Pantanal News

Polícia Militar captura foragido da justiça após ele fugir de blitz de trânsito em Corumbá
Polícia

Polícia Militar captura foragido da justiça após ele fugir de blitz de trânsito em Corumbá

A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, por meio de militares do 6º Batalhão de Polícia Militar, prendeu um homem de 26 anos que estava com um mandado de prisão em aberto. A ação ocorreu na tarde de sábado (23), por volta das 16h40, no município de Corumbá. A equipe de trânsito realizava um bloqueio policial e fiscalização no cruzamento da Rua 15 de Novembro com a Rua Duque de Caxias. Durante a operação, os policiais visualizaram uma motocicleta, ocupada por um condutor e uma passageira, cruzando a via em alta velocidade na tentativa de evitar a fiscalização. Diante da atitude, a guarnição iniciou um acompanhamento tático do veículo. O motociclista tentou despistar a viatura policial adentrando no estacionamento de um supermercado da região, mas acabou sendo interceptado pela equipe. Durante a averiguação, a equipe constatou que o jovem não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH), sendo lavrada a respectiva notificação de trânsito. Ao consultar os sistemas de segurança, os militares verificaram a existência de um mandado de prisão expedido pela Justiça em desfavor do condutor. O homem recebeu voz de prisão e foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil para a adoção das providências legais cabíveis. O documento judicial detalhava que o homem possui uma condenação pelo crime de tráfico de drogas.

Crystal
Esporte

Crystal Palace vence Rayo Vallecano e é campeão da Conference League pela primeira vez

Ó Palácio de Cristal conquistou, nesta quarta-feira (27), o primeiro título continental de sua história ao vencer o Rayo Vallecano por 1 a 0 na final da UEFA Conference League. A decisão foi disputada na Arena Leipzig, na Alemanha, e terminou com festa inglesa após uma campanha histórica da equipe londrina. O gol do título saiu logo aos cinco minutos do segundo tempo. Adam Wharton arrancou desde o campo de defesa sem sofrer marcação e finalizou forte da entrada da área. O goleiro Augusto Batalla deu rebote, e o atacante Jean-Philippe Mateta apareceu bem para completar de esquerda e balançar as redes. Leia mais: Médico da Seleção confirma lesão de Neymar após exames em Teresópolis Depois do gol, o Crystal Palace continuou pressionando e quase ampliou a vantagem. Batalla se recuperou ao salvar outra finalização de Mateta. Antes disso, Yéremy Pino cobrou falta da intermediária, a bola acertou as duas traves, e, na sobra, Mateta voltou a parar na trave após disputa dentro da área. A campanha do clube inglês foi marcada por ótimos resultados ao longo do torneio. O Crystal Palace eliminou o AEK Larnaca nas oitavas de final, passou pela Fiorentina nas quartas e superou o Shakhtar Donetsk na semifinal até chegar à decisão. Com a conquista inédita, o Crystal Palace entra para a história do futebol europeu ao levantar seu primeiro troféu internacional, coroando uma temporada histórica para o clube e para a torcida inglesa.

Economia

Desemprego chega a 5,8% no trimestre encerrado em abril, diz IBGE

A taxa de desemprego ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, o que representou alta de 0,4 ponto percentual (p.p.) na comparação com o período entre novembro de 2025 e janeiro de 2026. Em relação ao trimestre móvel de fevereiro a abril de 2025, quando atingiu 6,6%, houve recuo de 0,8 p.p. O patamar de 5,8% indica que 6,3 milhões de pessoas buscaram trabalho no trimestre e não conseguiram. O contingente representa mais 471 mil pessoas do que no trimestre terminado em março. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal/ abril 2026 (PNAD-Contínua), divulgada, nesta quinta-feira (28), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a PNAD Contínua, se comparada ao trimestre de novembro de 2025 e janeiro de 2026, a população desocupada, que é de 6,3 milhões no período encerrado em abril deste ano, avançou 8,0%. Naquele momento eram 5,9 milhões. No entanto, em relação a igual trimestre do ano anterior (7,1 milhões) indicou recuo de 11,3% (menos 809 mil pessoas). O nível da ocupação, que é o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, atingiu 58,4%, o que significa queda de 0,3 p.p. ante o trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026, quando ficou em 58,7%. “Houve estabilidade em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (fevereiro a abril de 2025)”, apontou o IBGE, no texto de divulgação dos dados. Com o nível de 13,8%, a taxa composta de subutilização apontou estabilidade na comparação com o trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026 (13,8%), no entanto teve recuo de 1,7 p.p. no ano. A população subutilizada chegou a 15,7 milhões e também mostrou estabilidade no trimestre (15,7 milhões) e redução de 11,1% ou menos 2 milhões de pessoas no ano. Ao ficar em R$ 3.732, o rendimento real habitual de todos os trabalhos permaneceu no patamar recorde. A taxa de informalidade ficou em 37,2% da população ocupada ou 38,1 milhões de trabalhadores informais, indicador pouco abaixo do trimestre encerrado em janeiro, quando atingiu 37,5% ou 38,5 milhões. Foi menor também que os 38% (ou 38,5 milhões) do trimestre de fevereiro a abril de 2025. Para a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, o aumento da desocupação nesse trimestre móvel é resultado essencialmente do comportamento sazonal de algumas atividades, entre elas, comércio e serviços pessoais que, após aquecimento no final de 2025, não retiveram a parcela de seus trabalhadores. “Embora registrando perda de ocupação na comparação trimestral, o mercado de trabalho segue com elevado nível da ocupação quando comparado com anos anteriores da série histórica”, completou em texto do IBGE para a divulgação dos dados. “Isso indica que mesmo diante do recuo sazonal, a geração de trabalho e renda se mantém sustentada”, completou.  FONTE: AGENCIA BRASIL

Drake passa Michael Jackson como artista solo masculino com mais músicas no topo
Famosos

Drake passa Michael Jackson como artista solo masculino com mais músicas no topo

Assim, o músico empata com Rihanna e Taylor Swift no ranking dos artistas com mais músicas no topo das paradas, com 14 no total. À frente deles estão apenas a cantora Mariah Carey e os Beatles, com 19 e 20 músicas, respectivamente. Drake está em alta após o lançamento de sua trilogia de discos -“Iceman”, “Maid of Honour” e “Habibti”- e também emplacou nove posições do top 10, com exceção de Ella Langley, que hoje ocupa a quinta posição com a música “Choosin’ Texas”. O rapper também se tornou o primeiro artista a acumular mais de 400 entradas na Hot 100. Antes do feito de Drake, o recorde pertencia aos Guns N’ Roses, que em 1991 estrearam na primeira e na segunda posição com “Use Your Illusion II” e “Use Your Illusion I”, e do rapper americano Nelly, que em 2004 alcançou o mesmo feito com “Suit” e “Sweat” | 10h15 – 25/05/2026

Anápolis
Esporte

Anápolis conquista título inédito da Copa Centro-Oeste e garante vaga na Copa do Brasil 2027

O Anápolis fez história na noite desta quarta-feira (27) ao conquistar, de forma inédita, a Copa Centro-Oeste. Mesmo sendo derrotado por 2 a 1 pelo Rio Branco-ES, no estádio Kleber Andrade, o Tricolor da Boa Vista garantiu o título graças à vitória por 3 a 0 no jogo de ida, no Jonas Duarte, fechando o placar agregado em 4 a 2. Com a conquista, o Galo assegurou vaga na Copa do Brasil de 2027, marcando sua quarta participação na competição e a segunda consecutiva. O clube também segue vivo na disputa da Copa Verde, onde enfrentará o vencedor de Paysandu e Amazonas na final da Copa Norte. Além do feito esportivo, o título também reforça o lado financeiro do clube. O Anápolis já garantiu pelo menos R$ 250 mil pela campanha, somando R$ 475 mil na competição. Caso conquiste a Copa Verde, poderá faturar mais R$ 400 mil; em caso de vice, o valor adicional será de R$ 250 mil, totalizando até R$ 875 mil em premiações. Leia mais: “Problema do quê?”: Neymar rebate questionamento sobre condição física na Seleção Dentro de campo, o Rio Branco começou melhor e abriu 2 a 0 ainda no primeiro tempo, com gols de Braga, de pênalti, e Murilo Henrique, em cobrança de falta. Na segunda etapa, o time capixaba pressionou em busca da virada no agregado, mas o Anápolis conseguiu segurar o resultado e administrar a vantagem. Nos minutos finais, mesmo com a pressão adversária e expulsões para os dois lados, o Galo aproveitou um contra-ataque nos acréscimos e marcou o gol decisivo com Mila, confirmando o título inédito e histórico para o clube goiano.

Polícia Militar de MS e MT realizam ações integradas durante a “Operação Divisas” em Sonora
Polícia

Polícia Militar de MS e MT realizam ações integradas durante a “Operação Divisas” em Sonora

SONORA (MS): A Polícia Militar de Sonora, iniciou uma série de ações integradas com a Polícia Militar de Mato Grosso dentro da “Operação Divisas”, com o objetivo de intensificar o policiamento preventivo e combater a criminalidade na região de fronteira entre os estados. Durante a operação, o comandante do Pelotão de Sonora, tenente Agnaldo Santos de Oliveira, representando o comandante do 5º BPM de Coxim/MS, tenente-coronel Adriano Rodrigues de Oliveira, recebeu oficialmente a equipe da Força Tática de Rondonópolis (MT), comandada pelo sargento Ramalho, representando o major PM Walter Melechco Carvalho Junior, comandante da Força Tática de Rondonópolis/MT. As ações têm como foco principal a preservação da ordem pública, reforçando a segurança por meio de patrulhamento ostensivo, abordagens e combate aos ilícitos na região de divisa entre Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Além do fortalecimento operacional, a “Operação Divisas” também busca ampliar a integração estratégica entre as instituições policiais dos dois estados, promovendo maior alinhamento entre as equipes e fortalecendo o cinturão de segurança nas regiões de fronteira. A atuação conjunta garante mais proteção, segurança e tranquilidade para a população dos dois estados. Assessoria de Comunicação Social – 5º BPM

Famosos

Anitta critica apostas online e diz já ter recusado campanhas de bets

FOLHAPRESS) – A cantora Anitta afirmou nesta quarta-feira (27) que se preocupa com o avanço do vício em apostas on-line no Brasil e revelou já ter recusado propostas milionárias para divulgar plataformas de apostas esportivas. Em vídeos publicados nas redes sociais, a artista explicou que decidiu não associar sua imagem ao setor após pesquisar os impactos das bets sobre a população. “Com esse tipo de vício, ninguém ao redor consegue perceber. A pessoa pode estar no celular como qualquer outra e, na verdade, estar alimentando um vício sem que ninguém note”, afirmou. Anitta também fez críticas a celebridades e influenciadores que aceitam campanhas publicitárias de casas de apostas. Sem citar nomes, ela disse compreender que algumas pessoas precisem financeiramente desse tipo de contrato, mas questionou artistas já milionários que continuam promovendo o setor. “Quando você já está rico, cheio de dinheiro, talvez não tenha necessidade de certas coisas”, declarou. Na sequência, a cantora pediu para que sua fala não fosse usada como motivo para ataques pessoais a outros famosos. “Não usem isso para tacar pedra em ninguém”, disse. Segundo Anitta, o crescimento das apostas virou um problema social que afeta diretamente a vida financeira da população. “Isso está acabando com a economia do país e com a vida das pessoas mais pobres, que veem aqueles influenciadores ganhando dinheiro. Muita gente está ficando sem dinheiro até para sair, ir ao cinema ou ao restaurante”, afirmou. A artista também defendeu regras mais rígidas para a publicidade de apostas, comparando o setor às antigas propagandas de cigarro. “Isso deveria ser papel do governo: proibir propaganda como aconteceu com o cigarro”, disse. Apesar das críticas ao poder público, Anitta afirmou que a sociedade e as figuras públicas também têm responsabilidade sobre o tema. “Cabe a nós ter consciência e pensar: isso pode até ser legalizado, mas será que faz bem para os outros?”, questionou. A cantora revelou ainda que já realizou um show patrocinado por uma empresa de apostas, mas recusou propostas para campanhas publicitárias usando sua imagem. “Me chamaram para fazer propaganda, mas fui estudar o assunto antes. Sempre procuro entender o impacto que isso pode causar na vida das pessoas”, afirmou. Por fim, Anitta defendeu que influenciadores e artistas tenham liberdade para rever posicionamentos antigos. “Está tudo bem mudar de ideia. O importante são as decisões que você toma agora”, concluiu. Vídeo em que ex-repórter da Globo aparecia em tom de desabafo fazia parte de ação promocional do Porta dos Fundos; Tino Marcos comandará programa sobre a Copa de 2026 ao lado de Marcelo Adnet e Rafael Saraiva | 04:15 – 28/05/2026

Saúde

Mortalidade materna: Brasil ainda perde centenas de mulheres por ano

O Brasil ainda perde centenas de mulheres por ano durante a gestação ou em um período de 42 dias após o fim da gravidez.  A razão de mortalidade materna no país é de 56,4 a cada 100 mil nascidos vivos, segundo os últimos dados disponíveis, de 2024. Isso significa que, apenas neste ano, foram registrados 1.347 óbitos. A meta do país é chegar a 30 mortes a cada 100 mil nascidos vivos até 2030.  Os dados são do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM-Datasus), consultados no Observatório da Saúde Pública. A maioria dessas mortes, nove em cada dez, é evitável, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas)  O dia 28 de maio é o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, data que tem como objetivo reforçar a importância de ações sobre a saúde das mulheres em sua integralidade e de reforçar os direitos da gestante e puérpera.    A chefe da Unidade da Saúde da Mulher da Maternidade-Escola UFRJ, Maria Isabel Peixoto, destaca importância do pré-natal bem feito – Foto Tomaz Silva/Agência Brasil “A gente sabe que com um pré-natal bem feito, de qualidade, de preferência o mais precoce possível para pegar todas as variáveis, conseguimos, na grande maioria das vezes, entregar uma paciente pronta para um parto monitorizado num local com boa assistência e com um desfecho favorável”, diz.   A unidade é referência no atendimento principalmente de casos de alto risco. “Aqui na maternidade a gente consegue fazer um trabalho de boa qualidade para perpetuar o conhecimento e dar boa assistência aos pacientes”, reforça. As quatro principais causas de morte materna no Brasil, entre as obstétricas diretas, são as síndromes hipertensivas, hemorragias, infecções puerperais e complicações do aborto. As causas obstétricas diretas são responsáveis por 66% das mortes maternas no país.  A técnica de enfermagem Fernanda Lopes de Almeida, 41 anos, é uma das pacientes da maternidade. Grávida de 18 semanas, ela é acompanhada por causa de um quadro de hipertensão e pelo histórico de diabetes gestacional em gravidez anterior.  Fernanda Lopes de Almeida é acompanhada na Maternidade-Escola UFRJ – Foto Tomaz Silva/Agência Brasil Na maternidade, foi orientada a mudar os hábitos de alimentação, fez exames e faz acompanhamento constante. “Sou muito bem atendida, me sinto segura”, diz. “Foi difícil essa adaptação (da alimentação) e até a conscientização. Agora, acho que estou curtindo bem melhor a gestação, uma fase mais tranquila”. Equipe múltipla Além dos médicos, uma equipe de diferentes profissionais é importante para garantir o atendimento adequado às mulheres, defende o enfermeiro obstétrico Renné Costa, membro do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).  “A gente precisa acreditar muito na multidisciplinaridade das profissões. Cada uma no seu quadrado, cada uma fazendo o seu papel, mas todo mundo centrado nos objetivos que, nesse caso , são a mãe e o bebê”. Renné Costa diz que tem assistido e participado de muitas experiências positivas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).  Como enfermeiro obstétrico, Renné Costa já fez mais de 5 mil partos desde 2009, a maioria no Hospital Municipal de Viçosa, em Alagoas. Com pouco mais de 26 mil habitantes, Viçosa é referência nessa área para mais nove municípios alagoanos. Para Renné Costa, formação de enfermeiros contribui para redução da mortandade materna – Foto Renné Costa/Arquivo Pessoal Quando ele chegou ao Hospital Municipal de Viçosa, eram realizados no local entre 80 e 90 partos por ano. “Depois do meu trabalho lá, a gente passou a fazer 600 partos por ano”. O enfermeiro atribui essa expansão à autonomia dada à enfermagem, ao enfermeiro obstétrico, que pode assistir ao parto de baixo risco amparado pela Lei 7.498 de 1986, a lei do exercício profissional da enfermagem. Ele defendeu que experiências como essa deveriam ser multiplicadas pelo Brasil. Nos mais de 5 mil partos que realizou, Renné Costa não perdeu nenhuma criança e nenhuma mulher. Acompanhamento após o parto  A médica Inessa Bonomi lembra que a fase pós-parto, chamada puerpério, é muito importante na questão da mortalidade materna – Foto PlayP/Divulgação A ginecologista e obstetra Inessa Beraldo de Andrade Bonomi, vice-presidente da Comissão Nacional Especializada em Gestação de Alto Risco da Federação Brasileira das Associaçaões de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), ressalta que o acompanhamento após o parto é também chave para a redução da mortalidade materna.  “A mulher vai para casa e, muitas vezes, ela acaba sendo menos olhada pelos serviços da rede de saúde e também pela família”, diz.  O olhar um pouco menos atento para essa mãe pode fazer com que sinais de risco sejam percebidos tardiamente. Essas complicações que surgem no período do puerpério muitas vezes se agravam, se complicam. A ginecologista e obstetra assegura que os sinais de alerta no pós-parto, no puerpério, não podem ser naturalizados. Entre esses sinais estão sangramento vaginal além do habitual, febre, falta de ar, dor no peito, dor de cabeça intensa e que não passa com o uso de analgésico, alteração visual (escotomas ou pontinhos de luz que a paciente passa a enxergar), pressão que permanece alta e se mantém com picos hipertensivos. A recomendação da especialista é que essas pacientes voltem mais precocemente para a consulta puerperal. Nos primeiros sete dias e, no máximo, dez, elas devem retornar ao centro de saúde ou ao consultório do ginecologista e obstetra para que sejam avaliadas e se consiga fazer um acompanhamento das condições clínicas pré-existentes que elas têm. A Febrasgo ressalta que um ponto que não pode ficar fora do acompanhamento puerperal é a saúde mental. O sofrimento psíquico no pós-parto pode se manifestar de várias formas: com tristeza intensa, ansiedade, insônia, medo de cuidar do bebê, sensação de incapacidade, exaustão extrema e dificuldade de vínculo com o recém-nascido. Em casos mais graves, podem surgir ideias de autoagressão, risco de violência contra si mesma ou contra o bebê e sintomas psicóticos, situações que exigem atenção imediata. Segundo Inessa Bonomi, olhar para a saúde mental é essencial para prevenir desfechos graves no puerpério. Rede Alyne  No âmbito federal, em 2024, o governo federal lançou programa para reduzir a mortalidade materna em 25% até 2027. Em relação a mulheres pretas, a intenção é reduzir a mortalidade em 50% no mesmo período. Chamado de Rede Alyne, a iniciativa é uma

Cólicas menstruais fazem 4 em cada 10 meninas faltarem às aulas no Brasil, diz estudo
Brasil

Cólicas menstruais fazem 4 em cada 10 meninas faltarem às aulas no Brasil, diz estudo

“Esse ano em específico, fiquei com muito medo de repetir por falta”, relata a adolescente, que estima já ter perdido ao menos 12 dias de aula desde o início do ano letivo. A realidade enfrentada por Ana Beatriz se repete em milhões de lares brasileiros. Um levantamento divulgado nesta quarta-feira (27) pelos institutos Alana e Equidade.info aponta que quatro em cada dez meninas brasileiras que menstruam faltam à escola pelo menos uma vez por mês por causa de sintomas menstruais. Segundo a pesquisa, cerca de 3,6 milhões de estudantes convivem com esse problema no país. O estudo também mostra que seis em cada dez meninas sofrem com cólicas fortes ou moderadas, capazes de atrapalhar atividades diárias e exigir uso de medicamentos. A frequência das faltas aumenta conforme a intensidade das dores. Entre as meninas que deixam de ir à escola, 20,5% perdem um dia por mês, enquanto 16% ficam afastadas entre dois e cinco dias mensais. O levantamento foi divulgado na semana do Dia Internacional da Dignidade Menstrual, celebrado em 28 de maio, e ouviu 2.551 estudantes, além de professores e gestores das redes pública e privada em todo o país. Para Sofia Reinach, líder da iniciativa de endometriose, dor pélvica e saúde menstrual do Instituto Alana, o problema ainda é invisibilizado. “Muitas meninas e mulheres estão sofrendo com dor e tendo suas vidas afetadas por isso, mas hoje ainda há uma baixíssima visibilidade desse problema”, afirma. O estudo também mostra que o tema continua cercado de tabu nas escolas. Ana Beatriz afirma que assuntos relacionados à saúde menstrual quase não foram abordados em sala de aula e que, quando surgiram, acabaram tratados como piada entre colegas. A percepção sobre o impacto da menstruação também varia entre meninos e meninas. Enquanto 41,2% das alunas acreditam que o período menstrual atrapalha os estudos e atividades esportivas, apenas 23,7% dos meninos enxergam esse impacto. Os pesquisadores alertam ainda para desigualdades raciais no acesso ao diagnóstico e no impacto das dores menstruais. Meninas negras faltam mais às aulas por questões menstruais do que meninas brancas, apesar de relatarem menos episódios de dores intensas. A pesquisa também identificou reflexos no ambiente de trabalho. Uma em cada dez professoras afirmou ter faltado ao trabalho no último ano por motivos menstruais. Entre gestoras escolares, o índice sobe para 16,2%. Pesquisa aponta que cânceres ligados ao HPV causam cerca de 7,5 mil mortes e 29 mil internações por ano no Brasil. Estudo alerta para baixa cobertura vacinal, avanço de casos entre homens e aumento de diagnósticos de câncer de colo do útero em mulheres mais jovens Agência Brasil | 05:15 – 28/05/2026

Saúde

Risco cardíaco dobra para pacientes com doença de Chagas após cirurgia

Portadores de doença de Chagas que apresentam arritmias graves têm mais risco de mortalidade do que outros grupos com doenças do coração. A informação é uma das conclusões de estudo conduzido por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP. O estudo, que revisou dados de atendimento a pacientes com doença de Chagas que precisaram passar por cirurgias cardíacas no Hospital das Clínicas, em São Paulo, encontrou um padrão preocupante: o risco de morte após as cirurgias é muito maior, cerca de 2,4 vezes, para esse público do que para portadores de outras doenças cardíacas em pós-operatório. Entre esse grupo a mortalidade geral, após a cirurgia, é de 36%. “O estudo reflete que é necessário melhorar o cuidado em saúde do paciente com doença de Chagas de uma forma geral, considerando que a grande maioria dessa população é atendida no Sistema Único de Saúde (SUS)”, destaca Rodrigo Melo Kulchetscki, um dos autores do estudo e doutorando em cardiologia pela Faculdade de Medicina da USP. A equipe destacou que o acompanhamento rigoroso da insuficiência cardíaca e de outras comorbidades após a alta hospitalar tem grande importância. Isso indica, para os pesquisadores, que há necessidade de se pensar em procedimentos específicos de acompanhamento para esse grupo. O que aumenta esse risco, porém, não são as próprias arritmias. Ele até pode acontecer, mas sua incidência não é maior do que aquela que aparece para outras doenças cardíacas. A doença de Chagas é uma condição crônica causada por infecção pelo protozoário Trypanosoma cruzi, principalmente pelo contato com fluídos ou fezes do inseto barbeiro, que se alimenta do sangue de mamíferos, inclusive humanos, e é o reservatório natural do parasita. A infecção sobrecarrega órgãos internos, principalmente o coração e os intestinos, e pode causar lesões neles. Com as lesões, o coração tem risco de funcionar mal, as arritmias graves, que podem ser fatais. A condição pode ser revertida com cirurgias que “queimam” as lesões. Esse processo é a chamada ablação por cateter e também é um procedimento usado para outras doenças cardíacas que levam a lesões no órgão. Segundo o estudo, as operações para os pacientes com Chagas exigem normalmente o acesso à camada externa do coração, que é mais difícil. Isso se dá em quase 80% dos casos. Numa comparação, portadores de cardiopatia isquêmica, outra doença relevante, precisam desse tipo de intervenção em 15% dos casos. Como a intervenção é mais difícil, aumentam consideravelmente os riscos de complicações durante a operação e de instabilidade clínica, e por isso a mortalidade aumenta. Os detalhes do estudo, que acompanhou 378 procedimentos cirúrgicos em 288 pacientes, ocorridos no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) entre 2011 e 2020, foram publicados na revista The Lancet Regional Health – Americas. Os pesquisadores destacaram ainda que o estudo tem limites relacionados à própria estrutura do hospital: não foi possível realizar um número de acompanhamentos capaz de garantir fidelidade estatística em associações modestas, ou seja, não “enxerga”  situações específicas para esses pacientes; alguns exames, como o mapeamento eletroanatômico, não foram realizados em todos os pacientes, por restrições orçamentárias; não houve  acompanhamento da rotina de medicamentos dos pacientes ao longo da pesquisa, que durou cerca de oito anos para cada paciente. O protocolo de acompanhamento após as cirurgias também variou entre os casos, por fatores além do clínico. “A retenção no período pós-alta foi alta em todos os grupos; no entanto, a duração do acompanhamento variou, o que reduz a precisão em momentos posteriores e pode subestimar a detecção de eventos tardios, principalmente entre pacientes de regiões remotas que enfrentam barreiras socioeconômicas e logísticas para o cuidado a longo prazo”, pondera o estudo, em tradução livre. Doença de Chagas ainda atinge milhões Atualmente, a estimativa é de que 7 milhões de pessoas tenham a doença de Chagas e de que outras 100 milhões residam em áreas de risco. Há de 30 a 40 mil novos casos por ano e menos de 10% dos infectados foram diagnosticados, normalmente aqueles que têm as versões mais agressivas do mal, presente em 21 países da América Latina e, de forma pontual, na América do Norte, Europa, Japão e Austrália. FONTE: AGENCIA BRASIL

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