Pantanal News

Governo de MS e LIDE discutem desenvolvimento econômico na Expogrande
Economia

Governo de MS e LIDE discutem desenvolvimento econômico na Expogrande

O desenvolvimento do agronegócio, da agroindústria e da economia de Mato Grosso do Sul foram abordados durante o Fórum LIDE Agro Expogrande, um dos principais encontros de lideranças do agronegócio dentro da programação oficial da Expogrande. O governador Eduardo Riedel e a primeira-dama Mônica Riedel participaram da abertura do evento realizado na manhã desta terça-feira (14). “Realizamos diversas ações para captar recursos e empresas para se instalarem em Mato Grosso do Sul, a partir de uma visão estratégica. Diante de uma agenda global de transição energética, segurança alimentar e sustentabilidade, são três grandes temas que o Estado se colocou como player global na produção e industrialização”, disse Riedel. Com a presença de lideranças empresariais, autoridades públicas e representantes do setor produtivo, o encontro também teve como destaque o processo de diversificação da matriz produtiva de Mato Grosso do Sul e o cenário agroindustrial global, com seus desafios e oportunidades. Como parte da programação serão realizados os painéis “Mulheres do Agro” – que reúne executivas, produtoras rurais e lideranças femininas para debater o protagonismo das mulheres na gestão e na inovação do setor –, e “Brasil e Mato Grosso do Sul: Potência Agroindustrial no Cenário Global” – que discute os desafios e oportunidades para ampliar a competitividade e a presença do agronegócio brasileiro nos mercados internacionais. O encontro reuniu importantes lideranças do setor produtivo, consolidado como um espaço qualificado para o debate de políticas públicas, investimentos, inovação e desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro. Como parte das atividades da Expogrande, o Governo do Estado por meio da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul), realiza reuniões e encontros com representantes de diversas cadeias produtivas e segmentos econômicos. Também participaram do evento o presidente do LIDE MS, Aurélio Rocha, além do presidente da Acrissul, Guilherme Bumlai e o presidente da FIEMS e chairman do LIDE MS, Sérgio Longen, além de outras lideranças nacionais ligadas ao setor produtivo. Natalia Yahn, Comunicação Governo de MSFotos: Saul Schramm, Secom/MS Fonte: Secom Mato Grosso do Sul

Saúde

Governo abre consulta pública sobre genéricos e similares veterinários

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) abriu uma consulta pública, pelo prazo de 45 dias, para a minuta da Portaria 1.590/2026, que estabelece o regulamento técnico para registro de medicamentos genéricos e de similares intercambiáveis de uso veterinário. A chamada para contribuições tem o objetivo de receber sugestões de melhorias e esclarecimentos do texto para uma futura legislação. As sugestões devem ser tecnicamente fundamentadas e deverão ser encaminhadas por meio do Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman), da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa.  É necessário estar cadastrado previamente no Solicita. medicamento de referência:  o medicamento registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária e que possui eficácia e segurança comprovadas, de acordo com os requisitos estabelecidos em normas vigentes. medicamento genérico: identificado apenas pela Denominação Comum Brasileira (DCB), de cada princípio ativo. É expressamente proibido o uso de nome comercial. similar intercambiável: identificado por nome comercial, que foi registrado com base em estudos de comparabilidade com medicamento de referência indicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. Este tipo não pode usar apenas a DCB ou  Denominação Comum Internacional (DCI) da substância ativa como marca comercial do produto. >> Siga o canal da Agência Brasil no Portaria De acordo com a portaria, a equivalência terapêutica ficará comprovada quando dois medicamentos equivalentes farmacêuticos possuírem a mesma eficácia, segurança e período de carência, quando administrados na mesma dose e via de administração. A comprovação de bioequivalência ou da equivalência farmacêutica deverá ser realizada por um laboratório reconhecido. As compras governamentais de medicamentos de uso veterinário e as prescrições de medicina veterinária deverão adotar obrigatoriamente a denominação genérica do princípio ativo (Denominação Comum Brasileira – DCB) ou, na sua falta, a Denominação Comum Internacional (DCI). Nas aquisições de medicamentos, o medicamento genérico, quando houver, terá preferência sobre os demais em condições de igualdade de preço. Nas prescrições de medicina veterinária, é opcional o acréscimo do nome comercial ou da marca do medicamento. As empresas que possuem produtos com nomes que usam a DCB/DCI, mas que não são genéricos, têm dois anos para alterar o nome comercial e retirar a denominação genérica da marca, a partir da publicação do texto final da portaria. O Mapa também estabelece que todas as embalagens dos medicamentos genéricos devem ter a frase Medicamento genérico de uso veterinário. Exceções A regulação da portaria do Ministério da Agricultura sob consulta pública não abrange os seguintes produtos de uso veterinário:      produtos biológicos;      fitoterápicos;      derivados do plasma e do sangue;      cosméticos veterinários;      produtos com fins diagnósticos;      radiofármacos; e      gases medicinais. Após a escuta da sociedade, em 29 de maio o Mapa fará a consolidação, análise e resposta das contribuições recebidas, em prazo a ser definido pela pasta. FONTE: AGENCIA BRASIL

Estudantes de direito atacam homem em situação de rua com arma de choque
Brasil

Estudantes de direito atacam homem em situação de rua com arma de choque

SÃO PAULO, SP (UOL/) – Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento um estudante de direito utiliza um aparelho de choque em uma pessoa em situação de rua, na segunda-feira (13), em Belém. Vítima, que está de costas, caminha pela rua e é atacado pelo estudante. Um outro homem, também aluno do curso de direito, filma as agressões. Agressões com arma de choque ocorreram em pelo menos duas ocasiões. Nas imagens, também é possível ver que após agredirem a vítima, os dois alunos riem da situação. O MPF (Ministério Público Federal) abriu uma apuração para investigar o ataque. A abertura da investigação foi feita pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão no estado – órgão do MPF para a defesa dos direitos humanos. Estudantes fugiram para dentro do Cesupa (Centro Universitário do Pará) após agressões. O procurador regional dos Direitos do Cidadão, Sadi Machado, decidiu requisitar informações à universidade particular, com prazo de 48 horas para a resposta, e representar criminalmente os estudantes ao Ministério Público do Pará, para apuração criminal do fato. Universidade afirmou que afastou os dois estudantes, que não tiveram os nomes divulgados. Em nota, o Cesupa declarou que lamenta o caso e que “realizará o afastamento imediato dos alunos de suas atividades acadêmicas e abrirá procedimento administrativo interno para a devida apuração dos fatos”. O prefeito de Belém, Igor Normando (MDB), classificou o episódio como “revoltante e inaceitável”. Em vídeo pubicado nas redes sociais, Normando afirmou que oficiou a Polícia Civil a adotar todas as medidas cabíveis para que os envolvidos sejam “punidos com o rigor da lei”. O homem em situação de rua foi localizado e encaminhado a um centro de acolhimento, segundo o prefeito. “Não vamos normalizar o absurdo. Nenhum crime contra a dignidade humana ficará impune por nós e pelas autoridades. Vamos garantir que essa pessoa possa ter todo o nosso acolhimento necessário e vamos trabalhar para que atos como esse não ocorram na cidade”, disse. O UOL procurou a Polícia Civil do Pará para esclarecer se os dois estudantes foram identificados e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestação. Como os nomes dos envolvidos não foram divulgados, a reportagem não conseguiu localizar a defesa deles. “Reafirmamos nosso compromisso com a transparência e com a aplicação rigorosa de nossas normas internas, colaborando com as autoridades para que episódios desta natureza não se repitam, preservando a integridade dos valores de cidadania que defendemos perante a sociedade” – Cesupa, em nota publicada nas redes sociais Leia Também: Mulheres que sofreram violência sexual têm mais problemas cardíacos

Saúde

Desinformação sobre câncer de pele afeta diagnóstico, diz instituição

Pesquisadores da Fundação do Câncer afirmam que os bancos de dados oficiais sobre a doença no Brasil carecem de informações relevantes para o diagnóstico precoce e o tratamento da doença que, só em 2023, matou a 5.588 pessoas no país. Ao analisar dados dos Registros Hospitalares de Câncer (RHC), do Integrador dos Registros Hospitalares de Câncer (IRHC) e do Sistema de Informação sobre Mortalidade, epidemiologistas e estatísticos a instituição identificaram lacunas consideradas relevantes na definição de políticas públicas de prevenção. Entre elas, a falta de informações sobre raça e cor da pele (mais de 36% dos casos) e escolaridade (cerca de 26%) dos pacientes. “As informações são importantes em um país como o nosso, onde a radiação ultravioleta é muito alta ou extremamente alta”, afirma, em nota, o epidemiologista Alfredo Scaff, coordenador do estudo. Segundo Scaff, os dados podem direcionar ações de prevenção e até auxiliar na detecção e tratamento precoces do câncer de pele, contribuindo para a redução do diagnóstico tardio. A Região Sudeste (ES, MG, RJ e SP) foi a que apresentou maior percentual de falta de informações sobre raça/cor da pele, tanto para casos de câncer de pele não melanoma (66,4%) quanto para o mais grave, porém mais raro, o melanoma (68,7%). “Essa incompletude limita análises mais precisas sobre desigualdades raciais.” A região Centro-Oeste (DF; GO; MS e MT) foi a que apresentou o maior percentual de falta de informaçção sobre escolaridade, tanto em casos de câncer não melanoma (74%) quanto do tipo melanoma (67%). Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pele é o mais comum no Brasil. Os principais tipos são os carcinomas basocelular (que atinge as células basais, localizadas na camada mais superficial da pele) e espinocelular (que se desenvolve nas chamadas células escamosas, também localizadas na epiderme). Já o melanoma, que se origina nos melanócitos (células produtoras de melanina), é menos frequente, mas apresenta maior agressividade e potencial de disseminação. O Inca estima que, entre 2026 e 2028, devem ser registrados, anualmente, cerca de 263.282 novos casos de câncer de pele não melanoma e 9.360 de câncer melanoma. A previsão é que a maioria seja identificada na região Sul (PR; RS e SC) que, em 2024, apresentou as mais elevadas taxas de mortalidade por câncer de pele melanoma, sobretudo entre homens. Estudo Com base em dados oficiais do Inca, a Fundação do Câncer aponta, em estudo divulgado hoje (14), que, entre 2014 e 2023, foram registrados 452.162 casos de câncer de pele no Brasil. A doença é mais comum entre pessoas a partir dos 50 anos de idade. O câncer de pele não melanoma vitima mais aos homens, enquanto o do tipo melanoma afeta homens e mulheres indistintamente, em todas as regiões. A exposição à radiação ultravioleta é o principal fator de risco para todos os tipos de câncer de pele. O perigo varia conforme a cor da pele, sendo maior em indivíduos de pele clara, e depende da intensidade e do padrão de exposição solar. Outros fatores estão relacionados ao histórico familiar da doença, presença de pintas benignas com aparência irregular (nevos displásicos); múltiplos e histórico de queimaduras solares intensas e fatores de risco ocupacionais e ambientais, como a exposição a alguns produtos. “Como a radiação ultravioleta é o principal fator de risco para o câncer de pele, logo vêm à mente das pessoas duas coisas: praia e protetor solar, mas esse não é o único meio de risco e proteção”, alerta Scaff. “É prioritário pensarmos que pessoas que trabalham ao ar livre têm grande risco de desenvolver o câncer de pele, como garis, policiais, trabalhadores da construção civil e da agricultura, entre outros. O agro é muito forte no Brasil. Portanto, temos que pensar no protetor solar, mas também nos demais equipamentos de proteção individual, como blusas, chapéus e até óculos com proteção UV”, disse. O pesquisador destacou ainda o risco da exposição a fontes artificiais, como câmaras de bronzeamento. “Uma exposição intensa e intermitente, especialmente com queimaduras solares na infância e adolescência, aumenta o risco de melanoma, enquanto a exposição crônica está mais associada aos cânceres de pele não melanoma.” A Agência Brasil aguarda por uma manifestação do Ministério da Saúde, que ainda está analisando os resultados da pesquisa da Fundação do Câncer. Clique aqui para acessar o estudo completo. FONTE: AGENCIA BRASIL

1 em cada 5 gestantes não conclui o pré-natal no Brasil, aponta pesquisa
Brasil

1 em cada 5 gestantes não conclui o pré-natal no Brasil, aponta pesquisa

Isso se deve a problemas de acessibilidade e à falta de recursos financeiros, segundo um estudo conduzido pelo Centro Internacional de Equidade em Saúde, da Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul. Os dados são, paradoxalmente, bons e ruins. Eles mostram que o país praticamente universalizou o acesso à primeira consulta para suas gestantes, embora haja disparidade entre regiões. A continuidade, no entanto, é falha e atinge sobretudo populações vulneráveis. Daí conclui-se que os avanços na saúde chegam primeiro às populações mais favorecidas, afirmam os pesquisadores. Em 2024, o Ministério da Saúde instituiu a Rede Alyne, com vistas a reduzir a mortalidade infantil e materna no país. À época, a pasta subiu para sete o número mínimo de consultas pré-natal, antes fixado em seis. O estudo, segundo a pesquisadora Luiza Eunice Sá da Silva, buscou aferir quanto a meta era cumprida no país, utilizando dados de 2023 do Sinasc (Sistema de Informações Sobre Nascidos Vivos). Os números mostram uma adesão de 99% na cobertura para a primeira consulta, percentual que cai para 79% na última. A escolaridade é um dos principais determinantes para a evasão. Enquanto 86,5% das mulheres com ao menos 12 anos de estudo completam o ciclo, apenas 44% das que não têm escolaridade atingem o mesmo patamar. No recorte racial, mulheres indígenas são as mais prejudicadas: apenas 51% concluem o pré-natal. Entre brancas, o índice é de 84%. Pretas e pardas também registram menores valores, com 76% e 75%, respectivamente. Entre a primeira e a sétima consultas, a queda de acompanhamento entre indígenas cai 46 pontos percentuais, três vezes mais do que o observado entre brancas, de 15,3. Ou seja, em quase metade dos casos, o acesso inicial da gestante indígena não se converte em acompanhamento. As desigualdades também se apresentam entre territórios e idades. O Norte tem a menor cobertura para as sete consultas, com 63%. O melhor resultado está no Sul (85%). Em seguida, aparecem Sudeste (81%), Centro-Oeste (77%) e Nordeste (76%). Entre mulheres menores de 20 anos, 68% realizam o ciclo completo, enquanto 83% das maiores de 35 anos atingem o mesmo número. Segundo Luiza, há determinantes específicos que condicionam para baixo os números. “No caso das adolescentes, por exemplo, isso ocorre porque muitas delas descobrem a gravidez tarde, com pouco tempo para a conclusão das sete consultas”, explica. As mulheres indígenas, por exemplo, precisam lidar com questões logísticas que dificultam o contato com os equipamentos de saúde. A pesquisa não avaliou em detalhes quais são as possíveis brechas para o resultado. Para Evelyn Santos, gerente de investimento e impacto social da Umane, que apoiou a pesquisa, estados e municípios precisam mapear suas deficiências apresentadas pelos dados do estudo. “Uma vez que as condições de vida da gestante na rede de saúde são muito diferentes em cada território, e mesmo em cada bairro, o primeiro passo deve ser entender as barreiras e os facilitadores de cada local”, diz. Em seguida, há algumas estratégias a serem implementadas, como a vinculação do pré-natal ao hospital maternidade e a busca ativa das gestantes nos territórios. As estratégias devem anteceder uma melhora no padrão de qualidade do cuidado, segundo o epidemiologista Cesar Victora, coautor do estudo. Para ele, os resultados confirmam a hipótese de equidade inversa, que designa benefícios direcionados primeiramente para grupos já favorecidos. “Sete consultas não são um número arbitrário, mas o mínimo necessário para acompanhar o ritmo acelerado da vida intrauterina. Sem esse monitoramento regular, perdemos a oportunidade de tratar precocemente condições como infecções, hipertensão, diabetes gestacional”, diz. Portanto, a correção das desigualdades deve acontecer antes da melhora de qualidade, para não afastar grupos já distantes da meta estabelecida, defende o médico. O projeto Saúde Pública tem apoio da Umane, associação civil que tem como objetivo auxiliar iniciativas voltadas à promoção da saúde. O corpo de Jonilton Alves de Carvalho, de 42 anos, foi encontrado na entrada de um motel no bairro Santa Marta com vários ferimentos pelo corpo | 07:30 – 14/04/2026

Saúde

Doula: regulamentação reforça integração da categoria ao SUS

A recente regulação da profissão de doula, ocorrida na quarta-feira (8) da semana passada, permitiu um tratamento igual às profissionais em todo o país, incorporando conquistas que algumas redes estaduais e municipais alcançaram com legislações próprias. Ela trouxe, também, maior integração com o Sistema Único de Saúde (SUS). A medida foi bem recebida pelas associações de trabalhadoras. O texto da lei define as atribuições das doulas, de uma forma ampla e com algum grau de indeterminação, não limitando sua atuação. Ela, porém, separa a atuação das profissionais em pré-parto, parto e pós-parto, e as posiciona em relação a outras profissões presentes na atenção às mães e bebês. Em relação às funções. A lei define que não cabe à doula realizar procedimentos médicos, fisioterápicos e de enfermagem, assim como prescrever ou administrar substâncias farmacológicas, como medicamentos. A limitação não enfraquece a profissão e, ao defini-la, permite uma atuação mais equilibrada e favorece a relação com os outros profissionais envolvidos, como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, obstetras e enfermeiros-obstetras, técnicos e auxiliares de enfermagem, entre outros. “A gente atua diretamente com as mulheres e entende que as doulas contribuem muito para esse cuidado mais humanizado e que no SUS assumem um papel de fortalecimento, principalmente para as mulheres que estão em uma situação de vulnerabilidade, para quem a presença das doulas se torna essencial”, explica Gislene Rossini, diretora da Associação das Doulas do Estado de São Paulo (Adosp) e diretora executiva da Federação Nacional de Doulas do Brasil (Fenadoulas). “Isso modifica a vida daquela mulher e do seu ambiente familiar”, complementa. Esse apoio fortalece os vínculos em formação e apoia a tomada de consciência, por parte da mulher, acerca de seu papel de protagonismo no parto. Essa atuação ocorre em relação de troca e fortalecimento dos outros profissionais do processo. Não há, afirma Rossini, uma disputa com outras profissões, mas uma possibilidade de construção conjunta em favor das mulheres. Para a diretora da Adosp, a regulamentação é importante também neste sentido, pois reforça o papel das doulas e permite vencer resistências. “No geral, a lei traz mais clareza para a população e o reconhecimento de que a profissão existe e o que ela é, e isso deve aumentar, observando os resultados que nosso trabalho traz para a população como um todo”, analisou. “Ela vem somar com essa equipe, trazendo as mulheres muito mais preparadas para esse momento do parto. É uma presença que qualifica um cuidado que já existe”, completa Rossini, destacando que vê na ampliação do papel das doulas no SUS um caminho natural para os próximos anos, a partir do qual será possível ampliar o acesso aos direitos das mulheres, com atendimento gratuito e de qualidade. A lei teve boa acolhida institucional. Além do reconhecimento pelo Executivo e pelo Legislativo outras profissões já buscam formas de integrar estas profissionais às equipes. É o caso da área de enfermagem, que inclui enfermeiros, obstetrizes, auxiliares e técnicos, cujo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), tem uma postura de acolhimento à profissão de doula. “O Cofen vê essa regulamentação com equilíbrio e maturidade institucional. A presença da doula é positiva especialmente no acolhimento, no suporte emocional e no fortalecimento de uma experiência de parto mais humanizada”, diz à Agência Brasil o coordenador da Câmara Técnica de Saúde da Mulher no Cofen, Renne Cosmo da Costa. “A enfermagem brasileira tem compromisso histórico com a humanização do parto e com o respeito às escolhas das mulheres e o ideal é que essa integração aconteça de forma harmoniosa, com papéis bem definidos”, destaca. “Consideramos positiva toda a iniciativa que fortalece o cuidado, preserva a segurança da assistência e respeita os limites da atuação de cada profissional”, completa. Da Costa considera, ainda, que essa integração pode fortalecer a humanização no SUS, valorizando o processo de formação de vínculos dentro do papel de atenção multiprofissional que já é característico do nosso sistema de saúde. “Não são ideias ou atuações opostas. Elas precisam caminhar juntas e quando cada atuação é respeitada dentro do seu campo quem ganha é a mulher, quem ganha é o sus, quem ganha é a qualidade da assistência e toda a sociedade”. Presença é antes do parto O pré-parto não é apenas o momento de planejar ter uma doula consigo, mas também o começo da atuação dessa profissional. Enquanto a lei posiciona a doulagem nesta fase como facilitadoras para o acesso à informação e incentivadoras do pré-natal, a importância da busca pelos caminhos que a família irá escolher para o parto são parte essencial e importante do processo. O posicionamento é de Maria Ribeiro, presidenta da Associação de Doulas da Bahia (Adoba). “É atuar no acolhimento, na escuta ativa e no suporte emocional, é o amparo, é a indicação de profissionais que estejam alinhados com o que a família e a mulher desejam. Então a doula se torna uma grande orientadora durante o processo de gestação”, afirma. Ribeiro considera positivo o caminho de construção e as possibilidades abertas a partir da aprovação da Lei Nº 15.381, pois facilitará vencer a resistência que ainda é vista pela categoria em muitas redes de saúde no país. Nelas, alguns profissionais ainda olham com ressalvas para as doulas, achando que irão interferir em condutas ou sugerir algo que esteja em desacordo com as melhores condutas técnicas. “Infelizmente muitos profissionais ainda não entendem que somos aliadas”, diz a presidente da Adoba. Hora do parto “Durante o trabalho de parto, o papel da doula é o de oferecer suporte físico e emocional. Oferecemos técnicas de alívio da dor, que são maneiras não farmacológicas de trazer conforto”, explica Ribeiro. “Também propomos posições e movimentos, mas muitas vezes é o olho no olho, são as palavras de afirmação e também orientamos a família para que durante o processo do trabalho de parto tome decisões e escolhas conscientes de acordo com aquilo que foi planejado”, completa. O papel delas, e nisso concorda com Rossini, é o de estabelecer o diálogo entre equipe e família, num momento de cansaço e, para a parturiente, também no qual pode

Mulheres que sofreram violência sexual têm mais problemas cardíacos
Brasil

Mulheres que sofreram violência sexual têm mais problemas cardíacos

Meninas e mulheres vítimas de violência sexual têm 74% mais chances de desenvolver problemas cardíacos. É o que aponta um estudo realizado com base na Pesquisa Nacional de Saúde. Segundo o levantamento, publicado na revista Cadernos de Saúde Pública, mulheres que sofreram violência sexual apresentaram maiores índices de infarto do miocárdio e arritmias, em comparação com mulheres que não sofreram. Já nos casos de angina e insuficiência cardíaca não houve discrepâncias significativas. O pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da Universidade Federal do Ceará, Eduardo Paixão, explica que, na maioria das vezes, as pessoas pensam apenas na saúde mental quando querem investigar os efeitos da violência sexual, mas o trauma pode repercutir em outras áreas. “Quando a gente fala de violência, a gente tem algumas definições importantes e a literatura já vem mostrando essa associação muito forte, especialmente quando essa experiência é vivida nos primeiros anos da infância, adolescência, mas que a repercussão, às vezes, acontece ao longo da vida”. A hipótese do grupo de pesquisa é que a violência aumente o risco cardiovascular por uma combinação de fatores biológicos e comportamentais. Quadros de ansiedade e depressão, comuns em vítimas, têm relação com males cardíacos. O estresse também causa efeitos fisiológicos. “O estresse crônico aumenta a inflamação. Nossos sistemas orgânicos, biológicos vão ativar as toxinas inflamatórias, que podem acelerar esse processo de doença cardiovascular. Também podem alterar outros sistemas fisiológicos. Aumento da pressão arterial, frequência cardíaca”. O pesquisador ainda relata que, quem vivencia episódios de violência pode ter maior chance de desenvolver comportamentos danosos que aumentam os riscos cardiovasculares, a exemplo do tabagismo, alcoolismo, uso de entorpecentes, alimentação inadequada e sedentarismo. A violência sexual, ressalta Eduardo Paixão, é um problema de saúde pública no Brasil. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, 8,61 porcento das mulheres relataram ter sofrido ao menos alguma violência do tipo ao longo da vida, contra cerca de dois porcento dos homens. Dados mostram avanço da letalidade policial mesmo sem grandes operações, com destaque para alta na Baixada Santista; cenário contrasta com queda de crimes como homicídios e roubos, enquanto governo atribui aumento ao combate a organizações criminosas | 07:00 – 12/04/2026

Cuidador de pessoa com câncer precisa estar atento à saúde mental; veja dicas
Brasil

Cuidador de pessoa com câncer precisa estar atento à saúde mental; veja dicas

Os desafios que o paciente oncológico enfrenta durante o tratamento têm potencial de adoecer também quem está ao lado, segundo especialistas. Por isso, a atenção com o cuidador tem ganhado força entre oncologistas e sociedades médicas. A atenção ao cuidador deve ser abordada pelo oncologista desde as primeiras consultas, segundo a médica Clarissa Baldoto, diretora da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, que ministrou uma aula sobre a atenção à saúde mental do cuidador durante o congresso Onco in Rio, realizado pela Rede D’Or, nos dias 27 e 28 de março, no Rio de Janeiro. Ela afirma, no entanto, que a questão ainda é pouco discutida na medicina. Segundo a médica, uma forma de mudar essa realidade é ampliar a visão do oncologista, que precisa ir além do diagnóstico do câncer e incluir a família no tratamento. “Uma família que descobre o câncer vai ter conflitos, e nós, médicos, não podemos interferir nem criar mais. Precisamos administrá-los”, diz. A rotina intensa de cuidados com um paciente oncológico pode levar o cuidador a um processo de adoecimento físico e emocional, segundo recomendações da American Cancer Society. Entre os quadros mais comuns estão estresse crônico, burnout, ansiedade e depressão, além de alterações do sono, queda da imunidade e agravamento de doenças pré-existentes. A sobrecarga contínua -marcada por longas jornadas, preocupação constante e negligência das próprias necessidades- também pode resultar em isolamento social e sensação de esgotamento emocional, evidenciando que, sem suporte e autocuidado, o cuidador se torna vulnerável a um ciclo de adoecimento semelhante ao do próprio paciente. Clarissa afirma que a postura de um cuidador pode melhorar ou piorar a adesão ao tratamento, mas, para ser útil, a pessoa precisa, antes de tudo, estar saudável. Para ela, o médico não é ensinado a lidar com a saúde mental dos pacientes e acompanhantes. Ainda assim, é otimista: “a medicina está se conscientizando por conta própria sobre a importância disso”. Veja a seguir dicas da médica e da Sociedade Americana de Câncer para que pacientes e cuidadores tenham uma vida equilibrada durante o tratamento do câncer. CONVERSE COM O MÉDICO Segundo Clarissa, além de o médico identificar o lugar de cada familiar no tratamento, o cuidador também precisa conhecer o seu papel. Para isso, é necessário conversar com os profissionais, ouvir as recomendações e encarar com clareza os prognósticos, sejam eles positivos ou negativos. É por meio da conversa que o cuidador passa a discernir cada fase do tratamento e, consequentemente, repassar ao paciente as orientações médicas e por que elas devem ser seguidas. “Buscar informações sobre a doença, sobre o que esperar de reações, efeitos colaterais, periodicidade do tratamento. Isso acaba te ajudando a ficar mais preparado para enfrentar a carga emocional”, explica Clarissa. ORGANIZE A ROTINA Organizar a rotina é importante para evitar a sobrecarga do cuidador. Por isso, dividir responsabilidades com outros familiares e organizar tarefas em listas pode ajudar, como horários de consultas e medicações. Estabelecer uma rotina realista é fundamental para não gerar frustrações com eventuais falhas, que são naturais. Faça o que é possível, e não se culpe por não dar conta em algum momento. CUIDE DA SAÚDE MENTAL Em situações em que o câncer exige muito do cuidador, é comum o desgaste mental. Há casos em que a pessoa precisa se afastar do trabalho e abandonar atividades de lazer, como sair com amigos ou praticar esportes, o que pode levar ao isolamento social. Por isso, é importante reconhecer os limites e reservar tempo para si. Atividade física, lazer, contato com amigos e familiares e momentos de descanso são fundamentais. Participar de grupos de apoio com outros cuidadores para troca de experiências pode ser útil -eles são comuns nos Estados Unidos. “A gente sempre recomenda psicoterapia para o paciente, mas seria interessante que o cuidador também fizesse”, diz Clarissa. ATENÇÃO À SOBRECARGA Cansaço extremo constante, irritabilidade ou tristeza persistente, isolamento social e problemas de sono podem indicar sobrecarga. Sintomas físicos também podem aparecer, como dor, tensão e queda da imunidade. Nesses casos, é importante procurar apoio profissional e, se necessário, um médico. Muitas pessoas abandonam a própria rotina de cuidados, como consultas médicas, o que abre brechas para o surgimento de doenças ou para diagnósticos tardios. CUIDE DO CORPO Além de manter consultas médicas periódicas, cuidados simples, como dormir bem e manter uma alimentação equilibrada, fazem diferença. Especialistas alertam para falha na educação emocional, especialmente entre meninos, e explicam como a falta de ferramentas para lidar com sentimentos pode levar a comportamentos impulsivos, agressividade ou dificuldades na vida adulta | 06:20 – 14/04/2026

Saúde

Pré-natal integral é menor entre indígenas e mulheres com pouco estudo

No Brasil, quase todas as grávidas (99,4%) fazem pelo menos uma consulta de pré-natal, mas o acesso a esse atendimento, fundamental para a saúde da mãe e do bebê, diminui, ao longo da gestação, para as mulheres indígenas, com menos escolaridade e do Norte do país. É o que revela um estudo divulgado nesta segunda-feira (13), e elaborado por pesquisadores do Centro Internacional de Equidade em Saúde da Universidade Federal de Pelotas (ICEH/UFPel), em parceria com a Umane, organização sem fins lucrativos que tem por objetivo assegurar a qualidade e universalidade do sistema público de saúde. Em média, considerados todos os perfis de gestantes, a cobertura entre a primeira e a sétima consulta cai de 99,4% para 78,1%. O ideal é que o acompanhamento tenha início assim que elas confirmarem a gestação ou mesmo desconfiarem que estejam grávidas, preferencialmente até a 12ª semana de gestação. De acordo com a pesquisa, as grávidas com menor escolaridade são as que menos completam o pacote de consultas do pré-natal. De um lado, estão gestantes com maior nível de educação formal (86,5%) e, na outra ponta, com o percentual caindo para quase a metade, as que ficaram mais tempo fora da escola (44,2%).  Também se destacam, como exemplo dos abismos sociais, as indígenas com baixa escolaridade, que acumulam dois fatores como obstáculos à garantia à saúde: o total de anos de estudo formal e a origem étnico-racial. Ao todo, 19% delas conseguiram seguir a quantidade recomendada de idas ao médico para o pré-natal, proporção bastante inferior aos 88,7% de brancas com 12 anos ou mais de escolaridade, parcela mais privilegiada. Outro contingente desfavorecido é o de gestantes da Região Norte, onde 63,3% têm seu direito ao pré-natal plenamente respeitado. Em seguida vêm o Nordeste (76,1%) e o Centro-Oeste (77%). As regiões com melhores taxas são o Sudeste (81,5%) e o Sul (85%). Os pesquisadores aconselham, ainda, políticas específicas para as gestantes adolescentes com menos de 20 anos, já que o serviço de pré-natal é integralmente alcançado por apenas 67,7% delas, patamar bem abaixo dos 82,6% observados entre mulheres acima de 35 anos. O levantamento se baseia em mais de 2,5 milhões de nascimentos registrados no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), em 2023, pelo Ministério da Saúde. A especialista Luiza Eunice, pesquisadora responsável pelo estudo no ICEH/UFPel, recorda que é recente o parâmetro de sete consultas no país. O governo federal elevou o número de consultas indicado em 2024, ano em que lançou a Rede Alyne, estratégia para reduzir a mortalidade materna em 25% até 2027 – entre as gestantes negras, a meta é reduzir os casos pela metade. Nutricionista e doutora em saúde pública, Eunice defende medidas de combate ao racismo estrutural e à discriminação na oferta do cuidado, bem como programas voltados a adolescentes, que visem debater sem tabu a relevância da educação sexual e acabar com o estigma da gravidez nessa fase da vida, para que possam tomar conta de sua saúde e da do bebê. Para ela, as mulheres com menos escolaridade devem ser outro público-alvo, pois é necessário mostrar a elas por que o pré-natal deve ser uma prioridade. Eunice pondera, ainda, que o avanço depende de fatores como a disponibilização de transporte público que leve as gestantes às unidades de saúde e o vínculo delas com os profissionais da área. “É esse apoio, esse vínculo, essa captação ativa dessa gestante que vai melhorar a navegação dela para ela retornar às consultas”, disse a pesquisadora. O reforço em ações pensadas para quem está sob maior vulnerabilidade, ponto colocado por Eunice, é algo que pode trazer resultados também na perspectiva da gerente de Investimento e Impacto Social da Umane, Evelyn Santos. Ela avalia que, embora tenha havido aprimoramentos na atenção primária, suprir certas demandas exige mais empenho do Poder Público. “Independentemente de onde moram, de cor de pele, de escolaridade, nós temos que ser capazes de fornecer o mesmo pré-natal, adequado, a todas as mulheres e não esperar que a pessoa tenha escolaridade mais elevada para buscar mais ativamente seu pré-natal e o sistema ser mais proativo com essas populações. É isso que faz toda a diferença: ver toda a população e essas vulnerabilidades como um chamado para a ação”, afirmou, em entrevista à Agência Brasil. Como funciona o pré-natal O pré-natal serve para se detectar, o mais cedo possível, doenças e condições de saúde, permitindo a médicos especialistas o devido tratamento ou reversão dos sintomas e reduzindo riscos durante o parto. É essencial tanto para a gestante como para o bebê, e o ideal é que o pai da criança também compareça às consultas, para que receba orientações e adote uma postura de cuidado.  Como salienta a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o pré-natal tem ainda outras funções. Entre elas, fornecer instruções sobre amamentação, uma vez que o aleitamento materno deve ser mantido como única fonte de alimento do bebê até os 6 meses de idade. A SBP recomenda que, a partir dos 6 meses, deve-se iniciar a alimentação complementar saudável, e que o leite materno seja mantido como principal fonte de nutrição da criança até os 2 anos ou mais. O leite da mãe possui todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento da criança, sendo mais saudável do que as chamadas “fórmulas” industrializadas, compradas em mercados e farmácias, pois protege o organismo contra infecções, fortalece seu sistema imunológico e traz outras vantagens, como um vínculo afetivo maior entre mãe e filho. No caso da mãe, o que se observa é a diminuição da probabilidade de desenvolver câncer e ajuda na recuperação pós-parto.  A frequência das consultas varia conforme o tempo de gravidez. A paciente deve realizá-las uma vez por mês até a 28ª semana (sétimo  mês); a cada 15 dias, da 28ª até a 36ª semana (sétimo ao nono mês); e semanalmente, no final da gestação. A lista de exames pedidos pelo pediatra, no pré-natal, pode incluir, como informa a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) hemograma, tipagem sanguínea e fator RH, glicemia em jejum, testes rápidos para sífilis e/ou VDRL, teste rápido para HIV – Anti HIV, toxoplasmose IgM e IgG, sorologia para hepatite B (HbsAg),

Professores do estado de SP finalizam greve, mas mantêm mobilização
Brasil

Professores do estado de SP finalizam greve, mas mantêm mobilização

Ós professores da rede estadual de São Paulo decidiram em assembleia, na última sexta-feira (10) finalizar a paralisação iniciada na quinta-feira (9). Os docentes optaram por dar andamento a um calendário de ações em todo o estado. Segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeosp), a decisão foi tomada por cerca de 10 mil participantes, que avaliaram positivamente a greve, com adesão média de 40% da rede estadual, e definiram a continuidade da luta com a realização de atos, reuniões e ações de mobilização com a comunidade escolar. Para esta terça-feira (14), está programada uma mobilização a partir das 14h30 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), onde a categoria pretende acompanhar os debates e pressionar os parlamentares pela retirada de pauta do PL 1.316, que trata da Reforma Administrativa da Educação. Uma nova assembleia estadual está convocada para o dia 28 de abril, às 15h, na Alesp, quando serão avaliados os próximos passos do movimento. Demandas A categoria reivindica reajuste salarial, aplicação correta do piso nacional como base da carreira, valorização profissional, melhores condições de trabalho e mudanças em políticas educacionais em curso no estado. A pauta da mobilização também inclui outros pontos, como a retirada de pauta do PL 1.316, que trata da Reforma Administrativa da Educação e a revogação da Avaliação de Desempenho, considerada injusta pela entidade. Os professores também pedem abertura de classes para o ensino regular e educação de jovens e adultos (EJA) no período noturno e de educação especial inclusiva que atenda às necessidades de alunos atípicos e com deficiência. Outro ponto destacado pela entidade é a implementação da meta 17 do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê a equiparação salarial dos professores da educação básica com outros profissionais de nível superior. O movimento também questiona a chamada “plataformização do ensino”, que se refere à integração intensiva de plataformas de empresas privadoa na aprendizagem e na rotina da sala de aula. Leia Também: Enem 2026: período para pedir isenção da taxa começa hoje

Brasil

Região Norte Ms

Internacional

Sign Up for Our Newsletter

Subscribe to our newsletter to get our newest articles instantly!

Email :

Contact: 

Pantanal Rio Verde News @2026. All Rights Reserved.