Pantanal News

Economia

Apelo turístico da Pequena África precisa de maior reconhecimento

Quem viaja ao Rio de Janeiro normalmente visita o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar e a orla da zona sul. Mas há um lugar cada vez mais presente nesse roteiro por transpirar história e ser reduto de manifestações da cultura afro-brasileira: a Pequena África. À beira da Baía de Guanabara, a região abriga o Cais do Valongo, o maior porto de desembarque de africanos escravizados nas Américas e Patrimônio Mundial da Humanidade declarado pela Organização das Nações Unidas para a Ciência e Cultura (UNESCO) desde 2017. Apesar da importância histórica do Valongo para a compreensão da diáspora africana e a formação do Brasil, a Pequena África ainda não tem o reconhecimento turístico merecido, como atração de peso internacional, avaliam especialistas reunidos na Feira Preta Festival. O evento foi encerrado no último domingo (31), no Piér Mauá, depois de três dias de debates, shows, feira e anúncio de projetos. Um dos fundadores da plataforma Diáspora Black, o jornalista e gestor Antonio Pita acredita que, pelos atrativos, a Pequena África deveria estar entre as grandes atrações internacionais da cidade.    Antonio Pita, fundador da Diaspora.Black, na Feira Preta Festival, encontro de cultura e empreendedorismo negro, no Píer Mauá. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil A região abriga também o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), que guarda vestígios do desembarque de escravizados, assim como o Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos e a Pedra do Sal, integrantes do Circuito Histórico e Arqueológico de Celebração da Herança Africana. A região também é o endereço do Grupo Afoxé Filhos de Gandhi, um dos blocos afro de carnaval mais antigos do Rio. Todos os anos, em 2 de fevereiro, o grupo oferece o tradicional presente de Iemanjá, além de desfilar no carnaval, como o bloco de Salvador, do qual se originou.   O grupo Afoxé Filhos de Gandhi desfila no dia de Iemanjá pelas ruas da zona portuária do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Pelo apelo cultural e gastronômico, Pita comemora que a região já é um dos territórios mais visitados da cidade do Rio. Apesar disso, ele pondera que os visitantes não saem com a experiência completa. “As pessoas vêm para a Pedra do Sal, para o Largo da Prainha (que reúne restaurantes e bares), para museus (Museu de Arte do Rio e Museu do Amanhã), e, muitas vezes, deixam de conhecer o Cais do Valongo. Saem sem compreender o berço que é a Pequena África para a ocupação da cidade, para o samba e para o carnaval. Tudo começou aqui”, frisa. Diretora executiva do espaço de economia colaborativa Preta Hub, Adriana Barbosa destaca a importância do local, escolhido neste ano como sede da Feira Preta. “Estamos aqui, em um lugar que já foi um mercado de pessoas africanas escravizadas, em outra lógica econômica, em que pessoas negras não são mais mercadorias, mas proponentes de relações comerciais a partir de nossa identidade e criatividade”. Nesta edição, participaram cerca de 130 empreendedores, e o espaço foi frequentado por 10 mil pessoas.   Feira Preta Festival, encontro de cultura e empreendedorismo negro, no Píer Mauá. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Investimento em divulgação Para a afro-turismóloga Emily Borges, fundadora da Etnias Turismo e Cultura, que debateu a questão no Festival, é preciso incluir a Pequena África nos guias de turismo e nos roteiros de grandes agências, além de investir em divulgação em pontos estratégicos, como os aeroportos da cidade. Segundo Borges, o turismo é uma experiência de memória e conexão. “Em um mundo cada vez mais acelerado, talvez o verdadeiro luxo das viagens esteja na profundidade das experiências vividas”, afirma. De acordo com Pita, os operadores de turismo e hotéis também precisam colocar o roteiro nas prateleiras. “A gente tem o produto, temos bons operadores, guias, todos com conhecimento, mas ainda há um certo racismo em destacar este destino”, avaliou. Como o exemplo da Rocinha revela, pontua Pita, há um grande potencial em destinos genuínos. Ele lembra o sucesso nas redes sociais de um vídeo de drone na favela da zona sul da cidade. Ali, nas lajes, turistas fazem filas de até duas horas e pagam R$ 150 por um vídeo com vista aérea da comunidade.   Feira Preta Festival, encontro de cultura e empreendedorismo negro, no Píer Mauá. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Apesar dos atrativos e da riqueza histórica da Pequena África, especialistas e moradores são unânimes em cobrar apoio e políticas do poder público para o território. Entre eles, investimentos em sinalização e conservação, como coleta de lixo e segurança pública. “É preciso pensar o território como um todo, se está bom para o morador, está bom para o turista também”, ponderou o gestor do Diáspora Black.  O Ministério do Turismo, segundo os especialistas, têm apoiado a transformação da Pequena África em um roteiro internacional. Em uma ação recente, em 2025, recebeu o encontro de afroturismo global o Black Travel Summit. “É um movimento que está começando, trazendo visbilidade”, avaliou Pita. Para apoiar organizações da Pequena África a continuarem a oferecer experiências que valorizam a herança africana, o Diáspora Black e a  Feira Preta vão repassar treinamento e recursos por meio do edital Rede Memória Viva. Outro objetivo do edital é mapear roteiros afro com potencial de desenvolvimento comunitário no país.   Espaço cultural Casa da Tia Ciata, na Pequena África. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil   FONTE: AGENCIA BRASIL

Saúde

Acre luta para reverter desinformação e ampliar vacinação contra o HPV

Apesar de avanços nos últimos anos, o Brasil ainda batalha para atingir as metas de vacinação contra o HPV, e esse desafio é ainda maior em um estado: o Acre.  No ano passado, enquanto a média de cobertura no país foi de 86% entre as meninas e 74,5% entre os meninos, no estado da região Norte, os índices ficaram em 59% e 50%, os menores entre todas as unidades federativas.  Uma das principais explicações para isso é um incidente ocorrido em 2017, quando 74 adolescentes acreanos apresentaram sintomas, que iam de dores de cabeça até desmaios e convulsões, após receberem o imunizante.  Uma extensa investigação comprovou que os componentes da vacina não causaram os problemas, mas o caso repercutiu nacionalmente e foi objeto de uma campanha de desinformação.  A atual coordenadora estadual do Programa Nacional de Imunizações no Acre, Renata Quiles, já integrava a equipe de gestão na época e viu todo o desenrolar da história em primeira mão:  “Até 2017, nós tínhamos 14 casos notificados de possíveis efeitos adversos dos mais variados, desde uma cefaleia, uma dor local, até um desmaio, todos investigados em tempo oportuno. Nós saímos de 14 para 127 casos notificados em 6 meses por um comportamento da massa, estimulada pelo que se veiculava na imprensa e pelo medo natural da população”, lembra ela.  Uma grande força-tarefa passou a investigar o ocorrido, tanto verificando os lotes das vacinas aplicadas à procura de algum problema, quanto examinando os adolescentes em busca de um diagnóstico.  Doze jovens com sintomas mais graves foram levados para a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, onde passaram semanas fazendo uma bateria de exames, incluindo alguns bem avançados, como videoencefalograma.   Renata Quiles, Coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Acre. Foto: Luan Martins / Sesacre Estresse vacinal Os especialistas da USP concluíram que dois irmãos tinham epilepsia de origem genética e o restante estava sofrendo de uma resposta física involuntária ao estresse, chamada de crise psicogênica não epilética, ou CNEP. Ou seja, não foi a vacina que causou os sintomas, mas o estresse relacionado ao ato de vacinar, combinado a outras questões pessoais e familiares. Em uma nota conjunta, as Sociedades Brasileiras de Pediatria e de Imunizações explicam que a CNEP é uma das manifestações das reações de estresse vacinal documentadas desde 1992 em diversos países e relacionadas a diferentes imunizantes.  Mas reforçam que não há nenhuma relação biológica com o material das vacinas. Ainda de acordo com as entidades, não se trata de uma simulação ou exagero, mas de uma condição real que pode até se tornar crônica. Mas elas alertam:  “Cada vez mais é descrita na literatura médica a influência negativa das redes sociais como meio de propagação de conteúdos, que agem como modelagem ou fatores de gatilho para o surgimento de novos casos. Estes canais também são o meio mais comum pelo qual o movimento antivacina influencia a população com informações falsas sobre as reações psicogênicas, atribuindo a elas caráter ‘sequelar’ causado pelo imunobiológico” De acordo com a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Mayra Moura, de fato, o movimento antivacina se aproveitou do episódio ocorrido no Acre, espalhando o medo para o restante do país.  Muitos pais já resistiam à vacina por acreditar que ela poderia estimular a “sexualidade precoce”, só porque a principal via de transmissão do HPV é a sexual. Foi uma combinação explosiva.  “A vacinação estava a todo o vapor, dando super certo e para usar um termo que os jovens usam, depois disso, a vacina de HPV “flopou”.  Essas questões fizeram com que a vacinação na escola acabasse, e a gente sabe que a melhor estratégia para a vacinação de adolescente é na escola, porque o adolescente não vai ao serviço de saúde”, lamenta Mayra.  O efeito foi ainda mais devastador no Acre, de acordo com Renata Quiles. Em 2018 e 2019, menos de 10% dos adolescentes do estado compareceram aos postos para se vacinar.  “O caso teve muita repercussão, mas eu não tive a mesma abertura para trazer à luz o que foi concluído, mostrar o resultado da investigação da USP que confirmou que nada estava relacionado com a vacina”, lamenta a coordenadora. Eventos adversos Renata e Mayra destacam que eventos adversos são comuns e esperados para qualquer medicamento, incluindo vacinas. O que determina se esses produtos serão disponibilizados para a população é a gravidade dos episódios, e se os riscos são inferiores aos benefícios. Isso já é estabelecido na fase de testes, mas continua sendo avaliado depois que a população passa a utilizar o medicamento em larga escala.  No caso da vacina contra o HPV, essa é uma conta indiscutível, de acordo com a gerente médica de vacinas da farmacêutica MSD, Aline Okuma: “A taxa de evento adverso é baixa e a efetividade é extremamente alta, de 90% ou mais. E a gente já tem estudos em alguns países mostrando que a incidência do câncer por HPV tem caído depois da introdução da vacina. A gente vê o sucesso”.  A MSD produz a vacina oferecida pelo Sistema Único de Saúde em parceria com o Instituto Butantan. “Nós já temos 20 anos de estudos e de acompanhamento dessa vacina, monitorando todos os riscos e todos os benefícios também. O câncer por HPV é uma doença que pode aparecer de uma forma muito silenciosa, você pode não detectar. A prevenção é essencial”, complementa Aline.    Conjunto de vacinas apresentadas durante treinamento no curso Sala de Vacina, da MSD, ministrado em Rio Branco (AC). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações Mayra Moura explica que o Brasil tem um sistema de farmacovigilância que acompanha todos os eventos supostamente atribuíveis à vacinação ou imunização (Esavis) notificados pelos serviços de saúde. A grande maioria são sintomas leves, já descritos nas bulas das vacinas, como dor no local da aplicação e febre. “Os eventos graves passam por uma investigação coordenada pelo Ministério da Saúde, em que o município e o estado participam, pra tentar entender, com exames, histórico de saúde, vendo medicamentos concomitantes que aquela pessoa

Atriz de
Famosos

Atriz de ‘Margo’s Got Money Troubles’ revela ter sido abandonada ainda bebê em escadaria

SÃO PAULO, SP () – Abandonada ainda bebê em uma escadaria na cidade chinesa de Changsha, a atriz Thaddea Graham carrega uma história marcada por recomeços. Hoje, ela chama atenção em “Margo’s Got Money Troubles”, nova série da Apple TV+ estrelada por Elle Fanning, na qual interpreta Susie, colega de quarto da protagonista e uma das pessoas que ajudam a jovem mãe a reconstruir a própria vida. Em entrevista ao jornal britânico The Independent, Graham contou que foi encontrada ainda nos primeiros meses de vida e passou os primeiros 13 meses em um orfanato antes de ser adotada por uma família da Irlanda do Norte. “Fui cuidada por pessoas que não me lembro hoje, mas que desempenharam um papel enorme na minha vida”, disse ela. Ela citou quem a encontrou na escadaria, os funcionários do orfanato e os pais adotivos como parte de uma rede de apoio que tornou sua trajetória possível. “A pessoa que me encontrou na porta, as pessoas que cuidaram de mim no orfanato, meus pais que entraram com o pedido de adoção…”, enumerou. Graham também refletiu sobre a decisão dos pais biológicos. “Meus pais me deram uma chance incrível de viver, e meus pais biológicos também. Acho que eles me deixaram em um lugar onde sabiam que eu seria encontrada.” Por isso, encara sua história como uma oportunidade rara. “Vejo isso como uma segunda chance e não quero desperdiçá-la. Não quero desonrá-los.” Criada nos arredores de Belfast, em uma região onde a população asiática era quase inexistente nos anos 1990, ela afirma que nunca se sentiu diferente. “Eu era apenas mais uma das crianças”, lembrou. A atriz também destacou o papel de uma professora que fazia questão de apresentar sua herança cultural aos colegas, promovendo aulas sobre adoção e até celebrações do Ano-Novo Chinês. “Achei aquilo uma gentileza incrível”, disse. A atriz ganhou projeção internacional ao interpretar Bea em “Os Irregulares de Baker Street”, da Netflix, e desde então participou de produções como “Sex Education”, “Bad Sisters” e “Wreck”. Em “Margo’s Got Money Troubles”, ela vê um tema que dialoga com sua própria trajetória. Assim como a série sugere que é preciso uma comunidade inteira para criar uma criança, Graham acredita que sua vida foi construída graças ao cuidado de pessoas que, em muitos casos, sequer conheceu. Heather McComb oficializou a união com o ator Scott Michael Campbell em uma cerimônia realizada em Montana. O casamento acontece poucos meses após a morte de James Van Der Beek, com quem a atriz foi casada por sete anos | 04:30 – 02/06/2026

Economia

China reconhece território brasileiro como livre da febre aftosa

O governo da China anunciou nesta terça-feira (2) o reconhecimento de todo o território brasileiro como área livre da febre aftosa. O anúncio foi feita durante visita do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ao país e ocorre após mais de 20 anos de negociações.  A decisão amplia oportunidades para as exportações de produtos bovinos e suínos procedentes do Brasil no mercado chinês, como miúdos e carne com osso. As exportações do agronegócio brasileiro com destino à China ultrapassaram US$ 50 bilhões em 2025. *Com informações do Ministério da Agricultura FONTE: AGENCIA BRASIL

Polícia Militar em Três Lagoas realiza solenidade de outorga de Medalhas de Tempo de Serviço
Polícia

Polícia Militar em Três Lagoas realiza solenidade de outorga de Medalhas de Tempo de Serviço

Três Lagoas (MS) – Na manhã desta segunda-feira (1/06), foi realizada a Solenidade de Outorga da Medalha de Tempo de Serviço, honraria concedida aos policiais militares que completam 10, 20 e 30 anos de efetivo serviço, pelos bons serviços prestados à ordem, à segurança e à tranquilidade do Estado. O evento ocorreu na Câmara Municipal de Três Lagoas e foi presidido pela Subcomandante Geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, a Coronel QOPM Neidy Nunes Barbosa Centurião e contou com a presença do Comandante do Comando de Policiamento de Divisas – Costa Leste – CPA2, Coronel QOPM Mauro Cesar Sales Ormay, o Comandante do 2º Batalhão de Polícia Militar, Tenente Coronel QOPM Ronaldo Moreira de Araujo, o Prefeito Municipal, Dr Cassiano Maia, dentre outras autoridades civis e militares da região de Três Lagoas-MS, além dos agraciados, familiares e amigos. Foram agraciados com as honrarias 53 policiais militares, sendo entregues 7 Medalhas de Tempo de Serviço, por terem completado 30 anos de efetivo serviço; 18 Medalhas de Tempo de Serviço, por terem completado 20 anos de efetivo serviço e 28 Medalhas de Tempo de Serviço, por terem completado 10 anos de efetivo serviço. Assessoria de Comunicação Social do 2º BPM Acesse e curta nossas redes sociais:  Youtube e Instagram

MS inicia Junho Prata com chamado coletivo por respeito e valorização da população idosa
Mato Grosso Do Sul

MS inicia Junho Prata com chamado coletivo por respeito e valorização da população idosa

Ação “Sinceras Linhas”, da Subsecretaria de Políticas Públicas para Pessoa Idosa, em um CCI da Capital. (Foto: Paula Maciulevicius/SEC) Com um convite à reflexão sobre envelhecimento, dignidade e garantia de direitos, Mato Grosso do Sul deu início, nesta segunda-feira (1º), à campanha Junho Prata 2026, mobilização estadual de enfrentamento à violência contra a população idosa promovida pela Secretaria de Estado da Cidadania. A abertura oficial ocorreu por meio de live que reuniu representantes de mais de 30 municípios sul-mato-grossenses, entre gestores da política pública da pessoa idosa, profissionais da rede de atendimento, universidades, conselhos, instituições parceiras e pessoas idosas, os protagonistas centrais da campanha. Subsecretária de Políticas Públicas para Pessoa Idosa, Larissa Paraguassu, durante live de lançamento do Junho Prata. (Foto: Paula Maciulevicius/SEC) Além do debate sobre violência, idadismo e proteção social, também foi lançado oficialmente o Calendário Junho Prata 2026, que irá reunir e divulgar as ações promovidas pelos municípios ao longo do mês. A proposta é fortalecer a mobilização estadual, ampliar a participação das cidades e dar visibilidade às iniciativas voltadas à promoção dos direitos da população idosa. A abertura foi conduzida pela subsecretária de Políticas Públicas para Pessoa Idosa, Larissa Paraguassu, que destacou a importância de construir políticas públicas que reconheçam o envelhecimento como parte da vida e da cidadania. “Falar sobre envelhecimento é falar sobre humanidade, respeito, dignidade e futuro. É falar sobre o tipo de sociedade que estamos construindo para nós mesmos e para as próximas gerações”, afirmou. Durante a fala, Larissa ressaltou que discutir envelhecimento exige olhar para as diferentes realidades sociais presentes no Estado, fortalecendo políticas públicas inclusivas e intersetoriais. “Quando falamos sobre envelhecimento, estamos falando sobre todas as pessoas. Falamos do envelhecimento indígena, quilombola, LGBTQIA+, das pessoas com deficiência. Precisamos olhar para todos os grupos que estão envelhecendo”, pontuou. Ela também destacou o trabalho de articulação desenvolvido pela Secretaria de Estado da Cidadania para integrar diferentes áreas do Governo do Estado nas pautas relacionadas à população idosa. Secretário de Estado da Cidadania, José Francisco Sarmento, reforçou a importância da participação social e do diálogo permanente entre sociedade civil e poder público para o fortalecimento das políticas públicas. “É muito importante que vocês provoquem o poder público, participem dos conselhos, fóruns e debates. O Governo do Estado só cresce e melhora com isso”, destacou. Representando o protagonismo da população idosa, a acadêmica da Universidade da Maturidade (UMA/UEMS), Neide de Paulo Silva, compartilhou sua trajetória de aprendizado e participação social, reforçando a importância de espaços de convivência, valorização e pertencimento. “Envelhecer é um processo extraordinário. Hoje vivemos mais, mas precisamos refletir sobre como estamos tratando a população idosa”, afirmou. Ela também chamou atenção para o papel da informação na prevenção às violências. “A informação protege, porque uma pessoa idosa consciente dos seus direitos se torna menos vulnerável a abusos e violências”, disse. A palestra magna do evento foi ministrada pela professora doutora Naira de Fátima Dutra Lemos, assistente social, especialista em Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), mestre e doutora em Ciências pela Unifesp e integrante do Conselho Consultivo Pleno da SBGG Nacional. Durante a apresentação, a especialista abordou o crescimento das denúncias de violência contra a população idosa, o impacto do idadismo na naturalização dessas violências e a necessidade de ampliar a educação para o envelhecimento em diferentes espaços da sociedade. “A violência contra a pessoa idosa não começa na agressão física. Ela começa quando deixamos de enxergar a pessoa idosa como sujeito de direitos”, alertou. Naira também ressaltou que o aumento dos registros de violência representa maior conscientização e fortalecimento dos canais de denúncia. “Não é apenas que existam mais casos. Hoje também temos mais denúncias, mais pessoas reconhecendo e nomeando a violência”, explicou. Ao longo da palestra, a especialista apresentou três palavras-chave para o enfrentamento à violência contra a população idosa: reconhecer, nomear e agir. “Quando a violência se torna normal, ela deixa de chocar. Por isso, reconhecer e nomear é o primeiro passo para enfrentar”, destacou. Entre os temas abordados estiveram a violência psicológica, patrimonial, física, negligência e abandono, além da necessidade de fortalecer as redes de apoio e proteção nos municípios. Em Mato Grosso do Sul, campanha tem o nome de Junho Prata em homenagem aos cabelos “prateados”. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) Junho Prata A campanha Junho Prata é realizada anualmente com o objetivo de mobilizar a sociedade para o enfrentamento à violência contra a população idosa, ampliar o debate sobre envelhecimento e fortalecer ações de promoção de direitos, respeito e valorização da vida. Ao longo do mês, os municípios sul-mato-grossenses irão promover palestras, rodas de conversa, ações educativas, mobilizações e atividades de conscientização voltadas à população idosa e à sociedade em geral. O calendário estadual seguirá sendo atualizado com as programações encaminhadas pelas cidades participantes. Para visualizar a programação completa do calendário, clique aqui. Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania Fonte: Secom Mato Grosso do Sul

Internacional

Exigido por Trump, Acordo de Abraão isola palestinos frente a Israel

Exigência de Donald Trump aos países árabes, os chamados acordos de Abraão podem isolar ainda mais os palestinos na região, ampliando a margem de ação para Israel anexar a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, avaliam especialistas em Oriente Médio. Assinados por Marrocos, Emirados Árabes Unidos (EAU), Bahrein e Sudão durante o primeiro mandato de Trump na Casa Branca, esses acordos buscam “normalizar” as relações de países árabes com Israel. Em 2025, o Cazaquistão se comprometeu a aderir ao pacto. Notícias relacionadas: Israel mata chefe militar do Hamas em ataque em Gaza. Israel utiliza acesso a água como arma contra palestinos, acusa MSF . Em meio a negociações com o Irã, Trump voltou a pressionar Arábia Saudita, Catar, Paquistão, Turquia, Egito e Jordânia para que assinem os acordos, condicionando as negociações de paz com Teerã à adesão aos tratados. “Deveria começar com a assinatura imediata da Arábia Saudita e do Catar, e todos os outros deveriam seguir o exemplo. Se não o fizerem, não deveriam fazer parte deste Acordo (com o Irã), pois isso demonstra má intenção”, disse Trump em uma rede social. Acordos de Abraão – Arte Dijor/EBC A professora de relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) Rashmi Singh explicou à Agência Brasil que esses acordos são vistos pelos palestinos como uma traição dos países árabes. “Os acordos alteraram fundamentalmente a diplomacia do Oriente Médio ao tentar convencer os Estados árabes sunitas a desvincular a normalização das relações com Israel da causa palestina, efetivamente pondo fim ao consenso árabe de longa data de que a paz com Israel exigia uma resolução prévia do conflito palestino”, disse a especialista. O professor de relações internacionais Mohammed Nadir, da Universidade Federal do ABC paulista (UFABC), avalia que os acordos consolidam a subordinação dos países árabes à política de Israel e dos EUA no Oriente Médio. “O objetivo é livrar Israel do isolamento em que se encontra após os crimes perpetrados contra os palestinos de Gaza. As consequências serão desastrosas para os palestinos, uma vez que irão deixar os palestinos à própria sorte sem nenhum apoio árabe, se ainda podemos falar de apoio árabe”, comentou Nadir. Apenas o Paquistão rejeitou a proposta de Trump de assinar os acordos de Abraão, dizendo que o país “não tem obrigação de acatar essa exigência”. Diversos analistas avaliam que o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 tinha, entre os objetivos, paralisar as negociações de países árabes com Israel, principalmente em relação à Arábia Saudita. Estado palestino A professora Rashmi Singh acrescentou que os países que assinam os acordos priorizaram interesses econômicos e preocupações de segurança em relação ao Irã em detrimento da criação de um Estado palestino. Para ela, os acordos, assinados a partir de 2020, incentivaram a escalada da violência de Israel contra os palestinos. Rashmi Singh, professora de relações internacionais da PUC Minas – Foto: Frame/TV Assembleia MG “Se Trump for bem-sucedido, a consequência mais óbvia será a catástrofe para qualquer futuro Estado palestino e dará carta branca a Israel para continuar sua brutalidade, ocupação militar, regime de apartheidbem como a limpeza étnica dos palestinos e o roubo de suas terras”, completou. Ao defender que os demais países de maioria árabe ou mulçumana assinassem os acordos de Abraão, Donald Trump destacou que as nações que já aderiram experimentaram um “estrondo econômico”. “Os acordos de Abraão provaram ser, para os países envolvidos (Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Marrocos, Sudão e Cazaquistão), um estrondo financeiro, econômico e social, mesmo durante este período de conflito e guerra”, disse Trump. Fortalecer Israel Para a professora da PUC Minas, a nova pressão de Trump para assinatura dos acordos buscar manter a hegemonia de Israel no Oriente Médio. “E, por meio de Israel, a presença e influência dos EUA na região, onde as relações de poder foram drasticamente alteradas por mais um fracasso desastroso dos EUA, que deixou o Irã em uma posição muito mais forte do que antes”, acrescentou Rashmi Singh. Por outro lado, a especialista em Oriente Médio ressalta que emergiu durante a guerra com o Irã uma aliança militar e diplomática dos Estados mulçumanos sunitas Arábia Saudita, Paquistão, Turquia, Omã e Catar. “Essa aliança, embora não se identifique como anti-Israel, certamente não beneficiará as ambições de Israel na região, mas proporcionará uma proteção, ainda que não um alívio completo, para os palestinos”, disse. Professor de relações internacionais Mohammed Nadir, da Universidade Federal do ABC – Foto: Arquivo pessoal Para o professor Mohammed Nadir, o presidente Donald Trump é um adepto do “sionismo”, ideologia política por trás do Estado de Israel. “Ele é adepto das ideias messiânicas dos extremistas israelenses que acreditam na grande Israel sem sua população originária, isto é, os palestinos. Dito isso, os ataques contra palestinos tanto em Gaza como em Cisjordânia, colonatos, ataques às terras agrícolas de palestinos pelos colonos são um indício claro de um plano maior que é eternizar a Nakba desde 1948”, concluiu. Entenda Nakba é o termo usado pelos palestinos para se referir à criação do Estado de Israel, em 1948, quando cerca de 750 mil palestinos foram expulsos de suas casas e cerca de 500 vilas palestinas foram destruídas, dando início ao drama dos refugiados palestinos. Nas últimas semanas, organizações de direitos humanos têm denunciado a expansão da política de assentamentos ilegais na Cisjordânia, assim como ataques de colonos israelenses na região. Em resposta a esse processo, a União Europeia aprovou sanções contra colonos israelenses por “expansão ilegal dos colonatos” de Israel e a “anexação de grandes partes da Cisjordânia ocupada”. Na última semana, o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, de Israel, afirmou que ampliaria o controle sobre a Faixa de Gaza para 70%. Atualmente, Tel Aviv reconhece que ocupa 60% da Faixa de Gaza. O anúncio foi criticado pela Alemanha, um dos principais aliados de Israel na Europa. Berlim disse que se oporia a qualquer divisão permanente de Gaza. Membros do governo de Israel têm defendido a emigração dos palestinos de Gaza e a anexação da Cisjordânia. Tel Aviv ainda tem rejeitado a construção

Justiça dos EUA concede medida protetiva a Sabrina Carpenter após invasão em residência
Famosos

Justiça dos EUA concede medida protetiva a Sabrina Carpenter após invasão em residência

() – Sabrina Carpenter conseguiu uma ordem de restrição temporária contra um suposto perseguidor após relatar uma série de episódios envolvendo invasões e tentativas de aproximação em sua residência, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Segundo o TMZ, que teve acesso aos documentos que a cantora apresentou à Justiça, o homem identificado como William Applegate começou a monitorar a casa da artista em abril. Em 23 de maio, ele teria pulado a cerca de segurança da propriedade, tentado abrir a porta da frente e tocado a campainha. Ele foi detido após o incidente, mas retornou ao local menos de 24 horas depois. Conforme os documentos, o homem só deixou a residência após ser orientado pela equipe de segurança. No dia seguinte, teria aparecido novamente, o que motivou uma nova intervenção policial. “William Applegate é um completo estranho para mim. Nunca o conheci nem me comuniquei com ele de forma alguma”, declarou a cantora no processo. “Seu ato de tentar abrir e entrar pela minha porta da frente, sem convite, consentimento ou qualquer base legal, está entre as violações de segurança e privacidade mais perturbadoras que já sofri”, afirmou a artista. Segundo ela, a insistência do homem em alegar que os dois se conheciam demonstra uma “fixação perigosa, delirante e irracional”. A ordem de restrição temporária determina que Applegate permaneça a pelo menos 91 metros de distância de Sabrina Carpenter, de sua residência e de familiares próximos. Uma audiência para decidir os próximos passos do caso está marcada para 17 de junho. A artista relata que o perseguidor, indetificado como William Applegate, 31, começou a monitorar sua casa em Los Angeles em abril; homem foi detido após o ocorrido, mas voltou à residência após menos de 24 horas | 20:36 – 01/06/2026

Esporte

Anfitrião Canadá enfrenta Bósnia, Suíça e Catar no Grupo B da Copa

Contado com um dos anfitriões da Copa do Mundo de 2026, o Grupo B é um dos mais equilibrados da competição. O Canadá inicia o torneio, que será disputado entre os dias 11 de junho e 19 de julho, também no México e nos EUA, medindo forças com Bósnia, Suíça e Catar. Os canadenses, que participam do terceiro Mundial de sua história, disputarão suas três partidas na primeira fase da competição em casa (um jogo em Toronto e dois em Vancouver). Desta forma, a equipe comandada pelo técnico norte-americano Jesse Marsch terá a oportunidade de alcançar sua primeira vitória em uma Copa. Notícias relacionadas: Inspirado pelo Carnaval, Ancelotti quer seleção alegre e comprometida . Ancelotti diz que Brasil pode competir com melhores equipes do mundo. Brasil fará jogo de despedida no Maracanã antes da Copa do Mundo. 🇨🇦 O primeiro do Canadá #FIFAWorldCup gol ⚡ pic.twitter.com/0VoDJ6j3Ky — Copa do Mundo FIFA (@FIFAWorldCup) 19 de dezembro de 2022 Para isto, o Canadá aposta especialmente em dois jogadores com destaque na Europa, o lateral Alphonso Davies, do Bayern de Munique (Alemanha), e o centroavante Jonathan David, da Juventus (Itália). Nesta chave, a equipe com mais experiência em Copas do Mundo é a Suíça. A equipe europeia disputa o torneio pela 13ª vez na história. Tendo como característica principal a força defensiva, a equipe, que chegou às oitavas de final no Catar, em 2022, continua sendo comandada pelo ex-zagueiro suíço Murat Yakin. Suíça 🎟️ #Somos26@aramco | #FIFAWorldCup pic.twitter.com/yqKSn6rKwG — Copa do Mundo FIFA (@FIFAWorldCup) 18 de novembro de 2025 O maestro da equipe é o experiente Granit Xhaka, que atualmente defende o Sunderland (Inglaterra). No ataque a esperança de gol é o centroavante Breel Embolo, do Rennes (França). Já na defesa o grande nome é o zagueiro Manuel Akanji, do Manchester City (Inglaterra). Além de um dos anfitriões da Copa de 2026, o Grupo B também conta com o Catar, que foi a sede do último Mundial. Em sua segunda participação na competição, os Maroons esperam fazer uma melhor campanha do que em 2022, quando ficaram na última posição da classificação. 🇶🇦🤖 A máquina de gols do Catar! Almoez Ali quer provar seu brilhantismo no cenário mundial em #Somos26. — Copa do Mundo FIFA (@FIFAWorldCup) 5 de abril de 2024 Comandado pelo técnico espanhol Julen Lopetegui, o Catar tem entre seus destaques dois brasileiros naturalizados: o atacante Edmilson Júnior, que defende o Al-Duhail (Catar), e o lateral Lucas Mendes, do Al-Wakrah (Catar). Outra seleção que disputa em 2026 o seu segundo mundial é a Bósnia e Herzegovina. A equipe se garantiu após superar na repescagem europeia duas equipes tradicionais: o País de Gales e a Itália. Pela primeira vez desde 2014… 🇧🇦 A Bósnia-Herzegovina se classificou para o #FIFAWorldCup! pic.twitter.com/3ZPVWzxZJJ — Copa do Mundo FIFA (@FIFAWorldCup) 31 de março de 2026 Mesmo aos 40 anos de idade, o centroavante Edin Džeko, do Schalke 04 (Alemanha) é o principal nome dos Lírios Dourados. Fonte:Agência Brasil

Sam Levinson afirma que Sydney Sweeney não quiz reduzir de nudez em
Famosos

Sam Levinson afirma que Sydney Sweeney não quiz reduzir de nudez em ‘Euphoria’

SÃO PAULO, SP () – Sam Levinson, criador de “Euphoria”, afirmou que chegou a considerar gravar a terceira temporada da série sem cenas de nudez envolvendo Cassie, personagem de Sydney Sweeney. Mas a ideia foi rejeitada pela própria atriz, que questionou a decisão ao lembrar que a nova fase da personagem envolve o universo do OnlyFans. Em entrevista ao New York Times, Levinson disse que pensou em contornar algumas cenas para evitar nudez. Segundo ele, Sweeney reagiu de forma direta. “Você está brincando? Eu estou interpretando uma modelo de OnlyFans. Você está me dizendo que vai tentar desviar disso?”, teria dito a atriz. O criador da série afirmou ter concordado com o argumento. Cassie foi um dos papéis que projetaram Sweeney, mas também virou alvo de críticas pela forma como a personagem foi sexualizada nas duas primeiras temporadas, quando a trama ainda acompanhava adolescentes no ensino médio. Ao comentar as reclamações sobre nudez excessiva, Levinson afirmou que os atores sabem, desde o roteiro e os testes, o que cada papel exige. O diretor também disse que, depois da escalação, entra o trabalho de coordenação de intimidade e que nenhum ator pode ser obrigado a gravar uma cena caso mude de ideia. Para ele, boas atuações dependem de um ambiente seguro. “As performances mais honestas acontecem quando o ator se sente livre e protegido”, afirmou. Levinson elogiou Sweeney e a chamou de “totalmente destemida” e “maravilhosamente profissional”. Segundo ele, há uma relação de confiança entre os dois para tratar a nova fase de Cassie, que explora o lado absurdo, dramático e bem-humorado do universo do OnlyFans. Heather McComb oficializou a união com o ator Scott Michael Campbell em uma cerimônia realizada em Montana. O casamento acontece poucos meses após a morte de James Van Der Beek, com quem a atriz foi casada por sete anos | 04:30 – 02/06/2026

Brasil

Região Norte Ms

Internacional

Sign Up for Our Newsletter

Subscribe to our newsletter to get our newest articles instantly!

Email :

Contact: 

Pantanal Rio Verde News @2026. All Rights Reserved.