Criminosos famosos que entraram na lista da Interpol: até Deolane Bezerra
A Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) fornece comunicações, inteligência e assistência com bancos de dados entre agências de s… leia mais no Brasil aqui.
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Pela primeira vez desde 2019, a área total de vegetação nativa desmatada no Brasil ficou abaixo de 1 milhão de hectares em um único ano. De acordo com o Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD2025), divulgado pelo MapBiomas nesta quarta-feira (27), foram desmatados 984.794 hectares no país em 2025, uma redução de 20,6% em relação a 2024. Todos os biomas do país tiveram redução da área desmatada. O Pantanal registrou a maior redução proporcional entre todos os biomas, com queda de 48,4% na área desmatada em relação a 2024, somando 12.260 hectares perdidos no ano. O Cerrado continua sendo o bioma com maior área desmatada, com 540.614 hectares em 2025. O MapBiomas alerta que, apesar da redução no desmatamento no ano passado, a área desmatada no Brasil chegou à média de 2.698 hectares por dia, cerca de 112 hectares por hora. “É como se 17 parques do Ibirapuera – o maior parque urbano da cidade de São Paulo – fossem desmatados todos os dias”, comparou a entidade, em nota. Nos últimos sete anos, série histórica do MapBiomas Alerta, o Brasil perdeu mais de 10,9 milhões de hectares de vegetação nativa, área superior à do estado de Pernambuco. Parque Nacional do Pantanal – Foto: Palê Zuppani/ICMbio Mais desmatados A Amazônia e o Cerrado foram os biomas mais desmatados em 2025. Juntos, os dois biomas responderam por mais de 84% de toda a área desmatada no país no ano. O Cerrado concentrou sozinho 54,9% do desmatamento do país, um total de 540.614 hectares, apesar da queda de 16,9% em relação a 2024. O bioma perdeu 1.482 hectares de vegetação nativa diariamente. Na Amazônia, foram desmatados 289.478 hectares em 2025, uma redução de 23,5% frente ao ano anterior. O desmatamento no bioma foi de 792 hectares por dia, o que equivale à perda de cerca de 5 árvores por segundo, segundo análise do MapBiomas. O levantamento mostrou que as formações savânicas lideram o tipo de vegetação nativa mais ameaçada. Pelo terceiro ano consecutivo, foram as mais afetadas pelo desmatamento no Brasil, respondendo por 51,4% da área total desmatada, seguidas das formações florestais, com 46,3%. Na Amazônia e Mata Atlântica predominou o desmatamento em formações florestais, enquanto nos biomas Cerrado, Caatinga e Pantanal, o predomínio foi de supressão das formações savânicas. Estados A região conhecida como Matopiba, que reúne os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia e Mato Grosso, concentra mais de 63% do desmatamento entre os estados. São as cinco unidades federativas com maior área desmatada em 2025. No acumulado de 2019 a 2025, o Pará é o estado com maior área desmatada, com mais de 2 milhões de hectares de vegetação nativa perdidos no período. No entanto, em 2025, o estado registrou queda de 40% em relação ao ano anterior. Entre os estados com maiores reduções absolutas, Maranhão, Pará e Tocantins registraram queda superior a 50 mil hectares de área desmatada. Sergipe e Alagoas reduziram mais de 60% em relação ao ano anterior. Ribeirinhos na Amazônia – Foto: ICMBio Expansão agropecuária O desmatamento associado à expansão da agropecuária responde por mais de 97% de toda a perda de vegetação nativa no Brasil nos últimos sete anos, apontou o MapBiomas. Esse vetor de pressão responde por 99% da vegetação nativa perdida no Brasil em 2025. Além disso, no último ano, 99% da área desmatada associada ao garimpo estava concentrada na Amazônia, com maior incidência no Pará. Já os desmatamentos relacionados a empreendimentos de energia renovável estiveram concentrados na Caatinga, que respondeu por 97% da área desmatada associada a esse vetor. Os desmatamentos associados à expansão urbana apresentaram aumento de 7% em relação a 2024 e concentraram-se principalmente no Cerrado e na Amazônia, que juntos responderam por mais de 60% da área de vegetação nativa perdida vinculadas às áreas urbanizadas. Municípios Mais da metade dos 5.572 municípios brasileiros (2.932) tiveram pelo menos um evento de desmatamento detectado e validado em 2025. O município de Canto do Buriti, no Piauí, lidera o ranking de maior área desmatada pela primeira vez na série histórica, com 20.877 hectares desmatados. Localizado no bioma da Caatinga, Canto do Buriti também apresentou o maior evento de desmatamento detectado em 2025, com 20.834 hectares desmatados. A média diária de desmatamento neste município foi de 57,2 hectares, o equivalente a cerca de 80 campos de futebol por dia. Os dez municípios com maior área desmatada responderam juntos por 15% do total do desmatamento validado no país, sendo que oito desses municípios estão localizados no Matopiba. Só essa região concentra 40% da perda de vegetação nativa do país e 70% do desmatamento registrado no Cerrado. Áreas de proteção As Unidades de Conservação (UCs) e Terras Indígenas são as áreas mais preservadas, segundo análise do MapBiomas. Ainda assim, dentro de UCs, foram desmatados 46.257 hectares em 2025, redução de 21,4% em relação ao ano anterior. Dentro das unidades de conservação, as UCs de Proteção Integral (federais, estaduais e municipais) – modalidade com maior grau de preservação – registraram queda de 55,8%, com 2.034 hectares desmatados. O Cerrado responde por 43,5% do desmatamento em UCs, sendo 97% desta área localizada em Áreas de Proteção Ambiental (APAs), que é uma das formas de uso sustentável – com objetivo de conciliar ocupação humana e sustentabilidade dos recursos naturais – localizada dentro de unidades de conservação. Crianças indígenas na aldeia Apyterewa – Foto: Bruno Peres/Agência Brasil A APA do Rio Preto, na Bahia, com grande parte de seu território no Cerrado, foi a UC com maior área desmatada (7.701 hectares) no Brasil em 2025, com aumento de 44% em relação a 2024. Em Terras Indígenas, a perda foi de 12.593 hectares, com redução de 22% em relação a 2024. A Terra Indígena Porquinhos dos Canela-Apãnjekra, no Maranhão, permanece pelo terceiro ano consecutivo no topo do ranking (com 4.089 ha desmatados), apesar de ter registrado queda de 34% na área desmatada. Em 2025, 30% das TIs do Brasil registraram ao menos um evento de desmatamento. Entre 2019 e 2025, a parcela de 1,7% (184.622 hectares) do total de terras desmatadas
SÃO PAULO, SP () – O cantor Israel, dupla sertaneja de Rodolffo, usou as redes sociais para explicar detalhes sobre como ele atropelou um cavalo na BR-153, em Goiânia (GO). O animal morreu na hora, mas o artista não se feriu. “Estou bem, passei um grande susto, foi um acidente bem sério. Não tive nenhum arranhão. Deus me livrou dessa”, contou ele pelos stories do Instagram. A Polícia Rodoviária foi chamada e agora investiga as causas do acidente. Conforme relato do sertanejo, ele seguia em direção à sua residência, dentro da velocidade permitida da rodovia, quando um veículo à sua frente mudou de faixa sem sinalização. Dessa forma, ele se deparou com um cavalo solto no meio da pista e acabou atingindo o animal. Rodolffo, que vinha logo atrás, ajudou a sinalizar a pista, já que a via seria mal iluminada. Israel conta que o animal foi arremessado para o outro lado da via, e que alguns carros na direção contrária também bateram. O acidente aconteceu por volta das 5h. “A Polícia Rodoviária chegou logo, fez os trâmites. Eu não bebi. Liguei para a polícia, para os Bombeiros para agilizar”, disse. O carro, que era alugado, ficou destruído e com a lataria cheia de sangue do animal. Leia Também: ‘Acordada com um fuzil’, diz Deolane em carta escrita da prisão em SP
SÃO PAULO, SP (UOL/) – A advogada e influenciadora Deolane Bezerra escreveu uma carta de dentro da penitenciária onde está detida e afirmou que está presa por perseguição. Ela foi detida na última semana por suspeita de envolvimento com o PCC. Deolane afirma na carta que é alvo de perseguições há cinco anos. “Mais uma vez a mãe está enjaulada por pura perseguição e por ser formadora de opinião”, escreveu a advogada. Fotografias da carta foram compartilhadas pela irmã dela, Dayanne Bezerra nas redes sociais, na tarde desta terça-feira (26). A influenciadora diz que foi acordada com um fuzil apontada para o rosto e nega ter ligações com o crime organizado. “Minha vida é pública, meu endereço é público. Nunca fui ouvida em mais de quatro anos, mas fui acordada com um fuzil apontado para o meu rosto na minha casa e presa sem ter a oportunidade de esclarecer os fatos”, disse. Ela afirmou que foi presa por estar advogando. “Fui advogada atuante em centenas de processos e nunca sequer estive presente na Penitenciária de Presidente Venceslau. Não sou e nunca fui bandida! Sou mãe, sou empresária, sou advogada. Uma nordestina que venceu na vida pelo próprio suor”, continua a carta. Deolane também negou que tenha 37 empresas em seu nome. “Uma mentira que pode ser facilmente comprovada em uma simples pesquisa na junta comercial, uma mentira que se tornou verdade de tantas vezes que foi repetida”. “Reitero a minha inocência e deixo claro que estou presa pela quantia de R$ 24.500 (valor de honorários que recebi na época como ADVOGADA). Valor depositado em minha conta em espécie, e não pela transportadora mencionada no inquérito. Não sou eu que estou afirmando isso, essa informação está no próprio inquérito. Peço para ser ouvida, assim como foi pedido no momento da prisão”, disse Deolane Bezerra, em carta. PRESA POR SUSPEITA DE ELO COM O PCC Deolane foi presa na última quinta-feira sob suspeita de integrar um esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. A investigação teve origem em bilhetes e manuscritos atribuídos à facção apreendidos há sete anos em um presídio de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. Segundo a polícia, os documentos continham ordens internas do grupo e referências a integrantes do alto escalão da organização criminosa. Tal menção levou a polícia a investigar transportadoras próximas à penitenciária. No inquérito, as autoridades identificaram Elidiane Saldanha Lopes Lemos, sócia da Lopes Lemos Transportes Ltda. Segundo a polícia, a apuração avançou a partir dessa transportadora e descobriu que a empresa não era apenas uma prestadora de serviços, mas uma “criação da própria facção”. Bilhetes não mencionaram o nome de Deolane diretamente. No entanto, eles foram o pontapé inicial que permitiu às autoridades chegarem até ela em fases posteriores. Deolane foi identificada como beneficiária de vultosos valores oriundos da transportadora. Segundo os autos, ela teria recebido valores da empresa, descrita pelas autoridades como criada para operar o “branqueamento de recursos ilícitos”. Para os investigadores, ela era um “caixa do crime organizado”. Segundo as apurações, o dinheiro do crime era depositado na conta dela para se misturar com outros valores e ser devolvido em momentos oportunos. Fontes da Polícia Civil afirmaram que Deolane “sentiu o baque” ao descobrir que os mandados tinham relação com uma transportadora. Uma das maiores evidências de que ela tinha conhecimento da ação criminosa para a polícia é a inexistência de qualquer contrato, mesmo com a grande movimentação financeira. Durante a audiência de custódia, a defesa pediu a libertação da influenciadora alegando que ela tem uma filha menor de 12 anos. Defesa também recorreu ao STF, mas o ministro Flávio Dino disse não ver “manifesta ilegalidade” na prisão e argumentou que não cabe reclamação ou habeas corpus de ofício dado que ainda há outras instâncias para o processo percorrer antes de chegar no STF. Defesa de Deolane afirma que ela é inocente e criticou a operação. Os advogados classificaram as medidas adotadas como “desproporcionais” e disseram que os fatos serão esclarecidos “em momento oportuno”. Leia Também: Nasce segundo filho de Lore Improta e Léo Santana
RIO DE JANEIRO, RJ () – A atriz Hannah Murray, 36, revelou ter vivido um surto psicótico após integrar uma seita voltada ao culto do bem-estar. Ela afirmou que a experiência a levou à internação em um hospital psiquiátrico e deixou marcas profundas em sua saúde mental. O relato foi feito em entrevista ao jornal britânico The Guardian para divulgar seu livro de memórias, “The Make Believe: A Memoir of Magic and Madness” (“O Faz de Conta: Memórias de Magia e Loucura”, em tradução livre). Conhecida por trabalhos nas séries “Skins” e “Game of Thrones”, Murray contou que entrou para o grupo aos 27 anos, depois de conhecer uma “curandeira energética” durante as filmagens de “Detroit em Rebelião”. Sem revelar o nome da organização ou de seus líderes, ela disse que jamais imaginou viver uma situação semelhante. “É fácil pensar: ‘Bom, isso nunca aconteceria comigo’, mas fazemos um desserviço a nós mesmos quando começamos a dizer isso, porque você simplesmente não sabe. Eu não fazia ideia de que passaria por qualquer uma das coisas descritas no livro”, afirmou. “Eu era bem instruída, vinha de uma família de classe média; tudo deveria estar bem.” A intérprete de Gilly de “Game Of Thrones” também refletiu sobre as escolhas feitas naquele período. “Eu pensava: ‘Sou inteligente. Faço boas escolhas.’ Bem, eu fiz escolhas terríveis. Mas é importante entender por que as pessoas fazem essas coisas, em vez de simplesmente dizer: ‘Ah, elas devem ser idiotas.’” Segundo Murray, o ambiente da seita tinha uma dinâmica de forte apelo emocional e sexual. “Minha experiência pessoal parecia altamente erotizada, sem que nada explicitamente físico acontecesse. Havia simplesmente uma tensão na energia da sala”, contou. “Acho que isso costuma acontecer nessas organizações espirituais hierárquicas.” Ela descreveu ainda o impacto causado pela presença do líder do grupo. “Achei interessante que fosse um espaço predominantemente feminino (…) e então esse homem entra e é incrivelmente confiante e magnético. A primeira coisa que ele diz é uma piada sobre sexo.” Murray afirmou que o homem usava um “colar simbólico” e carregava “um copo gigante da Starbucks” para todos os lugares. A atriz disse ter gasto milhares de dólares em busca de “sabedoria e exclusividade” oferecidas pelo grupo. O envolvimento terminou após um episódio psicótico severo, seguido de internação psiquiátrica e do diagnóstico de transtorno bipolar. Hoje, Murray afirma que ainda lida com consequências da experiência. “Até as coisas mais leves podem parecer bastante angustiantes. Não medito mais. Não entraria em uma loja de cristais. Não faço yoga, porque não sei exatamente o que pode surgir e acabar parecendo espiritual demais para o meu limite pessoal”, comentou a atriz. Leia Também: Israel, da dupla com Rodolffo, sofre acidente após cavalo invadir pista
() – A atriz Marjorie Estiano, 44, afirmou que nunca desejou ser mãe e relacionou essa decisão à convivência difícil que teve com a mãe, Marilene Dias. Em entrevista recente, ela contou que cresceu em um ambiente familiar marcado por conflitos. “Nunca pensei em ter filhos. Acho que talvez por ter esse ambiente mais bélico com a minha mãe, eu falei: ‘Não quero ter filhos, isso não é bom, isso não é legal’”, disse. Segundo a atriz, a relação entre as duas foi marcada por tensões durante muitos anos. Marjorie revelou que chegou a passar um período sem falar com a mãe e afirmou que só conseguiu revisitar essas experiências após iniciar terapia. “A análise é um processo de autorreflexão e autoconhecimento. Você precisa se conhecer para conseguir viver em sociedade, no seu lugar potente de comunicação e entendimento”, afirmou ao podcast “Isso Não é Uma Sessão de Análise”, apresentado por Vera Iaconelli. Mesmo após a reaproximação familiar, a atriz disse que manteve a decisão de não ter filhos. Protagonista da série “Ângela Diniz: Assassinada e Condenada”, da HBO Max, Marjorie contou que, durante muito tempo, adotou uma postura de rejeição em relação a vínculos afetivos mais profundos. “Acho que o caminho que fiz foi um pouco esse da rejeição. Inclusive, rejeitava o romantismo e tudo que fosse mais amoroso e afetivo nas minhas relações. Sou uma mulher prática, objetiva: não quero ter filhos, não quero ter descendentes”, declarou. Desde 2022, a atriz mantém um relacionamento com o médico-cirurgião Márcio Maranhão, consultor da série “Sob Pressão”. Marjorie também afirmou que, com o passar dos anos, percebeu que parte desse comportamento funcionava como um mecanismo de defesa emocional. “Depois fui entendendo que isso era uma defesa, porque queria e desejava muito esse lugar, mas não sabia muito como alcançar”, explicou. Ao refletir sobre relações familiares, a atriz comparou o núcleo familiar a uma “caixa de Pandora”. “O núcleo familiar tem muitos vícios de infância, projeções e coisas difíceis de atualizar. Existe uma ideia de amor incondicional, mas, para mim, é o núcleo mais hardcore que existe”, afirmou. Hannah Murray diz ter sido internada em hospital psiquiátrico após gastar milhares de dólares com grupo de culto ao bem-estar. ‘Eu pensava: Sou inteligente. Bem, eu fiz escolhas terríveis’, afirmou a atriz em livro de memórias | 21h48 – 26/05/2026
Nenhuma aposta acertou os seis números do concurso 3.011 da Mega-Sena, realizado na noite desta terça-feira (26), no Espaço da Sorte, em São Paulo. Com isso, o prêmio acumulou e chegará a R$ 6 milhões no próximo concurso, cujo sorteio será realizado na próxima quinta-feira, 28 de maio . As dezenas sorteadas foram as seguintes: 02 – 05 – 27 – 36 – 40 – 60 A quina teve 16 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 54.125,58. Já a quadra registrou 1.509 apostas vencedoras e cada acertador vai receber o prêmio de R$ 945,98. A aposta simples, com seis números marcados, custa R$ 6. FONTE: AGENCIA BRASIL
A Frente Parlamentar Mista para a Promoção da Saúde Mental apresentou, nesta terça (26), projeto de lei para tramitar, de forma simultânea, na Câmara dos Deputados (2478) e no Senado Federal (2470) a fim proibir anúncio, propaganda e patrocínio de Bets (apostas esportivas) no Brasil. A proposta conta com o apoio de 20 deputados federais e sete senadores. O projeto batizado de “Brasil Contra as Bets” reúne parlamentares de diferentes partidos e matrizes ideológicas. Um exemplo é que, na apresentação da proposta, a deputada Benedita da Silva (PT-RJ) esteve ao lado da senadora Damares Alves (Republicanos-DF). O presidente da Frente Parlamentar de Promoção de Saúde Mental, deputado Pedro Campos (PSB-PE), disse, à Agência Brasil, esperar que o projeto tramite ainda neste ano no Congresso Nacional com celeridade. “As pessoas estão sobrecarregadas, inclusive, com a publicidade das bets de maneira geral. Para além do problema do jogo e do adoecimento das pessoas, do endividamento das famílias, a própria publicidade excessiva é algo que tem incomodado a população”, afirmou. No entanto, o parlamentar ponderou que a proposta deve enfrentar a força do setor do Legislativo. “Mas nós já vimos, em outras oportunidades, que o plenário da Câmara representa a visão da sociedade brasileira”. Alto risco O projeto aponta a necessidade de medidas relacionadas ao fortalecimento do tratamento da ludopatia no Sistema Único de Saúde (SUS) e limitações para modalidades de apostas consideradas de alto risco de dependência. No evento, representantes do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) apontaram que os danos associados às apostas online podem gerar custos superiores a R$ 38 bilhões anuais no Brasil, incluindo as necessidades de tratamento de saúde mental, como a incidência de endividamento familiar, ansiedade, depressão e exposição de crianças e adolescentes à publicidade massiva das plataformas digitais. Pedro Campos destacou a estimativa de que 12 milhões de brasileiros já apresentam algum comportamento de risco no jogo. “Mais de um milhão de brasileiros já têm um diagnóstico de transtorno do jogo”, lamentou. Ele criticou ainda que até comentaristas de jogos de futebol oferecem dicas sobre como apostar nas partidas. “Isso é um absurdo sem tamanho”, disse. O Brasil tem atualmente 80 empresas que são regulares para a execução de jogos e apostas, mas estima-se que há também um mercado irregular. O deputado ainda recordou que o País celebra os 25 anos da reforma antimanicomial no Brasil. “Nós precisamos, de uma vez por todas, nos livrar desses manicômios digitais contemporâneo”. “Lobby poderoso” A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) acrescentou que o País nunca enfrentou um lobby tão bem financiado e estruturado. “A gente está tratando de algo que está adoecendo a população brasileira. Pouquíssimas vezes eu vi um lobby tão efetivo e unido de recursos”. A parlamentar alertou que devem haver denúncias de empresas de bet financiando campanhas eleitorais e programas partidários. No evento, a senadora Damares Alves disse que está otimista para aprovação do projeto, como ocorreu com o da licença paternidade neste ano. Ela disse que recebeu um relatório informando que 41% dos evangélicos estão jogando em apostas online. “E dos 41%, 35% contraíram dívidas”, alertou. Autoexclusão O Ministério da Saúde divulgou também, nesta terça, que mais de 574 mil pessoas já recorreram a uma plataforma de autoexclusão, criada pelo governo federal, no final do ano passado, que permite o bloqueio voluntário e simultâneo de todas as casas de apostas em uma única solicitação, ligada ao CPF da pessoa. “Do total de cadastrados, 207 mil usuários (41%) apontaram a perda de controle sobre o jogo e os impactos na saúde mental como principal motivo para a autoexclusão”, diz a nota do governo. Além do bloqueio simultâneo, a autoexclusão impede novos cadastros e suspende o envio de publicidade direcionada sobre o assunto. Durante o processo, os usuários podem definir por quanto tempo desejam permanecer fora das casas de apostas. FONTE: AGENCIA BRASIL
Coxim (MS): A Polícia Militar realizou o cumprimento de um mandado de prisão na tarde desta quinta-feira (21), em Rio Verde de MT/MS. A ação ocorreu durante a tarde, na Rua Antonio Raposo, após a equipe policial receber informações de que havia um mandado de prisão em aberto em desfavor de um homem de 38 anos. Diante das informações, os policiais militares se deslocaram até o endereço indicado, onde lograram êxito em localizar o autor. Contra ele foi confirmado o mandado de prisão. O autor foi preso e encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil para as providências cabíveis. Assessoria de Comunicação Social – 5º BPM
Uma disputa judicial relacionada a composições atribuídas à cantora Marília Mendonça ganhou um novo capítulo após decisão que alterou os efeitos financeiros do processo. O empresário Pedro Barbosa, que anteriormente havia obtido resultado favorável na ação, poderá ter de arcar com novos custos após recurso apresentado pela defesa ligada ao espólio da artista. O caso envolve a comercialização de músicas compostas por Marília ainda na adolescência e passou por diferentes etapas judiciais nos últimos anos. Segundo informações divulgadas pelo jornalista Matheus Baldi, o cenário foi modificado após análise de recurso apresentado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Foto: Divulgação Caso envolve negociação de composições feitas na adolescência De acordo com as informações relacionadas ao processo, a controvérsia teve origem na venda de seis composições atribuídas à cantora quando ela tinha 13 anos. Em 2017, Pedro Barbosa adquiriu os direitos exclusivos dessas músicas pelo valor de R$ 1 mil por composição. Leia também: Iza compartilha primeira foto ao lado do novo namorado João Vitor Silva Posteriormente, surgiu o questionamento judicial sobre duas dessas canções, que teriam sido negociadas novamente para o cantor Lucas Lucco sem autorização do empresário. A partir disso, foi iniciada a disputa sobre eventual reparação financeira relacionada aos direitos das obras. Foto: Divulgação Decisão inicial foi favorável ao empresário Em decisão proferida anteriormente, a Justiça reconheceu o direito de indenização ao empresário e determinou que o espólio da cantora realizasse o pagamento de R$ 10 mil por composição envolvida. Com a incidência de juros e atualização monetária, o valor total ultrapassaria R$ 185 mil. Entretanto, o empresário recorreu buscando ampliar o montante da condenação para aproximadamente R$ 1,8 milhão. Em resposta, a defesa vinculada ao espólio contestou o pedido e sustentou que o valor solicitado seria desproporcional em relação aos parâmetros definidos anteriormente. Foto: Divulgação Recurso altera efeitos financeiros do processo Segundo as informações divulgadas, a instância superior acolheu o recurso apresentado pela defesa. Com isso, houve definição para pagamento dos honorários advocatícios relacionados ao processo, fixados em aproximadamente R$ 500 mil. Dessa forma, o empresário poderá ter um custo adicional superior ao que havia sido projetado anteriormente durante o andamento da ação. O caso segue como um dos desdobramentos judiciais relacionados à administração patrimonial e aos direitos autorais vinculados ao legado artístico de Marília Mendonça.