânia e o projeto tem chamado atenção pelo tamanho e pelos detalhes voltados ao entretenimento. Segundo a arquiteta responsável pelo projeto, Patrícia Moreno, a casa tem 1.500 m² divididos em três pavimentos. A propriedade está sendo erguida em um condomínio de alto padrão na capital goiana, onde também vivem outros artistas do sertanejo, como o cantor Leonardo. Amigos de longa data, Leonardo e Marrone vão morar no mesmo condomínio. Mesmo não consumindo bebida alcoólica, Marrone atendeu a um pedido feito pelo vizinho: “Ah, você não bebe, mas eu bebo. Eu quero que você faça um bar para mim na sua casa”, relatou Patrícia sobre o pedido de Leonardo. O projeto aposta em espaços amplos para lazer, descanso e realização de eventos privados. A mansão de Marrone Entre os destaques da mansão está uma área externa inspirada em resorts de luxo. De acordo com a arquiteta responsável pelo projeto, a piscina terá formato de praia, com revestimento semelhante à areia. O imóvel também contará com sauna de vidro e uma área de fire place integrada para períodos mais frios. Com participação direta no projeto, Marrone pediu itens específicos na área de lazer que será construída na casa. Veja alguns deles: Campo de futebol; Piscina com estilo de resort de praia; Sauna; Hidromassagem Área de fireplace (espaço projetado com uma fogueira central). (Imagem: Patrícia Moreno) Leia mais: Pecuária de Goiânia recebe Rey Vaqueiro, Ícaro e Gilmar e Natanzinho nesta quinta Caminhada ou corrida: qual é melhor para emagrecer? Outro detalhe que chamou atenção é a criação de um espaço voltado para apresentações musicais e confraternizações, reforçando o perfil do cantor, conhecido por reunir amigos e artistas em encontros privados. Nas redes sociais, imagens do projeto já começaram a circular e repercutiram entre fãs do sertanejo e admiradores de arquitetura de luxo. O cantor, que forma uma das duplas mais tradicionais da música sertaneja ao lado de Bruno, mantém uma forte ligação com Goiás e costuma dividir momentos da rotina na capital goiana.

Economia

Consumo de café sobe 2,44% no primeiro quadrimestre deste ano

Com a desaceleração dos preços do café nos supermercados, o consumo da bebida voltou a crescer no Brasil. Nos primeiros quatro meses deste ano foi registrada uma alta de 2,44% no consumo de café na comparação com o mesmo período do ano passado, alcançando 4,9 milhões de sacas de 60 quilos.  Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), a recuperação no consumo teve início principalmente em março, quando o crescimento chegou a 10,25% em relação a março de 2025. Em abril, o consumo continuou em alta, mas em um ritmo um pouco menor, em torno de 3,66%.  “O ano de 2025 foi bastante resiliente com a cafeicultura em geral e culminou com queda no consumo. Começamos o ano de 2026 ainda não recuperando totalmente, mas em março começamos a mostrar um crescimento maior”, explicou o diretor executivo da Abic, Celírio Inácio. No ano passado, devido à alta nos preços, o consumo de café caiu 2,31% entre novembro de 2024 e outubro de 2025 na comparação com o período anterior. Depois de um pico de preços entre o final de 2024 e o início de 2025, o ano de 2026 começou com uma maior oferta da matéria-prima, o que fez os preços do produto baixarem. Das oito categorias que são monitoradas pela Abic, apenas três registraram alta nos preços ao consumidor: Cafés especiais (16,9%), Descafeinados (21%), Café solúvel (0,55%). Para este ano, o setor espera uma safra recorde de café no Brasil, disse o presidente da Abic, Pavel Cardoso. Se a previsão for confirmada, poderá haver uma nova queda nos preços para o consumidor.  “Em 2026 nós teremos uma safra maior do que a de 2025, com potenciais chances de ser maior do que em 2020, quando tivemos uma safra recorde. Havendo uma manutenção nessa expectativa de safra, a gente tende a ter um comportamento mais regular dessas plantações e, com isso, a indústria naturalmente deve transferir isso (essa queda nos preços) para o varejo”, explicou a jornalistas. Com essa possibilidade de uma boa safra e queda nos preços, Cardoso acredita que a consequência deverá ser um novo aumento no consumo do produto.  “Sendo regular esse comportamento e reduzindo-se a volatilidade, o entendimento é que a gente terá um comportamento de maior recuperação desse consumo ao longo do ano”. Safra Na manhã desta quinta-feira (21), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou que a produção de café deverá crescer 18% na safra deste ano frente ao volume colhido na temporada passada, alcançando 66,7 milhões de sacas.  Se isso se confirmar, esta será a maior produção já registrada na série histórica da Conab, superando em 5,74% a colheita registrada em 2020. FONTE: AGENCIA BRASIL

Política

Municípios inadimplentes poderão receber recursos federais

O Congresso Nacional derrubou, nesta quinta-feira (21), vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a quatro dispositivos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026. Um deles permite que municípios com até 65 mil habitantes inadimplentes com a União possam realizar convênios e receber recursos federais. Com a derrubada dos vetos, os dispositivos da lei passam a ser válidos e os textos seguem para promulgação. O trecho que entrará em vigor estabelece que esses municípios não dependem de adimplência fiscal para a emissão de nota de empenho, a realização das transferências de recursos e a assinatura de convênios, bem como a doação de bens, materiais e insumos. Na o presidente Lula argumentou que a obrigatoriedade de adimplência fiscal e financeira para a celebração de transferências voluntárias está estabelecida na (Lei Complementar nº 101/2000), a qual define normas de finanças públicas destinadas à responsabilidade na gestão fiscal, com amparo no Artigo 163 da Constituição Federal. Assim, não caberia à LDO, como lei ordinária de caráter temporário, afastar a aplicabilidade de lei complementar.>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Além disso, segundo o governo federal, todas as possíveis exceções à inadimplência, referentes a ações de educação, saúde, assistência social, emendas parlamentares individuais e de bancada, já estão contempladas na legislação. A mensagem de veto lembra ainda que a dispensa de adimplência para receber transferências voluntárias viola outro trecho da Constituição (Artigo 195, parágrafo 3º), que proíbe o Poder Público de beneficiar aqueles que devem à Seguridade Social. Com a decisão do Congresso Nacional, a expectativa é que pelo menos 3,1 mil municípios sejam beneficiados. Vetos derrubados Outros dois trechos da LDO que serão promulgados estabelecem que a União destine recursos orçamentários para a construção e a manutenção de rodovias estaduais e municipais, para integrar transportes e escoar a produção, e para a malha hidroviária brasileira, mesmo que não sejam de competência federal. Ao justificar o veto, a Presidência argumentou que isso amplia de forma significativa as exceções à competência da União, o que poderia descaracterizar a finalidade dos programas e ações orçamentárias, contrariando os princípios da especialização e da vinculação da despesa. Mas dispositivos semelhantes existem desde a LDO de 2008. Também foi derrubado o veto ao dispositivo que permite a doação de bens, valores ou benefícios pela administração pública em período eleitoral. Para o Executivo, o tema não está incluído entre as competências da Lei de Diretrizes Orçamentárias e a medida cria exceção à norma de direito eleitoral. O líder do governo no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) explicou que o Executivo concordou com a derrubada desses quatro vetos para atender os pequenos municípios. Por outro lado, ele declarou que o governo defendia a manutenção do defeso eleitoral na questão das doações, período em que a lei restringe ações do poder público para evitar uso da máquina pública nas eleições. Ao todo, a Presidência da República vetou 44 dispositivos da LDO de 2026. O Congresso Nacional ainda precisa analisar outros 40 vetos. *Com informações da Agência Senado   FONTE: AGENCIA BRASIL

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Internacional

Governo Trump convida Flávio Bolsonaro para encontro na Casa Branca

O senador Flávio Bolsonaro planeja viajar a Washington na próxima segunda-feira (25) para cumprir uma agenda que inclui uma possível reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação foi divulgada pela CNN Brasil, que afirmou que o convite partiu da Casa Branca e foi articulado pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. As negociações também contaram com a participação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão do pré-candidato. A viagem ocorre duas semanas depois da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos. A ida do petista foi considerada positiva tanto pelo Palácio do Planalto quanto pela Casa Branca. Após o encontro o republicano afirmou que a “reunião foi muito boa”, enquanto o presidente brasileiro declarou esperar avanços nas negociações comerciais. Ao comentar o encontro, o petista declarou que foi uma “história de amor à primeira vista”. Donald Trump e Lula durante encontro na Casa Branca (Foto: Ricardo Stuckert/PR) Leia mais: Mensagens de Flávio Bolsonaro para Vorcaro repercutem na imprensa internacional Leia mais: Lula saiu da reunião com Trump falando em “amor à primeira vista” Leia mais: “Imagina a gente dando calote”: áudio atribuído a Flávio Bolsonaro expõe preocupação com pagamentos de filme sobre Jair Bolsonaro   Ainda, além de buscar demonstrar influência internacional, o encontro entre o senador e o norte-americano serviria para consolidar Flávio como o principal nome ligado ao trumpismo no Brasil durante a campanha eleitoral. Segundo o portal Metrópoles, a reunião entre o parlamentar e Trump poderá ocorrer entre terça-feira (26) e quinta-feira (28). As tratativas para o encontro ocorrem após a divulgação, pelo Intercept Brasil, de um áudio em que Flávio Bolsonaro pede apoio financeiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. No material, o senador solicita recursos para financiar o filme “Dark Horse”, produção que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Economia

App 99 desenvolve tecnologia para monitorar motociclistas parceiros

Acelerações e frenagens bruscas, curvas acentuadas, mudanças de faixas abruptas e ultrapassagem de limites de velocidade estão entre os itens observados pela empresa 99 monitorar o comportamento de motociclistas parceiros.  Por meio de sensores, a empresa desenvolveu um sistema com algoritmo que capta todos esses movimentos irregulares e alerta os condutores. Ultrapassagem de sinal vermelho, andar na contramão e andar sobre a calçada são os próximos pontos de acompanhamento. Dados internos da empresa de tecnologia voltada à mobilidade urbana revelam que até 82% dos condutores conseguem corrigir comportamentos de risco após receber avisos preventivos de restrição no aplicativo. O levantamento é do Relatório de Direção e contempla os três primeiros meses de 2026. Em janeiro deste ano, o índice foi de 48% e, em fevereiro, a taxa de melhora foi de 14%, mas o volume de motociclistas notificados por comportamentos imprudentes foi o menor de todos: apenas 0,03% do total de condutores parceiros na cidade. Em nível nacional, o índice de correção de comportamentos também foi alto: em março, mais de 80% dos motociclistas alertados melhoraram sua condução no mesmo mês. Nos demais meses analisados, os índices foram de 31% em janeiro e 7% em fevereiro. >> Siga o canal da Agência Brasil no Restrições A gerente sênior de segurança da 99, Maria Luiza Marcolan, explica que a empresa exige nota mínima de 60% para o motorista continuar pilotando. “A gente manda uma mensagem para o motorista com nota menor que 60% para ter atenção. Se não melhorar seu comportamento em 15 dias, vai sofrer uma restrição. Nesse prazo de 15 dias, 30% já melhoram.” Segundo ela, com a primeira restrição, o motorista fica cinco dias fora da plataforma. Se acontece novamente no mês seguinte, dez dias. De novo, no outro mês, 30 dias. Se ocorrer mais uma vez, o motorista é bloqueado da plataforma. De acordo com Maria Luiza, das pessoas restritas uma primeira vez, 60% melhoraram a pilotagem. “O objetivo é a mudança de comportamento. A maioria fica na restrição de cinco dias.” A gerente explica que o Relatório de Direção ajuda o motociclista parceiro a entender seu comportamento e a fazer ajustes práticos no dia a dia, o que se reflete diretamente na redução de riscos. “Observamos redução de 35% nos acidentes registrados no primeiro trimestre deste ano – resultado três vezes maior do que a redução registrada no mesmo período de 2025, quando houve 11% de diminuição nesse índice.” Ela acrescenta que essa diferença de quase 24 pontos percentuais reforça o entendimento de que, quando se combina tecnologia e educação, é possível gerar impacto real na segurança viária. Investimento em formação  O presidente da Associação dos Motofretistas de Aplicativos e Autônomos do Brasil (AMA-BR), Edgar Francisco da Silva, defende que as empresas invistam em formação e profissionalização dos trabalhadores e que de fato monitorem e prestem assistência àqueles que são também vítimas no trânsito.  “Não deixa de ser interessante que as empresas saibam tanto sobre o que os trabalhadores fazem no trânsito e nunca saibam quando algum se acidenta. Sabe se muda de faixa, mas não sabe se está no hospital”, questiona.  Ele cita também a falta de formação oferecida aos profissionais: “Se elas (as empresas) têm o controle do comportamento, como podem usar essa medida sem assumir sua responsabilidade? A falta de formação, de profissionalização, é o que faz com que as pessoas façam o que fazem e por isso acontecem tantos acidentes. Por que as empresas não investem na formação e profissionalização prática?” Silva ressalta ainda que o monitoramento do trânsito não é papel da empresa, mas sim do Estado. Para ele, às empresas cabe garantir direitos trabalhistas e formação. Matéria ampliada às 12h45 do dia 22/5 para incluir posicionamento da Associação dos Motofretistas de Aplicativos e Autônomos do Brasil (AMA-BR). FONTE: AGENCIA BRASIL

Meio Ambiente

Estudo global vê contradição em política para carvão mineral no Brasil

Pela primeira vez, o Brasil eliminou todas as propostas de novas usinas termelétricas a carvão mineral. Ao mesmo tempo, ampliou contratos e incentivos para manter em funcionamento empreendimentos já existentes até, pelo menos, 2040. A contradição é apontada no relatório Boom and Bust 2026, da organização internacional Global Energy Monitor (GEM), que estuda a expansão do combustível fóssil pelo mundo. Segundo o relatório, a capacidade global de carvão cresceu 3,5% em 2025. O dado se refere ao volume total de energia que pode ser gerado pelas usinas. Por outro lado, a geração efetiva caiu 0,6%.  O resultado indica distanciamento entre a capacidade de produção e a quantidade do mineral efetivamente utilizado. A China concentrou novos projetos e reativações, somando 161,7 gigawatt (GW) no ano passado. Já a Índia registrou 27,9 GW em novas propostas. Por outro lado, o número de países com projetos para criar usinas caiu de 38 para 32 no último ano. Em todo o mundo, quase 70% das unidades a carvão programadas para desativação em 2025 não foram desativadas, o que inclui 69% de desativações programadas na União Europeia e 59% nos Estados Unidos. Com a saída de Brasil e Honduras da lista de novos empreendimentos, a América Latina ficou sem projetos inéditos de usinas a carvão mineral em desenvolvimento.>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Disputa em torno de usinas a carvão Em fevereiro de 2025, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) encerrou o licenciamento da usina Nova Seival, com potência de 726 megawatts (MW), nos municípios de Candiota e Hulha Negra, no Rio Grande do Sul. Em novembro, foi arquivado o processo da usina Ouro Negro, com potência prevista de 600 MW, em Pedras Altas (RS). Para Gregor Clark, gerente de projetos do Portal de Energia da América Latina do Global Energy Monitor, o futuro energético do país deveria ser pautado pelo abandono dos combustíveis fósseis. “Os impactos negativos do carvão mineral sobre o clima, a saúde e a economia são evidentes, e os custos são, em última análise, repassados aos consumidores brasileiros. Os abundantes recursos de energia renovável do Brasil oferecem um caminho muito mais seguro, acessível e sustentável”, diz Clark. Ainda assim, segundo o relatório, uma série de decisões recentes aponta para outra direção. Em 24 de novembro de 2025, um dia após o encerramento da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, a Câmara dos Deputados aprovou a Lei nº 15.269, que prorrogou até 2040 as compras obrigatórias de energia elétrica gerada por usinas a carvão. Ministro de Minas e Energia, no Leilão de Reserva de Capacidade, em março – Paulo Pinto/Agência Brasil Em janeiro de 2026, o governo federal contratou o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, em Santa Catarina, até 2040, com custo anual estimado em R$ 1,8 bilhão. Em março, o Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 (LRACP 2026) contratou 1,4 GW de capacidade de carvão importado para as usinas Itaqui, no Maranhão; e Pecém I e Pecém II, no Ceará. Em abril, o Ministério de Minas e Energia (MME) aprovou a renovação até 2040 do contrato da usina Candiota II, no Rio Grande do Sul, com custo anual estimado em R$ 859 milhões. A unidade enfrenta disputas judiciais e questionamentos ambientais. Segundo o relatório da GEM, a estimativa é de R$ 125 milhões em multas ambientais não pagas. O documento também cita decisão da Justiça Federal do Rio Grande do Sul, emitida em maio de 2026, que suspendeu a renovação da licença de operação de Candiota III em ação movida pelo Instituto Internacional Arayara. A decisão determinou que futuras autorizações dependam da análise dos impactos climáticos, das emissões de gases de efeito estufa e do passivo ambiental acumulado. O estudo afirma que a geração de energia a carvão no Brasil segue sustentada por contratos e subsídios embutidos nas tarifas de energia elétrica. Com a prorrogação aprovada em 2025, os custos acumulados podem superar R$ 100 bilhões até 2040. Para Juliano Bueno, diretor executivo do Instituto Arayara e fundador do Observatório do Carvão Mineral, é preciso considerar também os custos ampliados da escolha pelo combustível, que incluem danos à saúde pública e ao meio ambiente. “O Brasil está construindo um Mapa do Caminho rumo ao abismo climático com a inclusão do carvão mineral até 2055, conforme publicações do Plano Nacional de Transição Energética (Plante) do Ministério de Minas e Energia que está em processo de consulta pública”, diz Juliano. Transição energética Um estudo do Centre for Research on Energy and Clean Air (Crea) estima que o complexo carbonífero de Candiota possa causar até 1,3 mil mortes e gerar custos de saúde de R$ 11,7 bilhões até 2040. Os impactos atingiriam Argentina, Paraguai e Uruguai. O relatório também analisa a situação dos planos estaduais de transição energética justa e sustentável no Sul do país. O Paraná aparece como o único estado da região sem iniciativas concretas para áreas carboníferas, mesmo após o encerramento da Usina Termelétrica de Figueira, há três anos. No Rio Grande do Sul, uma consultoria foi contratada em março de 2024 para elaborar a estratégia estadual. O documento foi concluído em fevereiro deste ano, com estratégia de continuidade da mineração e da queima do carvão. Porém, até maio de 2026, o plano ainda não havia sido apresentado oficialmente. Santa Catarina realiza audiências públicas para discutir diretrizes do plano de transição com a comunidade e o setor produtivo. Posicionamento O Ministério de Minas e Energia tem defendido, reiteradamente, o uso do carvão mineral e de outros combustíveis fósseis (petróleo e gás natural) na matriz brasileira para garantir a segurança energética do país. Na realização do LRCAP 2026 em março deste ano, a contratação de potência de gás natural e carvão foi justificada como forma de trazer mais confiabilidade ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Isso porque permitiria “potência adicional para atender à demanda em momentos críticos do sistema elétrico brasileiro, ampliando a flexibilidade”. A Agência Brasil entrou em contato com o Ministério do Minas e Energia e mantém espaço aberto

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