Pantanal News

Trump
Internacional

Trump segue com ataques contra papa Leão XIV: “Ele não deveria falar sobre guerra”

A escalada de declarações entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o papa Leão XIV continuou se estendendo nesta terça-feira (14) e ampliou o desgaste diplomático em meio ao debate sobre a guerra no Irã. Após críticas iniciais, o republicano voltou a atacar o pontífice em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera. “Ele não entende e não deveria estar falando sobre guerra, porque não tem ideia do que está acontecendo”, afirmou. As críticas ainda se estenderam à primeira-ministra Giorgia Meloni, que havia classificado como “inaceitáveis” os comentários de Trump no dia anterior. Ao responder à crítica, Trump elevou o tom e vinculou a posição da premiê à ameaça nuclear iraniana. “É ela quem é inaceitável, porque não se importa se o Irã tem uma arma nuclear e explodiria a Itália em dois minutos se tivesse a chance”, disse. Em seguida, reforçou o ataque pessoal: “Achei que ela fosse corajosa, mas me enganei”. O embate ocorre em um momento de pressão dos Estados Unidos por maior alinhamento europeu às ações envolvendo o conflito no Oriente Médio. Ao se posicionar nesta terça-feira, Meloni defendeu a manutenção de divergências entre aliados estratégicos. “Quando você tem amigos e aliados, especialmente se eles forem estratégicos, você também precisa ter a coragem de dizer quando discorda”, afirmou.   Leia mais: “Tenham medo”: Brasileira ameaça expor “sistema corrupto” de Melania e Trump Leia mais: Trump ataca Papa Leão XIV nas redes e publica imagem em que aparece como Jesus   Pontífice homenageia santo que condenou guerras após falas de Trump O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, também reagiu e saiu em defesa da premiê. “Até hoje, o presidente Trump considerava Giorgia Meloni uma pessoa corajosa. Ele não estava enganado”, escreveu, ao afirmar que a posição expressa o entendimento de italianos sobre o episódio. Enquanto a crise política se intensifica, o papa Leão XIV manteve sua agenda internacional e, durante visita à Argélia, homenageou Santo Agostinho de Hipona, que defendia que guerras só deveriam ser travadas para defender inocentes e restaurar a paz, mas nunca por crueldade. O pontífice ainda voltou a abordar os impactos da guerra: “O coração de Deus está dilacerado por guerras, violência, injustiça e mentiras”.

Lula sanciona Plano Nacional de Educação e critica expansão de escolas cívico-militares
Brasil

Lula sanciona Plano Nacional de Educação e critica expansão de escolas cívico-militares

“Isso aqui é o retrato do que nós conseguimos fazer, não contra, mas para mostrar que o Brasil não precisa, na sua educação pública e gratuita, de uma escola cívico-militar”, declarou. “A escola cívico-militar é importante quando uma menina ou menino resolverem seguir sua carreira militar, vão se preparar militarmente para ser militar. Mas enquanto eles quiserem estudar, têm que estudar a mesma coisa que estudam 220 milhões de brasileiros sob a orientação do Ministério da Educação.” O modelo de escola cívico-militar começou a ser implementado em fevereiro deste ano em cem escolas do estado de São Paulo. Ao todo, 208 policiais militares aposentados passaram a atuar como monitores nas unidades participantes, que atendem 53 mil alunos -cerca de 1,5% de todos os matriculados. Com a sanção, o PNE entra em vigor com um ano de atraso, após o governo não ter conseguido a aprovação do novo plano a tempo para o início de 2025. Entre as propostas, está a meta de atingir o investimento de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) na educação até o final do período de dez anos, meta não alcançada no plano anterior. Até o 7º ano de vigência, o objetivo já é alcançar o equivalente a 7,5%. O projeto de lei do novo Plano foi aprovado pelo Senado no final de março deste ano, e pela Câmara no final de 2025. Com 19 objetivos, o PNE substitui o plano em vigor, estabelecido para o período de 2014 a 2024, que havia sido prorrogado até o fim de 2025. Previsto pela Constituição, o Plano é um conjunto de metas estabelecidas para a área da educação, contemplando desde a educação infantil até a pós-graduação. As prioridades para estes próximos anos incluem a alfabetização de ao menos 80% das crianças ao final do 2º ano do ensino fundamental, meta a ser alcançada até o quinto ano de vigência do plano. Até 2035, a meta é de que 100% se alfabetizem até essa série. Atualmente, o Brasil só consegue garantir esse direito para 66% das crianças. Também estão entre as prioridades temas como alfabetização, trajetória escolar, infraestrutura, conectividade e educação digital, formação dos profissionais da educação e financiamento em conformidade com o PIB do país. As propostas incluem ainda o nível adequado de aprendizagem em matemática e outras iniciativas. O texto final foi elaborado com contribuições do Grupo de Trabalho do PNE, instituído pela Portaria nº 1.112/2023, e de um debate com a sociedade civil e com representantes do Congresso Nacional, dos estados, dos municípios, dos conselhos de educação. Foram consideradas também as proposições do documento da Conae (Conferência Nacional de Educação), realizada em janeiro de 2024. A Conae foi precedida por conferências municipais, intermunicipais e estaduais. Na cerimônia de sanção, realizada no Palácio do Planalto, estiveram presentes o novo ministro da Educação, Leonardo Barchini, e o antecessor, Camilo Santana, um dos nomes que deixou o governo para atuar nas eleições deste ano. Lula assinou o PNE em evento cheio do principal salão do Planalto, com a presença de representantes do setor e servidores. Leia Também: 1 em cada 5 gestantes não conclui o pré-natal no Brasil, aponta pesquisa

ramagem
Internacional

Imprensa internacional repercute prisão de Ramagem pelo ICE nos EUA

A prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, nesta segunda-feira (13), por agentes do serviço de imigração dos Estados Unidos, o ICE, entrou no foco da imprensa internacional. Condenado a 16 anos de prisão por participação na tentativa de golpe após as eleições de 2022, Ramagem havia deixado o Brasil antes do trânsito em julgado e passou a ser considerado foragido. A repercussão internacional destacou tanto o histórico do caso quanto as circunstâncias da prisão. O jornal britânico The Guardian apontou que Ramagem foi o único entre os condenados que não iniciou o cumprimento da pena, justamente por ter deixado o país antes da sentença. O veículo também associou a prisão ao endurecimento das políticas migratórias nos Estados Unidos.   Leia mais: EUA divulga foto de Alexandre Ramagem após prisão Leia mais: Alexandre Ramagem é preso pelo ICE nos Estados Unidos   Foto: Divulgação O norte-americano, The Washington Post enfatizou o caráter internacional da operação, classificando a prisão como o desfecho de uma busca que se estendeu por dois continentes. A publicação detalhou a fuga do ex-deputado, que incluiu a travessia da fronteira com a Guiana antes da chegada aos Estados Unidos. A emissora alemã Deutsche Welle ressaltou a cooperação entre Brasília e Washington, destacando o pedido de extradição e a ausência de detalhes oficiais divulgados pelo ICE sobre a operação. No mesmo sentido, a Al Jazeera informou que a prisão foi realizada por autoridades migratórias, mas apontou que não há confirmação independente sobre o motivo exato da detenção. No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva endureceu o tom e afirmou,  em entrevista aos portais Brasil247, Revista Fórum e DCM, que Ramagem deve ser enviado de volta ao país para cumprir a pena. “A direita aqui no Brasil está dizendo que ele foi pego e não há multa. Ele foi pego e já estava condenado a 16 anos nesse país. Ele foi um golpista que está condenado. Ele tem que voltar pro Brasil para cumprir a sua pena”, declarou.

Meio Ambiente

Parque Nacional da Tijuca, no Rio, é o mais frequentado do país

O Parque Nacional da Tijuca, localizado em área urbana da cidade do Rio de Janeiro, no Alto da Boa Vista, consolidou-se em 2025, pelo 18º ano consecutivo, como o parque nacional mais frequentado do país, com o recorde histórico de 4.907.563 visitantes. Considerado um dos maiores parques urbanos do mundo, o parque é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que já investiu R$ 75 milhões em obras de modernização da área.  Somente no Alto Corcovado, onde está instalada a estátua do Cristo Redentor, o fluxo saltou de 2,3 milhões em 2024 para mais de 2,8 milhões no ano passado. O parque pode ser acessado pelo Alto da Boa Vista, pelo bairro da Tijuca, ou pela Barra da Tijuca, entrando pela Estrada de Furnas ou então pelo Horto, onde existe um acesso alternativo, pela Rua Pacheco Leão, na zona sul da cidade. Este ano, serão inaugurados no Alto Corcovado três novos elevadores importados, além de um novo mirante com vista panorâmica para a cidade do  Rio de Janeiro. Também estão previstas obras de recuperação e manutenção dos contrafortes, as grandes colunas que seguram a rocha onde está apoiado o platô de visitação do Alto Corcovado, e contenção de encostas à beira da histórica linha férrea e das estradas de acesso ao Corcovado. O restaurante histórico A Floresta está em recuperação e serão reformados os alojamentos que recebem pesquisadores de vários pontos do país e o fortalecimento da brigada de incêndio do parque. Os pontos mais famosos do Parque Nacional da Tijuca são a Floresta da Tijuca, o Cristo Redentor, o Mirante Dona Marta e a Vista Chinesa.  A floresta é fundamental para o ecossistema urbano do Rio de Janeiro, sendo uma das maiores florestas urbanas replantadas do mundo.  Ela regula a temperatura local, reduzindo-a em até 4ºC a 6ºC, protege encostas contra deslizamentos, mantém a qualidade do ar, preserva a biodiversidade da Mata Atlântica e protege recursos hídricos.  De acordo com a chefe do Parque Nacional da Tijuca, Viviane Lasmar Pacheco, a gestão pelo ICMBio prioriza o interesse público para que patrimônios como o Alto Corcovado e a Floresta da Tijuca, continuem pertencendo a todos os brasileiros.  “No Corcovado, as obras em andamento asseguram uma modernização tecnicamente rigorosa e mais inclusiva. É importante lembrar que a União protege esta área há mais de 160 anos. Por isso, estamos trabalhando muito para unir a conservação da Mata Atlântica em todas as áreas do parque com uma infraestrutura de visitação que eleve a qualidade da experiência do visitante”, disse. Fonte: Agência Brasil

Meio Ambiente

Destruição da Caatinga pode desertificar o país, alerta ministro

O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que o governo federal tem ampliado as ações de preservação da Caatinga – único bioma exclusivamente brasileiro, importante para a biodiversidade do país, sobretudo por servir de barreira natural contra a desertificação. “A Caatinga é um bioma fascinante, de uma beleza paisagística incrível e de uma biodiversidade também incrível. As pessoas, quando pensam no Brasil, pensam na Amazônia. Quando muito, na Mata Atlântica”, afirmou Capobianco durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). “Mas esquecem que o Brasil possui seis biomas absolutamente diferentes e complexos, que fazem do país a maior biodiversidade do planeta”, completou.  Desertificação Capobianco ressaltou que o desmatamento excessivo deste bioma tem contribuído para o avanço da desertificação e que, neste sentido, a conservação da Caatinga é uma prioridade ambiental. “Está demonstrado que a destruição e o desmatamento excessivo da Caatinga vêm provocando a expansão da área em processo de desertificação no país”, acrescentou. O ministro informou que o Brasil concluiu o plano nacional de ações para cumprir a Convenção de Combate à Desertificação, que será apresentado na Conferência das Partes (COP 17), marcada para agosto, na Mongólia.  Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, importante para a biodiversidade do país, lembrou Capobianco. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil Segundo ele, o plano desenvolve medidas para conter processos de degradação do solo – o que abrange ações a serem adotadas para conter o avanço da desertificação, especialmente nas áreas de Caatinga. Programa Recatingar Entre as iniciativas em andamento, Capobianco destacou o lançamento do programa Recatingar, voltado à recuperação de áreas degradadas e à substituição de atividades econômicas predatórias por práticas sustentáveis. O programa contará com a participação dos estados do Nordeste, que devem discutir ações conjuntas em reunião prevista para a primeira semana de maio, em Brasília. Fonte: Agência Brasil

Meio Ambiente

Instituto oferece bolsas para estimular bioeconomia amazônica

O Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam) lançou uma iniciativa para transformar conhecimento científico sobre a biodiversidade da floresta em produtos e negócios de impacto global, que gerem oportunidades para as comunidades tradicionais. O Desafio Bioinovação Amazônia convoca profissionais para solucionar seis desafios nos setores de alimentação, cosméticos e novos materiais verdes. Eles devem utilizar matérias-primas como castanha-do-brasil, açaí, andiroba, copaíba, murumuru, buriti, babaçu e borracha nativa. Dez pessoas serão selecionadas para uma imersão de 15 dias na Amazônia (cerca de dez dias em Manaus e cinco dias em comunidades rurais da região, dependendo do desafio), com todos os custos cobertos. A iniciativa busca dois perfis: O programa tem quatro fases: seleção de talentos (online), formação de equipes e design da solução (online), imersão e validação (residência na Amazônia e online) e cerimônia de premiação final (presencial). Os dez selecionados receberão um pacote de apoio: “inovadores” ganharão bolsas mensais de R$ 3,5 mil a R$ 7,5 mil/mês por seis meses, conforme nível de formação; especialistas em P&D, bolsas mensais de US$ 650 a US$ 1,3 mil por seis meses. Também está previsto um fundo da validação de R$ 100 mil por equipe para insumos, reagentes e testes especializados; suporte laboratorial do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA); mentoria especializada, passagens e hospedagem em Manaus. O desafio prevê a premiação final de três pessoas, com valores de R$ 200 mil, R$ 150 mil e R$ 100 mil, conforme a colocação. Eles também se tornarão parceiros da Zôma, a geradora de negócios do Idesam, e receberão suporte jurídico para adequação à Lei da Biodiversidade, acesso a redes de mercado e apoio estratégico contínuo para a criação do negócio. A ação conta com financiamento do Bezos Earth Fund e parceria da Penn State University (EUA), da Rede Terra do Meio e da Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Acre (Coopeacre).

Vacina da gripe não aumenta risco da doença, alerta ministério
Brasil

Anvisa amplia uso de vacina contra bronquiolite para maiores de 18 anos

A decisão, porém, não significa que a vacina será incorporada de imediato pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A oferta em larga escala no sistema público depende de avaliação e compra pelo Ministério da Saúde. Procurada, a pasta não retornou até a publicação desta reportagem. Segundo o infectologista Leandro Curi, do Hospital Felicio Rocho, em Belo Horizonte, o aparelho respiratório é dividido em parte superior, que inclui nariz, boca e garganta, e a inferior, que envolve estruturas como brônquios e pulmões. A vacina é indicada para prevenir a Doença do Trato Respiratório Inferior (DTRI) causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal agente da bronquiolite. “Além do imunizante da GSK, há outra vacina contra o vírus sincicial respiratório disponível no mercado, a Abrysvo, desenvolvida pela Pfizer”, diz Curi. Em dezembro de 2025, o Ministério da Saúde iniciou o fornecimento do imunizante da Pfizer no SUS para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. A vacina, aplicada em dose única, oferece proteção aos recém-nascidos. As doses custam acima de R$ 1.500 na rede privada e foram compradas pelo SUS por meio de um acordo entre o Instituto Butantan e a Pfizer. Segundo informações divulgadas pela pasta, o VSR é um vírus respiratório altamente transmissível, que circula em todas as faixas etárias. A transmissão ocorre por gotículas respiratórias, ao tossir, espirrar ou falar, e também pelo contato com superfícies contaminadas. O vírus é responsável por 80% dos casos de bronquiolite e 60% de pneumonias em crianças menores de 2 anos. Em geral, causa sintomas leves, como coriza, tosse, febre e congestão nasal. No entanto, em casos mais graves, pode evoluir para falta de ar, chiado no peito, síndrome respiratória aguda grave e infecções do trato respiratório inferior, como bronquiolite e pneumonia. No Brasil, os casos e as mortes pelo VSR tiveram um aumento de 61,4% e 64,6%, respectivamente, de janeiro a 20 de outubro de 2025, se comparado ao mesmo período de 2024. “É uma infecção bastante comum, especialmente em crianças nos dois primeiros anos de vida, com maior gravidade entre os menores de seis meses. No outro extremo, adultos acima de 60 ou 70 anos também são mais vulneráveis ao vírus, podendo desenvolver quadros respiratórios importantes”, explica Rosana Richtmann, infectologista do Grupo Santa Joana, em São Paulo. Apesar da ampliação da faixa etária, os especialistas afirmam que a indicação da vacina não é universal. O foco continua sendo grupos de maior risco, como gestantes, bebês, pacientes com doenças respiratórias crônicas, cardiopatias, imunossuprimidos, transplantados ou em tratamento oncológico. “A gente torce para que, a médio prazo, essa vacina seja ampliada para um público maior”, diz Curi. Os efeitos adversos mais comuns são leves, como dor no local da aplicação. O diagnóstico do VSR é, na maioria dos casos, clínico, baseado na avaliação da histórico do paciente e dos sinais e sintomas apresentados. Segundo Richtmann, não existe tratamento específico para o vírus sincicial respiratório. O manejo é de suporte, com hidratação, controle dos sintomas, lavagem nasal e internação hospitalar e uso de oxigênio suplementar em casos mais graves. Algumas medidas simples de hábitos de higiene ajudam a prevenir a infecção e a disseminação do vírus, como lavar as mãos com frequência, evitar contato próximo com pessoas gripadas ou resfriadas, evitar aglomerações, especialmente para bebês e idosos, e limpar e desinfetar objetos e superfícies de uso comum. Para gestantes, a vacina é aplicada em dose única a partir da 28ª semana de gestação. Após a vacinação, a gestante produz anticorpos que são transferidos para o bebê por meio da placenta, conferindo proteção passiva ao recém-nascido. Leia Também: Cuidador de pessoa com câncer precisa estar atento à saúde mental; veja dicas

Economia

FGTS pode liberar R$ 7 bilhões para quitar dívidas mas economista alerta para risco maior no futuro

Proposta do governo busca de permitir o saque de até 20% do FGTS, visa aliviar orçamento das famílias, mas economista aponta risco de efeito limitado e possível estímulo ao consumo em cenário de juros altos A proposta do governo federal de permitir o saque de até 20% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagamento de dívidas reacendeu o debate sobre os limites das  políticas de combate ao endividamento no País. Apresentada como uma alternativa para aliviar o orçamento das famílias, a medida pode liberar cerca de R$ 7 bilhões e alcançar milhões de brasileiros, mas enfrenta questionamentos sobre sua eficácia no longo prazo. Na avaliação do economista Luiz Carlos Ongaratto, a iniciativa tem potencial para oferecer alívio imediato, mas não resolve o problema estrutural. “O pagamento de dívidas com o FGTS pode ser um paliativo para algumas famílias, porém o que está causando esse endividamento recorde não está sendo abordado pelo governo”, afirma. Segundo ele, fatores como taxas de juros elevadas, inflação com tendência de alta e falta de responsabilidade fiscal seguem como os principais motores do desequilíbrio financeiro. A proposta surge em um cenário de inadimplência elevada, com milhões de brasileiros enfrentando dificuldades para manter as contas em dia. O pacote também prevê programas de renegociação com descontos que podem chegar a até 90% do valor devido, além de refinanciamento com taxas de juros mais baixas e uso de garantias públicas para estimular acordos com instituições financeiras. Para Ongaratto, o uso do FGTS pode ser vantajoso em casos específicos, principalmente para quitar dívidas com juros elevados, como as de cartão de crédito. Ainda assim, ele faz um alerta sobre a sustentabilidade da medida. “Muitas famílias não possuem renda suficiente para honrar os pagamentos mensais. Isso faz a dívida aumentar. O problema maior é ficar sem o FGTS e continuar endividado”, pontua. O economista também chama atenção para o histórico de iniciativas semelhantes. Segundo ele, programas de renegociação costumam gerar adesão inicial, mas enfrentam dificuldades na manutenção dos acordos. “Pode ser que haja um interesse maior em renegociar, o ponto crítico será o plano de pagamento pelos devedores, que podem não ter renda para honrar com o acordo”, explica. Outro ponto levantado é o possível impacto da medida sobre a  economia. A liberação de recursos tende a aumentar a circulação de dinheiro, o que pode pressionar a inflação. Para o especialista, existe o risco de que o alívio momentâneo seja seguido por novo ciclo de endividamento. “Pode ser que as pessoas quitem dívidas, e novamente se endividem”, afirma. Uso do FGTS como instrumento de política econômica O debate também envolve o uso do FGTS como instrumento de política econômica. Além de servir como reserva para o trabalhador, o fundo financia setores estratégicos, como habitação e infraestrutura. Nesse sentido, Luiz Carlos alerta para possíveis efeitos colaterais da proposta. “O volume do lastro para operações no sistema de habitação fica prejudicado, podendo ficar ainda mais restrito”, diz. Ele destaca ainda impactos individuais no longo prazo. “O trabalhador também poderá ter seu FGTS reduzido para quando se aposentar, o que acaba jogando um problema do presente para o futuro”, afirma. A proposta também levanta discussões sobre o momento de sua implementação. Em meio a um cenário de atividade econômica pressionada e consumo enfraquecido, medidas que ampliam a liquidez podem ter efeito direto sobre a demanda. Parte dos analistas avalia que iniciativas desse tipo podem estimular o consumo no curto prazo, o que abre espaço para debate sobre seu uso em contexto político e eleitoral. Apesar das críticas, o governo defende que a medida integra um conjunto de ações estruturadas para enfrentar o alto nível de endividamento no País. A expectativa é ampliar o acesso a condições mais favoráveis de pagamento e evitar a escalada da inadimplência. Para o economista, no entanto, qualquer solução duradoura passa por ajustes mais amplos na economia. Fonte: o hoje.com

Destaque Mato Grosso Do Sul

Petrobras aprova retomada das obras da UFN3 em Três Lagoas

Nesta segunda-feira (13), a Petrobras aprovou a retomada das obras da UFN3 (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III) em Três Lagoas. O Conselho de Administração da companhia decidiu sobre a obra em Mato Grosso do Sul, há mais de uma década paralisada no Estado. O projeto está incluso no Plano de Negócios 2026–2030 da Petrobras, anunciado em novembro de 2025. Contudo, em janeiro de 2026 houve novo adiamento da previsão de retomada efetiva das obras foi novamente adiada. Conforme a Petrobras, houve reavaliação criteriosa do projeto nesta segunda (13). Assim, o grupo confirmou a viabilidade técnica e econômica do empreendimento. Investimento O investimento para a conclusão da unidade é de cerca de US$ 1 bilhão. Já o início das operações comerciais está previsto para 2029. Então, com a aprovação final, a Petrobras pode dar sequência à assinatura dos contratos necessários para a retomada das obras. A retomada deve acontecer ainda para o primeiro semestre deste ano. Com o projeto em atividade, a expectativa é que cerca de 8 mil empregos gerados no Estado durante as obras. O processo de reavaliação do projeto ocorreu ainda em 2024, por determinação do Conselho de Administração da Petrobras, após o retorno da companhia ao segmento de fertilizantes. Histórico da UFN3 Paralisada desde dezembro de 2014, a obra iniciou-se em 2011 e atingiu cerca de 81% de execução, ou seja, restavam pouco menos de 1/5 para a conclusão. À época, o investimento estimado era de R$ 3,9 bilhões. Anos depois, em 2024, o então presidente da Petrobras, Jean Paul Prattes, visitou a planta e informou que seriam necessários aproximadamente R$ 5 bilhões para finalizar o empreendimento. O projeto foi concebido para ser a maior fábrica de fertilizantes nitrogenados da América Latina. A capacidade de produção diária está prevista em 3,6 mil toneladas de ureia e até 2,2 mil toneladas de amônia, a partir do consumo de 2,3 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

Tempo permanecerá estável em SP? Veja a previsão também para outros Estados
Brasil

Tempo permanecerá estável em SP? Veja a previsão também para outros Estados

UM terça-feira, 14, começou com variação de nebulosidade e termômetros que oscilaram em torno dos 16,9 ºC na madrugada, em São Paulo. Já nos próximos dias, o tempo deve continuar estável e as temperaturas devem aumentar no decorrer da semana, enquanto a umidade do ar deve diminuir, informou o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura de São Paulo. A estabilidade se repete em outras regiões do sudeste. Nesta quarta-feira, 15, o sol aparece entre nuvens e os termômetros devem variar entre 16 °C e 28 °C, com índices de umidade atingindo 35%. No fim do dia, a nebulosidade aumenta com a chegada da brisa marítima, mas sem chances de chuva, informou o CGE. Segundo o órgão da prefeitura, na quinta-feira, 16, o sol continua entre nuvens e a temperatura deve subir no decorrer do dia. Os termômetros devem variar entre 16 °C e 28 °C novamente. Porém, os índices de umidade “devem atingir 30% nas horas mais quentes do dia”, sem previsão de chuva para a Grande São Paulo. Conforme a Meteoblue, na sexta-feira, 17, a máxima prevista será de 32ºC e a mínima 17ºC. No sábado, 18, os termômetros mantêm a máxima de 32ºC e a mínima cresce de leve, 19ºC. Enquanto no domingo, a máxima vai ser de 33ºC e mínima de 19ºC. Rio de Janeiro Ainda no Sudeste, na cidade do Rio de Janeiro, a quarta-feira deve registrar máxima de 25ºC e mínima de 21ºC, indica a Meteoblue. A mínima se repete na quinta e na sexta, enquanto a máxima deve aumentar de 26ºC para 28ºC na sexta. Já no fim de semana, os termômetros devem registrar 29ºC no sábado e 28ºC no domingo. Minas Gerais Em Belo Horizonte, a Meteoblue indica que a temperatura deve ficar estável de quarta até sexta, com mínimas variando de 17ºC a 18ºC e máxima de 26ºC na quarta e 28ºC na quinta e na sexta. Por outro lado, no fim de semana, a temperatura deve aumentar. Sábado segue com máxima de 30ºC e mínima de 19ºC, domingo, com máxima de 29ºC e mínima de 20ºC. Região Sul A estação teve início no dia 20 de março e vai até 20 de junho e deve ter chuvas abaixo da média e alívio gradual do calor, segundo a previsão da Tempo OK. Com exceção do Sul, a maior parte das demais regiões do País deve registrar precipitação abaixo da média histórica para a estação. Paraná e Santa Catarina também devem ter volumes menores entre abril e maio, mas com aumento das chuvas em junho. “No Rio Grande do Sul, a chuva aumentará nos próximos meses, mas a afluência será menos volumosa que no ano passado, nos meses de maio e junho”, explica a porta-voz da Tempo OK, Maria Clara Sassaki. Leia Também: Estudantes de direito atacam homem em situação de rua com arma de choque

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