Pantanal News

Economia

Exportações para Estados Unidos caem 14% em maio

As exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 14% em maio na comparação com o mesmo mês de 2025, divulgou nesta quarta-feira (3) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Desde agosto do ano passado, quando começaram a vigorar as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump, as vendas para o mercado estadunidense vêm recuando. Apesar da queda, o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, diz que os números ainda não permitem concluir que houve uma mudança estrutural na relação comercial entre os dois países. “É cedo para falar de mudança estrutural. Fluxos no comércio exterior levam tempo para se adaptar, depende muito da composição da pauta, tem bens sob encomenda que sofrem choque maior, mas commodities e alimentos não, como é o caso de grande parte do perfil da pauta com Estados Unidos, com petróleo, celulose, combustível, carne, café. Tem um momento de aumento de custo, pode ser que cause retratação do fluxo, mas pode retomar rapidamente”, afirmou Brandão. Ele ressaltou que o ritmo de redução das exportações para os Estados Unidos tem diminuído nos últimos meses. “Tivemos a maior queda em outubro, de 35%. Em janeiro houve redução de 26%, e essa redução vem se arrefecendo ao longo dos meses: 20% em fevereiro, 10% em março, 10% em abril e 14% em maio”, declarou. Comércio com EUA Os principais números foram: •    Exportações para os EUA: US$ 3,09 bilhões (-14%) •    Importações dos EUA: US$ 3,21 bilhões (-11%) •    Déficit comercial em maio: US$ 121 milhões No acumulado de janeiro a maio: •    Exportações: US$ 14,01 bilhões (-16%) •    Importações: US$ 15,48 bilhões (-12,6%) •    Déficit comercial: US$ 1,47 bilhão A participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras também recuou, passando de 12% em maio de 2025 para 9,7% em maio deste ano. China ganha espaço Enquanto os embarques para os Estados Unidos diminuíram, a China ampliou sua presença como principal destino das exportações brasileiras. Em maio, as vendas para o país asiático cresceram 9,5%, alcançando US$ 10,5 bilhões. As importações avançaram 24,2%, para US$ 6,8 bilhões. O resultado gerou superávit comercial de US$ 3,7 bilhões no mês. Nos cinco primeiros meses do ano: Exportações: US$ 43,26 bilhões (+21,8%) Importações: US$ 30,76 bilhões (+4,1%) Superávit: US$ 15,5 bilhões A participação chinesa na pauta exportadora brasileira passou de 32,1% para 32,9% no período. Petróleo em destaque Brandão também atribuiu ao conflito no Oriente Médio o forte avanço das exportações de combustíveis derivados de petróleo pela indústria de transformação. Segundo ele, os choques de oferta provocados pela guerra elevaram os preços internacionais e impulsionaram o valor exportado pelo Brasil. Em maio: Exportações de óleos combustíveis cresceram 75,2% em volume; O valor exportado aumentou 49,8%. As exportações de petróleo bruto, no entanto, registraram queda de 9,3% em valor e retração de 42,1% no volume embarcado em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado. De acordo com o diretor do Mdic, o movimento é pontual e não está relacionado ao imposto de exportação criado pelo governo para o produto. “O Brasil é muito competitivo. A questão do imposto de exportação não vai impactar a oferta brasileira para o exterior, ainda mais em um cenário de preços elevados. As empresas continuam produzindo petróleo e os investimentos seguem ocorrendo”, afirmou. Como exemplo, Brandão citou a entrada em operação de uma nova plataforma de produção de petróleo em fevereiro deste ano. Saldo comercial Nos cinco primeiros meses de 2026, o Brasil acumulou superávit comercial de US$ 32,662 bilhões, acima dos US$ 24,33 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. O resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento das exportações para a China e pelo desempenho de produtos ligados ao setor de energia e commodities (bens primários com cotação internacional). FONTE: AGENCIA BRASIL

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Internacional

Rubio diz que ‘Escudo das Américas’ pode crescer após eleições latino-americanas

As eleições em países da América Latina podem ampliar o grupo de nações alinhadas à estratégia de segurança defendida pelos Estados Unidos no continente. A avaliação foi feita nesta quarta-feira (3) pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, ao apresentar ao Congresso a proposta de orçamento do Departamento de Estado para o ano fiscal de 2026-2027. Durante audiência na Câmara dos Representantes, Rubio afirmou que a aliança Escudo das Américas, criada pelo governo Trump, já reúne mais de 14 países e deve crescer nos próximos meses. Segundo ele, a expectativa está relacionada às mudanças políticas que podem ocorrer na região. “Mais de 14 países no hemisfério se juntaram à nossa aliança contra o terrorismo, o narcotráfico e para assuntos de segurança. Acreditamos que este número aumentará nos próximos meses, à medida que as eleições mudem a liderança em vários países”, declarou.   Leia mais: EUA propõem tarifa de 12,5% contra o Brasil por trabalho forçado Leia mais: EUA miram Pix e ameaçam impor tarifa de 25% ao Brasil em nova ofensiva comercial   Aliança “Escudo das Américas” A iniciativa, citada pelo secretário, foi lançada em março durante encontro realizado na Flórida. A convite de Trump, cerca de metade dos países da América Latina e do Caribe participou da reunião que marcou a criação do bloco. O projeto surgiu em um momento de fortalecimento de governos conservadores na região, tendo entre seus participantes países como Argentina, Chile, El Salvador e Equador. Líderes reunidos no lançamento da aliança (Foto: Daniel Torok/ Casa Branca) A aposta de Rubio em uma ampliação da aliança ocorre enquanto Washington acompanha disputas eleitorais estratégicas. Na Colômbia, Trump comemorou o desempenho do candidato presidencial de extrema direita Abelardo de la Espriella no primeiro turno e declarou apoio ao político. De la Espriella agradeceu o apoio recebido afirmando: “Prezado presidente Donald J. Trump. Com a cabeça erguida e o coração repleto de gratidão patriótica, recebo suas palavras e seu apoio inabalável”.

Economia

Bolsa cai 2,22%, e dólar volta a subir acima de R$ 5,06

A bolsa brasileira fechou em forte queda, e o dólar avançou mais de 1% nesta quarta-feira (3), num dia marcado pela aversão global ao risco. As negociações foram dominadas pela escalada das tensões no Oriente Médio e pelo aumento das preocupações com novas tarifas comerciais dos Estados Unidos sobre o Brasil e outros países. O Ibovespa, principal índice da B3, recuou 2,22%, e fechou o quarta-feira aos 170.330 pontos. O dólar comercial subiu 1,14%, encerrando o pregão a R$ 5,067. O movimento refletiu a busca por ativos considerados mais seguros e a redução da exposição a mercados emergentes. Ibovespa em queda Após a recuperação observada na terça-feira (2), o Ibovespa devolveu os ganhos e registrou a maior perda diária desde 7 de maio. O índice chegou a tocar a mínima de 170.007 pontos ao longo do pregão, mas conseguiu preservar o patamar dos 170 mil pontos no fechamento. O resultado levou a bolsa ao menor nível desde 20 de janeiro. Na semana, o índice acumula queda de 1,99%, enquanto o avanço em 2026 foi reduzido para 5,71%. Além do cenário geopolítico, investidores monitoraram a proposta de novas tarifas comerciais dos Estados Unidos contra o Brasil. Após recomendar uma taxa de 25% sobre parte das exportações brasileiras, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) avançou com uma nova proposta tarifária relacionada ao combate ao trabalho forçado. Câmbio avança No mercado de câmbio, o dólar ganhou força diante do aumento da procura global pela moeda americana. A divisa chegou à máxima de R$ 5,09 durante a tarde e encerrou o dia no maior nível desde 8 de abril. O real teve um dos piores desempenhos entre as moedas emergentes, influenciado pela saída de recursos da bolsa brasileira e pelo posicionamento mais defensivo dos investidores antes do feriado de Corpus Christi. O avanço do dólar também acompanhou a valorização da moeda americana no exterior, impulsionada por dados econômicos mais fortes nos Estados Unidos e pela expectativa de manutenção de juros elevados por mais tempo. Apesar da alta desta quarta-feira, o dólar ainda acumula queda de 7,69% frente ao real em 2026. Petróleo em alta Os preços do petróleo voltaram a subir com o aumento das incertezas sobre um acordo entre Estados Unidos e Irã e a continuidade dos confrontos na região do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia. O barril do Brent, referência internacional e parâmetro para a Petrobras, avançou 1,89%, encerrando o dia cotado a US$ 97,81. O WTI, do Texas subiu 2,4%, fechando a US$ 96,02. O mercado segue atento ao risco de interrupções no fornecimento global de petróleo, cenário que reforça preocupações com a inflação e amplia a cautela dos investidores ao redor do mundo. *Com informações da Reuters FONTE: AGENCIA BRASIL

EUA propõem tarifa de 12,5% contra o Brasil por trabalho forçado
Internacional

EUA propõem tarifa de 12,5% contra o Brasil por trabalho forçado

O governo dos Estados Unidos incluiu o Brasil em uma lista de países que poderão ser alvo de novas tarifas comerciais após uma investigação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sobre a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Divulgado nesta terça-feira (2), o relatório propõe uma sobretaxa de 12,5% para produtos brasileiros e aponta falhas do país na fiscalização desse tipo de prática. A apuração foi aberta em março com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e analisou 60 países, além da União Europeia. Segundo o USTR, a falta de mecanismos eficazes para impedir a circulação de bens produzidos sob trabalho forçado cria uma concorrência desleal para empresas e trabalhadores norte-americanos e restringe o comércio dos EUA. Os países avaliados foram divididos em dois grupos. No primeiro ficaram aqueles que possuem algum tipo de proibição legal ou instrumentos para combater a importação dessas mercadorias, mas tem fiscalização insuficiente. União Europeia, Canadá, México, Indonésia, Paquistão e Equador foram enquadrados nessa categoria e poderão receber uma tarifa adicional de 10%. O Brasil foi incluído no segundo grupo, destinado aos países que não proíbem legalmente a importação de produtos fabricados total ou parcialmente com trabalho forçado em outros países e também não fiscalizam de forma efetiva a entrada desses bens em seus mercados.   Leia mais: Lula chama filhos de Bolsonaro de ‘traidores’ após proposta de tarifa dos EUA contra o Brasil Leia mais: EUA miram Pix e ameaçam impor tarifa de 25% ao Brasil em nova ofensiva comercial   Carnes brasileiras ficam de fora da nova taxa Apear da proposta de sobretaxa, alguns dos principais produtos exportados pelo Brasil ficaram fora da medida. A lista de exceções divulgada pelo governo norte-americano inclui carne bovina, aviões, café, suco de laranja, petróleo, terras raras e metais. A proposta ainda passará por consulta pública com audiência marcada para 7 de julho. Ainda, a adoção das tarifas dependerá de decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Também permanece indefinido se a sobretaxa poderá ser acumulada com outra tarifa de 25% discutida em uma investigação separada conduzida pelo próprio USTR.

Economia

Receita identifica divergências de R$ 44 bi em créditos de PIS/Cofins

A Receita Federal identificou divergências em aproximadamente R$ 44 bilhões em créditos do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) declarados por cerca de 12 mil empresas. Os contribuintes serão orientados a regularizar as informações por meio da Escrituração Fiscal Digital das Contribuições (EFD-Contribuições). Segundo o órgão, a medida busca garantir que os créditos sejam corretamente reconhecidos e possam ser utilizados sem impedimentos durante a transição para a reforma tributária, que substituirá os dois tributos pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) a partir de 2027. De acordo com a Receita, as inconsistências foram encontradas nos créditos informados pelas empresas e precisam ser ajustadas para evitar problemas futuros na compensação ou no ressarcimento dos valores. Os números envolvidos chamam atenção: Cerca de 12 mil empresas apresentaram divergências; Os valores somam aproximadamente R$ 44 bilhões; O universo total de créditos de PIS e Cofins é estimado em R$ 140 bilhões. Créditos preservados Os saldos acumulados poderão ser utilizados para: Compensar débitos da futura CBS; Abater outros tributos federais; Pedir ressarcimento em dinheiro. A regra valerá tanto para créditos já existentes quanto para aqueles acumulados até a implementação do novo sistema tributário. Como funciona O PIS e a Cofins são contribuições federais cobradas sobre o faturamento das empresas. Dependendo do regime tributário adotado, os contribuintes podem gerar créditos relacionados a despesas ligadas à atividade econômica. Entre as operações que costumam gerar créditos estão: Compra de insumos Aquisição de mercadorias Contratação de determinados serviços Esses valores podem ser descontados do montante devido em tributos, reduzindo a carga tributária e evitando a chamada cumulatividade ao longo da cadeia produtiva. Números do sistema Segundo a Receita Federal, atualmente cerca de 100 mil empresas têm créditos de PIS e Cofins registrados. Desse total: 70% têm créditos inferiores a R$ 100 mil; 90% possuem saldo inferior a R$ 1 milhão; O estoque total é estimado em R$ 140 bilhões. Transição para a CBS A utilização dos créditos durante a transição para a CBS será feita por meio do sistema PER/DCOMP Web, utilizado para pedidos de compensação e ressarcimento. A Receita informou que a plataforma contará com uma funcionalidade específica para permitir o aproveitamento dos créditos após a entrada em vigor da CPS, no próximo ano.  Além disso, o sistema recuperará automaticamente os saldos declarados na EFD-Contribuições referentes a dezembro de 2026. Segundo o órgão, a medida reduzirá retrabalho, aumentará a segurança das informações e dará mais previsibilidade às empresas durante a implementação da reforma tributária. Em 2026, a reforma tributária está em fase de testes, com as empresas cobrando uma alíquota simbólica de 0,9% de CBS e 0,1% de Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) que serão deduzidas dos tributos atuais. O IBS será administrado pelos estados e municípios, enquanto a CBS será um tributo federal. A partir de 2027, os tributos sobre o consumo serão gradualmente extintos, enquanto as alíquotas de CBS e de IBS subirão. FONTE: AGENCIA BRASIL

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Internacional

Trump discute com Netanyahu e chama aliado de ‘louco’

A relação entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, atravessou um momento de tensão durante as discussões sobre a situação no Líbano. Em meio às tentativas de Washington de consolidar um entendimento com o Irã e evitar uma nova escalada regional, o líder norte-americano afirmou ter repreendido o aliado israelense. O presidente Donald Trump, admitiu nesta quarta-feira (3) ter chamado o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de “louco” durante uma conversa telefônica sobre os ataques israelenses ao Líbano. Na terça-feira (2), o site norte-americano Axios informou que Trump criticou duramente Netanyahu durante o telefonema e afirmou que o premiê israelense só não estaria preso graças ao apoio dos EUA. Segundo fontes ouvidas pela publicação, o republicano avaliou que uma ofensiva contra Beirute ampliaria o isolamento internacional de Israel. De acordo com o site, Trump disse a Netanyahu: “Você está completamente louco. Você estaria na prisão se não fosse por mim. Estou salvando a sua pele”. Segundo foi relatado ao veículo norte-americano, o presidente dos EUA estava “furioso” e chegou a gritar com o premiê israelense: “Que diabos você está fazendo?”. Questionado sobre o episódio durante entrevista ao podcast “Pod Force One”, Trump confirmou o relato divulgado pelo Axios. Ao ser perguntado se havia chamado Netanyahu de “louco”, respondeu: “Sim, chamei”.   Leia mais: Marco Rubio diz que Irã aceitou negociar pontos do programa nuclear Leia mais: Ataques no Líbano suspendem negociações no Oriente Médio   Republicano ficou ‘pertubado’ com as ações israelenses O presidente norte-americano afirmou que sua insatisfação estava relacionada às operações militares israelenses no Líbano. “Eu não diria irritado. Fiquei um pouco perturbado com suas constantes brigas com o Líbano, sabe? Em certo momento, eu disse: ‘Bibi, precisamos parar com isso’”, declarou. Apesar do tom adotado na conversa, Trump procurou minimizar o impacto do desentendimento e destacou a relação que mantém com Netanyahu. Segundo ele, os dois líderes continuam trabalhando em conjunto. “Nós trabalhamos muito bem juntos. Eu gosto muito do Bibi, trabalhei muito bem com ele. Sabe, ele é um primeiro-ministro em tempo de guerra e eu sou um presidente em tempo de guerra”, afirmou. Durante a entrevista, Trump voltou a defender sua decisão de iniciar a guerra contra o Irã e afirmou que a medida foi necessária para impedir que Teerã obtivesse armas nucleares. “Não quero aborrecer ninguém, mas comecei porque não podemos deixar que eles tenham uma arma nuclear. Isso se aplica a Israel porque eles provavelmente teriam sido os primeiros a serem atingidos. Não haveria Israel”, declarou. Netanyahu minimiza desentendimento com Trump As declarações ocorrem enquanto representantes de Israel e Líbano participam de negociações mediadas por Washington. A primeira rodada de conversas ocorreu na terça-feira (2), e continuaram nesta quarta-feira após avanços nas discussões. Netanyahu minimiza episódio e afirma que ele e o republicano tem ‘divergências táticas’ (Foto: Daniel Torok/ Casa Branca) As conversas acontecem em meio à continuidade dos confrontos entre Israel e o Hezbollah e às ameaças de ampliação das operações militares israelenses. O Irã sustenta que poderá abandonar o cessar-fogo caso os ataques ao Líbano continuem. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que Teerã está pronta “para esmagar” Tel Aviv caso Beirute seja alvo de ataques. Netanyahu minimizou o episódio. Em entrevista à CNBC, afirmou que ele e Trump mantêm convergência nas principais questões relacionadas ao Irã. “Às vezes temos, como nas melhores famílias, essas divergências táticas”, disse. “Sempre encontramos uma maneira de resolvê-los e fazemos isso como grandes amigos. Podemos discordar pela manhã e encontrar um terreno comum à tarde”.

Caetano Veloso, Marieta Severo e mais artistas condenam jogo do Tigrinho
Famosos

Caetano Veloso, Marieta Severo e mais artistas condenam jogo do Tigrinho

SÃO PAULO, SP () – Acostumados a mobilizar milhões de fãs por causas culturais e sociais, nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque e Marieta Severo agora se unem contra outro fenômeno que vem dominando o cotidiano dos brasileiros: as apostas online. Os artistas integram a campanha “Block no Tigrinho”, iniciativa liderada pelo movimento 342 Artes que ganhou força nas redes sociais nos últimos dias. O objetivo é alertar a população para os riscos associados às plataformas de apostas e aos chamados jogos de azar digitais, que se popularizaram no país nos últimos anos. A mobilização reúne outras personalidades como Djavan, Paulinho da Viola, Alinne Moraes, Emicida e Camila Pitanga. Nas publicações compartilhadas pelos participantes, a campanha chama atenção para problemas relacionados ao endividamento, à dependência em jogos e aos impactos na saúde mental. Com o slogan “De que lado da influência você está?”, o movimento também mira a atuação de influenciadores digitais que promovem casas de apostas para milhões de seguidores. Segundo os organizadores, a publicidade feita por criadores de conteúdo contribui para a normalização desse tipo de prática, especialmente entre o público jovem. A campanha ainda levanta questionamentos sobre o uso das chamadas “contas demo”, mecanismo que, segundo os organizadores, permitiria a influenciadores jogar com dinheiro fictício e exibir resultados previamente configurados para sugerir ganhos frequentes. A prática criaria uma falsa percepção de lucro fácil e aumentaria o interesse dos seguidores pelas plataformas. Os organizadores defendem medidas mais rígidas para conter os efeitos sociais das apostas online e cobram maior responsabilidade de empresas, influenciadores e autoridades diante do avanço do setor no Brasil. Leia Também: Filho de Jennifer Lopez adota novo nome e passa a se chamar Oskar

Número de beneficiários de planos de saúde cai 0,17% em janeiro, a 52,996 milhões, mostra ANS
Brasil

Número de beneficiários de planos de saúde sobe em abril para 52,958 milhões, diz ANS

A quantidade de beneficiários de planos de saúde avançou 0,02% em abril, para 52,958 milhões, enquanto os planos exclusivamente odontológicos avançaram para 35,978 milhões de convênios ativos. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 3, pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). No mês, houve acréscimo de cerca de 10 mil beneficiários dos planos de assistência médica. Ao todo, existem 692 operadoras de saúde em atividade no País, das quais 665 possuem beneficiários, e a taxa de cobertura é de 26,08% da população. Já os planos exclusivamente odontológicos registraram variação positiva de 0,49% ante o mês anterior, com a adição de aproximadamente 175 mil beneficiários. Modalidades Na assistência médica, a modalidade de planos coletivos empresariais manteve a tendência de crescimento, com alta de 0,09% em abril e avanço acumulado de 2,75% em 12 meses. Os planos individuais tiveram retração de 0,26% no mês e de 2,14% em 12 meses, enquanto os coletivos por adesão recuaram 0,07% em abril e 0,25% na comparação anual. Já nos planos exclusivamente odontológicos, os coletivos empresariais avançaram 7,85% em 12 meses e os coletivos por adesão cresceram 6,02% no mesmo período. Leia Também: Crystal recolhe lote de água mineral após identificação de bactéria, diz Anvisa

Economia

Governo amplia acesso ao Plano Brasil Soberano

As empresas afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos ou pelos impactos econômicos dos conflitos no Oriente Médio terão mais facilidade para aderir ao Plano Brasil Soberano. O governo federal reduziu de 5% para 1% o percentual mínimo de impacto no faturamento exigido para que empresas possam pedir linhas de crédito do programa. A mudança foi oficializada nesta quarta-feira (3) por meio de portaria conjunta dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). As novas regras passam a valer a partir da próxima segunda-feira (8). Com a medida, empresas exportadoras e fornecedores afetados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos ou pelos impactos econômicos dos conflitos no Oriente Médio poderão acessar os financiamentos mesmo com perdas menores de receita. Quem será atendido A ampliação beneficia dos grupos 1 e 3 do Plano Brasil Soberano: Exportadores de bens industriais e fornecedores afetados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos (grupo 1); Exportadores industriais e fornecedores com operações em países do Oriente Médio impactados pelos conflitos na região (grupo 3). No caso do grupo 1, as perdas no faturamento deverão ser comparadas com os 12 meses de 1º de julho de 2024 a 30 de junho de 2025. Para o grupo 3, a apuração deve ser comparada com os 12 meses de 1º de janeiro de 2025 a 31 de dezembro de 2025. Entre os setores contemplados pelo primeiro grupo estão: Aço; Cobre; Alumínio; Automotivo; Moveleiro. Proteção econômica Em nota, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que a medida busca proteger empresas e empregos diante das instabilidades internacionais. Na mesma nota, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, informou que a ampliação atende a uma demanda de exportadores que vinham sendo afetados mesmo sem atingir o antigo limite de 5% de perda no faturamento. De acordo com o banco: R$ 6,7 bilhões foram pedidos em crédito; R$ 1,6 bilhão recebeu aprovação. Grupo mantido A portaria não altera as regras do terceiro grupo do programa, formado por setores considerados estratégicos para a economia brasileira. Entre eles estão: Têxtil; Químico; Farmacêutico; Automotivo; Máquinas e equipamentos; Eletrônicos e informática; Borracha e plástico; Equipamentos de transporte; Minerais críticos. Como pedir o crédito As empresas dos grupos 1 e 3s poderão consultar a elegibilidade a partir desta quinta-feira (4), por meio da plataforma Gov.br, utilizando certificado digital. Já as empresas do segundo grupo devem verificar se a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) registrada no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) está entre os contemplados pela regulamentação. Linhas disponíveis O Plano Brasil Soberano oferece financiamento para: Capital de giro; Produção destinada à exportação; Aquisição de máquinas e equipamentos; Ampliação da capacidade produtiva; Inovação tecnológica; Adaptação de produtos, serviços e processos. FONTE: AGENCIA BRASIL

Economia

Entidades rebatem governo dos EUA sobre política tarifária do etanol

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) e a Bioenergia Brasil se pronunciaram sobre os questionamentos feitos pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) em relação ao acesso do etanol estadunidense ao mercado brasileiro.  Por meio de nota, as duas entidades reforçaram que a tarifa que é aplicada pelo Brasil ao etanol importado não é direcionada exclusivamente aos Estados Unidos, mas segue as regras determinadas pela Tarifa Externa Comum do Mercosul. Segundo as entidades, o governo dos Estados Unidos mantém, há décadas, políticas de proteção ao açúcar, que restringe o acesso do açúcar brasileiro ao mercado estadunidense.  “Cabe ainda ressaltar que os Estados Unidos mantêm há décadas políticas de proteção ao açúcar, por meio de um sistema de tarifas proibitivas e cotas que limitam as exportações brasileiras para o mercado norte-americano a um volume que representa menos de 1% das exportações totais do Brasil”, diz a nota, assinada por ambas as entidades. O posicionamento da Unica e da Bioenergia ocorre no momento em que o governo dos Estados Unidos vem propondo uma nova tarifa punitiva de 25% sobre as importações brasileiras, sob alegação de que algumas práticas do Brasil seriam desleais. A investigação avaliou práticas nas áreas de comércio digital e serviços de pagamentos eletrônicos, como o Pix; concessão de tarifas preferenciais; proteção de propriedade intelectual; combate à corrupção; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal. O USTR afirma que, nesses pontos, haveria prejuízo para empresas e exportações dos EUA e, como consequência, o Brasil poderia enfrentar punições. Por meio de nota, as entidades brasileiras destacaram o papel estratégico do etanol brasileiro na agenda global de transição energética.  “O etanol brasileiro é reconhecido internacionalmente como uma das soluções mais eficientes para a descarbonização dos transportes, combinando baixa intensidade de carbono, critérios robustos e auditáveis de sustentabilidade e contribuição efetiva para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Trata-se de um combustível alinhado às principais agendas globais de transição energética, segurança energética e desenvolvimento sustentável”, escreveram. As entidades também defenderam que “eventuais divergências comerciais” devem ser tratadas por meio do diálogo e da negociação, preservando a relação bilateral que é histórica e relevante para ambos os países.  “A Unica e a Bioenergia Brasil reafirmam a confiança de que o governo brasileiro seguirá conduzindo esse processo com responsabilidade, firmeza e competência diplomática, em defesa dos interesses estratégicos do país”, disseram. FONTE: AGENCIA BRASIL

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