Pantanal News

Meio Ambiente

Cantareira vai continuar a ter captação de água menor em junho

A Agência Nacional de Águas (ANA) informou que manterá o Sistema Cantareira operando na Faixa 2 – Atenção durante todo o mês de junho. A medida impõe restrições à captação de água dos rios e reservatórios durante o período seco, que vai até novembro. Na faixa de atenção, a Sabesp, companhia de água de São Paulo, poderá captar até 31 m³/s , um pouco abaixo do volume normal de captação, de 33 m³/s , como forma de equilibrar os reservatórios dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Localizado ao norte e nordeste da região metropolitana de São Paulo, o Cantareira é o maior dos sete sistemas de abastecimento da região e responde por cerca de metade do volume de água disponível a 38 municípios. “A ANA e a SP Águas reforçam a importância da adoção de medidas operacionais de gestão da demanda no contexto dos serviços de abastecimento de água tanto para a redução do consumo de água e de perdas quanto para o estímulo ao uso racional do recurso pela população. As agências recomendam, ainda, a adoção de medidas de uso racional de água pelos demais usuários para preservar o volume de água armazenado nos reservatórios do Sistema”, explicou a agência reguladora, em nota. A Sabesp faz uso de ações contínuas de diminuição de perdas, como redução da pressão durante parte do dia desde a estiagem do ano passado. O estado tem adotado medidas preventivas diante de um possível agravamento das secas frente ao fenômeno El Niño, com alta probabilidade de ocorrência este ano. Fiscalização de queimadas Uma operação para prevenção de incêndios e queimadas, feita pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e por batalhões da Polícia Militar Ambiental, encontrou irregularidades em 179 locais. As autoridades lavraram 639 Termos de Vistoria Ambiental e cinco boletins de ocorrência, informou o MP-SP.  “Durante os trabalhos, foram verificadas as condições de manutenção dos aceiros (faixas sem vegetação que funcionam como barreiras para conter o avanço das chamas), além da situação das faixas de domínio às margens de estradas e linhas férreas. No setor sucroalcooleiro, a fiscalização também incluiu a análise dos planos de prevenção a incêndios e da adoção efetiva de medidas preventivas”, informou o Ministério Público, em nota.  O programa de prevenção aos incêndios e queimadas foi aprimorado em 2024, quando as lavouras de cana sofreram incêndios bastante extensos, com a fumaça atingindo grandes cidades do estado e a própria capital. Desde então, os órgãos de fiscalização ambiental, a Defesa Civil e outras instituições têm atuado de maneira integrada para evitar que a situação se repita. FONTE: AGENCIA BRASIL

Economia

BRB adia divulgação de balanço após acordo de socorro com a União

O Banco de Brasília (BRB) não vai divulgar nesta sexta-feira (29) o balanço financeiro de 2025, como estava previsto inicialmente. A informação foi confirmada pela governadora do Distrito Federal, Celina Leão, que afirmou que o banco precisará de mais alguns dias para concluir análises financeiras após o acordo firmado entre o GDF e a União para viabilizar uma operação de crédito voltada ao fortalecimento da instituição. Em entrevista à CNN Brasil, Celina disse que a própria direção do BRB havia indicado 29 de maio como prazo para apresentação do balanço, mas o cenário mudou após o acordo homologado no Supremo Tribunal Federal (STF), que abriu caminho para uma operação de capitalização com apoio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Oficialmente, o BRB não comunicou fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). As confirmações do adiamento do balanço partiram da governadora Celina e do presidente do banco, Nelson Souza, que também comunicou o adiamento em entrevistas ao jornal Correio Braziliense e à TV Globo. Novo prazo   Brasília, DF 04/01/2024 Confirmações do adiamento do balanço partiram da governadora Celina e do presidente do banco, Nelson Antônio de Souza. Foto-arquivo: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil – Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil “O BRB fez todo planejamento para o Banco Central, apresentou uma operação de retomada de liquidez e de retomada de capital. Tudo isso está materializado, inclusive em um acordo homologado no Supremo”, disse Celina em à CNN Brasil. Ao Correio Braziliense, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, afirmou que a expectativa agora é divulgar o balanço até 30 de junho. Segundo ele, o atraso ocorreu porque auditorias ainda precisam ser concluídas. “Nós tínhamos que ter publicado o balanço até 31 de março de 2026, mas não foi possível por conta das auditorias que precisavam ser concluídas”, afirmou. Capitalização bilionária O acordo fechado entre Distrito Federal, União, Banco Central e representantes do sistema financeiro prevê uma operação para reforçar o capital do BRB e recuperar a liquidez da instituição. O plano de capitalização prevê aporte total de R$ 8,8 bilhões. Desse valor, R$ 6,6 bilhões devem vir de um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Segundo o banco, os recursos serão obtidos por meio do próprio sistema financeiro, sem transferência direta de dinheiro da União. O acordo prevê ainda garantias vinculadas aos repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Auditorias e crise   Brasília – Presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, disse que expectativa agora é divulgar o balanço até 30 de junho. Foto-arquivo: José Cruz/Agência Brasil – José Cruz/Agência Brasil O banco informou que o atraso na divulgação também está ligado à conclusão de auditorias relacionadas à operação Compliance Zero, que apura eventos financeiros envolvendo a instituição. Nelson Souza afirmou que parte das auditorias já foi concluída, permitindo ao banco calcular a necessidade de capitalização em R$ 8,8 bilhões, mas os dados ainda precisam passar por novas verificações. O plano de socorro foi articulado após dificuldades de liquidez enfrentadas pelo BRB em meio aos desdobramentos envolvendo o Banco Master. Segundo o banco, a operação busca recuperar a confiança do mercado e garantir estabilidade financeira à instituição. FONTE: AGENCIA BRASIL

Kanye West fará megashow na Turquia após ser barrado em outros países europeus
Famosos

Kanye West fará megashow na Turquia após ser barrado em outros países europeus

A apresentação está marcada para o Estádio Olímpico Atatürk. Os organizadores estimam público próximo de 120 mil pessoas e afirmam que 75 mil ingressos já foram vendidos, inclusive para vários fãs de fora do país, como dos Estados Unidos, Reino Unido, Polônia e Rússia. O show ocorre em um momento de forte polarização em torno do artista. Nos últimos anos, West declarou publicamente que “amava nazistas”, fez elogios a Adolf Hitler, comercializou camisetas estampadas com uma suástica e lançou a música “Heil Hitler”, posteriormente removida de algumas plataformas digitais. As declarações provocaram reações de governos e promotores de eventos em vários países europeus. O Reino Unido impediu a entrada do músico, enquanto apresentações planejadas em países como França e Polônia foram canceladas. Em alguns casos, autoridades locais alegaram preocupações relacionadas à ordem pública e ao combate ao discurso de ódio. Mesmo diante das críticas, os Países Baixos decidiram autorizar duas apresentações de West na cidade de Arnhem, previstas para junho. A decisão foi tomada pelo governo holandês após análises jurídicas concluírem que não havia base legal suficiente para impedir sua entrada no país, embora parlamentares tenham defendido a proibição dos shows. Além da Turquia e dos Países Baixos, a turnê europeia de West inclui apresentações previstas na Itália, em Portugal, na Albânia e na Espanha. Leia também: Chrigor Lisboa, ex-Exaltasamba, é internado e precisa cancelar shows

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Internacional

Acordo de paz entre EUA e Irã segue cercado de incertezas

Estados Unidos (EUA) e Irã mantêm negociações para um possível acordo em meio ao conflito entre os dois países, enquanto o presidente norte-americano, Donald Trump, avalia as condições apresentadas para um entendimento com Teerã. Na sexta-feira (29), Trump afirmou que se reuniu com assessores na Sala de Situação da Casa Branca para decidir se aceitaria os termos em discussão. A reunião durou cerca de duas horas e nenhuma decisão foi anunciada. Em publicação na rede Truth Social, o presidente dos EUA afirmou que o Irã “deve concordar que nunca terá uma arma nuclear ou bomba” e que o Estreito de Ormuz precisa ser “imediatamente aberto”, sem pedágios ou restrições ao tráfego marítimo. O norte-americano também declarou que as minas colocadas pelo Irã na hidrovia devem ser removidas e afirmou que o bloqueio norte-americano ao estreito seria suspenso para permitir que navios retidos no canal voltassem a navegar. Sobre o programa nuclear iraniano, Trump disse que o estoque de urânio altamente enriquecido do país seria “desenterrado pelos EUA” e destruído.   Leia mais: Acordo entre EUA e Irã espera aprovação final de Trump Leia mais: EUA negam informações sobre rascunho de acordo divulgado pelo Irã   “Nenhuma transação monetária será realizada até novo aviso”, escreveu o presidente dos EUA, em aparente referência ao auxílio financeiro ao Irã como parte do pacote negociado. Teerã vê “mistura de verdade e falsidade” no discurso dos EUA Do lado iraniano, as autoridades indicaram que as negociações continuam, mas sem um acordo final até o momento. A agência semioficial Fars informou que o governo do Irã considera as declarações de Trump sobre um possível acordo como “uma mistura de verdade e falsidade”. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, confirmou que os contatos diplomáticos continuam, mas afirmou que ainda não existe um acordo fechado entre os dois países. Segundo ele, neste momento as conversas estão concentradas na tentativa de encerrar a guerra.

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Internacional

Imprensa internacional repercute designação do PCC e CV como terroristas

A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs), nesta quinta-feira (28), repercutiu amplamente na imprensa internacional. A cobertura global concentrou-se nas consequências diplomáticas e eleitorais da decisão. O jornal norte-americano The New York Times destacou a atuação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro na pressão sobre o governo republicano. “Após nova pressão dos Bolsonaros, EUA classificam gangues brasileiras como grupos terroristas”, afirmou o veículo. O jornal norte-americano afirmou que a decisão ocorreu “poucos dias depois de dois dos filhos do Sr. Bolsonaro (…) terem visitado o Sr. Trump na Casa Branca”. A publicação também avaliou que a medida pode ampliar tensões entre Brasília e Washington em um momento de aproximação entre os governos. Flávio Bolsonaro e Donald Trump durante encontro na Casa Branca (Foto: Reprodução/ @FlavioBolsonaro) O The Washington Post definiu PCC e CV como as “duas maiores quadrilhas de narcotráfico do Brasil”. O jornal observou que, embora Flávio Bolsonaro tenha defendido a classificação das facções, sua candidatura presidencial enfrenta dificuldades após a admissão de recebimento de recursos “de um banqueiro desonrado”.   Leia mais: Lula critica Flávio após decisão dos EUA sobre PCC e CV Leia mais: Governo Lula responde EUA após classificação do PCC e CV como terroristas Leia mais: EUA classificam PCC e Comando Vermelho como terroristas; entenda o que muda   A publicação também relembrou declarações de Lula contrárias à designação, classificando a iniciativa como uma possível interferência externa com potencial impacto eleitoral no Brasil. O britânico Financial Times afirmou que a classificação vinha sendo debatida havia meses pelo governo norte-americano, mas avaliou que o momento do anúncio favorece politicamente Flávio Bolsonaro. Segundo o jornal, a medida reforça o discurso de segurança pública adotado pelo senador e amplia sua associação com Trump durante a pré-campanha presidencial. O argentino La Nacion destacou a resistência do governo brasileiro à decisão norte-americana. Já a emissora France 24 relembrou que os Estados Unidos passaram “a designar gangues criminosas – como os cartéis de Sinaloa e Jalisco Nova Geração, no México, e o Tren de Aragua, na Venezuela – como terroristas quando Trump assumiu o cargo em janeiro de 2025”.

Política

Lula visita primeiro hospital oncológico interestadual do país

Ao visitar nesta sexta-feira (29) o Hospital do Amor Interestadual de Lagarto, em Sergipe, o primeiro oncológico interestadual do país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou pela primeira vez sobre a radioterapia à qual está sendo submetido para tratar de uma lesão no couro cabeludo. “Hoje, a pessoa mais pobre desse país, se tiver que fazer radioterapia, ela vai fazer na mesma máquina que faz o presidente dos Estados Unidos, da China ou do Brasil. Eu estou fazendo radioterapia na minha cabeça. Qualquer pessoa que for fazer vai fazer em uma máquina igual à que eu faço, porque eu não sou melhor do que vocês”, disse o presidente. Acompanhado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, Lula destacou que o Hospital do Amor de Lagarto presta um atendimento moderno. A unidade se tornou referência no combate ao câncer, atendendo 153 municípios de Sergipe, Alagoas, Bahia e Pernambuco. O governo destinou R$ 137,5 milhões para a implantação e funcionamento da unidade, garantindo atendimento 100% SUS para 2,9 milhões de pessoas. O hospital está integrado ao programa Agora Tem Especialistas e foi estruturado para ser referência no Nordeste ao levar diagnóstico e tratamento de câncer a regiões antes desassistidas, fora dos grandes centros. Lesão Lula retirou a lesão no dia 24 de abril e se submete a um procedimento preventivo de 15 sessões de radioterapia no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília. As sessões ocorrerão ao longo de três semanas, com duração aproximada de dois minutos cada. De acordo com o Sírio-Libanês, o presidente seguirá com suas atividades diárias sem restrições, mantendo acompanhamento das equipes médicas lideradas pelo cardiologista Roberto Kalil Filho e pela médica Ana Helena Germoglio. Soberania O presidente Lula voltou a cobrar respeito à soberania brasileira e criticou as manifestações de autoridades dos Estados Unidos, ao comentar a classificação de facções criminosas brasileiras como terroristas pelo governo daquele país. Lula disse que o país não aceitará ser tratado como uma “republiqueta”. “Não aceitamos ser tratados como moleques. Não aceitamos ser tratados como se fôssemos uma republiqueta”, afirmou.  Mais cedo, o presidente já havia abordado o tema durante visita à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE), no município de Laranjeiras. “Comando Vermelho e PCC são terroristas, mas para as comunidades brasileiras, para a sociedade brasileira e para o povo da periferia, porque incomodam famílias, bairros e cidades. São terroristas e vamos combatê-los aqui dentro. (Para isso,) aprovamos a Lei Antifacção, a lei de combate ao crime organizado”, argumentou. O presidente se disse “muito triste” com a classificação feita pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. FONTE: AGENCIA BRASIL

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Internacional

Lula critica Flávio após decisão dos EUA sobre PCC e CV

Os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira (28) a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, decisão que provocou uma tensão diplomática entre Brasília e Washington. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, após agenda de Flávio na Casa Branca na terça-feira (26). Segundo o Departamento de Estado, PCC e CV passarão a integrar duas listas do governo norte-americano. A primeira categoria é de “Terroristas Globais Especialmente Designados” (SDGTs), que entrou em vigor imediatamente, e a segunda a de “Organizações Terroristas Estrangeiras” (FTOs), válida a partir de 5 de junho. Ao anunciar a medida, o governo norte-americano afirmou que as facções brasileiras estão entre “as organizações criminosas mais violentas do Brasil” e acusou os grupos de comandarem milhares de integrantes e promoverem “ataques brutais” contra policiais, autoridades públicas e civis. A reação do presidente Lula veio nesta sexta-feira (29). Durante discurso, o petista afirmou estar “triste” com a decisão dos EUA e disse que o Brasil combaterá o crime organizado sem aceitar que o Brasil seja tratado como “moleque”. “Estou muito triste hoje, com a notícia de que o Secretário dos Estados Unidos, da América do Norte, um tal de Marco Rubio disse que os nossos criminosos aqui são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção”, afirmou o petista.   Leia mais: Governo Lula responde EUA após classificação do PCC e CV como terroristas Leia mais: EUA classificam PCC e Comando Vermelho como terroristas; entenda o que muda   Lula reconheceu que PCC e CV aterrorizam moradores de periferias e regiões dominadas pelas facções, mas rejeitou a classificação adotada pelos Estados Unidos. “Eles são terroristas para quem mora na periferia, porque incomodam famílias, bairros e cidades. Mas não são os terroristas que o Trump quer”, declarou. O presidente afirmou ainda que o Brasil já aprovou leis para combater facções criminosas e voltou a defender que o enfrentamento ao crime organizado seja conduzido internamente. “Nós aprovamos uma Lei Antifacção, e aprovamos a lei para combater o crime organizado, e vamos combater”, disse. Flávio afirma que foi aos EUA ‘trabalhar’ para a designação das facções Além da declaração de Lula, o senador Flávio Bolsonaro divulgou um vídeo nas redes sociais atribuindo a si a decisão do governo norte-americano. “Lula foi de joelhos atrás do Trump fazer lobby a favor de CV e PCC. Eu fui trabalhar para que eles fossem tratados como terroristas”, afirmou Flávio. Flávio Bolsonaro e Donald Trump durante encontro na Casa Branca (Foto: Reprodução/ @FlavioBolsonaro) O senador também declarou que “um em cada quatro brasileiros mora em áreas dominadas por esse Estado terrorista” e agradeceu a Trump e Rubio “por atenderem rapidamente” ao pedido feito “em nome do povo brasileiro”. Ao comentar a viagem de Flávio, Lula afirmou: “Não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria, de ir nos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil”, declarou. Lula afirmou que os EUA não devem brincar com  soberania brasileira O presidente também afirmou ter preocupação com o interesse internacional sobre minerais críticos, terras raras e riquezas naturais brasileiras. Ao defender a soberania nacional, Lula citou a Amazônia: “Daqui a pouco vão dizer: a Amazônia é nossa. Não”, afirmou. O presidente ainda pediu que “não brinquem, não brinquem com a soberania desse país, não brinquem com a nossa democracia”. A classificação das facções amplia o alcance das sanções previstas pela legislação norte-americana, incluindo bloqueio de bens e recursos ligados aos grupos designados como terroristas. A lei dos EUA também permite operações militares relacionadas ao combate a organizações enquadradas nessa categoria. No Brasil, porém, a legislação estabelece que o terrorismo exige motivações de xenofobia, discriminação ou preconceito. PCC e CV são tratados pelas autoridades brasileiras como organizações criminosas.

Internacional

Decisão dos EUA sobre facções tenta limitar soberania do Brasil

A decisão do governo dos Estados Unidos (EUA) de classificar facções criminosas brasileiras como terroristas é consequência da nova doutrina do governo Donald Trump para América Latina, que impõe uma “soberania limitada” aos países da região. A avaliação é de especialistas em geopolítica, economia e relações internacionais consultados pela Agência Brasil. Para esses analistas, a medida teria o objetivo de subordinar as decisões do Brasil aos interesses de Washington, podendo servir de pretexto para intervenções políticas. Notícias relacionadas: Lula cobra respeito e rejeita interferência dos EUA. Brasil é quem define como combate e classifica o crime, diz Planalto . É factoide do clã Bolsonaro para desviar do caso Master, diz Alckmin . O professor de relações internacionais da Universidade de São Paulo (USP) Paulo Borba Casella avalia que, a partir dessa classificação, Trump pode fazer o mesmo que fez com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, sequestrados em Caracas no dia 3 de janeiro. “O enquadramento como organização terrorista, pela lei americana, permite que o governo dos EUA ataque agentes de tais entidades, sem necessidade de declaração de guerra, nem autorização do Congresso dos EUA”, afirma o especialista. O cientista político especialista em relações internacionais Francisco Carlos Teixeira da Silva argumenta que a decisão é parte da “doutrina da soberania limitada” que vem sendo aprofundada pelo governo Trump. “Os EUA estabelecem o fato de que os países da América Latina têm soberania limitada pelos interesses americanos. E eles podem intervir sempre que acharem necessário, conforme os parâmetros americanos”, disse o professor aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) à Agência Brasil. Em novembro de 2025, o governo Trump publicou a nova Estratégia Nacional de Segurança Nacional definindo que os EUA deveriam afirmar sua “proeminência” sobre a América Latina. Para o analista Francisco Carlos Teixeira da Silva, o objetivo de Washington com essa política “é quebrar a independência dos países e colocar os Estados Unidos novamente na frente da hegemonia nas Américas”. Especialistas em geopolítica apontam que a nova fase mais agressiva na política externa dos EUA é uma consequência da crescente influência econômica e tecnológica da China, e parte da disputa para manter o controle e liderança da economia mundial. >> Siga o canal da Agência Brasil sem WhatsApp Soberania do México violada Além dos casos de Venezuela e Cuba, o historiador Teixeira cita o caso do México, que também teve facções que atuam no território classificadas como terroristas, como o cartel de Jalisco. “Logo em seguida, os EUA enviaram uma equipe da CIA (Agência de Inteligência dos EUA) para dentro do México sem autorização. Os exemplos imediatos desses meses mostram que a classificação (de organizações como terroristas) não vem sozinha, ela vem com consequências”, completa. A morte de dois agentes da CIA no México em um acidente de carro, em abril deste ano, irritou o governo de Claudia Sheinbaum, pois a infiltração dos agentes não tinha autorização, nem conhecimento, do governo central do país. Políticas domésticas subordinadas a Washington Para o professor de economia internacional da UFRJ Luiz Carlos Prado, a decisão do governo Trump, apoiada por grupos políticos no Brasil, vai na direção de impor ao Brasil uma soberania limitada. “Significa que o Brasil não deve ser um país soberano, que a soberania do Brasil está subordinada ao poder político americano, e que o Brasil não deve, portanto, ter uma diplomacia, ter políticas autônomas a partir dos seus interesses domésticos e das suas pretensões domésticas. O Brasil deve ser uma espécie de aliado menor sobre a liderança americana”, avalia. Prado argumenta que a designação de facções como terroristas permite indicar outros grupos internos no Brasil, entre eles movimentos sociais, como apoiadores do terrorismo, ainda que sem apresentar provas ou indícios. “Os EUA podem, de alguma maneira, designar ou indicar que determinados grupos internos, por razões políticas, dão apoio a essas organizações, agora consideradas terroristas por Washington. Portanto, passam a ter uma motivação, ou uma desculpa, para poder reprimir determinados segmentos específicos.” O professor da UFRJ lembra que os EUA têm dificuldade em reconhecer a soberania dos outros países, além de ter uma postura de não respeitar tratados internacionais. “Essa decisão aumenta a margem de manobra e de pressão sobre o Brasil. É a antiga tradição americana de usar, vamos dizer assim, argumentos que não podem ser, em princípio, comprovados para justificar intervenções”, comenta. O analista Luiz Carlos Prado acrescenta que os ataques ao Líbano e à Síria, por exemplo, costumam ser justificados por essas áreas serem controladas, na visão dos EUA, por organizações terroristas. “Eles dão uma razão jurídica para uma intervenção política.” Fonte:Agência Brasil

Atlético-GO x Goiás: clássico goiano coloca pressão e reação frente a frente na Série B
Esporte

Atlético-GO x Goiás: clássico goiano coloca pressão e reação frente a frente na Série B

Atlético Goianiense e Goiás fazem neste sábado (30), às 16h, no Estádio Antônio Accioly, mais um clássico decisivo pela 11ª rodada da Campeonato Brasileiro Série B. A partida foi antecipada a pedido do Dragão para evitar conflito de horário com compromissos da Seleção Brasileira e terá torcida única rubro-negra. Preparações de Atlético-GO e Goiás O Atlético-GO chega pressionado para o confronto. O time ocupa a 14ª colocação, com 12 pontos, e tenta reagir após a derrota para o líder São Bernardo na rodada passada. Para o clássico, a tendência é que o técnico Eduardo Souza adote um esquema com três zagueiros, buscando dar mais consistência defensiva à equipe. Além disso, há a ausencia do artilheiro da equipe, Gustavo Coutinho está fora do clássico por lesão. Leia mais: Di Giannantonio lidera treinos da MotoGP em Mugello; Diogo Moreira avança ao Q2 pela primeira vez Do outro lado, o Goiás vive momento oposto. Embalado por três vitórias consecutivas, o Esmeraldino tenta manter a boa sequência para entrar no G-4 da Série B. A equipe soma 16 pontos e aparece próxima das primeiras posições da tabela. Durante a preparação no CT Edmo Pinheiro, o técnico Daniel Paulista trabalhou ajustes táticos e pode ganhar reforços importantes. O volante Filipe Machado e o meia Lourenço devem retornar ao time, enquanto o atacante Cadu está recuperado de lesão. Já o meia Gegê segue como dúvida por conta de dores musculares. Fonte:ohoje.com

Scooter Braun diz que nunca entendeu conflito com Taylor Swift:
Famosos

Scooter Braun diz que nunca entendeu conflito com Taylor Swift: ‘Vilão da noite para o dia’

Longe da gestão de artistas desde que deixou o comando da Hybe America em 2025, Braun diz que passou a se dedicar à família, aos investimentos e a novos negócios. Ao revisitar sua trajetória, ele disse que conviver com algumas das maiores estrelas do entretenimento lhe permitiu testemunhar extremos da fama, especialmente no caso de artistas que cresceram sob os olhos do público. A relação com Taylor Swift ocupou parte da conversa. Em 2019, Braun comprou a Big Machine Label Group, gravadora responsável pelos seis primeiros discos da artista. A operação provocou uma reação da cantora, que afirmou não ter tido a oportunidade de adquirir seu catálogo. Segundo o executivo, a controvérsia sempre lhe pareceu estranha. Ele afirmou que os dois mal se conheciam, tendo se encontrado poucas vezes ao longo dos anos, e que jamais mantiveram qualquer relação próxima. Na sua visão, a compra da gravadora representava uma oportunidade de trabalhar com Swift, não um confronto. “Fui de alguém admirado por mais de uma década a vilão da noite para o dia”, resumiu. Braun acredita que o episódio acabou gerando um efeito duradouro na indústria musical ao ampliar a discussão sobre a posse dos masters. Para ele, o caso incentivou mais artistas a buscar controle sobre seus próprios catálogos, movimento que considera positivo. Hoje, aos 44 anos, o empresário descreve uma rotina mais tranquila, dividida entre os filhos, investimentos e novos projetos. Apesar de admitir certa inquietação sobre o próximo passo da carreira, afirma que pretende construir o futuro com mais calma do que no passado. A entrevista também trouxe uma rara atualização sobre sua vida amorosa. Sem citar nomes, Braun contou estar em um relacionamento com uma mulher que definiu como “gentil, inteligente, autêntica e pé no chão”. O empresário atualmente namora a atriz Sydney Sweeney. Leia também: Chrigor Lisboa, ex-Exaltasamba, é internado e precisa cancelar shows

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