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Meteorologista prevê calorão entre Sul e Sudeste por mais alguns dias
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Meteorologista prevê calorão entre Sul e Sudeste por mais alguns dias

SÃO PAULO, SP (UOL/) – Temperaturas altas devem prevalecer em algumas regiões do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país por mais alguns dias, segundo prevê o meteorologista Gustavo Verardo, da Climatempo. Tardes quentes e noites frescas são previstas até primeira semana de abril. “Os estados do Rio Grande do Sul, pegando Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul (no Centro-Oeste), além do interior de São Paulo tendem a ter temperaturas mais elevadas -principalmente à tarde- até a Páscoa (5 de abril)”, disse Gustavo Verardo ao UOL. Calorão também deve atingir capital paulista. “O que teremos pela frente, nos dias mais próximos, especificamente em São Paulo, são tardes mais quentes e noites mais frescas. Ou seja, uma característica mais própria do outono, a amplitude térmica. Noites com mínimas de 16ºC e máximas na ordem de 28ºC”, acrescentou o meteorologista.“Então, por enquanto, a gente não espera nenhuma entrada de massa de ar frio que derrube a temperatura a ponto de eu usar casaco grosso ou uma roupa mais grossa. Muito pelo contrário: esse outono vai ser mais quente em todo o Brasil”, disse Gustavo Verardo, Climatempo. INMET ALERTA PARA CHUVAS EM OUTRAS REGIÕES Boletim semanal do instituto prevê maiores volumes no Norte e Centro-Oeste. Os maiores valores (150-200 mm) são previstos para áreas do Acre, oeste do Amazonas, centro-sul e nordeste do Pará, além do norte de Tocantins. Na região central do país, o maior acumulado é previsto para Mato Grosso, centro-norte de Goiás, com valores esperados entre 100 mm e 200 mm. Pé d’água também deve cair em Minas. Entre os dias 23 e 27 de março, é esperado um expressivo volume de chuva para o norte Minas e Espírito Santo podendo superar 150 mm de forma pontual. Cada milímetro de chuva corresponde a um litro por metro quadrado. Ou seja, aquela quantidade de água, se despejada sobre uma superfície plana de um metro quadrado, formaria uma lâmina de água de um milímetro de altura. PREVISÃO MOSTRA COMO SERÁ OUTONO Expectativa é que estação será mais chuvoso e menos frio. No outono de 2026, o período chuvoso deve se prolongar além do previsto graças à formação do fenômeno El Niño costeiro -aquecimento anormal das águas do mar perto da costa, principalmente do Peru e do Equador. Expectativa é de que chova mais principalmente no Rio Grande do Sul e regiões de Santa Catarina e do Paraná. A maior parte do Sudeste e do Centro-Oeste deve se manter com o volume de chuvas dentro da média, ainda de acordo com a Climatempo. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (23), em Brasília, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Educação, Camilo Santana: “Nós resolvemos fazer esse pacto pela alfabetização na idade certa para chegarmos a 2030 com 80% das crianças alfabetizadas no segundo ano”, disse o presidente Agência Brasil | 18:35 – 23/03/2026

Brasil atinge meta com 66% das crianças alfabetizadas em idade certa
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Brasil atinge meta com 66% das crianças alfabetizadas em idade certa

Ó Brasil superou a meta de crianças alfabetizadas na idade certa ao alcançar, em 2025, 66% dos estudantes aptos a ler e escrever ao final do segundo ano do ensino fundamental. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (23), em Brasília, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Educação, Camilo Santana. O percentual significa que duas a cada três crianças brasileiras que concluíram essa etapa de ensino no ano passado estavam alfabetizadas. A meta estipulada inicialmente pelo Compromisso Nacional Criança Alfabetizada era de alcançar 64% em 2025. “Nós resolvemos fazer esse pacto pela alfabetização na idade certa para chegarmos a 2030 com 80% das crianças alfabetizadas no segundo ano. Parecia uma meta impossível. Veja que, com apenas dois anos, nós chegamos a 66%”afirmou o presidente. Lula disse que espera que a quantidade de crianças alfabetizadas chegue a 70% no ano que vem. “Isso é maravilhoso, porque é o mais importante legado que um país pode dar ao seu povo: a boa formação educacional. Não existe exemplo de nenhum país do mundo que tenha se desenvolvido e que o povo tenha alcançado um padrão de vida digno e respeitoso sem que antes se pudesse investir na educação”. Lula e Camilo Santana anunciaram o resultado em solenidade de premiação da 2ª edição do Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização (Selo Alfabetização). O reconhecimento foi entregue a 4.710 municípios e a 18 estados, contemplados nas categorias ouro, prata e bronze. Foram condecorados 11 estados e 2.274 municípios no selo ouro, enquanto seis estados e 1.890 municípios ficaram no selo prata. O selo bronze foi para um estado e 546 municípios. O selo busca reconhecer os esforços e as iniciativas de gestão das secretarias de educação dos estados, do Distrito Federal e dos municípios na formulação e implementação de políticas públicas. Superação de desafios O ministro da Educação, Camilo Santana, também celebrou o resultado e disse que o objetivo do país é que 100% das crianças brasileiras estejam alfabetizadas ao final do segundo ano do ensino fundamental, conforme previsto na Meta 5 do Plano Nacional de Educação. O compromisso, segundo o ministro, também busca garantir a recomposição das aprendizagens das crianças matriculadas no terceiro, no quarto e no quinto ano do ensino fundamental, tendo em vista o impacto da pandemia da Covid-19 para esse público. “Esse compromisso da criança alfabetizada não propõe uma resposta única ou centralizada para todo o país. Cada estado, em colaboração com seus municípios, faz a política de alfabetização do território de acordo com as suas especificidades”explicou. Além da melhora no índice de alfabetização, o ministro lembrou que, nos últimos três anos, a evasão escolar diminuiu pela metade, e as matrículas em educação integral passaram de 15% para 25,7%. “Nós temos que preservar a nossa soberania e ver se isso é um mero discurso”, disse o ministro da Defesa | 15:24 – 23/03/2026

Crianças de 4 e 6 anos são encontradas mortas em Praia Grande, no litoral paulista
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Crianças de 4 e 6 anos são encontradas mortas em Praia Grande, no litoral paulista

O veículo estava em um terreno na Rua Sílvia Dias e, segundo a Polícia Militar, as crianças apresentavam sinais de agressão. As vítimas tinham 4 e 6 anos. A corporação foi acionada a partir de ligações de moradores que encontraram os corpos. De acordo com a PM, os cadáveres já apresentavam rigidez, o que indica que a morte teria ocorrido há algumas horas. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) chegou até o terreno e pediu reforço para a polícia, pois o local é considerado uma área de risco. Não há informações sobre eventuais suspeitos até o momento.

Ministra Sônia Guajajara é internada na UTI em São Paulo
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Ministra Sônia Guajajara é internada na UTI em São Paulo

UM ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara (PSOL), foi hospitalizada neste domingo e encaminhada à unidade de terapia intensiva do Incor, em São Paulo, após apresentar sintomas compatíveis com um quadro infeccioso. De acordo com informações divulgadas em suas redes sociais, ela teve febre elevada, dores na região abdominal e sensação de mal-estar. Aos 52 anos, a ministra segue sob monitoramento médico enquanto são feitos exames para identificar a causa da infecção. Horas antes de ser internada, Guajajara cumpriu compromissos oficiais em Ubatuba, no litoral paulista. Durante a agenda, esteve na Aldeia Renascer (Ywyty Guasu), do povo Tupi-Guarani (Ñandeva), onde fez a entrega de dois veículos destinados a fortalecer ações locais nas áreas de saúde, educação e gestão do território. A publicação sobre sua internação mobilizou autoridades e aliados, que manifestaram apoio nas redes sociais. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destacou em mensagem: “Minha amiga, estou orando pela sua recuperação. Um grande abraço!”. Sônia Guajajara informou, na última sexta, 20, que deixa do ministério no próximo dia 30 de março para disputar a reeleição como deputada federal por São Paulo. O comando da pasta deve ficar com o secretário-executivo do Ministério, Eloy Terena. Médicos afirmam que o ex-presidente Jair Bolsonaro mantém “boa evolução clínica”, mas seguirá internado na unidade de terapia intensiva (UTI), sem previsão de receber alta | 16:24 – 20/03/2026

PM é filmado dando chutes em rosto de mulher em SP; vídeo
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PM é filmado dando chutes em rosto de mulher em SP; vídeo

Vocêm policial militar foi flagrado nesta quinta-feira, 19, chutando o rosto de uma mulher que aparentava estar em surto, no corredor de um prédio, em São Vicente, no litoral de São Paulo. Os policiais tinham sido chamados por vizinhos após ouvirem gritos no apartamento da suposta vítima. Ela teria sido contida de forma violenta e agredida. Com o rosto sangrando, a mulher passou por atendimento no Pronto-Socorro Central. A Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) diz que a Polícia Militar apura todas as circunstâncias dos fatos. Os policiais que atenderam a ocorrência portavam câmeras operacionais portáteis (COPs) e as imagens serão analisadas. O caso ocorreu em um prédio da rua Amador Bueno da Ribeira, na região central da cidade, por volta das 3 horas da madrugada de quinta-feira, 19. Relatos em redes sociais dão conta de que os moradores ouviram gritos vindo de um dos apartamentos e acionaram a Polícia Militar. Mulher em surto psicótico é agredida com soco e chute por policial militar em São Vicente Créditos: Vivendo na Baixada pic.twitter.com/rE2EonIKY4 — #Santaportal (@Santaportal1) 21 de março de 2026 Os agentes chegaram e teriam encontrado a mulher em aparente surto psicótico. Ela reagiu à abordagem e teria dado tapas em um policial. A mulher foi contida e derrubada. Imagens postadas em redes sociais mostram quando, já no chão, a mulher está cercada por policiais e se debate. Quando ela tenta segurar o pé de um dos policiais, recebe um chute no rosto. De acordo com a prefeitura de São Vicente, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e encontrou a mulher com um ferimento na cabeça. Após os primeiros socorros, ela foi levada para o PS Central. O estado de saúde dela não foi informado. A PM diz ainda, em nota, que a instituição não compactua com excessos ou desvios de conduta, “punindo com rigor todos os casos do tipo”. Leia Também: Casal é preso suspeito de torturar sobrinha de 12 anos em fazenda em SP

Casal é preso suspeito de torturar sobrinha de 12 anos em fazenda em SP
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Casal é preso suspeito de torturar sobrinha de 12 anos em fazenda em SP

SÃO PAULO, SP (UOL/) – Um casal foi preso em Riolândia (SP) sob suspeita de torturar a sobrinha de 12 anos, encontrada com ferimentos e sinais de desnutrição em uma fazenda. Prisão ocorreu na noite de quinta-feira (19), após a menina ser localizada escondida na propriedade rural. A vítima tinha lesões pelo corpo e sinais de desnutrição, segundo a Polícia Civil. Denúncia anônima chegou ao Conselho Tutelar na terça-feira (17) e apontava maus-tratos cometidos pelos tios. Ao ser procurada pelo órgão, a tia disse que a adolescente estaria na casa da avó, mas a avó negou essa versão aos conselheiros. A reportagem busca contato da família para entender por que a adolescente ficava com a avó e com os tios. Em caso de manifestação, o texto será atualizado. A reportagem também busca a defesa dos presos. Com a contradição, o Conselho Tutelar acionou a Polícia Militar e voltou à fazenda. No local, conselheiros e policiais encontraram a menina escondida e providenciaram o socorro. Investigação indica que as agressões vinham ocorrendo havia pelo menos um ano e incluíam socos, chutes e golpes com objetos. A adolescente foi levada à Santa Casa para atendimento médico e depois encaminhada a um abrigo. O que se sabe sobre a guarda da menina A adolescente estava sob os cuidados dos tios porque o paradeiro da mãe é desconhecido, segundo apuração do G1. No registro de nascimento, não há informações sobre o pai. Os dois foram presos temporariamente por suspeita de tortura, após mandado expedido pela Justiça. O caso segue sob investigação da Polícia Civil. Leia Também: Pai de Henry Borel relata tentativas de intimidação às vésperas de julgamento no Rio

Fome recua mais em lares com Bolsa Família chefiados por mulher
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Fome recua mais em lares com Bolsa Família chefiados por mulher

De 2023 para 2024, a fome no Brasil registrou redução em casas de família beneficiária do Bolsa Família chefiadas por mulher. Por outro ponto de vista, entre os domicílios com pessoas que recebem o programa assistencial e alcançaram a segurança alimentar, 71% têm mulher como responsável pelo lar. As constatações fazem parte do estudo Mulheres no centro da redução da insegurança alimentar no Brasil, da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta sexta-feira (20), na sede da instituição, no Rio de Janeiro. O levantamento compara dados dos últimos trimestres dos dois anos pesquisados. Em 2023, 9,6% dos domicílios beneficiados pelo Bolsa Família que eram chefiados por mulher enfrentavam insegurança alimentar grave. No ano seguinte, a marca foi reduzida para 7,2%, ou seja, queda de 2,4 pontos percentuais (pp). Já entre os lares recebedores do Bolsa Família chefiados por homem, a proporção na insegurança alimentar grave passou de 8,6% para 6,8%, queda de 1,8 ponto percentual. De acordo com a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia), insegurança alimentar grave é a condição em que há redução ou falta de comida para adultos e crianças no lar, em outras palavras, a fome passa a ser uma experiência enfrentada no domicílio. Já em situação de segurança alimentar, há acesso suficiente ao alimento, sem a família precisar comprometer outras necessidades. Mulher A pesquisadora Janaína Rodrigues Feijó, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, atribui o resultado à maior capacidade da mulher de administrar a renda do Bolsa Família. “Elas gastam melhor os recursos dentro do lar, especialmente quando tem crianças”, diz Janaína. O levantamento detalha que no intervalo de um ano, 946,6 mil domicílios assistidos pelo Bolsa Família deixaram a fome e chegaram à segurança alimentar. Desses, quase 670 mil eram chefiados por mulher. Janaína escreve na pesquisa que estudos acadêmicos mostram que “quando mulheres controlam uma parcela maior dos recursos do domicílio, a composição do gasto tende a se deslocar para bens mais associados ao bem-estar infantil e familiar, como alimentação, saúde, educação e itens de consumo da criança”. O programa O Bolsa Família, pago pelo governo federal, é o principal programa de transferência de renda do país. O critério inicial para uma pessoa ser assistida é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa (quanto a família ganha por mês, dividido pelo número de pessoas). O benefício base é R$ 600, que pode ser aumentado em casos de haver criança e grávida na família, por exemplo. O valor médio do benefício está em R$ 683,75. Segundo o Ministério de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), agora em março, o programa alcançará 18,73 milhões de famílias cadastradas, com gasto de R$ 12,77 bilhões. Pessoa de referência O estudo cita números de janeiro de 2026 que indicam que, das famílias atendidas pelo Bolsa Família, 84,4% tinham a mulher como responsável. Janaína Feijó considera que programas de transferência de renda podem “fortalecer o empoderamento feminino e o poder de barganha dentro do lar”. “Especialmente ao ampliar a participação das mulheres em decisões de gastos, consumo e outros aspectos da vida doméstica”, sustenta. Negras Ao destacar que 70,8% dos lares de beneficiários do Bolsa Família que alcançaram a segurança alimentar eram chefiados por mulher, o levantamento assinala que 61,4% (581 mil) tinham como responsável mulher preta ou parda. A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, acompanhou a divulgação do resultado do estudo. Ela enalteceu o fato de a renda chegar diretamente às mãos de mulheres em condições de vulnerabilidade, além de relacionar o combate da fome à desigualdade racial. “Não tem como pensar em combate à fome sem pensar em raça”, disse ela, associando a segurança alimentar ao desenvolvimento educacional. “Ninguém estuda de barriga vazia”, declarou a ministra. O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, chamou de “estratégica” a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de priorizar mulheres como recebedoras. “Foi ideia dele que ele tinha que colocar o cartão nas mãos das mulheres”, lembrou. “A pesquisa mostra o efeito extraordinário que isso tem, tanto em relação à saúde, à educação, às condicionalidades e mesmo em relação à renda. Além de tirar da fome, que é, na verdade, um primeiro passo, a gente trabalha a superação da pobreza”, comentou em conversa com jornalistas. Mapa da Fome O evento na FGV reuniu especialistas e autoridades que atuam no combate à fome. Um dos pontos abordados foi a saída do Brasil do chamado Mapa da Fome. Em 2025, o Brasil deixou, pela segunda vez, o Mapa da Fome – um indicador da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) que identifica países em que mais de 2,5% da população sofrem de subalimentação grave (insegurança alimentar crônica). O Brasil já tinha alcançado esse patamar em 2014, mas retornou ao Mapa da Fome em 2022, último ano do governo Jair Bolsonaro (2019-2022), com 33 milhões de pessoas em insegurança alimentar grave. No biênio 2023-2024, 26,5 milhões de pessoas deixaram a fome no país, segundo o MDS. O estudo da FGV projeta que, caso não houvesse o programa Bolsa Família, a segurança alimentar no país cairia de 53 para 50,2% entre os beneficiários. Já a forma mais grave da fome subiria de 7,1% para 8,1%. “Os resultados reforçam a importância de políticas públicas de transferência de renda para a redução da insegurança alimentar no Brasil, especialmente quando voltadas aos domicílios em maior vulnerabilidade social”, conclui a pesquisa da FGV. Leia Também: Pesquisa avalia o que mais afeta a qualidade de vida do médico brasileiro; veja resultados

Voo com André Mendonça e Fux é cancelado para inspeção de dano em avião
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Voo com André Mendonça e Fux é cancelado para inspeção de dano em avião

SÃO PAULO, SP (UOL/) – Um avião comercial da Latam que levaria os ministros André Mendonça e Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), de Brasília ao Rio de Janeiro teve o voo cancelado após suspeita de problema técnico ontem. A aeronave não chegou a decolar. Cancelamento foi preventivo, diz companhia. Segundo a Latam, o voo LA3796, com destino ao aeroporto Santos Dumont, foi suspenso para inspeção após indícios de possíveis danos causados por colisão com uma ave em um voo anterior. Empresa nega falha mecânica. A companhia afirmou que não houve falha mecânica nem decolagem abortada. A decisão de cancelar a viagem ocorreu antes do início do taxiamento da aeronave. Passageiros foram reacomodados. Ainda de acordo com a Latam, os passageiros receberam assistência e foram realocados em outros voos disponíveis. “Segurança foi prioridade”, afirma Latam. A empresa destacou que segue protocolos internacionais rigorosos de manutenção e que as verificações são realizadas justamente para garantir a segurança das operações. Pesquisadores analisaram as percepções de 2.005 profissionais de todas as regiões do País; dados do Conselho Federal de Medicina (CFM) apontam que, a cada dia, nove médicos são vítimas de violência em estabelecimentos de saúde do Brasil | 17:11 – 20/03/2026

Pesquisa avalia o que mais afeta a qualidade de vida do médico brasileiro; veja resultados
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Pesquisa avalia o que mais afeta a qualidade de vida do médico brasileiro; veja resultados

Ó estresse percebido é o fator que mais afeta a qualidade de vida dos médicos brasileiros, de acordo com o Índice Afya MedQoL, primeiro levantamento nacional sobre o bem-estar desses profissionais. O estudo, realizado pela Afya e publicado na revista científica Jornal Médico Britânico Abertocontou com a participação de mais de 2 mil médicos de todas as regiões do País. De acordo com Eduardo Moura, diretor do Research Center da Afya e um dos autores da pesquisa, o objetivo era medir a qualidade de vida e a saúde mental dos médicos brasileiros. Para isso, o trabalho contou com 2.005 profissionais que responderam questionários online aplicados entre julho e agosto de 2024. O estudo focou na análise de três pontos principais: qualidade de vida global (percepção geral do profissional sobre a própria vida), apoio institucional (que avalia o clima organizacional e a segurança psicológica do local de trabalho) e o estresse percebido (que analisa o contexto do ambiente de trabalho, a pressão por atendimentos e a carga horária). Além da coleta de dados, os autores desenvolveram e validaram uma escala própria, a Afya MedQoL. O estresse despontou como o aspecto que mais afeta os profissionais. Ele é mais acentuado entre mulheres, médicos em início de carreira e profissionais com cargas horárias semanais superiores a 60 horas, sendo este último ponto um grande destaque. “A carreira médica é muito pressionada por expectativas. É um profissional altamente qualificado e bem remunerado, em relação à média nacional. Isso gera uma exigência natural para que o profissional sustente um alto padrão de vida, o que frequentemente resulta em cargas horárias muito superiores às de outras profissões. Outros estudos nossos apontam uma média de 52 a 54 horas semanais”, contextualiza Moura. Apesar disso, o aumento salarial – entre médicos que recebem R$ 25 mil ou mais – não se traduz em melhor qualidade de vida, segundo o levantamento. Para o autor, esse dado indica que, em determinado momento, é preciso abrir mão de ganhos financeiros para preservar o equilíbrio e a saúde mental. Sobre os médicos em início de carreira, Moura cita que eles, muitas vezes, assumem os postos de trabalho de maior atratividade. “Locais com menos recursos, mais periféricos e até mesmo com jornadas de trabalho mais intensas. Não por acaso são acometidos por mais estresse.” Violência De acordo com dados do Conselho Federal de Medicina (CFM), a cada dia, nove médicos são vítimas de violência em estabelecimentos de saúde do Brasil. O levantamento considerou cerca de 38 mil boletins de ocorrência registrados entre 2013 e 2024 no País. Os casos abrangem diversos problemas, como ameaça, lesão corporal, perturbação do trabalho, injúria ofendendo a dignidade, calúnia, difamação e furto. A pesquisa não levou esse tipo de ocorrência em consideração, mas Moura destaca que a violência é amplamente relatada na literatura médica, tanto no Brasil quanto no exterior, e também pode influenciar a qualidade de vida dos profissionais. Ele ressalta que o médico muitas vezes está em uma posição vulnerável perante o paciente, especialmente quando expectativas não são atendidas (como demora no atendimento ou negativa de atestado) e as unidades de saúde carecem de estrutura de segurança. Como diminuir o estresse? Além de evitar jornadas de trabalho acima de 60 horas, outro fator que pode ajudar é um maior apoio institucional. “O estresse é um balanço entre a exigência e a demanda de trabalho e os recursos disponíveis para dar conta dessa demanda”, cita o autor. “Se você tem uma demanda maior, mas conta com uma estrutura de apoio que permite cumprir essas exigências – seja por ter uma equipe ou uma estrutura hospitalar adequada -, o impacto é diferente. Quanto maior o apoio institucional, maior o contrabalanceamento do estresse percebido”, continua. A implementação de programas de acompanhamento psicológico e núcleos de suporte pode ajudar na prevenção de transtornos como burnout, ansiedade e depressão. Ações voltadas para alimentação saudável, prática de atividade física e o monitoramento constante do bem-estar dos profissionais também são estratégias preventivas eficazes. Leia Também: Mulheres de 40 a 49 anos lideram compra de canetas emagrecedoras no país

Anvisa aprova versão multidose do Mounjaro para diabetes tipo 2 e obesidade
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Anvisa aprova versão multidose do Mounjaro para diabetes tipo 2 e obesidade

A nova apresentação, fabricada pelo laboratório americano Eli Lilly, diferentemente das canetas descartáveis já disponíveis no mercado, utiliza uma versão reutilizável, que permite múltiplas aplicações a partir de um mesmo frasco. A receita médica é obrigatória para a compra e ainda não há uma estimativa de valor no Brasil. O tratamento com o Mounjaro funciona em doses semanais, com quatro aplicações por mês. “Anteriormente, quando se comprava o Mounjaro, tinham quatro canetas, cada uma com uma dose única de aplicação”, explica Felipe Henning Gaia Duarte, endocrinologista e presidente da Sbem-SP (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia regional de São Paulo). “Essa caneta atual vem com as quatro doses dentro e você regula cada dose para aplicar, durando o mês inteiro.”A versão multidose do mounjaro chega em seis concentrações: 4,17 mg/ml, 8,33 mg/ml, 12,5 mg/ml, 16,7 mg/ml, 20,8 mg/ml e 25 mg/ml. Em nota, a Eli Lilly afirma que o novo dispositivo “mantém os padrões de qualidade, segurança e eficácia” do Mounjaro e que aguarda a definição de preço pela Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) para estabelecer o valor de venda no Brasil. Hoje, a versão já disponível, vendida em caixas com quatro canetas, custa entre R$ 1.400 e R$ 2.800, segundo estimativas com base em consultas a farmácias. A tirzepatida é um análogo duplo que age nos receptores de GLP-1 e GIP, hormônios gastrointestinais que regulam o apetite e o nível de glicose no sangue. Ao simular essas substâncias produzidas naturalmente pelo organismo após a ingestão de alimentos, aumenta a sensação de saciedade, leva o paciente a comer menos e, consequentemente, a perder peso. Estudos indicam perda média de 20% do peso corporal após 72 semanas de tratamento. A aplicação é subcutânea, feita na camada de gordura sob a pele, e os efeitos colaterais mais comuns são gastrointestinais, como náusea, constipação, diarreia e vômito. Em relação ao preço, Duarte afirma que a Sbem-SP não espera elevação de custo com a mudança de formato, e que há expectativa de redução. “Por ter menos componentes na parte industrializada, esperamos alguma redução de preço em relação às canetas separadas, o que poderia melhorar a adesão ao tratamento”, diz. Em termos de segurança, o especialista afirma que não há preocupações adicionais. Como a caneta é programada para aplicar a dose recomendada, o principal risco seria o paciente não regulá-la corretamente e acabar usando uma dose menor, o que reduziria o efeito do medicamento, mas não representaria risco à saúde. A entidade também não vê distinção entre o novo formato e as canetas individuais no que diz respeito ao uso inadequado para emagrecimento sem indicação médica. Especialistas reforçam que o medicamento deve ser visto como uma ferramenta auxiliar para perda de peso, e não como solução isolada. Manter uma alimentação equilibrada e praticar atividade física regular são fundamentais para evitar o reganho de peso ao longo do tratamento. Leia Também: Brasil é o 7º país mais feliz do mundo, segundo pesquisa

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