Pantanal News

Meio Ambiente

Temperatura deve subir nos próximos dias no Sudeste e no Centro-Oeste

O cenário de temperaturas baixas deverá mudar em grande parte das regiões do país nos próximos dias. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o ar frio começa a perder intensidade entre quarta-feira (13) e quinta-feira (14) no Centro-Oeste e no Sudeste. No Sul, a temperatura continua baixa nos próximos dias.  Na região Centro-Oeste, as mínimas seguem baixas até quarta-feira, na faixa dos 15º C, na parte sul de Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal. No restante da região, as temperaturas permanecem elevadas, com marcações que alcançam até 38º C na região central do MT e no noroeste de GO. Já no Sudeste, o clima frio começa a se dissipar nesta quarta-feira e passa a apresentar temperaturas elevadas, principalmente no Espírito Santo e no Rio de Janeiro, com máximas próximas aos 35ºC. Contudo, algumas regiões podem apresentar mínima de 14ºC, como na parte central de Minas Gerais. O Sul segue com temperatura baixa ainda nesta terça-feira (12), com previsão de geada no norte do Rio Grande do Sul e em grande parte de Santa Catarina. O Rio Grande do Sul deve amanhecer nesta quarta-feira com bastante frio em todo o estado, mas com elevação da temperatura na parte da tarde. Na Região Norte, as temperaturas estarão mais amenas por causa das chuvas típicas desta época do ano. A média deve permanecer em torno de 30ºC na maior parte da região, exceto no Tocantins, onde os termômetros batem 38ºC. As mínimas chegam aos 21ºC na maior parte da região. Já no Nordeste, os maiores valores estão previstos para o sertão de Pernambuco, Paraíba e oeste da Bahia entre quinta-feira (14) e sexta-feira (15). As temperaturas máximas devem variar entre 32°C e 37°C. Na Bahia, as mínimas variam entre 14ºC e 16ºC.>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Chuvas Quanto à chuva, a previsão do Inmet indica acumulados para as regiões Norte e Nordeste, além de padrão seco na região central do país. No Norte, as chuvas podem ultrapassar 150mm nos próximos sete dias nos estados do Amazonas, Pará, Amapá e Roraima. No Acre e em Rondônia são esperados baixos acumulados de precipitação (20mm). Para o Nordeste, acumulados de chuvas acima de 100mm acontecem em pontos isolados, como nas regiões ao norte dos estados Piauí e Maranhão. As chuvas devem ser mais fracas no litoral e norte, com totais abaixo de 40mm. No interior da região, se propaga um clima seco e estável. Já no Centro-Oeste, as irregularidades começam a partir de sexta-feira (15) no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Os acumulados de chuva superam 60 mm. No Distrito Federal e Goiás, permanece tempo estável ao longo da semana, com poucas chances de chuva. Na Região Sudeste, há previsão de chuvas irregulares no estado do Rio de Janeiro e litoral norte de São Paulo. A partir de sábado (16), há possibilidade de chuvas fracas com baixos acumulados no estado de SP e sudeste de Minas Gerais. Na Região Sul, há previsão de chuvas em pontos isolados dos estados de Santa Catarina e Paraná com baixos acumulados a partir de sexta. FONTE: AGENCIA BRASIL

Frente fria traz risco de temporais ao Sul; calor predomina em outras regiões do País
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Até quando vai o frio no Brasil? Nova frente fria está prevista para o fim de semana

UM intensa massa de ar polar que derrubou as temperaturas em diversas regiões do Brasil nos últimos dias deve começar a perder força a partir desta quarta-feira, 13. Apesar da elevação gradual das temperaturas no centro-sul do País ao longo da semana, uma nova frente fria já está prevista para o próximo fim de semana. De acordo com Climatempoo ar polar mais intenso avança em direção ao oceano ao longo da quarta-feira, o que permitirá uma rápida elevação das temperaturas em parte do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A previsão indica, no entanto, que o aquecimento será temporário. A partir da sexta-feira, 15, uma nova frente fria irá avançar pelo oceano e provocar nova mudança nas condições do tempo, principalmente no Sul e no Sudeste. Além da nova queda nas temperaturas, há previsão de aumento da nebulosidade e possibilidade de pancadas de chuva em capitais como São Paulo. O próximo fim de semana também deve começar com temperaturas mais amenas e tempo instável em parte do centro-sul do Brasil. A semana começou com recordes de frio em diferentes estados. Na cidade de São Paulo, a manhã da última segunda-feira foi a mais fria do ano até agora. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a estação Mirante de Santana, zona norte da capital, registrou 9,4°C. Foi a menor temperatura para a primeira quinzena de maio em 37 anos. No extremo sul da capital paulista, a estação de Interlagos marcou 7,2°C nas primeiras horas do dia. O frio intenso também atingiu cidades da região Sul. Em São Joaquim, na Serra catarinense, os termômetros chegaram a -4,61°C nesta terça-feira, a menor temperatura registrada no Brasil em 2026 até o momento. Segundo a Climatempoa massa de ar frio responsável pela queda acentuada das temperaturas é de origem polar continental, fenômeno que permite que o ar gelado avance com mais intensidade sobre o continente e alcance áreas mais amplas do País. Leia Também: Febraban alerta para golpe do falso emprego

Febraban alerta para golpe do falso emprego
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Febraban alerta para golpe do falso emprego

UM Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou comunicado nesta terça-feira (12) alertando para o golpe do falso emprego. Segundo a entidade, criminosos assediam pessoas que estão procurando trabalho e oferecem o que parece ser “uma vaga imperdível”. A oferta enganosa é isca para capturar dados de candidatos. De acordo com a Febraban, criminosos se passam por falsos recrutadores e também como integrantes de falsas agências de emprego enviando mensagens por WhatsApp, e-mail ou em redes sociais. “Assim, obtêm fotos das vítimas, imagens de documentos, informações bancárias e assinaturas digitais”, alerta. Além de dados, os golpistas podem pedir dinheiro para pagamento de taxa de inscrição, realização de falsos exames médicos ou pagamento de curso preparatório para a vaga que não existe.Os riscos, além de perder dinheiro imediatamente com essas despesas fictícias, são as vítimas terem sua imagem usada em autenticações biométricas e, junto com documentos informações bancárias, os criminosos levantarem financiamentos em nome das pessoas que caíram no golpe. No golpe do falso emprego, os criminosos cometem estelionato, que é a vantagem ilícita para si ou para outra pessoa em prejuízo da vítima, furto mediante fraude e apropriação indébita. Os três delitos estão previstos no Código Penal. No comunicado, a Febraban faz cinco recomendações para não cair no golpe do falso emprego: Desconfie de processos seletivos simplificados e da oferta de salários muito acima da média do mercado para as funções descritas. Antes de abrir links indicados em mensagens, verifique diretamente no site ou nas redes sociais da empresa se a vaga existe de fato. Confirme se o recrutador é autêntico e possui conexões reais. Se receber mensagens por e-mail verifique se o endereço é corporativo. Não envie foto de documento, dados bancários ou assinatura digital sem ter certeza da idoneidade da empresa. Não efetue qualquer tipo de pagamento zero: taxa de inscrição, exames ou cursos pré-contratação. Leia Também: Maior força de trabalho do SUS, enfermagem vive explosão de cursos a distância

Butantan produzirá remédio contra câncer para o SUS
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Maior força de trabalho do SUS, enfermagem vive explosão de cursos a distância

© Marcello Casal Jr. / Agência Brasil Relatório técnico divulgado nesta terça-feira (12), Dia Internacional da Enfermagem, mostra que o número de vagas em cursos superiores privados da área saltou de 120 mil para mais de 503 mil entre 2010 e 2023, alta superior a 300%. Grande parte desse crescimento ocorreu na modalidade EAD (educação a distância), cuja oferta disparou 1.408% no período e hoje já responde por metade das vagas disponíveis na rede privada. Em 2023, somente os cursos privados a distância somavam 253 mil vagas -número superior ao total de vagas presenciais públicas e privadas. O documento, baseado no estudo “Demografia e Mercado de Trabalho da Enfermagem no Brasil”, lançado ano passado pelo Ministério da Saúde, aponta que o setor privado concentra 90,7% das instituições de ensino de enfermagem do país. A expansão acelerada, porém, convive com um problema estrutural: parte expressiva das vagas não é ocupada ou acaba abandonada. Nos cursos presenciais privados, cerca de metade das vagas permanece ociosa em razão da evasão. Na rede pública, a retenção é maior, mas cerca de 30% das vagas também ficam sem preenchimento. A preocupação ganhou força após a pandemia de Covid-19, que evidenciou a dependência dos sistemas de saúde em relação à enfermagem. Hoje, a categoria representa cerca de 70% da força de trabalho em saúde no Brasil e 59% no mundo. Apesar do crescimento acelerado do número de profissionais, a OMS (Organização Mundial da Saúde) estima um déficit global de cerca de 6 milhões de enfermeiros. O relatório também chama atenção para desigualdades regionais históricas. Sudeste e Sul concentram a maior parte das escolas, cursos e matrículas, enquanto estados do Norte e do Nordeste seguem com menor densidade de profissionais. Em 2018, por exemplo, o Pará registrava 14,1 enfermeiros por 10 mil habitantes, menos de um terço da densidade observada no Distrito Federal, com 49,3 profissionais por 10 mil habitantes. Na avaliação do médico e pesquisador Mario Dal Poz, professor titular da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) e autor principal do relatório, a expansão desordenada ameaça a qualidade futura da assistência no SUS. “A enfermagem é a espinha dorsal do SUS. A expansão acelerada sem planejamento regional e o avanço do ensino à distância colocam em xeque a qualidade do cuidado que o sistema de saúde entrega à população”, afirma. Segundo Dal Poz, a formação em enfermagem exige aquisição de habilidades práticas e competências clínicas que não podem ser reduzidas a um modelo predominantemente remoto. Para ele, o país precisa ampliar a oferta pública e fortalecer mecanismos de avaliação e fiscalização dos cursos privados e do EAD. A enfermeira e pesquisadora da Uerj Helena Leal, uma das autoras do relatório, reforça que o avanço do ensino a distância em enfermagem ocorreu de forma descontrolada, impulsionado principalmente pela redução de custos das instituições privadas. Segundo ela, a enfermagem precisa de formação prática intensiva e supervisão presencial. “Exige destreza, habilidade e treinamento in loco.” Ela avalia que laboratórios de simulação ajudam, mas não substituem o contato com pacientes nem o acompanhamento de professores preparados. Além da graduação, o levantamento analisou mais de 5.500 cursos técnicos de enfermagem registrados entre 2009 e 2024. Nesse segmento, o ensino presencial ainda predomina. Mesmo assim, os pesquisadores identificaram falhas importantes nos sistemas de informação sobre a formação técnica, especialmente no Sistec (Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica). Foram encontrados problemas como ausência de dados sobre matrículas, campos em branco e erros na identificação dos cursos, revelando fragilidades históricas no monitoramento da educação profissional. Após a exclusão de registros inconsistentes, o estudo identificou 5.509 unidades de ensino com oferta de cursos técnicos em enfermagem. São Paulo lidera, com 1.218 cursos registrados, seguido por Minas Gerais (774) e Rio de Janeiro (504). No total, foram registradas cerca de 3 milhões de matrículas em cursos técnicos entre 2009 e 2024. Os pesquisadores alertam que a expansão acelerada do setor privado pode estimular cursos com infraestrutura precária, fragilidade pedagógica e baixa integração entre teoria e prática. Helena Leal chama atenção para problemas como estágios pouco supervisionados e cursos sem qualidade mínima, por falta de reconhecimento dos cursos. “Alguns profissionais nem sequer conseguem registrar seus diplomas nos conselhos regionais.” O EAD avançou também sobre a pós-graduação, especialmente em áreas como oncologia, gerontologia, saúde mental, neurologia e atenção domiciliar. Em algumas especialidades, a maioria dos egressos já vem da modalidade a distância -caso de neurologia (90%), saúde mental (85%) e gerontologia (82,5%)–, o que acendeu alerta sobre a formação prática desses profissionais em áreas clínicas complexas. O documento revela fragilidades na regulação e no monitoramento das especializações, como ausência de critérios nacionais para currículos, falta de padronização dos cursos e lacunas nos registros profissionais. Segundo o estudo, apenas 14,9% das enfermeiras registradas no sistema do Conselho Federal de Enfermagem possuem especialização formalmente cadastrada, embora o número de concluintes seja muito superior. O levantamento traça ainda um panorama demográfico da enfermagem brasileira. Dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) mostram que o número de enfermeiros passou de cerca de 215 mil em 2010 para 524 mil em 2021, enquanto os técnicos de enfermagem saltaram de 415 mil para quase 1,2 milhão no mesmo período. Os pesquisadores identificaram mudanças importantes no perfil da categoria. Embora as mulheres continuem majoritárias, houve aumento da participação masculina, sobretudo entre os enfermeiros. O estudo aponta ainda envelhecimento gradual da força de trabalho e aumento da participação de profissionais pretos e pardos. Entre os enfermeiros, a proporção de profissionais negros passou de 26,3% em 2010 para 43,7% em 2021. Helena defende maior planejamento territorial da formação, especialmente diante do envelhecimento da população brasileira e do aumento das doenças crônicas. Também critica a fragilidade da fiscalização dos cursos técnicos e do EAD e afirma que o país ainda carece de sistemas confiáveis para monitorar evasão, qualidade da formação e distribuição regional dos profissionais. Entre as recomendações estão maior controle sobre a abertura de cursos, revisão das regras do ensino a distancia, fortalecimento da fiscalização de estágios e práticas presenciais e

Lula diz que criará Ministério da Segurança após Senado aprovar PEC
Brasil

Lula diz que criará Ministério da Segurança após Senado aprovar PEC

Ó presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (12) que o governo criará o Ministério da Segurança Pública assim que o Senado Federal aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/25, conhecida como PEC da Segurança Pública, já aprovada pelo plenário da Câmara dos Deputados. “Sempre recusei aprovar o Ministério da Segurança Pública enquanto a gente não tivesse definido qual seria o papel do governo federal na segurança pública”completou. Durante o lançamento do programa Brasil Contra o Crime Organizado, Lula lembrou que, na Constituição de 1988, “quase toda a responsabilidade” no que diz respeito à segurança pública foi repassada aos governos estaduais. “A gente estava, naquela época, com muita necessidade de nos livrar, no governo federal, porque era sempre um general de quatro estrelas que tomava conta da segurança pública”. “Agora, estamos sentindo a necessidade de o que o governo federal volte a participar ativamente, mas com critérios e com determinação. A gente não quer ocupar o espaço dos governadores, nem o espaço da polícia estadual. O dado concreto é que, se a gente não trabalhar junto, a gente não consegue vencer. E o crime organizado se aproveita da nossa divisão.” Entenda Preparada pelo governo federal após consulta aos governadores, a PEC da Segurança Pública, entregue em 2025 pelo então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, busca desburocratizar e dar maior eficiência ao trabalho de autoridades no combate a organizações criminosas, inclusive por meio da aproximação de entes federativos com o governo federal. Um dos pilares da proposta é o de dar status constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública, criado em 2018 por lei ordinária. A fim de desburocratizar procedimentos que, no formato atual, dificultam a ação das autoridades, está prevista uma maior integração entre União e entes federados para elaborar e executar as políticas voltadas à segurança pública. Para tanto, prevê a padronização de protocolos, informações e dados estatísticos, em um contexto em que, com 27 unidades federativas, acaba-se tendo 27 certidões de antecedentes criminais distintas, 27 possibilidades de boletins de ocorrências e 27 formatos de mandados de prisão. Leia Também: Trump se despede de Lula com “I love you” após ligação de 40 minutos

Saúde

OMS descarta indícios de “surto maior” de hantavírus

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse nesta terça-feira (12) que não há indícios de um surto maior de hantavírus, doença identificada em um navio de cruzeiro que navegava pelo Oceano Atlântico. “Neste momento, não há indícios de que estejamos presenciando o início de um surto maior. Mas, é claro, a situação pode mudar. E, considerando o longo período de incubação do vírus, é possível que vejamos mais casos nas próximas semanas”, avaliou Tedros, durante coletiva de imprensa. Segundo o diretor, até o momento, foram relatados 11 casos de hantavírus, incluindo três óbitos. Todos os casos ocorreram entre passageiros ou tripulantes do navio MV Hondius. Nove dos 11 casos foram confirmados como sendo da cepa Andes, e os outros dois são tratados como prováveis. “Não houve nenhuma morte desde o dia 2 de maio, quando a OMS foi informada pela primeira vez sobre o surto. Todos os casos suspeitos e confirmados foram isolados e estão sendo acompanhados sob rigorosa supervisão médica, minimizando qualquer risco de transmissão.” Repatriação “A OMS está ciente de relatos de um pequeno número de pacientes com sintomas compatíveis com o vírus Andes e estamos acompanhando cada um desses relatos junto aos respectivos países”. A recomendação da entidade é de que os passageiros do cruzeiro sejam monitorados ativamente em uma instalação de quarentena específica ou mesmo em casa por um período de 42 dias a partir da última exposição, que aconteceu em 10 de maio – ou seja, até 21 de junho. “Qualquer pessoa que apresentar sintomas deve ser isolada e tratada imediatamente. Nosso trabalho não terminou. A OMS continuará trabalhando em estreita colaboração com especialistas em todos os países afetados”, concluiu o diretor.)   FONTE: AGENCIA BRASIL

Conselho nacional aprova diretrizes para IA na educação e proíbe uso de
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Conselho nacional aprova diretrizes para IA na educação e proíbe uso de ‘alto risco’ com alunos

A proposta orienta escolas e redes a adotar a tecnologia como ferramenta de apoio, sob supervisão humana, e ainda depende de novas discussões antes de eventual homologação do MEC (Ministério da Educação). O uso da IA passa a ser classificado por nível de risco. Ferramentas de apoio, como organização de materiais e acessibilidade, entram na categoria de baixo risco. Já sistemas de correção automatizada de avaliações, monitoramento biométrico e seleção de benefícios são considerados de alto risco e exigem supervisão contínua. Aplicações como vigilância emocional, pontuação social e decisões totalmente automatizadas sobre aprovação, retenção ou desligamento de alunos ficam proibidas.*Nível de risco – O que é – Exemplos – Regras e exigênciasBaixo risco – Uso de apoio, sem impacto relevante sobre decisões acadêmicas ou direitos dos alunos – Organização de materiais; acessibilidade; revisão de texto sem avaliação; planejamento de aulas – Transparência básica, segurança da informação e responsabilidade da instituição Risco moderado – Ferramentas com interação com alunos ou recomendações, sem decisão automática – Tutores virtuais; feedback formativo; assistentes institucionais; apoio à escrita – Informar uso; registrar sistemas; revisão humana obrigatória; monitoramento; restrição ao uso de dados Alto risco – Sistemas que afetam diretamente a vida acadêmica ou direitos – Correção automática de provas; monitoramento biométrico; perfilização de alunos; seleção e certificação – Avaliação prévia de impacto; relatório de dados; supervisão contínua; auditoria; direito de contestação Risco excessivo (proibido) – Aplicações incompatíveis com princípios educacionais – Pontuação social; vigilância emocional; perfilização para punição; decisões automáticas sobre aprovação ou expulsão – Uso vedado As diretrizes estabelecem que decisões pedagógicas devem permanecer sob responsabilidade de professores. A tecnologia pode auxiliar na personalização do ensino, no acesso a conteúdos e no acompanhamento do desempenho, mas não substitui a mediação em sala de aula. Também há regras de transparência e governança. Escolas e universidades deverão informar quando sistemas automatizados estiverem em uso, documentar decisões de adoção e garantir revisão humana de conteúdos e resultados, para evitar erros e vieses. O uso da tecnologia deverá respeitar a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), além de princípios de segurança da informação e transparência algorítmica. Outro eixo é a redução de desigualdades. A recomendação é ampliar políticas de inclusão digital e acesso equitativo, para evitar que a adoção da IA aprofunde diferenças entre redes de ensino. As diretrizes preveem ainda a inclusão progressiva de conteúdos sobre IA nos currículos. A proposta é que estudantes aprendam não apenas a usar ferramentas, mas a compreender como funcionam, seus limites e riscos, com foco no desenvolvimento do pensamento crítico. Na educação básica, a implementação deve ser gradual e considerar o desenvolvimento dos alunos, com foco em autonomia e uso equilibrado da tecnologia. No ensino superior, o foco recai sobre a preparação profissional e o uso da IA em contextos complexos, com respeito à integridade acadêmica. Como a Folha de S.Paulo mostrou, três das principais universidades do país (USP, Unicamp e Unesp) estão criando protocolos para o uso da IA cuja principal regra é a transparência. A utilização deve ser combinada entre professores e alunos e declarada nas pesquisas e nos demais trabalhos acadêmicos. No parecer do CNE, a formação de professores aparece como condição para a implementação, com incentivo à capacitação contínua e ao desenvolvimento de competências digitais. O conselho reconhece que a adoção ocorre em um momento de desigualdades estruturais e orienta que redes de ensino adaptem a implementação às suas condições, em regime de cooperação federativa. Algumas companhias aéreas oferecem tarifas especiais para passageiros que precisam viajar após morte ou emergência médica grave de familiares. Gol e LATAM possuem políticas específicas e exigem documentos para liberar o benefício | 08:15 – 12/05/2026

HRMS: saúde pública e gratuita com outro nível de entrega e resultado
Destaque

HRMS: saúde pública e gratuita com outro nível de entrega e resultado

Para otimizar e melhorar a prestação dos serviços de saúde pública em Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado formalizou nesta segunda-feira (11), a PPP (Parceria Público-Privada) do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul). Esta é uma das mais importantes etapas da nova arquitetura da saúde em Mato Grosso do Sul. O hospital permanecerá público, com atendimento gratuito pelo SUS (Sistema Único de Saúde), e a gestão assistencial mantida sob responsabilidade do Estado e administrativa pela Inova Saúde MS. “Este foi o melhor modelo encontrado, depois de muito tempo estudando. É uma PPP que envolve a ampliação do hospital e construção, além da modernização do equipamento, estrutura e gestão. Esta mudança vai trazer um resultado muito positivo e impactar no projeto da saúde de todo o Estado. É um modelo que foi difícil de chegar a um projeto final, foram quase três anos entre o início até ter finalizado o processo em leilão na B3. É complexo, envolve modernidade, ampliação e longo prazo. Mas é um projeto muito bem estruturado. A gente já começa agora, a partir da assinatura, com todas as etapas contratuais para chegar ao objetivo final de ter um hospital modelo com 577 leitos”, disse o governador Eduardo Riedel. O projeto prevê investimentos de R$ 7,3 bilhões em operação (o chamado opex, que envolve salários, manutenção, compra de insumos, entre outros) ao longo de 30 anos, além de R$ 966 milhões em obras de ampliação, modernização e renovação tecnológica, que vão qualificar o espaço e abrir mais vagas e oferta de serviços de saúde. “Com este novo modelo será oferecido aos profissionais de saúde a estrutura, ambiente adequado para atuar e fazer com que o paciente perceba ao mesmo tempo o cuidado, mas também a humanização do cuidado. A experiência da internação precisa ser a melhor possível e é nesse caminho, nessa direção que nós fomos em busca de um parceiro”, afirmou o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões. Com eficiência de gestão, tecnologia e sustentabilidade, a PPP tem como objetivo modernizar a estrutura hospitalar e contempla a construção de novos blocos, ampliação de 60% da capacidade com oferta de 577 leitos, passando de 30mil para 42 mil atendimentos ao ano. Além disso, o número de internações será ampliado em 97%, passando dos atuais 1,4 mil pacientes internados para 2.760 ao mês. “A PPP traz ganho de eficiência no serviço prestado para a população, com redução do tempo médio de internação. Além disso, haverá economia na gestão de todo o hospital, em relação a materiais e insumos. Hoje nós temos um custo em torno de R$ 20 milhões no hospital por mês. A contratação vem com R$ 15,9 milhões, embutido ainda a construção do novo prédio. E vamos continuar a oferecer saúde pública e gratuita para todos, com outro nível de entrega e qualidade”, disse Riedel. Fotos: Álvaro Rezende, Secom/MS A apresentação do contrato de PPP do hospital, após a conclusão da fase licitatória e homologação da empresa vencedora, reuniu os representantes da Concessionária Inova Saúde MS (subsidiária da Construcap), que foi confirmada como responsável pela gestão dos serviços não assistenciais, com proposta de R$ 15,9 milhões mensais – deságio de 22% em relação ao valor de referência. A Construcap CCPS Engenharia e Comércio apresentou a proposta mais vantajosa e foi a vencedora do certame que a qualificou para assumir a gestão dos serviços não assistenciais do HRMS. A escolha da proposta – de R$ 15,9 milhões mensais – ocorreu durante leilão realizado em dezembro de 2025, na sede da B3, em São Paulo (SP), e contou com outros quatro concorrentes do pregão. “Vou começar com a definição de uma parceria privada. Na verdade, a ESA de infraestrutura social tem de analisar projetos sociais com participação da privada. Está envasada em um contato de iniciativa firmado entre o governo e o setor privado. E ela visa trazer para a saúde capacidade de investimento, de renovação e de automatizações e de eficiência que não são capazes nesse momento. O marco legal dela foi feito pela lei de 2004, que propiciou que as parcerias privadas pudessem ser efetuadas no Brasil. Vamos passar ao próximo ponto. Bom, e o que é e o que ela não mede, científicando um pouco? Primeiro, é o contrato de longo prazo. E a gente há de imaginar que um contrato de 30 anos possa sofrer modificações nesse meio. Com toda a segurança, com toda a eficiência e garantindo aos cidadãos que mataram os seus filhos. Que ele tenha a melhor distância possível suportada pela Lada Senza que está lá dentro do núcleo para apoiá-lo. Ele é baseado em metas e obrigações e é indicador de desempenho tanto faritativos quanto quantitativos. É um método que o Estado tem para fazer a gestão e a ferir a paridade dos produtos personales da Lada Senza. Ele transfere os riscos, como a CIDEDA ainda falou, para o parceiro privado. O risco de trazer toda a parte de modernização, atualização tecnológica e eficiência, o que não é o corpo da saúde, o que não é a assistência, o que é o apoio. E, como já disse, tem o controle dos indicadores. O projeto é uma parceria, não é uma privatização de nenhuma forma. Na PPP, a prestação de serviço é transferida em iniciativa privada por um prazo determinado, sob fiscalização do Estado, no nosso caso é de 30 anos. Cabe ao Governo o planejamento de políticas públicas de saúde, aplicação do acesso ao paciente à assistência”, explicou o diretor de operações da Inova, Vinícius Battistella. O prazo para a conclusão das obras de expansão é de dois anos e a reforma das estruturas já existentes serão realizadas em mais dois anos. Entre as atribuições do Inova Saúde MS estão recepção, limpeza e jardinagem, vigilância, portaria e estacionamento, lavanderia e rouparia, manutenção predial e engenharia clínica, central de material esterilizado, nutrição e dietética, esterilização, logística de almoxarifado e farmácia, transporte, necrotério, serviço de arquivo médico, estatística e faturamento, gases medicinais e utilidades, aquisição de insumos

Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 52 milhões nesta terça-feira
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Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 52 milhões nesta terça-feira

UMs seis dezenas do concurso 3.007 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo. O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 52 milhões. O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas lotéricas em todo o país ou pela internet, no site das Loterias da Caixa e pelo aplicativo Caixa. O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6. Agência reguladora pede que consumidor aguarde desdobramentos do caso antes de descartar itens. SAC da empresa falha tanto online quanto por telefone 0800 devido ao alto volume de procura | 07:35 – 12/05/2026

MS chega a 1,46 milhão de trabalhadores ocupados e tem o 7º maior rendimento médio do país
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MS chega a 1,46 milhão de trabalhadores ocupados e tem o 7º maior rendimento médio do país

Mato Grosso do Sul alcançou em 2025 o maior patamar da série recente de pessoas ocupadas, com 1,46 milhão de trabalhadores, crescimento de 4% em relação a 2024. Os dados são da PNAD Contínua – Rendimento de todas as fontes 2025, divulgada pelo IBGE, e mostram também que o Estado registrou o 7º maior rendimento médio do país, com R$ 3.727, além de massa mensal de renda recorde, estimada em R$ 6,75 bilhões. O avanço confirma o fortalecimento do mercado de trabalho sul-mato-grossense. Em 2025, eram 825 mil homens e 638 mil mulheres ocupadas no Estado, contra 1,41 milhão de pessoas ocupadas no ano anterior. Outro dado relevante é que o trabalho passou a responder por 80,7% da composição do rendimento total domiciliar per capita, acima dos 79,5% registrados em 2024, enquanto aposentadorias, pensões e programas sociais perderam participação relativa. Para o secretário Artur Falcette, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), os números refletem o ambiente econômico construído nos últimos anos em Mato Grosso do Sul. “A PNAD mostra um Estado que cresce com geração de trabalho, renda e oportunidades. Quando a renda do trabalho ganha participação na composição das famílias, isso indica dinamismo econômico, atração de investimentos e fortalecimento das cadeias produtivas. O desafio permanente é fazer esse crescimento chegar a mais pessoas, com qualificação profissional, inclusão produtiva e redução das desigualdades”, afirmou. Secretário Artur Falcette (Foto: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo) Ainda conforme Falcette, os resultados da PNAD ajudam a explicar o fortalecimento de Mato Grosso do Sul na dimensão Capital Humano (o 2º melhor do país) conforme o Ranking de Competitividade dos Estados 2026 – Eleições, elaborado pelo CLP (Centro de Liderança Pública) e divulgado na última semana. Enquanto o ranking mostra crescimento contínuo da nota do Estado (saindo de 64,45 em 2023 para 67,73 em 2025) os dados do IBGE ajudam a explicar, na prática, os fatores que sustentam essa evolução. “O Estado vive um momento de expansão econômica com geração de empregos, aumento da renda e fortalecimento da qualificação profissional. Hoje temos 1,46 milhão de pessoas ocupadas, o 7º maior rendimento médio do país e uma massa de renda recorde, resultado de um ambiente econômico dinâmico, que atrai investimentos e amplia oportunidades”, disse Falcette, completando em seguida. “Ao mesmo tempo, percebemos uma população trabalhadora cada vez mais escolarizada, com crescimento do número de pessoas com ensino médio e superior completos, o que mostra que desenvolvimento econômico e formação de capital humano estão caminhando juntos em Mato Grosso do Sul”, concluiu o chefe da pasta de Desenvolvimento. Mais sobre a PNAD Contínua 2025 O levantamento do IBGE também aponta queda no percentual de domicílios atendidos pelo Bolsa Família. Depois de atingir 13% em 2024, maior patamar da série, a proporção caiu para 9,5% em 2025, o equivalente a 102 mil domicílios. Com esse resultado, Mato Grosso do Sul aparece com o 5º menor percentual do país, abaixo da média nacional, de 17,2%. A escolaridade segue como um dos fatores mais decisivos para a renda. Em Mato Grosso do Sul, pessoas com Ensino Superior completo recebem, em média, R$ 6.632, mais de três vezes o rendimento médio de quem não tem instrução, estimado em R$ 1.824. Trabalhador qualificado para operar máquina em indústria de MS (Foto: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo) Entre os ocupados, a maior parcela já possui Ensino Médio completo, grupo que chegou a 488 mil pessoas em 2025, enquanto os trabalhadores com Ensino Superior completo somaram 375 mil. Já o rendimento domiciliar per capita médio do Estado chegou a R$ 2.369, o 8º maior do país. Por fim, o Índice de Gini do rendimento domiciliar per capita permaneceu praticamente estável, passando de 0,454 em 2024 para 0,457 em 2025. De acordo com o secretário-executivo de Qualificação Profissional e Trabalho, da Semadesc, Esaú Aguiar, “o resultado da PNAD reflete o momento de transformação econômica vivido por Mato Grosso do Sul, marcado pela expansão da agroindústria, novos investimentos privados e fortalecimento da economia verde e da inovação. A chegada de grandes empreendimentos industriais, especialmente nas cadeias de celulose, bioenergia e proteína animal, ampliou a demanda do setor produtivo por mão de obra qualificada. Com isso, o Governo do Estado aprimorou e fortaleceu as políticas públicas voltadas à formação técnica, interiorização do emprego e de qualificação profissional”, finalizou. Marcelo Armôa, Comunicação SemadescFoto: Bruno Rezende/Secom/Arquivo Fonte: Secom Mato Grosso do Sul

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