O italiano Fábio Di Giannantonio dominou os treinos livres desta sexta-feira (29) no GP da Itália de MotoGPdisputado no tradicional circuito de Mugello. Correndo em casa, o piloto da VR46 terminou o segundo treino livre na liderança com o tempo de 1min44s808. O destaque brasileiro do dia foi Diogo Moreira. Pela primeira vez na temporada, o piloto terminou entre os dez primeiros colocados da atividade principal e avançou direto ao Q2, fase que define as primeiras posições do grid de largada. Tempo de Di Giannantonio Di Giannantonio superou Francisco Bagnaia por apenas 0s091. O top 10 ainda contou com Enea Bastianini, Franco Morbidelli, Fermín Aldeguer, Marc Márquez, Marco Bezzucci, Jorge Martinho, Alex Rins e Diogo Moreira, que confirmou a décima posição apenas nos instantes finais da sessão. Leia mais: João Fonseca vence Djokovic em virada histórica e avança às oitavas de Roland Garros O segundo treino livre começou com Bagnaia liderando as ações, enquanto Diogo Moreira chegou a ocupar a oitava colocação nos primeiros minutos. Já Marc Márquez, que recentemente voltou às pistas após passar por duas cirurgias, terminou entre os principais colocados do dia. A sessão também foi marcada por duas bandeiras vermelhas. A primeira aconteceu após a queda de Fábio Quartararo. Depois, Brad Binder abandonou a moto na reta principal, causando nova interrupção. A MotoGP volta à pista neste sábado (30), às 5h10 (horário de Brasília), para o terceiro treino livre. O treino classificatório acontece às 5h50, enquanto a corrida sprint será disputada às 10 horas. Fonte:ohoje.com
A classificação pelos Estados Unidos (EUA) de facções do crime organizado do Brasil como terroristas deve prejudicar a economia do país, com impactos sobre o turismo, investimentos e comércio exterior. A avaliação é de especialistas em geopolítica, relações internacionais e economia. O cientista político especialista em relações internacionais Francisco Carlos Teixeira da Silva contou à Agência Brasil que recebe, de empresas estrangeiras, questionários para responder sobre os níveis de segurança no Brasil. Notícias relacionadas: Lula rebate defesa que Trump fez de Bolsonaro: “Não aceitamos tutela”. É factoide do clã Bolsonaro para desviar do caso Master, diz Alckmin . Brasil é quem define como combate e classifica o crime, diz Planalto . “Com a definição de país que abriga terrorismo internacional, esse grau de investimento vai sofrer um impacto muito grande. Bancos, indústrias vão ser impactadas, gerando desinvestimento, cessação de criação de empregos e perda em transferências de tecnologia”, afirmou o especialista. Outro possível prejuízo é para as exportações brasileiras, que passam a ser alvo de maior escrutínio de países como EUA e aliados da Europa, que aceitam as classificações de Washington. “Tudo que o Brasil exporta vai ficar no nível de produtos passíveis de serem utilizados para exportação de drogas, para atentados terroristas ou contra transnacionais. Esse é o nível mais profundo que vai impactar de forma longa e permanente as exportações brasileiras”, afirmou o cientista político. >> Siga o canal da Agência Brasil sem WhatsApp Teixeira, que é professor aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro, destacou ainda que o turismo deve ser imediatamente impactado porque a decisão do governo Trump coloca o país como abrigo de organizações terroristas. “Nos coloca ao nível da Somália ou outros países. Nos coloca ao nível de países que a gente chamava antes de países páreas, países que não são confiáveis para turismo e viajantes internacionais”, avalia o professor. Ainda segundo o professor da UFRJ, o chamado turismo de negócios de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, que sediam as facções classificadas como terroristas, também devem ser impactos. “A organização de eventos de negócios em São Paulo deve cair enormemente, é o que a gente chama de turismo de negócios, que é extremamente importante em São Paulo por mover a rede hoteleira e serviços de restaurante, taxi, etc”, acrescentou. O professor de economia internacional da UFRJ Luiz Carlos Prado explicou que é difícil mensurar o impacto dessa decisão para a economia, mas avalia que as empresas podem ser prejudicadas por meio de subterfúgios usados para barrar concorrentes. Ele levanta a hipótese do uso político da classificação. “Recentemente, houve investigações que envolvem fintechs (empresas financeiras) na área da Faria Lima em São Paulo. Em tese, a decisão dos EUA abre espaço para você ter uma retaliação contínua de apoio ao terrorismo de organizações financeiras no Brasil. Você pode usar politicamente para esse fim”, disse. Para o economista, empresas brasileiras poderiam ser prejudicadas sob alegações de envolvimento com o terrorismo. “Aumenta o risco de empresas que atuam no país que possam ser prejudicadas por algum critério que se coloca, reduz a margem de manobra de empresas brasileiras, do Estado brasileiro, aumenta a instabilidade política, e trata das questões específicas do crime organizado”, comentou. Pretexto para intervenção O governo brasileiro tem apontado que a decisão de classificar as facções do Brasil como organizações terroristas pode ser pretexto para intervenção externa, com consequências econômicas importantes sob o sistema financeiro. “Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o Pix, que incomodam interesses estrangeiros”, diz o comunicado. Os EUA têm investigado o Pix do Brasil por suposta “concorrência desleal”. O mecanismo prejudica comercialmente empresas financeiras dos EUA. Terrorismo tem motivação política Os especialistas consultados pela Agência Brasil explicaram que, diferentemente do crime organizado e do narcotráfico, que buscam o lucro, o terrorismo internacional persegue objetivos políticos e ideológicos. Para o professor da UFRJ Luiz Carlos Prado, o combate às organizações que buscam o lucro tem que ser diferente do combate as organizações que perseguem objetivos políticos. “O Estado Islâmico tinha seus apoiadores em grupos radicais, inclusive nos países aliados aos EUA, como Arábia Saudita e em vários outros, mas por razões ideológicas. Nenhum grupo criminoso no Brasil tem apoio, por razões ideológicas, na Europa, nos EUA ou na América Central. O que eventualmente pode motivar são interesses econômicos”, comentou. O especialista em relações internacionais Chico Teixeira, por sua vez, avalia que a decisão do governo Trump não traz qualquer benefício para o combate ao crime organizado e sugere que os EUA deveriam buscar suprimir os paraísos fiscais usados para lavagem de dinheiro. “O governo Trump deveria suprimir o paraíso fiscal que representa o estado de Delaware, dentro dos EUA, onde vão lavar dinheiro dos criminosos brasileiros. E, em segundo lugar, os paraísos fiscais do Caribe, como Ilhas Virgem e Ilhas Cayman, que estão sob soberania americana”, concluiu. Fonte:Agência Brasil
A partir de 1º de junho, as empresas que atuam com ativos virtuais, como corretoras de criptomoedas, terão de apresentar um relatório de auditoria independente para ter o funcionamento autorizado. O Banco Central (BC) editou nesta sexta-feira (29) instrução normativa que atinge as chamadas Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAVs). As novas regras reforçam a regulamentação do setor iniciada no ano passado. Agora, as empresas terão de apresentar um relatório de “asseguração razoável” elaborado por auditoria independente registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Na prática, o documento funcionará como uma avaliação técnica externa sobre os mecanismos usados pelas plataformas para prevenir crimes financeiros, especialmente lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo. >> Siga o canal da Agência Brasil no Como funcionará A autoridade monetária afirma que a medida busca aumentar a segurança dos processos de autorização e alinhar o Brasil aos padrões internacionais de fiscalização do mercado de criptoativos. O BC também avalia que a participação de auditorias independentes aumenta a transparência e a confiabilidade das informações prestadas pelas empresas do setor. Regulação ampliada A exigência faz parte de um pacote maior de regulamentação das plataformas de criptoativos no país. Em novembro do ano passado, o Banco Central publicou as primeiras regras para o funcionamento do mercado de ativos virtuais no Brasil. As normas formalizaram a criação das SPSAV e estabeleceram critérios para funcionamento, governança, combate à lavagem de dinheiro e atuação no mercado de câmbio. Na época, o BC afirmou que o objetivo era equilibrar inovação e segurança, reduzindo espaço para fraudes e golpes financeiros. Sigilo bancário Em fevereiro deste ano, o Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou as exigências para o setor, ao determinar que as plataformas de cripto passassem a seguir regras semelhantes às das instituições financeiras tradicionais. Com isso, as empresas ficaram obrigadas a manter sigilo sobre dados e operações de clientes, seguindo a Lei Complementar 105, que trata do sigilo bancário. As medidas também obrigaram as plataformas a comunicar operações suspeitas às autoridades e estabeleceram novas regras contábeis para ativos virtuais. O que são SPSAV As SPSAV são empresas autorizadas a prestar serviços relacionados a ativos virtuais, como intermediação, custódia e negociação de criptomoedas e tokens. A criação da categoria foi prevista pela Lei 14.478, de 2022, conhecida como marco legal dos criptoativos. Em 2023, decreto federal definiu o Banco Central como responsável pela regulação do setor no país. FONTE: AGENCIA BRASIL
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (29), em evento em Sergipe, “sonhar” em reverter a privatização de empresas como a Eletrobras e a BR Distribuidora. Em tom crítico aos processos de venda de estatais durante governos anteriores, afirmou que as privatizações ocorrem quando há “falta de competência” por parte dos gestores para administrar empresas públicas e para lidar com seus trabalhadores. O presidente visitou a Fafen-SE, em Pedra Branca, no município de Laranjeiras. A unidade terá suas operações reativadas para a produção de fertilizantes. Em discurso, Lula disse que ainda considera a possibilidade de retomar o controle estatal de empresas estratégicas. Ele, no entanto, lamentou alguns obstáculos legais e financeiros que foram colocados para essa recompra. “É importante vocês saberem que eu ainda sonho em trazer a Eletrobras de volta, para ser uma empresa pública neste país. A privatização foi tão canalha que disseram que será três vezes mais caro para o governo comprar”, disse. “É como a BR (Distribuidora), que ainda usa o nome da Petrobras. Se a gente quiser comprar de volta, só será (possível) em 2029”, acrescentou ao classificar como sórdida a forma como foi feita a venda dessas empresas. O presidente associou a decisão de privatizar empresas públicas à incapacidade de gestão daqueles que são indicados para administrá-las. “Tem gente que acha que é só vender. É gente que não tem competência. Eles desmontam a coisa pública para entregar de graça, por não saberem administrar nem lidar com o trabalhador”, argumentou. FONTE: AGENCIA BRASIL
Ao comentar a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos, o vice-presidente Geraldo Alckmin avaliou que se trata de factoide da família Bolsonaro para desviar a atenção do caso de corrupção e sonegação do Banco Master. “Infelizmente, membros do clã Bolsonaro pensam mais em si do que no país. Para sair desse tema do Banco Master, o maior caso de corrupção e sonegação de tributos, ficam gerando factoides”, disse à imprensa, nesta quinta-feira (29), durante agenda em Caraguatatuba, no litoral de São Paulo. O vice-presidente mencionou que a medida “não vai resolver nada em termos de combate ao crime e pode prejudicar a economia”. Na noite desta quinta-feira (28), os Estados Unidos anunciaram que passaram a designar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. O anúncio coincidiu com um encontro entre o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, ocorrido na terça-feira (26), em Washington. Um dia antes, o senador havia se reunido com Trump na Casa Branca, em companhia do irmão, o autoexilado ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, ambos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Reportagens do portal The Intercept Brasil expuseram mensagens de áudio de Flávio Bolsonaro enviadas a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pedindo-lhe dinheiro para pagar parte dos custos de produção da cinebiografia de seu pai. De acordo com o portal, o banqueiro teria acordado destinar R$134 milhões à produção, dos quais ao menos R$ 61 milhões foram efetivamente liberados. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Política externa de Trump Neste novo mandato, o governo de Donald Trump vem reorientando a política externa de Washington em relação à América Latina, direcionando sua máquina de guerra para a região sob a justificativa de combater o que chama de “narcoterrorismo”. Ao longo dos últimos meses, forças militares dos EUA bombardearam diretamente diversas embarcações no Caribe, fora da jurisdição norte-americana, sob alegação de combate ao terrorismo. A própria invasão do território venezuelano, no início do ano, que resultou na deposição e captura do então presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, também foi justificada com base no combate ao narcoterrorismo. O alcance de ações semelhantes em território brasileiro, com base nesta nova designação, apesar de incerto, torna-se um risco real. FONTE: AGENCIA BRASIL
SÃO PAULO, SP (UOL/) – Ana Paula Renault será a responsável por encerrar a programação do Rio2C 2026, evento que acontece na Cidade das Artes no Rio de Janeiro. A jornalista foi confirmada como a palestrante principal do último painel do evento. Ela sobe ao palco StoryVillage no domingo, dia 31, às 17h. A presença dela acontece pouco tempo depois do fim do “BBB 26” (Globo). Ana Paula saiu como a grande vitoriosa da edição, com mais de 75% dos votos do público. Desde então, ela tem feito diversos projetos na Globo. Recentemente, ela deu um depoimento sobre luto e maternidade no fim de “Quem Ama Cuida”, nova novela das 21h da emissora. O público poderá comprar ingressos para o painel de Ana Paula no site oficial do evento. Leia também: Chrigor Lisboa, ex-Exaltasamba, é internado e precisa cancelar shows
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou respeito à soberania brasileira e criticou as manifestações de autoridades dos Estados Unidos, ao comentar a classificação de facções criminosas brasileiras como terroristas pelo governo daquele país. Segundo Lula, organizações como Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) são, de fato, terroristas, mas não para os EUA, e sim para as comunidades brasileiras. Notícias relacionadas: Classificar PCC e CV como terroristas não ajuda o Brasil, diz promotor. EUA passam a designar CV e PCC como organizações terroristas. Lula diz que vai indicar novamente Messias ao STF. Nesse sentido, não há, segundo o presidente brasileiro, qualquer justificativa para uma eventual intervenção estrangeira. A declaração foi feita nesta sexta-feira (29) em Sergipe, onde o presidente visitou a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE) no município de Laranjeiras. Lula se disse “muito triste” com a classificação feita pelo secretário Marco Rubio, dos EUA. “Comando Vermelho e PCC são terroristas, mas para as comunidades brasileiras. Para a sociedade brasileira e para o povo da periferia, porque incomodam famílias, bairros e cidades. São terroristas e vamos combatê-los aqui dentro. (Para isso,) aprovamos uma lei antifacção e a lei de combate ao crime organizado”, argumentou Lula. O presidente ressaltou que a facções brasileiras não têm o perfil de terroristas que os EUA costumam procurar, e citou Osama Bin Ladem como exemplo. Lula ainda apontou que boa parte do tráfico de armas no Brasil tem origem nos Estados Unidos. Na sequência, cobrou respeito das autoridades estadunidenses. “Não aceitamos ser tratados como moleques. Não aceitamos ser tratados como se fôssemos uma republiqueta. Isso aqui (o Brasil) não é um país qualquer. É um país muito grande”, afirmou. >> Siga o canal da Agência Brasil sem WhatsApp Preocupação e respeito Lula levantou suspeitas de que o interesse estadunidense estaria, na verdade, relacionado à cobiça pelas riquezas minerais do Brasil. “Tenho preocupação porque nós temos muitos minerais críticos, terras raras, minérios. Ainda temos muito ouro e diamante, além da maior floresta tropical do mundo e água doce. Daqui a pouco vão dizer que a Amazônia é deles. Não é”, enfatizou o presidente. Lula lembrou que, na conversa que teve com Donald Trump, disse que os dois precisam passar respeito à comunidade internacional e a sociedade, valorizando a democracia, o multilateralismo e defendendo a integridade territorial das nações “Eu trato um país pequeno com o mesmo respeito que eu trato a China, a Rússia e os EUA. Eu não falo grosso com a Bolívia e fino com os EUA. Eu falo educadamente com os dois porque eu quero respeito. Preciso ter respeito para respeitar. Então não brinquem com a soberania desse país, nem com nossa democracia”, disse. Lula reiterou que o Brasil tem feito muito para o combate às organizações criminosas, e que a aprovação da PEC da Segurança Pública reforçará esse combate. Assista no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil, a fala do presidente sobre a decisão dos EUA Colaboração Segundo o presidente, caso os EUA realmente queiram colaborar serão muito bem-vindos, mas que esse combate precisa ser feito também em território estadunidense. “Entreguei um documento para o Trump (dizendo que) o Brasil está disposto a trabalhar para combater o crime organizado. Vamos começar pelo seu estado de Delaware, onde há lavagem de dinheiro de brasileiros”, disse. “Vamos começar por entregar o (Carlos) Ramagem, que está condenado a 16 anos e está escondido por lá. Vamos começar entregando o maior contrabandista de combustível desse país, que é o Ricardo Magro. Entreguei para o Trump o nome e a foto da casa dele. Quer combater o crime organizado? Entreguem os nossos (criminosos) que estão lá nos EUA”, complementou. Fonte:Agência Brasil
“As apresentações que seriam feitas amanhã e domingo no Sul foram canceladas por questões de saúde do artista, que está internado neste momento para realização de exames, com necessidade de endoscopia para investigação”, informou a produção em comunido nas redes sociais. A equipe acrescentou que novas atualizações serão divulgadas após avaliação médica. O motivo da internação também não foi informado. O show marcado para sábado (30) aconteceria em Porto Alegre (RS), e no domingo (31), em Paranaguá (PR). Leia Também: Sonia Abrão comandará edição extra do A Tarde É Sua às 12h
O governo afirmou, nesta sexta-feira (29), que são os brasileiros que definem como o crime é classificado e combatido dentro do território do país, com suas instituições, leis e forças de segurança. O Palácio do Planalto afirmou também, em nota, que a família Bolsonaro tem buscado uma intervenção estrangeira no Brasil. “O terror causado por essas organizações em comunidades busca obter lucro através do crime, especialmente pelo tráfico de drogas e armas, e não pode ser confundido com o tipo de ação por motivos ideológicos, políticos e religiosos do terrorismo internacional”, diz a nota do Palácio do Planalto. Notícias relacionadas: Classificar PCC e CV como terroristas não ajuda o Brasil, diz promotor. Pretexto para intervenção é inaceitável, diz Celso Amorim. Saiba como vai funcionar programa federal contra o crime organizado . O posicionamento é uma resposta à decisão dos Estados Unidos (EUA) de classificarem organizações narcotraficantes como terroristas. Para especialistas, a decisão pode servir como pretexto para intervenção no país. Para o Planalto, a medida dos EUA pode prejudicar o combate ao crime, a economia e o sistema financeiro, além de sistemas inovadores como o Pix. “Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime. Podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o Pix, que incomodam interesses estrangeiros”, diz o comunicado. Os EUA têm investigado o Pix do Brasil por suposta “concorrência desleal”. O mecanismo prejudica comercialmente empresas financeiras dos EUA. >> Siga o canal da Agência Brasil sem WhatsApp Família Bolsonaro Para o governo brasileiro, a família Bolsonaro tem buscado provocar o governo de Donald Trump para que intervenha no país. “É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país”, acrescenta o comunicado. O pré-candidato à presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se encontrou com o presidente Donald Trump, nesta semana, tendo pedido ao chefe da Casa Branca para classificar grupos narcotraficantes no Brasil como terroristas. Ainda segundo o Planalto, “traidores” tentam manipulada politicamente o debate sobre o tema. “A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros”, disse o Palácio do Planalto. Terrorismo O governo ainda reconheceu, no comunicado, que o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as demais facções e milícias “praticam o terrorismo nos territórios em que vivem milhões de famílias”. Porém, argumenta que não se pode misturar esse terror, usado para obter lucro, com o terrorismo internacional com motivações políticas, religiosas ou ideológicas. “Aprovamos recentemente uma lei de combate às facções e milícias com penas que chegam a até 80 anos de prisão – a maior prevista em toda a legislação brasileira. O Governo do Brasil conduz o programa ‘Brasil contra o Crime Organizado’, que combate as facções e milícias desde o seu braço armado nas esquinas até o seu andar de cima”, diz o governo. Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil Fonte:Agência Brasil
Mato Grosso do Sul vem transformando sustentabilidade em estratégia de desenvolvimento econômico, atração de investimentos e modernização da gestão pública. Com foco nesse cenário, o Governo do Estado participou, nesta quinta-feira (29), do 1º Seminário “Construindo a Sustentabilidade na Gestão Pública”, promovido pelo TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul). O evento, realizado no plenário da Corte de Contas, contou com presença maciça de prefeitos, prefeitas, vereadores e representantes de instituições públicas de diferentes regiões do Estado. O encontro reuniu ainda gestores municipais para discutir políticas públicas sustentáveis, mudanças climáticas, governança ambiental e estratégias de adaptação climática. Durante o seminário, foi assinado o “Pacto pela Sustentabilidade e pela Resiliência Climática dos Municípios de Mato Grosso do Sul”, iniciativa que reúne TCE-MS, Governo do Estado, Ministério Público de Mato Grosso do Sul, AGEMS, Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) e UCVMS (União das Câmaras de Vereadores de Mato Grosso do Sul) em torno de ações voltadas ao desenvolvimento sustentável e à adaptação climática nos municípios sul-mato-grossenses. Presente ao evento, o governador Eduardo Riedel afirmou que Mato Grosso do Sul vem consolidando um modelo de desenvolvimento baseado em sustentabilidade, agroindustrialização e infraestrutura. O evento contou com presença maciça de prefeitos, prefeitas, vereadores e representantes de instituições públicas “Estamos conduzindo o desenvolvimento dos municípios, das áreas urbanas e da agroindustrialização de maneira sustentável, e Mato Grosso do Sul caminha para ser exemplo para o Brasil”, declarou. Riedel ressaltou que o Estado converteu, nos últimos dez anos, cerca de 5 milhões de hectares de pastagens degradadas em atividades de alto potencial de absorção de carbono. Segundo ele, a expansão da floresta plantada também reforça o protagonismo ambiental sul-mato-grossense. “Só em floresta plantada, saímos de 300 mil hectares para 2 milhões de hectares. Uma floresta plantada é uma usina de captura de carbono e que depois não é liberada de volta à atmosfera. Ela fica retida no processo industrial dentro dessas empresas de transformação em celulose e segue gerando energia limpa”, afirmou. O governador também destacou o avanço da bioenergia no Estado. Atualmente, Mato Grosso do Sul possui 2.450 megawatts de produção de bioenergia, ocupando a segunda posição nacional em volume de produção de energia limpa. Segundo Riedel, a estratégia estadual alia desenvolvimento econômico, sustentabilidade ambiental e inserção competitiva no cenário internacional. “Nós vamos chegar a 2030 como o primeiro estado carbono neutro do Brasil. Isso é um ativo ambiental e econômico, porque está sendo colocado no mercado internacional e vale muito. Queremos compartilhar isso com comunidades indígenas, ribeirinhas, produtores rurais e com a preservação da biodiversidade”, observou. O governador também utilizou exemplos de obras de infraestrutura para demonstrar como a pauta ambiental passou a integrar de forma definitiva os investimentos públicos. Ao citar a construção do anel rodoviário de Bonito, Riedel explicou que a obra recebeu investimentos adicionais para atender exigências ambientais relacionadas à preservação da fauna e à drenagem do bioma local. “Hoje não dá mais para fazer investimentos sem esse olhar ambiental. A infraestrutura também é sinônimo de resiliência climática”, pontuou. Durante o seminário, foi assinado o “Pacto pela Sustentabilidade e pela Resiliência Climática dos Municípios de Mato Grosso do Sul”, iniciativa que reúne TCE-MS, Governo do Estado, Ministério Público de Mato Grosso do Sul, AGEMS, Assomasul e UCVMS Riedel ainda destacou o crescimento da geração de energia renovável no Estado, com projetos de energia solar e atração de empreendimentos ligados à economia verde e à tecnologia. “Hoje, 94% da energia gerada em Mato Grosso do Sul tem origem sustentável, seja biomassa, solar ou eólica. O primeiro grande data center do Estado será implantado aqui justamente por causa da energia renovável”, afirmou. Ao encerrar a participação no seminário, o governador ressaltou que o conceito de desenvolvimento sustentável deixou de ser apenas uma pauta ambiental e passou a representar uma estratégia econômica para atração de investimentos e geração de empregos. “Estamos atraindo negócios e desenvolvimento a partir do conceito de desenvolvimento sustentável, sem romantismo, encarando isso como responsabilidade, oportunidade econômica e geração de riqueza”, concluiu. Pacto pela Sustentabilidade e Iniciativas Governamentais O pacto firmado durante o evento estabelece atuação conjunta para fortalecer políticas públicas voltadas à sustentabilidade, à gestão de riscos climáticos, à governança e à cultura de prevenção nos municípios sul-mato-grossenses. O documento prevê ainda ações de capacitação, planejamento sustentável, transparência e incentivo à adoção de critérios de sustentabilidade nas contratações públicas. A programação também contou com palestras sobre o papel dos municípios no desenvolvimento sustentável e a implementação de compras públicas sustentáveis na gestão municipal. Além dos debates técnicos, o seminário apresentou a experiência imersiva “Travessia dos Elementos: um caminho para o futuro sustentável”, túnel sensorial inspirado nos quatro elementos da natureza: terra, água, vento e fogo. A experiência utiliza sons, iluminação e estímulos sensoriais para representar os impactos das mudanças climáticas, da degradação ambiental e da ação humana sobre os recursos naturais. O percurso termina em um ambiente que simboliza equilíbrio ambiental, sustentabilidade e qualidade de vida. A iniciativa também marca simbolicamente a abertura da Semana do Meio Ambiente, celebrada em junho (dia 5), reforçando o compromisso institucional do TCE-MS com a promoção da sustentabilidade na administração pública. O Seminário apresentou a experiência imersiva “Travessia dos Elementos: um caminho para o futuro sustentável” A atuação conjunta entre Governo do Estado e TCE-MS já possui histórico de resultados na área ambiental. Um dos exemplos é o Sistema de Logística Reversa de Embalagens em Geral, implantado em 2021 em Mato Grosso do Sul por meio de pacto institucional envolvendo Governo do Estado, Imasul, TCE-MS e Ministério Público Estadual. A iniciativa contribui para a destinação correta de milhares de toneladas de embalagens e fortalece a política estadual de resíduos sólidos. O pacto também se conecta à modernização das compras públicas estaduais. Em 2025, o Governo do Estado promoveu o 1º Licicomp, Congresso Estadual de Licitações e Compras Públicas, reunindo gestores e especialistas para debater modelos mais inteligentes, transparentes e sustentáveis de contratação pública. Já em janeiro deste ano, a Secretaria de Estado de Administração informou